terça-feira, maio 19, 2026

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Governo Federal reforça apoio aos municípios afetados no RS



O Governo Federal intensificou, neste sábado (21), as ações de apoio ao Rio Grande do Sul diante das fortes chuvas no estado desde o último dia 14. A Defesa Civil Nacional atua em articulação com municípios do RS e outros órgãos federais para garantir resposta rápida e assistência direta à população afetada.

Segundo informações fornecidas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (Midr), até o momento, as chuvas no RS atingiram 123 municípios, impactando 109.567 pessoas. Pelo menos 8 mil pessoas estão desalojadas ou vivendo em abrigos, e três mortes foram confirmadas.

Segundo dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), 50 municípios já registraram oficialmente a ocorrência de desastres. Vinte desses decretaram situação de emergência. Os municípios de São Sebastião do Caí e Cruzeiro do Sul solicitaram reconhecimento federal, sendo que o primeiro também pleiteou recursos para assistência humanitária.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, está no Rio Grande do Sul para acompanhar de perto a situação e visitar as cidades mais afetadas. Ele também participa da entrega de obras realizadas com recursos enviados após as enchentes de 2024. Segundo Wolff, o presidente Lula já autorizou a liberação de verbas para apoiar os municípios neste novo episódio de desastre. “Cada prefeito poderá fazer seu balanço e decidir se é necessário decretar emergência. O importante é que os recursos já estão garantidos, assim como ocorreu no ano passado”, afirmou o secretário.

Entre os dias 16 e 21 de junho, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu 54 alertas de risco para o estado. Neste sábado, a maioria dos alertas começou a ser encerrada, restando apenas nove ativos até as 11h26, conforme o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). O órgão permanece em estado de alerta laranja, indicando uma situação meteorológica perigosa. Vale lembrar que os alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não estão incluídos nessa contagem.

Ainda no início da semana, a Defesa Civil Nacional promoveu uma reunião emergencial com órgãos federais e estaduais para coordenar estratégias de mitigação e resposta. O coordenador-geral de Gerenciamento de Desastres, Tiago Schnorr, explicou que o monitoramento das áreas de risco é constante. “Realizamos reuniões diárias às 9h para atualizar os prognósticos e definir ações que ajudem a reduzir os impactos”, disse.

A coordenadora-geral de Gestão de Processos do Cenad, Júnia Ribeiro, também reiterou o compromisso do governo federal com o estado. “Estamos à disposição para orientar os municípios sobre os trâmites de reconhecimento federal de emergência e na elaboração dos planos de trabalho que garantem o acesso à ajuda humanitária”, afirmou.

A reunião de articulação contou com representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Cemaden, do Serviço Geológico do Brasil (SGB), além de defesas civis estaduais e de outras instituições que integram o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.



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AgroNewsPolítica & Agro

cotonicultura avalia impacto da crise no Irã


A alta dependência do Brasil em relação aos fertilizantes importados, especialmente os nitrogenados, acendeu o alerta entre os produtores rurais diante do agravamento de tensões geopolíticas. Atualmente, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados nas lavouras brasileiras vêm do exterior. No caso específico da Ureia, aproximadamente 17% do volume consumido no país tem origem no Irã, um dos países diretamente envolvidos no conflito que impacta o mercado internacional.

Embora as unidades de produção de fertilizantes nos países afetados não tenham sido diretamente atingidas, o mercado global já sente os efeitos da instabilidade. A produção de ureia no Irã está temporariamente paralisada. Segundo dados da consultoria StoneX, o preço da ureia acumula alta de aproximadamente 9% desde o início do ano. “Há expectativa de novas altas se o cenário de instabilidade persistir”, aponta o relatório da consultoria.

O algodão é uma das culturas mais impactadas por esse cenário. Cultivado principalmente no Cerrado, o algodoeiro exige manejo intensivo de adubação devido à baixa fertilidade natural dos solos da região e ao ciclo de cultivo prolongado, que varia entre 140 e 180 dias.

De acordo com Márcio Portocarrero, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), mesmo com o uso de práticas como a rotação de culturas com soja e milho na entressafra, o setor depende do fornecimento adequado de insumos. “Uma possível crise global de produção de fertilizantes tem impactos expressivos para o setor. Os produtores precisarão avaliar com cuidado suas estratégias de manejo para mitigar perdas”, afirma.

