quinta-feira, maio 21, 2026

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Exportações de ovos crescem 295,8% em maio



As exportações brasileiras de ovos (incluindo in natura e processados) totalizaram 5.358 toneladas em maio, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O número supera em 295,8% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 1.354 toneladas.

De acordo com a entidade, a receita dos embarques em maio acumula alta de 356,2%, com US$ 13,756 milhões registrados no quinto mês deste ano contra US$ 3,015 milhões no mesmo período do ano passado.

Embarques de ovos no ano

No ano (janeiro a maio), as exportações de ovos totalizaram 18.357 toneladas, volume 165,6% maior em relação às 6.912 toneladas exportadas no mesmo período do ano passado.

Em receita, a alta nos cinco primeiros meses do ano chegou a US$ 42,100 milhões, saldo 195,8% maior em relação ao registrado no ano anterior, com US$ 14,235 milhões.

Os embarques para os Estados Unidos – principal destino das exportações – cresceram 996% entre janeiro e maio deste ano, totalizando 9.735 toneladas. Em seguida estão:

  • Chile: 2.354 toneladas (+10,8%);
  • Emirados Árabes Unidos: 1.422 toneladas (-13,8%);
  • Japão: 1.422 toneladas (160,9%); e
  • México: 1.050 toneladas (sem período comparativo).

No comparativo mensal (maio 2025 x maio 2024), os Estados Unidos registraram crescimento de 1.384%, com 4.166 toneladas exportadas. Foi seguido pelo Chile, com 534 toneladas (-22,3%), México, com 232 toneladas (sem período comparativo), Japão, com 205 toneladas (+132,7%) e Angola, com 102 toneladas (sem período comparativo).

“O setor de ovos tem acumulado forte alta em exportações em meio a uma reconfiguração do fluxo de embarques que agora passa a ter Estados Unidos, Japão e México entre os principais destinos dos produtos. Mesmo com as suspensões decorrentes do foco pontual de Influenza Aviária, as vendas seguiram em ritmo elevado, demonstrando a confiança dos mercados na biosseguridade brasileira”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.



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AgroNewsPolítica & Agro

solução italiana quer democratizar o acesso a análise do solo


A Bauer do Brasil e a Irricontrol estarão presentes na Bahia Farm Show, que acontece de 9 a 14 de junho de 2025, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. As empresas apresentarão dois destaques: a Fazenda Inteligente, uma solução completa para produtores que desejam irrigar com tecnologia 360°, e o CosmoField, equipamento de medição de umidade do solo baseado em tecnologia de nêutrons, com potencial para transformar a gestão da irrigação e democratizar o acesso a análises em larga escala e otimizar a gestão hídrica.

A Fazenda Inteligente reúne tecnologias que elevam a eficiência da irrigação. Na feira, estarão expostos o pivô central, a solução de energia solar, o Irrifast – sistema de acionamento de torre com inversores que proporciona mais precisão, uniformidade e até 50% mais velocidade -, além do SAF, tecnologia contra furtos com monitoramento 100% via satélite, desenvolvido para proteger pivôs e sistemas de bombeamento.

Complementam a solução os painéis SmartConnect e Nexus, que permitem o controle digital e analógico dos pivôs, otimizando a operação. O SmartConnect é exclusivo para pivôs Bauer, enquanto o Nexus é compatível com qualquer marca, ambos oferecendo recursos como programação por segmentos, parada automática, acionamento remoto de bombas e histórico detalhado das irrigações, tudo para aumentar a produtividade e a segurança no campo.

“A Bahia Farm Show é uma vitrine estratégica para demonstrarmos como a irrigação pode ser inteligente, conectada e acessível. Com a Fazenda Inteligente, estamos colocando nas mãos do produtor tecnologias que unem precisão, sustentabilidade e produtividade”, afirma Luiz Alberto Roque, Co-CEO da Bauer América Latina e CEO da Irricontrol.

A grande inovação para o mercado brasileiro é o CosmoField, reconhecido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) como uma ferramenta eficaz para aumentar a produtividade agrícola com menor consumo de água. O equipamento mede a umidade do solo por meio da detecção de nêutrons provenientes da atmosfera, que interagem com as moléculas de água no solo, fornecendo dados práticos e precisos.

