sexta-feira, maio 22, 2026

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Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 5,46%


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,5% para 5,46% este ano. 

A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (2), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de munir instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,85%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em abril, a inflação oficial fechou em 0,43%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos e de produtos farmacêuticos. Assim, o resultado mostra desaceleração pelo segundo mês seguido, após o IPCA ter marcado 1,31% em fevereiro e 0,56% em março.

No acumulado em 12 meses, o índice divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) soma 5,53%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,75% ao ano.

A alta do preço dos alimentos, da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em 0,5 ponto percentual na última reunião, em amio. Trata-se do sexto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em comunicado, o Copom não deu pistas sobre o que deve ocorrer na próxima reunião, na metade de junho. Afirmou apenas que o clima de incerteza permanece alto e exigirá prudência da autoridade monetária, tanto em eventuais aumentos futuros como no período em que a Selic deve ficar em 14,75% ao ano.

A estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica encerre 2025 neste patamar. Para o fim de 2026, a estimativa é de que a taxa básica caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente, para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida. Isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

No entanto, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. Dessa forma, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano variou de 2,14% para 2,13%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,7% para 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Puxada pela agropecuária, no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE.

Assim, em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

Desse modo, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,80 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,90.

*Sob supervisão de Luis Toledo



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Feijão-carioca e feijão-preto sofrem queda de preço em maio



Os preços do feijão-carioca seguiram pressionados na última semana de maio, enquanto os do feijão-preto se sustentaram no período. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a movimentação se dá diante da presença mais ativa de compradores. 

Entretanto, a desvalorização foi geral em maio, tanto para o carioca quanto para o preto. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, no caso da variedade do grão preto, o movimento de baixa foi verificado pelo oitavo mês consecutivo. Assim a pressão baixista vem sendo sentida desde outubro/24, quando o centro de pesquisas iniciou a divulgação de preços do feijão. 

Pesquisadores do instituto indicam que até houve uma maior demanda para produtos de melhor qualidade. Mesmo assim, as cotações cederam em todas as regiões pesquisadas, pressionadas pela perda de qualidade. 

No campo, o Paraná, maior produtor brasileiro de feijão-preto, espera uma colheita menor na segunda safra de 2024/25. Segundo o Deral/Seab, a previsão é de que produção some 534 mil toneladas no estado, queda de 22% em relação a 2023/24. 

Vale lembrar, contudo, que a primeira safra do estado atingiu 340,26 mil toneladas, volume 103% superior ao do mesmo período do ano anterior.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Na reta final da colheita, um ‘aperto de mão’ entre China e EUA pode influenciar o mercado de soja



O mercado de soja teve uma semana marcada por volatilidade nas cotações. Na Bolsa de Chicago, os preços recuaram, com o contrato de julho encerrando a sexta-feira a US$ 10,41 por bushel, pressionado pelo ritmo acelerado do plantio nos Estados Unidos. Segundo a plataforma Grão Direto, o clima favorável nas regiões produtoras norte-americanas fortalece a expectativa de uma safra cheia, o que naturalmente tende a pressionar os preços internacionais.

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Colheita de soja no Brasil

No Brasil, a colheita da safra 2024/25 está praticamente finalizada, com alguns relatos de problemas pontuais de qualidade no Rio Grande do Sul e no Paraná. O foco do mercado agora se volta para os prêmios de exportação, que permanecem pressionados pela lentidão nos embarques, ainda que tenham ensaiado uma leve recuperação na semana anterior.

Apesar da queda em Chicago, a soja brasileira segue competitiva em relação ao produto americano, impulsionada pela valorização do dólar. A moeda norte-americana fechou a semana acima de R$ 5,70, o que ajudou a sustentar os preços no mercado interno. No entanto, esse movimento cambial não foi suficiente para destravar a comercialização, que continua em ritmo lento e com muita cautela por parte dos produtores.

O que vem pela frente no mercado do grão?

O clima nas lavouras dos EUA segue no radar dos analistas. A manutenção de condições favoráveis ao plantio reforça as projeções de uma boa safra, o que tende a influenciar negativamente os preços em Chicago nas próximas semanas. No Brasil, a Anec revisou para baixo as estimativas de exportação de maio, reflexo direto do ritmo mais lento nos embarques e da forte concorrência no mercado global.

No cenário externo, a ausência de avanços nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos adiciona um componente de incerteza ao mercado. Qualquer sinal de reaproximação entre as duas economias pode impactar os preços de forma relevante, inclusive com possíveis desdobramentos para o Brasil.

