Segundo informações da TF Agroeconômica, a soja fechou em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (17), impulsionada pelo leve atraso no plantio e pela piora nas condições das lavouras nos Estados Unidos. O contrato de julho, referência para a safra brasileira, subiu 0,40% ou 4,25 cents/bushel, encerrando a sessão a US\$ 1.074,00.
Já o contrato de agosto teve valorização de 0,42% ou 4,50 cents/bushel, cotado a US\$ 1.076,25. No mercado de derivados, o farelo de soja para julho avançou 0,49% ou US\$ 1,4 por tonelada curta, fechando em US\$ 285,1, enquanto o óleo de soja recuou 0,58% ou US\$ 0,32/libra-peso, terminando a US\$ 54,79.
A alta registrada foi sustentada pela redução, por parte do USDA, de 68% para 66% na avaliação das lavouras em boas ou excelentes condições, resultado abaixo dos 70% observados em 2024 no mesmo período e da média de 68% projetada pelo mercado. O relatório semanal também apontou um ritmo de plantio ligeiramente abaixo do esperado, com 93% da área semeada, frente a uma expectativa de 95% pelos traders, 92% no ano passado e 94% na média dos últimos cinco anos.
Além dos fatores climáticos, uma venda adicional de 120 mil toneladas de farelo de soja ajudou a neutralizar parte da realização de lucros observada no óleo de soja, que acumulava alta de 11,91% desde o início do conflito entre Israel e Irã e com o apoio do aumento do uso de biodiesel nos EUA.
O mercado segue atento à evolução climática e ao impacto das chuvas nas regiões produtoras americanas, fatores determinantes para o desempenho dos contratos nas próximas sessões. A expectativa é de que novas atualizações do USDA e mudanças no cenário geopolítico continuem a trazer volatilidade para os preços da oleaginosa e seus derivados.
As instabilidades que provocam o caos no Rio Grande do Sul tendem a continuar nesta quinta-feira (19) e devem se estender para Santa Catarina também. Confira a previsão deste feriado de Corpus Christi para todo o Brasil:
Sul
As instabilidades associadas à frente fria avançam sobre o estado de Santa Catarina ainda na madrugada, causando temporais – sobretudo no oeste catarinense. A chuva chega em Florianópolis entre o fim da tarde e o período da noite. O Rio Grande do Sul segue ainda com tempo bastante instável e as pancadas vêm a qualquer hora. No Paraná, as instabilidades devem permanecer restritas às áreas da metade sul e leste.
Sudeste
Calor volta a ser destaque em boa parte de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais – ainda com dia marcado pela presença do sol e sem chuva. No Espírito Santo, as pancadas de chuva ainda caem ao longo do dia na faixa litorânea. A umidade relativa do ar (URA) segue baixa em áreas interioranas.
Centro-Oeste
Instabilidades voltam a avançar sobre o extremo sul de Mato Grosso do Sul, com condições para pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade no período da tarde. Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal seguem com tempo firme e predomínio de ar seco. Cuiabá deve contar com máximas na ordem de 35°C.
Nordeste
Tempo segue instável entre o leste e litoral da Bahia e o litoral do Rio Grande do Norte, mas a chuva começa a perder expressão – variando entre fraca a moderada intensidade. O interior da região segue seco e quente. As instabilidades voltam a se espalhar mais sobre a costa norte, entre o litoral do Maranhão e do Ceará.
Norte
Tempo segue bastante instável, mas a chuva perde expressão no Amazonas e no norte do Pará. Amapá e Roraima ainda seguem com expectativa de pancadas mais fortes. Tocantins, Acre e Rondônia têm predomínio de tempo firme e dia marcado pelo aumento das temperaturas.
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O estado do Rio Grande do Sul retoma ritmo normal de comercialização da soja após avanço pontual nas vendas, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Não temos mais mercado indicando preços no junho. A precificação mudou para o julho, e os preços foram R$ 134,50 para 15/07 (entregas 20/06 a 10/07) e R$ 138,30 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07). Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 143,50 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08”, comenta.
