quinta-feira, maio 21, 2026

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Transação Tributária facilita regularização de dívidas



Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada



Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada
Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada – Foto: Divulgação

Segundo Douglas Machado Nunes, Consultor Tributário no Amaral e Melo Advogados, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou o Edital PGDAU nº 11/2025, que amplia as possibilidades para contribuintes quitarem dívidas inscritas na dívida ativa da União com condições especiais. A adesão vai até 30 de setembro de 2025, permitindo acordos ajustados à capacidade de pagamento de cada contribuinte.

Podem participar os devedores com dívidas registradas até 4 de março de 2025, desde que o valor não ultrapasse R\$ 45 milhões. Um diferencial é a classificação automática da capacidade de pagamento em faixas de “A” a “D”, definindo prazos e descontos: quanto menor a capacidade, maiores são os benefícios, incluindo prazos de até 133 parcelas para pequenas empresas, MEIs, cooperativas, entidades assistenciais e instituições de ensino.

Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada, descontos de até 70% sobre juros, multas e encargos, além do uso de precatórios federais para abater dívidas. É vedado, no entanto, utilizar créditos de prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa da CSLL.

O contribuinte deve ficar atento às condições: o não pagamento da primeira prestação ou a inadimplência de três parcelas implica cancelamento ou rescisão do acordo, com retomada da cobrança integral e restrição para novas negociações por dois anos. Para mais detalhes, basta acessar o edital no portal REGULARIZE da PGFN.

“A Transação Tributária, com as novas regras do Edital PGDAU nº 11/2025,  representa uma excelente oportunidade para regularizar pendências fiscais  com condições acessíveis e adaptadas à realidade financeira de cada  contribuinte. Não perca o prazo de adesão e garanta a sua tranquilidade  fiscal!”, conclui.

 





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Fertilizantes são chave contra fome e clima



Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução



Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução
Garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução – Foto: Canva

Segundo Ricardo Tortorella, economista e diretor-executivo da Associação Nacional de Difusão de Adubos (ANDA), o novo “Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutrição 2024”, divulgado por FAO, FIDA, OPS/OMS, WFP e UNICEF, revela uma situação alarmante para a América Latina e o Caribe. O relatório destaca que o aquecimento global e os eventos climáticos extremos já impactam gravemente a produção agrícola, o acesso e a qualidade da nutrição, afetando 41 milhões de pessoas na região apenas em 2023.

De acordo com Tortorella, 74% dos países latino-americanos e caribenhos enfrentam condições climáticas adversas com frequência, enquanto 52% deles apresentam alta vulnerabilidade à subalimentação. Problemas como crises econômicas e desigualdade social agravam ainda mais a insegurança alimentar, especialmente em comunidades rurais e entre as mulheres, evidenciando uma fragilidade estrutural preocupante.

Nesse contexto, garantir o fornecimento adequado de fertilizantes é parte essencial da solução. Para o economista, os adubos são fundamentais para elevar a produtividade agrícola, melhorar a fertilidade do solo e proporcionar colheitas mais abundantes e nutritivas. No Brasil, por exemplo, o uso racional de fertilizantes tem colaborado para ganhos consistentes de produtividade.

Tortorella reforça que combater a fome e a má-nutrição depende de ações integradas à agenda climática e de políticas públicas que assegurem insumos de qualidade para o setor agrícola. Ignorar esses desafios compromete o futuro de milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema.

“A luta contra a fome e a má-nutrição exige ações integradas à agenda do clima. As mensagens do “Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutrição 2024” contêm um alerta urgente: é preciso agir agora para mitigar os danos das emissões de carbono e do aquecimento global, que têm implicações diretas na vida das populações mais vulneráveis. Ignorar essa urgência, como se observa em vários países, é colocar em risco o futuro de milhões de pessoas, especialmente aquelas em situação de pobreza extrema. Por isso, cada um de nós precisa fazer sua parte!”, conclui.

