quinta-feira, maio 21, 2026

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JBS estreia na maior bolsa do mundo e consolida dupla listagem



A JBS estreia nesta sexta-feira (13) na New York Stock Exchange (NYSE). As ações da companhia passam a ser negociadas na principal bolsa de valores do mundo, sob o código JBS. O marco consolida a dupla listagem da companhia, que busca refletir sua presença global e diversificadas operações internacionais, com presença nas bolsas de valores americana e brasileira.

Desde a última segunda-feira (9), as ações da JBS no Brasil são negociadas na B3 por meio dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs), sob o código JBSS32.

“A entrada na NYSE é um reconhecimento da nossa trajetória empreendedora de sucesso, construída com resiliência, superação e compromisso, da nossa solidez financeira e da nossa visão de futuro”, afirmou o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.

Segundo ele, estar na Bolsa de NY aproxima a empresa dos grandes centros de investimento globais “fortalecendo a capacidade de executar nossa estratégia de crescimento, inovação e de entrega de valor aos nossos acionistas, colaboradores e comunidades.”

O objetivo da dupla listagem é destravar o valor da companhia, adequar a estrutura de capital ao perfil global e diversificado da JBS e ampliar a capacidade de investimento, mantendo disciplina financeira.

“A presença na NYSE é um passo fundamental para otimizar nossa estrutura de capital e diversificar nossa base de investidores. Estamos preparados para este novo capítulo, com uma gestão financeira sólida e um plano estratégico claro para continuar crescendo de forma sustentável e rentável.”, complementa o CFO da companhia, Guilherme Cavalcanti

Com a negociação de BDRs na B3, a JBS garante que os investidores locais possam manter a opção de participar do desenvolvimento da empresa por meio da bolsa de valores.

De acordo com Tomazoni, os marcos conquistados pela JBS ao longo dos mais de 70 anos de história comprovam a eficácia da estratégia de atuação como uma plataforma global diversificada, tanto em proteínas como em geografias, impulsionada por marcas fortes e um portfólio de produtos de maior valor agregado. “Construímos uma cultura organizacional sólida. Temos as pessoas certas, nos lugares certos. Somente a dedicação e empenho de nossos colaboradores permitem à JBS chegar à excelência operacional ímpar.”



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ANP aprova norma com critérios para produtores estrangeiros



A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta quinta-feira (12) norma que atualiza os procedimentos de certificação no âmbito do RenovaBio, incluindo a previsão de penalidades para firmas inspetoras e produtores, critérios de elegibilidade para produtores estrangeiros e mudanças nas regras para novos entrantes no mercado de biocombustíveis.

A resolução também traz aprimoramentos como maior agilidade na atualização da calculadora de emissões (RenovaCalc) e novos procedimentos para rastreabilidade da cadeia de grãos. As alterações foram consolidadas após uma análise de impacto regulatório (AIR) e passaram por consulta e audiência públicas. A nova resolução substitui a resolução ANP nº 758/2018, que orientava a certificação da produção e importação eficiente de biocombustíveis e o credenciamento de firmas inspetoras.

Entre os principais pontos da revisão estão o detalhamento da composição das equipes de auditoria, a definição de regras para mudança de rota de produção, a possibilidade de transferência de titularidade de certificados e a alteração de prazos para entrega de documentos.

A norma, no entanto, não regulamenta dispositivos das recentes leis nº 15.082/2024 e nº 14.993/2024, que terão tratativas específicas na Agenda Regulatória 2025-2026.

O RenovaBio é a política federal que estabelece metas anuais de descarbonização para o setor de combustíveis, incentivando o uso de biocombustíveis por meio da emissão de Créditos de Descarbonização (CBIOs).

Desde a implementação do programa, já foram emitidos cerca de 176 milhões de CBIOs, o que corresponde à mitigação de aproximadamente 176 milhões de toneladas de CO2 equivalente. 



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Conheça o socol, embutido com sabor autêntico da imigração italiana


Já imaginou um embutido com sabor de história? Pois é exatamente isso que o socol representa. Além de ser um produto artesanal, ele preserva a tradição da família Carnielli, que trouxe da Itália, há mais de um século, a técnica de conservar carne suína.

