quarta-feira, maio 20, 2026

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Milho B3 avança com atraso na colheita


De acordo com informações da TF Agroeconômica, o mercado de milho manteve tendência de alta na B3 nesta quarta-feira, refletindo o atraso na colheita do milho safrinha e o ritmo lento do programa de exportação, que levou a Anec a reduzir novamente a perspectiva de embarques para junho. Os contratos futuros encerraram o dia de forma mista: o vencimento de julho/25 ficou em R\$ 623,07, alta de R\$ 0,20 no dia, mas queda de R\$ 0,66 na semana; o contrato de julho/25 registrou R\$ 63,71, com recuo de R\$ 0,15 no dia e de R\$ 0,95 na semana; já setembro/25 fechou em R\$ 67,68, subindo R\$ 0,07 no dia, mas acumulando baixa semanal de R\$ 0,20.

Na bolsa de Chicago (CBOT), o milho também encerrou em alta, sustentado principalmente pela valorização do trigo e pelo desempenho do setor de etanol nos Estados Unidos. O contrato de julho, referência para a safra de verão brasileira, subiu 0,46%, equivalente a US\$ 2,00 cents/bushel, cotado a US\$ 433,50. O contrato de setembro, que baliza a nossa safrinha, avançou 1,24% ou US\$ 5,25 cents/bushel, fechando a US\$ 429,00.

Segundo analistas, os ganhos do milho em Chicago foram impulsionados pela forte alta do trigo, que elevou o apetite dos investidores por grãos, além do anúncio de que os EUA emitiram 1,22 bilhão de créditos de mistura de etanol em maio, ligeiramente acima dos 1,16 bilhão de abril. Apesar disso, o início da safra americana e o desempenho semanal do etanol abaixo do registrado anteriormente ajudaram a conter maiores elevações nos preços.

No Brasil, apesar dos atrasos na colheita do milho safrinha, a expectativa é de que os produtores consigam avançar rapidamente nos trabalhos de campo, como já demonstraram durante o plantio. No entanto, o fraco ritmo de exportação ainda limita uma recuperação mais firme nos preços, o que mantém o mercado atento aos próximos movimentos, tanto internos quanto externos.

 





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o calcanhar de Aquiles do agro brasileiro


A escalada do conflito entre Israel e Irã reacendeu um alerta preocupante para o agronegócio brasileiro: a possível disparada nos preços da ureia e de outros fertilizantes.

Em um cenário de queda nas cotações internacionais das commodities agrícolas, a combinação entre custos crescentes e receitas em baixa pode corroer drasticamente a já apertada margem de lucro do produtor rural.

O Brasil é extremamente vulnerável nesse campo. Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), o país importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome anualmente — sendo que, no caso específico da uréia, a produção nacional atende a menos de 20% da demanda.

Cerca de 20% da ureia consumida pelo Brasil vem do Irã, país diretamente envolvido na atual tensão geopolítica, o que agrava ainda mais a possibilidade de ruptura no fornecimento.

A China e a Índia, por sua vez, são os maiores produtores e consumidores globais de ureia. Nesses países, o arroz é a principal cultura consumidora do insumo, seguido pelo trigo e outros grãos.

Já no Brasil, a principal cultura que demanda ureia é o milho, seguida pela cana-de-açúcar e pela soja, três pilares da nossa produção agrícola. Isso reforça o impacto direto que qualquer oscilação no mercado internacional terá sobre o custo de produção das nossas lavouras.

Estratégia equivocada do passado

Esse grau de dependência não é fruto do acaso, mas de uma decisão estratégica equivocada adotada no passado. Com os preços internacionais dos fertilizantes — especialmente os nitrogenados — mais baixos que os nacionais, o Brasil optou por importar em vez de estimular a produção interna.

