quarta-feira, maio 20, 2026

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Brasil se declara livre de gripe aviária e espera acelerar retomada das exportações



O Brasil oficializou nesta quarta-feira (18) sua autodeclaração como país livre de influenza aviária (gripe aviária), com a entrega do documento pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

A medida é considerada estratégica para a retomada das exportações brasileiras de carne de frango, especialmente frente aos mercados que impuseram restrições após o registro pontual da doença em território nacional.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a iniciativa. Segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin, a autodeclaração de país livre de gripe aviária marca um passo definitivo para a normalização dos embarques internacionais, devolvendo ao Brasil o status sanitário que sustenta sua liderança no mercado global.

“O vazio sanitário de 28 dias compreende dois ciclos de vida do vírus, garantindo que a granja afetada esteja totalmente livre da doença. A autodeclaração restabelece o nosso status e mostra que superamos a única ocorrência de influenza aviária em toda a história da avicultura brasileira”, destacou Santin.

O presidente da ABPA ainda enfatizou o papel do país no fornecimento de alimentos ao mundo. “Enquanto dezenas de nações, inclusive grandes produtoras de aves, ainda enfrentam surtos, o Brasil reforça seu compromisso com a segurança alimentar global. Somos a maior exportadora e a segunda maior produtora mundial de carne de frango, e estamos confiantes na retomada plena do fluxo comercial”, afirmou.



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AgroNewsPolítica & Agro

O Rio Grande do Sul corre risco de uma nova enchente?


As condições meteorológicas no Rio Grande do Sul seguem exigindo atenção redobrada. Nesta quarta-feira (18), as instabilidades climáticas continuam atuando de forma intensa, principalmente nas regiões centrais e sul do estado. O alerta vem do meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, que analisou os eventos recentes e destacou o risco de novos alagamentos e possíveis enchentes em áreas já fragilizadas pelas chuvas persistentes de junho.

“Os acumulados de chuva já superam os 75 mm em cidades como Santa Maria, Camaquã e Santa Cruz do Sul, com registros localizados que passam dos 140 mm. Como o solo está bastante encharcado, há risco elevado para alagamentos nessas regiões”, explica Rodrigues. Segundo ele, em áreas como Charqueadas e Porto Alegre, os volumes também chamam atenção, ultrapassando os 70 mm em alguns pontos.

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A partir de quinta-feira (19), as chuvas devem se deslocar para o norte do estado, atingindo com força municípios como Ijuí, Três de Maio e Erechim. “Mesmo com a perda gradual da intensidade no centro-sul, os acumulados ainda são elevados no norte gaúcho e podem chegar a 128 mm de forma pontual”, destaca o meteorologista. Ele aponta que os núcleos mais intensos de instabilidade avançam em seguida para Santa Catarina e o sudoeste do Paraná, especialmente nas áreas próximas a Xanxerê e Concórdia.

Na sexta-feira (20), o cenário começa a mudar com a saída das instabilidades em direção ao oceano. Essa mudança trará um alívio temporário para o centro-norte do Rio Grande do Sul e boa parte de Santa Catarina. “A previsão é de volumes muito baixos, abaixo de 10 mm em cidades como Cachoeira do Sul, Bagé e Florianópolis, embora chuvas fracas e isoladas ainda possam ocorrer em pontos do norte catarinense e do sudoeste paranaense”, afirma Rodrigues.

No entanto, esse período de trégua será curto. Já no domingo (22), uma nova frente de instabilidade deve avançar a partir do Paraguai e atingir novamente o norte do Rio Grande do Sul, além do oeste catarinense e sudoeste do Paraná. “A expectativa é de que os volumes voltem a subir, com acumulados superiores a 20 mm em cidades como Marau, Tapejara e Pato Branco. Há potencial para episódios de tempo severo e chuva intensa em curto período”, alerta.

O risco de enchente segue no radar. Mesmo com a previsão de menor volume de chuva a partir de sexta, os níveis dos rios do estado devem continuar subindo até sábado (21). A maior preocupação recai sobre bacias como o baixo Jacuí (centro-leste), Vacacaí-Vacacaí Mirim (região central), Ibicuí (sudoeste) e Butuí-Piratini-Icamaquã (oeste gaúcho). “Apesar do risco, os impactos devem ser localizados e menos severos do que os observados em maio”, avalia o meteorologista.

