sábado, maio 23, 2026

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Inflação: prévia do IBGE mostra desaceleração em maio



A prévia da inflação oficial no país desacelerou em maio. Se por um lado houve pressão dos aumentos na conta de luz e nos medicamentos, por outro passagens aéreas e alimentos deram trégua ao orçamento das famílias.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) passou de uma alta de 0,43%, em abril, para uma elevação de 0,36% neste mês, menor resultado para esse período do ano desde 2020, informou nesta terça-feira (27), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou próximo às estimativas mais otimistas de analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam um avanço entre 0,35% e 0,53%, com mediana de 0,44%. Com o resultado de maio, o IPCA-15 arrefeceu a um aumento acumulado de 5,4% em 12 meses, após uma sequência de três meses de aceleração.

Mesmo com a desaceleração, o índice está longe da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), cujo teto é de 4,5%.

O recuo de 11,18% no custo das passagens aéreas em maio deu a principal contribuição para deter a prévia da inflação do país no mês de maio. O subitem impactou em -0,07 ponto percentual na taxa de 0,36% registrada pelo IPCA-15. O ônibus urbano recuou 1,24%, enquanto os combustíveis subiram 0,11%. Houve altas nos preços do etanol (0,54%) e da gasolina (0,14%), mas quedas nos do óleo diesel (-1,53%) e gás veicular (-0,96%).

O gasto das famílias brasileiras com alimentação e bebidas subiu em maio pelo nono mês consecutivo, mas as quedas nos preços de itens importantes na cesta de consumo, como o tomate (-7,28%), arroz (-4,31%) e frutas (-1,64%), ajudaram a deter a inflação no mês.

A alimentação no domicílio ainda avançou 0,3% em maio, puxada pelos aumentos na batata-inglesa (21,75%), cebola (6,14%) e café moído (4,82%). Já a alimentação fora de casa subiu 0,63% – com refeição fora de casa em alta de 0,49%, e o lanche, de 0,84%.

A energia elétrica residencial subiu 1,68% em maio, item de maior pressão individual sobre o IPCA-15 do mês, uma contribuição de 0,06 ponto porcentual, como consequência da entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kw/h consumidos nas contas de luz.

Já as despesas com saúde e cuidados pessoais tiveram uma elevação de 0,91% em maio, sob pressão dos aumentos nos produtos farmacêuticos, avanço de 1,93%, em decorrência da autorização de reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos (que começou a valer em 31 de março). A alta no grupo foi influenciada também pelo aumento de 0,57% no plano de saúde

Cenário

Para o economista João Fernandes, da gestora de investimentos Quantitas, entre as boas notícias houve melhora na parte qualitativa do índice. “A inflação de serviços tem gradualmente desacelerado, há uma suavização”, afirmou Fernandes, que, porém, não vê muito espaço para que esse movimento ganhe mais tração à frente. “A tendência de desaceleração não deve ser tão duradoura. Os fundamentos que balizam a inflação de serviços, que são salário e emprego, continuam muito fortes.”

Segundo o economista Leonardo Costa, da gestora ASA, houve surpresas importantes tanto na inflação de serviços quanto na de bens. Em termos de política monetária, a desaceleração do IPCA-15 pode ser interpretada como um movimento em direção à meta de inflação, além de uma “surpresa bem-vinda” em um período de fim de ciclo de aumento de juros, disse Costa.

“Podemos dizer que o IPCA-15 deste mês veio com uma leitura qualitativa um pouco melhor. A gente acha que isso não deve ter grandes implicações para o Banco Central. Mas o ajuda no curto prazo, obviamente, com uma inflação mais comportada e a ter mais conforto para o encerramento do ciclo (dos juros)”, corroborou Rafael Cardoso, economista-chefe do Banco Daycoval.



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SC descarta suspeita em aves de subsistência em dois municípios



O governo de Santa Catarina informou, em nota, que a suspeita de gripe aviária nos casos investigados nos municípios de Tigrinhos e Concórdia foi descartada. A suspeita, conforme o governo catarinense, envolvia aves de subsistência, ou de “fundo de quintal”.