Essa escolha levou a Petrobras a desativar diversas plantas de produção de fertilizantes nitrogenados, como as unidades em Sergipe e na Bahia. Embora consideradas deficitárias na época, tais decisões revelaram-se erros estratégicos graves, sobretudo para um país que está entre os maiores produtores agrícolas do mundo.

Além disso, Israel é fornecedor de cloreto de potássio para o Brasil, nutriente essencial para a fertilização do solo e o bom desenvolvimento de culturas como soja, milho e algodão.

A instabilidade no Oriente Médio, especialmente com riscos de fechamento de rotas marítimas ou sabotagem em infraestrutura logística, pode comprometer o fornecimento e pressionar ainda mais os preços desses insumos.

Outro fator agravante é o aumento do preço do petróleo, que, além de elevar o custo dos próprios fertilizantes nitrogenados (como a ureia, que depende do gás natural), impacta diretamente o frete marítimo e terrestre, encarecendo o custo de importação e distribuição dos insumos.

O que o produtor pode fazer?

Diante desse cenário, quais estratégias os produtores podem adotar para ajudar a mitigar os riscos?

  • Antecipação e compras programadas: produtores que têm capacidade de armazenagem e acesso a crédito podem se beneficiar da antecipação na compra de fertilizantes, evitando a exposição à alta nos momentos de pico. Firmar contratos antecipados com fornecedores também é uma estratégia para garantir preços e disponibilidade.
  • Uso racional de insumos e agricultura de precisão: com margens estreitas, o uso eficiente dos recursos ganha ainda mais importância. Técnicas de agricultura de precisão, como mapeamento de solo e aplicação localizada de fertilizantes, ajudam a reduzir o desperdício e melhorar o retorno sobre o investimento.
  • Substituição e diversificação de fontes: em algumas regiões, é possível substituir parcialmente a ureia por outras fontes de nitrogênio, como sulfato de amônio ou adubação orgânica. Além disso, buscar fornecedores alternativos pode reduzir a dependência de mercados geopolíticos instáveis.
  • Integração com pecuária e uso de matéria orgânica: sistemas integrados de produção, como a integração lavoura-pecuária (ILP), favorecem o uso de resíduos orgânicos e pastagens bem manejadas, o que pode reduzir a dependência de fertilizantes minerais ao longo do tempo.
  • Renegociação de contratos e cooperativismo: a atuação conjunta por meio de cooperativas ou associações de produtores pode fortalecer o poder de barganha na compra de insumos, além de facilitar o acesso a crédito mais barato e suporte técnico. A renegociação de contratos com fornecedores e instituições financeiras também se torna essencial para ajustar prazos e garantir viabilidade financeira.
  • Travamento de preços no mercado futuro: em tempos de incerteza, travar preços de commodities agrícolas na bolsa é uma forma eficaz de proteger a receita esperada. Com os custos de produção sob ameaça, garantir um valor mínimo de venda no mercado futuro pode ser decisivo para preservar a rentabilidade, especialmente em culturas com grande liquidez, como soja, milho e café. Essa ferramenta de hedge ajuda a alinhar melhor os custos e a comercialização, mesmo em cenários de volatilidade.

Conclusão

A guerra no Oriente Médio expõe uma fragilidade estrutural do agronegócio brasileiro: a dependência externa de insumos estratégicos. Diante da combinação explosiva entre o possível aumento do custo da ureia, o encarecimento do frete e a queda das commodities, o produtor precisa agir de forma pragmática, adotando estratégias técnicas, financeiras e coletivas.

Mais do que nunca, a gestão eficiente será decisiva para manter a rentabilidade no campo — e talvez seja também o momento de o país repensar sua política industrial para fertilizantes, recuperando a capacidade nacional de produção e garantindo segurança estratégica para o setor mais dinâmico da economia brasileira.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Lula defende aumento do IOF como forma de financiar gastos públicos



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu, nesta quinta-feira (19), a proposta do governo federal de promover mudanças nas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), incluindo o aumento das alíquotas cobradas atualmente.