 





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Comer pão para ficar musculoso? Farinha de girassol é o segredo, aponta pesquisa


Quem faz musculação aumenta a ingestão de proteínas, afinal, a substância é essencial para a construção de músculos. Ao mesmo tempo, evitam carboidrato simples pela associação ao ganho de gordura. No entanto, um ingrediente quase descartado como lixo pela indústria pode te fazer ficar mais forte sem precisar abrir mão do tão amado pãozinho: a farinha de sementes de girassol.

Estudo conduzido por cientistas da FCA-Unicamp e da Unifesp, ambas em São Paulo, demonstra que o produto parcialmente desengordurado constitui opção promissora para enriquecer pães com proteínas, fibras e compostos antioxidantes.

Com isso, o subproduto da extração industrial de óleo de girassol pode ser utilizado na produção de pães funcionais de alto valor nutricional. Para avaliar esse potencial, os pesquisadores prepararam pães substituindo de 10% a 60% da farinha de trigo por farinha de sementes de girassol.

Além disso, testaram um extrato aquoso da farinha de girassol. Todas as formulações foram avaliadas quanto à composição química, à textura da massa e às características físicas dos produtos finais.

“Nosso objetivo foi otimizar o reaproveitamento da farinha de sementes de girassol, considerando seu alto teor de proteínas e ácido clorogênico”, conta o biólogo Leonardo Mendes de Souza Mesquita, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).

“A farinha de girassol demonstrou conter um altíssimo percentual de proteínas, de 40% a 66%. O reaproveitamento desse subproduto agrega valor nutricional aos pães e reduz o impacto ambiental da indústria do óleo de girassol.” conta.

Mesquita explica que a farinha de girassol é uma matéria-prima extremamente barata, que a indústria de óleos vende apenas para não descartar como lixo.

Girassol deixa o pão proteico

pão girassol
Foto: Pixabay

Os resultados da pesquisa mostraram que a adição dela aumentou significativamente o teor de proteínas e fibras dos pães. Ao incluir 60% de farinha de girassol ao pão, o produto apresentou 27,16% de proteínas, mais que o triplo do pão convencional (8,27%).

“O resultado reforça o potencial da farinha de girassol para promover benefícios à saúde associados à redução do estresse oxidativo. Além disso, observamos atividade inibitória significativa, indicando que os pães com farinha de girassol ou extrato aquoso de farinha de girassol podem contribuir para a modulação da digestão de amidos e gorduras”, afirma Mesquita.

A extração industrial do óleo de sementes de girassol é feita por prensagem, sem adição de produtos químicos. Isso assegura que a farinha resultante como subproduto seja isenta de outros contaminantes.

Preserva a textura, mas prejudica o miolo

Apesar de todas essas virtudes, a substituição em altas proporções da farinha de trigo pela de sementes de girassol comprometeu algumas características sensoriais dos pães. A partir de 20% de farinha de girassol, houve redução do volume específico e aumento da firmeza do miolo.

“No entanto, a adição do extrato aquoso conseguiu preservar a estrutura e a textura dos pães, mantendo-as próximas às do pão tradicional de trigo. Uma estratégia eficaz para maximizar os benefícios nutricionais e minimizar os efeitos sensoriais adversos da farinha de sementes de girassol”, argumenta Mesquita.

O pesquisador explica que o extrato aquoso é obtido pela simples dissolução de farinha de girassol em água e posterior filtragem. E pondera que o extrato pode substituir inteiramente a a farinha ou ser misturado a ela em diferentes proporções.

*Com informações da Agência Fapesp



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Fatores que elevam natimortalidade em leitões


Suinocultores devem redobrar a atenção aos fatores de risco não infecciosos que influenciam diretamente a taxa de natimortalidade em leitões, alerta a médica-veterinária Laura dos Santos, da Auster Nutrição Animal. Segundo o Relatório Agriness 2024, a média brasileira de leitões desmamados por fêmea ao ano subiu para 29,99, um avanço de 1,08 em relação a 2020. No entanto, o percentual de natimortos e mortos ao nascer ainda varia entre 5,19% e 8,40% nas granjas.

