terça-feira, maio 19, 2026

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Cesb premiará especialistas e destacará inovações na soja



O Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja será realizado amanhã e marcará a revelação dos campeões do Desafio Cesb 2024/25, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil. Além da premiação, o evento contará com um debate técnico de alto nível sobre os avanços e desafios no país.

A edição deste ano será transmitida ao vivo, a partir das 8h30, diretamente dos estúdios do Canal Rural, em São Paulo, reunindo pesquisadores, consultores, produtores, empresas e a imprensa especializada.

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Daniel Glat, presidente do Cesb, destaca que o Fórum apresenta os sojicultores e consultores campeões das cinco regiões brasileiras, tanto na categoria irrigado quanto na do grande campeão nacional. “É um evento tradicional e altamente aguardado pelo setor, que promove reflexão, inspiração e atualização técnica de alto desempenho”, afirma.

Para Glat, o Fórum é um forte incentivador das boas práticas agrícolas e impulsiona o avanço da sojicultura nacional. “Serão apresentados cases de sucesso com informações valiosas que ajudam a equilibrar produtividade e sustentabilidade”, destaca. A programação também inclui o lançamento de novas tendências, dados inéditos e recomendações agronômicas validadas em campo.

Para Sérgio Abud, vice-presidente, o Fórum vai além de uma premiação. “É uma vitrine das boas práticas que estão moldando o futuro da sojicultura brasileira. Reforçamos o compromisso com o compartilhamento de conhecimento técnico de excelência. Ao reunir os melhores resultados do país, promovemos sistemas produtivos mais eficientes, rentáveis e resilientes”, completa.

O ponto alto será a revelação dos vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja. Dividido em duas categorias, sequeiro e irrigado, o Desafio irá premiar os campeões regionais (Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste) e anunciar o grande campeão nacional. Na categoria irrigado, será revelado diretamente o vencedor nacional.

Além da premiação, serão divulgados dados inéditos de produtividade, com exposição dos Cases Campeões da Safra 24/25, apresentados pelos próprios especialistas e membros do CESB.

Um dos destaques do Fórum será a checagem ecoambiental dos campeões. Segundo Luiz Silva, diretor executivo do CESB, todos os vencedores passam por uma rigorosa avaliação das práticas ESG. A análise de ecoeficiência considera toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a colheita, incluindo uso de insumos, água e combustíveis.

“Os dados são fornecidos pelos próprios produtores e comparados com a média regional. Os campeões se destacam em ecoeficiência, evidenciando o impacto positivo das boas práticas agrícolas”, explica Silva.

O Fórum do CESB tornou-se um verdadeiro termômetro da evolução tecnológica do agro brasileiro e da capacidade de superação dos produtores, sempre com responsabilidade socioambiental. Os dados coletados são tratados com total sigilo e respeito às leis de proteção de dados.

O CESB é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), formada por 20 membros especialistas e 22 patrocinadores que apoiam o avanço sustentável da produtividade da soja no Brasil. Entre eles: BASF, INTACTA I2X, Syngenta, Jacto, John Deere, Sumitomo, Acadian, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Corteva, Ferticel, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Stoller, Timac Agro, Ubyfol, Yara, Valence, Elevagro e IBRA.



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JBS estreia na Bolsa de NY e fortalece papel do Brasil como potência global de alimentos


A JBS, maior empresa de alimentos do mundo, acaba de dar um passo histórico ao lançar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). O movimento não é apenas uma conquista empresarial — é também um marco para o Brasil, que se projeta cada vez mais como protagonista da segurança alimentar mundial.

Com presença nos cinco continentes, a JBS se consolida como símbolo da força produtiva brasileira. E mais: a abertura de capital em solo americano traz impactos estratégicos, tanto para a companhia quanto para a economia brasileira.

Ao ingressar na bolsa mais prestigiada do planeta, a JBS passa a ter acesso direto ao maior mercado financeiro global, onde circulam trilhões de dólares em busca de empresas sólidas e com perspectiva de crescimento. Isso significa mais facilidade para captar recursos a custos menores, o que fortalece a capacidade de investimento da companhia em áreas como produção, tecnologia, logística e sustentabilidade.

Essa credibilidade extra, associada ao selo de confiança que a NYSE representa, tende a atrair fundos institucionais, como fundos de pensão, fundos soberanos e gestoras de longo prazo, que buscam estabilidade e impacto global.