“Além disso, o Ministério da Agricultura emitiu o laudo final referente à granja comercial no município de Ipumirim”, lembrou o governo na nota.

“Os resultados não indicaram a presença de nenhuma doença relacionada a síndrome respiratória e nervosa das aves, reafirmando o laudo anterior, que já havia descartado a ocorrência de influenza aviária de alta patogenicidade”, comenta.

O governo de Santa Catarina disse, ainda, que as ações de vigilância sanitária “seguem de forma contínua em todo o território catarinense”. 



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Esse é o principal desafio da avicultura no inverno



A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial



A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial para conter a coccidiose
A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial para conter a coccidiose – Foto: Pixabay

A coccidiose segue como uma das principais doenças que impactam a avicultura industrial, especialmente nos meses mais frios. Causada por protozoários do gênero Eimeria, a enfermidade compromete desempenho, saúde e pode elevar significativamente a mortalidade das aves. “Nas fases iniciais da vida dos frangos, o desafio da coccidiose pode comprometer severamente os resultados produtivos. Por isso, a prevenção é a melhor estratégia”, alerta Jessica Wammes, mestre em Ciência Animal e coordenadora técnica de avicultura da Phibro Saúde Animal.

Dados recentes mostram que Eimeria maxima foi a espécie mais prevalente no último ano, com 6,17% de ocorrência, seguida de E. acervulina (5,09%) e E. tenella (2,09%). No inverno, o aumento no índice TMLS, que mede a soma dos escores médios de lesões, evidencia o agravamento do quadro sanitário. “A combinação de condições ambientais favoráveis à esporulação dos oocistos na cama do aviário devido à falhas no manejo e ausência de rotação dos ionóforos tornam o controle da doença”, explica Jessica.

A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial para conter a coccidiose, especialmente nas condições desafiadoras do inverno. Além disso, o monitoramento constante se torna indispensável. Como solução, a Phibro oferece o AVIS — Assistência Veterinária e Integralidade Sanitária, sistema que permite a coleta e análise dos dados por meio de um aplicativo, com avaliações detalhadas do trato intestinal, sistemas imune, respiratório e locomotor, além de identificar lesões associadas a micotoxinas. A plataforma ainda gera relatórios personalizados, apoiando a tomada de decisão e contribuindo para o controle eficaz da coccidiose.

 





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Forte otimismo do mercado impulsiona bolsa e faz dólar cair; ouça análise de especialista


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o forte otimismo nos mercados, com alta de 1,02% do Ibovespa e dólar em queda de 0,53%, a R$ 5,64, impulsionados pela prévia do IPCA abaixo do esperado.

Nos EUA, bolsas dispararam e juros recuaram após dados de confiança do consumidor e trégua comercial com a União Europeia. Hoje, foco na ata do Fomc – órgão responsável pela definição da política monetária nos Estados Unidos -, reunião da Opep e dados do Caged no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Ervas daninhas agravam perdas na colheita de soja


A colheita da soja está praticamente concluída em grande parte das regiões administrativas do Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar, o avanço das operações, no entanto, ocorre sob forte impacto de perdas de produtividade e dificuldades econômicas enfrentadas por produtores rurais, especialmente na Fronteira Oeste e na Campanha.

Na regional de Bagé, que abrange a Fronteira Oeste, dos 697.310 hectares cultivados restam cerca de 23 mil hectares a serem colhidos, o equivalente a 3,3% da área. A colheita já foi finalizada em municípios como Barra do Quaraí, Maçambará, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, São Gabriel e Uruguaiana. Em São Gabriel, a quebra de safra chegou a 50% em relação à estimativa inicial de 2.880 quilos por hectare.

Em Alegrete, o excesso de chuvas nas últimas duas semanas dificultou o avanço das máquinas, sendo possível o acesso apenas às áreas mais altas e com solo arenoso. Já em São Borja, restam apenas 2% da área total de 105 mil hectares. As produtividades na região variam significativamente, com médias de 1.080 kg/ha em lavouras de sequeiro e 3.000 kg/ha em áreas irrigadas.