A produção do socol, uma carne curada feita de lombo suíno, conquistou o status de iguaria ao longo dos anos. Desde então, cinco gerações da família Carnielli mantiveram essa tradição. Por isso, o embutido se tornou um símbolo gastronômico do Espírito Santo, especialmente em Venda Nova do Imigrante, a 115 km de Vitória.

Lorenzo Carnielli, representante da quinta geração e atual gestor do negócio, é engenheiro. Após dez anos no setor de energia, decidiu retornar às origens e dar continuidade ao legado da família. “Percebi que era hora de dar continuidade à história da nossa família”, conta Carnielli, que revela o segredo do embutido:

“O socol é feito com carne fresca, temperada e envolta na peritone — uma membrana suína. Depois, passa por maturação natural, perdendo até 50% do peso. Além disso, nosso diferencial vem dos fungos naturais da região de Venda Nova do Imigrante.”

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Lorenzo Carnielli, representante da quinta geração da família e atual gestor do negócio
Lorenzo Carnielli, representante da quinta geração da família e atual gestor do negócio. Foto: Arquivo Pessoal

Tradição, selo e qualidade  

Em 2018, o socol de Venda Nova do Imigrante recebeu o selo de Indicação Geográfica (IG) de Procedência, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Esse reconhecimento reforça a singularidade do produto e sua conexão com a cultura local.

“Hoje, apenas sete produtores podem comercializar o Socol com o selo de Indicação Geográfica. Isso significa que o produto segue o método tradicional de produção, preservando sua autenticidade”, destaca Carnielli.

Para garantir esse reconhecimento, o Sebrae acompanhou todo o processo de certificação, apoiando e orientando os produtores rurais.

“Demos suporte à Associação dos Produtores de Socol de Venda Nova do Imigrante (Assocol). Além disso, oferecemos capacitação, orientamos os produtores e adequamos o estabelecimento, a área de produção e as embalagens para atender ao mercado”, explica Patrícia Gonçalves Cangussu, gerente da regional Serrana do Sebrae/ES.

Além disso, o Sebrae/ES contratou uma empresa especializada para ajudar à Assocol.

“Contratamos o Instituto Inovatis, referência no Brasil, para auxiliar na formação de várias IGs. Toda essa consultoria foi custeada 100% pelo Sebrae/ES, sem custos para os produtores”, afirma Cangussu.

Por fim, quem deseja provar essa iguaria pode encontrá-la na loja da fazenda, na loja online da marca ou em pontos de venda selecionados, como a unidade em São Paulo, no Morumbi.



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Crédito cooperativo dos produtores fica fora dos efeitos da RJ


Empresas agropecuárias que utilizam com frequência esse tipo de crédito devem avaliar a estrutura de suas dívidas antes de optar pela recuperação judicial

O crédito cooperativo foi blindado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em decisão unânime da terceira turma, reconheceu que os créditos adquiridos em atos cooperativos, aqueles realizados entre cooperativas de crédito e seus cooperados, são extraconcursais, ou seja, não se submetem aos efeitos do da recuperação judicial. A decisão foi efetivada em julgamento conjunto dos Recursos Especiais 2.091.441 e 2.110.361, interpostos pela Sicredi Alta Noroeste e pela Cooperativa de Crédito Nosso – Sicoob Nosso, respectivamente. 

Em consonância com os recursos propostos pelas cooperativas, o relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, afirmou que a atuação das cooperativas é distinta das instituições financeiras tradicionais, pois está baseada na mutualidade e na prestação de serviços exclusivos aos cooperados. A cobrança de juros, destacou o ministro, não descaracteriza o ato cooperativo, uma vez que tem como finalidade a sustentabilidade da atividade e o benefício coletivo dos membros.

Na avaliação do advogado André Bachur, sócio do Passos e Sticca Advogados Associados (PSAA), a decisão favorece a segurança jurídica, uma vez que aplica exatamente o que diz a lei. “Na prática, significa que créditos oriundos de cooperativas não vão entrar na recuperação judicial, ou seja, mesmo que o produtor rural entre em recuperação judicial, a cooperativa poderá executar seu crédito paralelamente”, explica. 

 De acordo com Bachur, o impacto será gradual, já que produtores avaliarão se realmente é viável entrar com a recuperação judicial, tendo em vista que os créditos oriundos de cooperativas não serão abarcados pelos efeitos da recuperação judicial. “Em um cenário em que o instituto da recuperação judicial foi banalizado, a decisão é benéfica e fortalece o procedimento, já que delimita quais créditos serão atingidos pelos efeitos da recuperação judicial”, esclarece o especialista.

