terça-feira, maio 19, 2026

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Preços de frutas nos atacados no atacado registram queda


O mercado atacadista de frutas registrou queda nos preços de mamão, laranja, melancia e banana no último mês, segundo dados divulgados nesta terça-feira (24) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As informações constam no 6º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort).

De acordo com a Conab, o mamão apresentou redução de 16,89% na média ponderada de preços. O recuo é atribuído ao aumento da oferta da variedade papaya, especialmente na primeira quinzena de maio, além da menor demanda decorrente das temperaturas mais baixas. No caso da laranja, a queda foi de 12,55%. Segundo a análise, o movimento reflete a maior oferta de frutas precoces, consideradas de melhor qualidade, além da concorrência com outras frutas como a mexerica poncã e os efeitos do clima frio sobre o consumo.

A melancia também teve redução de preços, com recuo de 11,82% na média ponderada. Já a banana registrou queda mais leve, de 2%. A Conab atribui essa variação ao aumento da produção da variedade nanica, favorecida por condições climáticas no norte de Santa Catarina, norte de Minas Gerais e na microrregião de Registro (SP), além da demanda mais fraca.

O mercado da maçã seguiu trajetória oposta. Em maio, o produto registrou alta de 1,28% na média ponderada de preços. Esse resultado foi influenciado pelo fim da colheita da variedade fuji nos estados do Sul do país.

No segmento de hortaliças, o tomate apresentou redução pelo segundo mês consecutivo, com queda de 14,79% na média ponderada, reflexo do início da safra de inverno. Segundo a Conab, a expectativa é de que os preços sigam com tendência de baixa com o avanço da colheita.

Por outro lado, alface, batata, cebola e cenoura apresentaram elevação nas cotações. No caso da batata, a média ponderada subiu 4,99% em maio. A Conab observou que, apesar do aumento, a variação foi moderada entre as Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas. A alface teve alta de 6,68%, influenciada pela entrada insuficiente da safra de inverno para atender à demanda.

Para a cebola, o aumento foi de 21,41% na média ponderada, movimento considerado comum no primeiro semestre. No entanto, a Conab destaca que, apesar das altas sucessivas desde dezembro de 2024, os preços permanecem abaixo dos valores registrados no mesmo período de 2024. A cenoura também apresentou crescimento, com elevação de 8,36%, impulsionada principalmente pela limitação na oferta durante a primeira metade de maio.

No cenário das exportações de frutas, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) registrou o embarque de 486 mil toneladas entre janeiro e maio de 2025, um aumento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita obtida com essas exportações totalizou US$ 548,7 milhões, o que representa alta de 12,3% em comparação a 2024 e de 29% frente aos cinco primeiros meses de 2023.

A Conab também divulgou o balanço da comercialização nas Ceasas em 2024. O volume de frutas e hortaliças movimentado alcançou 17 milhões de toneladas, com valor transacionado de R$ 75,7 bilhões. Em comparação a 2023, houve uma redução de 3,53% na quantidade comercializada, mas um aumento de 13,96% no valor financeiro. O crescimento no faturamento foi atribuído, segundo a Conab, ao aumento nos preços de importantes hortifrutis, influenciado por adversidades climáticas e pela elevação dos custos de insumos.

Nesta edição, o boletim também destacou o papel das Ceasas na modernização das embalagens usadas na comercialização, buscando maior qualidade, eficiência e sustentabilidade.

 





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Arroz segue em queda, mas maior demanda limita a retração



Os preços do arroz seguem em queda no Rio Grande do Sul. Isso é o que apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ainda assim, de acordo com o instituto, a presença de agentes de indústrias no mercado e o crescente interesse de importadores pelo produto brasileiro contribuíram para frear o movimento de retração.

Segundo o centro de pesquisas, agentes de indústrias com necessidade de repor seus estoques de arroz estiveram dispostos a pagar preços mais firmes para garantir o abastecimento. A perspectiva também é de maior demanda externa. 

Vendedores, por sua vez, continuam retraídos do spot. Pesquisadores ressaltam que as fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul limitaram a liquidez, à medida que fizeram estragos significativos na região central do estado, com enchentes e interdições em rodovias. 

