sexta-feira, maio 22, 2026

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Temas sustentáveis estão na agenda de palestras da Bahia Farm Show 2025


Com foco na agricultura regenerativa e sustentabilidade, a Bahia Farm Show 2025, um dos principais eventos do agronegócio no Brasil, apresentará entre os dias 9 e 14 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA), uma extensa programação de palestras e debates.

Com o tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”, a feira reunirá especialistas, produtores e empresas para discutir inovações tecnológicas e práticas sustentáveis no setor agrícola. 

O evento abordará temas como agricultura de baixo carbono, ESG e o uso de produtos biológicos na agricultura. Palestras sobre a transição energética no agronegócio e investimentos em energias renováveis também estão programadas, destacando a importância da sustentabilidade no campo. 

A infraestrutura logística e portuária será tema de debate, com foco no escoamento eficiente de commodities agrícolas. A importância da irrigação para o crescimento das exportações e o uso otimizado dos recursos hídricos integram a programação.

Painéis sobre governança empresarial e sucessão familiar no agronegócio serão conduzidos por especialistas da área, visando fortalecer a gestão das empresas rurais.

Workshops apresentarão resultados de pesquisas sobre soja, algodão e culturas alternativas. A pulverização inteligente na agricultura sustentável e a apresentação dos cenários econômicos em torno da comercialização dos produtos agrícolas também serão destaques na feira. A integração de tecnologias como inteligência artificial e automação será explorada como meio de aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais. 

 “A programação de palestras e debates da Bahia Farm Show é sempre muito esperada, sendo uma oportunidade de troca de conhecimento ente produtores, técnicos e consultores da área. Além disto, estudantes das universidades estão vindo da Bahia e dos estados vizinhos vêm a feira como oportunidade de capacitação técnica para se aprofundar nas pesquisas e novidades da área”, afirma o presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt.

A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) estará na Bahia Farm Show com o objetivo de aproximar os deputados estaduais das demandas do setor agrícola.

A feira também abrirá espaço para agricultura familiar, com um espaço que reunirá produtores de diversas regiões da Bahia, comercializando como chocolates, queijos e artesanato serão comercializados, promovendo a diversidade e a força da produção dos pequenos produtores de toda a Bahia.

Fundação Bahia

Uma das maiores instituições de pesquisa para o agro do País, a Fundação Bahia também prepara uma ampla programação de eventos técnicos e visitas a campo para a Bahia Farm Show 2025.

Na grade oficial de palestras da Feira, será realizado um dos eventos mais esperados pelos elos da cadeia produtiva de grãos no oeste da Bahia: o Workshop Resultados de Pesquisas da Soja.

O encontro apresenta um panorama da avaliação de campo feita na temporada pela equipe de pesquisadores e parceiros da Fundação, fornecendo dados de produção, produtividade e fitossanidade; informações valiosas para produtores, empresários, técnicos, pesquisadores e instituições representativas do setor.

eventos Fundação Bahia na Bahia Farm Showeventos Fundação Bahia na Bahia Farm Show
Foto: Divulgação/Fundação Bahia

Uma das palestrantes do evento, a gerente de sanidade da GDM Genética do Brasil Neucimara Ribeiro, vai destacar o Melhoramento Genético no Manejo de Nematoides, tema de sua apresentação.

O Workshop Resultados de Pesquisas da Soja Safra 24/25 acontece na terça-feira, dia 10 de junho, a partir das 14:00, no auditório oficial da Bahia Farm Show.

Ciência do Solo

O segundo evento realizado pela Fundação BA dentro da programação oficial da Feira será o II Workshop Ciência do Solo, no dia 12 de junho, a partir das 14h.

“O sucesso no ano passado e o grande interesse do público pelo tema, nos motivou a continuar acompanhando os estudos sobre o manejo do solo. Reunimos consultores, pesquisadores e especialistas que fazem parte de um grupo especialmente criado para discutir e trazer soluções sobre este assunto”, conta o diretor executivo da Fundação BA, Nilson Vicente.

O Workshop contará com participação do mestre em Ciência do Solo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) Leandro Zancanaro. O especialista vai falar sobre os desafios da calagem. Apresentações sobre nutrição de solo e adubação também estão previstas.

A programação completa da feira pode ser acessada diretamente do site oficial do evento..


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Etanol hidratado e açúcar têm queda de preço no fim de maio



O preço do etanol hidratado caiu com mais força na última semana de maio, devido ao aumento da oferta. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as chuvas registradas em algumas regiões de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul paralisaram pontualmente as atividades nas unidades industriais, mas com pouco efeito sobre as cotações. 

