sábado, maio 23, 2026

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Clima nos EUA pode acelerar ou frear o ritmo das lavouras nos próximos dias



A semeadura da safra 2025/26 de soja e milho nos Estados Unidos segue em ritmo acelerado, impulsionada por condições climáticas favoráveis que têm permitido o bom andamento dos trabalhos de campo nas principais regiões produtoras. O início da temporada é considerado bastante positivo, com lavouras se desenvolvendo bem e perspectivas de alta produtividade.

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Segundo análise da Hedgepoint, tanto a soja quanto o milho apresentam avanços superiores aos registrados no mesmo período do ano passado e também acima da média das últimas cinco safras. No caso da soja, os Estados Unidos já avançaram no plantio de 76% da área projetada, conforme o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) com dados até 25 de maio. Esse ritmo supera tanto o registrado no mesmo período do ano passado (66%) quanto a média dos últimos anos (68%).

Plantio de milho

O milho também apresenta bom desempenho, com 78% da área total plantada até a mesma data, contra 67% no mesmo período do ano anterior e uma média quinquenal de 73%. O cenário atual reforça o potencial produtivo da safra, com expectativas iniciais otimistas por parte do mercado.

Apesar do avanço consistente, a análise aponta que há atenção voltada para a umidade do solo em algumas regiões do oeste e noroeste do cinturão agrícola norte-americano, que se encontram abaixo do ideal. Isso torna a regularidade das chuvas nas próximas semanas um fator-chave para manter o bom ritmo de desenvolvimento das lavouras.

No caso da soja, mesmo com projeções de produtividade recorde, a safra pode ser menor em volume total devido à redução na área plantada nesta temporada. Já para o milho, há expectativa de uma safra ainda mais robusta, com possibilidade de atingir um novo recorde de produção, sustentado pelo aumento de área e pelo bom início do ciclo.

Tempo decisivo para as lavouras

As previsões climáticas para os próximos dias apontam o avanço de frentes úmidas sobre a metade sul do cinturão produtor entre 23 e 29 de maio, o que pode reduzir o ritmo do plantio. A metade norte deverá ter menor umidade nesse período, embora estados localizados a oeste possam registrar chuvas com volumes mais relevantes. Entre os dias 30 de maio e 5 de junho, a umidade tende a se espalhar de forma mais abrangente sobre toda a região, com acumulados mais expressivos novamente na parte sul.

Mesmo com as condições iniciais favoráveis, os meses de junho, julho e agosto serão decisivos para consolidar o desempenho das lavouras e confirmar o potencial produtivo das safras norte-americanas de soja e milho.



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AgroNewsPolítica & Agro

produtividade supera expectativa na Argentina



Clima atrasa colheita, mas não reduz projeção




Foto: Divulgação

A colheita de milho da safra 2024/25 na Argentina alcançou 38,80% da área prevista até o dia 21 de maio, segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (28), com base em dados da Bolsa de Cereales. O avanço semanal foi de 1,60 ponto percentual, ritmo inferior ao da semana anterior.

De acordo com o relatório, “as enchentes que atingem diversas regiões do país, especialmente o sul e centro da província de Córdoba e o norte de Buenos Aires, dificultaram os trabalhos a campo e limitaram a colheita”. A previsão indica que essas áreas continuarão recebendo chuvas ao longo da semana, mas com menor intensidade.

Apesar das dificuldades, a colheita está 10,60 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra anterior. As áreas já colhidas apresentaram produtividade média de 80,70 sacas por hectare, superando as expectativas iniciais.

A Bolsa de Cereales manteve a estimativa de produção nacional em 49 milhões de toneladas. No entanto, o relatório destaca que “há possibilidade de revisão para baixo nas próximas atualizações, caso se confirmem perdas associadas a fatores climáticos ou fitossanitários”.