Além da questão dos fertilizantes, o setor enfrenta incertezas no cenário de exportações. A China foi responsável por 49% das compras de algodão brasileiro na safra 2023/24, mas a demanda pode ser afetada pelas tensões comerciais com os Estados Unidos. O algodão adquirido pela China é, em grande parte, utilizado na produção de têxteis destinados ao mercado norte-americano. Uma nova rodada de tarifas sobre os produtos chineses pode reduzir a necessidade de importações de algodão pela China.

Portocarrero defende medidas para reduzir a vulnerabilidade brasileira na importação de fertilizantes. Entre as ações prioritárias, destaca a reativação, conclusão ou ampliação de fábricas estratégicas no país. Nesse sentido, a Petrobras anunciou a retomada das unidades de Araucária (PR) e Três Lagoas (MS), além da ampliação de encomendas para as fábricas da Unigel, localizadas em Sergipe e na Bahia. No curto e médio prazo, outras alternativas estão em avaliação. Entre elas estão a redução de tarifas de importação, a revisão de metas do Plano Nacional de Fertilizantes e o incentivo ao uso de nutrientes orgânicos, organominerais e remineralizadores, que potencializam os efeitos dos fertilizantes químicos nas lavouras.





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Mapa participa de operação de combate a fraudes em cargas de farelo de soja



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, participou nesta terça-feira (17), da Operação Grãos Limpos, bem como também, da operação Grãos Puros. As operações deflagradas pela Polícia Federal têm o objetivo de combater fraudes na comercialização de grãos, especialmente em cargas de soja e farelo de soja destinados à exportação.

Com o apoio técnico do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) e do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov-PR), o Mapa atuou nas atividades de fiscalização e apoio às diligências. Estas tiveram como foco a busca e apreensão de documentos, computadores e celulares relacionados aos envolvidos.

Ao todo, cumpriram-se 15 mandados judiciais em Cuiabá, (MT), e nos municípios de em Toledo, São José dos Pinhais, Paranaguá, Pontal do Paraná e Morretes, no Paraná. Como resultado, uma pessoa foi presa em flagrante

Impacto das operações

A participação do Mapa integra um conjunto de ações de combate a esse tipo de irregularidade. Em 24 de abril, uma fiscalização resultou na apreensão de 6,8 milhões de quilos de soja e farelo de soja adulterados em um estabelecimento armazenador. No último 10 de junho, em operação conjunta no Porto de Paranaguá, a policia apreendeu 39.250 quilos de farelo de soja adulterado. Nos lotes havia areia, serragem e mofo misturados ao produto.

As operações reforçam o compromisso do Mapa com a qualidade dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil. O foco na segurança alimentar, sanidade vegetal e na proteção da imagem do país no mercado internacional.

Assim, as investigações seguem em andamento, com análise do material apreendido. As medidas buscam assegurar o cumprimento das normas sanitárias e comerciais, com base na legislação vigente. A atuação integrada entre o Mapa e a Polícia Federal é fundamental para coibir práticas fraudulentas. Dessa forma, preservando a imagem do Brasil como fornecedor confiável no mercado internacional.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Governo do RS atualiza dados sobre as chuvas no estado



O Governo do Rio Grande do Sul divulgou um novo boletim com informações atualizadas sobre os impactos das chuvas que atingem o Estado. O relatório divulgado pela Defesa Civil do estado do RS confirma os efeitos severos dos temporais em diversas regiões, com destaque para a elevação do nível dos rios, o aumento do número de desalojados e a ampliação da lista de municípios em situação de emergência.

De acordo com o boletim oficial, 121 municípios já reportaram danos ou intercorrências à Defesa Civil. Até o momento, são 1.914 pessoas em abrigos, 6.058 desalojadas, três mortes confirmadas, um ferido e uma pessoa desaparecida. Foram também resgatadas 731 pessoas e 137 animais, com apoio direto das forças de segurança do Estado.

O município de Jaguari (RS) decretou estado de calamidade pública. Outras 18 cidades, como São Sebastião do Caí, Rosário do Sul, Montenegro e Nova Santa Rita, estão oficialmente em situação de emergência devido às chuvas. A lista inclui municípios de diversas regiões, reforçando o caráter generalizado das ocorrências.