Mais investimentos, mais empregos, mais arrecadação

Com uma base sólida no Brasil, a expansão da JBS no mercado financeiro internacional não se resume ao mundo corporativo. O reflexo direto será sentido na geração de empregos e na arrecadação de impostos no país.

Num momento em que a automação e a inteligência artificial eliminam postos de trabalho em vários setores, a JBS caminha na contramão: está prestes a ultrapassar a marca de 300 mil empregados em todo o mundo, e boa parte de sua força de trabalho e estrutura produtiva continua concentrada em território brasileiro. Isso significa mais arrecadação para os cofres públicos, mais dinamismo para as economias locais e mais oportunidades para milhares de famílias.

O Brasil no centro do mapa da segurança alimentar

Mais do que uma vitória da empresa, esse passo reforça uma tendência geopolítica e econômica: o Brasil será, nas próximas décadas, o principal celeiro do mundo. Estima-se que o país será responsável por atender até 60% da nova demanda global por alimentos, impulsionada pelo crescimento populacional, pela urbanização e pela necessidade de cadeias alimentares sustentáveis.

Com esse pano de fundo, a JBS não apenas expande sua presença no mundo financeiro, mas também consolida o papel do Brasil como fornecedor estratégico de proteínas e outros alimentos em escala global.

O IPO da JBS em Nova York não é só uma questão de negócios. É um sinal claro de que o agronegócio brasileiro pode — e deve — ocupar os maiores palcos do mundo. É também uma oportunidade para mostrar que, quando há gestão eficiente, credibilidade e visão de futuro, o Brasil tem tudo para liderar um dos setores mais críticos do planeta: a produção de alimentos.

O sino que tocou na Bolsa de Nova York não ecoou apenas em Wall Street — ele soou para o mundo, anunciando que o Brasil está pronto para alimentar o futuro.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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consultoria reduz estimativa de produção da safra 24/25



A safra brasileira de algodão 2024/25 foi reestimada pela StoneX em 3,85 milhões de toneladas em balanço de junho, divulgado nesta quarta-feira (25). Em comparação à projeção anterior, há uma queda de 0,7% na produção da pluma.

Segundo o relatório, a redução foi consequência de uma deterioração das expectativas com relação ao estado da Bahia. Na estimativa de abril, foi relatado um clima mais seco na região ao longo do mês de março, o que se somou a chuvas mais próximas da colheita, piorando as condições na reta final do ciclo.

“O clima mais úmido nas vésperas da colheita trouxe uma sensibilidade maior no terço inferior dos algodoeiros de algumas regiões, gerando queda de capulhos em alguns casos. Com esse cenário adverso, a produtividade média na Bahia será de 1,77 ton/ha, um dos menores valores dos últimos anos”, conta o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi.

Desenvolvimento em Mato Grosso

Em Mato Grosso, o desenvolvimento vegetativo foi, no geral, bastante favorável, conforme análises da consultoria, mas há ressalvas.

Conforme o balanço da consultoria, as chuvas se estenderam por períodos normalmente mais secos, beneficiando o desenvolvimento das culturas de segunda safra em território mato-grossense. Entretanto, a continuidade do período chuvoso ao longo do mês de junho pode prejudicar tanto o ritmo da colheita quanto a qualidade da fibra.

“Por esse motivo, as estimativas de produtividade não foram revisadas, conforme se espera o avanço da colheita para que se possa avaliar com mais precisão os níveis produtivos”, pontua Bulascoschi.

Exportações de algodão

Apesar do ritmo mais lento das exportações nas últimas semanas, a estimativa para os embarques brasileiros de algodão permanece em 2,9 milhões de toneladas. A expectativa é que o volume embarcado volte a crescer no segundo semestre, com a entrada da nova safra no mercado.

No entanto, o cenário externo segue desafiador. Para o analista da StoneX, a demanda global ainda mostra sinais de fraqueza, somado à valorização do real frente ao dólar nos últimos meses, o que penaliza a competitividade da pluma brasileira frente a importadores.

“No mercado interno, a consultoria revisou para baixo a estimativa de consumo de algodão, que agora é de 700 mil toneladas. O mercado tem tido dificuldade de absorver a pluma e a demanda segue lenta no mercado doméstico”, destaca Bulascoschi.

