sábado, maio 23, 2026

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Brasil notifica erradicação do foco de gripe aviária no RS à OMSA



O Brasil notificou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a conclusão da política de erradicação, prevista no Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária, na granja comercial em que foi detectado um caso da doença em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Segundo o relatório, as ações na região foram concluídas em 21 de maio.

O governo brasileiro informou também à OMSA que não foram identificados outros casos da doença durante a investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial na área perifocal, 3 km ao redor do surto, e na área de vigilância, 10 km do foco.

Em relação à origem do foco, o Ministério da Agricultura destacou à OMSA que há similaridade no genoma sequenciado com genomas de aves silvestres infectadas já rastreados.

“O sequenciamento completo do genoma detectou alta identidade com cepas previamente isoladas na América do Sul, e similaridade de 98,21% a 99,79% quando comparado com as sequências de aves silvestres relatadas. Foi detectada a presença de mutações indicando potencial adaptação a mamíferos, como já havia sido identificado nas sequências analisadas em evento anterior”, afirmou o governo brasileiro à OMSA.

Segundo o ministério, não foi identificada na análise laboratorial da doença qualquer mutação relevante de resistência antiviral. “A genotipagem revelou que as amostras apresentam genótipos semelhantes aos previamente identificados em aves silvestres no Brasil”, acrescentou o ministério.

A partir da conclusão da política de erradicação, o status do foco da doença foi alterado de “ocorre no país” para “ocorre na zona”, segundo a OMSA.

O evento sanitário, que está em andamento, teve início em 12 de maio, conforme o relatório, e o agente é o vírus H5N1. Ao todo, 17.025 aves morreram ou foram sacrificadas, conforme relatório publicado no site da OMSA.

À OMSA, o Ministério da Agricultura informou que já adotou medidas de controle do foco, como desinfecção, rastreabilidade, descarte oficial de carcaças, subprodutos e resíduos, eliminação oficial de produtos de origem animal, vigilância da zona em torno do foco, zoneamento, controle de movimentação dos produtos e abate sanitário.

“Desde o início da investigação do Serviço Veterinário Oficial, o local foi colocado em quarentena, incluindo a suspensão da movimentação de aves e produtos”, esclareceu o ministério.

Trata-se do primeiro caso no Brasil de gripe aviária no sistema comercial (influenza aviária de alta patogenicidade). O caso em uma granja comercial foi confirmado há dez dias em um matrizeiro (granja de produção de ovos férteis) de aves comerciais em Montenegro, segundo o ministério.

A partir da desinfecção do local e contenção do foco, o Brasil está em vazio sanitário de 28 dias, período necessário para retomar o status de livre da doença, caso não haja novos casos.

Foco de gripe aviária está contido, afirma Fávaro

“Posso assegurar que o foco de Montenegro está contido, apesar de estarmos no quinto dia depois da desinfecção da granja e do aparecimento do foco. Pela rapidez na propagação dessa doença, pela letalidade e pela agressividade do vírus, se esse vírus tivesse escapado para outras regiões, em quatro a cinco dias teríamos novos casos”, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado.

“Isso mostra que as barreiras sanitárias funcionaram. Passados 28 dias do período incubatório do vírus, vamos declarar o Brasil novamente livre de gripe aviária. A tendência é de que isso ocorra nos próximos 22 dias”, assegurou.

O ministro destacou que os trabalhadores da granja não se contaminaram com a doença. “Em paralelo, subimos a régua no sistema de alerta, chegando a ter 20 suspeitas de investigação e hoje estamos com 11. Isso não é motivo de preocupação e, sim, como deve ser, pelo menor sintoma em aves é dever do avicultor reportar ao sistema para os animais serem testados”, disse o ministro.

Ele citou que neste período outra suspeita da doença em uma granja comercial em Ipumirim, no oeste de Santa Catarina, foi descartado. E mencionou que está sendo investigada neste momento uma suspeita da doença em plantel comercial em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, a 135 km de Montenegro e onde foi detectado um caso da doença de Newcastle no ano passado. “Estamos monitorando o mercado com toda a tranquilidade”, afirmou Fávaro.