Na área da saúde, moradores de Paraíso do Sul continuam sem acesso ao Hospital Paraíso, localizado na Vila Paraíso. Em Rolante, 11 pacientes transferidos da Fundação Hospitalar permanecem internados no Hospital de Santo Antônio da Patrulha. Todos os demais hospitais do Estado seguem com funcionamento normal.

O boletim também detalha a situação dos rios e lagos, muitos deles em cotas de atenção, alerta ou inundação. O Rio Uruguai, entre São Borja e Uruguaiana, encontra-se em cota de inundação, com tendência de lenta elevação. O mesmo ocorre com os rios Ibirapuitã, Ibicuí, Jacuí, Caí, Taquari, Paranhana e Sinos, em diferentes trechos. Já o Guaíba apresenta níveis elevados e deve permanecer assim nos próximos dias, embora sem expectativa de transbordamento.

Canais oficiais

A Defesa Civil estadual reforça que a população pode se cadastrar para receber alertas meteorológicos por SMS, enviando o CEP da localidade para o número 40199. Também é possível ativar os alertas via WhatsApp, por meio do telefone (61) 2034-4611, interagindo com o robô de atendimento.

Outras informações, como pontos de bloqueios nas estradas, situação das barragens, avisos em tempo real e imagens atualizadas do radar meteorológico, estão disponíveis nos canais oficiais do governo estadual.

O próximo boletim deve ser divulgado às 18h deste sábado.



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CNA realiza levantamento de custos de produção em diferentes regiões



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou painéis do projeto Campo Futuro em diversos estados para levantar os custos de produção de cadeias estratégicas do agro nacional, como pecuária de leite, cana-de-açúcar, uva, tomate, avicultura de corte e de postura, além da piscicultura com tilápia. Os encontros foram nesta semana e reuniram técnicos, produtores e especialistas para análise de rentabilidade e gestão econômica nas propriedades rurais.

Em Pirassununga, no interior de São Paulo, os dados indicaram queda na margem líquida da cana-de-açúcar, influenciada pela redução na qualidade da matéria-prima. No Rio Grande do Sul, o painel da avicultura de corte realizado em Maraú apontou um custo operacional efetivo de R$ 1,14 por ave, sendo o aquecimento das granjas o principal item de custo.

No estado do Rio de Janeiro, em Macuco, o levantamento da pecuária de leite mostrou um rebanho com apenas 28% de vacas em lactação, o que compromete a geração de receita e evidencia a necessidade de ajustes no sistema produtivo. Já em Tangará, Santa Catarina, a produção de uva Isabel apresentou melhora na produtividade, mas ainda com prejuízo econômico, reforçando a importância de gestão eficiente.

O painel sobre a produção de tomate, realizado em Lebon Régis, também em Santa Catarina, destacou o alto custo com mão de obra, que representa cerca de 30% dos custos operacionais efetivos, mesmo com bons resultados de produtividade.

Além desses, também foram promovidos painéis sobre a avicultura de postura em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul, e sobre a tilápia nos municípios capixabas de Domingos Martins e Linhares. Os levantamentos contribuem para o aprimoramento da gestão rural e para a formulação de políticas mais alinhadas à realidade do campo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Falta de sol e frio desaceleram crescimento das pastagens


As condições climáticas registradas nas últimas semanas no Rio Grande do Sul têm impactado negativamente o desenvolvimento das pastagens. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quarta-feira (18), o frio intenso, a ocorrência de geadas e a baixa insolação reduziram o crescimento das forrageiras em várias regiões do Estado.

Apesar do cenário adverso, algumas áreas de campo nativo e pastagens cultivadas ainda permitiram um nível de pastejo, complementado por silagem e sal proteinado. “De forma geral, a oferta de forragem foi suficiente para manter o desempenho dos rebanhos”, informa o boletim. No entanto, nas propriedades que dependem exclusivamente do campo nativo, já há relatos de prejuízos na condição corporal dos animais.

Na região de Bagé, na Campanha, as geadas intensas queimaram grande parte da massa verde, o que reduziu a oferta de forragem. Em Caxias do Sul, o trigo forrageiro apresentou bom desenvolvimento e tem sido utilizado para pastejo.

Na região de Erechim, a umidade do solo favoreceu o crescimento das culturas de verão e das gramíneas nativas e perenes de inverno, mesmo com as temperaturas baixas. Já em Frederico Westphalen, as chuvas frequentes impediram a aplicação de fertilizantes e dejetos de suínos, práticas que costumam estimular as pastagens.

