sexta-feira, maio 22, 2026

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Paraná deve alcançar safra recorde de milho em 2024/25



Deral prevê alta na produção de milho




Foto: Agrolink

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), divulgou na última quinta-feira (29) a atualização da área plantada e da estimativa de produção para a segunda safra de milho 2024/25.

De acordo com o boletim de conjuntura agropecuária, a área cultivada foi de 2,72 milhões de hectares, o que representa um aumento de 7,4% em relação ao ciclo anterior. A estimativa de produção foi revisada para 16,15 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da previsão inicial de 16,51 milhões de toneladas.

Segundo os analistas do Deral, mesmo com as adversidades climáticas durante o desenvolvimento da cultura, a colheita que se intensificará nas próximas semanas pode consolidar a safra atual como a maior da história no estado. “A perspectiva é de que, com o avanço da colheita, esta se consolide como a maior safra de milho da história do Paraná”, informa o boletim.

A produção da primeira safra, já colhida, somou cerca de 3 milhões de toneladas. Com isso, a produção total das duas safras pode superar os 18,1 milhões de toneladas registrados na safra de 2016/17, até então a maior do estado.





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combate à antracnose exige manejo e prevenção



Doença do feijão pode causar perdas totais na lavoura




Foto: Pixabay

A antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum, representa uma das principais ameaças à cultura do feijão, especialmente em áreas de clima úmido e temperaturas moderadas. A informação foi publicada pela engenheira agrônoma Gressa Chinelato no Blog da Aegro, em alerta sobre os impactos da doença.

Segundo Chinelato, em cultivares suscetíveis, os danos podem alcançar 100%, comprometendo severamente a produtividade e a qualidade dos grãos. “A necrose nas nervuras é um sintoma bastante característico da doença”, afirma. A especialista também destaca a ocorrência de lesões na parte inferior das folhas, com coloração que varia do vermelho ao marrom, além de manchas circulares e deprimidas nas vagens, com bordas escuras. Quando os grãos são atingidos, há risco de desvalorização comercial.

O fungo responsável pode permanecer viável em sementes, restos culturais e em plantas hospedeiras alternativas, favorecendo a recorrência da doença em ciclos seguintes. Diante disso, práticas de manejo são fundamentais para reduzir a incidência.

Entre as estratégias indicadas estão o uso de sementes certificadas, a rotação de culturas com espécies não hospedeiras, como gramíneas, e a eliminação de restos da lavoura anterior. A engenheira também destaca a importância do uso de variedades resistentes e do controle químico, realizado com fungicidas apropriados.





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Chuvas reduzem forragem e afetam bovinos


As variações de temperatura e o aumento das chuvas vêm impactando o estado corporal do rebanho bovino de corte mantido em campos nativos no Rio Grande do Sul. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (29). De acordo com o boletim, o efeito climático reduziu a disponibilidade e a qualidade das forrageiras, embora áreas com pastagens cultivadas de aveia e azevém apresentem condições adequadas de uso.

Na região administrativa de Bagé, animais que estavam em áreas de restevas de arroz foram transferidos para pastagens devido aos alagamentos e à formação das primeiras geadas. Segundo o informativo, também há expectativa de frio mais intenso para os próximos dias.

Em Caxias do Sul, a sanidade dos bovinos está sob controle, com ênfase nas ações de manejo contra carrapatos, bernes e miíases. O início do frio também contribuiu para a redução da população de moscas nas propriedades da região.

Em Erechim, o estado nutricional dos rebanhos permanece satisfatório, apesar da menor oferta de pastagens e campos nativos. “Algumas propriedades estão realizando suplementação com silagem e ração para compensar a queda na qualidade e quantidade do pasto”, informa a Emater.

A regional de Frederico Westphalen reportou estabilidade no mercado, mas com expectativa de valorização dos animais de melhor qualidade nos próximos períodos. Em Passo Fundo, o controle de carrapatos, bernes, bicheiras e moscas-do-chifre está na fase final, enquanto o crescimento das pastagens nativas já apresenta desaceleração por causa da estação.

