sexta-feira, maio 22, 2026

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Alta em Chicago, dólar em recuo e soja ‘sem reação’ no Brasil



O mercado de soja registrou pouca oscilação nos preços e ritmo lento de comercialização nesta terça-feira (3). A Bolsa de Chicago avançou, mas o dólar recuou frente ao real, o que limitou a movimentação interna. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, até surgiram algumas oportunidades e lotes foram negociados, porém sem grande expressividade.

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No mercado físico brasileiro, os preços de soja se comportaram da seguinte forma:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,50
  • Dourados (MS): manteve em R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 118,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão com ganhos. A alta foi puxada por movimento de correção técnica e por dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) abaixo das expectativas do mercado, o que deu suporte às cotações.

USDA

Segundo o USDA, até 1º de junho, 84% da área prevista para o plantio de soja estava concluída, contra 77% no mesmo período do ano passado e acima da média de 80% dos últimos cinco anos. Na semana anterior, o índice era de 76%.

Sobre a condição das lavouras, o USDA informou que 67% estavam entre boas e excelentes, abaixo da expectativa de 68% dos analistas. Outros 28% estavam em condição regular e 5% entre ruins e muito ruins.

Contratos futuros da soja

Os contratos com entrega em julho subiram 7,25 centavos (0,7%) e encerraram a US$ 10,40 3/4 por bushel. A posição novembro avançou 7,00 centavos (0,68%), fechando em US$ 10,34 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para julho caiu US$ 0,60 (0,20%) e fechou a US$ 294,50 por tonelada. Já o óleo subiu 0,53 centavo (1,14%), terminando o dia a 46,81 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial encerrou a terça-feira em baixa, com desvalorização de 0,64%. A moeda norte-americana foi negociada a R$ 5,6367 para venda e R$ 5,6347 para compra. Durante o pregão, oscilou entre a mínima de R$ 5,6252 e a máxima de R$ 5,7102.



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AgroNewsPolítica & Agro

Santa Catarina lança Projeto Sementes com mais recursos em 2025


O Governo de Santa Catarina lançou oficialmente a edição 2025 do Projeto Sementes de Milho, uma das principais ações do Programa Terra Boa, voltado ao apoio da agricultura familiar no estado. O anúncio foi realizado em Maravilha, no Extremo-Oeste catarinense, durante a segunda edição do evento “Santa Catarina Levada a Sério: Prestando Contas”, na região da Amerios.

Com aumento de 27,5% no orçamento em comparação ao ano anterior, o projeto deve contar com R$ 36,6 milhões em investimentos, dentro do total de R$ 116 milhões previstos para o Terra Boa em 2025. A iniciativa prevê a distribuição de 170 mil sacos de sementes de milho com alto valor genético, beneficiando cerca de 42,5 mil famílias em todos os municípios do estado.

Durante a cerimônia, estiveram presentes o governador Jorginho Mello, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, além de representantes de cooperativas, agricultores, técnicos e lideranças regionais e estaduais.

O projeto é executado por meio de uma cooperação entre a Secretaria da Agricultura e Pecuária (SAR) e a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro). As sementes distribuídas contemplam diferentes níveis tecnológicos, com subsídios que variam entre R$ 100 e R$ 240 por saca, a depender da variedade escolhida. Cada família poderá retirar até cinco sacos por ano.

As sementes são destinadas à produção de grãos para abastecer cadeias produtivas da carne, além da silagem para a pecuária leiteira. A autorização para retirada já pode ser solicitada junto à Epagri. A aquisição ocorre por meio de cooperativas e casas agropecuárias credenciadas, que formalizam a parceria com os agricultores.

Além do lançamento do Projeto Sementes de Milho 2025, também foram assinados termos de liberação de recursos dos programas Água no Campo SC e Leite Bom SC.

Criado em 1983, o Programa Terra Boa inclui ainda ações voltadas à correção do solo com calcário, distribuição de kits forrageiras, incentivo à apicultura, à saúde do solo, à produção de abelhas rainhas e aos cereais de inverno.

A cultura do milho ocupa posição estratégica na produção agropecuária catarinense, sendo essencial tanto para a alimentação humana quanto animal, e impulsiona a economia regional. Na safra 2024/2025, foram cultivados 291,1 mil hectares com milho no estado, resultando em 2,73 milhões de toneladas, segundo a Epagri/Cepa. Apesar da redução de 13% na área plantada, a produção foi 23% superior à registrada na safra anterior.





