sexta-feira, maio 22, 2026

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Previsão do tempo para hoje mostra volta chuva e até temporais em algumas áreas; confira


Nesta segunda-feira (2), uma área de baixa pressão começa a atuar sobre o Paraguai e estimula a formação de nuvens carregadas no norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e centro-oeste do Paraná.

Há alerta para temporais no extremo norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e oeste e sudoeste do Paraná.

Apesar do frio persistir durante a manhã, as temperaturas sobem gradativamente à tarde. Em Florianópolis e Porto Alegre, o tempo segue firme, com predomínio de sol. Há previsão de geada na campanha gaúcha.

No Sudeste, a infiltração marítima favorece o aumento da nebulosidade e organiza pancadas de chuva entre o leste de São Paulo, o sul do Rio de Janeiro e o leste e norte do Espírito Santo. Nessas áreas, o dia será de sol entre nuvens e possibilidade de chuva fraca a moderada.

Já no interior da região, o tempo permanece mais aberto, sem previsão de chuva e com tardes ligeiramente mais quentes.

No Centro-Oeste, a migração de um cavado (forte variabilidade dos ventos em altos níveis) sobre a região favorece o retorno da chuva sobre o oeste, sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul. O tempo volta a ficar instável nessas áreas, e as temperaturas se mantêm mais amenas.

Já em Goiás e no norte de Mato Grosso, o sol predomina e o calor aumenta, acompanhado de ar mais seco.

No Nordeste, pancadas de chuva moderadas atingem do sul da Bahia ao litoral leste do Rio Grande do Norte, enquanto há risco de temporais em Sergipe e Alagoas, inclusive nas capitais.

A umidade vinda do oceano estimula nuvens mais carregadas no litoral do Maranhão, onde pode chover forte em diversos momentos do dia. No interior da região, o tempo seco e o calor continuam predominando, com destaque para os baixos níveis de umidade no sul do Piauí e no norte da Bahia.

Na região Norte, o sol aparece entre muitas nuvens e há previsão de chuva a qualquer momento no norte do Amazonas, noroeste e faixa litorânea do Pará, além de Roraima e Amapá. Nesses locais, pode chover com moderada a forte intensidade.

Em contraste, o tempo firme segue predominando na faixa sul da região, incluindo áreas do Acre, Rondônia e sul do Amazonas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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Biológicos deixam de ser alternativa e se tornam estratégia



O uso de biológicos representa uma maneira de equilibrar o ambiente



O uso de biológicos representa uma maneira de equilibrar o ambiente
O uso de biológicos representa uma maneira de equilibrar o ambiente – Foto: Nadia Borges

O uso de agentes biológicos na agricultura deixou de ser uma opção e se consolidou como uma estratégia indispensável para quem busca produtividade, sustentabilidade e economia. De acordo com a MyFarm, produtores estão adotando bioinsumos como fungos, insetos, bionematicidas e bioestimulantes porque eles entregam resultados claros: menor perda, menor custo e menos risco para a lavoura.

Mais do que controlar pragas, o uso de biológicos representa uma maneira de equilibrar o ambiente, atender às exigências de um mercado cada vez mais atento à sustentabilidade e, ao mesmo tempo, manter altos níveis de produtividade. Na soja, por exemplo, o manejo correto é decisivo. A produção cresce, mas os desafios permanecem, especialmente nas áreas em sucessão com milho, algodão, trigo e feijão, onde pragas e doenças continuam sendo uma ameaça constante.

Além de reduzirem a necessidade de defensivos químicos, os biológicos garantem mais segurança para o solo, para o trabalhador e para o consumidor. Quando aplicados de forma correta, eles se estabelecem na lavoura, promovem equilíbrio biológico e reduzem significativamente os custos com insumos.

A tecnologia dos biológicos vai muito além do controle de pragas. Ela inclui bionematicidas, bioestimulantes, condicionadores de solo, indutores de raiz e redutores de estresse oxidativo. O resultado é percebido tanto no campo quanto na imagem do produtor, que entrega uma soja mais limpa, sustentável e alinhada às exigências do mercado atual. As informações foram publicadas no perfil oficial da empresa no LinkedIn.

 





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Trump anuncia que vai dobrar tarifas sobre aço e alumínio para 50%



Durante um comício em West Mifflin, Pensilvânia, o presidente Donald Trump anunciou que dobrará as tarifas sobre aço e alumínio importados, passando de 25% para 50% a partir de 4 de junho de 2025.

A medida, segundo ele, visa proteger a indústria siderúrgica americana e manter empregos nos Estados Unidos.