Sobre o caso confirmado nesta terça de gripe aviária em aves silvestres em Mateus Leme (MG), o ministro afirmou que a notificação é natural, dado que o vírus está presente em aves silvestres no país há dois anos e que o Brasil está na região de rotas migratórias do Hemisfério Sul para o Hemisfério Norte.

“À medida que os animais que fazem essa rota têm contaminação, vão aparecer casos em animais silvestres no nosso território”, apontou.



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Caso de gripe aviária em Minas Gerais é confirmado pelo Mapa



O município de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, teve um caso de gripe aviária — Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) — confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (27).

De acordo com a plataforma Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN), mantida pela pasta e atualizada diariamente, a doença foi identificada em aves silvestres, especificamente em cisne-negro.

Com o caso de agora, são dois focos em andamento no país. O outro, em zoológico de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, ainda está em investigação.

Contudo, o estopim da crise, o caso em uma granja comercial em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi encarrado pela pasta, visto que as barreiras sanitárias contiveram o surto e o local permanece em quarentena.

Até o momento, são 11 focos que seguem em investigação:

  • Canoas (RS) — silvestre/ vida livre (pombo)
  • Montenegro (RS) — silvestre/ vida livre (joão-de-barro)
  • Anta Gorda (RS) — criação doméstica (comercial)
  • Armação dos Búzios (RJ) — silvestre/ vida livre (trinta-réis-de-bando)
  • Ilhéus (BA) — silvestre/ vida livre (pombo)
  • Aurelino Leal (BA) — criação doméstica (subsistência)
  • Salitre (CE) — criação doméstica (subsistência)
  • Quixadá (CE) — criação doméstica (subsistência)
  • Icapuí (CE) — silvestre/ vida livre (batuiruçu-de-axila-preta)
  • Aguiarnópolis (TO) — criação doméstica (comercial)
  • Eldorado do Carajás (PA) — criação doméstica (subsistência)

De acordo com a última atualização do Mapa a respeito das suspensões de exportações de carne de frango, ovos e derivados brasileiros pelos países, até o momento, a situação é a seguinte:

  • Suspensão total das exportações: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka, Paquistão, Albânia, Namíbia e Índia.
  • Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão, Ucrânia, Rússia, Bielorrússia, Armênia, Quirguistão e Angola.
  • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Emirados Árabes Unidos e Japão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soluções para rentabilidade no agro além das commodities



Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos



Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos
Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos – Foto: USDA

De acordo com Gustavo Agnelli Albuquerque, Consultor Associado de Transformação Digital no Agronegócio da OW Interactive, a produção de commodities como soja, milho, gado e cana segue sendo o pilar da economia agro brasileira, e continuará por algum tempo. Dados históricos confirmam que o PIB da agropecuária mantém crescimento, impulsionado principalmente pela soja e outras culturas de ciclo curto.

No entanto, ele alerta que esse crescimento também traz desafios. A busca acelerada por aumento de produção e produtividade levou muitos produtores a se alavancarem financeiramente. Com a elevação dos juros, reflexo da política monetária de controle inflacionário, somada aos financiamentos de longo prazo, o peso das dívidas começa a sufocar o caixa. Além disso, algumas culturas, mesmo com alta eficiência agronômica, não estão gerando o retorno esperado.

A solução, segundo Gustavo, exige uma visão técnica apurada e uma mentalidade empresarial mais estruturada. Entre os caminhos estão: adoção de bioinsumos e adubos orgânicos produzidos na própria fazenda, práticas como rotação de culturas, além da introdução de cultivos de maior valor agregado e com menor concorrência. Outro ponto chave é a verticalização, trabalhar em conjunto com outros produtores, replicando o modelo bem-sucedido de grandes cooperativas.

“Produtores que estão tendo resultados em meio a crise, adotam essa estratégia, e sim, é possível fazer isso com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, conceitos fundamentais para acessar mercados mais exigentes”, conclui.

 





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operação ‘Pagode Russo’ apreende 500 litros de bebidas clandestinas


A Operação Ronda Agro LXXXVIII, denominada “Pagode Russo”, foi deflagrada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última quinta-feira (22), no município de Paulista, região metropolitana de Recife, Pernambuco.