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arroba ensaia mais uma alta; confira



O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais altos nesta terça-feira (3). As escalas de abate mostram sinais de encurtamento em várias regiões do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a obtenção de animais jovens tem sido o grande desafio para a indústria frigorífica neste momento.

“A oferta de fêmeas, em especial vaca gorda, segue presente nas mais diferentes regiões do país. Do ponto de vista da demanda, as exportações são a grande justificativa para o movimento de recuperação dos preços da arroba no início de junho. O desempenho das vendas externas é extremamente positivo, com o país caminhando para um recorde de embarques.”

Preços da arroba do boi gordo (a prazo)

  • São Paulo: R$ 310,92 — ontem: R$ 308,75
  • Goiás: R$ 291,43 — na segunda: R$ 290,54
  • Minas Gerais: R$ 293,82 — anteriormente: R$ 292,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 306,14 — ontem: R$ 305
  • Mato Grosso: R$ 302,84 — na segunda: R$ 300,61

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios oferece alguma expectativa de alta no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“É importante mencionar que a recente queda dos preços do frango ainda não chegou de maneira contundente no varejo. De qualquer forma, a percepção para 2025 é que mesmo antes desse período de maior fragilidade dessa proteína [em virtude do caso de gripe aviária] a preferência da população tende a recair sobre proteínas mais acessíveis”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18,50 por quilo; e a ponta de agulha foi indicada a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,64%, sendo negociado a R$ 5,6367 para venda e a R$ 5,6347 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6252 e a máxima de R$ 5,7102.



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Brasil não tem mais casos suspeitos de gripe aviária em granja comercial



O Brasil não tem mais casos suspeitos de gripe aviária em granjas comerciais. A última apuração, em Anta Gorda, no nordeste do Rio Grande do Sul, foi oficialmente descartada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (3).

De acordo com o painel Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, mantido pela pasta, atualmente existem seis investigações em andamento, mas todas relacionadas a aves silvestres ou domésticas.

Agora, se até o dia 28 de junho – término da quarentena – o Brasil não registrar mais nenhum caso ou suspeita em criação comercial, o país poderá se declarar como nação livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), estando apto a emitir certificados aos compradores de frango e derivados.

Desde que o primeiro caso foi detectado, em 16 de maio, no município de Montenegro, na Região metropolitana de Porto Alegre, mais de 20 países, incluindo a União Europeia, suspenderam as compras do produto brasileiro.



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Massa de ar polar está chegando e deve derrubar temperaturas em 11 estados


A passagem de uma frente fria baixará as temperaturas em áreas do Sul do país a partir da noite de quinta-feira (5). Assim, o fenômeno manterá os termômetros ainda em baixa no Rio Grande do Sul, mas provocará tempo mais gélido entre Santa Catarina e Paraná.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Contudo, no domingo (8), a entrada de outra massa de ar polar, desta vez com uma característica mais forte, deve avançar sobre o continente e trazer queda de temperatura mais acentuada novamente, impactando, desta vez, o Sudeste, Centro-Oeste e áreas do Norte do país. O mapa abaixo mostra que o fenômeno deve afetar 11 estados:

  • Santa Catarina
  • Paraná
  • São Paulo
  • Rio de Janeiro
  • Minas Gerais
  • Mato Grosso do Sul
  • Goiás
  • Mato Grosso
  • Rondônia
  • Acre
  • Amazonas

De acordo com a Climatempo, esta onda de frio tem características um pouco diferentes da primeira registrada no país na última semana de maio.

“O ar frio abrange uma área um pouco menor e não será tão intenso como a primeira onda registrada, porém, em termos de duração, esta será um pouco maior. Muitos locais irão sentir frio por mais tempo do que a onda que encerrou no dia 3 de junho”, diz a empresa, em nota.

Dias mais gelados

mapa frente friamapa frente fria
Foto: Reprodução

As áreas em azul-claro no mapa acima, desde Santa Catarina até o sul de Mato Grosso, terão alguns dias mais gelados e com mínimas e máximas ligeiramente mais baixas ao longo da próxima semana.