Diferente dos sensores tradicionais, o CosmoField realiza medições não invasivas, sem necessidade de instalação direta no solo, eliminando desafios operacionais. É o único no mundo a operar com a tecnologia CRNS (Cosmic Ray Neutron Sensing), capaz de medir até 50 centímetros de profundidade, cobrindo áreas de 5 a 10 hectares.

Após a instalação, o equipamento inicia rapidamente a geração de dados em tempo real sobre a umidade do solo, integrando também sensores de temperatura e pressão barométrica. A conectividade 4G assegura comunicação ágil e segura, e, em breve, estará disponível também a opção de conexão via rádio, ampliando a flexibilidade de uso em diferentes condições de sinal.

O ponto mais relevante é que um único equipamento CosmoField é capaz de atender até cinco pivôs simultaneamente, com variações apenas em relação ao tipo de cultura e às características do solo, proporcionando maior eficiência e adaptação às particularidades de cada projeto.

“Nossa presença na feira reforça o compromisso global do Grupo Bauer em oferecer soluções inovadoras que antecipam o futuro da irrigação. É uma oportunidade de mostrar, na prática, como tecnologia e inteligência de dados podem transformar o campo”, destaca Rodrigo Parada, Co-CEO da Bauer América Latina, Diretor das Américas e Diretor de Marketing Global do Grupo Bauer.

O produtor terá a oportunidade de conhecer, no mesmo estande, grande parte das soluções da Bauer do Brasil e da Irricontrol. Em um único ambiente, será possível visualizar tecnologias que facilitam o dia a dia no campo e contribuem para uma irrigação cada vez mais conectada e eficiente.





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Nova massa de ar polar traz frio intenso e geada; saiba quando



Uma nova massa de ar frio de origem polar avança sobre a região Sul e provoca acentuada queda nas temperaturas, segundo análise da Climatempo. O ar seco e gelado reduz a umidade, inibe a formação de nuvens carregadas e diminui o risco de granizo até o fim da semana.

Na manhã desta terça-feira (10), as temperaturas já ficaram abaixo de 10 °C em grande parte da região. As áreas mais afetadas foram o sul do Paraná, os planaltos e a serra de Santa Catarina e o centro-sul e oeste do Rio Grande do Sul, com potencial para formação de geada — fenômeno que pode causar danos a plantações e pastagens se ocorrer com frequência e intensidade.

No último fim de semana, Santa Catarina e o Paraná registraram fortes pancadas de chuva. Em Curitiba, o acumulado chegou a cerca de 100 mm. Na segunda-feira (9), uma queda intensa de granizo atingiu São Joaquim (SC), deixando o solo branco e dificultando o tráfego. A formação das nuvens foi favorecida pela combinação de ar úmido na serra, temperaturas muito baixas em níveis elevados da atmosfera e a atuação de um ciclone extratropical na costa da região.


Novo pulso de ar polar reforça o frio até sexta-feira

A partir de quarta-feira (11), uma segunda massa de ar frio chega ao Sul. Apesar de ter sua parte mais intensa sobre o oceano — o que reduz o impacto térmico — o frio persistirá até o fim da semana. Entre os dias 11 e 13 de junho, há risco de geada no sul do Paraná e nas áreas elevadas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Mesmo com presença do sol, as tardes devem seguir amenas. A entrada de umidade marítima pode gerar nebulosidade em áreas do leste do Paraná e no Vale do Itajaí (SC), mas a chance de chuva é baixa.


Porto Alegre pode bater novo recorde de frio

A capital gaúcha pode registrar o dia mais frio do ano. A previsão da Climatempo para quarta-feira (11) indica mínima de 5 °C, o que supera o atual recorde de 5,7 °C registrado em 2 de junho, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Instabilidade retorna no fim de semana

A Climatempo alerta para mudanças bruscas no tempo no próximo fim de semana. Novas áreas de instabilidade devem se espalhar sobre o Sul do Brasil, com aumento da nebulosidade e risco de temporais e queda de granizo. A população deve acompanhar as atualizações meteorológicas nos próximos dias.



