quarta-feira, maio 20, 2026

News

News

Tributação das LCAs não afeta Plano Safra, diz Fazenda



O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (18), em entrevista à CNN Brasil, que a proposta de tributação de 5% sobre os rendimentos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) não deve prejudicar o Plano Safra de 2025 e 2026.

Segundo ele, a medida só terá efeitos a partir de 2026, respeitando a regra da anualidade. Dessa forma, tanto os títulos já emitidos quanto os que ainda serão lançados até o próximo ano não serão afetados pela nova tributação.

“O Plano Safra vai seguir crescendo, batendo seus recordes, sem ter prejuízos de recursos para o setor do agro. A gente tem conversado sobre o Plano Safra de 2025 e de 2026. O presidente Lula deve anunciar em breve. É um Plano Safra robusto, que não tem nenhum tipo de prejuízo com medidas como essa”, afirmou Durigan à emissora.

Durigan está à frente do Ministério da Fazenda interinamente, durante o período de férias do ministro Fernando Haddad, que retorna ao cargo em 22 de junho.

A taxação das LCAs faz parte do novo pacote apresentado pela equipe econômica como alternativa ao decreto que aumentava o IOF sobre operações de crédito. A proposta prevê o fim da isenção do Imposto de Renda sobre rendimentos de LCAs e LCIs, tradicionalmente utilizados por investidores por sua atratividade fiscal.

Apesar da sinalização positiva do governo, a medida gera preocupações no setor agropecuário. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) argumenta que a retirada do benefício pode encarecer o crédito rural, impactando a produção de alimentos. De acordo com a entidade, 42% do financiamento da safra brasileira depende de fontes privadas — e, destas, 43% têm origem nas LCAs.

O governo federal, no entanto, reafirma que o financiamento via Plano Safra está garantido e que o setor contará com recursos suficientes para manter o ritmo de expansão nos próximos ciclos agrícolas.




Source link

News

Defesa Civil do RS emite alerta para risco de inundações em várias regiões; veja mapa


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta hidrológico na manhã desta quarta-feira (18), atualizado às 11h38, apontando risco elevado de inundações, alagamentos e enxurradas em diferentes regiões do estado. A intensificação das chuvas nos últimos dias já provocou a elevação do nível dos rios, e a previsão de acumulados elevados nos próximos dias aumenta a preocupação das autoridades.

O mapa hidrológico indica condições de ATENÇÃO e ALERTA para diversas cidades do centro e da metade oeste do estado, sinalizadas em amarelo e laranja, respectivamente. A principal orientação é para moradores dessas áreas se manterem vigilantes diante do risco de alagamentos urbanos, transbordamento de arroios e pequenos rios, além da possibilidade de movimentos de massa em áreas vulneráveis, como deslizamentos de terra.

Segundo o órgão estadual, vários rios apresentam tendência de elevação, com limiares variando entre a normalidade e a cota de alerta. No município de Alegrete, o rio Ibirapuitã já atingiu a cota de inundação, tornando-se um dos principais focos de atenção neste momento.

Outros rios sob risco de inundação incluem:

  • Rio Ibicuí (Manoel Viana)
  • Rio Jaguari e Santa Maria (Rosário do Sul)
  • Rio Vacacaí (São Gabriel)
  • Rio São Sepé
  • Rio Jacuí (entre Dona Francisca e Triunfo)
  • Rio Taquari (entre Lajeado e Taquari)
  • Rio Caí (entre São Sebastião do Caí e Montenegro)

A Defesa Civil alerta que, mesmo rios não monitorados oficialmente, como pequenos cursos d’água e arroios, podem transbordar rapidamente com as chuvas intensas, provocando enxurradas súbitas em zonas urbanas e rurais.

Diante do cenário, moradores devem acompanhar as atualizações nos canais oficiais da Defesa Civil e seguir orientações locais. Em caso de emergência, é recomendado acionar os órgãos competentes e buscar abrigo em áreas seguras.