De acordo com Rodrigues, a expectativa é de que os níveis dos rios comecem a se normalizar de forma gradual apenas a partir da próxima segunda-feira (23). “A redução dos volumes de chuva nas principais bacias será fundamental para a estabilização dos níveis dos rios, mas até lá é importante manter o monitoramento e seguir as orientações das autoridades locais”, conclui.





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Inmet emite alerta vermelho para volume de chuvas no RS


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta quarta-feira (18) um alerta vermelho, que indica grande perigo na escala de grau de severidade para o volume de chuvas que deve ser registrado no Rio Grande do Sul nos próximos dias, superior a 60 milímetros por hora (mm/h) ou acima de 100 mm/dia. 

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De acordo com o órgão, há risco de grandes alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas em cidades com áreas de risco. São 363 municípios cobertos pelo alerta vermelho nas regiões Noroeste, Centro Ocidental e Oriental, Sudoeste, Metropolitana de Porto Alegre, Sudeste e Nordeste do estado.

Para o Inmet, o restante do estado está em alerta laranja, que significa perigo em relação ao volume de chuvas. 

Defesa Civil 

Em razão do volume de chuvas já registrado e a previsão de mais precipitações volumosas até sábado (21), a Defesa Civil do estado emitiu diversos avisos para a população e reforçou o status de alerta (laranja) e severo (vermelho). Há riscos de chuvas fortes com raios, além de tempestades com granizo em algumas regiões.  

O alerta amarelo indica que a população deve permanecer atenta às informações oficiais da Defesa Civil e verificar com as autoridades locais o status do risco na região onde mora ou transita. 

Já o alerta laranja recomenda que a população esteja preparada para eventos mais graves, como manter um kit com documentos, medicamentos e muda de roupas caso seja necessário sair imediatamente, além de eventuais ajustes de rotina para evitar exposição durante as chuvas.  

Rios 

De acordo com a Defesa Civil, os rios apresentam tendência de elevação em praticamente todo o estado. Especialmente no centro e metade oeste do Rio Grande do Sul, é registrado estado de atenção e alerta, com risco de ocorrências como alagamentos em perímetros urbanos, enxurradas e inundações. 

É indicado risco de inundação para os rios Ibirapuitã (em Alegrete), Ibicuí (em Manoel Viana), Santa Maria (em Rosário do Sul), Vacacaí (em São Gabriel), São Sepé e Jacuí (em Cachoeira do Sul e em Rio Pardo), devido ao alto volume acumulado observados em suas bacias. 



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Chuvas dos últimos dias já causaram duas mortes no RS



As fortes chuvas que atingem parte do Rio Grande do Sul desde o último fim de semana já causaram ao menos duas mortes e deixaram uma pessoa desaparecida. Segundo a Defesa Civil estadual, até a manhã desta quarta-feira (18), o número de desalojados (pessoas que tiveram que deixar suas residências e se alojar na casa de parentes, amigos ou hotéis) chegava a 1.336. Outras 1 mil pessoas estão temporariamente em abrigos públicos ou de entidades assistenciais.

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Um dos dois óbitos já confirmados ocorreu em Nova Petrópolis, município da Serra Gaúcha, a cerca de 100 quilômetros da capital gaúcha, Porto Alegre. Trata-se de um jovem de 22 anos cujo nome não foi divulgado. Seu corpo foi resgatado de dentro de um carro parcialmente coberto pelas águas do Rio Caí.

O veículo foi arrastado para o rio ao atravessar a Ponte da Cooperação, que interliga Nova Petrópolis e Caxias do Sul. Provisória, a ponte foi construída com recursos das comunidades locais, da iniciativa privada e de municípios da região, para servir de alternativa à antiga ponte da BR-116, levada pelas enchentes de 2024. Parte da estrutura também foi levada pela força das águas do rio.

A outra morte foi confirmada ontem (17), pela Defesa Civil estadual. O corpo de Geneci da Rosa, de 54 anos de idade, foi encontrado em Candelária, cidade da Região dos Vales, a cerca de 188 quilômetros de Porto Alegre. Ao passar por uma ponte, na manhã desta terça-feira, o veículo em que Geneci e seu marido estavam foi levado pela correnteza. O marido de Geneci segue desaparecido.