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“Viemos pedir socorro”, diz presidente da Faeb sobre invasões de terra na Bahia


Durante audiência pública em Brasília, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, fez um pedido de socorro e cobrou providências das autoridades brasileiras sobre as invasões de terras no Extremo Sul da Bahia. “Nós não viemos aqui pedir providência só não, viemos pedir socorro”, declarou Miranda durante a sessão realizada na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (28).

Promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), o debate foi motivado por um requerimento da Associação do Agronegócio do Extremo Sul da Bahia (Agronex), conforme informou a Faeb.

Na ocasião, Humberto Miranda falou sobre a atual situação e os impactos econômicos no estado. Segundo ele, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 1 bilhão.

“O problema começou nas pequenas propriedades dos nossos produtores rurais, mas adentrou ao comércio, à indústria, aos serviços e ao turismo do nosso estado”, destacou.

Além disso, Miranda aproveitou a ocasião para entregar ao presidente da CAPADR, Evair de Melo, um documento com pontos que a Federação considera prioritários para serem conduzidos pela Comissão.

“Na Bahia, nós já tentamos. Foi colocado tanto pelos produtores quanto pelas lideranças e por nós, da Federação, que todos os ofícios foram enviados às instâncias de governo, mas nada foi feito, a insegurança permanece”, afirmou Miranda.

A Faeb, juntamente com a Agronex, solicita a intervenção urgente dos órgãos competentes para conter as invasões, que, segundo relatos, já somam mais de 50 ocorrências registradas desde novembro de 2022.

Audiência pública

A audiência realizada nesta quarta-feira contou com a presença de 66 parlamentares, incluindo quatro baianos: Charles Fernandes (PSD), Josias Gomes (PT), Leo Prates (PDT) e Roberta Roma (PL).

Após a abertura feita pelo presidente da Comissão, Evair de Melo, o presidente da Agronex, Mateus Bonfim, exibiu vídeos das invasões de terras ocorridas no Extremo Sul da Bahia.

Em seguida, a presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, fez esclarecimentos sobre a atuação da instituição e concordou quanto à necessidade de regularização fundiária:

“Uma das questões que gera muita tensão é a morosidade da regularização fundiária das terras no sul da Bahia”, afirmou.

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Imagem: Reprodução/Câmara dos Deputados

Três produtores rurais baianos que tiveram suas propriedades invadidas também puderam se pronunciar. Emerson Souza dos Santos, Caio Souza dos Santos e José Raimundo Marinho Magalhães relataram os momentos de terror que vivenciaram durante as invasões.

Em seu depoimento, Miranda cobrou o cumprimento da Constituição para os que vivem no campo. “Num país onde hoje se prega a igualdade e a inclusão, os produtores rurais vivem o oposto. Vimos aqui o apelo dos produtores, que ligam para a polícia quando têm suas propriedades invadidas e ouvem que não se pode fazer nada. Queremos que, conforme prevê a Constituição, todos os brasileiros tenham os mesmos direitos”, concluiu.


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Moagem de cana tem retração de 6% na primeira quinzena de maio


Na primeira quinzena de maio, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 42,32 milhões de toneladas de cana. O valor processado em mesmo período da safra anterior foi de 45,06 milhões, o que representa uma retração de 6,09%.

No acumulado da safra 2025/2026 até 16 de maio, a moagem atingiu 76,71 milhões de toneladas. O número representa uma retração de 20,24% ante as 96,18 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior.

As informações partem da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Nos primeiros 15 dias de maio, 21 unidades produtoras de cana-de-açúcar reiniciaram as
atividades, totalizando 242 unidades produtoras operando na região Centro-Sul.

Desse total, 225 unidades com processamento de cana, dez empresas fabricando etanol a partir do milho e sete usinas flex.

No mesmo período, na safra 24/25, operaram 248 unidades produtoras, sendo 230 unidades com processamento de cana, nove empresas produzindo etanol a partir do milho e nove usinas flex.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de maio atingiu 116,80 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 124,75 kg por tonelada na safra 2024/2025 – variação negativa de 6,37%.