Em junho, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS está 40,9% inferior à de junho/24, em termos nominais. Na parcial do ano, a baixa chega a expressivos 33,8%.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Algodão sofre queda nos preços com avanço na colheita



Os preços do algodão em pluma estão em queda no Brasil, operando nos patamares nominais de março deste ano. É isso que mostram os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores explicam que, a colheita da safra 2024/25 possivelmente baterá o recorde. Com o ritmo aumentando, vendedores se mostram mais dispostos a liquidar os lotes remanescentes de algodão da temporada 2023/24.

Compradores, atentos a esse cenário, ofertam valores menores nas aquisições de novos lotes. O movimento de baixa na cotação doméstica é reforçado pela desvalorização externa da pluma, ainda conforme o Centro de Pesquisas. 

Nessa segunda-feira (23), o Indicador Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, fechou a R$ 4,1655/lp. Este foi o menor valor desde o dia 21 de março deste ano (R$ 4,1652/lp). Na parcial de junho (até o dia 23), o Indicador acumula queda de 5,7%. No campo, segundo a Conab, até o dia 21 de julho a colheita já havia atingido 4% da área brasileira.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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cotações operam nas menores médias do ano



As quedas de preços do café vêm se intensificando e já passam dos 15% na parcial de junho. Isso conforme os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, a pressão vem sobretudo do avanço da colheita da safra brasileira 2025/26. O Indicador Cepea/Esalq do arábica do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, perdeu quase 360 Reais/saca de 60 kg neste mês, fechando abaixo dos R$ 2.000/sc. A queda representou uma diminuição de 15,4% no comparativo com o mês passado. 

Ainda de acordo com o centro de estudos, as cotações da variedade não chegam a valores tão baixos desde o encerramento de novembro/24. 

Para o robusta, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, recuou 208,25 Reais/saca de 60 kg (ou 14,9%) no acumulado de junho. Com isso a variedade abriu esta semana à média de R$ 1.186,20/sc, o menor patamar desde maio/24. 

Pesquisadores ressaltam que ambas variedades vinham operando em patamares recordes reais. Com isso, as recentes quedas, além de atreladas à colheita, também representam um certo ajuste do mercado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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setor está preparado para o Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento?


Não é necessário lembrar que a UE é um mercado importante para o café brasileiro. Em 2024, o Brasil exportou quase US$11,4 bilhões em café, sendo que praticamente metade desse valor foi destinado à UE. A Alemanha por si só importou US$1,8 bilhão do nosso café, enquanto a Bélgica e a Itália importaram cerca de US$1 bilhão cada. Os Estados Unidos são o único mercado não europeu que atingiu magnitudes semelhantes, importando US$1,9 bilhão de café brasileiro em 2024.

Nesse contexto, é importante observar que o mercado internacional de café está passando por uma série de desafios sem precedentes. Os Estados Unidos impuseram tarifas de pelo menos 10% sobre todas as importações (incluindo o café brasileiro). Do outro lado do Atlântico, o “Green Deal” da UE estabelece requisitos rigorosos de sustentabilidade para os produtos que entram no mercado único europeu. Neste artigo, avaliamos até que ponto o café brasileiro está pronto para atender às exigências do Regulamento da UE sobre Produtos Livres de Desmatamento.

O EUDR exige que o café importado para a UE seja rastreável, livre de desmatamento, e produzido em conformidade com as leis nacionais

O EUDR cria obrigações para as empresas europeias que importam café para o mercado da UE. A partir de dezembro de 2025, essas empresas terão que certificar-se que o café que importam atende a três requisitos:

  1. Desmatamento zero – O café não deve ter sido cultivado em terras que foram desmatadas após 31 de dezembro de 2020.
  2. Rastreabilidade – Os importadores devem ser capazes de identificar as parcelas individuais de terra onde o café foi produzido e fornecer garantias às autoridades europeias de que o café realmente originou das mesmas.
  3. Legalidade – O café deve ter sido produzido em conformidade com as leis do país produtor. No caso do Brasil, as leis aplicáveis incluem o Código Florestal

Brasileiro, a legislação fundiária, as leis trabalhistas e outras regulamentações ambientais (p.ex., sobre agroquímicos).

Embora seja responsabilidade dos compradores europeus avaliar o risco de não-conformidade, é importante que o setor cafeeiro brasileiro se una e facilite esse processo para o nosso maior cliente. Isso não somente garantiria nosso acesso ao mercado europeu mas também geraria uma vantagem competitiva para a nossa origem em comparação com os nossos concorrentes.

O café brasileiro não desmata

Vamos começar analisando o desmatamento no setor cafeeiro. Um estudo do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IIS) concluiu que o café é a commodity brasileira com o menor índice de risco de desmatamento, bem à frente de setores como soja, madeira e óleo de palma.