Na região de Pelotas, produtores iniciaram a aquisição de animais para ocupar áreas anteriormente utilizadas com lavouras. No sistema de cria, seguem as atividades de desmame e diagnóstico de gestação das matrizes.

Já em Porto Alegre, produtores relatam dificuldades no controle de carrapatos. Em Santa Maria, a suplementação alimentar com silagem de milho está sendo adotada por diversos pecuaristas. “Permanecem os relatos de incidência de carrapatos em algumas propriedades da região”, aponta o boletim.

Em Soledade, a infestação por carrapatos continua elevada, mesmo com o uso de técnicas como pastejo rotacionado e controle químico.





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Ibama receberá R$ 825 milhões para combate ao desmatamento ilegal



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (3), o repasse de R$ 825,7 milhões do Fundo Amazônia para reforçar as ações de fiscalização ambiental para o controle do desmatamento ilegal na Amazônia executadas pelo Instituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os recursos deverão ser usados no prazo de 60 meses para modernizar a resposta ao desmatamento ilegal e aumentar a presença do Estado na Amazônia Legal.

Entre as ações previstas estão a compra de helicópteros de grande porte com proteção balística e de drones de alta tecnologia e a construção de bases aéreas e helipontos estratégicos na floresta.

O anúncio foi feito durante cerimônia no Palácio do Planalto, destacando ações do governo na área e em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a ser comemorado na quinta-feira (5).

Também participaram da cerimônia a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e os presidentes do Ibama, Rodrigo Agostinho, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. O BNDES é o responsável pela gestão dos recursos do fundo.

Na ocasião, Marina destacou que o repasse mostra a seriedade e o comprometimento do governo na luta contra o desmatamento ilegal.

“O Fundo Amazônia é fruto do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal. É resultado de doações realizadas a partir da redução do desmatamento que obtivemos no bioma. Neste governo, já evitamos lançar na atmosfera 450 milhões de toneladas de CO2 [dióxido de carbono]. Isso dobrou os recursos do Fundo Amazônia. Esse dinheiro volta agora volta ao Ibama para a compra de mais helicópteros, meios tecnológicos e serviços públicos com o objetivo de prevenir e combater incêndios e desmatamento”, disse Marina.

Unidades de conservação

Na ocasião, o presidente Lula assinou decretos criando mais três unidades de conservação (UCs) federais: duas no Paraná e uma no Espírito Santo. Esta última é a Área de Proteção Ambiental (APA) da Foz do Rio Doce, que visa proteger o ecossistema da região costeira e marinha da região, afetada pelo rompimento da barragem do Fundão, em novembro de 2015, em Mariana (MG).

Com 45.417 hectares nos municípios capixabas de Linhares e Aracruz, a APA Foz do Rio Doce integra áreas terrestres e marinhas no bioma da Mata Atlântica. A unidade foi criada como parte do acordo judicial para reparar os danos causados à população pelo rompimento da barragem de Fundão.

A região da foz do Rio Doce, que abriga 255 espécies de aves, 47 de anfíbios, 54 de mamíferos e 54 de répteis, é a única área continental de desova da tartaruga-de-couro no Brasil, espécie ameaçada de extinção, assim como ocorre com outras espécies marinhas na região, como o mero, a toninha e a tartaruga-cabeçuda.

Ao ler o decreto, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que houve um trabalho cuidadoso da equipe na criação da APA e na recuperação da bacia do Rio Doce.

“Isso é para comemorar mesmo. Em Mariana, nós tivemos aquele aquele terrível acontecimento, contaminando toda a foz do Rio Doce. Além do acordo que fizemos, no seu governo [do presidente Lula], para a recuperação da bacia [do Rio Doce], reposicionando o que seria uma grande injustiça,” afirmou Marina.

Em razão da sua relevância para o meio ambiente, a nova unidade está inserida em cinco planos de ação nacionais voltados para a conservação de espécies ameaçadas: PAN Tartarugas Marinhas, PAN Corais, PAN Cetáceos Marinhos, PAN Aves Marinhas e PAN Toninha.