Já as áreas do Norte do país podem ter friagem, com temperaturas ligeiramente mais baixas entre o Acre e o sul de Rondônia.

Pode nevar?

O risco de neve, em si, é muito menor ao que foi previsto e ao que aconteceu na onda de frio do final de maio, de acordo com a Climatempo.

“As rodadas mais recentes dos modelos de previsão indicavam uma chance muito baixa para neve na próxima segunda-feira (9), restrita, novamente, a regiões mais altas da Serra Catarinense, como Urupema, São Joaquim e Urubici.”



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Fungos são capazes de eliminar mofo-branco das lavouras de soja, feijão e algodão



Uma pesquisa conduzida por cientistas brasileiros revelou uma solução promissora contra uma das principais doenças que afetam diferentes tipos de cultivo, como soja, feijão e algodão: o mofo-branco. Fungos do gênero Trichoderma foram capazes de eliminar totalmente o patógeno Sclerotinia sclerotiorum em testes de laboratório, o que abre caminho para um controle biológico mais eficaz e sustentável nas lavouras.

A doença é um desafio constante, principalmente na soja, por sua capacidade de sobreviver no solo por longos períodos. Tradicionalmente, o combate envolve o uso intensivo de fungicidas químicos, com alto custo e impacto ambiental. A pesquisa, liderada por Laísy Bertanha (Unesp), com orientação de Wagner Bettiol (Embrapa), identificou duas espécies promissoras: Trichoderma yunnanense e Trichoderma dorotheae. A primeira atingiu 97,5% de eficácia na inibição dos escleródios, estruturas de resistência do fungo.

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O controle biológico surge como alternativa ao modelo químico, especialmente quando combinado a boas práticas agrícolas. A rotação de culturas com gramíneas, o uso de sementes sadias e a adição de matéria orgânica ao solo ajudam a reduzir a presença do patógeno e fortalecer os microrganismos benéficos. Além disso, os fungos antagonistas interferem na produção de substâncias que tornam o mofo-branco mais agressivo, reduzindo o risco de infecções severas.

Na cultura da soja, os impactos do mofo-branco exigem manejo preventivo. A introdução de bioinsumos pode representar a redução de custos e resíduos, além de ganhos em produtividade a longo prazo. A pesquisa mostra que isolar os microrganismos no próprio ambiente onde serão aplicados aumenta sua eficiência no campo.

Fungos e bioinsumos

O Brasil ocupa hoje a liderança mundial no mercado de bioinsumos agrícolas, um setor que cresce, em média, 14% ao ano no mundo. Por aqui, o avanço é ainda mais acelerado: entre 2021 e 2022, o crescimento foi de 67%, segundo dados da Embrapa. Estima-se que o país responda por cerca de 20% do consumo global desses produtos. Essa posição de destaque se deve à combinação entre clima tropical, ampla área agrícola e crescente demanda por soluções sustentáveis. A trajetória brasileira mostra que é possível unir produtividade à inovação com baixo impacto ambiental.

Para manter essa liderança, o Brasil precisa ampliar os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e capacitação, especialmente para levar os bioinsumos também aos pequenos e médios produtores. Segundo o pesquisador Wagner Bettiol, é urgente desenvolver novos biofungicidas para o controle da ferrugem asiática da soja e da ferrugem do cafeeiro, além de bioherbicidas. Globalmente, grandes potências agrícolas como Estados Unidos, Europa e China também aceleram o uso de produtos biológicos. O movimento é impulsionado pela urgência climática e pela demanda por alimentos mais limpos. Além de reduzir resíduos químicos, os bioinsumos preservam a biodiversidade, diminuem as emissões de gases de efeito estufa e fortalecem economias locais com tecnologias adaptadas à agricultura familiar.



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Equivalência de serviço de inspeção quer impulsionar pequenos produtores


Uma medida publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em março de 2025 promete transformar o cenário da agroindústria de pequeno porte no Brasil. Agora, produtos de origem animal considerados de baixo risco — como leite, mel e ovos — que possuam o Selo de Inspeção Municipal (SIM) passam a ter equivalência ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), facilitando sua comercialização em todo o território nacional por um período inicial de um ano.