Source link

News

Colheita de soja chega a 100% no Brasil; safra 24/25 é finalizada



A colheita da soja no Brasil foi oficialmente concluída, segundo boletim divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, 17 de junho de 2025. Os trabalhos avançaram 1 ponto percentual em relação à semana anterior, com 100% da área.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

O ritmo segue o mesmo registrado na safra passada (2023/24), quando, nesta mesma época, a colheita também já havia sido encerrada. A conclusão marca o fim de um ciclo que enfrentou desafios climáticos em algumas regiões, mas ainda assegurou ao Brasil a liderança global na produção da oleaginosa.

Ao longo da temporada, o desempenho da soja foi monitorado de perto pelo mercado, e nas últimas semanas apresentou leve valorização nas bolsas internacionais. Esse movimento reflete uma combinação de fatores climáticos, geopolíticos e econômicos. Segundo a plataforma Grão Direto, enquanto a produção global permanece estável, o Brasil mantém protagonismo com projeção de safra recorde. Em contraste, o excesso de chuvas nos Estados Unidos tem gerado preocupação quanto ao andamento do plantio por lá.

No cenário interno, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima sua estimativa para a safra 2024/25, agora projetada em 169,6 milhões de toneladas. O número representa um crescimento de 14,8% em comparação com a temporada anterior, que foi severamente impactada pela seca.

Além da soja

Enquanto a soja chega ao fim do ciclo, outras culturas estão em diferentes estágios. A colheita do milho segunda safra (safrinha) segue atrasada: até o último domingo (15), apenas 3,9% da área havia sido colhida, contra 13,1% no mesmo período do ciclo anterior.

O milho verão, por sua vez, já atingiu 92,5% da área colhida, com destaque para Estados como Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, onde os trabalhos já foram concluídos. Santa Catarina e Bahia também estão perto do fim, com 99,6% e 98% da área colhida, respectivamente.

Outras culturas também seguem em andamento. A colheita do arroz está praticamente finalizada, com 99,9% da área ceifada, enquanto o algodão atingiu 2,8% de área colhida, ainda em ritmo lento. Já a semeadura do trigo avançou para 51,7% da área prevista, embora com atraso em relação à média histórica. O Paraná lidera a semeadura, com 78% da área plantada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 24%. A diversidade no andamento das lavouras mostra um cenário de transição no campo, com a soja dando lugar às atenções voltadas ao milho, algodão e trigo.



Source link

News

122 cavalos mortos e venda suspensa em todo o país



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o recolhimento imediato, em todo o território nacional, de todos os produtos destinados a cavalos fabricados pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. com data de fabricação a partir de 21 de novembro de 2024.

A medida foi tomada após a confirmação de 122 mortes de cavalos em diferentes municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas. Outras 36 mortes adicionais ainda estão sob investigação. Em todos os casos analisados até o momento, os tutores dos animais relataram o consumo de rações fabricadas pela Nutratta.

A empresa está sob investigação, e a comercialização dos produtos foi suspensa por risco à saúde animal. O Mapa vem conduzindo ações de campo desde o início da apuração, em 26 de maio, incluindo necropsias, coletas de amostras e visitas técnicas às propriedades afetadas.

De acordo com a lei nº 14.515/2022, conhecida como Lei do Autocontrole, é obrigação do fabricante adotar medidas imediatas de autocorreção, incluindo o recolhimento dos lotes suspeitos.

O ministério destaca que as ações de fiscalização não eximem o fabricante de suas responsabilidades legais e reforça a necessidade de colaboração por parte dos cidadãos. Casos suspeitos podem ser denunciados por meio da Ouvidoria do Mapa.

Para contribuir com as investigações, é fundamental que as denúncias incluam o local da ocorrência, o número total de animais, o número de animais afetados ou mortos e o lote da ração envolvida.



