sexta-feira, maio 22, 2026

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Preços de soja fracos no início da semana; onde as cotações recuaram?



O mercado brasileiro de soja começou a semana em ritmo lento e com preços em queda na maior parte das regiões. Segundo a consultoria Safras & Mercado, apesar de alguns compradores terem elevado ligeiramente suas indicações em determinados pontos, a resistência dos produtores em ceder preço fez o spread de venda se ampliar, segundo o consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

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“Alguns poucos negócios foram reportados em Minas Gerais, e nos portos o movimento seguiu fraco. Com dólar e CBOT (Bolsa de Chicago) em baixa, o mercado acabou retraído. Os prêmios até melhoraram um pouco, mas sem força suficiente para mudar o cenário”, comentou.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 130 para 129
  • Santa Rosa (RS): caiu de 131 para 130
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de 135 para 134
  • Cascavel (PR): caiu de 126 para 125
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de 134,50 para 133
  • Rondonópolis (MT): caiu de 117 para 115,50
  • Dourados (MS): caiu de 120,50 para 119
  • Rio Verde (GO): manteve em 118

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em baixa. A ampla oferta de produto do Brasil no mercado mundial, as incertezas quanto ao futuro da política para o biodiesel nos Estados Unidos e as renovadas tensões comerciais entre China e Estados Unidos mantiveram o mercado sob pressão.

Para completar, o ritmo do plantio segue acelerado nos Estados Unidos, com bom desenvolvimento das lavouras. Às 17h, o Departamento de Agricultura americano, o USDA, vai atualizar os dados de evolução das lavouras locais. Um pouco antes, sai os dados de esmagamento em maio.

A China reagiu às acusações do presidente Donald Trump de que teria quebrado uma trégua comercial firmada semanas antes, em meio à reescalada das tensões que diminuem as esperanças de um acordo. Pequim afirmou estar agindo de forma responsável e cumprindo o consenso alcançado nas negociações econômicas e comerciais realizadas em Genebra, conforme comunicado divulgado pelo Ministério do Comércio chinês em seu site nesta segunda-feira.

Washington e Pequim haviam concordado, em meados de maio, em reduzir temporariamente as tarifas retaliatórias após conversas em Genebra, o que trouxe alívio aos mercados globais, afetados por temores de guerra comercial desde o início do governo Trump, que aumentou tarifas sobre produtos da China e de outros países.

No entanto, eventos recentes abalaram o otimismo quanto a um acordo duradouro, com tensões reacendidas por temas como as exportações chinesas de minerais de terras raras e as restrições dos EUA a vistos para estudantes chineses. O Ministério do Comércio da China acusou os EUA de “minar seriamente” o acordo de Genebra, ao impor diversas medidas “discriminatórias e restritivas”, como diretrizes de controle de exportações para chips de inteligência artificial e a revogação de vistos estudantis.

A declaração chinesa veio após Trump afirmar em uma rede social, na sexta-feira, que a China “violou totalmente seu acordo com os EUA”. Posteriormente, ele reforçou a acusação a repórteres no Salão Oval, dizendo ter certeza de que conversaria com o líder chinês Xi Jinping sobre o assunto.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar ou 0,79% a US$ 10,33 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,27 1/4 por bushel, perda de 9,50 centavos ou 0,91%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 2,40 ou 0,80% a US$ 293,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 46,28 centavos de dólar, com baixa de 0,61 centavo ou 1,3%.

Dólar

O dólar comercial encerrou em queda de 0,81%, sendo negociado a R$ 5,6734 para venda e a R$ 5,6714 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6666 e a máxima de R$ 5,7096



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Preços da arroba do boi iniciam a semana em leve alta; veja cotações



O mercado físico do boi gordo iniciou a semana apresentando alguma alta nos preços. De acorodo com o analista da consultoria Safras & Mercado, as escalas de abate começam a encurtar e, atualmente, estão em sete dias úteis na média nacional.

“A maior dificuldade está na aquisição de boi gordo, em especial animais jovens. Ainda há boa disponibilidade de fêmeas no mercado brasileiro. O movimento de alta já se faz presente em praças como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais, ainda que isso ocorra de maneira moderada.”

