terça-feira, maio 19, 2026

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OMSA confirma encerramento de caso em granja comercial no Brasil



A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) declarou oficialmente, na sexta-feira (20), o encerramento do caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) registrado em uma granja comercial em Montenegro (RS).

A confirmação veio por meio da atualização do status do caso da doença no site oficial da organização, agora classificado como “encerrado”. O Brasil já havia enviado uma autodeclaração à OMSA comunicando que o foco de gripe aviária estava encerrado.

“Em 18 de junho, 28 dias após a aplicação da política de abate sanitário (incluindo desinfecção) no único estabelecimento afetado e considerando a vigilância realizada de acordo com o capítulo 10.4 do Código Terrestre da OMSA, o evento é considerado encerrado. Junto com este relatório final, o Brasil enviou à OMSA uma autodeclaração de liberdade da doença”, afirmou a OMSA.

O surto, primeiro e único caso em granja comercial no país, foi detectado em 12 de maio em uma criação de matrizes no Rio Grande do Sul. Diante disso, foi determinando o abate sanitário de todas as aves do local, além da imposição de barreiras sanitárias na região.

Com a decisão da OMSA, o Brasil recupera seu status sanitário internacional, essencial para o comércio global de produtos avícolas. O país é o maior exportador mundial de carne de frango e espera a retomada da comercialização para os mercados para os quais os embarques estavam suspensos. A retomada, contudo, depende do aval da autoridade sanitária de cada país importador.

O novo status sanitário ainda precisará ser validado pelos países importadores para a retomada da comercialização para os mercados com a suspensão das emissões de certificados de exportação. Por isso, não é possível estimar um prazo para retomada do fluxo comercial, já que a autorização parte do país importador e não do exportador.

Na prática, os países importadores precisarão reconhecer que o Brasil está livre da gripe aviária. Posteriormente à validação de cada autoridade sanitária dos países importadores, o Brasil pode retomar a certificação das exportações em cumprimento dos requisitos sanitários acordados e, assim, reabrir o comércio.

Ao todo, as exportações de carne de frango de todo o território brasileiro estão suspensas para 21 destinos, segundo levantamento mais recente do Ministério da Agricultura. Estão pausados temporariamente os embarques de produtos avícolas brasileiros para China, União Europeia, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Peru, Albânia, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Mauritânia, Argentina, Timor Leste, Marrocos, Índia, Sri Lanka, Macedônia do Norte e Paquistão, conforme o levantamento da pasta. A lista inclui as nações que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações conforme prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país.

Há, ainda, 16 mercados para os quais estão impedidas as exportações de frango proveniente do Rio Grande do Sul. Outros quatro países suspenderam as compras de carne de frango e derivados do município de Montenegro (RS), onde o foco da doença foi detectado, conforme prevê o protocolo acordado pelos países com o Brasil.

Outros 18 mercados limitaram a suspensão dos embarques para um raio de 10 quilômetros do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP). As suspensões temporárias e cautelares estão previstas no protocolo sanitário acordado entre o Brasil e os países importadores.



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consulta ao 2º lote de restituição liberada hoje; saiba horário


A Receita Federal libera nesta segunda-feira (23), às 10h, a consulta ao segundo dos cinco lotes de restituição de 2025. Cerca de 6,5 milhões de contribuintes que entregaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física deste ano deverão ser contemplados. 

Este é o maior lote da história em número de contribuintes e em valor. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 6.545.322 contribuintes receberão R$ 11 bilhões. Segundo o Fisco, todo o valor  irá para contribuintes com prioridade no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  • 4.764.634 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  • 1.044.585 contribuintes de 60 a 79 anos;
  • 496.650 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 148.090 contribuintes acima de 80 anos;
  • 91.363 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

Embora não tenham prioridade por lei, os contribuintes que usaram dois procedimentos em conjunto, a declaração pré-preenchida e o Pix como forma de recebimento da restituição, passaram a ter prioridade no recebimento da restituição neste ano. Neste lote, não haverá pagamento a contribuintes sem prioridade.