Na Campanha, dos 374.500 hectares plantados, cerca de 11 mil ainda aguardam colheita. Segundo a Emater, a ausência de chuvas e as temperaturas amenas favoreceram as operações, mas o encurtamento dos dias e o acúmulo de orvalho têm limitado o tempo disponível para trabalho no campo. A colheita já foi encerrada em Caçapava do Sul e Candiota, enquanto áreas de semeadura tardia em Aceguá, Bagé, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul devem ser finalizadas até o fim de maio.

Em Hulha Negra, a produtividade média gira em torno de 1.800 kg/ha. Segundo a Emater, esse desempenho, somado aos preços pouco atrativos, tem levado produtores a considerar medidas drásticas. “Há relatos de produtores avaliando a entrega de maquinários como forma de amortizar dívidas. Isso pode indicar uma retração na área plantada para a próxima safra”, informou a entidade.

Do ponto de vista técnico, o principal desafio da temporada foi o controle de plantas daninhas. Mesmo com elevado investimento em herbicidas, foram registradas perdas de até cinco sacas por hectare em áreas com alta infestação. Espécies como a vassourinha-de-botão (Spermacoce verticillata) foram identificadas pela primeira vez na região, ampliando os custos de manejo.

Apesar das dificuldades, algumas áreas obtiveram bom desempenho, principalmente no sul de Aceguá, com produtividades médias de 2.280 kg/ha e registros superiores a 2.700 kg/ha em 20 municípios da região atendida pela Emater.

A colheita já foi encerrada nas regiões de Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Passo Fundo e Soledade. Em Erechim, Ijuí e Santa Maria, restam áreas residuais, sem impacto estatístico. Na regional de Pelotas, 95% da colheita está concluída e 5% das lavouras estão prontas para serem colhidas. Os municípios com mais áreas remanescentes são Jaguarão (25%), Rio Grande (20%) e Santa Vitória do Palmar (17%). Em Santa Rosa, 98% da soja já foi colhida, restando apenas lavouras semeadas em março.





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Frente fria pega em cheio 11 estados e leva temporais generalizados



A tão aguardada – e temida – frente fria começa para valer nesta quarta-feira. Com isso, estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e do Norte serão fortemente afetados com chuva forte, ventania e queda de temperaturas. Confira a previsão de hoje:

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Sul

A frente fria ainda se desloca sobre parte da Região Sul e as instabilidades atuam durante a madrugada nos três estados. Destaque para a condição de chuva mais forte entre o oeste paranaense e catarinense. Risco elevado para temporais, seguidos de fortes ventos e raios, ainda nas primeiras horas do dia. No Rio Grande do Sul, a chuva se concentra principalmente na manhã e, ao longo do dia, vai gradativamente perdendo força.

Sudeste

O dia marca a chegada da frente fria sobre São Paulo. Ainda pela manhã, as instabilidades associadas ao sistema alcançam para o oeste paulista e se espalham para as demais regiões do estado ao longo do dia. São esperadas rajadas de vento mais fortes entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que podem ultrapassar os 70 km/h. Entre os territórios mineiro e fluminense, ainda não há previsão de chuva. Já no Espírito Santo, a entrada de ventos marítimos ainda favorece pancadas isoladas.

Centro-Oeste

A frente fria se desloca sobre a região e muda o tempo em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e parte de Goiás. Ainda durante a noite, são esperadas pancadas de chuva mais fortes, com possibilidade de temporais generalizados com raios, ventos fortes e possível queda de granizo. No Distrito Federal não chove e o calor ganha força.

Nordeste

O reforço dos ventos úmidos vindos do oceano aumenta a chuva na costa leste. Espera-se chuva mais forte entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte. Pode chover de forma isolada também no litoral do Maranhão. Sertão e agreste seguem com tempo firme.