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 308,75 — na sexta: R$ 306,50
  • Goiás: R$ 290,54 — anteriormente: R$ 289,29
  • Minas Gerais: R$ 292,94 — no fechamento anterior: R$ 288,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 305 — na sexta: R$ 304
  • Mato Grosso: R$ 300,61 – estável

Mercado atacadista

O mercado atacadista iniciou a semana apresentando preços acomodados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por alguma recuperação dos preços, mesmo que isso ocorra de maneira comedida, considerando a entrada dos salários na economia, que motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva.

“Exportações seguem em altíssimo nível, com o país caminhando a passos largos para mais um recorde de embarques.”. A quantidade total exportada pelo país chegou a 173,804 mil toneladas na primeira quinzena de maio, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O número representa alta de 23,7% frente ao mesmo período de 2024.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo, o dianteiro segue cotado a R$ 18,50 por quilo e a ponta de agulha foi precificada a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,81%, sendo negociado a R$ 5,6734 para venda e a R$ 5,6714 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6666 e a máxima de R$ 5,7096.



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Câmara aprova aumento de punição a quem provocar incêndios florestais



A punição para quem provocar incêndio em floresta e em outras formas de vegetação poderá ser aumentada, passando de reclusão de 2 a 4 anos para detenção de 3 a 6 anos e multa, conforme prevê o projeto de Lei (PL) 3330/24, aprovado nesta segunda-feira (2) pela Câmara dos Deputados.

A proposta, que ainda precisa passar pelo Senado, também proíbe o infrator de contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos, após o trânsito em julgado da sentença.

Os deputados aprovaram um texto substitutivo ao projeto do deputado Gervásio Maia (PSB-PB). A proposta, relatada pelo deputado Patrus Ananias (PT-MG), determina ainda o agravamento da pena de um terço à metade, se o crime ocorrer nas seguintes condições:

  • For praticado expondo a perigo iminente e direto a população e a saúde pública em centros urbanos;
  • Atingir áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas, por ato do poder público, a regime especial de uso;
  • For produzido por duas ou mais pessoas

Aumentos de pena

O mesmo agravamento poderá incidir se o crime for praticado expondo a perigo iminente e direto espécies que constem em lista oficial de espécies raras ou ameaçadas de extinção e com a finalidade de obter vantagem pecuniária para si ou para outrem. A pena é aumentada até o dobro, se o crime resulta a morte de alguém.

No caso de ter sido praticado expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outro, o crime terá o aumento da pena de um sexto a um terço. Se for culposo, ou seja, praticado sem dolo ou intenção, a pena será de detenção, de um a dois anos, e multa.

Patrus Ananias disse que o projeto estabelece uma penalização mais adequada para os criminosos ambientais, com responsabilização penal, administrativa e econômica dos infratores.

“A continuidade dessas práticas, muitas vezes facilitada pela falta de punições mais eficazes, representa um desafio que precisa ser enfrentado com a colaboração de toda a sociedade e das autoridades públicas”, destacou o relator.

O projeto não aplica punição nos casos em que a queima for controlada e prescrita, nem devido a seu uso tradicional e adaptativo, ou seja, quando for aplicada visando o devido manejo ambiental.

‘Grupos criminosos causam incêndios’

O deputado disse ainda que muitos incêndios são causados por grupos criminosos e que o crime compromete o desenvolvimento econômico sustentável, intensifica desigualdades sociais e afeta a saúde pública, em virtude da emissão de poluentes e da destruição de ecossistemas.

“Grande parte desses incêndios decorre de atos criminosos, com registros audiovisuais comprovando a ação deliberada de incendiários, frequentemente associados a organizações criminosas que exploram ilicitamente recursos naturais. Essas organizações, muitas vezes, são as mesmas que praticam grilagem de terras, extração ilegal de madeira, mineração clandestina e tráfico de animais silvestres, atividades que geram lucros elevados à custa de danos socioambientais irreparáveis”, apontou.



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80 mm de chuva em cinco dias; saiba onde a temperatura sobe, cai e a água despenca



Produtores rurais, atenção às mudanças de temperatura e à previsão do tempo! Um cavado vai provocar temporais entre terça (2) e quarta-feira (3), com risco de granizo e rajadas de vento intensas nas lavouras do Sul de Mato Grosso, sul de Goiás, interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Essas condições exigem cuidado especial, principalmente nas áreas mais afetadas do Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, onde estão previstos acumulados de até 80 mm de chuva em cinco dias.

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Apesar dos temporais, as chuvas no Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais não devem prejudicar os trabalhos em campo, além de contribuir para a reposição hídrica do solo, fundamental para as culturas nesta época.