Preservação animal

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a nova APA permitirá que pescadores, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas desenvolvam atividades sustentáveis enquanto protegem o ambiente marinho e o terrestre na região, palco de agregações reprodutivas de muitas espécies de peixes de elevada importância comercial.

“Como exemplo temos as garoupas e os badejos, além do robalo, encontrados ao longo dos recifes do banco dos Abrolhos e na região do Rio Doce. A área também abriga um dos maiores bancos camaroneiros do país, e a futura APA protegerá justamente o berçário desse importante recurso pesqueiro”, informou a pasta.

Já no Paraná, as duas reservas de proteção ambiental foram criadas no município de Pinhão: a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Faxinal São Roquinho (com 1.231,50 hectares) e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Faxinal Bom Retiro (com 1.576,54 hectares). O objetivo é preservar os remanescentes de florestas de araucárias na região, que também é rica em erva-mate e pinhão.

As reservas também permitirão assegurar as condições e os meios necessários para a reprodução e a melhoria dos modos e da qualidade de vida dos povos faxinalenses, comunidades tradicionais que criam animais soltos em terras coletivas, principalmente porcos, que constituem importante fonte de renda e alimentação.

Também foi assinado o decreto que trata da Estratégia e do Plano de Ação Nacionais de Biodiversidade, o decreto que institui a estratégia nacional para a conservação e o uso sustentável dos recifes de coral, decreto que dispõe sobre o programa de áreas protegidas da Amazônia e o que estabelece os limites do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, localizado na Serra do Mar, no Paraná.



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Justiça bloqueia R$ 119 milhões de investigados por fraude contra INSS



A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta terça-feira (3) que a Justiça Federal em Brasília proferiu novas decisões que determinaram o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de empresas e investigados envolvidos nas fraudes em descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os bloqueios foram determinados pela juíza federal Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7ª Vara Federal do Distrito Federal, e ocorreram em cinco ações protocoladas pela AGU.

Em cada processo na justiça, foram bloqueados R$ 23,8 milhões em bens móveis, imóveis e ativos financeiros de oito empresas e nove pessoas físicas. Os sigilos bancário e fiscal também foram quebrados por determinação judicial.

De acordo com a AGU, há indícios de que as empresas são suspeitas de atuarem como firmas de fechada para praticar os desvios ilegais contra os aposentados. Em troca de autorização para a realização dos descontos, as empresas pagaram propina para agentes públicos.

No mês passado, a AGU pediu o bloqueio de R$ 2,5 bilhões contra 12 entidades associativas e 60 dirigentes. Por determinação da juíza, o caso foi fatiado em 15 ações para facilitar a análise dos pedidos.

As fraudes são investigadas na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

As ações judiciais fazem parte do trabalho do grupo especial montado pela AGU para buscar a recuperação do dinheiro descontado irregularmente dos aposentados.



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Alta em Chicago, dólar em recuo e soja ‘sem reação’ no Brasil



O mercado de soja registrou pouca oscilação nos preços e ritmo lento de comercialização nesta terça-feira (3). A Bolsa de Chicago avançou, mas o dólar recuou frente ao real, o que limitou a movimentação interna. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, até surgiram algumas oportunidades e lotes foram negociados, porém sem grande expressividade.

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No mercado físico brasileiro, os preços de soja se comportaram da seguinte forma:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,50
  • Dourados (MS): manteve em R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 118,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão com ganhos. A alta foi puxada por movimento de correção técnica e por dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) abaixo das expectativas do mercado, o que deu suporte às cotações.

USDA

Segundo o USDA, até 1º de junho, 84% da área prevista para o plantio de soja estava concluída, contra 77% no mesmo período do ano passado e acima da média de 80% dos últimos cinco anos. Na semana anterior, o índice era de 76%.

