sexta-feira, maio 22, 2026

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Fávaro propõe R$ 135 milhões extras para combater crises sanitárias no agro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, revelou que será enviada uma proposta à Casa Civil para a liberação de R$ 135 milhões de recursos extras, em meio ao avanço da gripe aviária e outras crises fitossanitárias. O objetivo, segundo ele, é reforçar a capacidade de resposta do país diante de quatro emergências sanitárias simultâneas.

De acordo com o ministro, a pasta já vinha lidando com emergências dentro das restrições orçamentárias, mas a recente contenção de recursos – que atingiu todos os ministérios – pode comprometer a continuidade das ações.

“Tivemos 53% de contingenciamento, e uma proposta de 23% até o fim do ano. Isso pode comprometer o fluxo financeiro necessário para combater essas crises”, disse ele, nesta quarta (4), em entrevista coletiva. Por isso, a pasta prepara uma medida provisória com pedido de recursos adicionais.

“Não apenas para a gripe aviária, mas também para as outras três emergências sanitárias que estamos enfrentando”, afirmou.

Além da gripe aviária, o Brasil enfrenta atualmente outros três focos de alerta: mosca-da-carambola, monilíase do cacaueiro e vassoura-de-bruxa na mandioca – todas no Norte do país.

O ministro também defendeu uma comunicação transparente dos riscos sanitários, ressaltando a importância da confiança internacional no sistema brasileiro. “Todos os países, todos os consumidores, todas as pessoas têm o direito de compartilhar dúvidas, e vocês, da imprensa, nos ajudam muito. Isso gera confiança. E com confiança, conseguimos mostrar a força do nosso sistema”, afirmou.

Segundo ele, o Brasil conseguiu conter por muito mais tempo que outros países a entrada da influenza aviária em granjas comerciais. “Quando efetivamente ocorreu, o vírus não conseguiu sair da granja. Ficou restrito, porque o sistema é muito forte”, disse.



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RS coleta amostras em frigorífico



A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) informou que realizou na última terça-feira (3) coleta de amostras em um frigorífico no município de Westfália e em aves de subsistência em Capela de Santana. De acordo com a pasta, trata-se de rotina de monitoramento contra a gripe aviária no estado.

Segundo o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), as coletas foram realizadas pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO-RS) durante ações preventivas. Até o momento, não há confirmação de novo foco da doença, e os locais seguem sob monitoramento. As amostras estão em análise laboratorial.

A granja de origem das aves, localizada em Teutônia, também foi inspecionada e não apresentou indícios de contaminação.

A diretora do DDA, Rosane Collares, disse que as coletas são parte do protocolo de vigilância ativa e permanente mantido pela Seapi. “As equipes estão capacitadas para monitorar, investigar e responder rapidamente a qualquer suspeita. O setor produtivo também tem colaborado com responsabilidade”, destacou.

Ela afirmou ainda que o sistema de vigilância está atualmente em estado de hipersensibilidade, com número elevado de notificações para gripe aviária, o que exige atenção redobrada dos órgãos sanitários.

A Seapi e o DDA reforçam que as medidas de controle seguem os protocolos nacionais e internacionais e orientam produtores e população a manter práticas de biossegurança. Em caso de suspeita, a recomendação é comunicar imediatamente as autoridades sanitárias.

O consumo de carne de frango e ovos continua seguro, conforme ressaltado pelas autoridades.



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Tarifas dos EUA aceleram clima favorável para acordo Mercosul-União Europeia


A recente onda de medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos reacendeu a urgência de reconfigurações nas cadeias globais de comércio — e o acordo entre Mercosul e União Europeia, há anos em compasso de espera, pode finalmente sair do papel. Diante da escalada protecionista norte-americana, que ameaça produtos europeus com tarifas de até 50%, ganha força a lógica de diversificação de mercados e alianças comerciais por parte da Europa.

A União Europeia, ciente dos riscos geopolíticos e econômicos desse novo cenário, já deu um importante passo ao aprovar institucionalmente o acordo. Falta agora a ratificação pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros. A maior resistência vem da França, onde setores agrícolas pressionam contra o pacto temendo competição com produtos sul-americanos — notadamente da agropecuária brasileira.