A consulta poderá ser feita na página da Receita Federal na internetBasta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets smartphones.

Restituição do Imposto de Renda

O pagamento será feito em 30 de junho, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.



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Especialista conta tudo o que mexe com a economia e os mercados na semana


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o aumento da aversão ao risco global com as tensões entre EUA e Irã.

O petróleo disparou e o Fed manteve os juros, mas sinalizou cortes graduais em 2025.

Aqui, o Copom surpreendeu ao elevar a Selic para 15%, reforçando o tom contracionista diante da inflação e do cenário externo. O real se valorizou e os juros futuros abriram na ponta curta.

Semana terá ata do Copom, IPCA-15 e PCE dos EUA, além do monitoramento da crise no Golfo.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Queijaria do Rio Grande do Norte ganha certificação por produção sustentável e artesanal



“Dona Branca Artesanais é como casa de vó.” A frase que estampa os rótulos dos produtos da marca já antecipa o que o consumidor pode encontrar: sabor de uma comida caseira, feita com cuidado e tradição.

A empresa, localizada em Currais Novos, bem no coração do Seridó (RN), conquistou o selo ‘Feito Potiguar’, iniciativa criada para valorizar produtos do Rio Grande do Norte (RN). 

Instalada na Fazenda Aba da Serra, em meio ao Geoparque Seridó, a queijaria fabrica queijo de coalho, muçarela artesanal, manteiga do sertão, doce de leite e ricota, com leite do próprio rebanho — sem adição de produtos químicos, com rebanho certificado como livre de tuberculose e brucelose —, preservando assim, a identidade e o sabor da produção familiar..

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Sustentabilidade e tradição no campo

A marca Dona Branca Artesanais mantém uma produção sustentável e integrada: desde o cultivo do capim e da palma utilizados na alimentação do rebanho até a fabricação dos queijos, doces e iogurtes, a marca aposta na sustentabilidade e na preservação ambiental como compromissos para as próximas gerações.

O nome da empresa homenageia a avó do produtor, Vitor Rezende, que se inspira nela para criar cada receita com afeto e tradição. “Ainda está caindo a ficha, principalmente ao ver a magnitude do projeto”, diz Rezende.

Para ele, o reconhecimento dará ainda mais visibilidade à marca, não apenas no Rio Grande do Norte, mas em todo o Brasil.

O programa incentiva o empreendedorismo, a rastreabilidade e a competitividade dos negócios potiguares. Nesta primeira fase, 30 empresas conquistaram o selo. A expectativa é aumentar esse número nos próximos meses.

O selo ‘Feito Potiguar’ é uma iniciativa integra um movimento de valorização da produção potiguar, realizado pelo Sebrae-RN, Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio-RN) e a Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern).

Para receber a certificação, as empresas devem produzir no estado e, preferencialmente, usar matéria-prima local. Quando não for viável, os produtos precisam mostrar conexão com a cultura ou a identidade potiguar na rotulagem ou apresentação. Também é exigida maturidade gerencial e comercial.



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O agro brasileiro já estava pressionado antes da guerra



O fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual



O  fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual
O fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual – Foto: Foto: Portos RS

O gargalo logístico mundial já estava previsto mesmo antes do ataque dos EUA no sábado, 21 de junho, de acordo com José Carlos de Lima Júnior, sócio-diretor da Markestrat e cofundador da Harven Agribusiness School. A operação de fertilizantes e combustíveis no Estreito de Ormuz é uma das maiores do mundo, mas para o agronegócio o sinal de alerta foi ligado bem antes desse episódio, envolvendo fatores estruturais e sazonais que pressionam a cadeia de suprimentos.

A Índia já havia se consolidado como importante fornecedora de princípios ativos para agroquímicos, reduzindo parcialmente a dependência da China. Antecipando riscos, o Brasil adiantou grande parte das importações necessárias no período pré-safra de 2025, o que garante certa proteção no curto prazo. Ainda assim, os custos de fretes marítimos registraram alta em junho, refletindo tensões já existentes nas rotas globais.