A ação identificou um estabelecimento sem registro que produzia bebidas alcoólicas de forma clandestina, utilizando, para isso, embalagens de marcas conhecidas no mercado nacional.

De acordo com a Delegacia de Crimes contra o Consumidor (Decon), da Polícia Civil do estado, o objetivo da prática era induzir o consumidor ao erro quanto à origem e autenticidade do produto.

Ao todo, a operação resultou na apreensão de, aproximadamente, 500 litros de bebidas rotuladas como vodka e aperitivo, além de utensílios e equipamentos usados na produção, como compressor, caixa d’água, esteiras, rótulos falsos e mais de 3.500 garrafas vazias. O valor estimado dos itens confiscados é de R$ 100 mil.

Além disso, os agentes encontraram aditivos como corantes, extratos e aromatizantes, utilizados para mascarar a origem e alterar as características sensoriais das bebidas, práticas em desacordo com os padrões estabelecidos pela legislação.

operação pagode russo - apreensão de bebidas clandestinas
Foto: Divulgação Mapa

As condições higiênico-sanitárias do galpão eram consideradas inadequadas para a manipulação de alimentos, com garrafas reutilizadas armazenadas no chão, em ambiente contaminado com fezes de pombos.

Também foram detectadas irregularidades na rotulagem dos produtos, com informações enganosas que não correspondiam à composição real das bebidas, violando normas de comercialização e segurança alimentar.

“A ausência de controle sobre a matéria-prima, a manipulação em ambiente insalubre e o uso de substâncias não autorizadas representam riscos à saúde pública, incluindo possibilidade de reações adversas, intoxicações e contaminações diversas”, diz o Mapa, em nota.

Além disso, a rotulagem enganosa compromete o direito à informação do consumidor e configura concorrência desleal com produtores regulares, além de configurar delitos contra a propriedade intelectual.

A ação teve atuação do Programa Vigifronteiras e do Serviço Regional de Operações Avançadas de Fiscalização e Combate a Fraudes (Serfic/Dipov), em parceria com a Decon.



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Preços do milho em queda? Superoferta e gripe aviária ditam cotações



O desenvolvimento da safrinha de milho no Brasil e início da colheita em algumas regiões seguiu animando o setor. Consultorias reforçam as expectativas para uma safra recorde este ano.

Nos preços internos, o cereal apresentou leve recuperação após períodos de queda, com o mercado mais estável no final da semana. O clima adverso em importantes regiões produtoras pelo mundo continua sendo um fator de sustentação no mercado global.

Exemplo disso são os Estados Unidos, onde a situação climática esteve no radar, com relatos de seca severa e baixa umidade do solo em estados fundamentais para a produção de milho, como Dakota do Norte, Dakota do Sul e Nebraska.

Quanto às cotações, o cereal encerrou a semana em Chicago precificado a US$ 4,59 por bushel, alta de 3,61% sobre o período anterior. Já na B3, o contrato para julho de 2025 fechou em R$ 63,10 por saca, valorização de 1,69%. No mercado físico brasileiro, a predominância foi de baixas em todas as regiões produtoras.

E agora, o que esperar do milho?

Balanço da plataforma Grão Direto traça os principais pontos de atenção para o mercado do grão amarelo nesta semana. Acompanhe:

  • Gripe aviária: apesar do recente caso de gripe aviária confirmado em granja comercial de Montenegro (RS), o mercado entende que o impacto sobre os preços dos cereais será limitado. Isso ocorre porque os principais importadores – como Arábia Saudita, México, Japão e China – adotaram embargos específicos, restringindo apenas as exportações da localidade afetada, e não de todo o país.
  • Normalização dos embarques: com a rápida implementação de todas as medidas sanitárias para controle da influenza aviária no país, a expectativa é de normalização do mercado em até 30 dias. “Mesmo o Brasil sendo o último grande exportador a registrar um caso em granja comercial, não se espera que isso pressione significativamente os preços dos grãos, dada a demanda global firme por proteína de frango, que sustenta a procura por ração”, considera a Grão Direto, em nota.
  • Milho 2ª safra: a colheita do milho 2ª safra já começou em algumas regiões do Centro-Oeste. Com uma expectativa de produção acima de 100 milhões de toneladas, o avanço dos trabalhos deve pressionar os preços para baixo nos próximos três meses. “Neste ano, vale notar que houve um volume maior de vendas futuras, aproveitando os melhores preços no início do ciclo para garantir um preço médio mais favorável. Apesar da pressão da colheita, a demanda pelo cereal tende a ser alta, sustentada por pecuaristas com margens positivas e pelo contínuo ganho de espaço das usinas de etanol à base de milho.”