“Nesse sentido, é necessário ter cautela no momento da indução ao parto, sendo imprescindível conhecer a média de duração da gestação das fêmeas do sistema, e dessa forma estabelecer um protocolo de indução ao parto seguro e eficaz”, assinala a especialista.

Fatores como duração inadequada da gestação, parto prolongado, jejum pré-parto longo e idade avançada das matrizes estão entre os principais vilões. Estudos mostram que fêmeas com gestação de 113 dias ou menos têm 2% mais natimortos, devido à imaturidade dos leitões. Além disso, partos iniciados mais de seis horas após a última refeição tendem a ser mais demorados, aumentando em até 1,76 vezes a taxa de natimortos.

Laura destaca que a supervisão ativa do parto e a capacitação da equipe são essenciais. O acompanhamento adequado permite intervenções pontuais, como aplicação de ocitocina ou palpação vaginal em casos de parto distócico, podendo reduzir em até 5% o número de leitegadas com natimortos.

“Estudos enfatizam que aumentar a supervisão do parto pode reduzir em até 5% o número de leitegadas com natimortos. Capacitar a equipe de parto é essencial para garantir intervenções rápidas diante intervalos anormais entre o nascimento dos leitões”.

A especialista reforça que, além das causas não infecciosas, também é necessário manter atualizado o calendário vacinal para doenças como parvovirose, leptospirose e erisipela. Identificar os riscos de cada plantel e adotar medidas preventivas são passos decisivos para melhorar a produtividade e o bem-estar animal.

 





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nova tecnologia mede segurança sanitária nas granjas



Um novo software desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves (SC) avalia e fortalece a biosseguridade, conjunto de práticas que protegem os rebanhos contra doenças. Chamado de BiosSui, os testes em campo do sistema ocorreram no Paraná, um dos principais polos suinícolas do país. 

A ferramenta gera indicadores de adequação e organiza recomendações para melhoria no sistema de produção. Além disso, também pode apoiar a tomada de decisão de produtores, gestores e técnicos de agroindústrias e órgãos de defesa sanitária.

Assim, o software permite a coleta de dados em formulário web e disponibiliza dashboards, mapas, relatórios de desempenho e recomendações de melhorias. A avaliação das granjas ocorre segundo 23 critérios, incluindo requisitos de biosseguridade externa e interna. Os critérios contemplam características de infraestrutura e procedimentos que são os principais pilares para proteger as granjas da entrada de patógenos.

Brasil está entre os maiores produtores de suínos

O Brasil se destaca no mercado global de carne suína, como o quarto maior produtor e terceiro maior exportador. Dessa forma, um dos pilares desse protagonismo é o status sanitário do país, considerado livre de importantes doenças que ameaçam a produção. Essa posição se deve aos esforços de coordenação da cadeia produtiva e dos órgãos oficiais em assegurar o cumprimento de rígidos protocolos e normas de biosseguridade.

“As medidas de biosseguridade são fundamentais para a proteção dos rebanhos, redução de perdas, melhorias de produtividade e crescimento sustentável da cadeia produtiva. Assim, a disponibilidade de uma ferramenta que permita uma avaliação rápida e padronizada das condições das granjas orientando as tomadas de decisão é de suma importância para a suinocultura brasileira”, afirma o pesquisador Franco Muller Martins, líder do projeto que desenvolveu o BiosSui.

Necessidade de um padrão a ser adotado em escala

A da ferramenta partiu da necessidade de protocolos para avaliar boas práticas de produção em projetos de pesquisa da Embrapa Suínos e Aves. “No que se refere à biosseguridade, as pesquisas indicavam que não havia uma ferramenta de avaliação, para uso padronizado em larga escala, adaptada ao sistema de produção da suinocultura brasileira”, afirma Martins.

Assim, com o uso de uma metodologia multicritério de apoio à decisão, foi desenvolvida uma ferramenta que permite mensurar a biosseguridade, por meio de critérios organizados em níveis de impacto. 

Dessa forma, o software permite posicionar as granjas segundo o grau de adequação aos critérios, priorizando ações de melhoria demonstrando o impacto das mesmas no indicador.