Source link

News

Crise no campo exige soluções urgentes e criativas além da securitização


O endividamento dos produtores rurais do Rio Grande do Sul ultrapassou os R$ 100 bilhões, impulsionado por sucessivos eventos climáticos extremos, queda na produtividade e encarecimento do crédito. Em meio à calamidade, produtores e lideranças do setor têm defendido a securitização das dívidas como forma de aliviar a pressão imediata. A proposta é que o governo federal lance R$ 60 bilhões em títulos públicos para comprar ou garantir essas dívidas.

Apesar de legítima como bandeira política, a proposta esbarra em limitações constitucionais e fiscais. A Constituição veda a assunção de dívidas privadas pelo Estado, salvo em casos muito específicos. Além disso, uma emissão dessa magnitude poderia agravar a já delicada situação fiscal do país, elevando os juros e afastando investimentos.

O alerta sobre a fragilidade do modelo atual de financiamento não vem apenas do agro. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou que a queda estrutural da poupança no Brasil exige que o país encontre novas fontes de financiamento ,ou seja, para setores estratégicos, como o imobiliário. Essa fala pode e deve ser lida também como um sinal para o agronegócio: o futuro do crédito rural dependerá, cada vez mais, da mobilização de capital privado e da articulação de instrumentos modernos de mercado.

Neste cenário, um passo importante já foi dado pelas principais entidades representativas do setor no Rio Grande do Sul — Farsul, Fetag-RS, FecoAgro/RS e Famurs — que apresentaram conjuntamente um pacote de 15 demandas emergenciais ao governo federal.

Entre os pontos centrais estão:

  • alongamento das dívidas por 20 a 25 anos com juros de 3% ao ano;
  • criação de linha emergencial de crédito com o mesmo patamar de juros;
  • ampliação do Proagro para R$ 500 mil por CPF;
  • suspensão imediata da cobrança de parcelas vencidas e vincendas do crédito rural;
  • renegociação com bônus de adimplência para produtores atingidos por eventos climáticos;
  • ampliação dos recursos e operacionalização ágil do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
  • e ainda, reforço institucional aos fundos garantidores e seguro rural de cobertura ampla.

Essas propostas oferecem uma base concreta para a construção de soluções realistas, constitucionais e aplicáveis. Elas dialogam diretamente com as possibilidades de política pública e com instrumentos já utilizados em outros setores da economia.

Nesse contexto, é possível transformar a crise em oportunidade, buscando caminhos viáveis e juridicamente seguros para socorrer os produtores. Entre eles, destacam-se a criação de fundos garantidores regionais, nos quais a União e os estados compartilham o risco para destravar negociações com o sistema financeiro; a ampliação de linhas de crédito emergenciais com carência estendida e juros equalizados; e a securitização via mercado de capitais, por meio de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), com apoio parcial do governo para atrair investidores.

Outro caminho importante é a renegociação das dívidas com bônus de adimplência, oferecendo estímulo para quem honra os compromissos dentro de condições ajustadas à realidade do campo. Esses mecanismos já existem em outros setores e poderiam ser aplicados de forma ágil, sem romper o equilíbrio fiscal.

O momento exige responsabilidade e sensibilidade. O Rio Grande do Sul é um dos pilares da produção nacional de alimentos. Ignorar o drama vivido no campo é colocar em risco a segurança alimentar, as exportações e a retomada do crescimento. Ao mesmo tempo, oferecer soluções fantasiosas ou inconstitucionais apenas prolonga a crise.

É fundamental que lideranças do setor produtivo, do sistema financeiro, da CNA e do próprio governo sentem à mesa — não apenas para reagir à crise atual, mas para construir novos instrumentos de financiamento para o agro brasileiro. Talvez seja o momento de reunir, em um único espaço, os especialistas certos para repensar o futuro do crédito rural no Brasil com profundidade e visão estratégica.