Em Ijuí, os altos volumes de chuva dos últimos dias não geraram necessidade de replantio nas áreas de pastagem. Em Passo Fundo, o frio mais intenso desacelerou ainda mais o crescimento das espécies forrageiras do campo nativo, exigindo a transferência dos bovinos para pastagens cultivadas. Na região de Pelotas, a oferta de pastagens de inverno permanece limitada. A estiagem de outono atrasou os plantios e, mesmo nas áreas implantadas no período ideal, o desenvolvimento foi prejudicado pela falta de água.

O cenário em Porto Alegre foi mais favorável, com as condições climáticas favorecendo o desenvolvimento das pastagens de inverno. Em Santa Maria, o campo nativo permanece estagnado, com forragem de baixa qualidade e alto teor de fibra. Na região de Santa Rosa, os produtores estão evitando o pastejo para preservar a rebrota e o enraizamento das plantas, minimizando os efeitos do pisoteio. Em Soledade, as pastagens perenes, as anuais de verão e os campos nativos apresentam baixa oferta de volumoso devido ao frio.





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Brasil recebe missão japonesa para avaliar defesa sanitária animal



O Brasil recebeu uma missão oficial de auditores do Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão (MAFF). A visita faz parte do processo de análise de risco conduzido pelo governo japonês, no âmbito das tratativas para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira. A programação incluiu atividades em três estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

A missão teve início com uma reunião na sede da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), em Brasília, com a presença do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e do diretor do Departamento de Saúde Animal, Marcelo Mota.

Em Santa Catarina, a Superintendência de Agricultura e Pecuária (SFA/SC) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) apresentaram a estrutura administrativa e operacional do Serviço Veterinário Oficial (SVO). A comitiva japonesa também visitou a Unidade Veterinária Local (UVL) da Cidasc, em Biguaçu, para conhecer as atividades de campo da defesa sanitária animal no estado.

No Rio Grande do Sul, os auditores visitaram a Unidade de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Durante a visita, foi apresentado o Programa Sentinela, desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seagri-RS), que foca na vigilância ativa de doenças de interesse em saúde animal.

As atividades no Paraná incluíram visitas aos Escritórios Regional e Local do SVO em Cascavel, além de uma auditoria técnica na sede da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A missão foi concluída com uma reunião na sede da Superintendência de Agricultura e Pecuária em Curitiba (SFA-PR), onde o governo brasileiro apresentou informações complementares sobre a saúde animal no país, com ênfase no Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA).

A auditoria realizada diretamente no país representa uma etapa importante no processo de avaliação do sistema sanitário brasileiro pelo Japão, reforçando a credibilidade do Brasil como potencial fornecedor de carne bovina e destacando a integração entre o Mapa, os serviços estaduais de defesa agropecuária e o setor produtivo.



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Queijo colonial do Paraná conquista reconhecimento nacional


O queijo colonial produzido no sudoeste do Paraná agora tem reconhecimento oficial. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu, nesta semana, o selo de indicação geográfica (IG) ao produto artesanal, tornando-o o 19º item paranaense com essa certificação.

A IG contempla a produção em 42 municípios da região, que concentra a principal bacia leiteira do estado, com cerca de 20 mil produtores e uma produção anual estimada em 1 bilhão de litros de leite.

A conquista representa mais do que um selo de origem. Para os produtores, a certificação abre portas para novos mercados, amplia o valor agregado do produto e reforça a identidade cultural da região. O processo de obtenção da IG contou com a atuação conjunta de instituições públicas e privadas, como o IDR-Paraná, Seab, Sebrae-PR, UTFPR, cooperativas, prefeituras e os próprios produtores locais.

Segundo Karolline Marques, coordenadora de agroindústria do IDR-Paraná, o reconhecimento é reflexo direto da qualidade e da assistência técnica prestada às queijarias da região. “Das mais de 300 queijarias acompanhadas no estado, 40 estão no Sudoeste. O trabalho vai desde a alimentação dos animais até a finalização do queijo. O resultado é um produto com identidade própria e qualidade garantida”, afirma.