“O IOF do Haddad [ministro da Fazenda], não tem nada de mais”, disse Lula ao participar do podcast Mano a Mano, apresentado pelo músico e compositor Mano Brown e pela jornalista Semayat Oliveira.

“O Haddad quer que as bets paguem [mais] imposto de renda; que as fintechs paguem; que os bancos paguem. Só um pouquinho, para a gente poder fazer a compensação, porque toda vez que a gente vai ultrapassar o arcabouço fiscal, temos que cortar no Orçamento”, acrescentou o presidente, admitindo que o aumento do IOF “é um pouco para fazer esta compensação” e evitar cortes orçamentários.

Resistência do Congresso ao IOF

As declarações do presidente ocorrem em meio à forte resistência do Congresso Nacional a alterações no IOF.

Na última segunda-feira (16), a Câmara dos Deputados aprovou, por 346 votos a 97, a urgência para a tramitação do projeto legislativo (PDL 314/25) que trata da possível suspensão dos efeitos do recente decreto do governo federal sobre mudanças nas regras do IOF.

A aprovação da urgência permite que o Plenário da Câmara dos Deputados vote o decreto do governo sem que este seja discutido nas comissões parlamentares. O decreto do governo foi apresentado no último dia 11, junto com uma Medida Provisória também relacionada ao IOF.

Com uma proposta de corte de gastos, as duas recentes medidas foram anunciadas como uma forma do governo recalibrar proposta anterior, de 22 de maio – quando a equipe econômica anunciou o contingenciamento de R$ 31,3 bilhões do Orçamento Geral da União a fim de assegurar o cumprimento da meta fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Na ocasião, o governo propôs elevar a alíquota de várias operações financeiras, incluindo o IOF, mas recuou no mesmo dia, diante das críticas de empresários e parlamentares, incluindo alguns da própria base governista.



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86 municípios afetados; novas cheias em Porto Alegre não são descartadas



Cidades do Rio Grande do Sul, como a região de Rio Pardo, receberam mais de 250 mm de chuva em apenas 48 horas. Por enquanto, o saldo da tragédia é de quase três mil pessoas desalojadas, duas mortes e danos em 86 municípios, conforme balanço divulgado pela Defesa Civil do estado.

Até o momento, uma pessoa segue desaparecida. Em seis municípios gaúchos (Santa Maria, Encruzilhada do Sul, Cachoeira do Sul, Arvorezinha, Jaguari e Santa Cruz do Sul) as pessoas foram obrigadas a abandonar suas residências.

Chuvas causaram enchentes, deslizamentos, bloqueios de rodovias e evacuações emergenciais. A Defesa Civil avalia possibilidade de decretação de situação de emergência e estado de calamidade pública em alguns municípios gaúchos.

Na cidade de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, devastada com as enchentes de 2024, os moradores voltam a conviver com o temor das cheias. Por lá, mais de 100 mil moradores estão sendo afetados por alagamentos, bloqueios no transporte público e vias intransitáveis. Mais de 400 pessoas precisaram deixar as suas casas.

A prefeitura do município decretou situação de emergência na noite desta quarta-feira (18).

Porto Alegre embaixo d’água?

As autoridades não descataram uma nova cheia em Porto Alegre, a exemplo da tragédia do ano passado. A expectativa é que o nível do Rio Guaíba subirá rapidamente até o fim de semana.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de perigo de fortes chuvas em áreas de todo o estado.

Previsão nos próximos dias

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o estado ainda deve conviver com volumes de chuva superiores a 100 mm nos próximos dias.

Associado a isso, na próxima segunda e terça-feira (23 e 24), a temperatura despenca na Região Sul. Em áreas de baixada, os termômetros podem zerar, ou seja, há expectativa de geada no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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Confira como está a situação do milho


O estado do Rio Grande do Sul tem o mercado de milho travado e com preços estáveis, de acordo com a TF Agroeconômica. “O mercado de milho no Rio Grande do Sul continua sem reação, com negociações pontuais e cotações praticamente congeladas nas principais regiões produtoras. A referência segue estável em R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro, refletindo a ausência de gatilhos para movimentar o mercado”, comenta.

