sexta-feira, maio 22, 2026

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Indústria deve surpreender com crescimento robusto; confira análise no Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a semana começou com dólar em queda global e alta das commodities, em meio ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

No Brasil, o dólar recuou 0,77%, para R$ 5,67, mas o ambiente doméstico seguiu pressionado pelas incertezas fiscais, após a Moody’s retirar a perspectiva positiva do rating soberano e em meio ao impasse sobre o IOF. O Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,18%, com apoio das commodities.

O destaque de hoje é a divulgação da produção industrial de abril pelo IBGE.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Técnica aumenta produtividade de citros em 1/3 e reduz podridão floral em 30%


A fertirrigação consiste na aplicação de fertilizantes com água de irrigação. Pesquisa em desenvolvimento há quatro anos no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) em parceria com a Yara Brasil tem alcançado resultados promissores na citricultura.

Segundo os dados preliminares do estudo, que tem o objetivo de avaliar os benefícios da aplicação de nitrato de cálcio isolado ou combinado com nitrato de amônio em pomares fertirrigados, a técnica gera aumento de produtividade, redução do uso de fungicidas e contribui, ainda, para diminuir a podridão floral na cultura.

O gerente sênior de agronomia da empresa, Leandro Soares, afirma que a técnica pode ser feita até mesmo diariamente, nutrindo a planta durante todo o processo produtivo.

“Com o nitrato de cálcio em citros, tivemos nesse estudo o aumento da produtividade em um terço. Lembrando que o cultivo fertirrigado já é de alto patamar produtivo, então conseguir aumentar nessa proporção é ainda mais significativo. Tivemos, na mesma ordem de grandeza, a redução de doenças.”

O estudo revela que o uso adequado de nitrato de cálcio na fertirrigação de citros contribui para o aumento da estrutura reprodutiva das plantas, além de reduzir a necessidade de fungicidas e diminuir a incidência de podridão floral em, aproximadamente, 30%.

O que é a podridão floral?

podridão floral citricultura
Foto: Divulgação Fundecitrus

Popularmente conhecida como estrelinha, a podridão floral provoca a queda prematura de frutos cítricos e gera perdas de até 80% na produtividade.

Conforme pesquisas da Embrapa, a doença é causada por fungos que sobrevivem entre as floradas. Com as chuvas, a água transporta os extratos das flores para as folhas, estimulando o fungo a produzir esporos que são carregados das folhas para as flores, dando início às infecções.

O pesquisador Dirceu Mattos Junior, do Centro de Citricultura do IAC, revela que os estudos com o uso de cálcio para controle da doença começaram no fim da década de 1990.

“Parte dos tratamentos que eram testados e que nós estudávamos, aqueles que tinham recebido um tanto mais de cálcio via fonte nitrato de cálcio, nós tínhamos menos doença e isso nos chamou a atenção e nos deu a oportunidade de continuar esses estudos em diferentes etapas até chegar nesse último que durou quatro anos. Então nós temos vários anos de trabalho estabelecidos no campo.”

De acordo com ele, ainda que não seja uma vitória definitiva sobre a podridão floral, o estudo é um avanço na cultura dos citros ao mostrar a eficiência do cálcio para a resistência e o nitrogênio para o crescimento das plantas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bahia finaliza safra com recorde



Levantamento destaca o uso de biotecnologia



O levantamento da Aiba, baseado em 140 amostras coletadas nas principais microrregiões produtoras, reforça o uso de biotecnologia
O levantamento da Aiba, baseado em 140 amostras coletadas nas principais microrregiões produtoras, reforça o uso de biotecnologia – Foto: United Soybean Board

A Bahia finalizou a safra de soja 2024/2025 com um desempenho histórico, consolidando sua importância no agronegócio nacional. De acordo com o Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a produção atingiu 8,7 milhões de toneladas em uma área de 2,1 milhões de hectares, com produtividade média de 68 sacas por hectare, o melhor resultado dos últimos 30 anos. Os dados foram validados pela Conab e refletem o avanço técnico e o compromisso dos produtores com a sustentabilidade.