A decisão ocorre num momento em que crescem os processos de recuperação judicial de produtores rurais e empresas do agronegócio. De acordo com dados da Serasa Experian, os pedidos de recuperação judicial por empresas do setor agroindustrial cresceram 38% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024 – ano que já havia registrado recorde histórico nesse indicador.

A jurisprudência firmada pelo STJ soma-se a outras exceções legais à recuperação judicial, tais como: Cédulas de Produto Rural (CPR), com antecipação de preço e operações de barter (Lei nº 8.929/94, art. 12); créditos de operações de crédito rural controlado (§7º do art. 49 da Lei nº 11.101/05) e dívidas para aquisição de imóvel rural nos três anos anteriores ao pedido (§9º do mesmo artigo).

Em relação ao crédito decorrente da CPR física, o sócio do PSAA explica que ele já não é absorvido pelos efeitos da recuperação judicial nos termos do art. 11 da Lei 8.929/94 (Lei das CPRs), alterado pela Lei 14.112/20 (reforma da Lei de Recuperação Judicial e Falência – Lei 11.101/05). “Assim, os créditos advindos das cooperativas aos produtores formalizados por CPR física serão duplamente extraconcursais”, resume.

Com essa decisão, o STJ reafirma a segurança jurídica dos contratos cooperativos e reforça a previsibilidade para os agentes financeiros do setor agropecuário. “Para os produtores rurais em situação de endividamento, o julgamento serve de alerta. Por isso, é fundamental avaliar, de forma estratégica e individualizada, a estrutura das dívidas antes de se recorrer à recuperação judicial, que pode não abranger todos os tipos de crédito”, sugere o jurista.

 





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novo programa rastreará agrotóxicos no Brasil


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu o Programa Nacional de Rastreabilidade de Agrotóxicos e Afins (PNRA), por meio da Portaria MAPA nº 805, publicada nesta terça-feira (10). A medida visa promover a rastreabilidade de produtos agrotóxicos e afins em toda a sua cadeia produtiva e logística, garantindo objetivos da defesa agropecuária e subsidiando ações de prevenção a fraudes contra a saúde pública, relações de consumo, segurança do alimento e riscos ambientais e à saúde.

Conforme a Portaria, o PNRA utilizará o Identificador de Rastreabilidade de Agrotóxicos e Afins (IRA), um código ou dispositivo aplicado às embalagens para identificação unívoca e registro de informações em sistemas de rastreabilidade. O Sistema Integrado de Rastreabilidade (SIR) será a plataforma tecnológica responsável por coletar, armazenar, processar e disponibilizar essas informações. A rastreabilidade logística, por sua vez, permitirá o acompanhamento da movimentação dos produtos.

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa será responsável por regulamentar e operacionalizar o programa, definindo requisitos técnicos e operacionais para o SIR, IRA e para um Aplicativo Público de Rastreabilidade. Isso inclui o registro de produtos e agentes, geração e aplicação de identificadores, captura de eventos, rastreamento de carga, fiscalização, consulta pública e logística reversa. A Portaria estabelece que o Mapa irá elaborar, em até 60 dias, um cronograma escalonado de adesão ao PNRA para os agentes da cadeia produtiva, com prazos de até 120 dias para implementação completa.

O PNRA abrangerá diversos participantes da cadeia, como titulares de registro, produtores, manipuladores, formuladores, importadores, exportadores, distribuidores, comerciantes, transportadores, armazenadores, usuários e centros de recolhimento de embalagens. A implementação do programa ocorrerá em fases. A Fase 1 (Estruturação) prevê o desenvolvimento ou contratação do SIR e a definição dos requisitos para integração logística. A Fase 2 (Expansão Gradual) focará na expansão da aplicação dos IRAs e do registro de informações no SIR. Por fim, a Fase 3 (Consolidação e Logística Reversa) buscará a integração completa de todos os agentes e a plena operacionalização da rastreabilidade na logística reversa de embalagens. A Portaria entra em vigor na data de sua publicação, e o descumprimento das disposições sujeitará os infratores às sanções previstas na Lei nº 14.785, de 27 de dezembro de 2023, além de outras sanções administrativas, civis e penais.