A Associação dos Produtores de Queijo Artesanal do Sudoeste do Paraná (Aprosud), que reúne 18 produtores em 11 municípios, comemora o selo como um marco. Claudemir Roos, presidente da entidade, afirma que a IG “traz mais visibilidade, valoriza a produção e gera renda para as famílias que vivem do queijo. É também um estímulo para outros agricultores investirem na atividade”.

O produtor e presidente da (Aprosud), Claudemir Roos -Foto: Carina Pelegrini/Sebrae-PR

Para Angela Bach, produtora de Santa Izabel do Oeste, que mantém a tradição familiar iniciada com duas vacas na década de 1990, o reconhecimento é motivo de orgulho. “A IG valoriza histórias como a da minha família, que atravessam gerações. Hoje entregamos queijos coloniais, temperados e maturados para toda a região. Essa chancela representa a força da nossa trajetória”, declara.

Cristina Bombonato, de Pinhal de São Bento, ressalta que a IG também aumenta a responsabilidade com o consumidor. “Implica em seguir boas práticas, garantir segurança no processo produtivo e manter a tradição. É o resgate da identidade italiana trazida pelos imigrantes e preservada até hoje.”

A área geográfica coberta pelo selo abrange municípios como Francisco Beltrão, Pato Branco, Dois Vizinhos, Palmas, Capanema, Coronel Vivida, entre outros. A região se consolida como referência na produção artesanal de queijo colonial, sendo reconhecida nacionalmente pela qualidade e diversidade do produto.

A certificação do queijo do sudoeste reforça a posição do Paraná como o segundo estado brasileiro com mais registros de indicação geográfica, atrás apenas de Minas Gerais. Com a recente inclusão da carne de onça de Curitiba, o estado soma 19 produtos com IG. Outros itens tradicionais já reconhecidos incluem o café do Norte Pioneiro, o barreado do litoral, o mel de Ortigueira e a erva-mate de São Mateus do Sul.

O reconhecimento do queijo colonial do Sudoeste como produto de Indicação Geográfica fortalece não apenas a economia local, mas também a preservação cultural e o saber-fazer artesanal que marca a história de milhares de famílias no interior do Paraná.




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AgroNewsPolítica & Agro

Safras de milho e soja avançam nos Estados Unidos, aponta USDA



Iowa registra 84% da lavoura de milho em bom estado




Foto: Canva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (17) o boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin com atualização sobre o progresso das lavouras de milho e soja no país.

Até o dia 15 de junho, 94% da safra de milho havia emergido, resultado dois pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano passado, e alinhado à média dos últimos cinco anos. Quanto à qualidade, 72% do milho foi classificado como bom a excelente, um ponto percentual acima da semana anterior. No estado de Iowa, maior produtor nacional, 84% da lavoura de milho recebeu essa classificação.

Em relação à soja, 93% da área prevista para o cultivo já havia sido plantada até 15 de junho, um ponto percentual acima do ritmo do ano passado, mas um ponto abaixo da média de cinco anos. O USDA informou que 84% da soja já havia emergido, número quatro pontos percentuais à frente do mesmo período de 2024 e um ponto acima da média histórica.

A avaliação de qualidade da soja indicou que 66% da safra foi classificada como boa a excelente, uma queda de dois pontos percentuais em comparação com a semana anterior.





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Balão cai e deixa mortos em Praia Grande (SC)



Um balão pegou fogo e caiu durante um voo turístico na manhã deste sábado (21) em Praia Grande, no sul de Santa Catarina. A cidade, conhecida como um dos principais destinos de balonismo do país, registrou uma das maiores tragédias de sua história recente. De acordo com as mais recentes informações do governador Jorginho Mello (PL), ao menos oito pessoas morreram e 13 foram resgatadas com vida. Mais de 20 pessoas estavam a bordo da aeronave, segundo o Corpo de Bombeiros.

Em nota, a Prefeitura de Praia Grande manifestou solidariedade às famílias das vítimas e informou que uma força-tarefa foi criada para prestar apoio aos sobreviventes. O município decretou luto oficial de três dias. Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Saúde e Polícia Científica seguem mobilizadas no atendimento à ocorrência e na investigação das causas do acidente.

As circunstâncias da queda ainda estão sendo apuradas. Imagens feitas por moradores mostram o balão em chamas antes de despencar. O acidente ocorre menos de uma semana após uma outra tragédia com balão no interior de São Paulo, que resultou na morte de uma mulher.



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