No segundo semestre, ocorre o chamado Peak Season, fase tradicional de saturação logística puxada por exportações de açúcar, algodão e outros produtos de safra. Portanto, mesmo sem qualquer conflito, o setor enfrentaria gargalos significativos. O ataque do dia 21 apenas adiciona uma camada extra de incerteza e pressão sobre um sistema que já vinha operando perto do limite, observa José Carlos de Lima Júnior.

Para ele, o eventual fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual, mas como um fator cumulativo, agravando desequilíbrios logísticos que podem impactar custos e prazos de entrega no agronegócio global. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

 





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Carboxamidas: Proteção preventiva na lavoura



A principal função das carboxamidas é preventiva



A principal função das carboxamidas é preventiva
A principal função das carboxamidas é preventiva – Foto: Canva

Segundo Wesler Marcelino, desenvolvedor de mercado na Biotrop Soluções Biológicas, as carboxamidas, classificadas como Fungicidas SDHI, desempenham papel fundamental no manejo de doenças em diversas culturas, como soja, milho e trigo. Esse grupo químico atua inibindo a enzima succinato desidrogenase (SDH), essencial para o processo respiratório dos fungos, o que bloqueia a utilização de oxigênio e, consequentemente, a produção de energia, levando à morte do patógeno.

A principal função das carboxamidas é preventiva, formando uma espécie de barreira protetora que impede a penetração e o desenvolvimento de infecções fúngicas nas plantas. Essa característica faz com que o uso desses produtos seja estratégico em períodos de maior pressão de doenças, garantindo proteção prolongada e redução de perdas na lavoura.

Na prática, as carboxamidas são frequentemente aplicadas em misturas com outros fungicidas, como estrobilurinas e triazóis, ampliando o espectro de ação e retardando a resistência de patógenos. Essa combinação potencializa a eficácia dos tratamentos, protegendo folhas, caules e espigas de forma mais abrangente e prolongada.

Por fim, Wesler destaca que o uso das carboxamidas deve estar inserido em um programa de manejo integrado de doenças, que alia a aplicação de defensivos a boas práticas agrícolas, rotação de culturas, uso de sementes de qualidade e monitoramento constante. Dessa forma, é possível manter a sanidade da lavoura, otimizar o rendimento e preservar a eficiência dos produtos no longo prazo. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

 





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início da semana é marcado por baixas temperaturas



O primeiro dia da semana já começa sob o efeito do inverno: baixas temperaturas no Sul e em parte do Sudeste. Confira a previsão para esta segunda-feira (23) em todo o Brasil:

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Sul

Segunda-feira com bastante vento no Sul do país. O ar frio diminui as temperaturas, especialmente na Campanha gaúcha. Chove forte com risco de temporais ainda sobre a serra do Rio Grande do Sul e os estados de Santa Catarina e Paraná. De forma geral, a temperatura começa a diminuir no decorrer do dia.

Sudeste

Frente fria avança em alto mar e provoca mudanças em São Paulo – o dia começa com sol e a condição de pancadas de chuva na capital aumenta à tarde. Regiões do oeste e sul paulista podem ter chuva moderada desde cedo. O tempo continua firme no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo, com destaque para o calor.

Centro-Oeste

A chuva entre moderada e forte se espalha para mais áreas de Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de Mato Grosso, com risco para trovoadas. Pouca chuva no sul de Goiás e ar seco no Distrito Federal, com muito sol e calor em Brasília.

Nordeste

Chuva moderada no litoral de Alagoas, em Pernambuco, na Paraíba e e Rio Grande do Norte. As pancadas ocorrem ao longo da manhã, intercalando com períodos de melhoria, mas retorna de forma mais contínua à tarde. Ar mais seco no interior da Região com baixa umidade do ar no sul do Maranhão e do Piauí.