O mesmo estudo estima que apenas 0,1% das áreas desmatadas para fins agrícolas no Brasil estariam associadas à produção de café.

Da mesma forma, um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais constatou que 99% das 115.000 propriedades rurais produtoras de café registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em Minas Gerais não apresentaram desmatamento significativo após 2008.

Com base nesses dois estudos e em outros, os compradores europeus de café podem se sentir confiantes, visto que praticamente a totalidade da produção cafeeira brasileira não está associada ao desmatamento.

De toda forma, os compradores terão que realizar suas próprias verificações para garantir que não estão adquirindo café de áreas desmatadas. Aqueles que compram do Brasil têm acesso a uma grande quantidade de dados de alta qualidade sobre o uso dos solos e o desmatamento, disponibilizados ao público pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O Brasil sempre foi pioneiro no uso de tecnologia para monitorar o desmatamento e as mudanças no uso da terra. Após a entrada em vigor do EUDR, nossos investimentos em monitoramento florestal e proteção ambiental podem finalmente se tornar uma vantagem competitiva para nossos produtores de café.

Praticamente todas as fazendas de café do Brasil já foram georeferenciadas

O setor cafeeiro brasileiro desfruta de outra grande vantagem em termos de conformidade com o EUDR: praticamente todas as nossas fazendas de café já foram geolocalizadas para fins de registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O georreferenciamento das propriedades rurais é uma obrigação legal no Brasil desde a aprovação do novo Código Florestal em 2012. Isso significa que o Brasil já fez o trabalho árduo de localizar as propriedades e elaborar mapas (ou “polígonos”, para usar o termo técnico do EUDR). Quando o EUDR entrar em vigor, os compradores europeus terão que fazer uma escolha. Para comprar de outras origens, é possível que tenham que fazer investimentos significativos em exercícios de mapeamento de propriedades e coleta de dados geoespaciais. No Brasil, eles podem contar com dados que estão disponíveis gratuitamente ao público por meio do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).

Há uma pequena ressalva a esse respeito: os dados coletados para fins de registro no CAR não são totalmente consistentes com o EUDR. Os polígonos do CAR englobam a totalidade da propriedade rural, enquanto os polígonos necessários para a conformidade com o EUDR devem incluir apenas as áreas dedicadas à produção de café. Entretanto, a existência de polígonos agrícolas coloca o Brasil muito à frente de seus concorrentes e já serve como base para os sistemas de devida diligência dos compradores europeus. Não será difícil converter os polígonos do CAR em polígonos do EUDR, sobrepondo-os a imagens de satélite ou mapas de uso dos solos.

Atualização do mapeamento do parque cafeeiro

Nesse meio tempo, o CNC, junto com os demais membros da iniciativa privada do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), está trabalhando intensamente – investindo recursos do Funcafé – para promover a atualização do mapeamento do parque cafeeiro a nível nacional, o que nos fornecerá informações ainda mais detalhadas sobre o nosso café e facilitará ainda mais a conformidade com o EUDR para nossos clientes na Europa.

No Brasil, a rastreabilidade do café à sua origem é possível

Ao longo dos anos, o Brasil também tem construído uma vantagem competitiva no campo da rastreabilidade, que é um dos aspectos mais desafiadores do EUDR. Após a entrada em vigor do EUDR, os compradores europeus precisam não apenas manter um registro dos seus fornecedores diretos (ou seja, os exportadores ou “traders”) mas devem também garantir a existência de uma cadeia de custódia que permite rastrear o café até a sua origem. Isso é necessário para comprovar uma relação direta entre os volumes comprados e os polígonos agrícolas que serão declarados no Sistema de Informações da UE durante o processo de importação.

No Brasil, a rastreabilidade é facilitada pelo fato de que grande parte da nossa economia, incluindo os segmentos rural e agrícola, opera de maneira formal. Nossos agricultores são registrados como pessoas físicas (CPF) ou jurídicas (CNPJ). Os produtores, de forma geral, estão integrados ao sistema bancário formal e conseguem fazer e receber pagamentos eletrônicos, que são (por definição) rastreáveis. Ademais, a compra e a venda de café são quase sempre formalizadas por meio da emissão de uma nota fiscal que registra detalhes importantes sobre a transação: a identidade do vendedor e do comprador, os volumes vendidos, o preço pago, a data e a hora da transação, entre outras informações.