Pesquisadores do Cepea explicam que, de modo geral, a postura dos demandantes foi de cautela. Em especial no fechamento do mês, as filas de retiradas de etanol nas usinas diminuíram. 

Assim, de 26 a 30 de maio, o indicador Cepea/Esalq do hidratado fechou em R$ 2,6100/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O que representa um recuo de 2,83% no comparativo ao período anterior – foi a maior queda da safra 2025/26.

Para o anidro, o indicador mostrou queda de 1,62% no período, indo a R$ 3,0564/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

Açúcar

Outro produto da cana que também sofreu pressão negativa em maio foi o açúcar cristal, com o indicador do cor Icumsa de 130 a 180 caindo 7,2%. De acordo com os dados do Cepea, após a queda, o produto encerrou o mês a R$ 133,59 por saca de 50 kg.

Assim, a média mensal foi de R$ 137,50/sc, 3,4% inferior à de abril/25. Segundo o centro de pesquisas, o aumento da oferta no mercado spot do estado de São Paulo, em especial do tipo Icumsa 180, e a demanda enfraquecida pressionaram os valores do adoçante ao longo de maio. 

Na última semana do mês, a liquidez seguiu fraca, com compradores mostrando pouco interesse em negociações adicionais fora os recebimentos do cristal via contratos. Os preços variaram de acordo com o tipo do açúcar, ficando mais firmes para o Icumsa 150 e mais baixos para o Icumsa 180, também conforme os pesquisadores do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Importação de trigo recua 45% em maio


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (29), os preços do trigo de qualidade superior permaneceram estáveis entre os dias 23 e 29 de maio. No Rio Grande do Sul, a saca foi comercializada a R$ 70,00, enquanto no Paraná, o valor chegou a R$ 80,00, tomando como referência as principais praças dos dois estados.

No cenário externo, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as importações brasileiras de trigo recuaram em maio. Nos primeiros 11 dias úteis do mês, foram compradas 359.360 toneladas do cereal, volume 45% inferior ao registrado no mesmo período de 2024.

No Rio Grande do Sul, o mercado permanece travado em meio ao início do plantio da nova safra. De acordo com o Ceema, a maioria dos negócios tem ocorrido “da mão para a boca”, com poucos produtores comercializando seus estoques, concentrando as vendas nos moinhos de Santa Catarina e Paraná. “A maior parte dos negócios envolve produtores próximos aos moinhos”, afirma o relatório.

Em Santa Catarina, os negócios seguem pontuais, com destaque para o trigo gaúcho. Os preços da pedra se mantêm entre R$ 75,00 e R$ 80,00 por saca há seis semanas consecutivas.

No Paraná, a oferta de trigo tanto do Rio Grande do Sul quanto do mercado internacional continua relevante. O preço à pronta entrega chegou a R$ 1.500,00 por tonelada, com entrega em julho e pagamento em agosto. Já o trigo argentino foi ofertado entre R$ 1.500,00 e R$ 1.520,00 por tonelada FOB Paranaguá.

Para a safra futura, compradores manifestaram interesse por preços de R$ 1.400,00 por tonelada para outubro e R$ 1.350,00 para novembro. No entanto, segundo a TF Agronômica, não houve vendedores dispostos a fechar negócio nesses patamares.

As perspectivas para a nova safra apontam queda na área plantada. O Paraná já estimou retração de 22%, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma redução de 11,7% na área nacional. No Rio Grande do Sul, a Emater prevê recuo de 18%, o que deve limitar o cultivo a cerca de 1,1 milhão de hectares.

Neste contexto, segundo a Conab, para alcançar a projeção de 8,2 milhões de toneladas de produção nacional, será necessário um clima bastante favorável ao longo do ciclo.





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Vazio sanitário da soja 2025 no PR está em vigor



Começou o período do vazio sanitário da soja no Paraná com um calendário dividido em três regiões, cada uma com um período de semeadura específico. A medida visa aumentar o controle da ferrugem asiática e foi aprovada pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado (ADAPAR), levando em consideração as características climáticas de cada região.

Na região 1, o plantio só poderá começar a partir de 20 de setembro. Na região 2, o plantio terá início um pouco antes, a partir de 1º de setembro. Para a região 3, que engloba os municípios do Sudoeste do estado, a ADAPAR propôs uma alteração, antecipando em 12 dias o início do vazio sanitário, de 22 de junho para 10 de junho de 2025, com o início da semeadura em 11 de setembro.