Sobre a condição das lavouras, o USDA informou que 67% estavam entre boas e excelentes, abaixo da expectativa de 68% dos analistas. Outros 28% estavam em condição regular e 5% entre ruins e muito ruins.

Contratos futuros da soja

Os contratos com entrega em julho subiram 7,25 centavos (0,7%) e encerraram a US$ 10,40 3/4 por bushel. A posição novembro avançou 7,00 centavos (0,68%), fechando em US$ 10,34 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para julho caiu US$ 0,60 (0,20%) e fechou a US$ 294,50 por tonelada. Já o óleo subiu 0,53 centavo (1,14%), terminando o dia a 46,81 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial encerrou a terça-feira em baixa, com desvalorização de 0,64%. A moeda norte-americana foi negociada a R$ 5,6367 para venda e R$ 5,6347 para compra. Durante o pregão, oscilou entre a mínima de R$ 5,6252 e a máxima de R$ 5,7102.



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Santa Catarina lança Projeto Sementes com mais recursos em 2025


O Governo de Santa Catarina lançou oficialmente a edição 2025 do Projeto Sementes de Milho, uma das principais ações do Programa Terra Boa, voltado ao apoio da agricultura familiar no estado. O anúncio foi realizado em Maravilha, no Extremo-Oeste catarinense, durante a segunda edição do evento “Santa Catarina Levada a Sério: Prestando Contas”, na região da Amerios.

Com aumento de 27,5% no orçamento em comparação ao ano anterior, o projeto deve contar com R$ 36,6 milhões em investimentos, dentro do total de R$ 116 milhões previstos para o Terra Boa em 2025. A iniciativa prevê a distribuição de 170 mil sacos de sementes de milho com alto valor genético, beneficiando cerca de 42,5 mil famílias em todos os municípios do estado.

Durante a cerimônia, estiveram presentes o governador Jorginho Mello, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, além de representantes de cooperativas, agricultores, técnicos e lideranças regionais e estaduais.

O projeto é executado por meio de uma cooperação entre a Secretaria da Agricultura e Pecuária (SAR) e a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro). As sementes distribuídas contemplam diferentes níveis tecnológicos, com subsídios que variam entre R$ 100 e R$ 240 por saca, a depender da variedade escolhida. Cada família poderá retirar até cinco sacos por ano.

As sementes são destinadas à produção de grãos para abastecer cadeias produtivas da carne, além da silagem para a pecuária leiteira. A autorização para retirada já pode ser solicitada junto à Epagri. A aquisição ocorre por meio de cooperativas e casas agropecuárias credenciadas, que formalizam a parceria com os agricultores.

Além do lançamento do Projeto Sementes de Milho 2025, também foram assinados termos de liberação de recursos dos programas Água no Campo SC e Leite Bom SC.

Criado em 1983, o Programa Terra Boa inclui ainda ações voltadas à correção do solo com calcário, distribuição de kits forrageiras, incentivo à apicultura, à saúde do solo, à produção de abelhas rainhas e aos cereais de inverno.

A cultura do milho ocupa posição estratégica na produção agropecuária catarinense, sendo essencial tanto para a alimentação humana quanto animal, e impulsiona a economia regional. Na safra 2024/2025, foram cultivados 291,1 mil hectares com milho no estado, resultando em 2,73 milhões de toneladas, segundo a Epagri/Cepa. Apesar da redução de 13% na área plantada, a produção foi 23% superior à registrada na safra anterior.





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arroba ensaia mais uma alta; confira



O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais altos nesta terça-feira (3). As escalas de abate mostram sinais de encurtamento em várias regiões do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a obtenção de animais jovens tem sido o grande desafio para a indústria frigorífica neste momento.

“A oferta de fêmeas, em especial vaca gorda, segue presente nas mais diferentes regiões do país. Do ponto de vista da demanda, as exportações são a grande justificativa para o movimento de recuperação dos preços da arroba no início de junho. O desempenho das vendas externas é extremamente positivo, com o país caminhando para um recorde de embarques.”