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Tributação das LCAs ameaça financiamento ao agro, aponta CNA



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que a proposta anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de adotar uma alíquota de 5% de imposto de renda sobre os rendimentos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) pode agravar o cenário de redução no estoque dos títulos.

“Além da menor atratividade desses títulos devido ao prazo mínimo de carência exigido na disposição do CMN (Conselho Monetário Nacional), a tributação prevista tende a desestimular os investidores, gerando uma redução adicional no volume de recursos aplicados em LCAs. Essa retração interfere diretamente na disponibilidade de funding para o crédito rural”, observou a CNA em nota técnica.

A manifestação da entidade vem em meio à sinalização do governo de tributar as LCAs, hoje isentas de impostos para pessoas físicas, como alternativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Na nota técnica, a CNA destaca que a redução do estoque de LCAs observada na safra atual afetou diretamente a participação dos títulos como fonte de lastro das operações do Plano Safra. As LCAs, tradicionalmente, representam a principal fonte de recursos para o financiamento do crédito rural.

De acordo com dados compilados pela CNA, a partir do Banco Central, a participação das LCAs passou de 43% do volume total de recursos ofertados na safra 2023/24 para 29% na safra 2024/25, saindo de R$ 169,12 bilhões para R$ 97,89 bilhões na comparação de julho a maio de ambas as safras.

“No entanto, na safra 2024/2025, a queda no volume disponível desses papéis, associada a fatores econômicos como a elevação da taxa básica de juros e a burocracias extras, comprometeu a capacidade de oferta de crédito com taxas livres e equalizadas. Esse cenário contribuiu de forma decisiva para o desempenho abaixo do esperado dos programas oficiais de financiamento rural”, apontou a entidade.

A CNA lembrou ainda que as LCAs passaram por uma série de mudanças recentes pelo Conselho Monetário Nacional , como ampliação do prazo de rentabilidade do título. Essas mudanças, segundo a CNA, “afetaram a rentabilidade do título, diminuíram o ritmo de crescimento e, com isso, sua participação no funding do setor tem diminuído”.

“Ainda que o governo tenha tentado corrigir as distorções causadas, aumentando o direcionamento, de 50% para 60%, e reduzindo o prazo de rentabilidade, de nove meses para seis meses, as recentes notícias trazem grande preocupação ao setor”, alertou a CNA.

Por fim, a entidade recomenda uma série de medidas para ampliar o lastro das operações por meio das LCAs, como a manutenção da isenção tributária do título para pessoas físicas, a elevação da exigibilidade de aplicação dos recursos captados pelo título no crédito rural para 85% (será 60% a partir de 1º de julho) e a redução do prazo de rentabilidade das LCAs para 90 dias. A CNA sugere ainda que os estoques de LCAs sigam a regra de vigência na sua aplicação, até o fim de sua validade, o que permite maior flexibilização na aplicação dos recursos em operações de longo prazo, sem interferência de mudanças futuras. 



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AgroNewsPolítica & Agro

Expansão da soja perde força no Brasil com recuo no Paraná


O crescimento da área plantada de soja tem mostrado sinais de desaceleração no Brasil, conforme apontam os dados mais recentes da EEmovel, empresa especializada em mapeamento agrícola. O recuo mais expressivo foi registrado no Paraná, onde a área cultivada na safra 2024/25 foi de 4,55 milhões de hectares, o que corresponde a 89% da estimativa inicial. Na safra anterior, o índice havia sido de 94%, com um total de 5 milhões de hectares.

No Mato Grosso, maior produtor nacional, a área plantada chegou a 10,17 milhões de hectares, atingindo 98% da estimativa e superando os 8 milhões registrados na safra passada, que correspondiam a 95% da projeção. Apesar do crescimento em alguns estados, o ritmo de expansão da soja está menor no cenário nacional.

A desaceleração do avanço nas lavouras reflete um momento de cautela no setor. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), as exportações de soja caíram 6,46% em maio de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Em janeiro deste ano, a queda foi mais acentuada, próxima a 50%.