Embora essas informações nem sempre estejam diretamente disponíveis para os compradores da UE, a infraestrutura existe para garantir o rastreamento adequado das transações e a coleta e transferência de dados da cadeia de suprimentos, o que nos confere uma enorme vantagem em relação aos nossos concorrentes.

O Brasil tem regras ambientais e sociais rígidas

Diferentemente de muitas outras origens, o Brasil tem um conjunto de leis que são abrangentes e rigorosamente aplicadas em todo o país. Nosso quadro legal cobre todas as principais áreas mencionadas no EUDR: leis fundiárias, proteção ambiental, direitos humanos, direitos trabalhistas, pagamento de impostos e anticorrupção.

Podemos presumir que a maior parte da nossa produção de café está em conformidade com as leis nacionais; afinal, essas leis já estavam em vigor bem antes da entrada em vigor do EUDR. No entanto, pode ser difícil para as empresas europeias entenderem nossa complexa estrutura legal e desenvolverem protocolos para avaliar os riscos de ilegalidade em suas cadeias de suprimentos no Brasil.

Outro risco para o nosso setor cafeeiro é a possibilidade de que cada um dos compradores de café da UE estabeleça seu próprio sistema de verificação, utilizando critérios e processos diferentes dos demais. Em tal cenário, como os nossos produtores, cooperativas e traders vendem para uma variedade de compradores, é possível que eles tenham que coletar um conjunto de documentos e cumprir com processos de verificação diferentes para cada caso, o que será bastante complexo e oneroso para o nosso setor.

O Brasil está propondo uma solução. Ferramentas públicas e de acesso aberto serão oferecidas gratuitamente a compradores europeus e outros. Essas ferramentas permitirão, para cada fazenda de café do país, a verificação de conformidade com as leis e regulamentações nacionais.

Em Minas Gerais, a plataforma Selo Verde já pode ser usada para a verificação de conformidade legal das propriedades rurais do setor cafeeiro do Estado.

Além disso, o Governo Federal está desenvolvendo a plataforma AgroBrasil+Sustentável, que informará aos interessados se um determinado produtor se encontra em situação irregular perante a uma série de leis e regulamentações nacionais, cobrindo todas as commodities do EUDR e todas as regiões do país.

Ambas as ferramentas reúnem dados públicos sobre conformidade legal que já existem e são amplamente utilizados para avaliações de conformidade legal pelo setor financeiro e outros.

As ferramentas acima citadas e outras construídas pelas cooperativas podem nivelar as condições para todos os produtores de café do Brasil e trazer consistência e justiça para o processo de devida diligência no nosso país.

Embora seja bem-vindo o desenvolvimento de ferramentas privadas e próprias por cooperativas e comerciantes, é importante que o processo de verificação não se torne um gargalo para os produtores, seja pelo custo de acesso às ferramentas privadas ou pela possibilidade de erros de processamento ou de interpretação. Neste sentido, é importante que os produtores tenham acesso a sistemas públicos que lhes permitam contestar os resultados de uma avaliação de due diligence da qual discordem.

Conclusão

O Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento será um desafio para o Brasil, que possui um dos maiores setores agrícolas do mundo e fornece uma enorme proporção dos alimentos necessários para alimentar a população global. O café é uma de nossas mais importantes produtos de exportação e um dos segmentos mais prestigiados e tecnologicamente avançados de nosso setor agrícola. Não podemos nos dar ao luxo de ficar para trás.

Dito isso, o Brasil está bem posicionado para enfrentar esse desafio. Nosso quadro legal é rigoroso e abrangente em questões relativas à sustentabilidade ambiental e social. Estamos rapidamente desenvolvendo sistemas para provar que o nosso café é rastreável, livre de desmatamento e legal.

Estamos confiantes de que nosso café não apenas atende às exigências da União Europeia, mas também pode se tornar um padrão de sustentabilidade no setor agrícola em todo o mundo.





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irmãos mostram a força da produção agroecológica


A história da ‘Orgânicos do Quintal’, liderada pelos irmãos Mateus Fernandes da Silva e Paula Silva Ferreira, começou em um pequeno quintal de 100 m², em Barro Alto, Irecê, Bahia (BA).

Filhos de agricultores que há mais de 30 anos cultivam hortaliças sem veneno, eles transformaram a tradição da família em um negócio de impacto. Entre as culturas estão alface, rúcula, alho-poró, cenoura, beterraba e o tradicional alho roxo – semente que vem sendo preservada há anos.  