Norte

Semana começando com pancadas mais concentradas no oeste e norte do Amazonas e no sul de Roraima. Tempo abafado e com chuva forte no leste e norte do Amapá. Pouca chuva no Acre e tempo seco no Tocantins. Chove em forma de pancadas em Rondônia.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Após terceiro reajuste da Petrobras em 2025, diesel cai mais de 2,6% em…


As reduções foram de 2,65% para o tipo comum e de 2,62% para o S-10 na comparação com a quinze primeirana de abril

De acordo com a mais nova análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantado que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, o diesel comum e o tipo S-10 tiveram preços médios de R$ 6,25 e R$ 6,31, respectivamente, na primeira quinzena de maio. Os valores representam quedas respectivas de 2,65% e 2,62% para os dois tipos de combustível, em comparação com o período equivalente a abril.

“A queda de mais de 2,6% nos preços médios do diesel comum e do tipo S-10 nesta quinze primeirana de maio representa um resgate de R$ 0,17 por litro em relação ao início de abril, um centavo a mais do que o último corte anunciado pela Petrobras às distribuidoras, de R$ 0,16. Esse movimento reflete o terceiro reajuste para baixo elevado pela estatal em 2025 e mostra que o repasse tem chegado às bombas, analisado para aliviar os custos com abastecimento”, Renato Mascarenhas, Diretor de Rede, Operações e Transformação da Edenred Mobilidade.

Com o reajuste, ao analisar os valores médios regionalmente, nota-se que, em comparação com a primeira quinzena de abril, todas as regiões do Brasil acompanharam a média nacional e registraram queda, com destaques para o Sul, que registraram as maiores quedas do País para o diesel comum (3,37%), e para S-10 (3,03%, mesma redução do Centro-Oeste). O Sul foi, também, onde se comercializou, mais uma vez, o diesel mais barato do País, para ambos os tipos. Na região, o diesel comum foi vendido em média a R$ 6,03, enquanto o S-10 foi vendido em média a R$ 6,09.

Já os preços mais caros foram encontrados no Norte, onde se vendeu o diesel S-10 a R$ 6,75, mesmo após queda de 2,03%, e o comum a R$ 6,91, depois de redução de 1,29%.

Na avaliação por estados, o destaque da primeira quinzena de maio foi novamente o Acre, que registrou as maiores médias para os dois tipos de diesel. Após queda de 0,89%, o tipo comum alcançou o valor de R$ 7,78 no estado, enquanto o S-10, que apresentou redução de 1,78%, caiu para R$ 7,73. A maior redução do diesel comum aconteceu em Alagoas, onde o preço médio do combustível recuou para R$ 6,33 após queda de 6,08%.

Já o menor preço médio para o diesel comum foi registrado nos postos do Paraná, a R$ 6,00, após queda de 3,85% na comparação com a primeira quinzena de abril. Enquanto isso, o menor preço do diesel S-10 foi encontrado em Pernambuco, onde se comercializou o combustível a R$ 5,95, depois de queda de 4,49% em comparação ao mesmo período do mês anterior, a maior redução entre todos os estados brasileiros.

Vale ressaltar também que os maiores aumentos nos preços de ambos os tipos de diesel foram registrados no Amazonas, onde os motoristas viram alta de 0,86% no tipo comum, o que elevou o preço médio do combustível para R$ 7,00. Já o S-10 teve alta de 0,28% no estado, chegando ao preço médio de R$ 7,05.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log , com uma estrutura robusta de ciência de dados que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.





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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta elevada de citros pressiona preços



Alta produção de citros impacta mercado




Foto: Agrolink

A produção de citros no Rio Grande do Sul segue com boa qualidade, mas o excesso de oferta tem provocado queda nos preços pagos aos agricultores. O cenário foi detalhado no Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (18) pela Emater/RS-Ascar.

Na região de Caxias do Sul, os pomares apresentam uma carga elevada de frutas, com padrão de qualidade considerado satisfatório pelos técnicos da instituição. Apesar das boas condições, a grande disponibilidade no mercado tem limitado a absorção da produção. Segundo o informativo, a bergamota está sendo comercializada a R$ 2,99 o quilo nas promoções do varejo local. Para os produtores, o preço por caixa de 20 quilos varia entre R$ 20,00 e R$ 28,00.