Com a combinação de queda na produção e recuo no consumo, a consultoria estima que os estoques finais devem se manter relativamente estáveis, em cerca de 2,7 milhões de toneladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de algodão tem início ligeiramente mais lento em 2025



Entre os estados produtores, Minas Gerais e Piauí apresentam os maiores avanços




Foto: Canva

A colheita da safra 2024/25 de algodão no Brasil alcançou, até o dia 14 de junho, 2,8% da área estimada, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O ritmo está ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, com atraso de 0,3 ponto percentual.

Entre os estados produtores, Minas Gerais e Piauí apresentam os maiores avanços, com 25% e 12% das áreas colhidas, respectivamente. Já em Mato Grosso, principal estado produtor da fibra, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) identificou as primeiras frentes de colheita nas áreas de primeira safra na última semana. No entanto, o percentual colhido ainda não atingiu volume suficiente para ser divulgado.

Segundo o Imea, é comum que o início da colheita no estado ocorra de forma mais lenta, uma vez que as áreas de primeira safra representam cerca de 20% da área total cultivada. A expectativa é de que o ritmo se intensifique a partir de julho, com o avanço da colheita nas áreas de segunda safra, quando os capulhos já estiverem completamente abertos.

“O desenvolvimento das lavouras está dentro do esperado, com boas expectativas de produtividade”, informa o Imea. A entidade projeta que a produção nacional de algodão em caroço atinja um novo recorde, estimado em 9,42 milhões de toneladas.





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Governo amplia mistura de biodiesel e prevê mais demanda por óleo de soja



O governo federal confirmou que a nova mistura de 15% de biodiesel no diesel fóssil (B15) entrará em vigor a partir de 1º de agosto de 2025, que deve vigorar até fevereiro de 2026. A partir de março, a adição deve subir para 16%, conforme previsto na legislação. A mudança é parte das metas de descarbonização do programa Combustível do Futuro, que busca ampliar o uso de biocombustíveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte rodoviário.

Segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a elevação da mistura deve aumentar a demanda por óleo de soja, principal insumo do biodiesel no Brasil. Caso o B15 seja mantido ao longo de todo o próximo ano, o setor consumirá cerca de 7,5 mil toneladas anuais de óleo de soja. Esse volume representa um crescimento em relação às 7 mil toneladas projetadas com a mistura anterior, de 14%.

Com o novo percentual, o consumo total de biodiesel no país deve saltar dos atuais 9,8 bilhões de litros para até 11,3 bilhões em 2025, ainda de acordo com a Abiove. Esse avanço representa um marco importante para a segurança energética nacional e para o fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à agricultura e ao refino de biocombustíveis. Além disso, a substituição parcial do diesel fóssil contribui para o cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.

A elevação da mistura também poderá impulsionar uma nova etapa no desenvolvimento agrícola do país. De acordo com a Abiove, o programa Combustível do Futuro tem potencial para estimular o cultivo de oleaginosas na segunda safra, algo ainda pouco explorado. A diversificação das lavouras pode aumentar a eficiência no uso do solo, ampliar a oferta de matéria-prima para biocombustíveis como o SAF (sustentável para aviação) e o HVO (óleo vegetal hidrotratado), e reforçar a rastreabilidade e a sustentabilidade da produção agrícola brasileira.



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AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura da soja nos EUA atinge 96% das áreas previstas



Tennessee registra maior área com soja ruim




Foto: Pixabay

A semeadura da soja nos Estados Unidos alcançou 96% das áreas estimadas até a última semana, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados na segunda-feira (24). O avanço foi de 3 pontos percentuais em comparação com a semana anterior.

O relatório também aponta que a germinação das lavouras atingiu 90%, com crescimento de 6 pontos percentuais em relação ao período anterior. Em relação às condições das plantações, 66% das áreas seguem classificadas como boas ou excelentes, mantendo o mesmo nível registrado na semana anterior.

No entanto, o USDA destaca uma queda de 1 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano passado. Essa redução pode estar relacionada a problemas climáticos, como estiagens registradas em algumas regiões do sul do país.

