sábado, maio 23, 2026

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Exportação de carne bovina e suína segue aquecida; frango recua levemente



As exportações brasileiras de carne bovina e suína seguem aquecidas até a quarta semana de maio, enquanto as de carne de aves sofreram um leve recuo na média diária de embarques.

Os números parciais de exportação de proteína animal pelo Brasil foram divulgados nesta segunda-feira (26), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex), e consideram, até o momento, 16 dias úteis.

As exportações de carne bovina do Brasil somam, até a quarta semana de maio, 173,80 mil toneladas, com média diária exportada de 10.862 toneladas em 16 dias úteis. Em comparação com a média diária exportada de maio de 2024, de 10.093 toneladas, houve avanço de 7,62%. Durante o mês de maio inteiro do ano passado, a exportação totalizou 211.956 toneladas.

O preço médio pago por tonelada também avançou na média de maio/2025, ficando, até agora, em US$ 5.177,70, 14,9% a mais ante a média de maio de 2024, de US$ 4.503,20. Em relação ao faturamento, o acumulado, até a quarta semana de maio, é de US$ 899,9 milhões, ante US$ 954,47 milhões do mês de maio inteiro do ano passado.

Quanto às exportações de carne de aves, o volume exportado até a quarta semana de maio somou 318.529 toneladas. No mês de maio de 2024, foram exportadas 424.417 toneladas. A média diária de embarques até agora é de 19.908 toneladas, 1,49% abaixo das 20.210 toneladas de maio/2024.

Em faturamento, o atual mês de maio somou até agora US$ 575,95 milhões. Já maio de 2024 fechou com US$ 751,89 milhões. O faturamento médio diário com as exportações de carne de aves equivale, até o momento, a US$ 1.808,20 por tonelada, 2,07% mais ante os US$ 1.771,60 por tonelada de maio/2024.

Em relação à carne suína, o Brasil exportou, até a quarta semana de maio, 82.226 toneladas. Em maio de 2024, o total exportado acumulou 91.629 toneladas. A exportação média diária está em 5.139 toneladas nesses 16 dias úteis de maio, 17,79% mais do que as 4.363 toneladas de maio/2024.

O valor faturado antes mesmo de fechar o mês de maio, de US$ 211,51 milhões, já ultrapassou em 0,68% o valor total de maio de 2024, de US$ 210,08 milhões. Isso se deve ao preço médio maior pago por tonelada em maio de 2025 ante igual mês de 2024. Neste mês, os importadores pagaram US$ 2.572,40 por tonelada, 12,19% mais ante os US$ 2.292,80 por tonelada de maio de 2024.



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Colheita de soja 2024/25 está praticamente concluída no Brasil, segundo a Conab



A colheita de soja da safra 2024/25 no Brasil já está praticamente no fim, perfazendo 99,5% da área semeada, conforme o boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os trabalhos de campo avançaram 0,6 ponto percentual em relação à semana anterior. Na média dos últimos cinco anos, que é de 99,1%, a colheita está 0,4 ponto percentual adiantada.

Entre os 12 estados produtores, ainda falta encerrar a colheita no Rio Grande do Sul e no Piauí, que contam, ambos, com 99% da área colhida, além de Santa Catarina (97,5%) e Maranhão (90%).

Colheita de milho

A colheita do milho de inverno 2024/25, ou “safrinha” já começou no país. Até domingo (25), 0,3% da área havia sido colhida, avanço de 0,3 ponto percentual em relação à semana passada.

Na comparação com igual momento da safra 2023/24, quando 1,1% havia sido colhido, há atraso de 0,8 ponto percentual. Em comparação com as últimas cinco safras, cuja média de colheita é de 0,6%, há atraso de 0,3 ponto percentual.

Já a colheita do milho verão 2024/25 perfazia, até domingo, no país, 86,9% da área semeada, avanço de 4,6 pontos percentuais em relação à semana anterior. Em relação a igual período da safra passada, há adianto de 5,3 pontos percentuais.

Na média dos últimos cinco anos, que é de 83,2%, a colheita também está adiantada em 3,7 pontos percentuais.

Arroz

A colheita de arroz no país atingia, até domingo, 97,4% da área, avanço de 2,4 pontos percentuais em relação à semana anterior. Em comparação com igual período do ciclo 2023/24, quando 94% do cereal havia sido colhido, há avanço de 3,4 pontos porcentuais. Na média dos últimos cinco anos, que é de 97,2%, há leve avanço de 0,2 ponto porcentual.