No acumulado da safra, o indicador marca 112,25 kg de ATR por tonelada, índice levemente inferior (5,07%) ao do último ciclo na mesma posição.

Produção de açúcar e etanol

etanoletanol
Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de maio totalizou 2,41 milhões de toneladas, registrando queda de 6,80% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/2025 (2,58 milhões de toneladas).

No acumulado desde o início da safra até 16 de maio, a fabricação do adoçante totalizou 3,99 milhões de toneladas, contra 5,16 milhões de toneladas do ciclo anterior (-22,68%).

Na primeira metade de maio, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 1,78 bilhão de litros, sendo 1,16 bilhão de litros de etanol hidratado (-8,11%) e 616,78 milhões de litros de etanol anidro (-16,72%).

Dessa forma, no acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 3,68 bilhões de litros (-15,39%), sendo 2,60 bilhões de etanol hidratado (-14,72%) e 1,08 bilhão de anidro (-16,98%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de maio, 20,23% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 359,90 milhões de litros neste ano, contra 296,51 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 21,38%.

No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 1,08 bilhão de litros – avanço de 27,79% na comparação com igual período do ano passado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Café moído, tangerina e carne bovina lideram alta de preços


Os preços de produtos agropecuários básicos, como café e carne bovina, apresentaram aumentos expressivos no Brasil nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados em maio pelo IBGE.

O café moído teve alta acumulada de 83,2% no período, liderando o ranking de maiores elevações. O aumento é atribuído a fatores como instabilidades climáticas e flutuações do mercado internacional, que afetam a oferta e os custos da principal commodity agrícola brasileira.

Entre os produtos com maior impacto mensal, a energia elétrica residencial apresentou alta de 1,68%. Já o grupo alimentação e bebidas desacelerou, passando de 1,14% em abril para 0,39% em maio.

No segmento de proteínas, os cortes bovinos populares também encareceram. O acém subiu 28,27%, seguido por alcatra (25,98%), patinho (25,41%), contrafilé (24,17%) e filé-mignon (23,83%). O aumento é reflexo da elevação dos custos de produção e alimentação animal, além da crescente demanda interna e externa.

No setor hortifruti, a tangerina foi destaque com alta de 32,84%, ficando em segundo lugar entre os itens com maior variação de preços. “A inflação, normalmente mensurada pelo IPCA, tem um impacto profundo na vida do consumidor, fazendo com que cada real valha menos do que antes, obrigando todos a repensar prioridades e a se adaptar a um novo cenário econômico em que a estabilidade financeira se torna um objetivo cada vez mais distante”, afirma Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio-diretor da Multimarcas Consórcios.

Embora o índice geral de preços tenha registrado variação moderada de 0,36% em maio, os produtos do agronegócio seguem pressionando a inflação dos alimentos. O cenário preocupa produtores, cooperativas e gestores públicos.

Especialistas defendem a necessidade de políticas voltadas à resiliência climática, à adoção de tecnologias no campo e à regulação de mercado, como forma de manter a competitividade do setor e garantir o abastecimento interno.

“Com a crescente preocupação dos consumidores em relação ao aumento dos preços, principalmente de alimentos, é crucial estar atento às futuras oscilações no mercado. Com o aumento do IPCA, o encarecimento de produtos essenciais pode se prolongar. Para enfrentar esse cenário, além de repensar as prioridades de consumo, uma dica prática é criar um fundo de emergência específico para a possível variação com as despesas com alimentação, separando mensalmente uma pequena porcentagem extra da renda para evitar ser pego de surpresa com a alta de preços”, orienta Lamounier.





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preços do animal vivo e da carne voltam a cair



Após um período de estabilidade, os preços do suíno vivo voltaram a cair nos últimos dias, na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, a pressão vem sobretudo do típico enfraquecimento da demanda no fim de mês. 

Colaboradores consultados pelo Cepea também apontam que o mercado spot de suíno vivo ficou bastante especulativo, diante dos desdobramentos envolvendo o caso de gripe aviária no Brasil, o que tem dificultado ainda mais a comercialização. 