A ferramenta permite gestão individualizada ou orientada a grupos de granjas, a exemplo de cooperativas, unidades de agroindústrias entre outros. Dessa forma fica facilitada a análise de conformidade, o ranqueamento de granjas e a formulação de programas de melhoria.

No início de 2024, o estado do paraná recebeu reuniões técnicas e workshops, com o apoio do Sistema Ocepar. Nessas reuniões foram discutidas prioridades de pesquisa com a cadeia produtiva e entidades, a Embrapa Suínos e Aves identificou a oportunidade de validar a ferramenta. 

Assim, ficaram estabelecidos acordos de cooperação com a Frimesa e com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) juntamente com a Associação Paranaense de Suinocultores (APS).

Localizada no oeste do Paraná, a Frimesa é uma cooperativa central, uma das principais indústrias de carne suína do País. Os suínos abatidos são produzidos pelas cooperativas filiadas – Lar, Copacol, Copagril, C.Vale e Primato e produtores associados. 

A Adapar é a entidade responsável defesa sanitária vegetal e animal no Paraná. Na suinocultura, a entidade fiscaliza as granjas visando garantir a execução dos programas sanitários nacionais e estaduais, bem como o cumprimento de normas de biosseguridade. Martins ressalta que as parcerias constituíram uma ampla base produtiva para validação de campo do BiosSui.

Graças aos acordos, a Embrapa testou a ferramenta, ajustando e passando orientações a gestores e técnicos de campo vinculados à cooperativa e à Adapar. “Na etapa de validação, a interação com os parceiros foi fundamental ajustar critérios à realidade das granjas gerando mais confiabilidade para a ferramenta” explica o analista da Embrapa Marcos Morés, especialista em patologia suína, integrante da equipe do projeto.

O software BiosSui

A composição do software se dá por três módulos principais: Avaliação, Simulação de Melhorias e Dashboards. No primeiro módulo, a avaliação, se aplica um questionário para analisar a situação da granja, possibilitando que se calculem os índices de biosseguridade.

O segundo módulo é responsável pela geração de recomendações técnicas para adequação das granjas. Essa funcionalidade permite ao usuário simular o impacto que melhorias na infraestrutura e no manejo da granja podem exercer no índice de biosseguridade.

O terceiro, possibilita acompanhar os índices por meio de dashboards e mapas interativos, facilitando a análise tanto em nível de propriedade quanto do grupo ao qual ela pertence. De acordo com o analista Geordano Dalmédico, que atuou no desenvolvimento do BiosSui, “os dashboards possibilitam aos gestores terem acesso ao panorama geral e detalhar informações por meio da interação com os próprios gráficos e mapas”.

A ferramenta também disponibiliza relatórios e possibilita a exportação de dados, para a análise de resultados, com aplicação de filtros e classificação dos resultados, a fim de obter insights sobre a situação das granjas. Também permite a exportação dos dados para análises específicas em softwares estatísticos, por exemplo.



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touro recordista mundial da raça nelore alcança valorização de R$ 4,8 mi


Um dos momentos mais marcantes da pecuária brasileira deste ano aconteceu nesta sexta-feira (13), durante o Leilão Elite JMP, realizado em Campo Grande (MS). O destaque absoluto da noite foi o Fenômeno FIV JMP, atual reprodutor recordista mundial da raça nelore, que teve 50% de sua propriedade negociada por R$ 2,404 milhões — valor correspondente a 40 parcelas de R$ 60.100, o que faz sua valorização total atingir R$ 4,808 milhões

O comprador da cota foi o criatório Nelore São Pedro e Alan Zas, reconhecido por investimentos estratégicos em genética de ponta. Com a aquisição, Nelore São Pedro e Alan Zas se tornam parceiro do Nelore JMP, consolidando uma aliança que promete impulsionar ainda mais a qualidade genética da raça no Brasil e no mundo.