Algodão

A colheita de algodão 2024/25 também já começou no país e atinge, agora, 0,4% da área plantada, avanço de 0,2 ponto percentual em relação à semana passada. Na comparação com a safra passada, há leve atraso de 0,3 ponto percentual. Na média dos últimos cinco anos, de 0,5%, há leve atraso de 0,1 ponto porcentual.

Trigo

Por fim, a semeadura do trigo 2025 cobria até domingo 30,6% da área, informou a Conab. Em relação à semana passada, os trabalhos avançaram 5,1 pontos porcentuais.

Na comparação com igual momento da safra passada, quando 29,6% estavam semeados, há adianto de 1 ponto percentual. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 30,1%, há adianto de 0,5 ponto percentual.



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Primeira onda de frio de verdade está chegando! E vem muito forte


O fim de maio vai trazer a primeira onda de frio real de 2025. De acordo com a Climatempo, esse frio estará entre os mais intensos de todo o ano. 

Os meteorologistas preveem que a onda de frio trará temperaturas abaixo de 0 °C a áreas dos três estados da região Sul. Mas o Centro-Oeste e o Sudeste não perdem por esperar: as duas regiões devem ver os termômetros marcando menos de 10 °C.

O ar polar entrará intenso pelo interior do país, causando uma queda de temperatura nessas regiões e até no Norte, atingindo Rondônia, Acre e sul do Amazonas.

Impacto da onda de frio

A previsão da Climatempo é de que o ar frio de origem polar comece a atuar com força no Sul durante a próxima quarta-feira (28), causando uma acentuada queda das temperaturas máximas. A noite dessa quarta já será bem fria por lá.

Também nesse dia, o vento frio começa a influenciar as áreas de Mato Grosso do Sul próximas ao Paraguai.

Na quinta-feira (29), a onda de frio começa a causar queda de temperatura em São Paulo, Mato Grosso do Sul e oeste e sul de Mato Grosso. Também deve chegar a áreas de Rondônia e, provavelmente, ao extremo sul do Acre e do Amazonas.

A sexta-feira (30) deve apresentar o pico do frio, segundo a Climatempo, com acentuada queda de temperatura na madrugada nos estados do Sul, em São Paulo, sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, Mato Grosso do Sul, extremo sul de Goiás, oeste e sul de Mato Grosso, Rondônia, Acre e sul do Amazonas.

Nesse dia, é esperada ainda queda acentuada da temperatura máxima no Rio de Janeiro e na Zona da Mata Mineira. 

Na Grande Belo Horizonte, no centro-norte e leste de Minas Gerais e no Espírito Santo, essa baixa das temperaturas máximas deve ocorrer no sábado (31). 

Essas últimas áreas do Sudeste serão as menos impactadas pela forte onda de frio que deve passar pelo Brasil nos últimos dias do mês.

Recordes de frio

Novos recordes de baixa temperatura, tanto de menor temperatura do ano como de tarde mais fria devem ser estabelecidos em muitas áreas do Centro-Sul. 

Até o dia 26 de maio, a menor temperatura registrada no Brasil em 2025 foi de  – 3,2 °C na região de São Joaquim, na Serra Catarinense. Na passagem dessa intensa onda de frio do final de maio, a Climatempo prevê temperaturas entre –5 °C e – 7 °C, nas regiões mais elevadas de Santa Catarina. As temperaturas mais baixas devem ocorrer nos dias 30 e/ou 31 de maio.

É possível que regiões no sul de Mato Grosso do Sul e na divisa de São Paulo com o Paraná registrem temperaturas próximas de 0 °C.

Áreas do norte do estado de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no extremo sul de Goiás poderão registrar temperaturas entre 5 °C e 10 °C.

A maioria das áreas no sul de Minas Gerais deve registrar temperaturas entre 5 °C e 10 °C na sexta-feira. Mas os pontos mais altos da região podem registrar entre 3 °C e 5 °C.

Muitas áreas em Mato Grosso do Sul devem registrar temperaturas entre 5 °C e 10 °C na sexta. Nessa data, o sul de Mato Grosso e a fronteira do estado com a Bolívia sentirão um resfriamento intenso e poderão registrar temperaturas entre 10 °C e 14 °C.

É possível que áreas no extremo sul de Rondônia registrem temperaturas próximas de 10 °C.