Tempo seco

Já o interior do Matopiba (áreas produtoras no Maranhão, Tocantins e Bahia) segue com tempo quente e seco, com temperaturas chegando a 36 a 37 graus. Essa elevação de temperatura também deve ocorrer em todas as regiões produtoras, o que vai favorecer a moagem da cana-de-açúcar e a colheita do café, cujas mínimas ficarão entre 12 e 15 graus.

Queda das temperaturas!

Entretanto, produtores do Sul do país devem ficar atentos ao risco de geadas, já que as temperaturas podem cair abaixo dos 5 graus em algumas localidades, o que pode impactar culturas sensíveis ao frio.



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Semana reserva chuva superior a 60 mm e baixas temperaturas


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou a previsão do tempo entre esta segunda-feira (2) e a próxima (9). Volumes de chuva superiores a 60 mm e temperaturas acima de 34°C são alguns dos destaques. Confira:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

São previstos volumes de chuva acima de 60 mm no centro-norte do Rio Grande do Sul e leste de Santa Catarina. Nesses locais, os maiores acumulados podem ocorrer na quinta-feira (5) — tons em laranja e vermelho no mapa abaixo. Nas demais áreas, são previstos menores volumes, com valores inferiores a 40 mm (manchas em verde).

Centro-Oeste e Sudeste

previsão do tempo - chuvaprevisão do tempo - chuva
Foto: Reprodução Inmet

A semana começa com previsão de chuvas em áreas do centro-sul de Mato Grosso do Sul, São Paulo, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e norte do Espírito Santo, com volumes que podem ultrapassar os 20 mm (tons em verde). A partir de quarta-feira (4), o predomínio é de tempo aberto nestas áreas.

Nordeste

Não há previsão de chuva, somente em áreas próximas ao litoral, onde estão previstos volumes acima de 20 mm (tons em azul e verde). No litoral da Bahia, de Sergipe e Alagoas, além do noroeste do Maranhão, as precipitações podem alcançar os 50 mm (tons em amarelo).

Norte

Os maiores acumulados de chuva se concentrarão na faixa que vai desde o noroeste do Amazonas até o nordeste do Pará, com volumes que podem superar os 60 mm. Nas demais áreas, são previstos menores volumes, inferiores a 40 mm. Destaque para o sul da região amazônica, onde não há previsão de chuvas ao longo da semana.

Temperaturas mínimas e máximas

previsão de temperaturaprevisão de temperatura
Foto: Reprodução

A previsão ao longo da semana indica temperaturas máximas elevadas nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e oeste da Região Sudeste, com valores que podem ultrapassar os 30°C.

Segundo o Inmet, as temperaturas podem ficar abaixo de 24°C no leste do Sudeste e no Sul, exceto no norte do Paraná, onde as temperaturas máximas podem ultrapassar os 30°C.

Ao longo da semana são previstas temperaturas máximas acima de 34°C no sul do Pará, norte do Tocantins e de Mato Grosso, além do sudeste do Piauí, como, por exemplo, no dia 7 de junho (como mostra o mapa acima).

Neste mesmo dia, as temperaturas abaixo de 18°C ocorreram no Rio Grande do Sul e sudeste de Santa Catarina.

As temperaturas mínimas seguirão acima de 26°C na Região Norte, norte da Região Nordeste, além do noroeste de Mato Grosso. Porém, o avanço de uma massa de ar frio ao longo da semana, deve derrubar as temperaturas no Rio Grande do Sul.

A partir do dia 06 de maio, o Inmet aponta que as temperaturas mínimas podem ficar abaixo de 10°C na parte sul do Rio Grande do Sul. Termômetros indicando entre 16°C e 18°C também em Santa Catarina, no leste do Paraná e de São Paulo, além de áreas de Minas Gerais, da Bahia, de Goiás e do Distrito Federal.



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Safra brasileira de soja bate recorde; produção de milho também cresce na segunda colheita



A safra brasileira de soja 2024/2025 foi consolidada com produção recorde de 168,25 milhões de toneladas, de acordo com a atualização de junho da StoneX. Mesmo com perdas em algumas regiões, como no Rio Grande do Sul, onde a produtividade ficou em 2,13 toneladas por hectare, e no Piauí, afetado por um veranico em fevereiro, o resultado nacional foi sustentado por boas performances em outras áreas do país. A média de produtividade nacional foi estimada em 3,56 toneladas por hectare.