Diante desse cenário de oferta elevada e incertezas externas, a orientação segue sendo a de atenção redobrada. A gestão de margem se torna essencial, assim como o acompanhamento próximo dos movimentos do dólar e dos prêmios. Aproveitar janelas de oportunidade pode fazer a diferença nos resultados da comercialização ao longo das próximas semanas.



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Solo forte com milheto, trigo e nabo



A cobertura vegetal funciona como um escudo natural



A cobertura vegetal funciona como um escudo natural
A cobertura vegetal funciona como um escudo natural – Foto: Foto: Cícero Silva

De acordo com a engenheira agrícola Jhenifer de Oliveira Araújo, em publicação nas redes sociais, a regulagem correta da semeadora para o plantio de adubo verde é um detalhe essencial para a construção da fertilidade do solo. Ela destaca que pequenas ações no manejo fazem uma enorme diferença na sustentabilidade e produtividade das lavouras.

Nas áreas onde atua, Jhenifer implementa um mix robusto composto por milheto, trigo mourisco e nabo forrageiro. Essa estratégia, segundo ela, é fundamental para proteger o solo contra a erosão. A cobertura vegetal funciona como um escudo natural, enquanto o adubo verde melhora significativamente a estrutura do solo. O sistema radicular dessas plantas é capaz de descompactar e agregar partículas, favorecendo tanto a infiltração de água quanto a aeração do solo. “Estamos implementando em nossas áreas um mix robusto de milheto, trigo mourisco e nabo forrageiro. Essa estratégia é fundamental para proteger o solo contra a erosão”, comenta.

Além disso, o aumento da matéria orgânica, proporcionado pela decomposição desses vegetais, enriquece o solo com nutrientes e eleva sua capacidade de retenção de água. Isso se traduz em maior resiliência às variações climáticas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas comerciais.

Por fim, Jhenifer reforça que trabalhar com adubo verde dentro do sistema de plantio direto é um dos pilares da conservação do solo. Essa prática prepara a base para alcançar altas produtividades de forma sustentável, garantindo longevidade e equilíbrio para os sistemas produtivos. “Trabalhar com adubo verde no sistema de plantio direto é um pilar da conservação do solo, preparando a base para altas produtividades de forma sustentável”, conclui.

 





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Anvisa proíbe a venda de três marcas de “café”



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de três marcas de pó para o preparo de bebida sabor café. Dessa forma a medida implica a proibição da venda, distribuição, fabricação, realizar propaganda ou utilizar os produtos.

Os produtos em questão são os pós para preparo de bebida sabor café das marcas Melissa, Pingo Preto e da empresa Master Blends Indústria de Alimentos Ltda.

Após inspeção realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que verificou as condições de produção, as medidas foram tomadas. 

As irregularidades encontradas lista no site da Anvisa incluem:

  • Uso de matéria-prima imprópria para o consumo humano, contaminada com ocratoxina A, uma micotoxina produzida por fungos. 
  • Presença de matérias estranhas e com impurezas, denominadas incorretamente no rótulo como polpa de café e café torrado e moído, que na verdade eram cascas e resíduos de café.
  • Contaminação no produto acabado, indicando falhas nas boas práticas de fabricação, no processo de seleção de matérias-primas, e na produção e controle de qualidade do produto final. 
  • Os rótulos dos produtos também continham imagens e informações que podem causar erro quanto à natureza do produto. Assim, podendo levar o consumidor a entender que o produto se trata de café.

Assim, a ordem da Anvisa é para que as empresas recolham os produtos para que não haja risco de consumo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Estado de São Paulo inicia ação de prevenção contra fungo devastador nas lavouras de soja



O estado de São Paulo deu início neste domingo, 1º de junho, ao período do vazio sanitário da soja na Região 1. A medida de prevenção segue até 31 de agosto e tem como objetivo controlar a ferrugem asiática, doença provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. A iniciativa busca reduzir a incidência do fungo entre uma safra e outra, protegendo a produção e fortalecendo o manejo fitossanitário da cultura. Para acessar o calendário de todas as regiões do país, acesse o link.

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A ação segue as diretrizes da Portaria nº 1.271/2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)), que definiu os calendários nacionais do vazio sanitário e da semeadura da soja para a safra 2025/2026. Em São Paulo, o estado foi dividido em três regiões com datas diferentes para o início do vazio. As Regiões 2 e 3 entram no período de restrição nos dias 12 e 15 de junho, encerrando-se em 12 e 15 de setembro, respectivamente. Confira os municípios separados aqui.