O touro Fenômeno FIV JMP encontra-se atualmente na central ABC Brasil, referência nacional em coleta e difusão de sêmen. O animal vem se destacando não apenas pelos números impressionantes em produtividade e desempenho genético, mas também por sua consistência racial, carcaça e fertilidade, características que o colocaram no topo dos rankings nacionais e o tornaram objeto de desejo dos maiores criatórios do país.

A venda histórica reafirma o momento de valorização da genética de excelência na pecuária nacional e destaca a força da raça nelore no cenário internacional. Fenômeno FIV JMP representa não só um avanço zootécnico, mas também um marco comercial que eleva os padrões do mercado de elite.

O Leilão Elite JMP foi transmitido ao vivo para todo o país e reuniu criadores, investidores e apaixonados pela seleção nelore, reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul como polo da pecuária brasileira. O Canal Rural e o Lance Rural assinam a transmissão e cobertura oficial dos três dias de evento.

  • Canal Rural TV (parabólica digital, TV Conectada e operadoras)
  • Redes sociais do Lance Rural (@lancerural)
  • Aplicativo Lance Rural e site oficial



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Aumento de 6°C nos termômetros até 2100 pode eliminar colmeias e alimentos, mostra Embrapa


Ondas de calor, secas e inundações, reflexos das mudanças climáticas, impactam colmeias de abelhas no Brasil e no mundo. Com isso, não apenas a produção de mel, mas a segurança alimentar global como um todo enfrenta riscos, mostra estudo da Embrapa.

O ponto central da crise é a dependência da polinização para a produção de alimentos. A pesquisadora Fabia Pereira, da Embrapa Meio-Norte, ressalta que apicultores de diversas partes do mundo já percebem os efeitos da mudança climática em suas atividades.

“A frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos representam desafios significativos para a sobrevivência das colmeias e a produtividade da cadeia apícola”.

Para ela, é fundamental desenvolver e implementar medidas de mitigação e adaptação para garantir a resiliência desses sistemas produtivos diante dos eventos climáticos extremos.

Enchentes e incêndios ameaçam colmeias

Segundo a Federação Apícola e de Meliponicultura do Rio Grande do Sul (Fargs), durante as enchentes em 2024 no estado, entre 35 mil e 60 mil colmeias foram destruídas, causando impacto direto na apicultura, meliponicultura e produção de alimentos que dependem da polinização.

Anteriormente, em 2016, também houve registros de perdas de insumos e equipamentos de produtores na Argentina e em outros estados do Brasil.

Incêndios também têm prejudicado colmeias de vários países além do Brasil, como Portugal, Espanha, Austrália e Canadá. O fogo consome as colmeias e o pasto apícola, que é o conjunto de plantas que fornecem os recursos necessários para alimentação de abelhas e para a produção de mel, pólen, própolis e cera.

Municípios de São Paulo, do Pantanal Matogrossense e até da região amazônica têm sentido os efeitos dos incêndios. “As colmeias que não são afetadas pelo fogo sofrem com os efeitos da fumaça. Estudos demonstram que a qualidade do ar foi afetada a distâncias que variavam de 120 km a 300 km de distância. As queimadas que atingiram o Pantanal em 2020 afetaram dez estados brasileiros, chegando à região Sul do país”, afirma Fábia.

O futuro incerto até 2100

Cientistas projetam um cenário preocupante para o clima brasileiro até o ano de 2100, alertando para um aumento de até 6°C na temperatura caso as emissões de gases poluentes se mantenham elevadas.

As previsões indicam que todos os biomas do país serão afetados, com destaque para a Amazônia, que pode registrar um aumento de temperatura entre 1°C e 6°C, acompanhado por uma redução nas chuvas que varia de 10% a 45%.

No Pantanal, a temperatura deve subir de 1°C a 4,5°C, enquanto a diminuição das chuvas pode atingir entre 5% e 45%. Já no Pampa, a elevação da temperatura esperada é de 1°C a 3°C, com uma redução de 5% a 40% no volume de precipitações.

A Caatinga, por sua vez, pode sofrer um aumento térmico de 0,5°C a 4,5°C, e uma queda nas chuvas que varia de 10% a 50%. Para a porção nordeste da Mata Atlântica, a previsão é de um incremento na temperatura entre 0,5°C e 4°C, e uma redução de 10% a 35% nas chuvas.