Para o presidente da Aiba, Moisés Schmidt, os números são resultado do esforço do agricultor, do uso de tecnologias avançadas e do manejo adequado das lavouras. Ele destaca o papel do Programa Fitossanitário, que monitora continuamente a sanidade das plantas, combatendo pragas como a Ferrugem Asiática. 

“Trata-se de um levantamento criterioso, com base em metodologia consolidada, e os números refletem uma safra robusta e tecnicamente validada. O agricultor baiano está colhendo os frutos de um trabalho contínuo, baseado em conhecimento técnico, responsabilidade e adaptação às condições do campo”, declarou Mandelli.

O levantamento da Aiba, baseado em 140 amostras coletadas nas principais microrregiões produtoras, reforça o uso de biotecnologia, agricultura de precisão e práticas sustentáveis, como o Sistema Plantio Direto na Palha (SPD), que melhora o solo e reduz emissões de gases. A irrigação sustentável também cresceu 40% em dois anos, alcançando 334 mil hectares. Além da soja, a colheita do milho avança rapidamente, com produtividade estimada em 187 sacas por hectare e produção total de 1,17 milhão de toneladas. A colheita deve ser concluída nas próximas semanas, conforme dados da Conab.

 





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Temporais em 3 regiões e pancadas de chuva espalhadas; confira a previsão



Grandes áreas de instabilidade se firmam em partes do Sul do país, formando temporais. O mesmo ocorre em áreas do Sudeste e do Norte. Confira a previsão desta terça-feira (3) para todo o país:

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Sul

Nesta terça-feira, áreas de instabilidade avançam a partir do interior do continente e provocam pancadas de chuva entre o norte do Rio Grande do Sul e o Paraná. Há risco de chuva forte e até temporais localizados, principalmente entre Santa Catarina e o território paranaense. Já na metade sul gaúcha, o tempo segue firme. O amanhecer ainda será frio em boa parte da Região, especialmente na Campanha Gaúcha, mas sem risco de geada.

Sudeste

São esperadas pancadas de chuva em São Paulo e no sul e Triângulo Mineiro, com possibilidade de temporais por conta da circulação de ventos em médios níveis da atmosfera. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, a chuva deve ser mais isolada, enquanto no norte de Minas Gerais o predomínio será de sol e tempo seco.

Centro-Oeste

Pancadas de chuva isoladas ocorrem no centro e sudeste de Mato Grosso, além do sul e leste de Goiás. No sul e nordeste de Mato Grosso do Sul, a chuva pode vir com moderada a forte intensidade. Por outro lado, o tempo firme predomina no norte de Goiás, centro-norte de Mato Grosso e oeste sul-mato-grossense.

Nordeste

A infiltração marítima mantém a condição para chuva isolada na faixa leste. Há chance de chuva moderada na região de Salvador e sul da Bahia, além do litoral entre Pernambuco e Paraíba. No norte do Maranhão, ocorrem pancadas moderadas, enquanto o interior nordestino segue com sol forte e calor.

Norte

O calor e a alta umidade favorecem a formação de nuvens carregadas sobre o Amazonas, com chance de temporais no oeste e noroeste do estado. Em Roraima, a chuva também será forte e há risco de temporal. Pancadas moderadas a fortes ocorrem no leste do Amapá e norte do Pará. No entanto, o tempo firme predomina em Rondônia, Acre e Tocantins.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de milho cresce, mas consumo pode superar produção


Os preços do milho no mercado brasileiro encerraram a semana entre os dias 23 e 29 de maio em estabilidade, mas com viés de baixa, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (29).

A média gaúcha foi de R$ 63,32 por saca, enquanto as principais praças nacionais operaram em torno de R$ 61,00. Em outras regiões do país, os preços variaram entre R$ 53,00 e R$ 65,00 por saca. Na B3, os contratos apresentaram forte volatilidade. O vencimento para julho recuou para R$ 63,31, o de setembro fechou em R$ 64,59 e o de janeiro de 2026 terminou a R$ 71,00 por saca.

A colheita da segunda safra teve início no Mato Grosso. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até a sexta-feira anterior, 0,31% da área cultivada já havia sido colhida. O clima favorável impulsiona a expectativa de produção no estado, que pode atingir 48,9 milhões de toneladas — crescimento de 3,6% em relação ao ano passado.