O anúncio foi feito em meio à promoção de um acordo de US$ 14 bilhões entre a US Steel e a japonesa Nippon Steel. Apesar da parceria, Trump assegurou que a US Steel permanecerá americana, com liderança majoritariamente composta por cidadãos dos EUA e supervisão federal para garantir a conformidade com um acordo de segurança nacional.

A Nippon se comprometeu a investir US$ 2,2 bilhões no complexo Mon Valley e mais US$ 7 bilhões em atualizações de fábricas em diversos estados, além de manter altos-fornos em operação por 10 anos e pagar bônus de US$ 5 mil aos trabalhadores.

O aumento das tarifas deve beneficiar os produtores nacionais ao permitir que aumentem os preços, mas também pode provocar retaliações de parceiros comerciais como a União Europeia, que já se manifestou contra a medida.

O sindicato United Steelworkers segue cético quanto ao acordo com a Nippon, temendo impactos na segurança nacional e na estabilidade das comunidades locais, além da falta de transparência nos detalhes da transação.

Apesar das incertezas, a reação de alguns trabalhadores e autoridades locais foi positiva, com destaque para o otimismo gerado pelas promessas de investimento e manutenção de empregos.

Ainda assim, há preocupação quanto a quem realmente tomará as decisões dentro da empresa após a conclusão do negócio, cujo prazo final é 18 de junho.



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ALI Rural impulsiona a inovação e contribui para o aumento do faturamento dos produtores no Piauí



Produtores rurais do Piauí estão colhendo bons resultados com o programa Agente Local de Inovação (ALI) Rural, do Sebrae.

A iniciativa oferece acompanhamento gratuito por 12 meses, ajudando a melhorar a gestão, adotar inovações e ampliar o faturamento.

O produtor José Flávio, de Parnaíba, é exemplo disso.

“Antes do acompanhamento do ALI, eu não sabia como inovar e não tinha perspectiva de ampliar a comercialização. Com o acompanhamento do agente do programa, eu passei a ter uma visão mais profissional do meu empreendimento, inovei e adotei controles gerenciais. Assim, a produção aumentou e ampliei a comercialização, o que impactou diretamente no faturamento”, destaca o produtor.

Gestão profissional na prática

Além da região de Parnaíba, o programa já alcança Teresina, Picos e Bom Jesus, totalizando 25 municípios atendidos. 

Em Cacimba Velha, zona rural de Teresina, a fábrica de licores Petrichor também se beneficiou com o apoio do ALI Rural.

Os empreendedores Ivani Gonçalves e Marcos Gonçalves, já implementaram muitas soluções propostas pelo ALI Rural, como é o caso da rotulagem dos licores com informações nutricionais e de mudanças nas instalações da indústria para melhor adequação aos critérios de boas práticas de fabricação.

“As melhorias já feitas garantiram registro da nossa indústria e dos nossos produtos junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além disso, estamos testando o software de gestão, indicado pelo agente, para facilitar a nossa rotina e alcançar novos mercados”, comenta a empresária Ivani Gonçalves.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp  

Novas vagas em agosto

Um novo ciclo do programa começa em agosto no Piauí, com 150 vagas para produtores rurais interessados em transformar seus empreendimentos.

“Estamos finalizando o ciclo que iniciou em 2024 e observamos um grande avanço dos empreendimentos atendidos. Isso reforça a importância do programa para o setor rural do nosso Estado. Em agosto, lançaremos o novo ciclo, com cerca de 150 vagas previstas para serem ofertadas nas regiões já atendidas e também em Floriano”, disse Francisco Holanda, gestor do Programa ALI Rural no Piauí.

10 motivos para participar do ALI Rural

  • 1. Programa gratuito e exclusivo para o agro
  • 2. Acompanhamento de um agente especializado
  • 3. Diagnóstico com foco em melhorias reais
  • 4. Inovação em produtos e processos
  • 5. Planejamento para competir melhor no mercado
  • 6. Controles financeiros que ajudam a reduzir custos
  • 7. Acesso a tecnologias e soluções práticas
  • 8. Apoio em divulgação para aumentar vendas
  • 9. Participação em feiras e rodadas de negócios
  • 10. Expansão da rede de contatos e parcerias

Para mais informações, acesse aqui!



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de soja e milho avança com força nos EUA


O plantio das novas safras de soja e milho nos Estados Unidos avança em ritmo acelerado, favorecido pelo clima, segundo avaliação da Hedgepoint. De acordo com Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, o avanço das máquinas supera tanto os números do ano passado quanto a média das últimas cinco safras, indicando um início promissor para a temporada 2025/26.