A fiscalização do cumprimento dos períodos de vazio sanitário e do plantio da soja ficará a cargo da ADAPAR. O agricultor que não respeitar as datas estabelecidas poderá ser multado pelo órgão fiscalizador, além de comprometer a sanidade da lavoura.

De acordo com Ana Paula Kowalski, técnica do DTE do Sistema FAEP, é uma medida fitossanitária muito importante para o controle da soja e será fiscalizada a campo. “O produtor deve ficar atento, fazer a eliminação da soja que emergir naturalmente e controlar nesse período de 90 dias”, disse. Ela também alertou sobre a alteração no calendário da região Sudoeste e reforçou a importância de seguir as datas estabelecidas. Segundo ela, o calendário desta região não deve sofrer mais alterações, caso fique comprovado que está adequado. “Houve um consenso com os produtores da região para anteciparmos o início da semeadura e consequentemente, encerra-se mais cedo, até o dia 10 de janeiro”, afirmou a técnica da FAEP.



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Área de soja para a safra 25/26 cresce ‘na teoria’, mas desânimo toma conta do campo; saiba onde



A área projetada para a safra de soja do Mato Grosso em 2025/26 está estimada em 13,01 milhões de hectares, representando um aumento de 1,67% em relação à safra anterior. A previsão faz parte de dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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Segundo o Instituto, as incertezas quanto aos investimentos para a próxima temporada continuam elevadas. A combinação de taxa de juros ainda alta, custos de produção pressionados e preços pouco atrativos da soja tem sido suficiente para frear o apetite dos produtores por expansão. O cenário econômico tem imposto cautela ao setor, o que dificulta as decisões estratégicas no campo.

Com esse ambiente adverso, muitos agricultores têm optado por manter ou até reduzir o nível de investimento nas lavouras, o que impacta diretamente as estimativas de produtividade. “Em relação ao rendimento da soja, neste primeiro momento, as projeções permanecem conservadoras, uma vez que diversos fatores que podem impactar a produtividade ainda são incertos, como as condições climáticas, a ocorrência de pragas e doenças, e o nível de investimento dos produtores”, alerta o Imea em seu boletim mais recente.

A instituição utilizou a média dos últimos três ciclos agrícolas para traçar o cenário atual. O resultado foi uma estimativa de 60,45 sacas por hectare, o que representa uma queda de 8,81% em relação à safra passada.

Quanto à produção total, a projeção é de 47,18 milhões de toneladas para a safra 2025/26, marcando uma retração de 7,29% em comparação ao ciclo anterior. Mesmo com uma área cultivada ligeiramente maior, a perspectiva é de uma safra menor em volume, reforçando a percepção de que o otimismo no setor está longe de um consenso.



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exportação mundial em abril diminui 5,46%, informa OIC



A exportação mundial de café alcançou 11,43 milhões de sacas de 60 kg em abril, o sétimo mês da safra 2024/25. O volume corresponde a uma queda de 5,46% na comparação com igual mês de 2024 (12,09 milhões de sacas).

Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC).

No acumulado dos sete primeiros meses do ano comercial, os embarques somaram 78,51 milhões de sacas, recuo de 3,5% ante igual período do ciclo 2023/24, quando totalizaram 81,39 milhões de sacas.

Nos 12 meses encerrados em abril de 2025, a exportação de arábica totalizou 86,34 milhões de sacas, ante 79,85 milhões de sacas em igual período do ano anterior, aumento de 8,13%. Já o embarque de robusta diminuiu 5,73% na mesma comparação, de 52,66 milhões para 49,64 milhões de sacas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Com reajuste de 6,88%, rede de armazéns deve ser ampliada



Medida foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Companhia




Foto: Leonardo Gottems

As tarifas cobradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para serviços de armazenagem foram atualizadas com um aumento médio de 6,88%. Os novos valores passaram a vigorar em maio e têm como objetivo tornar mais atrativa a participação de armazenadores privados no sistema de estocagem pública, além de ampliar a rede de unidades credenciadas para receber produtos vinculados às políticas agrícolas do governo federal.

Segundo informações da Conab, a medida foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Companhia e publicada no Diário Oficial da União. O último reajuste havia sido feito em junho de 2023. Com a nova atualização, o governo busca fortalecer os estoques reguladores, fundamentais para garantir preços mínimos ao produtor rural, abastecer o programa Venda em Balcão (ProVB), viabilizar ações de doação de alimentos e assegurar o equilíbrio do abastecimento interno em momentos de oscilação de mercado.