Norte

O avanço da frente fria, com característica mais continental, reforça as instabilidades entre o Acre e Rondônia. Risco de temporais com raios nas primeiras horas do dia. Após o avanço do sistema, há possibilidade de friagem em parte da região. Amazonas, Roraima e Amapá seguem com tempo bastante instável, com temporais mais fortes à tarde.



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Balança comercial registra alta nas exportações


A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgou nesta segunda-feira (26) o balanço parcial do comércio exterior referente à quarta semana de maio. 

De acordo com os dados, a agropecuária registrou crescimento de 4,1% nas exportações, somando US$ 5,94 bilhões. A indústria extrativa teve alta de 2,0%, alcançando US$ 6,02 bilhões. Já a indústria de transformação apresentou avanço de 6,5%, com US$ 12,02 bilhões exportados. Segundo a Secex, “o desempenho combinado dos setores impulsionou o aumento do total das exportações no mês”.

Entre os produtos agropecuários, destacaram-se as exportações de animais vivos, com crescimento de 113,9%, café não torrado (40,2%) e especiarias (170,1%). No setor extrativo, os principais aumentos ocorreram nas vendas de minérios de cobre (26,9%) e alumínio (101,7%), além dos óleos brutos de petróleo (1,7%). Na indústria de transformação, os destaques foram carne bovina (23,7%), celulose (20,3%) e veículos automóveis de passageiros (89,4%).

Por outro lado, alguns produtos registraram queda nas exportações. Na agropecuária, houve recuos significativos em arroz com casca (-99,9%), milho não moído (-78,2%) e algodão em bruto (-25,7%). No setor extrativo, caíram as exportações de fertilizantes brutos (-90,3%) e minérios de metais preciosos (-87,0%). Na indústria de transformação, tiveram retração os embarques de açúcar e melaço (-33,6%), óleos combustíveis (-32,1%) e aeronaves e partes (-36,1%).

Em relação às importações, o relatório mostra desempenho desigual entre os setores. A agropecuária teve queda de 5,4%, somando US$ 360 milhões. A indústria extrativa recuou 40,7%, totalizando US$ 810 milhões. Já a indústria de transformação registrou aumento de 10,1%, com US$ 16,32 bilhões em compras externas. “A elevação das importações foi puxada, principalmente, pela indústria de transformação”, destacou a Secex.

Entre os produtos mais importados, a agropecuária teve alta nas compras de cevada (113,3%), milho (61,5%) e borracha natural (61,7%). A indústria extrativa registrou aumento em minérios de alumínio (20,1%) e outros minerais brutos (3,8%). Na indústria de transformação, cresceram as importações de compostos químicos (30,9%), fertilizantes (26,4%) e peças automotivas (23,3%).

No entanto, também foram registradas quedas nas importações de produtos como soja (-45,1%), pescado (-13,3%) e hortaliças (-28,5%) na agropecuária. No setor extrativo, recuaram as compras de gás natural (-66,7%), carvão (-32,6%) e petróleo bruto (-34,0%). Já na indústria de transformação, houve redução nas importações de óleos combustíveis (-11,3%) e equipamentos industriais (-98,6%).





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Milho silagem sofre com umidade e rende menos



Colheita do milho silagem atinge 98% no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul avançou lentamente na última semana, atingindo 98% da área cultivada. A informação consta no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (22). O ritmo mais lento foi atribuído ao excesso de umidade nas lavouras.

Segundo o levantamento, 1% das lavouras ainda se encontra em estágio de maturação fisiológica, enquanto outro 1% está na fase de enchimento de grãos. A Emater também observou um redirecionamento de parte das áreas de milho safrinha inicialmente destinadas à produção de grãos para a silagem, como forma de aproveitar a massa vegetal disponível.

A produtividade média estimada ficou em 35.934 quilos por hectare, o que representa uma redução de 6,52% em relação à expectativa inicial de 38.440 quilos por hectare no momento do plantio. A área total plantada no Estado é de 339.555 hectares.