Na região administrativa de Erechim, a comercialização de laranjas das variedades Salustiana, Iapar, Rubi e Hamlin continua. O motivo, segundo a Emater/RS-Ascar, é que esses frutos estão com índice de acidez/brix acima de 13°, considerado adequado para o consumo. O preço local chega a R$ 800,00 por tonelada.

A venda da laranja Valência permanece suspensa devido ao baixo índice de acidez/brix, que está inferior a 13°. No entanto, a Emater/RS-Ascar projeta que a qualidade e a produtividade da variedade devem superar as expectativas, com rendimento médio acima de 35 toneladas por hectare.





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Entrada dos EUA na guerra contra o Irã coloca custos do agro brasileiro em risco


A entrada oficial dos Estados Unidos no conflito entre Israel e Irã neste sábado (21) elevou de forma dramática o risco geopolítico global e acendeu um alerta vermelho para o agro brasileiro.

Ao autorizar ataques aéreos contra três instalações nucleares iranianas, o governo norte-americano selou seu envolvimento direto na guerra. A reação do Irã foi imediata: parlamentares do país afirmaram que podem fechar o Estreito de Ormuz, caso considerem seus interesses ameaçados.

O Estreito de Ormuz é uma artéria vital do comércio global. Por ele passam cerca de 20% de todo o petróleo transportado por via marítima no mundo — aproximadamente 18 a 20 milhões de barris por dia. Também trafegam por ali derivados petroquímicos, como gás natural liquefeito e fertilizantes nitrogenados, amplamente utilizados na agricultura. Qualquer interrupção nessa rota teria efeito dominó sobre cadeias produtivas em todos os continentes.

Impactos diretos para o agro brasileiro

O agro brasileiro, embora geograficamente distante do conflito, é profundamente dependente da estabilidade logística e energética mundial. Traço quatro principais impactos reais e imediatos ao agravamento do conflito:

  1. Disruptura logística global: com um possível bloqueio do Estreito de Ormuz, navios teriam que contornar longas rotas alternativas, aumentando tempo e custos de transporte. Isso afetaria diretamente o frete marítimo de fertilizantes e insumos agrícolas, que o Brasil importa em grande volume.
  2. Alta nos preços dos combustíveis e fertilizantes: o petróleo já começou a subir com a tensão no Golfo Pérsico, e analistas não descartam que o barril do tipo Brent ultrapasse os US$ 100 se houver de fato o fechamento do estreito. Isso encarece diesel, transporte, e também fertilizantes — que já vinham sofrendo pressões de preço após sanções sobre Rússia e restrições logísticas globais.
  3. Pressão sobre margens dos produtores: com custos logísticos, de insumos e de energia em alta, a rentabilidade das lavouras brasileiras pode ser comprometida. O milho, a cana-de-açúcar e a soja, culturas altamente dependentes de ureia e adubos nitrogenados, serão diretamente afetadas.
  4. Instabilidade cambial e inflação interna: o real tende a se desvalorizar diante do aumento do risco global. Isso gera dois efeitos simultâneos: aumenta o custo das importações e pressiona a inflação — justamente no momento em que o produtor já enfrenta margens apertadas e uma temporada de incertezas climáticas.

A guerra no Oriente Médio ganhou uma nova dimensão com a entrada dos EUA, e as ameaças do Irã ao fechamento de Ormuz transformaram o que era uma crise regional em uma ameaça global. Para o Brasil, essa escalada representa mais do que um alerta: é uma evidência de que o agro — mesmo sendo altamente produtivo — segue vulnerável à geopolítica e à logística mundial.

Em tempos de incerteza, planejamento e reação rápida são as melhores ferramentas para manter a competitividade e a resiliência do campo brasileiro. O produtor precisa estar atento, e o governo precisa agir para garantir que o Brasil não seja penalizado por uma guerra que está longe de nossas fronteiras, mas perto demais de nossa realidade econômica.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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