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No balanço de oferta e demanda da oleaginosa, não houve alterações significativas além do leve corte na produção. A consultoria projeta exportações de 107 milhões de toneladas e consumo interno de 60 milhões, o que deve resultar em estoques finais de 4,45 milhões de toneladas. A relação estoque/uso é considerada apertada, em torno de 2,66 por cento.

Além de soja, milho também apresenta avanço

A produção de milho também apresentou avanço, especialmente com os bons resultados da segunda safra, que segue em fase final de desenvolvimento e início de colheita. A estimativa foi elevada para 106,1 milhões de toneladas, puxada por melhores rendimentos no Centro-Oeste, Paraná e São Paulo. Com isso, a produção total de milho no ciclo 2024/2025 foi revista para 134 milhões de toneladas, incluindo a primeira safra, que teve leve recuo e ficou em 25,7 milhões de toneladas, e a terceira, estimada em pouco mais de 2 milhões.

No mercado interno, o consumo de milho deve crescer diante do avanço do segmento de etanol de milho, que continua aquecido. A estimativa foi ajustada de 87 para 89 milhões de toneladas, reforçando a tendência de expansão desse setor e seu impacto na demanda do cereal.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dia Mundial do Leite é celebrado dia 1º de junho



Brasil é 3º maior produtor de leite no mundo




Foto: Pixabay

Comemorado neste 1º de junho, o Dia Mundial do Leite foi instituído em 2001 pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) com o objetivo de promover o consumo de lácteos em todo o mundo. A data destaca a importância nutricional e econômica do leite, considerado pela FAO como o alimento mais consumido no planeta, com aproximadamente 580 milhões de toneladas de leite e derivados ingeridos anualmente.

O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais, com uma produção superior a 34 bilhões de litros por ano, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O consumo per capita no país é de cerca de 320 mililitros por dia, enquanto a FAO recomenda o equivalente a três porções diárias, o que representa aproximadamente 480 mililitros.

Minas Gerais se mantém como o principal estado produtor do país, respondendo por mais de 27% da produção nacional. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), são cerca de 9,3 bilhões de litros por ano, com a atividade presente em quase todos os 853 municípios mineiros. “A produção de leite em Minas Gerais tem papel estratégico na geração de renda, especialmente entre os agricultores familiares”, informou a Seapa em nota divulgada para marcar a data.





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Juros simples e taxa de 6% atraem produtores ao crédito internacional



O mês de junho começou e o agronegócio brasileiro volta os olhos às condições a serem anunciadas pelo Plano Safra 2025/26.

Enquanto as taxas subsidiadas podem ultrapassar 12%, produtores rurais avaliam o crédito internacional que, na opinião de economistas, pode ser vantajoso e se tornar uma peça-chave na estratégia de expansão do setor. Mas todos os produtores podem acessar? Pequenos e médios também são elegíveis? Quais as condições?

De acordo com o especialista em crédito internacional Luciano Bravo, cada empresário que se internacionaliza pode dispor de diversas ferramentas de financiamento, tais como bancos multimercados, fundos soberanos e investidores financeiros estratégicos para obter taxas mais competitivas das praticadas no mercado doméstico.

“Hoje, no cenário internacional, as taxas oscilam em torno de 6% até 8% na maioria dos casos, sendo um juro simples. Aí que vem a competitividade com os juros brasileiros, porque aqui se tem juros compostos e ferramentas de crédito que não possibilitam ter um prazo muito grande [para o pagamento].”

Segundo ele, quando se capta em moeda forte, tal como dólar e euro, além de o produtor ter uma composição de juros menor, ainda é enquadrado no formato simples, com prazo significativamente maior.

Crédito internacional e cultura brasileira

Bravo acredita que em termos legislativos, não há dificuldades para empresas do agronegócio brasileiro optarem pelo crédito internacional, ainda mais após o estabelecimento da Lei 14286, que dispõe as regras do capital nacional em mercado estrangeiro.

“Não vejo dificuldade no crédito internacional, a não ser a própria cultura do empresário brasileiro de aprender a captar em moeda forte, como faz a Amaggi, JBS, Cutrale e várias outras empresas do agro.”

Para o especialista, não existem dificuldades burocráticas no processo. “Muito pelo contrário, é muito mais simples [do que se imagina]. O que tem que se haver, que é o que a gente vem promovendo através de palestras, é a informação do empresário sobre como usar essa lei e esse dispositivo do crédito internacional para beneficiar a nossa cadeia produtiva”, afirma.