A consultoria Datagro elevou suas projeções para a safra nacional de milho 2024/25, estimando uma produção total de 132,7 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume será 8,7% superior ao da safra passada, que fechou com 122,1 milhões de toneladas.

A consultoria estima que a safra de verão tenha encerrado com 25,2 milhões de toneladas, 2% acima da anterior. Segundo o relatório, a produtividade subiu para 6.608 kg/ha, alta de 9% sobre a safra passada. Já a segunda safra, que representará 81% do volume total, pode alcançar 107,5 milhões de toneladas, com produtividade recorde de 5.957 kg/ha.

Apesar do cenário produtivo favorável, a Datagro alerta para mais um ano de déficit. “A expectativa é que a demanda supere a produção brasileira em 2,3 milhões de toneladas, consolidando o quinto déficit consecutivo do cereal no país, ainda que menos severo que o do ano anterior, o qual foi de 4,8 milhões de toneladas”, informou a consultoria.





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AgroNewsPolítica & Agro

Pastagens avançam com melhora das condições de umidade


A atualização semanal do Informativo Conjuntural, divulgada pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (29), aponta que os baixos volumes de chuva até 23 de maio contribuíram para a manutenção de níveis adequados de umidade no solo, favorecendo o acesso dos animais às áreas de pasto e evitando a degradação por pisoteio.

Segundo a entidade, “as áreas que receberam adubação nitrogenada em cobertura apresentaram crescimento acelerado e maior densidade de perfilhamento”, destacando-se pela coloração verde-escura e desenvolvimento superior às demais. Em contrapartida, o crescimento das espécies forrageiras em campo nativo foi reduzido.

Na região de Bagé, a Emater observou queda na oferta de forragem em campos nativos, sobretudo nas propriedades com alta lotação animal. Em Caxias do Sul, a germinação das áreas recém-implantadas e o crescimento das forrageiras plantadas mais cedo evoluíram satisfatoriamente.

Em Erechim, a combinação entre umidade do solo e maior incidência de luz solar tem beneficiado o desenvolvimento de culturas de inverno, como aveia e azevém, além de algumas variedades de trigo destinadas ao pastoreio. Frederico Westphalen também relatou estímulo ao rebrote das pastagens, com o retorno das chuvas e temperaturas amenas.

Na região de Ijuí, a Emater afirma que “as pastagens anuais de inverno vêm se desenvolvendo bem”, apesar do volume de forragem ainda ser limitado em função do atraso no início do crescimento. Em Passo Fundo, os campos nativos entraram em fase de repouso, e os animais têm sido direcionados às áreas cultivadas.

Pelotas segue com pastoreio em pastagens perenes de verão irrigadas, o que tem evitado o vazio forrageiro típico do outono. Em Porto Alegre, há sinais de recuperação do campo nativo, enquanto as pastagens de inverno continuam em implantação e desenvolvimento gradual.

Santa Maria mantém baixa qualidade nas pastagens nativas, com material fibroso e pouco nutritivo. Já em Santa Rosa, o pastoreio está em andamento nas áreas semeadas com aveia e trigo, e o plantio de azevém deve ser realizado na sequência. Em Soledade, embora atrasadas, as pastagens de inverno já entraram na fase inicial de pastejo, impulsionadas pelas chuvas recentes.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Preços futuros do milho fecham a semana pressionados por condições…


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Acompanhando as condições climáticas da safra americana, os vencimentos futuros finalizaram a sessão com desvalorizações na sessão desta sexta-feira (16) na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais contratos terminaram o dia com baixas de 5,00 pontos e 3,25 pontos.

O contrato julho/25 terminou cotado com recuo de 5,00 pontos e negociado em US$ 4,43 por bushel. Já o contrato setembro/25 finalizou com queda de 3,50 pontos e está próximo de US$ 4,21 por bushel, enquanto o dezembro/25 fechou negociado por US$ 4,35  com recuo de 3,25 pontos.  Já o  março/26  está precificado em US$ 4,50 com baixa de 3,00 pontos.