Recordes de frio nas capitais

As capitais da região Sul e de alguns estados do Centro-Oeste e Sudeste devem registrar novos recordes de menor temperatura do ano nos últimos três dias de maio de 2025. O mais provável é que as menores temperaturas ocorram na madrugada ou nas primeiras horas da manhã da sexta-feira ou do sábado.

Veja as menores temperaturas esperadas durante a onda de frio

  • Porto Alegre: 7 °C a 9 °C – recorde atual: 9,2 °C
  • Florianópolis: 9 °C a 11 °C – recorde atual: 12,4 °C
  • Curitiba: 2 °C a 4 °C – recorde atual: 9,5 °C
  • São Paulo: de 8 °C a 10 °C- recorde atual: 13,3 °C
  • Campo Grande: de 4 °C a 6 °C – recorde atual: 13,8 °C
  • Cuiabá: de 11 °C a 13 °C – recorde atual: 19 °C
  • Novos recordes de menor temperatura do ano também são esperados para Porto Velho e Rio Branco.
  • Primeira neve de 2025

Será que vai ter neve?

A frente fria que vai proporcionar essa queda severa de temperatura é resultante de uma combinação considerada muito especial de umidade e temperatura em vários níveis da atmosfera. Segundo a Climatempo, isso , vai possibilitar a ocorrência de neve e de outros tipos de precipitação invernal no Sul. 

Esta é a primeira vez que se projeta uma condição de frio úmido intenso efetivamente favorável para a ocorrência de neve em 2025.

A Climatempo prevê que a maior chance de ocorrência de neve, e de outras precipitações invernais no Sul, esteja entre o fim da tarde de quarta-feira e a madrugada de quinta. 

As áreas com maior chance de neve são as regiões serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. É considerada a possibilidade de neve inclusive de cidades mais baixas da Serra Gaúcha, como Gramado, Canela e Caxias do Sul. 

Precipitações invernais, com chuva congelada, e uma possibilidade menor de queda de neve é considerada para o planalto sul de Santa Catarina e áreas do extremo norte gaúcho. 

Porções no sul do Paraná têm maior chance de registrar chuva congelada do que neve.

Risco de geada

Após o período de frio úmido que gera neve no Sul, o Centro-Sul do Brasil vai passar pelo frio seco intenso, que é a condição favorável para a formação da geada branca. Esse fenômeno é o congelamento do orvalho sobre superfícies, que ocorre quando a temperatura alcança 0 °C ou menos. 

Quando a geada branca ocorre em grandes extensões, a aparência é de um grande tapete branco feito de gelo.

A geada na região Sul poderá apresentar de moderada a forte intensidade em vários locais dos três estados, com riscos para a agricultura.

Alguns locais do sul de Mato Grosso do sul também podem sofrer com geada, principalmente em baixadas, mas sem risco para a agricultura.

Em São Paulo, há possibilidade de geada em áreas próximas da divisa com o Paraná e nas baixadas no norte do estado, sem ameaçar os cultivos.

O sul mineiro também está sujeito a geada, sem potencial de danos, em áreas de baixada e nos pontos mais elevados da Serra da Mantiqueira.

Segundo pulso de ar frio

Uma segunda massa de ar frio polar já está sendo esperada para os primeiros dias de junho. Entre o enfraquecimento da primeira onda de frio e a chegada desta segunda massa de ar frio, não haverá tempo suficiente para um aquecimento relevante no Centro-Sul, avaliam os meteorologistas da Climatempo. 

Assim, o frio será renovado e as temperaturas vão se manter bastante baixas em grande parte dessa grande região até o dia 3 de junho.

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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como estão os preços da soja


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul segue cauteloso, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 13/06 na casa de R$ 135,80, marcando alta de 2,11%. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. 04/07 R$ 132,00 Ijuí – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 04/07. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 118,50 a saca, para o produtor”, comenta.

Em Santa Catarina, a leve desvalorização observada recentemente no preço da saca reflete a instabilidade do mercado físico, com valores no interior variando entre R$ 125,00 e R$ 130,00, e no porto de São Francisco chegando a R$ 133,66. “No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 133,66”, completa.

As exportações do Paraná estão em queda. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 132,88, marcando baixa de 0,99%. Em Cascavel, o preço foi 117,28(-1,09%). Em Maringá, o preço foi de R$ 119,12(+0,13%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 118,86(-0,87%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$133,67(-0,07%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

A safra de soja em Mato Grosso do Sul foi finalizada com 14,686 milhões de toneladas, alta de 18,9%, mas com rentabilidade baixa, cerca de 8%, devido ao clima adverso. A comercialização segue lenta, com preços estáveis. Produtores avaliam alternativas como o eucalipto para melhorar a lucratividade. O frete continua pressionando as margens. No dia, a soja foi cotada a R\$ 120,11 em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, e R\$ 111,27 em Chapadão do Sul.