A elevação dos custos de produção, com destaque para fertilizantes e defensivos agrícolas, contribui para o cenário de retração. O aumento das pressões logísticas e comerciais internacionais também tem afetado a tomada de decisões no campo. Segundo Luiz Almeida, diretor de operações do Agro da EEmovel, os produtores estão ajustando suas estratégias frente ao novo contexto. “Estamos observando uma mudança estratégica por parte dos produtores. A busca por maior produtividade com menor risco e o uso mais eficiente dos recursos está moldando um novo perfil de produção”, afirmou.

O setor vive, portanto, um momento de transição, priorizando eficiência e gestão de riscos em detrimento da simples ampliação da área plantada. Essa tendência sinaliza uma maturação no agronegócio brasileiro, que busca alternativas para manter a competitividade diante de um mercado externo mais volátil.





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Abiove mantém projeções de exportação da soja, mas revisa preços para baixo



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) mantém as projeções de safra, exportação e processamento da soja no Brasil para este ano. Por outro lado, a associação revisa para baixo os preços médios do grão e do óleo, diante de uma colheita recorde do país, que é o maior produtor e exportador mundial.

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A estimativa de preço médio da soja exportada foi reduzida para 405 dólares por tonelada, 10 dólares a menos do que a previsão anterior. Já a cotação média do óleo de soja exportado caiu 35 dólares, ficando em 1.015 dólares por tonelada.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, a queda nas cotações reflete a atualização da curva de preços futuros, que leva em conta a maior oferta, o aumento dos estoques globais e a baixa dos preços internacionais.

Com essa revisão, principalmente no preço da soja, responsável pela maior parte da receita de exportação, a expectativa de faturamento do Brasil com o complexo soja (grãos, farelo e óleo) em 2025 caiu para 53,38 bilhões de dólares, cerca de 1 bilhão a menos do que a estimativa de maio.

Se essa previsão se confirmar, as divisas geradas com as exportações do complexo soja em 2025 serão inferiores às de 2024, quando somaram 53,94 bilhões de dólares.

No entanto, a receita com a soja em grão deve crescer para 43,8 bilhões de dólares neste ano, contra 42,9 bilhões em 2024, graças ao aumento do volume exportado, mesmo com preços menores.

A Abiove estima que o Brasil vai exportar 108,2 milhões de toneladas de soja em 2025, valor recorde e estável em relação à previsão de maio, representando um aumento de 9,4 milhões de toneladas na comparação com 2024.

A safra brasileira de soja, já colhida, também permanece projetada em recorde, com 169,7 milhões de toneladas, contra 154,4 milhões no ano passado.

Por fim, o processamento da soja no Brasil deve atingir 57,5 milhões de toneladas em 2025, também um recorde, superior aos 55,8 milhões previstos para 2024.



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importações batem o recorde dos últimos 24 anos



As importações brasileiras de trigo seguem crescentes em 2025, somando na parcial dos cinco primeiros anos do ano, 3,092 milhões de toneladas, o maior volume desde 2001. É isso que mostram os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea.

Em 12 meses, chegaram ao país quase 7 milhões de toneladas, quantidade que não era registrada há seis anos. Segundo o Centro de Pesquisas, o avanço na disponibilidade de trigo da Argentina nos últimos dois anos favoreceu as compras brasileiras. 

Neste fluxo, pesquisadores explicam que os moinhos nacionais seguem com estoques satisfatórios. Dessa forma, não há necessidade de aquisições intensas neste período de entressafra brasileira. 

Os produtores, por sua vez, estão com as atenções voltadas às atividades de campo para a nova temporada. Quanto aos preços, levantamentos do Cepea mostram que as cotações do trigo em grão seguem pressionadas desde abril, quando atingiram os maiores valores do ano. A liquidez continua baixa, com negociações de lotes pontuais.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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cotações seguem em baixa frente à queda nas vendas



Os preços do açúcar cristal no mercado spot de São Paulo iniciaram o mês de junho com novas quedas. É isso que  apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De maneira geral, pesquisadores explicam que o ritmo das negociações envolvendo o cristal de melhor qualidade (Icumsa 150 – 180) continuou lento. No balanço da primeira semana de junho, a média do Indicador Cepea/Esalq para o açúcar cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 133,22 por saca de 50 kg. O valor representa um recuo de 0,98% frente ao mês anterior. No acumulado de maio, o Indicador caiu 7,2%. 