Deputado propõe sustar rastreabilidade de agrotóxicos

A medida do Mapa foi questionada pelo Deputado Federal Pedro Lupion (PP-PR) expressa discordância com a medida instituída pelo Mapa. Nesta quarta-feira (11), o parlamentar apresentou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 312/2025) que busca sustar os efeitos da Portaria.

Na justificativa do PDL, o Deputado Lupion argumenta que a Portaria Mapa nº 805/2025 foi “editada em desacordo com princípios fundamentais da boa governança regulatória, da participação social e da razoabilidade econômica”. Ele ressalta que o próprio Mapa havia instituído um Grupo de Trabalho (GT) em 2024, pela Portaria SDA/MAPA nº 1.212/2024, com o objetivo de discutir soluções para o controle e rastreamento de agrotóxicos. O GT, composto por representantes do Mapa e entidades setoriais, realizou reuniões técnicas e escutas públicas, mas a Portaria 805/2025 foi publicada “de forma totalmente surpreendente e precipitada”, antes mesmo da conclusão formal do GT e da entrega de seu relatório final, que venceria em 9 de junho de 2025. Essa atitude, segundo o deputado, “gerou uma legítima e profunda frustração nas entidades envolvidas, minando a confiança na participação do setor privado na formulação de políticas públicas”.

Outro ponto levantado é a “completa ausência de uma Avaliação de Impacto Regulatório (AIR) e de consulta pública formal”. O deputado afirma que a portaria ignorou o Decreto nº 10.411/2020, que regulamenta a AIR em âmbito federal e estabelece um rito obrigatório para atos normativos que impactam o setor regulado, além de ferir princípios constitucionais como legalidade, eficiência e participação social. Essa falha procedimental impede a análise prévia de custos, benefícios e alternativas regulatórias, e “cerceia a participação democrática e a transparência na tomada de decisões”.

O documento também aponta que a Portaria Mapa nº 805/2025 impõe “exigências técnicas e logísticas desproporcionais e excessivamente onerosas” a toda a cadeia de agrotóxicos, sem análise de impacto econômico ou viabilidade operacional. O texto da Portaria direciona a adoção de tecnologias específicas, como etiquetas com RFID (Identificação por Radiofrequência), desconsiderando outras tecnologias já utilizadas internacionalmente, como QR Codes e blockchain. Essa insistência em uma tecnologia particular é vista como uma “solução custosa e limitada”, que não assegura autenticidade nem garante rastreabilidade efetiva. O custo por embalagem pode atingir R$ 0,30 somente em custos diretos, sendo integralmente repassado ao produtor rural sem retorno efetivo em segurança ou controle.





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Inflação cede mas mercado reage com cautela; entenda ouvindo especialista


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca os impactos da inflação americana mais fraca, que reforçou apostas de corte de juros pelo Fed.

O dólar caiu no exterior, mas subiu no Brasil, a R$ 5,54, com ruídos sobre o IOF. O Ibovespa avançou 0,49%, puxado por Petrobras. Juros locais subiram com incertezas fiscais.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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veja a previsão de hoje



A semana termina com o tempo semelhante aos últimos dias na maior parte do país. No entanto, a partir de sábado, um ciclone extratropical deve trazer muita chuva para o Sul e parte do Centro-Oeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo segue firme na maior parte da região. Há previsão de pancadas isoladas no litoral do Paraná. No restante das áreas, o destaque será para as temperaturas, que ainda permanecem baixas.

Sudeste

O tempo segue firme na maior parte da região. Há previsão de pancadas isoladas de chuva nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro. No restante, o tempo permanece estável, sem chuva. Destaque para as temperaturas baixas, principalmente pela manhã em São Paulo, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo.

Centro-Oeste

Tempo firme em todos os estados. Destaque para a umidade relativa, que cairá abaixo de 30% nas horas mais quentes em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Nordeste

Os ventos úmidos que sopram do mar em função da frente fria que deixou bastante umidade devem ajudar a formação de nuvens carregadas sobre a costa leste nordestina. Desde Salvador até a região de Fortaleza, chove de forma moderada. O interior baiano, sertão pernambucano e todo o interior do Piauí e Maranhão devem ter um dia de tempo seco. Apesar do sudoeste baiano começar com um dia fresco, as temperaturas se elevam à tarde.