No Mato Grosso os fretes estão em alta. “Mato Grosso está prestes a colher a maior safra de sua história, impulsionada principalmente pela soja. Campo Verde: R$ 112,20(-1,07%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,18(-0,40%), Nova Mutum: R$ 109,18(-0,40%). Primavera do Leste: R$ 112,20(-1,07%). Rondonópolis: R$ 111,66(-1,54%). Sorriso: R$ 108,90(-0,66%)”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ibovespa fecha com queda discreta em dia de tombo de BB e salto de Marfrig


Logotipo Reuters

 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta sexta-feira, marcada pelo tombo das ações do Banco do Brasil, refletindo frustração dos agentes com o resultado do banco nos primeiros meses do ano, e pela disparada da Marfrig, que renovou máximas históricas após anunciar que irá incorporar a BRF.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,24%, a 138.999,03 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 137.713,31 pontos na mínima e 139.334,72 pontos na máxima do dia. Na semana, contudo, acumulou um ganho de 1,82%.

O volume financeiro nesta sexta-feira somava R$25,58 bilhões antes dos ajustes finais, influenciado também pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

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Connection Experience 2025 destaca produtos com Indicação Geográfica


De 28 a 31 de maio de 2025, Gramado (RS) sedia o Connection Experience Terroirs do Brasil, evento que celebra cultura e gastronomia regional. Mais de 50 expositores estarão reunidos para apresentar produtos com Indicação Geográfica (IG), reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Com isso, o público poderá conhecer e degustar itens únicos, como o queijo artesanal serrano, o mel de aroeira e o açafrão de Mara Rosa (GO). Enquanto passeia pela Alameda Terroir, na Rua Coberta, o visitante vivencia sabores, histórias e tradições de diferentes regiões brasileiras.

O evento é uma oportunidade de valorização da origem e do território de cada produto com IG. Além disso, a Arena de Café oferecerá degustações guiadas e experiências sensoriais com mais de 13 cafés brasileiros de origem controlada.

Com foco em negócios, o evento também promove o networking entre produtores, empreendedores e compradores de todo o Brasil. O Connection Experience fortalece cadeias produtivas locais e incentiva o turismo regional com base na sustentabilidade e na inovação.

Realizado pela Rossi & Zorzanello, em correalização com o Sebrae, o evento reforça o valor dos produtos de origem.

Para ver a agenda completa e saber mais informações, acesse AQUI.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho futuro reage, apesar de pressão no spot


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado futuro de milho na B3 fechou esta segunda-feira (26) em alta, impulsionado pela valorização do dólar, já que não contou com a referência da Bolsa de Chicago, que esteve fechada. Apesar disso, o mercado interno segue pressionado pela ampliação da oferta no spot, conforme levantamento do Cepea divulgado no mesmo dia.

Segundo o Cepea, a colheita da segunda safra começou de forma localizada no Paraná e em partes do Mato Grosso, enquanto a safra de verão caminha para a reta final. Com isso, há um aumento no volume de milho disponível, o que pressiona os preços. Por outro lado, compradores seguem retraídos, apostando na possibilidade de novas quedas, diante das perspectivas de uma safra abundante.

No cenário externo, os preços do milho avançaram, reflexo do excesso de chuvas na Argentina, tempestades nos Estados Unidos e previsões de geadas no Centro-Sul do Brasil na próxima semana. No entanto, essa alta internacional não foi suficiente para frear a pressão de baixa no mercado brasileiro. Além disso, o setor monitora possíveis impactos na demanda, após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no país.

Mesmo com este contexto, os contratos futuros encerraram o dia em alta. O vencimento julho/25 foi negociado a R$ 63,60, com alta de R$ 0,41 no dia e de R$ 1,53 na semana. Já o contrato setembro/25 fechou em R$ 68,57, subindo R$ 0,84 no dia e acumulando alta de R$ 1,57 na semana. O contrato novembro/25 encerrou em R$ 64,91, com avanço diário de R$ 0,57 e ganho semanal de R$ 1,74.

 





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Alívio nos mercados com adiamento das tarifas dos EUA sobre UE; ouça análise


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o alívio nos mercados globais com o adiamento das tarifas dos EUA sobre a União Europeia.