No Cerrado, as temperaturas podem se elevar de 1°C a 5,5°C, com uma diminuição de 10% a 45% nas chuvas. Finalmente, a porção Sul/Sudeste da Mata Atlântica deve registrar um aumento de temperatura de 0,5°C a 3°C, e uma redução de 5% a 30% nas chuvas.

A pesquisadora da Embrapa reforça que essas projeções demonstram a urgência de ações para mitigar os impactos das mudanças climáticas no Brasil.

Adaptação e resiliência

Besouro das colmeias; abelhasBesouro das colmeias; abelhas
Foto: Jessica Louque, Smithers Viscient, Bugwood.org

Para Fábia é importante encarar a mudança climática não apenas como um problema ambiental, mas como uma ameaça direta à produção de alimentos e à subsistência de comunidades rurais.

A vulnerabilidade do setor apícola, evidenciada pelos impactos que tem sofrido, exige uma ação colaborativa entre cientistas, governos, associações de produtores e a sociedade em geral para garantir a proteção das abelhas e, consequentemente, a sustentabilidade da vida no planeta.

A promoção de tecnologias e práticas adaptativas é um caminho apontado para mitigar os impactos e assegurar o futuro da apicultura e meliponicultura.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Plantio de trigo avança, mas chuvas travam RS


A produção de trigo no Sul do Brasil deverá enfrentar ajustes importantes, segundo levantamento da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, o plantio segue em ritmo acelerado, devendo alcançar pelo menos 25% da área até amanhã, mas o retorno das chuvas no sábado (14/06) deve interromper os trabalhos. Apesar do esforço, cooperativas, cerealistas e sementeiros apontam que a área cultivada no estado não deve ultrapassar 1 milhão de hectares, sendo a menor desde 2020. No mercado disponível, as negociações seguem restritas, com valores variando de R\$ 1.300,00 a R\$ 1.400,00 a tonelada, dependendo da qualidade e da localização, enquanto os moinhos locais já têm praticamente todo julho coberto.

Em Santa Catarina, o cenário também é de retração. A Conab projeta uma queda de 6,3% na produção, mesmo com um leve aumento de 2% na área plantada, reflexo de uma redução de 8,1% na produtividade média. A venda de sementes caiu cerca de 20% em relação ao ano anterior, reforçando o indicativo de menor produção futura. No mercado, os preços pagos aos triticultores seguem estáveis: R\$ 78,00/saca em Canoinhas, R\$ 75,00 em Chapecó, R\$ 74,00 em Joaçaba, R\$ 78,00 em Rio do Sul, R\$ 78,25 em São Miguel do Oeste e R\$ 80,00 em Xanxerê.

No Paraná, ao contrário do esperado, a Conab surpreendeu ao projetar um aumento de 10,7% na produção de trigo, mesmo com redução de 20,5% na área plantada, acreditando em um expressivo ganho de 39,2% na produtividade — estimativa considerada otimista pelo mercado. A comercialização no estado segue travada: produtores querem no mínimo R\$ 1.550/t FOB, enquanto compradores oferecem até R\$ 1.500,00/t posto moinho. Para a safra nova, há intenção de compra a R\$ 1.400,00/t em outubro e R\$ 1.350,00/t em novembro, mas sem vendedores interessados.

Os preços médios na pedra do Paraná recuaram 0,21% na semana, fechando em R\$ 79,25/saca, enquanto o custo de produção, estimado pelo Deral em R\$ 73,53/saca, ainda garante lucro médio de 7,78% ao produtor, ligeiramente menor que os 8% anteriores. 

 





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entrada da safrinha pressiona preços e reduz ritmo de comercialização



Excesso de oferta e os problemas logísticos estão obrigando produtores a vender




Foto: Nadia Borges

A colheita da segunda safra de milho (safrinha) no Brasil começou e já pressiona os preços no mercado interno. Segundo o CEEMA, os valores médios no país variaram entre R$ 50,00 e R$ 63,00 por saca, enquanto no Rio Grande do Sul, que não cultiva a safrinha, a média subiu para R$ 64,44.