Para Bravo, o modelo de acesso ao crédito internacional é uma realidade que se enquadra a partir do médio produtor, que tenha um faturamento anual a partir de R$ 15 milhões e esteja em processo de expansão de atividades e investimentos.

“Nessa condição, ele já pode se estabelecer no crédito internacional com uma linha mínima de 3 milhões de dólares, numa comparação com o nosso câmbio.”



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Colheita da 2ª safra de milho no Centro-Sul atinge 1,3%, diz AgRural



A colheita da segunda safra, ou safrinha, de milho 2025 atingiu 1,3% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, na quinta-feira passada (29), em comparação com 0,9% na semana anterior e 4,7% um ano atrás, de acordo com levantamento da AgRural.

“Os trabalhos poderiam ter avançado em ritmo mais forte, mas foram limitados pela chuva e pelas temperaturas mais baixas da semana passada, que tornaram mais lenta a perda de umidade dos grãos”, disse a AgRural.

Na madrugada de sexta-feira (30) chegou a gear em algumas áreas do sul de Mato Grosso do Sul e do oeste e norte do Paraná. Os danos, porém, aparentemente foram limitados a talhões isolados e serão avaliados na próxima revisão de safra, em meados de junho, disse a AgRural.

Produção de milho

A AgRural concluiu na semana passada uma nova revisão de sua estimativa de produção de milho na safra 2024/25. A produção total do Brasil (primeira, segunda e terceira safras somadas) está projetada agora em 128,5 milhões de toneladas, ante 124,8 milhões da estimativa de abril.

O aumento foi puxado por produtividades mais altas na safrinha da maioria dos Estados, com destaque para Mato Grosso.

Produção de soja

Para a soja 2024/25, já colhida, a AgRural elevou sua estimativa de produção em 1,3 milhão de toneladas, para 169 milhões. A exemplo do que já ocorreu em abril, o incremento deveu-se a ajustes finos que elevaram a produtividade em diversos estados, compensando parcialmente a quebra de safra do Rio Grande do Sul.



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Período de seca coloca lavouras em risco e acende alerta sobre incêndios fora de controle



Com a estiagem ‘em cena’ no estado de Mato Grosso, passaram a valer as regras do período proibitivo de queimadas. Determinada pelo Decreto nº 1.403/2025, a proibição vai de 1º de junho a 31 de dezembro no Pantanal, e de 1º de julho a 30 de novembro nas regiões da Amazônia e do Cerrado. A medida tem como objetivo reduzir os riscos de incêndios florestais e nas lavouras, que se intensificam e se tornam mais perigosos durante os meses mais secos do ano.

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Em áreas rurais, a seca severa e a vegetação ressecada aumentam o potencial de combustão, exigindo uma série de cuidados por parte dos produtores. Entre as práticas recomendadas estão a construção de aceiros, a limpeza de áreas com material inflamável e a revisão de maquinários agrícolas. A orientação das autoridades é clara: prevenir é sempre mais eficaz e seguro do que tentar combater o fogo já em propagação.

Segundo a Aprosoja Mato Grosso, produtores do estado têm se antecipado ao período crítico com medidas organizadas internamente em suas propriedades. Em municípios como Brasnorte e Diamantino, por exemplo, fazendeiros vêm promovendo reuniões com funcionários para alinhar procedimentos, revisar equipamentos e reforçar ações de vigilância.

A associação está entre as entidades que vêm atuando nesse contexto, com campanhas de conscientização, distribuição de materiais educativos e participação no Comitê Estadual de Gestão do Fogo (CEGF), junto a órgãos públicos. Embora represente interesses do setor produtivo, a entidade também integra articulações voltadas à prevenção e ao apoio técnico em áreas rurais.

“A seca exige atenção redobrada. A construção de aceiros e o preparo das equipes são pontos essenciais para evitar danos maiores”, comentou Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT.

Além da ação organizada, o papel do vizinho bem preparado e consciente também é destacado pelos próprios produtores como fator decisivo para evitar a propagação das chamas. A detecção precoce e a resposta rápida ainda são consideradas as formas mais eficientes de conter o fogo.

Outra recomendação importante, segundo especialistas e órgãos ambientais, é a notificação imediata às autoridades em caso de foco de incêndio, acompanhada de registros como fotos e vídeos que documentem os esforços de contenção. Essa documentação pode ser essencial em investigações e também em eventuais processos legais ou administrativos.



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