Safra promissora é afetada pela estiagem em Santa Catarina. “No Planalto Norte, os produtores mantêm pedidas firmes em R$ 82,00 por saca, enquanto as ofertas não ultrapassam R$ 79,00. Em Campos Novos, a diferença é ainda maior, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00 e ofertas CIF limitadas a R$ 80,00, mantendo o mercado desalinhado e sem fluidez. A comercialização segue emperrada apesar do desempenho positivo das lavouras”, completa.

A colheita de milho avança lentamente no Paraná, impedida pelo excesso de chuva. “Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00 por saca FOB, com registros pontuais de pedidos a R$ 80,00, mas as ofertas CIF para junho seguem em R$ 73,00, voltadas especialmente à indústria de rações”, indica.

O Mato Grosso do Sul segue na colheita do milho, mas o clima e custos ainda preocupam. “As cotações mais recentes confirmam esse cenário: R$ 50,60 em Dourados, R$ 53,00 em Campo Grande, R$ 54,00 em Sidrolândia, R$ 53,00 em Maracaju e R$ 46,59 em Chapadão do Sul, que se recupera após sofrer forte queda na semana anterior. A colheita da segunda safra já foi iniciada no estado, mas segue em ritmo lento”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de trigo cai e importação deve crescer


Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo segue enfrentando desafios importantes no Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, o CEO da Serra Morena declarou, em entrevista a uma rádio uruguaia, que o plantio de trigo para a próxima temporada pode não ultrapassar 900 mil hectares. Enquanto isso, o mercado disponível permanece travado: os moinhos consideram o preço futuro de R\$ 1.330,00 no porto de Rio Grande elevado e a farinha não reage, mantendo compradores cautelosos.

Ainda no RS, a disponibilidade de trigo está praticamente fechada para julho, restando entre 320 e 370 mil toneladas para negociação, segundo a TF Agroeconômica. O preço para exportação em dezembro caiu para R\$ 1.280,00 e os moinhos seguem afastados. No interior, a cotação da pedra em Panambi manteve-se em R\$ 70,00 a saca para o produtor, refletindo um mercado com pouca movimentação e pressionado pelo grande volume de sementes descartadas para moagem.

Em Santa Catarina, o ritmo de negócios também é lento. As indicações dos moinhos giram entre R\$ 1.420 e R\$ 1.430 CIF, enquanto o descarte de sementes sobra a R\$ 1.500 FOB. O trigo gaúcho chega ao estado entre R\$ 1.480 e R\$ 1.500 CIF, e o melhorador do RS foi negociado a R\$ 1.460 mais ICMS. Segundo relatos de sementeiros, houve uma queda de cerca de 20% nas vendas de sementes em comparação ao ano anterior. A Conab estimou redução de 6,3% na produção catarinense, mesmo com um leve aumento de área plantada, devido à menor produtividade. Os preços da pedra se mantiveram estáveis, variando entre R\$ 75,00 e R\$ 80,00 a saca, dependendo da região.

No Paraná, o mercado continua travado, com médias do CEPEA em queda. Produtores pedem no mínimo R\$ 1.550/t FOB, enquanto compradores oferecem R\$ 1.500 CIF, com pagamento em agosto. O trigo importado, principalmente argentino, amplia a oferta com preços em torno de US\$ 275-278 em Paranaguá e US\$ 285 para o paraguaio no norte do estado. A cotação da pedra recuou 0,70% na semana, ficando em R\$ 78,70, ainda acima do custo médio de produção de R\$ 73,53, garantindo lucro médio de 7,03% para o triticultor paranaense.