Dado o panorama acima, a plataforma enxerga que o avanço da colheita volumosa esperada para a segunda safra de milho deverá exercer forte pressão nas cotações nos próximos dias e semanas. Assim, preços negativos fazem parte de um cenário mais provável. Ainda assim, a demanda firme e as vendas antecipadas podem ajudar a moderar as quedas.



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Insumos mais caros, safra 25/26 de soja desafiadora e Argentina ‘alagada’



Problemas climáticos persistem na Argentina, com chuvas intensas que atrasaram a colheita de soja, comprometeram a qualidade do grão e provocaram perdas. No cenário da commodity, segundo a plataforma Grão Direto, o Brasil manteve ritmo forte nas exportações, com volumes expressivos nos primeiros meses do ano, reforçando sua posição como principal fornecedor global da oleaginosa.

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Chicago

As cotações da soja em Chicago registraram uma semana de valorização, impulsionadas pelos preços do óleo de soja. O contrato para julho de 2025 encerrou a semana a US$ 10,61 por bushel, com alta de 0,95%. Já o contrato para março de 2026 fechou a US$ 10,70 por bushel, avanço de 1,71%.

No Brasil, o câmbio oscilou com a instabilidade política e econômica, e o dólar teve uma leve queda de 0,35%, encerrando a semana a R$ 5,65. No mercado físico, os preços da soja variaram conforme a região, refletindo a indecisão dos agentes em meio à volatilidade dos mercados.

Safra 25/26 de soja será desafiadora

O cenário para a próxima safra é desafiador. Os preços dos fertilizantes seguem em alta há três semanas. A elevação é causada, em parte, pela decisão da China de interromper negociações com a Índia, o que forçou o país a buscar insumos em outros mercados e aumentou a competição global.

Além disso, o crédito rural continua caro, pressionado por uma taxa Selic elevada e sem previsão de recuo. As incertezas geopolíticas e a volatilidade nos mercados internacionais dificultam a realização de travas de preços, exigindo cautela redobrada por parte dos produtores.

Clima e câmbio

Apesar da instabilidade climática na América do Sul, a soja teve desempenho estável na última semana. Os fundos de investimento adotaram posições equilibradas, com vendas fortes no farelo e compras no óleo e no grão. Nos Estados Unidos, o clima tem sido favorável, mas as margens negativas ainda limitam os esforços de replantio. Na Argentina, as chuvas continuam, mas o mercado já precificou grande parte dos riscos.

No Brasil, o câmbio permanece como fator importante na formação de preços. A recente instabilidade fiscal e as incertezas políticas já refletem no comportamento do dólar, que tende a oscilar com novos anúncios do governo. Esse cenário pode abrir janelas pontuais de comercialização para os produtores atentos às oportunidades.



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AgroNewsPolítica & Agro

adubo orgânico que fortalece a produção sustentável



Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais



Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais
Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais – Foto: Katya Ershova

De acordo com a engenheira agrônoma Anna dos Passos, o Bokashi é um adubo orgânico que vem ganhando cada vez mais espaço na agricultura sustentável. Trata-se de uma mistura de ingredientes orgânicos que, após um processo de fermentação controlada, é utilizada para fertilizar o solo e nutrir as plantas. Segundo a Embrapa (2014), não existe uma formulação única para o Bokashi, que pode ser elaborado de diversas formas, com receitas mais simples ou complexas, adaptadas às diferentes realidades e necessidades.

Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais, como folhas, cascas de frutas e restos de legumes, além de farelo de trigo ou arroz, melado, soro de queijo, pó de rocha, fosfato e farinha de osso ou peixe. A lógica da formulação é simples: combinar materiais ricos em nitrogênio (N) com outros ricos em carboidratos, criando um adubo de alta qualidade, eficiente e de rápida disponibilização dos nutrientes.