Preços da arroba do boi gordo (a prazo)

  • São Paulo: R$ 310,92 — ontem: R$ 308,75
  • Goiás: R$ 291,43 — na segunda: R$ 290,54
  • Minas Gerais: R$ 293,82 — anteriormente: R$ 292,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 306,14 — ontem: R$ 305
  • Mato Grosso: R$ 302,84 — na segunda: R$ 300,61

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios oferece alguma expectativa de alta no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“É importante mencionar que a recente queda dos preços do frango ainda não chegou de maneira contundente no varejo. De qualquer forma, a percepção para 2025 é que mesmo antes desse período de maior fragilidade dessa proteína [em virtude do caso de gripe aviária] a preferência da população tende a recair sobre proteínas mais acessíveis”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18,50 por quilo; e a ponta de agulha foi indicada a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,64%, sendo negociado a R$ 5,6367 para venda e a R$ 5,6347 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6252 e a máxima de R$ 5,7102.



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Brasil não tem mais casos suspeitos de gripe aviária em granja comercial



O Brasil não tem mais casos suspeitos de gripe aviária em granjas comerciais. A última apuração, em Anta Gorda, no nordeste do Rio Grande do Sul, foi oficialmente descartada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (3).

De acordo com o painel Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, mantido pela pasta, atualmente existem seis investigações em andamento, mas todas relacionadas a aves silvestres ou domésticas.

Agora, se até o dia 28 de junho – término da quarentena – o Brasil não registrar mais nenhum caso ou suspeita em criação comercial, o país poderá se declarar como nação livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), estando apto a emitir certificados aos compradores de frango e derivados.

Desde que o primeiro caso foi detectado, em 16 de maio, no município de Montenegro, na Região metropolitana de Porto Alegre, mais de 20 países, incluindo a União Europeia, suspenderam as compras do produto brasileiro.



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Massa de ar polar está chegando e deve derrubar temperaturas em 11 estados


A passagem de uma frente fria baixará as temperaturas em áreas do Sul do país a partir da noite de quinta-feira (5). Assim, o fenômeno manterá os termômetros ainda em baixa no Rio Grande do Sul, mas provocará tempo mais gélido entre Santa Catarina e Paraná.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Contudo, no domingo (8), a entrada de outra massa de ar polar, desta vez com uma característica mais forte, deve avançar sobre o continente e trazer queda de temperatura mais acentuada novamente, impactando, desta vez, o Sudeste, Centro-Oeste e áreas do Norte do país. O mapa abaixo mostra que o fenômeno deve afetar 11 estados:

  • Santa Catarina
  • Paraná
  • São Paulo
  • Rio de Janeiro
  • Minas Gerais
  • Mato Grosso do Sul
  • Goiás
  • Mato Grosso
  • Rondônia
  • Acre
  • Amazonas

De acordo com a Climatempo, esta onda de frio tem características um pouco diferentes da primeira registrada no país na última semana de maio.

“O ar frio abrange uma área um pouco menor e não será tão intenso como a primeira onda registrada, porém, em termos de duração, esta será um pouco maior. Muitos locais irão sentir frio por mais tempo do que a onda que encerrou no dia 3 de junho”, diz a empresa, em nota.

Dias mais gelados

mapa frente friamapa frente fria
Foto: Reprodução

As áreas em azul-claro no mapa acima, desde Santa Catarina até o sul de Mato Grosso, terão alguns dias mais gelados e com mínimas e máximas ligeiramente mais baixas ao longo da próxima semana.

Já as áreas do Norte do país podem ter friagem, com temperaturas ligeiramente mais baixas entre o Acre e o sul de Rondônia.

Pode nevar?

O risco de neve, em si, é muito menor ao que foi previsto e ao que aconteceu na onda de frio do final de maio, de acordo com a Climatempo.

“As rodadas mais recentes dos modelos de previsão indicavam uma chance muito baixa para neve na próxima segunda-feira (9), restrita, novamente, a regiões mais altas da Serra Catarinense, como Urupema, São Joaquim e Urubici.”



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