Os principais vencimentos futuros do milho registraram perdas no comparativo frente ao início desta semana. Em que o contrato julho/25 fechou a sessão da segunda-feira (12) cotado em US$ 4,48 por bushel e teve uma queda de 1,12%, quando comparado com o fechamento de hoje.

Já o contrato setembro/25 encerrou o pregão da última segunda-feira cotado em US$ 4,32 por bushel e teve uma queda de 2,55%, frente ao valor do fechamento desta sexta-feira. O contrato dezembro/25 teve uma baixa semanal de 2,25%

De acordo com as informações internacionais, os futuros do milho apresentaram desempenho volátil na sessão desta sexta-feira, pressionados pelas condições ideais de cultivo no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

Ainda de acordo com as informações, as chuvas no Meio-Oeste devem aumentar de domingo a quarta-feira para repor os suprimentos de umidade e ajudar no crescimento das plantações, de acordo com o Commodity Weather Group.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que cerca de 62% da safra de milho dos EUA estava no solo até domingo, contra 40% na semana anterior e a média de 56% para esta época do ano, informou o USDA. Vinte e oito por cento já haviam emergido, acima dos 11% da semana anterior e da média de 21%.

A Agrinvest reportou que os preços do milho recuaram diante do mercado projetando uma grande safra de grãos nos Estados Unidos. As negociações futuras ainda monitoram as condições climáticas e as lavouras de outros países, especialmente na Ásia.

B3

Na Bolsa Brasileira (B3), as negociações futuras também finalizaram em campo negativo na sessão desta sexta-feira (16). O vencimento julho/25 está cotado em R$ 62,05 por saca com desvalorização de 0,72% e contrato  setembro/25 está precificado em R$ 64,00 com queda de 0,61%.

A Agrinvest reportou que as negociações futuras na Bolsa Brasileira recuaram após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em granja comercial no Brasil, o que levou a China a suspender temporariamente as importações de carne de frango do Brasil. 

“Arabia Saudita e Emirados Árabes, importantes compradores, ainda não se pronunciaram. China e Hong Kong respondem por 10,8% das exportações brasileiras de frango em 2024. A expectativa é de que o embargo seja temporário, já que o Brasil segue como o fornecedor mais competitivo”, comentou a Agrinvest.

Mercado Interno

A semana foi marcada por pressão baixista para as cotações no mercado interno, com os produtores avançando na fixação de oferta e os consumidores atuando com pouca força nas aquisições, conforme a Safras & Mercado destacou em nota.  

A Safras Consultoria reportou que fatores como a evolução do clima no Brasil para o desenvolvimento das lavouras, o movimento do dólar e dos preços futuros do milho e a paridade de exportação seguem no radar dos investidores.

As cotações do milho no mercado interno registraram movimentação distintas  nas regiões produtoras acompanhadas pelo Notícias Agrícolas. No município de Tangará da Serra/MT, o preço da saca do milho está precificada em R$ 65,00 e teve queda de 4,41%.

Na região de Campo Novo do Parecis/MT, o valor comercializado do cereal está próximo de R$ 63,00 por saca e com queda de 4,55%. No município de Sorriso/MT, o valor do milho está em torno de 59,00 por saca e teve recuo de 1,99%.

Já em Rio Verde/GO, a cotação do milho está próxima de R$ 64,00 por saca e teve baixa de 1,54%. No município de Machado/MG, o valor do milho está sendo negociado em R$ 68,00 por saca e teve desvalorização de 1,45%.

Em Campo Grande/MS, os preços do milho tiveram avanço de 2,22% e estão precificados em R$ 46,00 por saca. No município de Dourados/MS, o valor da saca do cereal está próxima de 55,00 por saca e teve um incremento de 1,85%. Em Cândido Mota/SP, o preço do milho teve baixa de 0,94% e está sendo negociado em R$ 52,50 por saca.





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Colheita de soja chega ao fim com perdas e incertezas



Chuvas atrasam fim da colheita de soja




Foto: Pixabay

A colheita da soja no Rio Grande do Sul está praticamente concluída, restando apenas áreas residuais referentes a cultivos tardios ou de segunda safra, que representam menos de 0,5% da área total plantada no estado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) pela Emater/RS-Ascar, por meio do Informativo Conjuntural.