Apesar de certa estabilidade nas cotações, o excesso de oferta e os problemas logísticos estão obrigando muitos produtores a vender rapidamente, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A falta de armazenagem adequada contribui para a tendência de baixa. Na Bolsa B3, os contratos futuros também refletem pressão: o vencimento para setembro/25 foi cotado a R$ 64,64.

A estimativa da Conab para a segunda safra foi revisada para cima, alcançando 101 milhões de toneladas. A produção total de milho na temporada 2024/25 deverá atingir 128,3 milhões de toneladas. No Mato Grosso, a colheita da safrinha começou com apenas 2,7% da área colhida, bem abaixo da média de 7,9% para esta época. A comercialização da safra no estado já atinge 51%, abaixo da média de 60,8%.

No cenário externo, os embarques dos EUA seguem firmes, com 1,66 milhão de toneladas exportadas na semana encerrada em 05/06. Já o Brasil enfrenta retração: apenas 39.920 toneladas de milho foram exportadas em maio, ante 413 mil no mesmo mês de 2024. A média diária exportada em junho caiu 99,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com os compradores retraídos e exportações fracas, a tendência é de maior pressão sobre os preços nos próximos meses. Produtores devem se preparar para um cenário mais desafiador, sobretudo se a demanda externa não reagir no segundo semestre.





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confira a previsão de hoje



O sábado inicia com clima intenso no Sul e Centro-Oeste do Brasil. Áreas de instabilidade vindas do Paraguai devem trazer tempestades e muita ventania aos estados das duas regiões. Destaque também para chuva forte no Norte e Nordeste. Confira a previsão completa:

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Sul

Áreas de instabilidades vindas do Paraguai provocam mudança no tempo no Sul do Brasil e, além da presença das baixas temperaturas, a chuva volta a ser destaque, com risco de temporal entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e cidades do Paraná. Tempestades são esperadas para Florianópolis e Curitiba; Porto Alegre volta a ficar em alerta. Além das precipitações, o risco de ventania aumenta, com rajadas que podem se aproximar dos 100 km/h.

Sudeste

Tempo mais aberto, apesar das temperaturas ainda baixas pela manhã entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas com a máxima subindo um pouco mais à tarde. Na capital paulista, a temperatura já volta a se aproximar dos 22°C e não chove. O tempo segue firme e seco no interior mineiro. Destaque para os termômetros subindo mais na cidade carioca, sem previsão de chuva. Tempo firme em Vitória.

Centro-Oeste

Risco de chuva aumenta em cidades do centro-sul de Mato Grosso do Sul pelas instabilidades do Paraguai. Sábado de sol entre nuvens e pancadas que podem ocorrer com força em municípios como Naviraí e Ponta Porã. Campo Grande pode receber chuva no final do dia e o tempo já fica um pouco mais instável pelas instabilidades que descem um pouco mais do extremo noroeste de Mato Grosso. Já Cuiabá, Goiânia e Brasília vão continuar com o início de fim de semana de tempo aberto, firme e até mais seco.

Nordeste

Chuva mais concentrada entre o litoral de Alagoas e do Sergipe, com alerta até mesmo para alguns temporais. A costa leste da Bahia segue mais instável. O dia será mais abafado, com predomínio de muitas nuvens e condição de pancadas moderadas. Já no interior do Nordeste, tempo firme e muito seco, com calorão entre a Bahia, o Piauí e Maranhão. Destaque para a umidade abaixo dos 30% e pouca chuva entre São Luís, Fortaleza e Natal.

Norte

Norte do Brasil com alerta entre Amazonas, Roraima e Amapá: pancadas de chuva podem vir com força, trazendo risco de tempestades em Macapá, Manaus, Boa Vista e Belém. A chance é de pouca chuva entre o Acre e Rondônia e o tempo segue firme, muito seco, com destaque para o calorão em todo o estado do Tocantins.



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