Dados do USDA mostram que, até 18 de maio, 66% da área de soja estava semeada — avanço expressivo frente aos 50% no mesmo período de 2024 e à média de 53%. No milho, o plantio atingiu 78%, contra 67% no ano passado e média de 73%, reforçando as expectativas de uma safra cheia.

Apesar do bom desempenho inicial, Roque alerta que há déficit de umidade em regiões do oeste e noroeste do cinturão agrícola, o que exige maior regularidade das chuvas nas próximas semanas. Segundo ele, embora o USDA projete produtividade recorde na soja, a produção tende a ser menor pela redução de área. Já no milho, a combinação de aumento de área e potencial produtivo pode levar a um novo recorde, ultrapassando 400 milhões de toneladas.

A Hedgepoint observa que os mapas climáticos indicam mais chuvas para a metade sul do cinturão entre 23 e 29 de maio, o que pode desacelerar temporariamente o plantio. Já entre 30 de maio e 5 de junho, a umidade deve ser mais generalizada, beneficiando as lavouras, especialmente nas áreas que hoje apresentam menor disponibilidade hídrica.

“Destacamos também, que apesar de o USDA esperar por produtividade recorde na soja, a tendência é de uma safra menor nesta nova temporada, visto que a área plantada com a oleaginosa deve ter um recuo importante em relação ao ano passado. Em contrapartida, a produção de milho pode atingir um novo recorde, com possibilidade de ultrapassar o patamar de 400 milhões de toneladas na temporada 2025/26 devido ao aumento da área e possível produtividade também recorde”, diz Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint.

 





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saiba o que mexe com a economia e os mercados neste começo de semana


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o cenário misto de alívio e cautela nos mercados, com bolsas em alta e dólar forte.

O Ibovespa caiu na semana, mas fechou maio com ganho de 1,45%, enquanto o dólar encerrou o mês a R$ 5,71. No Brasil, PIB e mercado de trabalho surpreenderam positivamente.

Destaque da semana vai para produção industrial, saldo comercial e decisão do BCE.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Arroba do boi gordo teve queda de até 10% em maio; o que esperar no curto prazo?


O mercado brasileiro de boi gordo enfrentou forte retração nos preços da arroba em maio. Em Minas Gerais, por exemplo, a queda chegou a 9,7% ao longo dos últimos 30 dias.

O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, destaca que a expectativa é de que os frigoríficos ainda tentem forçar quedas nos preços pagos pelo boi no curto prazo, diante das escalas de abate mais confortáveis, fechadas em média para oito dias úteis no país.

Segundo ele, ao longo da segunda metade do mês em diante, o mercado passou a ficar mais apreensivo também com relação aos desdobramentos do foco de influenza aviária de alta patogenicidade, a gripe aviária, registrado em granja comercial de matrizeiros no município gaúcho de Montenegro.

“O embargo às exportações de boa parte da carne de frango do Brasil não gerou grande impacto nas cotações da proteína no atacado, o que era motivo de preocupação para a cadeia pecuária”, considera.

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 30 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 306,50, baixa de 2,7% frente os R$ 315 praticados no encerramento de abril
  • Goiás (Goiânia): R$ 289,29, queda de 3,5% perante os R$ 300 registrados no final do mês passado
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 288,82, recuo de 9,7% frente aos R$ 320,00 praticados no fechamento do mês anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 304, retração de 5% em relação aos R$ 320 registrados anteriormente
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, desvalorização de 7,69% ante os R$ 320 observados no final de abril
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265, queda de 5,36% frente aos R$ 280 praticados no encerramento do mês anterior

Mercado atacadista

Iglesias informa que o mercado atacadista apresentou queda em seus preços no decorrer de maio, especialmente a partir da segunda quinzena. Ele acrescenta que o ambiente de negócios ainda sugere novos recuos no curto prazo em meio a reposição mais lenta entre o atacado e o varejo.

O analista afirma que a preferência de boa parte da população por proteínas mais acessíveis é uma tendência incontestável em 2025.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 23,90 o quilo, queda de 4,40% frente aos R$ 25,00 praticados no final de abril. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 19,00 o quilo, recuo de 5,00% frente aos R$ 20,00 registrados no fechamento do mês passado.

Exportações de carne bovina

carnecarne
Foto: arquivo Canal Rural

Uma boa notícia para o Brasil no fechamento deste mês de maio foi a conquista da certificação de livre de febre aftosa sem vacinação por parte da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O analista de Safras & Mercado destaca que a medida abre caminho para o país ingressar em mercados que remunerem melhor pela carne bovina, como Japão e Coreia do Sul.