Outro fator que influenciou a desvalorização doméstica foi a maior oferta de cristal de pior qualidade. De acordo com o instituto, as vendas e a liquidez têm sido maiores para esse açúcar de qualidade inferior. 

Assim, na última semana, o preço médio desse produto ficou R$ 16,00 abaixo da média do Indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 kg. Quanto às exportações, dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que o Brasil embarcou 2,257 milhões de toneladas de açúcares e melaços em maio/25. Representando assim, um recuo de 19,6% em relação ao mesmo mês de 2024. 

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2025, o país exportou 9,526 milhões de toneladas de açúcar. Valor este que é 29,6% menor no comparativo com igual intervalo de 2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Etanol registra queda de preços na primeira semana de junho



Os preços dos etanóis abriram o mês de junho em queda, sobretudo nas regiões mais distantes das principais bases de São Paulo. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Para o hidratado, as baixas já vem sendo registradas há quatro semanas. Segundo o Centro de Pesquisas, um dos fatores que vem contribuído para a pressão baixista é o aumento gradativo da oferta de etanol motivada pelo avanço da safra. 

Além disso, o anúncio da redução no preço da gasolina na segunda-feira (2), acelerou as vendas de algumas usinas. Estas ficaram receosas de recuos mais fortes no valor do biocombustível.

Distribuidoras ainda seguiram cautelosas, tentando realizar aquisições a preços menores. Em alguns casos, houve sucesso, mesmo considerando que compradores seguem esperando valores mais baixos. 

Entre 2 e 6 de junho, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou em R$ 2,5492 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa um recuo de 2,33% no comparativo com o período anterior. Já o Indicador Cepea/Esalq do etanol anidro fechou a R$ 2,9448/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), baixa de 3,65% no mesmo comparativo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Boi gordo atinge até R$ 325 em SP com demanda firme e baixa oferta a pasto



O mercado físico do boi gordo começou a semana com cenário firme, impulsionado pela combinação de demanda aquecida e baixa oferta de animais a pasto. Segundo o boletim desta terça-feira (10) do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), muitos compradores reajustaram em R$ 5 a arroba, tanto para machos quanto para fêmeas, refletindo a escassez de oferta e o bom desempenho das vendas de carne no atacado.

As escalas de abate, em sua maioria, estão limitadas a no máximo 10 dias, com vários frigoríficos ainda tentando preencher os abates desta semana. No estado de São Paulo, os negócios giraram entre R$ 305 e R$ 325 por arroba nesta segunda-feira (9). O indicador Cepea/Esalq fechou o dia cotado a R$ 311,75, acumulando valorização de 1,8% nos primeiros dias de junho.

A escassez de animais de pasto é apontada como fator decisivo para o movimento de alta. O vigor das pastagens diminui nesta época do ano, mas, segundo o Cepea, a lotação média dos pastos neste ano está acima da observada em temporadas anteriores.

No mercado de reposição, a demanda por bois magros permanece firme, com oferta restrita. Muitos dos animais já estão nos confinamentos, que registram ocupação superior à do mesmo período de 2024, segundo análise do centro de estudos.

De acordo com o boletim Boi Cepea, o desempenho das exportações também reforça a firmeza do mercado. Segundo a entidade, o volume médio exportado por dia neste inóicio de junho foi quase 24% maior do que a média de maio e 33% acima da média de junho do ano passado.

O preço também aumentou, tanto em dólar quanto em real: na média, uma tonelada de carne exportada na primeira seman de junho esteve cotada a R$ 30.217, o que significa 2,5% a mais do que no mês passado e 25% superior à média de junho de 2024, já considerando o efeito do cãmbio.



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