“A alta umidade prejudicou o avanço da colheita em diversas regiões, o que também impactou no rendimento final esperado”, informou a Emater/RS-Ascar no boletim.





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Aveia branca deve ocupar mais área em 2025


O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (22), aponta avanço na colheita da noz-pecã na região administrativa de Santa Maria, especialmente no município de Cachoeira do Sul. Até o momento, 46% da área cultivada foi colhida. Segundo o levantamento, há uma redução no rendimento médio à medida que a colheita avança, com grande variação entre os pomares.

“A produtividade varia de menos de 0,1 tonelada por hectare até mais de 3 toneladas em alguns talhões”, informou a Emater. A média regional está em torno de 1,3 t/ha, conforme relatos de produtores. Apesar da queda na produtividade, empresas de beneficiamento avaliam que a qualidade dos frutos é elevada, o que deve facilitar as exportações da safra atual.

Na região de Soledade, a colheita segue em andamento. Relatórios preliminares indicam perdas de cerca de 30% em relação a uma safra considerada normal, reflexo das adversidades climáticas enfrentadas desde 2024. Ainda assim, o rendimento e a qualidade das nozes estão sendo considerados satisfatórios. “O maior tamanho das nozes compensou parte da queda no número de frutos”, informou a Emater. O preço ao produtor gira em torno de R$ 20,00 por quilo, valor superior ao registrado em anos anteriores, o que reflete uma demanda firme tanto no mercado interno quanto externo.

Semeadura da aveia branca é retomada com melhora da umidade

A semeadura da aveia branca foi retomada no Estado após as chuvas ocorridas nos dias 8 e 9 de maio, que proporcionaram melhores condições de umidade do solo. Segundo a Emater/RS-Ascar, lavouras implantadas anteriormente apresentaram dificuldades de emergência e desenvolvimento devido à deficiência hídrica. Entre os problemas observados estão a mortalidade de plântulas, desidratação das folhas e menor emissão de novas estruturas vegetativas.

Em 2024, a área cultivada com aveia branca no Rio Grande do Sul foi de 368.450 hectares, com produtividade média de 2.196 kg/ha, segundo o IBGE. A Emater está realizando o levantamento da intenção de plantio para 2025 e, de acordo com informações preliminares, há expectativa de aumento da área semeada. Esse crescimento seria impulsionado pela redução na área destinada ao trigo e pela demanda por cobertura vegetal no inverno.

Na região de Erechim, a semeadura está em curso e deve se expandir. Em Ijuí, os agricultores intensificaram os trabalhos, aproveitando previsões de continuidade das chuvas. As lavouras se encontram em diferentes estádios de desenvolvimento. Já em Santa Rosa, o bom nível de umidade favoreceu o crescimento inicial das plantas, mas as temperaturas mais altas preocupam os produtores pela possibilidade de surgimento de doenças foliares e ataques de pragas.





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Adiamento de dívidas de produtores gaúchos será aprovada até sexta, diz Fávaro



Em audiência no Senado nesta terça-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, ressaltou que o governo entende a necessidade de prorrogar as dívidas de produtores rurais do Rio Grande do Sul.

Segundo ele, o voto da resolução – que precisa passar por aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) – já está pronto e a expectativa é que o aval ocorra ainda nesta semana, no mais tardar na sexta-feira (30). Fávaro ressaltou, inclusive, que o processo contemplará débitos já vencidos.

De acordo com Fávaro, a estimativa do governo é que sejam necessários R$ 136 milhões do orçamento de 2025 para que o adiamento das dívidas seja contemplado.

Ainda assim, o ministro reconheceu que não há definição a respeito de quais programas a verba será remanejada. Para isso, afirmou manter conversas com Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento.

Para o chefe da Agricultura, é pertinente que parte do dinheiro para a absorção das dívidas seja proveniente do Fundo Clima. “A crise no Rio Grande do Sul é basicamente gerada por mudança climática, então por que não recurso do Fundo Clima para que possa fazer a recuperação das áreas com caucário, com fosfato, com matéria orgânica, com irrigação.”



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