A mudança visa ampliar o acesso de pequenos e médios empreendedores ao mercado nacional, promovendo inclusão produtiva e geração de renda, além de estimular a legalização e o fortalecimento das agroindústrias regionais.

Alex Virgínio, que atua há mais de uma década no beneficiamento de carnes na região Oeste da Bahia, destaca os impactos positivos do selo SISBI:

“Ele nos ajudou a melhorar a estrutura, os processos internos sanitários e a gestão como um todo. Além disso, agrega valor e fortalece a confiança do consumidor”, afirma.

Sua agroindústria beneficia cerca de 200 toneladas de carne por ano, com matéria-prima oriunda de pecuaristas locais. A adesão ao SISBI habilitou o produto para ser vendido para outras regiões do país. Segundo Alex, um planejamento está sendo elaborado para aumentar a presença de mercado da empresa.

Estrutura local e apoio técnico

Na Bahia, 74 estabelecimentos estão cadastrados no sistema, sendo 8 integrados ao SISBI — dois deles localizados em Barreiras, por meio da atuação do Consórcio Multifinalitário do Oeste da Bahia (Consid).

De acordo com a engenheira de alimentos Kamilla Ruthiélle, “a orientação técnica é constante e as exigências sanitárias não são flexibilizadas. O objetivo é garantir segurança e qualidade ao consumidor final, além de abrir novos mercados para os produtores locais.”.

Apesar das boas perspectivas, a medida também gera debate. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) manifestou preocupação com a segurança sanitária e a capacidade técnica de alguns serviços de inspeção municipais.

“Nem todos os SIMs atuam com o mesmo rigor técnico do serviço federal. É essencial que decisões passem por análise técnica criteriosa”, alerta Beatriz Kuchenbecker, auditora fiscal da Anffa Sindical.

Em resposta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reforça que a equivalência ao SISBI será restrita a municípios que estiverem cadastrados no sistema e-SISBI, com exigência de cumprimento de protocolos sanitários e estruturais.

A proposta do Mapa é apoiar os municípios que já atuam com responsabilidade, acelerando a regularização sem abrir mão da segurança sanitária. Não se trata de flexibilizar, mas de incluir com responsabilidade”, afirma Judi Nóbrega, diretora da Secretaria de Defesa Agropecuária.

produção, agroindústria, mel, apicultura
Imagem: Reprodução/Canal Rural BA

Números nacionais

Segundo o Mapa, o Brasil já conta com mais de 3.700 estabelecimentos cadastrados e mais de 1.100 integrados ao SISBI.

São mais de 40 mil produtos registrados no sistema, sendo 15 mil deles com autorização para comercialização nacional.

Além de impulsionar o setor produtivo, a medida foi apontada como uma das tentativas do governo para a redução dos preços dos alimentos, ao ampliar a oferta de produtos regularizados no mercado formal.


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Parlamentares do Brics criticam guerra tarifária promovida pelos EUA



Sem citar explicitamente o governo do presidente Donald Trump, parlamentares de países do Brics criticaram, nesta terça-feira (3), em Brasília, a guerra comercial promovida por meio de tarifas adotadas de forma unilateral pelos Estados Unidos que impactam os mercados mundiais desde abril deste ano.

Na condição de presidente do Brics em 2025, o Brasil sedia, nesta semana, o 11º Fórum Parlamentar do bloco, no qual se deu a reunião dos presidentes das comissões de relações exteriores de 15 países. O grupo inclui membros permanentes e parceiros do principal bloco de economias emergentes do planeta.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado brasileiro, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidiu a reunião, destacando a necessidade de aumentar o comércio entre os países do Brics e criticando medidas tarifárias unilaterais como as tomadas por Trump.

“É grande nossa preocupação com o aumento de medidas protecionistas unilaterais injustificadas, inconsistentes com as regras da OMC [Organização Mundial do Comércio], incluindo o incremento indiscriminado de medidas tarifárias e não tarifárias e o uso abusivo de políticas verdes para fins protecionistas”, destacou o parlamentar.

Brics em defesa do multilateralismo

O representante brasileiro acrescentou que, apesar de um mundo cada vez menos cooperativo, o Brics continua firme “no seu compromisso de lutar pelo multilateralismo”. Ao contrário do bilateralismo ou unilateralismo, o multilateralismo busca construir soluções em conjunto com os países para os problemas comuns do planeta.