Nesse contexto, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Paris ganha contornos estratégicos. A diplomacia brasileira tem buscado construir pontes com o governo de Emmanuel Macron, tentando desfazer percepções negativas sobre o Brasil em áreas como meio ambiente, rastreabilidade e sustentabilidade no campo. Lula leva consigo não só compromissos com práticas sustentáveis, como também a narrativa de que o Brasil precisa de mercados e parceiros — não de obstáculos.

Mais do que uma coincidência, a convergência de interesses é clara: enquanto a Europa enfrenta uma ameaça comercial concreta dos EUA, o Mercosul oferece acesso a um dos mercados mais dinâmicos do mundo em alimentos, energia e matérias-primas. A assinatura do acordo seria uma resposta concreta ao isolacionismo americano — e uma sinalização clara de que o multilateralismo ainda tem força no século 21.

Além disso, o momento é politicamente oportuno. Com eleições no horizonte europeu e crises internas nos EUA, firmar um acordo ambicioso com o Mercosul permite à União Europeia demonstrar protagonismo estratégico, tanto econômico quanto diplomático.

O Brasil, por sua vez, reforça seu papel como ator global confiável e defensor do comércio livre com responsabilidade ambiental. O agro brasileiro, motor da nossa economia, pode ser o grande beneficiado com o avanço do tratado, desde que haja contrapartidas estruturais que assegurem competitividade e valorizem os produtores nacionais.

Nesse xadrez global, a pressão externa pode ser justamente o fator que faltava para que o jogo vire a favor da integração entre Europa e América do Sul. A janela de oportunidade está aberta — e o Brasil tem em mãos as cartas certas para jogar.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Lula pede que Macron ‘abra coração’ para acordo com Mercosul



Após se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (5) em Paris, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu a hospitalidade que, segundo ele, “somente um grande amigo pode oferecer” e pediu apoio do mandatário francês para um acordo entre a União Europeia e o Mercosul.

Em entrevista coletiva, Lula lembrou que o Brasil assume a presidência do bloco sul-americano no próximo semestre, para um mandato de seis meses.

“Quero lhe comunicar que não deixarei a presidência do Mercosul sem concluir o acordo com a União Europeia”, disse, ao se dirigir diretamente a Macron.

“Portanto, meu caro, abra o seu coração para a possibilidade de fazer esse acordo com o nosso querido Mercosul”, completou Lula. “Essa é a melhor resposta que nossas regiões podem dar diante do cenário de incertezas criado pelo retorno do unilateralismo e do protecionismo tarifário.”



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Agência ambiental multa empresas que derramaram corantes que tingiram aves de azul



A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou ter multado a fabricante e a transportadoras envolvidas no vazamento de corantes que atingiu um córrego e chegou ao Rio Jundiaí, em 13 de maio. Cada empresa foi autuada em R$ 370,2 mil.

O acidente causou o derramamento de 2 mil litros de corante azul no bairro Jardim das Tulipas, em Jundiaí, no interior paulista, após uma carreta perder os freios e colidir com um poste. Peixes, aves e capivaras foram afetados e tingidos de azul.

O corante também chegou ao Rio Jundiaí, alterando a coloração da água e gerando alerta em municípios da região, que dependem dessas águas para o abastecimento.

A Cetesb orientou as ações emergenciais para conter e diluir o produto.

“Além das multas, o fabricante deverá adotar medidas de segurança para prevenir novos acidentes, incluindo sistemas de contenção e protocolos de carga e descarga, processo que será acompanhado pela Companhia”, diz a nota da empresa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Copercampos assume protagonismo na agricultura e torna-se pioneira no uso de tecnologia regenerativa no Brasil


Uma nova era na agricultura: mais produtividade, mais saúde para o solo e sustentabilidade de verdade

A Copercampos acaba de dar um passo histórico e se torna a primeira cooperativa no Brasil a adotar a Tecnologia do Consórcio Probiótico (TCP), uma inovação que está transformando a forma de produzir alimentos de maneira sustentável, rentável e regenerativa.