É preciso reconhecer o mérito dos produtores, sua resiliência e sua contribuição para o Brasil, e agir com inteligência. A securitização, embora limitada, cumpre seu papel de visibilizar a gravidade da situação. Mas é com instrumentos modernos, combinando mercado e Estado, que o país poderá oferecer ao agro a resposta que ele merece: rápida, sólida e sustentável.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

News

Arroz sofre queda nos preços frente à baixa liquidez



Com novas quedas, o Indicador do arroz em casca Cepea/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, com pagamento à vista) volta a operar nos patamares de fevereiro/22, em termos nominais, conforme apontam levantamentos do Cepea.

A média dessa segunda-feira, 16, foi de R$ 65,98 a saca de 50 kg. Segundo o instituto, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul continua enfrentando um cenário de baixa liquidez. Cenário este, motivado pela redução nos preços ofertados por compradores.

Representantes de indústrias alegam que precisam preservar margens no repasse do arroz beneficiado, sobretudo em um ambiente de demanda internacional enfraquecida.

Assim, pesquisadores explicam que os poucos negócios fechados são motivados pela necessidade de agentes em cumprir com compromissos financeiros.

Quanto à safra brasileira 2024/25, a produção está estimada em 12,15 milhões de toneladas, avanço de 14,79% em relação à temporada anterior, de acordo com dados divulgados pela Conab neste mês.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

guerra entre Israel e Irã preocupa o agro nacional



O recente conflito entre Irã e Israel traz preocupações ao setor agrícola brasileiro. Isso porque deve influenciar a oferta global de fertilizantes e consequentemente, os preços de alguns insumos. Essa é a análise dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O Irã é um dos principais produtores mundiais de amônia anidra. Este, por sua vez, é a matéria-prima para produção de fertilizantes nitrogenados, como a ureia. 

Dessa forma, o país é atualmente responsável por cerca de 7% a 8% da uréia produzida no mundo. 

Diante disso, produtores brasileiros de culturas que dependem de ureia, tais como milho, algodão, arroz, café e citros, temem possíveis novos aumentos nos custos de produção.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

iniciada a colheita da safra 2024/25



Com expectativa de produção recorde, a safra de algodão 2024/25 começa a ser colhida, aos poucos, no Brasil. É isso que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Por outro lado, as negociações seguem lentas no spot nacional e os preços, estáveis, de acordo com o Cepea. 

A desvalorização do dólar frente ao Real, somada aos recuos nas cotações internacionais vêm pressionando a paridade de exportação. Dessa forma, vendedores domésticos tem se mantido afastados de novos negócios, mesmo diante da entrada da nova safra. 

Compradores, por sua vez, ficam ativos no spot apenas quando há necessidade mais urgente de renovar estoques. 

Em relatório divulgado no último dia 12, a Conab apontou novos reajustes positivos na produção brasileira de pluma da temporada 2024/25, de 0,2% frente aos dados de maio/25 e de 5,7% em comparação à safra 2023/24, podendo chegar a 3,913 milhões de toneladas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

Café segue apresentando queda nos preços com avanço da colheita



O avanço da colheita de café nas principais regiões produtoras do Brasil tem mantido os preços do grão em queda. Isso de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, voltou a operar abaixo de R$ 2.200 a saca de 60 kg nesta semana. A variedade não atingia valores tão baixos desde dezembro de 2024, em termos nominais. No acumulado da parcial de junho (até o dia 16), a retração é de 7,2%. 

Para o robusta, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, acumula queda ainda mais intensa no mês. A baixa acumulou de 8,65% (também até o dia 16), voltando a fechar abaixo dos R$ 1.300/sc, patamar de agosto/24. 

Levantamento do Cepea mostra que, até o fim da última semana, a colheita do arábica somava entre 20% e 25% do esperado. Para o robusta, as atividades se aproximam da metade. Destaca-se que a safra desta variedade deve superar as 20 milhões de sacas, compensando a menor produção do arábica em 2025/26.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link