A presidência do Brasil no Brics ocorre em meio à expansão do bloco e ao início do novo mandato de Donald Trump, que tem rejeitado o multilateralismo em favor de construir soluções unilaterais ou bilaterais, sendo as bilaterais aquelas acordadas apenas entre dois países.

Guerra Fria

O vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento da China, deputado Wang Ke, destacou que a mentalidade da Guerra Fria está voltando ao mundo e que “alguns países” estão usando a intimidação unilateral para impor seus interesses.

“Alguns países estão aplicando tarifas em todos os lugares. Eles colocam abertamente seus próprios interesses acima do interesse da comunidade internacional e ignoram o sistema multilateral de comércio e as regras estabelecidas. Infringem gravemente os direitos e interesses legítimos de todos os países”, comentou o parlamentar chinês.

Wang Ke defendeu a unidade do Brics para enfrentar essa situação. “O Brics está se tornando cada vez mais a espinha dorsal da cooperação no Sul Global e o motor do crescimento. Devemos fortalecer a unidade e a cooperação e trabalhar juntos para salvaguardar nossos direitos e interesses legítimos”, concluiu.

O representante do parlamento do Emirados Árabes Unidos, Ali AlNuaimi, destacou que a ordem mundial que surgiu após a 2ª Guerra Mundial não existe mais e defendeu o uso da organização para construção de pontes entre os povos.

“Infelizmente, muitas vezes, existe a ideia de, se eu ganho, você perde. E o princípio do Brics é o princípio de que todos possamos ganhar”, considerou.

Moedas locais

A Indonésia, que ingressou no Brics como membro permanente neste ano, foi representada pelo deputado Mardani Ali Sera, que defendeu a expansão do comércio entre os países do Brics usando meios de pagamento com moedas locais.

“Essas opções de pagamento reforçam nossa resiliência econômica para lidar com os desafios econômicos recentes”, destacou.

O uso de moedas locais para o comércio entre países do Brics, em substituição ao dólar, é uma das principais propostas do bloco. A ideia é alvo de duras críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que promete taxar países que substituam o dólar, como forma de preservar a hegemonia da moeda estadunidense no mercado global.

África do Sul satisfeita

O representante da África do Sul, o deputado Supra Mahumapelo, destacou que seu país tem tidos grandes benefícios como membro do Brics.

Ele elogiou o trabalho do banco da instituição, hoje presidido pela ex-presidenta Dilma Rousseff, e defendeu a reforma das instituições multilaterais da ONU.

“A arquitetura do sistema internacional promove um desequilíbrio pela influência desproporcional dos países desenvolvidos e das grandes corporações. Embora esse desequilíbrio continue no sistema de comércio global, essa arquitetura financeira está enraizada em arranjos unilaterais”, disse o representante sul-africano.

A reforma dos organismos internacionais, como Organização Mundial do Comércio (OMC), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Conselho de Segurança da ONU, está entre as principais demandas do Brics.

Representando a Nigéria, que ingressou no Brics como membro parceiro neste ano, o deputado Busayo Oluwole Oke também criticou medidas protecionistas e sanções econômicas unilaterais.

“Vemos o início de uma nova ordem mundial com novos desafios. O comércio do Brics não é apenas uma meta, é uma necessidade. E isso se torna ainda mais crucial com as rupturas atuais ainda avançando na arena global do comércio ocidental. Que nós possamos diversificar nossos canais de comércio, menos dependentes de mercados internacionais”, afirmou o nigeriano.

Participação da América Latina

Além do Brasil, que é membro permanente do Brics, a América Latina conta com outros dois integrantes: Cuba e Bolívia, que são membros parceiros.

A Argentina chegou a ser membro permanente do bloco, mas o presidente de ultradireita Javier Milei decidiu tirar o país da organização após assumir a Casa Rosada.

O representante boliviano, o parlamentar Felix Ajpi Ajpi, lembrou que seu país oferece muitas oportunidades para investimentos por possuir as maiores reservas de lítio do planeta, um dos principais minerais usados pela indústria na transição energética.