Santa Catarina conclui colheita da soja com avanço na safra de inverno e atenção à logística. “Não foram encontradas informações atualizadas sobre as condições de frete ou a capacidade de armazenagem em Santa Catarina, mas o estado projeta crescimento expressivo na safra de inverno 2025/26, com destaque para a cevada. Esse cenário sinaliza uma dinâmica agrícola mais intensa, que exigirá atenção redobrada à infraestrutura logística para garantir o bom escoamento das próximas safras. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,06”, completa.
Paraná finaliza colheita da soja e aposta em infraestrutura para enfrentar pressão logística. “Apesar da ausência de dados específicos sobre fretes, a pressão nacional no setor é um desafio constante, exigindo soluções locais para garantir competitividade. Em Paranaguá, o preço chegou R$ 133,28. Em Cascavel, o preço foi 119,22. Em Maringá, o preço foi de R$ 121,44. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 119,47 por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,26. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.
Com colheita encerrada, Mato Grosso do Sul enfrenta pressão logística e aposta em armazenagem. “Sem estoques bem distribuídos e estruturas adequadas, os produtores enfrentam maiores dificuldades para negociar em melhores condições e proteger suas margens. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 117,30, Campo Grande em R$ 117,30 (-0,65%), Maracaju em R$ 117,30, Chapadão do Sul a R$ 113,59 (+1,40%), Sidrolândia a em R$ 117,30”, informa.
Déficit de armazenagem impõe desafios à comercialização no Mato Grosso. “Campo Verde: R$ 112,89(-0,08%). Lucas do Rio Verde: R$ 110,03(-2,61%), Nova Mutum: R$ 110,03. Primavera do Leste: R$ 112,89. Rondonópolis: R$ 112,89. Sorriso: R$ 110,03”, conclui.
Segundo informações da TF Agroeconômica, o milho negociado na B3 encerrou a segunda-feira em alta, impulsionado pelo atraso na colheita e no programa de exportação brasileiro. O relatório semanal da Conab apontou avanço de apenas 3,9% na colheita da safrinha, ritmo abaixo dos 13,1% do mesmo período de 2024 e da média de 8,4% dos últimos cinco anos. Além disso, as exportações seguem lentas: em maio, houve queda de 90,6% em relação ao ano anterior, e nos primeiros 10 dias de junho, o volume embarcado foi apenas 7,8% do registrado no mesmo período de 2024.
Esse cenário reforça a importância de um volume mínimo de exportações para equilibrar os estoques internos e manter a paridade de preços com o mercado internacional. Na B3, os principais contratos futuros de milho fecharam em alta: julho/25 foi negociado a R\$ 62,87 (+R\$ 0,46 no dia), setembro/25 a R\$ 67,61 (+R\$ 0,30), embora ambos ainda apresentem queda acumulada na semana.
No mercado internacional, o milho na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou misto nesta terça-feira. O contrato de julho, referência para a safra de verão brasileira, recuou 0,75% ou \$ 3,25 cents/bushel, cotado a \$ 431,50. Já o contrato de setembro, usado como referência para a safrinha, avançou 0,95% ou \$ 4,00 cents/bushel, encerrando a \$ 423,75.
Essa variação foi motivada pela combinação de fatores: ajustes na safra antiga, alta expressiva do trigo e a expectativa de maior demanda por etanol, em meio ao agravamento das tensões entre Israel e Irã. A lentidão na colheita brasileira e o ritmo fraco das exportações também ajudaram a sustentar as cotações da nova safra.
O mercado de milho segue lateralizado no Rio Grande do Sul, com negócios pontuais, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “A referência permanece em R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As indicações para o interior em junho oscilam entre R$ 66,00 e R$ 68,00, mas os vendedores continuam firmes nas pedidas e evitam fechar negócio nos níveis atuais. O preço de pedra em Panambi segue em R$ 61,00 por saca”, comenta.
Safra recorde em Santa Catarina contrasta com mercado ainda travado. “No Planalto Norte, os produtores insistem em R$ 82,00 por saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, o cenário é ainda mais discrepante: os pedidos variam entre R$ 83,00 e R$ 85,00, mas os compradores não ultrapassam R$ 80,00 CIF, mantendo o mercado totalmente desalinhado. A comercialização segue emperrada apesar do excelente desempenho das lavouras”, completa.