Além das mortes, as chuvas voltaram a causar estragos e transtornos em grande parte do Rio Grande do Sul. Ao menos 51 dos 497 municípios gaúchos já relataram à Defesa Civil estadual registros de danos ou intercorrências. Em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, há ao menos 89 pessoas desalojadas e 28 desabrigados. Em um vídeo divulgado esta manhã, o prefeito de Canoas, Airton Souza, comentou que pelo menos 29 escolas da cidade foram parcialmente destelhadas.

Há trechos totalmente bloqueados à passagem de veículos em ao menos 16 rodovias estaduais e outras seis têm trechos parcialmente bloqueados.

Nas redes sociais, o governador Eduardo Leite afirmou que, desde o fim de semana, algumas regiões já acumulam mais de 350 milímetros de chuva, principalmente na região noroeste do estado. O que, segundo ele, é um volume “muito acima do normal para o período”.

“É claro que isso traz muitos transtornos, mas para fazer uma comparação – é importante para as pessoas, pela memória que elas têm [dos temporais que castigaram o estado há pouco mais de um ano]. Deveremos ter acumulados de [até] 450 milímetros em várias localidades do estado. Enquanto, no ano passado, nas enchentes de maio, tivemos [um acúmulo de] mais de 1 mil milímetros [de precipitação] generalizada […] gerando aquele nível de situação extrema”, comentou Leite, destacando que, apesar de, em alguns locais, a situação já pode ser considerada “crítica”, até o momento, não há informações que apontem para uma situação semelhante a que os gaúchos enfrentaram em 2024, quando as consequências dos temporais mataram ao menos 184 pessoas e deixaram 25 desaparecidas.



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Cesb premiará especialistas de soja e destacará avanços no setor



O Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja será realizado no dia 26 de junho e marcará a revelação dos campeões do Desafio Cesb 2024/25, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil. Além da premiação, o evento contará com um debate técnico de alto nível sobre os avanços e desafios no país. A edição deste ano será transmitida ao vivo, a partir das 8h30, diretamente dos estúdios do Canal Rural, em São Paulo, reunindo pesquisadores, consultores, produtores, empresas e a imprensa especializada.

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Daniel Glat, presidente Cesb, destaca que o Fórum apresenta os sojicultores e consultores campeões das cinco regiões brasileiras, tanto na categoria irrigado quanto no anúncio do grande campeão nacional. “É um evento tradicional e altamente aguardado pelo setor, que promove reflexão, inspiração e atualização técnica de alto desempenho”, afirma.

Para Glat, o Fórum é um forte incentivador das boas práticas agrícolas e impulsiona o avanço da sojicultura nacional. “Serão apresentados cases de sucesso com informações valiosas que ajudam a equilibrar produtividade e sustentabilidade”, destaca. A programação também inclui o lançamento de novas tendências, dados inéditos e recomendações agronômicas validadas em campo.

Para Sérgio Abud, vice-presidente, o Fórum vai além de uma premiação. “É uma vitrine das boas práticas que estão moldando o futuro da sojicultura brasileira. Reforçamos o compromisso com o compartilhamento de conhecimento técnico de excelência. Ao reunir os melhores resultados do país, promovemos sistemas produtivos mais eficientes, rentáveis e resilientes”, completa.

O ponto alto será a revelação dos vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja. Dividido em duas categorias, sequeiro e irrigado, o Desafio irá premiar os campeões regionais (Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste) e anunciar o grande campeão nacional. Na categoria irrigado, será revelado diretamente o vencedor nacional.

Além da premiação, serão divulgados dados inéditos de produtividade, com exposição dos Cases Campeões da Safra 24/25, apresentados pelos próprios especialistas e membros do CESB.

Um dos destaques do Fórum será a checagem ecoambiental dos campeões. Segundo Luiz Silva, diretor executivo do CESB, todos os vencedores passam por uma rigorosa avaliação das práticas ESG. A análise de ecoeficiência considera toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a colheita, incluindo uso de insumos, água e combustíveis.