Desenvolvida por Altamiro Alvernaz, a TCP é baseada na fermentação de ingredientes naturais, gerando um ecossistema vivo de microrganismos benéficos. Esses aliados invisíveis ao olho humano trabalham diretamente no solo, restaurando sua vitalidade, promovendo o equilíbrio biológico e, como consequência, aumentando a produtividade das lavouras de forma consistente e comprovada.

Testada na safra 2024/2025 pelos associados da cooperativa e na Fazenda Experimental da Copercampos, a tecnologia surpreendeu com resultados sólidos, apresentados em um encontro realizado no dia 15 de maio entre a equipe técnica da cooperativa e representantes da Global Biotecnologia.

“Com a adoção desta biotecnologia, nossos associados reforçam seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade na produção de alimentos”, destacou Fabrício Jardim Hennigen, gerente de assistência técnica da Copercampos.

A TCP não é apenas uma promessa, mas uma realidade validada em campo e reconhecida nacionalmente e internacionalmente. A tecnologia recebeu o prêmio da revista norte-americana Life Science Review, sendo apontada como uma das maiores inovações biotecnológicas da América Latina. E a Fundação Getúlio Vargas a reconheceu como uma evolução para o agro brasileiro.

Mas, afinal, como funciona a TCP?

Segundo Altamiro Alvernaz, pesquisador e desenvolvedor da biotecnologia, a TCP oferece ao solo as ferramentas que ele perdeu ao longo das décadas de manejo convencional.

“Com a TCP, o próprio solo volta a fazer suas interações naturais, aquelas que deveriam ocorrer, mas foram perdidas com o tempo. A consequência é simples e poderosa: solos mais vivos, plantas mais fortes, produtividades mais altas e sistemas agrícolas mais resilientes ao estresse hídrico e às doenças,” explica Altamiro.

A aplicação da TCP em culturas como soja, milho, trigo e pasto mostrou que, assim como os fertilizantes, ela se torna essencial para o pleno desenvolvimento da lavoura.

“A maioria dos nutrientes já está no solo: fósforo, silício, potássio, manganês, magnésio, cálcio, boro… O problema não é a falta, mas sim a indisponibilidade. É o microbioma do solo que faz essa ponte entre o que existe e o que a planta precisa. Quando devolvemos a vida ao solo, ele passa a oferecer tudo o que a planta necessita para crescer mais forte, saudável e produtiva,” complementa o pesquisador.

Sustentabilidade que gera lucro e segurança produtiva

O uso da TCP vai além da produção. Ela representa uma nova mentalidade, alinhada com os princípios da agricultura regenerativa, que alia alta produtividade à preservação dos recursos naturais, fortalecendo os produtores frente às mudanças climáticas e aos desafios dos sistemas agrícolas modernos.

A Copercampos demonstra sua vocação em ser protagonista na adoção de tecnologias inovadoras, que não apenas aumentam a rentabilidade dos seus cooperados, mas também contribuem para a construção de uma agricultura mais equilibrada, sustentável e resiliente.





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Perdeu o prazo da declaração anual do MEI? Veja o que fazer agora



O prazo para entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-Simei) terminou no sábado (31). Se você é MEI e não enviou o documento, prepare-se para pagar multa mínima de R$ 50 ou 2% do faturamento por mês de atraso. Para reduzir os impactos, o Sebrae recomenda que a declaração seja feita o quanto antes.

Quem deve declarar?

Todos os microempreendedores individuais devem enviar a DASN-Simei, mesmo sem faturamento em 2024. A declaração informa à Receita Federal que o MEI está dentro do limite anual de R$ 81 mil. Caso contrário, o CNPJ pode ser suspenso ou até cancelado.

Por que declarar?

Ao enviar a DASN-Simei, o MEI mantém os benefícios garantidos por lei, como:

  • Acesso a crédito e benefícios previdenciários
  • Participação em licitações públicas
  • Emissão de notas fiscais
  • Regularidade com o fisco

Como declarar:

  • 1. Acesse o Portal do Empreendedor
  • 2. Clique em “Já sou MEI” e, depois, em “Declaração Anual de Faturamento”
  • 3. Digite o CNPJ e escolha o ano a declarar
  • 4. Preencha o valor de receita e informe se houve contratação de empregado. Sem movimentação? Informe R$ 0,00
  • 5. Confira o resumo e clique em “Transmitir”

Errou na declaração?