A colheita travada no Paraná mantém o mercado lento. “Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00 por saca FOB, com registros pontuais de pedidos a R$ 80,00, mas as ofertas CIF para junho seguem em R$ 73,00, voltadas especialmente à indústria de rações. No campo, a colheita da segunda safra continua praticamente paralisada”, indica.
Liquidez baixa persiste em Mato Grosso do Sul, mesmo com recuperação em algumas regiões. “As cotações mais recentes confirmam esse cenário: R$ 50,60 em Dourados, R$ 53,00 em Campo Grande, R$ 54,00 em Sidrolândia, R$ 53,00 em Maracaju e R$ 46,59 em Chapadão do Sul, que se recupera após sofrer forte queda na semana anterior. Com a colheita da segunda safra ainda em ritmo lento, a oferta segue restrita, impedindo avanço significativo nas comercializações”, conclui.
Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Sul do Brasil enfrenta desafios significativos para a safra de 2025, especialmente no Rio Grande do Sul. Embora a Emater projete uma área de 1,19 milhão de hectares, cooperativas, cerealistas e produtores estimam um máximo de 1 milhão de hectares. A baixa adubação de base e as chuvas excessivas que atrasaram o plantio indicam uma produção entre 3,0 e 3,3 milhões de toneladas, o que pode reduzir a projeção nacional da Conab em até 1 milhão de toneladas. Além disso, houve descarte de sementes, sinalizando uma redução de 65% no uso planejado.
No mercado disponível, a comercialização está praticamente paralisada, sem negócios futuros ou novas demandas. Os moinhos consideram o preço de referência futuro de R$ 1.330,00 em Rio Grande elevado, enquanto a farinha não apresenta reação no mercado. O volume disponível no estado para negociação gira entre 320.000 e 370.000 toneladas. Na exportação, o valor para dezembro recuou para R$ 1.280,00, refletindo a pouca presença dos moinhos. O preço da pedra em Panambi se manteve em R$ 70,00 a saca.
Em Santa Catarina, o mercado continua lento, dependendo do escoamento da farinha. Os moinhos indicam preços entre R$ 1.420,00 e R$ 1.430,00 CIF, enquanto sobra de semente é negociada a R$ 1.500,00 FOB. O trigo gaúcho chega ao estado entre R$ 1.480,00 e R$ 1.500,00 CIF. A Conab já apontou redução de 6,3% na produção local, apesar de ligeiro aumento de área. Os preços da pedra mantiveram estabilidade, variando entre R$ 75,00 e R$ 80,00 a saca, conforme a região.
No Paraná, o mercado segue travado, com vendedores buscando valores acima de R$ 1.550,00/t FOB, mas compradores ofertando R$ 1.500,00 CIF para julho e outubro. A forte presença de trigo importado, especialmente argentino, pressiona os preços, com oferta de US$ 275-278/t em Paranaguá. A média da pedra recuou 0,70% na semana, para R$ 78,70, ainda garantindo um lucro médio de 7,03% ao produtor, segundo o Deral.
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Foto: Pixabay
Os preços do trigo continuam em trajetória de queda no mercado brasileiro. A combinação entre a baixa demanda interna, o avanço da semeadura e os efeitos do câmbio pressionam as cotações, dificultando a recuperação dos valores pagos ao produtor.
Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a desvalorização do dólar frente ao real e o recuo das cotações internacionais intensificam o movimento de baixa. A retração na demanda interna também tem peso importante, já que muitas indústrias moageiras permanecem abastecidas ou operando com trigo importado, o que reduz o interesse pelas compras no mercado doméstico.
Do lado da produção, os agricultores estão com foco total nas atividades de campo, o que contribui para uma liquidez reduzida. O Cepea aponta que o volume de negócios no mercado interno segue limitado, refletindo o atual descompasso entre oferta e demanda.
No campo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que, até o dia 7 de junho, cerca de 42% da área total prevista para o trigo no Brasil já havia sido semeada. A tendência é de avanço nas próximas semanas, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, que concentram a maior parte da produção nacional.
A mais recente estimativa da Conab projeta uma área cultivada de 2,67 milhões de hectares, número 1% menor do que o previsto em maio e 12,6% inferior à área da safra passada. Apesar disso, a produção estimada é de 8,192 milhões de toneladas, o que representa uma leve queda de 0,8% em relação à previsão anterior, mas ainda 3,8% superior ao volume colhido na safra de 2024.