“Os dados são fornecidos pelos próprios produtores e comparados com a média regional. Os campeões se destacam em ecoeficiência, evidenciando o impacto positivo das boas práticas agrícolas”, explica Silva.

O Fórum do CESB tornou-se um verdadeiro termômetro da evolução tecnológica do agro brasileiro e da capacidade de superação dos produtores, sempre com responsabilidade socioambiental. Os dados coletados são tratados com total sigilo e respeito às leis de proteção de dados.

O CESB é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), formada por 20 membros especialistas e 22 patrocinadores que apoiam o avanço sustentável da produtividade da soja no Brasil. Entre eles: BASF, INTACTA I2X, Syngenta, Jacto, John Deere, Sumitomo, Acadian, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Corteva, Ferticel, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Stoller, Timac Agro, Ubyfol, Yara, Valence, Elevagro e IBRA.



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Tributação das LCAs não afeta Plano Safra, diz Fazenda



O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (18), em entrevista à CNN Brasil, que a proposta de tributação de 5% sobre os rendimentos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) não deve prejudicar o Plano Safra de 2025 e 2026.

Segundo ele, a medida só terá efeitos a partir de 2026, respeitando a regra da anualidade. Dessa forma, tanto os títulos já emitidos quanto os que ainda serão lançados até o próximo ano não serão afetados pela nova tributação.

“O Plano Safra vai seguir crescendo, batendo seus recordes, sem ter prejuízos de recursos para o setor do agro. A gente tem conversado sobre o Plano Safra de 2025 e de 2026. O presidente Lula deve anunciar em breve. É um Plano Safra robusto, que não tem nenhum tipo de prejuízo com medidas como essa”, afirmou Durigan à emissora.

Durigan está à frente do Ministério da Fazenda interinamente, durante o período de férias do ministro Fernando Haddad, que retorna ao cargo em 22 de junho.

A taxação das LCAs faz parte do novo pacote apresentado pela equipe econômica como alternativa ao decreto que aumentava o IOF sobre operações de crédito. A proposta prevê o fim da isenção do Imposto de Renda sobre rendimentos de LCAs e LCIs, tradicionalmente utilizados por investidores por sua atratividade fiscal.

Apesar da sinalização positiva do governo, a medida gera preocupações no setor agropecuário. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) argumenta que a retirada do benefício pode encarecer o crédito rural, impactando a produção de alimentos. De acordo com a entidade, 42% do financiamento da safra brasileira depende de fontes privadas — e, destas, 43% têm origem nas LCAs.

O governo federal, no entanto, reafirma que o financiamento via Plano Safra está garantido e que o setor contará com recursos suficientes para manter o ritmo de expansão nos próximos ciclos agrícolas.




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Defesa Civil do RS emite alerta para risco de inundações em várias regiões; veja mapa


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta hidrológico na manhã desta quarta-feira (18), atualizado às 11h38, apontando risco elevado de inundações, alagamentos e enxurradas em diferentes regiões do estado. A intensificação das chuvas nos últimos dias já provocou a elevação do nível dos rios, e a previsão de acumulados elevados nos próximos dias aumenta a preocupação das autoridades.

O mapa hidrológico indica condições de ATENÇÃO e ALERTA para diversas cidades do centro e da metade oeste do estado, sinalizadas em amarelo e laranja, respectivamente. A principal orientação é para moradores dessas áreas se manterem vigilantes diante do risco de alagamentos urbanos, transbordamento de arroios e pequenos rios, além da possibilidade de movimentos de massa em áreas vulneráveis, como deslizamentos de terra.

Segundo o órgão estadual, vários rios apresentam tendência de elevação, com limiares variando entre a normalidade e a cota de alerta. No município de Alegrete, o rio Ibirapuitã já atingiu a cota de inundação, tornando-se um dos principais focos de atenção neste momento.

Outros rios sob risco de inundação incluem:

  • Rio Ibicuí (Manoel Viana)
  • Rio Jaguari e Santa Maria (Rosário do Sul)
  • Rio Vacacaí (São Gabriel)
  • Rio São Sepé
  • Rio Jacuí (entre Dona Francisca e Triunfo)
  • Rio Taquari (entre Lajeado e Taquari)
  • Rio Caí (entre São Sebastião do Caí e Montenegro)

A Defesa Civil alerta que, mesmo rios não monitorados oficialmente, como pequenos cursos d’água e arroios, podem transbordar rapidamente com as chuvas intensas, provocando enxurradas súbitas em zonas urbanas e rurais.