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 899,9 milhões em maio (16 dias úteis), com média diária de US$ 56,243 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 173,804 mil toneladas, com média diária de 10,862 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.117,70.

Em relação a maio de 2024, houve alta de 23,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 7,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 15% no preço médio.



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Agricultura familiar beneficia 178 mil pessoas em instituições sociais no Pará



Mais de 500 produtores rurais do nordeste do Pará, sendo a maioria mulheres, foram inseridos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) com o apoio do Sebrae-PA. A iniciativa já movimentou quase R$ 9 milhões em negócios, com vendas diretas para instituições que atendem a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Ao todo, 18 propostas foram aprovadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), garantindo que os agricultores possam comercializar alimentos com entidades sociais ao longo de 2025. Cada produtor deve receber, em média, R$ 15 mil por entrega, em um modelo que une geração de renda no campo com fortalecimento da segurança alimentar.

O projeto abrange nove municípios paraenses: Capanema, Bragança, Viseu, Tracuateua, Cachoeira do Piriá, Santa Luzia do Pará, Primavera, Ourém e São João de Pirabas. A produção local — composta por hortaliças, frutas, mel, raízes e derivados — será destinada a 26 instituições sociais, beneficiando diretamente cerca de 178 mil pessoas.

Segundo o diretor superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno, a iniciativa mostra o impacto da articulação entre políticas públicas e pequenos negócios. “Estamos conectando oportunidades e fortalecendo a economia regional com base no protagonismo da agricultura familiar”, afirmou.

“Mais de 460 desses agricultores estão vendendo para o governo pela primeira vez. É um marco na inclusão produtiva e na organização coletiva de quem estava à margem do mercado”, disse a gerente regional do Sebrae na região de Caeté, Denize Carneiro.

Para a presidente da Cooperativa de Primavera, Joelma Nunes, a política pública aliada ao apoio técnico tem efeito direto na vida das mulheres. “Comecei numa associação e hoje lidero uma cooperativa com cem mulheres. Estamos gerando renda com apoio do Sebrae e da Conab. Isso é desenvolvimento real”, comentou.



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Brasil e França devem fazer nova declaração climática visando a COP30



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja à França, entre os dias 4 e 9 de junho, para uma visita de Estado que não é realizada há 13 anos por um chefe de governo brasileiro. A última ocorreu em 2012, durante o mandato de Dilma Rousseff. Um dos pontos altos da agenda deverá ser o anúncio de uma nova declaração climática conjunta dos dois países, em um dos encontros bilaterais entre Lula e o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Há expectativa de adoção de uma nova declaração dos dois líderes sobre a mudança do clima considerando o engajamento dentro dos países nesse tema e a necessidade de maior mobilização internacional para a COP30 [Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas], sediada pelo Brasil. Também esperamos acordar a criação de um corredor marítimo descarbonizado com a França”, pontuou o embaixador Flávio Goldman, diretor do Departamento de Europa do Ministério das Relações Exteriores, em entrevista a imprensa na última sexta-feira (30), para detalhar sobre a viagem.

Ao todo, os dois presidentes devem assinar 20 atos bilaterais, envolvendo acordos de cooperação na área de vacinas, de segurança pública, de educação e de ciência e tecnologia. Um anúncio de investimentos entre os dois países também é esperado. Atualmente, a corrente de comércio entre Brasil e França é de US$ 9,1 bilhões, segundo dados de 2024, alta de 8% em relação a 2023. A França é o terceiro país que mais investe no Brasil, com mais de US$ 66,3 bilhões em estoque.

“A visita acontece num momento muito positivo do relacionamento bilateral, com aproximação em diversas áreas. Durante sua passagem pela França, Lula terá vários encontros com Emmanuel Macron, nos quais ele discutirá aspectos relevantes do relacionamento bilateral e temas da agenda internacional de importância dos dois países, como a necessidade de reforma da governança global, a defesa do multilateralismo, o combate ao extremismo e a preparação para a COP30”, destacou Goldman.

Lula e comitiva embarcam na próxima quarta-feira (4), e o primeiro compromisso, em Paris, será no dia seguinte, com a cerimônia oficial de chegada ao Pátio de Honra da Esplanada dos Inválidos, na área norte do edifício Hotel des Invalides. O local sedia cerimônias militares francesas e é frequentemente utilizado para desfiles e outros eventos.

Em seguida, o presidente brasileiro se reúne com Macron no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, em uma reunião entre as delegações dos dois países e que será seguida por uma cerimônia de assinatura de atos, além de declarações à imprensa.