Com esse cenário de preços pressionados e ritmo lento nos negócios, os agentes do setor seguem atentos ao clima e ao câmbio, dois fatores que ainda podem influenciar diretamente a rentabilidade da nova safra e os rumos do mercado interno nas próximas semanas.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta na tarde desta quarta-feira (18) de risco muito alto de inundação nas cidades de Lajeado e Estrela, em razão da elevação do Rio Taquari, que atingiu a cota de inundação. O alerta tem validade até às 10h de quinta-feira (19).
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O alerta vermelho (risco muito alto) indica que a população deve evitar as áreas inundáveis e não retornar a locais que já foram evacuados.
A prefeitura de Lajeado informou que iniciou o plano de contingência na madrugada desta quarta-feira com a retirada de moradores que residem próximo ao rio.
De acordo com o governo municipal, na manhã desta quarta-feira a medição do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) registrou a marca de 18,92 metros. O nível normal do rio em Lajeado é de 13m, e a cota de inundação é de 19m.
A retirada inclui famílias residentes em áreas que ficam até a cota dos 21 metros. A previsão atual da CPRM indica que o nível do Rio Taquari pode chegar a 20,25m.
Entre setembro de 2023 e maio de 2024, três enchentes históricas arruinaram cidades inteiras da região do Vale do Taquari, destruindo casas, indústrias, estradas e pontes.
Em caso de emergência, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil do município pelo telefone (51) 3982-1150 ou pelo WhatsApp (51) 99828-4971.
As fortes chuvas que atingem o estado já deixaram duas pessoas mortas e uma desaparecida. Segundo a Defesa Civil estadual, até a manhã desta quarta-feira (18), o número de desalojados (pessoas que tiveram que deixar suas residências e se alojar na casa de parentes, amigos ou hotéis) chegava a 1.336. Outras 1.197 pessoas estão temporariamente em abrigos públicos ou de entidades assistenciais.
Os temporais continuam no Rio Grande do Sul com a frente fria estacionada sobre o estado. O cenário traz risco de alagamentos, deslizamentos de terra e também enchentes, principalmente em áreas centrais do território gaúcho e da Encruzilhada do Sul.
De acordo com o meteorologista do canal Rural, Arthur Müller, a região de Rio Pardo recebeu mais de 250 mm de chuva nas últimas 48 horas, com expectativa de continuidade de altos volumes até o início de sexta-feira (20).
“Associada à chuva, também tem a condição de queda de granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h. A chuva só começa a avançar para Santa Catarina e para o Paraná no decorrer desta quinta-feira (19), porém, não chega com tanta intensidade no oeste paranaense”, conta.
Segundo Müller, de forma geral, o Rio Grande do Sul deve conviver com volumes de chuva superiores a 100 mm, o que deixa o estado sob atenção.
“Na segunda e terça-feira, a temperatura despenca na Região Sul. Em áreas de baixada, os termômetros podem zerar, ou seja, expectativa de geada entre segunda (23) e terça-feira (24) no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.” Além de essa condição afetar o milho segunda safra no estado paranaense pode atingir os cafezais no norte do Paraná.”
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Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano.
Embora houvesse divisões, a decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que esperava a manutenção em 14,75% ao ano.
Essa foi a sétima elevação seguida dos juros básicos. A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Esse deve ser o último aperto monetário, antes da interrupção no ciclo de alta, no segundo semestre.
De setembro do ano passado a maio deste ano, a Selic foi elevada seis vezes. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto, três de 1 ponto percentual e uma de 0,5 ponto.
Alta acumulada da inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial, recuou para 0,26%, mesmo com a pressão de alguns alimentos e da conta de energia. Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,32% em 12 meses, acima do teto da meta contínua de inflação.
Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.
No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em junho de 2025, a inflação desde julho de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em julho, o procedimento se repete, com apuração a partir de agosto de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.
No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou para 5,1% a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de junho.
As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,25%, quase 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,5%.
Juros altos e crédito mais caro
Foto produzida com IA
O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central reduziu para 1,9% a projeção de crescimento para a economia em 2025.
O mercado projeta crescimento melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,2% do PIB em 2025.
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.