No Brasil, o dólar subiu 0,51%, a R$ 5,67, pressionado pelos ruídos em torno do IOF e saída de capitais, enquanto o Ibovespa avançou levemente aos 138 mil pontos.

Hoje, destaque para o IPCA-15 e dados de bens duráveis nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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confira os impactos da frente fria de hoje



A frente fria anunciada para chegar ao Sul do país se instala e deve causar temporais com raios, ventos e queda de granizo nesta terça-feira (27). O mesmo sistema chega ao Centro-Oeste, mas sem grandes impactos. Confira a previsão de hoje:

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Sul

Uma nova frente fria avança sobre o país e deve reforçar e espalhar as instabilidades sobre o Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná. Ainda pela manhã, já há condições para temporais com raios, ventos e eventual queda de granizo nas regiões gaúchas. As instabilidades alcançam o oeste catarinense à tarde e o sudoeste e sul paranaense à noite. Ao longo do dia, são esperadas também rajadas de vento mais fortes — independentemente da chuva — entre os três estados.

Sudeste

O tempo segue firme, com predomínio de sol na maior parte da região. Entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, ainda não há previsão de chuva, com destaque para o aumento das temperaturas e do calor. A umidade relativa do ar permanece baixa entre o interior paulista e mineiro. No Espírito Santo, a entrada de umidade marítima favorece maior formação de nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva no decorrer do dia.

Centro-Oeste

Uma nova frente fria — com deslocamento mais continental — deve promover a virada no tempo no oeste de Mato Grosso do Sul. Apesar disso, ao longo do dia, o sol predomina entre nuvens, faz calor e não chove. Em Mato Grosso, a umidade ainda presente mantém a condição para pancadas no norte e noroeste do estado. Em Goiás e no Distrito Federal, predomínio de tempo aberto e sem previsão de chuva.

Nordeste

A circulação de ventos marítimos conduz umidade sobre a costa leste, favorecendo chuva ao longo de toda a faixa litorânea. Destaque para chuva mais expressiva no litoral da Bahia, entre Sergipe e Pernambuco. Chuva isolada também no litoral do Maranhão. O interior do Nordeste segue com tempo firme.

Norte

Temporais continuam no Amazonas, em Roraima e no Amapá. Condições para chuva forte no Acre e em Rondônia. No Pará, as instabilidades se concentram no oeste, principalmente nas divisas com o Amazonas. O Tocantins segue com tempo firme e céu aberto.



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Novos zoneamentos climáticos tendem a ampliar produção de batata


Dois novos estudos de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) vão impulsionar o cultivo de batata no Brasil.

As portarias, elaboradas com base em estudos realizados pela Embrapa, foram publicadas nesta terça-feira (27) pelo Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa).

O objetivo é oferecer ao setor produtivo orientações sobre áreas com maior probabilidade de sucesso para o desenvolvimento das lavouras, levando em consideração especificidades do cultivo com foco no mercado fresco (mesa) e na produção de matéria-prima para a indústria.

A principal diferença entre as duas finalidades diz respeito ao ciclo da cultura, o que reflete em diferentes potenciais produtivos e padrões de qualidade. A batata de mesa, neste caso, tem o ciclo da cultura interrompido em torno de 90 dias para que a aparência atenda às exigências do mercado. Já para a indústria, o ciclo vai de 120 até 130 dias, priorizando o tamanho e a qualidade do produto.

“A batata para o mercado fresco é interrompida em torno de 90 dias porque a intenção é
que apresente aparência, com pele lisa, para agradar o mercado. E para a indústria é
necessário deixar crescer bastante e completar o ciclo de maturidade, que é quando atinge
o máximo de matéria seca e o mínimo de açúcar. Essas são as qualidades intrínsecas para
dar um produto de boa qualidade, como crocância e cor clara. Nesse caso, não importa que
a pele fique mais áspera”, contextualiza o pesquisador Arione Pereira, responsável pelo Programa de Melhoramento Genético de Batata da Embrapa.

Zarc não considera cultivares específicas

O Zarc da batata não considera cultivares específicas, mas leva em conta a realidade do
sistema de produção. Este tende a ser similar em grande parte das regiões produtoras no
Brasil.

O manejo, que interrompe a maturação natural das plantas antes do período para
atendimento a necessidades específicas, faz com que as diferenças na produção entre as
cultivares não sejam importantes ao estudo.