No atacado da carne, os cortes acompanharam o movimento baixista do animal vivo, conforme os levantamentos do Cepea.

De acordo com o centro de pesquisas, o preço do quilo da carcaça suína especial, entregue no atacada da Grande São Paulo, era de R$ 12,38 nesta quarta-feira (28), considerando a média dos últimos cinco dias.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do boi sobem em Mato Grosso e arroba quase bate a de São Paulo



Os preços do boi gordo em Mato Grosso, estado que detém o maior rebanho do Brasil, têm se aproximado dos de São Paulo. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A tendência de queda é acompanhada desde o fim de 2022. No mês de abril de 2025, o Cepea analisou alguns negócios em Mato Grosso sendo realizados a valores acima dos observados em São Paulo. 

Ainda assim, na média daquele mês, a diferença entre os preços desses dois estados foi de apenas R$ 9,50 por arroba, com o boi paulista levando a vantagem. Esse foi o menor diferencial desde meados de 2017, quando pesquisadores do Cepea ressaltam que a pecuária tinha outra configuração. 

Em abril do ano passado, a arroba do boi gordo em São Paulo estava R$ 22,20 acima do valor da arroba mato-grossense. Já neste mês de maio, dados do Cepea mostram que os preços médios em Mato Grosso estão R$ 12,30 acima dos de São Paulo, considerando o valor da arroba.

O indicador de preços do boi gordo Cepea/B3, que traz a média diária ponderada de preços à vista em São Paulo, mostra um valor de R$ 305,10 para a arroba nesta quarta-feira (28).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Nova compra acelera remoção de carbono agrícola



O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto



O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo
O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo – Foto: Divulgação

A Indigo anunciou nesta terça-feira  uma nova parceria com a Microsoft para acelerar a remoção de carbono do solo. A gigante da tecnologia adquiriu 60.000 créditos de carbono gerados pela quarta e maior “safra de carbono” da Indigo, certificada em abril pelo Climate Action Reserve. A compra expande o acordo anterior, firmado em junho de 2023, quando a Microsoft adquiriu 40.000 créditos.

O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo, além de evitar o escoamento de mais de 240 bilhões de litros de água superficial. A empresa destina 75% do valor das vendas diretamente aos agricultores, estimulando práticas de agricultura regenerativa em todo os Estados Unidos.

Segundo Dean Banks, CEO da Indigo Ag, a confiança da Microsoft valida a robustez científica e tecnológica do programa, que hoje beneficia mais de 20 milhões de acres em 15 países. O projeto garante que o carbono permaneça no solo por décadas, oferecendo uma solução confiável e de longo prazo.

“Quando a Microsoft, reconhecida como um dos principais impulsionadores do mercado de carbono, investe nos créditos da Indigo, confirma sua confiança na nossa ciência, equipe e tecnologia. Nosso portfólio de biológicos de alta performance e de sustentabilidade já estão presentes em mais de 20 milhões de acres em 15 países, e este acordo reforça a confiança no trabalho árduo dos agricultores para criar um sistema agroalimentar saudável e resiliente”, indica.

Para Brian Marrs, Diretor Sênior da Microsoft, a iniciativa vai além da mitigação climática. Ela promove a resiliência das propriedades rurais, protege bacias hidrográficas e impulsiona o desenvolvimento econômico nas comunidades agrícolas.

 

“Realizamos uma diligência rigorosa ao escolher projetos para nosso portfólio, e estamos satisfeitos em apoiar este projeto como parte do portfólio mais amplo de soluções de remoção de carbono de alta qualidade da Microsoft. A colaboração busca proteger a segurança econômica do nosso sistema agroalimentar com uma abordagem mensurável e escalável para remoção de carbono baseada na agricultura”, conclui.

 





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Caso de gripe aviária em ave silvestre não muda perspectiva de controle em ave comercial, diz ministro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que as novas ocorrências de gripe aviária em aves silvestres não alteram a perspectiva de controle e contenção da doença no plantel comercial.