A nova tabela de preços traz os valores detalhados para diferentes operações e tipos de produto. Por exemplo, o custo para recebimento ou expedição de produtos a granel foi fixado em R$ 3,45 por tonelada. Já o valor da armazenagem quinzenal de granel está em R$ 3,95 por tonelada — com acréscimo de 50% no caso do arroz. Além disso, há sobretaxas específicas para produtos como milho e feijão, com alíquotas que variam conforme as características da mercadoria armazenada. A tabela completa pode ser consultada na seção de Armazenagem do site oficial da Conab.

Para participar do sistema de estocagem da Conab, os armazéns interessados precisam estar credenciados e firmar um Contrato de Depósito com a estatal. Esse documento define todas as condições operacionais, técnicas e de remuneração, com base na tabela atualizada. Os requisitos estão disponíveis no Edital de Chamada Pública 01/2025. A adesão deve ser formalizada por meio da Superintendência Regional da Companhia no estado onde o armazém está localizado.

O cumprimento dos critérios técnicos exigidos é fiscalizado periodicamente pela Conab, garantindo a integridade e a rastreabilidade dos estoques públicos. Armazenadores interessados em aderir ao sistema ou esclarecer dúvidas sobre o reajuste podem entrar em contato diretamente pelo telefone (61) 3312-6116.





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mobilizações completam 20 dias e produtores exigem securitização



As mobilizações de produtores rurais no Rio Grande do Sul completaram 20 dias. Agricultores seguem concentrados em diversas regiões do estado, pedindo atenção imediata do governo federal para a situação das dívidas acumuladas nas últimas quatro safras, impactadas por perdas climáticas.

Na última sexta-feira (30), os protestos se intensificaram, e seguem com bloqueios em pelo menos 45 pontos de importantes rodovias no estado. O tráfego é interrompido por alguns minutos como forma de chamar a atenção para o endividamento no setor. Há registros de manifestações em regiões produtivas como Cruz Alta, Tio Hugo, BR-116 entre Porto Alegre e Pelotas, e na BR-290, que liga o centro à fronteira.

Segundo o produtor rural Lucas Scheffer, a expectativa é de que uma solução para os problemas do setor ainda demore para ser concluída. Ele afirma que somente a pressão dos produtores pode acelerar o processo de decisão.

O principal pedido é a securitização das dívidas, o que permitiria o alongamento do pagamento e o acesso a novos créditos, viabilizando o plantio da próxima safra. Em Cacequi, na Fronteira Oeste, produtores montaram uma horta simbólica no acampamento para demonstrar que não pretendem encerrar a mobilização sem resposta.

Manuela Zanini, produtora rural, afirma que os manifestantes não vão deixar o local. Já o produtor Isidoro Marangoni lembra que o estado enfrentou três anos de seca, um de chuvas excessivas e, novamente, estiagem no último ciclo, o que agrava a necessidade de uma solução estrutural.

A expectativa é de que, no dia 16 de junho, as mobilizações avancem para Porto Alegre. Produtores planejam acampar com máquinas agrícolas em frente ao Palácio Piratini, sede do governo estadial. A medida é uma resposta à resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), que frustrou parte do setor por não contemplar a maioria dos endividados nas regras de renegociação.

Carlos Malheiros, presidente do Sindicato Rural de Santiago (RS), reforçou que os produtores não querem inadimplência, mas precisam de prazo para pagar suas dívidas.

O movimento também recebe apoio de fora do estado. Clodoaldo Calegari, presidente da Aprosoja Goiás, manifestou solidariedade à mobilização no Rio Grande do Sul e defendeu a securitização como instrumento legal e necessário.



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Mudança na nota de crédito expõe incompetência política em meio à definição do Plano Safra


Em um momento decisivo para o futuro do agronegócio brasileiro — a definição do Plano Safra 2025/2026 —, a agência Moody’s emitiu um alerta que não pode ser ignorado: a piora na avaliação da nota de crédito de empresas brasileiras e do próprio país. Em outras palavras, estamos sendo considerados mais arriscados por quem empresta dinheiro ao Brasil. Isso significa uma coisa direta e simples: o capital vai custar mais caro.

A avaliação negativa não acontece em um vácuo. O Brasil vive hoje uma contradição cruel: enquanto o setor agropecuário acumula recordes de produtividade, exportações e competitividade global, o ambiente político e fiscal do país afunda em incertezas. A alta carga tributária, o descontrole dos gastos públicos, a falta de reformas estruturais e um Congresso em guerra consigo mesmo geram uma instabilidade institucional que mina a confiança de investidores — internos e externos.