A produção de hortaliças, especialmente na agricultura orgânica, exige um manejo intensivo do solo, com constante reposição de matéria orgânica e nutrientes. Nesse cenário, o Bokashi se destaca como uma ferramenta estratégica, pois fornece elevados teores de nitrogênio de maneira ágil, atendendo às exigências das plantas e favorecendo a sustentabilidade das pequenas propriedades.

O uso desse biofertilizante não traz benefícios apenas às plantas. Ele contribui para a construção de solos mais saudáveis e resilientes, promove a produção de alimentos livres de contaminantes químicos e, sobretudo, assegura que os agricultores tenham mais sucesso produtivo e econômico, mantendo a saúde do ambiente e da comunidade.

 





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Prejuízo aos sojicultores: Aprosoja MT pede R$ 1,1 bilhão de indenização



A Aprosoja-MT entrou com uma ação judicial pedindo R$ 1,1 bilhão de indenização por dano moral coletivo contra as tradings signatárias da Moratória da Soja. Segundo a entidade, a medida prejudica cerca de 2,7 milhões de hectares em 85 municípios de Mato Grosso ao bloquear o escoamento da produção agrícola, mesmo em áreas legais ou em regularização fundiária. A ação foi protocolada no fim de abril na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá.

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O acordo da Moratória da Soja é firmado entre empresas comercializadoras (tradings), organizações da sociedade civil e o governo, e proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas no bioma Amazônia após julho de 2008. A Aprosoja-MT argumenta que, ao seguirem essa política, as tradings impõem regras privadas mais rígidas que a legislação brasileira, o que estaria penalizando milhares de produtores rurais de forma injusta e discriminatória.

Na avaliação da associação, essa restrição tem causado prejuízos econômicos ao setor. Muitos agricultores, especialmente em regiões da Amazônia Legal, estariam sendo excluídos do mercado por critérios que ignoram os avanços no cumprimento da legislação ambiental e os processos legais de regularização fundiária. Para a Aprosoja, as tradings estariam atuando como reguladoras, criando barreiras adicionais que extrapolam o que a lei brasileira exige.

Para justificar o valor da indenização, a entidade afirma que R$ 1,1 bilhão representa apenas 0,05% do faturamento conjunto das principais tradings que atuam no Brasil, estimado em R$ 1,8 trilhão em 2024. Segundo a Aprosoja, esse montante poderia ser arrecadado por essas empresas em menos de seis horas de operação, o que, na visão da associação, reforça a proporcionalidade do pedido diante dos danos alegados.



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Tomate sofre queda nos preços com avanço da safra e baixa demanda



De acordo com os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços do tomate sofreram queda na última semana.

No período, o tomate salada 3A foi cotado à média de R$ 67 a caixa (cx) no atacado de São Paulo (SP), queda de 20% em relação ao período anterior; no Rio de Janeiro (RJ), a baixa foi ainda maior, de 26%, para R$ 85/cx. Em Campinas (SP), a média foi de R$ 100/cx (-17%) e em Belo Horizonte (MG), de R$ 87/cx (-11%). 

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio sobretudo do avanço na safra de inverno e da retração na demanda. Os altos patamares de preços e a chegada do final de mês, quando o poder de compra da população se reduz, também contribuíram negativamente. 

Assim, as perspectivas para a próxima semana, de acordo com o instituto, indicam continuidade da tendência de aumento na oferta. Mesmo assim, não há expectativa de quedas muito acentuadas nos valores.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Trigo segue com preços enfraquecidos



O mercado de trigo tem voltado suas atenções para o cultivo da nova temporada do cereal. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados Em Economia Aplicada (Cepea).

Dessa forma, segundo a entidade, as negociações seguem ocorrendo de forma pontual e com preços enfraquecidos. Apesar disso, a recente reação nos valores externos do cereal pode voltar a dar suporte ao mercado interno, especialmente neste período de baixa oferta doméstica, aponta o Cepea.

Quanto às importações até a terceira semana de maio, as compras de trigo no Brasil somavam 359,36 mil toneladas. O volume é 45% abaixo em comparação com o mês de maio de 2024, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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