Período de prevenção

Durante o vazio sanitário, é proibida a presença de plantas vivas de soja nas áreas de cultivo, incluindo as chamadas plantas voluntárias ou tigueras. A eliminação dessas plantas é de responsabilidade dos produtores, e exceções só são permitidas em casos específicos autorizados pela Defesa Agropecuária, como produção de sementes, pesquisas ou demonstrações técnicas.

O estado também exige que os agricultores realizem o cadastro das áreas produtoras de soja. Em São Paulo, esse registro deve ser feito no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), no prazo máximo de 15 dias após o fim do calendário regional de plantio. O controle cadastral é uma ferramenta essencial para o acompanhamento das lavouras e o reforço das ações de fiscalização sanitária.



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cenário em maio foi de pequenas variações



Ao longo de maio, os preços da soja oscilaram dentro de uma faixa estreita. É isso que apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Na última semana, as pesquisas do Cepea mostraram que as cotações seguiram levemente pressionadas, e a média mensal de maio acabou ficando abaixo da de abril. Enquanto isso, as exportações de soja em grão continuam aceleradas.

De acordo com o indicador da soja Cepea/Esalq, com base de preço em Paranaguá (PR), a saca de soja foi cotada em média a R$ 134,56 no último dia útil de maio (30), representando uma variação dentro do mês de 1,83%.

De acordo com o instituto, as pequenas variações vêm sendo influenciadas pelo contexto de oferta da América do Sul e pelo ritmo de cultivo da nova safra nos Estados Unidos. 

Outro ponto que também influenciaram as oscilações foram os impactos das tarifas norte-americanas sobre outros países. Por sua vez, as reações dos governos afetados por tais medidas também contribuíram. 

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Milho sofre recuo com a colheita da segunda safra e baixa procura



Os preços do milho seguem em queda no mercado doméstico, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

De acordo com o indicador do milho Esalq/B3, que tem Campinas (SP) como base de referência, a saca de 60 kg de milho no último dia útil de maio atingiu R$ 68,95, uma variação negativa dentro do mês de 13,95%.

Com o aumento da oferta do cereal, a expectativa é de que a disponibilidade continuará elevada nas próximas semanas, segundo os pesquisadores da entidade. Esse aumento na oferta é resultado do início da colheita da segunda safra. 

O cenário contribui para manter os vendedores mais flexíveis nos negócios e os consumidores mais afastados das aquisições. Isso se dá pois estes últimos compram apenas volumes para o curto prazo. 

No início da semana passada, notícias indicando a possibilidade de geadas em parte das praças produtoras de milho até deram certo suporte aos valores, à medida que deixou produtores cautelosos. 

De qualquer forma, a perspectiva de ampla oferta no Brasil se sobrepõe e mantém os valores em queda.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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União Europeia envia equipe comercial aos EUA para negociações



A União Europeia (UE) enviou uma equipe técnica a Washington para negociações comerciais com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse um porta-voz europeu nesta segunda-feira (2).

Segundo informações, o comissário para Comércio da UE, Maros Sefcovic, deve se reunir com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, na quarta-feira.

No fim de semana, a UE alertou que o novo plano de Trump de dobrar as tarifas sobre o aço para 50% poderia comprometer as negociações entre as duas economias e desencadear tarifas retaliatórias sobre produtos americanos.

Hoje, o porta-voz reiterou o alerta, afirmando que os europeus estão prontos para tomar contramedidas se “nossas negociações não levassem a um resultado equilibrado”.



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Chicago segue petróleo e avança antes do intervalo



A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho chegou ao intervalo com alta nos preços nesta segunda-feira (2).

O mercado foi sustentado pelo significativo avanço do petróleo em Nova York e pela desvalorização do dólar frente a outras moedas, consolidando uma recuperação frente às perdas significativas registradas no mês de maio.

Os preços dos contratos futuros do petróleo disparam na manhã desta segunda, com os investidores analisando o potencial de risco do aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia. A Ucrânia lançou ataques de drones contra quatro aeroportos militares na Rússia, destruindo mais de 40 aviões de guerra no final de semana. Choques geopolíticos tendem a desencadear picos de petróleo de curto prazo nos últimos anos, embora preocupações com a queda da demanda global tenham contido os preços.

Os contratos com vencimento em julho de 2025 operaram cotados a US$ 4,47 1/4 por bushel, alta de 3,25 centavos, ou 0,73% em relação ao fechamento anterior.

Os contratos com entrega em dezembro de 2025 operaram com alta de 1 centavo, ou 0,22% em relação ao fechamento do último pregão, cotados a US$ 4,39 1/2 por bushel.



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