É exatamente nesse cenário que se constrói o Plano Safra, que deveria ser o principal instrumento de fortalecimento da produção nacional de alimentos, fibras e energia limpa. O agro é altamente dependente de crédito — tanto para custeio quanto para investimento em tecnologia e infraestrutura. No entanto, com a piora na percepção de risco do Brasil, o dinheiro estrangeiro que financia boa parte do crédito rural ficará mais escasso e mais caro.

A consequência é previsível: os produtores, especialmente os médios e pequenos, terão mais dificuldade de acessar linhas de crédito em um cenário de juros ainda elevados, falta de seguro rural eficiente e gargalos logísticos crônicos. Enquanto isso, os países concorrentes investem pesado na modernização do campo, na sustentabilidade e na infraestrutura.

Pagamos caro pelo descompromisso estratégico dos nossos governantes. O Brasil tem no agro um exemplo claro de competência técnica, gestão eficiente e visão de longo prazo. Mas o que conquistamos com suor e inteligência no campo, perdemos pela miopia política e pela ausência de um projeto de nação.

Se queremos que o Brasil seja uma potência de verdade — e não apenas uma fornecedora de matérias-primas —, precisamos de uma revolução no pensamento político. Patriotismo não é slogan; é planejamento, responsabilidade fiscal, segurança jurídica e infraestrutura. Sem isso, continuaremos sendo o país do futuro que nunca chega — e que paga caro pelo presente.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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IOF: No máximo até 15h desta terça teremos definição sobre alternativas, diz Haddad



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou ponto a ponto, com estimativas de impacto, um conjunto de medidas para sanear as contas públicas do ponto de vista estrutural aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em reunião na noite desta segunda-feira (2).

Com a concordância dos líderes do Congresso, as medidas serão levadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (3). A expectativa do ministro é de que haja alguma definição em torno delas até às 15h. Essas ações foram elaboradas na esteira da rejeição do Congresso ao decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e iniciou o debate para a adoção de medidas estruturantes.

“Nós conseguimos apresentar ponto por ponto daquilo que já tinha sido sugerido por alguns parlamentares, dentre os quais os próprios presidentes das duas casas, já com uma estimativa de impacto sobre as contas públicas, benéfico para as contas públicas e estrutural, ou seja, uma coisa para resolver 2025, uma coisa que tem impacto duradouro ao longo do tempo. E creio que hoje nós vamos ter uma reunião com o presidente da República bastante produtiva, porque nós chegamos a um entendimento, pequenos detalhes para a semana de entradas, de fato pequenos. Eu penso que o plano de voo está bem montado”, disse Haddad a jornalistas ao chegar à sede da Fazenda.

De acordo com o ministro, também estiveram na reunião a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, e Bruno Moretti, secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil.

“Para garantir um ambiente político de qualidade, nós precisamos de reformas estruturais. O Congresso pediu, a Fazenda organizou, apresentou. Obviamente, isso vai depender agora de uma avaliação dos partidos políticos, mas só o fato de nós termos o aval dos presidentes das duas Casas já é uma coisa muito significativa”, disse. Haddad avaliou que as medidas são tecnicamente robustas e estão politicamente amparadas, e isso permitirá que o Congresso avance em temas que precisam ser discutidos, sem detalhar.

Haddad disse que é preciso aguardar o chamado de Lula para a reunião, o que deve ocorrer até o início da tarde, já que o presidente viaja nesta terça para a França e queria estar “tranquilo” com essa questão solucionada. “O plano de voo está bom, acredito que até superior ao que nós fizemos no ano passado, ou penso ainda menor do que no ano passado, do meu ponto de vista, dá uma estabilidade duradoura para as contas no próximo período”, reforçou.

Essas medidas incluem uma proposta de emenda à Constituição e um projeto de lei amplo, de acordo com o ministro. É possível que haja a edição de uma Medida Provisória para ajustes pontuais, mas isso ainda não está definido, o que ocorrerá após a reunião com Lula.

Questionado se as ações incluiriam mudanças nos pisos de saúde e educação e desvinculação do salário mínimo, Haddad disse que, por protocolo, ele não poderia adiantar nada sem conversar com Lula. “Eu tenho que informar quando a decisão estiver tomada. Eu vejo circular muitas notícias que não têm correspondência, às vezes, com o que está sendo discutido. Tem muita gente no mercado que fica especulando, e não é bom especular sobre temas sérios”, disse.

O ministro ainda esclareceu que essas medidas não incluem o pacote de ações aventado pelo Ministério de Minas e Energia, que somaria R$ 35 bilhões. Segundo Haddad, já há uma lei em tramitação no Congresso que abarca esse tema – o leilão da PPSA – e pelo menos metade do valor anunciado já está contabilizado no orçamento deste ano.



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