“Somos guardiões da semente do alho roxo, que está conosco há mais de 35 anos. Ela vem passando de geração em geração, e hoje seguimos mantendo a produção em nossa propriedade,” afirma Paula.  

Com o passar dos anos, os irmãos decidiram agregar valor aos alimentos e aproveitar melhor os itens que não eram vendidos nas feiras, geralmente iam para a compostagem ou para a alimentação dos animais. Agora, tudo é aproveitado. “Construímos a agroindústria Orgânicos do Quintal, que fica no fundo da nossa casa”, explica Paula.  

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Do chimichurri às geleias

geleias geleias
Produtos da agroindústria ‘Orgânicos do Quintal’. Foto: Arquivo Pessoal.

Além do tempero chimichurri, os irmãos produzem extratos de tomate — sendo este o carro-chefe da agroindústria e do campo —, geleias, farinhas de cenoura, beterraba, batata-doce sem glúten. O modo de produção é o mesmo: o que sobra das feiras é aproveitado. “Na agroindústria, temos mais de 65 variedades [de produtos]”, esclarece Paula.  

Essa diversidade também se reflete no campo. A produção, que começou com cerca de 13 produtos, atualmente conta com mais de 30 cultivos. E ao longo dessa trajetória, um apoio foi decisivo.  

“O Sebrae é um parceiro forte da agricultura familiar e da produção de orgânicos na Bahia. Ele nos ajudou nas redes sociais e cooperativa. Éramos uma associação, e o Sebrae nos capacitou para nos tornarmos uma cooperativa,” afirma Matheus.  

Segundo ele, essa parceria também foi essencial para levá-los mais longe. “Foi o Sebrae/BA que nos ajudou a participar da nossa primeira feira [Bio Brazil Fair/Biofach América Latina e a Naturaltech 2025]. Hoje estamos em São Paulo, que é uma porta para o mundo. Não estamos mais só na Bahia”, conta Matheus com orgulho.

O evento internacional Bio Brazil Fair/Biofach América Latina e a Naturaltech 2025 aconteceu no distrito Anhembi, em São Paulo, e reuniu mais de 1.200 marcas e 700 expositores. O Sebrae marcou presença com cinco estandes. 

O quintal de 100 m² em Irecê/BA, atualmente conta com 16 hectares de pura produção. Certificada organicamente de forma participativa pela Rede Povos da Mata, a ‘Orgânicos do Quintal’ segue unindo conhecimento, inovação e compromisso com o solo. “Porque, na agroecologia, nada se perde, tudo se transforma,” finaliza Paula.





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Indústria do trigo investe no potencial do Cerrado



Investimento quer expandir a produção



Investimento quer expandir a produção
Investimento quer expandir a produção – Foto: Canva

A produção de trigo no Cerrado brasileiro vem ganhando força e chamando a atenção da indústria moageira nacional. Com cerca de 3 milhões de hectares aptos para trigo de sequeiro e 500 mil hectares para trigo irrigado, a região apresenta potencial para elevar a produção nacional e contribuir para a autossuficiência do Brasil no cereal. Em Goiás, por exemplo, a colheita saltou de 350 mil toneladas em 2024 para uma expectativa de mais de 400 mil toneladas neste ano, consolidando o Cerrado como uma nova fronteira agrícola para o trigo.

Para aproximar os moinhos dessa realidade, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) realizou nos dias 16 e 17 de junho a primeira edição do Giro Abitrigo – Cerrado, reunindo cerca de 45 representantes de moinhos de todo o país na região de Cristalina (GO). O objetivo foi apresentar, na prática, a qualidade, a produtividade e o potencial de expansão do trigo cultivado localmente, além de permitir aos moinhos melhor entendimento estratégico para seus negócios diante do crescimento da oferta do cereal.

Representantes de empresas como Nita Alimentos, Infasa e Ocrim elogiaram a iniciativa, destacando que conhecer de perto as lavouras mostrou como o Cerrado oferece colheita antecipada, qualidade comparável à de trigos importados e avanços tecnológicos significativos. Produtores locais também apontaram os benefícios agronômicos do trigo irrigado, que atinge até 7 toneladas por hectare e melhora o solo para outras culturas, como soja e milho safrinha.