Reconhecimento

No dia 6 de junho, Lula receberá o título de Doutor Honoris Causa na Universidade Paris 8. No mesmo dia, ele fará uma visita à exposição sobre o ano do Brasil na França, no Grand Palais, o principal centro de convenções do país. De acordo com o Palácio Itamaraty, a programação da temporada brasileira na França compreenderá diversas atividades até setembro, em mais de 50 cidades francesas. Elas incluirão iniciativas tanto na área artística quanto nas de cooperação acadêmica, científica, tecnológica, educativa e ambiental, com o objetivo de longo prazo de fortalecer os laços entre os países.

Ainda no âmbito cultural, o presidente Lula receberá uma homenagem na Academia Francesa. A Academia foi criada em 1635, e, em seus quase 400 anos de história, apenas outros 19 chefes de Estados foram homenageados em sessão oficial. Antes dele, o único brasileiro reconhecido pela honraria havia sido Dom Pedro II, em 1872.

Está prevista também a participação de Lula na sessão do Fórum Econômico Brasil-França. O encontro reunirá autoridades e líderes empresariais de ambos os países.

Certificação sanitária

Ainda neste dia, Lula participará de um evento que formaliza o reconhecimento do status do Brasil como país livre da febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento foi aprovado na reunião da assembleia-geral da entidade, em 29 de maio.

O presidente brasileiro deverá se encontrar com a prefeita de Paris, Ane Hidalgo, e viajará a Toulon, onde manterá outro encontro com Macron, desta vez na Base da Marinha Francesa, para tratar do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub), uma retribuição à mesma agenda realizada pelo francês, em março do ano passado, durante sua visita de Estado ao Brasil.



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Mandioca açucarada é alternativa para produção de bioetanol, aponta pesquisa


Um estudo analisou a viabilidade de produzir bioetanol a partir da hidrólise e fermentação de raízes de mandioca açucarada. A pesquisa foi realizada pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e pelo governo do Amazonas.

A análise intitulada: “Mandioca açucarada, uma alternativa para a produção de bioetanol no estado do Amazonas”, observou que a quantidade de amido presente no bagaço, após extração do caldo, permite uma maior liberação de açúcares, o que torna o processo fermentativo mais eficiente e vantajoso.

Segundo a coordenadora do estudo, Leiliane do Socorro Sodré de Souza, a mandioca foi escolhida devido à motivação do grupo de pesquisa em desenvolver bioprodutos a partir de biomassa vegetal presente no estado.

“A produção de biocombustíveis é uma possibilidade interessante para comunidades isoladas. E, como a mandioca é uma espécie que vários produtores têm experiência com cultivo e, mesmo que a mandioca açucarada tenha algumas características diferentes, a mandioca amilácea e açucarada são similares no cultivo, e assim esta foi escolhida para a pesquisa”, afirmou a coordenadora.

A mandioca açucarada apresenta em sua composição em torno de 85% de água e o restante da composição divide-se em açúcares, proteína, amido e fibras.

Bioetanol

Sobre a investigação da viabilidade da produção de bioetanol através da hidrólise (fenômeno químico no qual uma molécula é quebrada em moléculas menores na presença de água) e da fermentação das raízes de mandioca açucarada.

“Foi utilizado o caldo extraído da raiz, que já contém açúcares, e o bagaço restante foi analisado e ao observarmos que o mesmo apresenta mais de 50% de amido, foi aplicado o processo de hidrólise para a quebra desse amido em moléculas menores, os açúcares. Com mais açúcar, favorecemos o processo de fermentação, no qual o etanol é liberado”, afirmou Leiliane Souza.

No processo, após prensar as raízes, foram obtidas duas porções, uma fase líquida (caldo) e uma fase sólida (bagaço), essa última foi levada para análise, por apresentar um teor significativo de amido, observou-se que o uso das enzimas permitiria aumentar a contração de açúcares.

Durante a pesquisa, no processo de fermentação com a levedura Saccharomyces cerevisiae a concentração de etanol obtida foi de 14,33 g/L em 72 horas de processo, sendo possível obter 0,29 g de etanol/g de biomassa. Esses resultados podem ser melhorados com ajustes na concentração de açúcares.

Outro benefício apontado pela pesquisadora sobre a utilização dessas fontes alternativas de energia foi a respeito da redução das emissões de gases de efeito estufa. Os biocombustíveis têm um ciclo de carbono mais equilibrado em comparação com os combustíveis fósseis, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

O uso e a produção de biocombustíveis, como o etanol, são fundamentais para promover a autonomia energética em regiões isoladas, onde o acesso a recursos energéticos é limitado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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