 





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Thunder e Pacers se enfrentam com o olho na taça… e o pé no campo



As finais da NBA 2025 chegam ao seu ápice: após a vitória do Oklahoma City Thunder por 120‑109 no Game 5, o placar aponta 3‑2 e a equipe de Oklahoma está a uma partida do título. O embate decisivo será nesta quinta-feira (19), no Gainbridge Fieldhouse, em Indianapolis.


🏀 Okc x Indiana: quem são os finalistas

Thunder: defesa implacável e jovens talentos

O Thunder, time desse que vos escreve domina a série graças a uma defesa rigorosa — transformando erros da Pacers em 32 pontos após turnovers (erros de ataque) O armador Jalen Williams brilhou com 40 pontos no Game 5, acompanhado de Shai Gilgeous‑Alexander (31 pts, 10 ast) em mais uma noite de MVP. A dobradinha já soma 291 pontos nas finais, entre as maiores de duplas desde 1977.

Formado por jovens promissores como Chet Holmgren, Isaiah Hartenstein e mais experientes como Dort e Caruso, o Thunder terminou a temporada regular com 68–14, melhor campanha da liga.

Pacers: resiliência e energia do Interior

Os Indiana Pacers construíram sua trajetória nas finais da NBA com viradas impressionantes: foram cinco vitórias após estar em desvantagem de dois dígitos ao longo dos playoffs . Liderados por Pascal Siakam e Tyrese Haliburton, os Pacers ganharam reputação de “organized chaos” ofensivo. Porém, Haliburton voltou mancando e limitado a apenas 4 pontos em Game 5, sorte para OKC, azar para os Pacers.

Com campanha 50‑32 na temporada regular, os Pacers voltam a disputar as finais 25 anos depois (2000).


Oklahoma: soja, algodão e receita no campo

O Estado de Oklahoma destaca-se na produção agrícola dos EUA. Em 2023, foram mais de 3 milhões de toneladas de soja e 900 mil toneladas de algodão, gerando estimados US$ 8 bilhões em valor de produção.

A agricultura responde por cerca de 20% da economia estadual, empregando milhares e contribuindo para a segurança alimentar nacional.

Indiana: celeiro de milho e criação forte

Já Indiana figura entre os maiores produtores de milho e soja: cerca de 12 milhões de toneladas de milho e 4 milhões de soja em 2023, com receita superior a US$ 10 bilhões. A pecuária bovina e de frango também é robusta, com 6 milhões de cabeças de gado.


Cultura e economia: quando NBA encontra campo

A força do Thunder em Oklahoma reflete a disciplina do campo: uma boa defesa, plantio organizado, manejo criterioso — como um agricultor que monitora cada linha de plantio. Já os Pacers, vindos de Indiana, são mais adaptáveis, prontos para reagir a condições adversas — como um produtor que enfrenta estiagens ou pragas, ajustando estratégias no meio da safra.

Com Game 6 na casa dos Pacers, o clima será de pressão. Um cenário parecido com colheita em campo: ou o produtor protege o que cultivou até agora, ou corre o risco de perder tudo no último momento.


⏳ Que jogo nos espera nesta quinta?

  • Thunder: fortíssimos em casa (35‑6). No campo do adversário, podem se proteger com a defesa e controlar a posse de bola.
  • Pacers: jogam bem em solo caseiro (29‑11 nos playoffs); a equipe busca o empate para forçar o decisivo Game 7.
  • Agricultura em jogo: técnicas de manejo (defesa), conhecimento do ambiente (home advantage), resiliência e capacidade de reação — o que veremos em quadra ecoa no campo.

🔚 Final em aberto: o futuro começa na quinta

O que as estatísticas mostram: equipes que vencem Game 5 com placar empatado 2‑2 ganham o título 74% das vezes; com 3‑2, essa chance sobe para 82%. Portanto, o Thunder é favorito, como se um time de meio da tabela para baixo do Brasileirão fosse campeão.