Para corrigir, acesse o mesmo link, selecione o ano e escolha a opção “Retificadora”. Após ajustar os dados, transmita novamente.

Precisa de ajuda?

O Sebrae oferece vídeos tutoriais e uma página exclusiva com orientações para preencher a declaração pelo celular.



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Brasil e Angola avançam em parceria para ampliar produção agrícola e combater a fome



O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, e o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos, voltaram a se reunir nesta quarta-feira (4) para discutir os próximos passos do Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola. A reunião por videoconferência dá continuidade ao encontro realizado no fim de maio entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e João Lourenço.

A proposta tem como foco a integração da agricultura tropical brasileira ao território angolano, com o objetivo de aumentar a produção de alimentos e promover segurança alimentar e nutricional em ambos os países. Um dos pontos centrais é a concessão de terras agricultáveis em Angola para implementação do projeto.

Durante a reunião, os ministros trataram de temas técnicos como:

  • Ajustes na legislação de biossegurança e proteção da propriedade intelectual, visando facilitar pesquisas com cultivares e melhor uso da terra;
  • Segurança jurídica e métodos de financiamento para atrair o setor privado e garantir viabilidade econômica ao programa.

Desde dezembro de 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou duas missões oficiais em Angola, levando empresários e representantes do setor produtivo para conhecer o potencial de cooperação agrícola entre os países.

Com a finalização dos ajustes técnicos, será elaborado um memorando de entendimento, que formalizará a parceria entre Brasil e Angola. Segundo Fávaro, o programa reforça o papel do Brasil na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, além de consolidar a imagem do país como referência internacional em agricultura sustentável.



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Ouça o que mexe com os mercados hoje na análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a queda do petróleo, que pressionou ações da Petrobras e refletiu movimento da Arábia Saudita por aumento de oferta.

Nos EUA, dados fracos reforçaram apostas em corte de juros, derrubando os Treasuries.

No Brasil, o Ibovespa caiu 0,4% e o dólar subiu para R$ 5,64, com mercado frustrado pela ausência de medidas fiscais concretas. A curva de juros segue pressionada e o ambiente fiscal, incerto.

Hoje, atenção à balança comercial, leilão do Tesouro e decisão de juros do BCE.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Entregas de fertilizantes crescem 9%


As entregas de fertilizantes no Brasil somaram 9,44 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2025, representando um crescimento de 9,1% frente às 8,65 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2024. Os dados são da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Segundo a entidade, o desempenho reflete a expectativa de uma colheita recorde no país, além das boas condições logísticas e do esforço do setor em garantir o fornecimento no prazo aos produtores.

Somente em março, foram entregues 2,36 milhões de toneladas, alta de 13,6% na comparação com as 2,08 milhões do mesmo mês de 2024. O Mato Grosso segue como líder nas entregas, concentrando 24,9% do volume mensal, com 2,35 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (1,34 milhão), Goiás (1,06 milhão), Minas Gerais (978 mil) e São Paulo (967 mil toneladas).

No quesito produção nacional, o volume de fertilizantes intermediários chegou a 535 mil toneladas em março, uma queda de 6,1% em relação às 570 mil toneladas do mesmo mês de 2024. Entretanto, no acumulado do trimestre, a produção nacional somou 1,68 milhão de toneladas, crescimento de 10,1% frente às 1,53 milhão do mesmo período do ano passado.

As importações também registraram forte avanço. Foram 2,49 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários importados em março, alta de 24,3%. No acumulado dos três primeiros meses, o total chegou a 8,49 milhões de toneladas, um incremento de 13,9% sobre as 7,45 milhões de 2024. O Porto de Paranaguá manteve a liderança nas operações, movimentando 2,45 milhões de toneladas no trimestre, alta de 3,6% e participação de 28,9% no total nacional.

 





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