Segundo a entidade, as chuvas registradas a partir de 24 de maio atrasaram a conclusão dos trabalhos no campo. “A colheita só será finalizada com a melhora das condições climáticas”, informou a Emater.

O levantamento confirma perdas expressivas na produtividade da safra. A área plantada no estado foi estimada em 6.770.405 hectares, com produtividade média de 1.957 quilos por hectare. O resultado representa uma queda de 38,43% em relação à estimativa inicial, que era de 3.179 quilos por hectare.

Com os prejuízos acumulados, muitos produtores estão em busca de alternativas para reequilibrar suas finanças. “Há uma crescente demanda por medidas de securitização de dívidas”, destacou a Emater. A falta de políticas de renegociação pode levar a uma redução da área destinada à soja na próxima safra.





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Goiás registra queda nos preços de laticínios



Preço do creme de leite tem maior queda no mês




Foto: Divulgação

O setor lácteo goiano registrou queda nos preços pagos pela indústria de laticínios em maio. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (3) durante reunião da Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea, o índice da cesta de derivados teve recuo médio de 2,41% no mês.

As informações constam no boletim mensal elaborado com base em dados do Instituto Mauro Borges (IMB), responsável pelo levantamento. A cesta inclui cinco produtos: creme de leite, leite condensado, leite em pó, leite UHT e queijo muçarela. Os preços são ponderados conforme o peso de cada item na composição da produção industrial do setor.

“O índice representa a média ponderada dos preços recebidos pela indústria para os derivados monitorados”, informou a Câmara Técnica.

Entre os produtos analisados, o creme de leite registrou a maior queda, com recuo de 7,19%. O queijo muçarela e o leite UHT também apresentaram baixas significativas, de 3,22% e 2,13%, respectivamente. Já o leite condensado teve redução de 2,0% e o leite em pó, de 0,36%.





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AgroNewsPolítica & Agro

produtividade da soja cai na Fronteira Oeste


A colheita da soja está praticamente encerrada no Rio Grande do Sul. Segundo informou o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (29), na região administrativa de Bagé, que abrange municípios da Fronteira Oeste, os trabalhos foram interrompidos pelas chuvas a partir de 24 de maio, mas a maior parte dos produtores já havia antecipado a operação.

As perdas foram expressivas em diversas localidades. “Em Itacurubi, as perdas chegaram a 55%, principalmente em cultivares precoces com baixos rendimentos”, apontou a Emater/RS-Ascar. Em Manoel Viana e Maçambará, as quebras foram estimadas em 60% e 70%, respectivamente. Em Quaraí, a produtividade ficou em 1.531 kg por hectare, com perdas adicionais por debulha natural. Em São Borja, as lavouras tardias e de replantio tiveram produtividade média de 900 kg por hectare.

Na região da Campanha, a colheita também foi finalizada, com exceção de áreas pontuais em Hulha Negra. A melhor produtividade foi registrada em Aceguá, com 2.400 kg por hectare. Já Lavras do Sul e Caçapava do Sul registraram quebras de 55% e 40%, respectivamente.

Outras regiões administrativas, como Caxias do Sul, Erechim, Frederico Westphalen, Passo Fundo e Soledade, concluíram a colheita. Em Ijuí, restam 0,75% das lavouras, principalmente de segundo cultivo. Nessas áreas, a produtividade variou conforme o regime hídrico. “Nas lavouras irrigadas, a média foi de cerca de 2.400 kg por hectare”, destacou o boletim.

Na região de Santa Maria, a colheita está em fase final. As maiores perdas foram observadas no Vale do Jaguari, no Planalto e nas porções Centro e Sul da região. Na Quarta Colônia, onde o clima foi mais favorável, a redução de produtividade foi menor.

Em Pelotas, ainda restam pequenas áreas a serem colhidas em municípios como Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Jaguarão e Herval, com predominância de lavouras de segundo cultivo. Em Santa Rosa, 99% da área já foi colhida. As lavouras semeadas em março, que ainda permanecem no campo, apresentam expectativa de produtividade superior a 2.400 kg por hectare.





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