Norte

A chuva volta a ganhar força na faixa norte, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em Amazonas, Roraima e Amapá.



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Expedição técnica mapeia desafios e avanços na produção de batata e tomate em 14 regiões brasileiras



Pesquisadores conduziram visitas técnicas, palestras e coletas de dados


Foto: Divulgação

Entre maio e julho de 2025, a equipe da revista hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, está com os pés no campo para ouvir quem realmente faz o hortifrúti acontecer. A matéria de capa da edição de junho é resultado de uma ampla expedição por 14 polos produtores de tomate e batata, localizados em regiões estratégicas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. A iniciativa faz parte da Rota da batata e do tomate, realizada em parceria com a Gowan do Brasil, dentro do escopo do programa Parcerias Inteligentes HFBrasil.

Durante a jornada, pesquisadores, técnicos e jornalistas da HF Brasil conduziram visitas técnicas, palestras e coletas de dados primários diretamente com produtores, resultando na análise de indicadores como produtividade, rentabilidade, custos de produção e estratégias de manejo adotadas nas lavouras.

“Cada parada foi uma troca rica de informações. Levamos dados e voltamos com histórias, desafios e soluções reais do campo. Esta edição traduz tudo isso em números, gráficos e análises que ajudam a pensar o futuro da produção nacional”, afirma João Paulo Deleo, pesquisador do Cepea e coordenador da expedição.

A publicação do Cepea destaca avanços agronômicos, como o uso crescente da enxertia na cultura do tomate, e a profissionalização da bataticultura, especialmente voltada à indústria de congelados. Também são abordados os principais gargalos enfrentados pelos produtores, como incertezas climáticas, alto custo dos insumos e escassez de mão de obra qualificada.

Com uma abordagem técnico-analítica e linguagem acessível, a reportagem oferece uma leitura estratégica para produtores, técnicos, consultores e agentes da cadeia hortícola interessados em compreender as transformações em curso na produção nacional.





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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes encarecem produção de trigo no Paraná



Preço do trigo ainda desanima produtor




Foto: Canva

O preço médio da saca de trigo recebido pelos produtores paranaenses em maio foi de R$ 79,69, valor estável em relação a abril, mas 15% superior ao praticado em maio de 2024 (R$ 68,83). Apesar da alta anual, o patamar é considerado insuficiente para reverter o desânimo dos produtores, especialmente diante do aumento dos custos de produção. As informações são do Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (12), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

O Deral aponta que os principais fertilizantes utilizados na cultura registraram um aumento de preços de 22% no mesmo período. Isso contribuiu para um acréscimo de aproximadamente 8% nos custos variáveis, que passaram de R$ 67,41 para R$ 72,87 por saca nos últimos 12 meses. A alta foi “parcialmente atenuada pela redução nos custos com agrotóxicos e sementes”.

Os produtores paranaenses já semearam 78% da área de 850 mil hectares destinada à triticultura. Caso essa estimativa se confirme, a área de plantio de trigo no estado será 25% inferior à colhida em 2024, que foi de 1,13 milhão de hectares.

Apesar da redução na área, a cultura apresenta ótimas condições de campo até o momento, mantendo o potencial de produção próximo de 130 sacas por alqueire. As lavouras já implantadas foram “bastante beneficiadas pelas chuvas recentes”, especialmente em regiões onde as precipitações ainda não haviam sido volumosas e abrangentes, como partes do Norte Pioneiro e dos Campos Gerais. As chuvas também criaram “boas condições para a continuidade do plantio, proporcionando umidade suficiente para garantir, futuramente, uma boa germinação nas áreas ainda não semeadas no estado”





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Argentina suspende importações de produtos e subprodutos de aves do Brasil


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BUENOS AIRES (Reuters) – A agência sanitária estatal a Argentina, Senasa, ordenou nesta sexta-feira a suspensão das importações de produtos e subprodutos de aves do Brasil, o maior exportador mundial de frango, que horas antes confirmou seu primeiro surto de gripe aviária em uma granja comercial.

“Após a confirmação das autoridades brasileiras, a Senasa solicitou ao setor produtivo o reforço das medidas de biossegurança em seus estabelecimentos”, afirmou a agência em comunicado, acrescentando que as medidas permanecerão em vigor até que o Brasil seja certificado como livre da gripe aviária.

((Reportagem de Maximilian Heath)

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