Onde assistir

A final da NBA acontece nesta quinta, às 21h30, e terá transmissão na ESPN2 e Disney+.



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Ureia em alta exige planejamento de compra



“Profecias são impossíveis de serem feitas”



"Profecias são impossíveis de serem feitas"
“Profecias são impossíveis de serem feitas” – Foto: Canva

O mercado de fertilizantes nitrogenados, especialmente a ureia, tem enfrentado grande volatilidade nos preços globais, o que impacta diretamente o planejamento e os custos dos produtores rurais brasileiros. Em um cenário de oscilações expressivas, entender o momento certo para a compra dos insumos se torna fundamental para garantir a rentabilidade nas lavouras.

Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o mercado global de ureia ainda busca uma direção clara. Recentemente, algumas companhias retomaram a precificação do nitrogenado no mercado doméstico brasileiro, mas a variação de preços continua bastante grande, dificultando a definição de um patamar médio estável. De acordo com Souza, a ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada com facilidade, chegando a aumentos de até US$ 80 por tonelada em algumas ofertas observadas em relação à semana anterior.

Diante dessa volatilidade, o analista destaca a importância do planejamento na hora da compra. Ele relata uma análise recente feita comparando o momento da compra de insumos entre dois produtores: um que fez a aquisição do cloreto em novembro de 2024 e do MAP (fosfato monoamônico) em fevereiro deste ano, e outro que está comprando agora para a safra de soja 2025/26. A diferença de custo chegou a 1,3 saca por hectare, um valor que pode parecer pequeno, mas que, multiplicado por grandes áreas, representa um impacto significativo na rentabilidade.

“O número parece pequeno, mas quando colocamos isso em cifras e multiplicamos por áreas de grandes proporções, vemos o quanto isso faz a diferença no principal, que é a rentabilidade. Profecias são impossíveis de serem feitas, entretanto, o que podemos fazer é sempre manter a razão na hora de tomar a decisão”, concluiu.

 





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Indústria de etanol de milho deve registrar margem de até 34,7% em 25/26, diz consultoria


A disparada do preço do milho no início de 2025, em meio a dúvidas sobre as condições climáticas e maior demanda no mercado interno, chegou a “apertar os cintos” das usinas de etanol até abril.

Contudo, este cenário deverá ser diferente e mais promissor ao longo da safra 25/26, estima a consultoria Datagro.

De acordo com balanço da empresa, por conta da perspectiva de uma maior safra de milho inverno, e às vésperas do início das operações de colheita, o preço do cereal na região de Sorriso, em Mato Grosso, já caiu 37% em um mês para R$ 41 a saca.

A expectativa da consultoria é de que a produção total de milho cresça de 122,05 milhões de toneladas em 2023/24 para 132,68 milhões de toneladas em 2024/25.

“Com a equalização das condições de oferta e demanda no balanço doméstico, ainda que acompanhada pela expectativa de aperto nos estoques finais, o mercado de milho deverá apresentar uma acomodação dos preços nos próximos meses, dando fôlego à operação das usinas de etanol de milho”, diz a Datagro, em nota.

Margens positivas do etanol após baixas

margem média de produção de etanol de milhomargem média de produção de etanol de milho
Foto: Divulgação

Em razão do contexto de firmeza dos preços do etanol e do DDGS, conforme estimativa da Datagro, hoje a indústria de etanol de milho voltou a operar com margens positivas, em torno de 19%, após três meses consecutivos de sangrias na geração de caixa do setor. “E o horizonte para a indústria ainda deverá ser positivo até o final da safra 25/26”, projeta.

De acordo com a consultoria, a probabilidade de aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 27% para 30%, e as vendas mais resilientes de etanol hidratado nos postos de combustíveis têm dado maior sustentação aos preços do etanol.

“A projeção da Datagro é de que o preço médio do etanol hidratado em Paulínia, São Paulo, em 2025/26 deverá ficar em torno de 5% maior do que a média de 2024/25.”