“Tivemos 166 casos de gripe aviária em aves silvestres. O Brasil faz parte de rotas migratórias entre o Hemisfério Sul e o Hemisfério Norte e as aves que venham contaminadas ao território brasileiro podem transmitir a gripe aviária a outras aves silvestres”, disse Fávaro a jornalistas, na quarta-feira (28), após participar de audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

O Brasil confirmou dois novos focos da influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres, um em Montenegro (RS) e outro em Mateus Leme (MG). As notificações em aves e/ou de subsistência não trazem restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Esses novos focos também não são contabilizados como novas ocorrências da doença dentre o período de 28 dias de vazio sanitário necessário para o país retomar o status de livre de gripe aviária no plantel comercial.

O ministro afirmou que é necessário o sistema sanitário ser robusto e ágil no recolhimento de possíveis carcaças de animais contaminados para que não se tornem novos pontos de proliferação da gripe aviária.

“O sistema brasileiro é muito robusto e por isso o Brasil resistiu por tanto tempo sem gripe aviária no plantel comercial. Não estamos livres da ocorrência de novos focos em granjas comerciais, mas, independente disso, o sistema brasileiro vai se reforçando”, observou.

O país já registrou 166 casos da doença em animais silvestres (sendo 162 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 170 no total do Brasil.

Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) em granja comercial, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.



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Geada se aproxima, neve aparece, ciclone ameaça o Brasil e tempo vira ‘de ponta cabeça’ nas lavouras



Os produtores de soja já podem se preparar, pois os impactos da mudança no tempo devem ser sentidos nos próximos dias. O frio ganhou força no Sul e em parte do Centro-Sul do Brasil, com previsão de geada em áreas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e sul do Mato Grosso do Sul, prejudicando lavouras e pastagens.

A previsão também indica a formação de um novo ciclone extratropical, que deve trazer temporais, ventos fortes, queda de granizo e volumes elevados de chuva para os três estados do Sul. O clima segue instável e exige atenção redobrada no campo.

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Alerta para a safrinha de milho

Produtores de milho segunda safra, especialmente no Paraná, estão em estado de alerta. As geadas atingem áreas em fase reprodutiva da cultura, aumentando o risco de prejuízos. No sul do Mato Grosso do Sul, também cresce a preocupação entre pecuaristas e agricultores que iniciaram o cultivo das lavouras de inverno.

Clima e tempo

A massa de ar polar segue atuando e mantém as temperaturas baixas, principalmente durante as madrugadas. As mínimas devem ficar abaixo dos 10 °C em grande parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Há risco de novas geadas entre os dias 30 de maio e 2 de junho.

No Sudeste, o ar seco predomina. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás seguem com baixa umidade do solo, o que agrava o estresse hídrico em áreas agrícolas.

Aparição de neve

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não está descartada a possibilidade de neve em pontos isolados do Rio Grande do Sul e Paraná. Já em Santa Catarina, o fenômeno já ‘deu as caras’. A previsão indica ocorrência de neve na serra gaúcha e na região sudoeste do estado, assim como na serra e no Planalto Norte de Santa Catarina, estendendo-se até o sul do Paraná, onde a probabilidade de neve é ainda maior.

A possibilidade de neve geralmente ocorre com temperaturas mínimas entre 2°C e -2°C, além da combinação de umidade e temperaturas baixas.

E o tempo em junho?

O mês começa com tempo seco e frio na maior parte do Centro-Sul. As chuvas devem continuar escassas na primeira quinzena, o que mantém o alerta para o déficit hídrico, especialmente em regiões que se preparam para o plantio das culturas de inverno.

No Norte do país, a tendência é de redução gradual das chuvas, marcando o início da transição para o período seco, sobretudo no centro-sul do Pará e no Tocantins.

Já no Nordeste, as precipitações continuam concentradas na faixa litorânea, mas com volumes irregulares. O interior da região permanece com baixa disponibilidade hídrica, o que segue desafiando a produção agrícola.



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