“O zoneamento não considerou diferenças entre as cultivares em função do ciclo da cultura
ser definido pelo manejo no sistema de produção”, afirma o pesquisador da Embrapa Clima
Temperado (RS) e um dos responsáveis pela elaboração do Zarc, Carlos Reisser Júnior.

Esse é um dos motivos que justifica a necessidade da elaboração de estudos separados
considerando as diferentes aptidões das batatas.

Riscos enfrentados pela batata

No caso da batata, aspectos climáticos, como as temperaturas extremas e volume de precipitação inadequado são os principais fatores de risco para a produção. Especificamente com relação às chuvas, os períodos de seca impactam diretamente nas lavouras, mas o uso de irrigação pode ajudar a contornar estes problemas.

Já o excesso de chuvas, por sua vez, além do encharcamento, causa danos considerados indiretos, favorecendo o surgimento de doenças nas plantas e nos tubérculos.

Outros fatores climáticos importantes dizem respeito a reduções nos níveis de radiação e à
incidência de granizo e geada. Além disso, outros critérios considerados como auxiliares no estudo são os aspectos como qualidade do solo, altitude e estimativa de produtividade das áreas, indicando, assim, as regiões com maior ou menor potencial produtivo.

Dessa forma, para a elaboração do zoneamento, essas condições são levadas em consideração ao longo de todo o ano. Com definição dos níveis prejudiciais quanto a cada uma delas, de maneira a se estabelecer as classificações de risco de perda.

As novas portarias substituem os antigos Zoneamentos Agroclimáticos da batata, que eram
realizados por estados produtores.

Assim, a partir da publicação delas, o trabalho apresenta os resultados por municípios, considerando todas as regiões do país, a partir de busca na plataforma Painel de Indicação de Riscos do Mapa, ou via aplicativo Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (SP).

A nova metodologia, unificada para todo o país, também ajuda a identificar novas áreas com potencial produtivo. Esse foi o caso de regiões em condições de altitude elevada na Bahia. Por serem climaticamente propícias, essas áreas apresentam risco climático dentro dos níveis aceitos nos Programas de Seguro Rural (PSR) e de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), mesmo que não abriguem tradicionalmente a cultura, diferentemente dos estudos anteriores.

No entanto, Reisser destaca a necessidade de realizar testes e considerar outros fatores, como disponibilidade de água e de mão-de-obra qualificada na região. Também ressalta o mercado e a logística de distribuição, por exemplo, antes da implantação de novas áreas.

Para a consulta, produtores rurais e demais atores selecionam o município de interesse e o sistema sinaliza quais as datas indicadas para o plantio. Sinaliza também caso a área seja propícia ao cultivo, indicando também variações de riscos de perda de 20%, 30% e 40%.

Levando em consideração variáveis como altitude da área e tipo de solo, bem como a finalidade do plantio, o cálculo indica risco menor em regiões de baixa precipitação para áreas com sistema de irrigação já instalado.

Para o pesquisador, essas informações são fundamentais, porque mostram as melhores épocas para se produzir com menores riscos. “É uma orientação para o sucesso do produtor”, afirma. Além disso, o Zarc organiza o sistema de produção nacional para que os interessados tenham um balizador para evitar riscos excessivos.

“O estudo é realizado pela Embrapa, com a colaboração de especialistas de outras organizações, e é também utilizado pelo PSR, Proagro e sistema de seguro particular, o que mostra a importância dessa ferramenta”, justifica.

Parcerias para a realização do estudo

(Foto: reprodução)

O trabalho para a elaboração do Zarc da batata foi coordenado pela equipe da Embrapa Clima Temperado. Unidade que também realiza o Programa de Melhoramento Genético de Batata da Embrapa, responsável pelo desenvolvimento de novas cultivares.

O portfólio da empresa abriga cinco cultivares lançadas desde 2012 – três em processo de adoção -, e está avançando. Assim, ela representa hoje cerca de 7% das cultivares disponíveis no mercado nacional, com materiais que conciliam produtividade com diferentes aptidões culinárias.

Dessa forma, ainda contribuíram na validação do estudo pesquisadores da Embrapa Hortaliças (DF), que também faz parte do Programa de Melhoramento. Também a Embrapa Agricultura Digital, responsável pelo banco de dados, onde estão armazenados os dados ligados ao zoneamento.

Outra parceria importante foi da Associação Brasileira da Batata (ABBA). A entidade deu apoio às equipes de pesquisa na articulação com produtores e indústrias. Assim possibilitando a construção da metodologia e validação dos dados junto aos elos do setor produtivo.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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