Preços do DDGS

Conforme a análise, em paralelo a isso, os preços do DDGS já mostraram maior firmeza nos últimos dias em função da forte demanda interna e do aquecimento das exportações – após cair para R$ 1.150 a tonelada no início do ano, o preço médio do DDGS em Mato Grosso subiu para R$ 1.300 a tonelada nesta semana, em direção oposta ao comportamento dos preços do milho.

“Como resultado, a margem média da indústria de etanol de milho no Brasil poderá variar de 19% a 34,7% ao longo da safra 2025/26, contra uma média de 9,8% em 2024/25. Caso este cenário se materialize, o setor deverá manter o apetite pela construção de novas plantas nos próximos anos.

Conforme recente mapeamento realizado pela Datagro, a produção de etanol de milho no Brasil poderá saltar de 8,20 bilhões de litros em 2024/25 para 18,4 bilhões de litros em 2033/34.



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‘Cogumelos da Gi’ aposta na agroindústria e mira exportação


Em São Lourenço da Serra, uma cidade charmosa, a 58 km de São Paulo, com pouco menos de 16 mil habitantes, existe uma história bem bacana de uma produtora rural que rompe barreiras e começa a ganhar espaço no empreendedorismo. 

Gisele de Camargo, produtora, sócia-proprietária da empresa ‘Cogumelos da Gi’, trilha um caminho de resiliência, transformação e inovação dentro do agronegócio. 

Tudo começou de forma simples: Gisele e o marido cultivavam cogumelos shimeji na cidade, atendendo principalmente o mercado local.

“A gente produzia umas 5 toneladas por mês. Além de vender direto, a gente também fornecia para pequenos produtores que complementavam suas entregas com os nossos cogumelos”, lembra ela.

portfólio diversificado à base de cogumelos
Portfólio diversificado à base de cogumelos. Foto: Arquivo Pessoal

Virada de chave na pandemia

Mas aí veio a pandemia e, como para muita gente, os desafios bateram forte. Com dificuldade para escoar os cogumelos frescos, era preciso se reinventar — e rápido. 

Foi assim, que surgiu a ideia de transformar os cogumelos: “começamos a desenvolver produtos à base de cogumelos. Hoje temos um portfólio diversificado com antepastos, hambúrguer, churrasco, almôndega e outros itens”, explica Gisele. 

Nesse processo, ela e o marido tiveram o apoio do Sebrae. “O Sebrae foi fundamental. Ajudou muito na estruturação do negócio e na melhoria dos produtos.”

Com o tempo, eles perceberam que vender cogumelos frescos não era mais tão viável financeiramente. Foi então que veio uma nova decisão: encerrar a produção própria e começar a comprar de pequenos produtores da região.

“Assim como já me ajudaram lá atrás, agora eu faço questão de ajudar também. A gente fortalece a rede, mantém a produção viva no Vale do Ribeira e todo mundo cresce junto”, diz Gisele, cheia de orgulho dessa nova fase, empreendedora.

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A convite do Sebrae, Gisele já levou seus produtos para feiras e eventos de grande porte. Além disso, as conversas para exportação estão a todo vapor.

“Estamos conversando com o Sebrae e outras instituições para estruturar direitinho essa parte de exportação. Já temos conversas avançadas, inclusive com gente dos Estados Unidos”, revela.

Dessa forma, a meta está bem definida: colocar os produtos da empresa ‘Cogumelos da Gi’ nas prateleiras do mercado nacional e também mundo afora.

“A ideia que nasceu em São Lourenço da Serra, hoje quer conquistar o Brasil e o mundo. Abrir porteiras, com certeza”, finaliza a produtora com sorriso no rosto e cheia de esperança. 

Quer conhecer mais sobre essa história inspiradora? Acesse aqui e confira os detalhes dessa jornada cheia de sabor, coragem e muito empreendedorismo.



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