“Defendemos adicionar mais países para esse sistema moderno [do Brics]. Por isso, a gente agradece ao Brasil por apoiar a gente, para que possamos virar parceiros nesse mundo multipolar, que é uma solução pacífica para o desenvolvimento, já que sofremos muito tempo com o unilateralismo”, disse.

Cuba é outro país que ingressou neste ano como membro parceiro. O vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do país, Alberto Nuñez Betancourt, destacou que o Brics é um desafio para hegemonia ocidental.

“O desafio dos Brics é promover o Novo Banco de Desenvolvimento [NBD] com uso de moedas locais e criando projetos com apoio financeiro que permitam a países da África e da América Latina explorar planos de tecnologia com melhores condições se comparados aqueles que são impostos pelo FMI”, destacou o parlamentar cubano.

O NDB – banco do Brics – tem atualmente cerca de 100 projetos financiados que somam aproximadamente US$ 33 bilhões. O banco tem um papel central na estratégia do bloco de ampliar os investimentos nos países do bloco e do Sul Global.

Composição do Brics

Inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a coalização de países incluiu, no ano passado, como membros permanentes: o Irã, a Arábia Saudita, o Egito, a Etiópia e o Emirados Árabes Unidos.

Neste ano, foi a vez da Indonésia ser incluída como membro permanente. Além disso, em 2025, foi inaugurada a modalidade de membros parceiros, com a inclusão de nove países: Belarus, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.



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Apenas 14% da área rural cultivada no país tem seguro



Estudo publicado nesta semana pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês) revelou que há 80% de chance de temperaturas recordes persistirem pelo globo nos próximos cinco anos. E o Brasil não está imune ao aquecimento.

A agência estima que o limite de um grau e meio a mais nos termômetros será superado nesse período, o que provocará ondas de calor mais nocivas, secas intensas e eventos extremos de chuva, ou seja, tudo o que o agro não precisa.

Diante dessa realidade que já bate à porta, apenas 14% da área rural cultivada no Brasil está protegida por seguro. É o que mostram dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) compilados pela EEmovel Agro, cuja plataforma mapeia e analisa dados territoriais e históricos de contratação do serviço em todo o país.

Baixa cobertura em polos do agro

A pesquisa aponta que estados com grande relevância no agronegócio, como Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Paraná apresentam taxas superiores a 70% de propriedades descobertas, mesmo diante de um cenário cada vez mais exposto a riscos climáticos e financeiros.

De acordo com os dados analisados pela empresa, 82,45% das lavouras sul-mato-grossenses não estão seguradas. Em território goiano esse índice é de 89,96%, enquanto nas propriedades paulistas a situação é ainda pior: 91,59% não têm proteção.

“O cenário evidencia a urgência em ampliar a cobertura e personalizar as soluções disponíveis, especialmente com a proximidade do Plano Safra 2025/26”, considera o diretor de Operações da EEmovel Agro, Luiz Almeida.

Seguro e inteligência territorial

De acordo com ele, a empresa confere acesso a informações estratégicas sobre propriedades rurais, com detalhes sobre área plantada, culturas predominantes e comportamento histórico em relação à contratação de seguros para que cooperativas, prestadores de serviço e, claro, seguradoras possam tomar decisões mais embasadas, personalizando ofertas.

Segundo Almeida, esse tipo de inteligência territorial pode ajudar a transformar o modelo atual de seguros rurais, ainda marcado por soluções padronizadas e entraves regulatórios, um dos entraves aos produtores que desejam cobrir suas lavouras, algo essencial a um setor que, hoje, representa cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e quase 10% das exportações agrícolas mundiais.



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Trigo apresentou queda nas cotações em maio



De acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços do trigo estiveram em queda no mês de maio.

Segundo o centro de pesquisas, a pressão veio do avanço da semeadura no Brasil, da expectativa de safra recorde mundial e da projeção de uma crescente produção na Argentina. De modo geral, houve uma maior disparidade entre os valores ofertados por agentes ativos no spot, de acordo com o instituto. 

Ao longo do mês, as negociações envolvendo trigo estiveram lentas. Compradores buscaram adquirir apenas lotes pontuais e, com isso, mantiveram suas ofertas de preços abaixo do esperado por vendedores. 

Já os triticultores estiveram focados nos trabalhos de campo e cautelosos na disponibilização de novos lotes, conforme afirmam pesquisadores do Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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