“Isso vai ajudar bastante os moinhos da Abitrigo a se posicionarem estrategicamente em relação aos seus negócios futuros, entendendo melhor como conduzir suas operações diante dessa nova movimentação e expansão da oferta de trigo. Além disso, conhecer os campos de trigo do Cerrado nos mostra a possibilidade de expansão na produção do grão no Brasil, fator que contribuirá com a autossuficiência do Brasil”, afirma o superintendente da Abitrigo, Eduardo Assêncio.

 





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Após alívio com a trégua na guerra, arrecadação federal brasileira ganha destaque


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o alívio global com a trégua entre Irã e Israel e as falas do Fed, que abriram espaço para cortes de juros nos EUA.

O petróleo despencou mais de 6%, o dólar perdeu força no exterior e as bolsas subiram. No Brasil, o real destoou e o dólar fechou em alta a R$ 5,51, pressionado por saídas pontuais de capital. O Ibovespa subiu 0,45%, mas a Petrobras caiu com o petróleo. Hoje, foco em dados de transações correntes, fluxo cambial e arrecadação federal.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Agronegócio brasileiro emprega 28,5 milhões de pessoas no 1º trimestre


O agronegócio brasileiro foi responsável por empregar 28,5 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2025, aumento de 0,6% (ou de aproximadamente 171 mil pessoas) frente ao mesmo período do ano anterior, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Trata-se de um novo recorde da série histórica do Cepea/CNA, iniciada em 2012. Diante disso, a participação do setor no total de ocupações do Brasil atingiu 26,23% nos primeiros três meses deste ano.

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o avanço no número de pessoas trabalhando no agronegócio brasileiro se deve ao maior contingente ocupado nos segmentos de insumos (que cresceu 10,2%, ou aproximadamente 30,2 mil pessoas, no primeiro trimestre de 2025 frente ao mesmo período de 2024), da agroindústria (4,8% ou 222,9 mil pessoas) e, principalmente, de agrosserviços (2,4% ou 252,3 mil pessoas).

O aumento acima de 10% observado para insumos, por sua vez, está relacionado à indústria de rações. No caso das agroindústrias, destacaram-se as contribuições das indústrias de vestuário e acessórios, etanol, moagem e produtos amiláceos e abate de animais. Para os agrosserviços, o resultado pode ser interpretado como um desdobramento do desempenho do agronegócio como um todo, visto que se constitui como o elo direto entre a produção agropecuária e agroindustrial e o consumidor final.

PERFIL – Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que o aumento da população ocupada no agronegócio no primeiro trimestre de 2025 foi puxado por empregadores e empregados com carteira (logo, cresceu a formalização do emprego), por trabalhadores com maior nível de instrução (tendência verificada no setor desde o início da série histórica) e por mulheres (houve incremento da participação feminina no período).

Os rendimentos mensais do agronegócio avançaram no primeiro trimestre de 2025 em relação a igual intervalo de 2024: em média, os empregados registraram aumento de 2,2%, os empregadores tiveram acréscimo de 2,9%, e os trabalhadores autônomos apresentaram incremento de 9,1%.





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Frio se intensifica no Centro-Sul do país; veja a previsão de hoje



O frio tende a aumentar em intensidade e abrangência no Centro-Sul do país neste quinto dia de inverno. Confira a previsão para as cinco regiões:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo permanece firme nos três estados da Região Sul. Destaque para as temperaturas que ficarão reduzidas ao longo do dia por conta da presença da massa de ar polar.

Sudeste

Há previsão de pancadas de chuva no litoral norte do Rio de Janeiro e do Espírito Santo provocadas pela circulação mar–continente. Nas demais áreas, a massa polar deixa o tempo firme, com temperaturas mais baixas no sul de Minas e em São Paulo.

Centro-Oeste

Tempo firme nos quatro estados da Região. Destaque para temperaturas baixas em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e sul de Goiás. Nas demais áreas, predomina o tempo seco. No nordeste mato-grossense e norte goiano, a umidade relativa cai abaixo de 30% nos horários mais quentes.

Nordeste

Pancadas continuam do litoral da Bahia ao litoral do Rio Grande do Norte pela circulação mar–continente. Na costa norte e no interior, o tempo fica firme; no interior baiano, sul do Piauí e sul do Maranhão, a umidade relativa pode ficar abaixo de 30%.

Norte

Previsão de pancadas no oeste do Acre, Amazonas, oeste do Pará, Roraima e Amapá, com moderada a forte intensidade. Nas demais áreas, tempo firme e sem chuva.



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