Diante do cenário, moradores devem acompanhar as atualizações nos canais oficiais da Defesa Civil e seguir orientações locais. Em caso de emergência, é recomendado acionar os órgãos competentes e buscar abrigo em áreas seguras.



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Colheita de soja chega a 100% no Brasil; safra 24/25 é finalizada



A colheita da soja no Brasil foi oficialmente concluída, segundo boletim divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira, 17 de junho de 2025. Os trabalhos avançaram 1 ponto percentual em relação à semana anterior, com 100% da área.

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O ritmo segue o mesmo registrado na safra passada (2023/24), quando, nesta mesma época, a colheita também já havia sido encerrada. A conclusão marca o fim de um ciclo que enfrentou desafios climáticos em algumas regiões, mas ainda assegurou ao Brasil a liderança global na produção da oleaginosa.

Ao longo da temporada, o desempenho da soja foi monitorado de perto pelo mercado, e nas últimas semanas apresentou leve valorização nas bolsas internacionais. Esse movimento reflete uma combinação de fatores climáticos, geopolíticos e econômicos. Segundo a plataforma Grão Direto, enquanto a produção global permanece estável, o Brasil mantém protagonismo com projeção de safra recorde. Em contraste, o excesso de chuvas nos Estados Unidos tem gerado preocupação quanto ao andamento do plantio por lá.

No cenário interno, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima sua estimativa para a safra 2024/25, agora projetada em 169,6 milhões de toneladas. O número representa um crescimento de 14,8% em comparação com a temporada anterior, que foi severamente impactada pela seca.

Além da soja

Enquanto a soja chega ao fim do ciclo, outras culturas estão em diferentes estágios. A colheita do milho segunda safra (safrinha) segue atrasada: até o último domingo (15), apenas 3,9% da área havia sido colhida, contra 13,1% no mesmo período do ciclo anterior.

O milho verão, por sua vez, já atingiu 92,5% da área colhida, com destaque para Estados como Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, onde os trabalhos já foram concluídos. Santa Catarina e Bahia também estão perto do fim, com 99,6% e 98% da área colhida, respectivamente.

Outras culturas também seguem em andamento. A colheita do arroz está praticamente finalizada, com 99,9% da área ceifada, enquanto o algodão atingiu 2,8% de área colhida, ainda em ritmo lento. Já a semeadura do trigo avançou para 51,7% da área prevista, embora com atraso em relação à média histórica. O Paraná lidera a semeadura, com 78% da área plantada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 24%. A diversidade no andamento das lavouras mostra um cenário de transição no campo, com a soja dando lugar às atenções voltadas ao milho, algodão e trigo.



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122 cavalos mortos e venda suspensa em todo o país



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o recolhimento imediato, em todo o território nacional, de todos os produtos destinados a cavalos fabricados pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. com data de fabricação a partir de 21 de novembro de 2024.

A medida foi tomada após a confirmação de 122 mortes de cavalos em diferentes municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas. Outras 36 mortes adicionais ainda estão sob investigação. Em todos os casos analisados até o momento, os tutores dos animais relataram o consumo de rações fabricadas pela Nutratta.

A empresa está sob investigação, e a comercialização dos produtos foi suspensa por risco à saúde animal. O Mapa vem conduzindo ações de campo desde o início da apuração, em 26 de maio, incluindo necropsias, coletas de amostras e visitas técnicas às propriedades afetadas.

De acordo com a lei nº 14.515/2022, conhecida como Lei do Autocontrole, é obrigação do fabricante adotar medidas imediatas de autocorreção, incluindo o recolhimento dos lotes suspeitos.

O ministério destaca que as ações de fiscalização não eximem o fabricante de suas responsabilidades legais e reforça a necessidade de colaboração por parte dos cidadãos. Casos suspeitos podem ser denunciados por meio da Ouvidoria do Mapa.

Para contribuir com as investigações, é fundamental que as denúncias incluam o local da ocorrência, o número total de animais, o número de animais afetados ou mortos e o lote da ração envolvida.



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