Entre os 18 estados monitorados, Louisiana e Mississippi apresentam os melhores resultados, com 82% das lavouras em condições boas e excelentes. Em seguida, Iowa aparece com 77% de áreas bem avaliadas. Já o Tennessee concentra as piores condições, com 13% das lavouras classificadas como ruins ou muito ruins.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NOAA) prevê a ocorrência de bons volumes de chuva nas próximas semanas, o que poderá favorecer o desenvolvimento das lavouras e a recuperação das áreas afetadas.





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Cada mulher, uma história: Prêmio Mulheres do Agro destaca a força e a particularidade feminina



Chegar ao palco e conquistar o primeiro lugar não foi algo que aconteceu do dia para a noite. Vanessa Bomm, produtora rural no Oeste do Paraná, venceu o Prêmio Mulheres do Agro 2024, na categoria Grande Propriedade, como resultado de uma trajetória marcada por coragem, aprendizado e sucessão familiar. Com formação em arquitetura, ela surpreendeu ao retornar às origens e assumir o comando do negócio do pai.

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A decisão, no entanto, não foi planejada e nem roteirizada. Tudo partiu ‘de dentro’, por meio de um chamado inesperado, mas autêntico. Ela simplesmente seguiu o caminho e, nele, se encontrou. “Mesmo em um ambiente masculino, não foi tão difícil para mim lidar com o meio rural, porque já estava acostumada a trabalhar com homens.”

Mas o maior desafio foi entender toda a complexidade do agro. “É um universo gigante”, relembra Vanessa. A imensidão do setor, a dependência do clima e o papel da tecnologia foram obstáculos no início, mas que, com dedicação, ela transformou em forças da sua atuação.

Aos olhos de Vanessa Bomm, inscrever-se no Prêmio Mulheres do Agro foi um desafio. “Tinha receio, mas decidi tentar. E deu tudo certo”, resume. Hoje, é referência no Programa PRO Carbono, da Bayer com a Embrapa, onde adota manejo intensificado, biológicos, bioinsumos e plantas de cobertura para recuperar o solo e reduzir impactos ambientais.

“Estamos aprendendo e evoluindo para estar sempre preparados”, afirma Vanessa. Com o auxílio da calculadora de carbono, ela mede o impacto de cada etapa da produção e trabalha para reduzir a pegada ambiental da fazenda, reafirmando seu compromisso com uma agricultura cada vez mais sustentável.

Legado à nova geração: o prêmio

Na cerimônia do prêmio no último ano, diante de mais de 3 mil mulheres do agro, a emoção foi inevitável. “Passou um filme na minha cabeça. Nunca me imaginei no agro. Era arquiteta. Mas isso mostra que não é preciso estar pronta para começar é preciso estar disponível para aprender, se conectar, compartilhar”, afirma.

Para ela, o reconhecimento vai além do individual: envolve equipes, famílias, parcerias e todas as mulheres que fazem o agro acontecer, cada uma com sua história, sua força e seu jeito único. ”É sobre deixarmos um legado e um mundo melhor para as gerações futuras,” destaca Vanessa, ressaltando a importância da participação feminina nesse processo de transformação.

Vanessa reforça que cada mulher desempenha um papel essencial, seja na família, na sucessão ou no dia a dia do campo. “Mostrar o que fazemos abre portas, gera conhecimento e nos coloca como protagonistas de um agro que produz e preserva. O Brasil tem essa vocação, e nós, mulheres, temos orgulho de fazer parte dessa história.”

Por isso, ela incentiva outras mulheres a se inscreverem no Prêmio Mulheres do Agro, não apenas em busca de um troféu, mas para dar visibilidade às transformações silenciosas que acontecem dentro da porteira. “Mais do que um reconhecimento, essa é uma oportunidade para inspirar, fortalecer nossa rede e crescer juntas.”

O prêmio é baseado nos pilares de sustentabilidade, gestão e sociedade e as inscrições seguem abertas. Acesse o link e faça parte.



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Zé Mineiro, fundador da JBS, ‘toca o sino’ e abre Bolsa de Nova York



Nesta quarta-feira (25), o fundador da JBS, José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, participou da “toque do sino” da Bolsa de Nova York pontualmente às 9h30 no horário local (10h30 no horário de Brasília), na tradicional cerimônia de entrada de novas empresas na NYSE.

A JBS começou a ter ações negociadas em Nova York no dia 13 de junho e continua a ter papéis, os BDRs, comercializados na Bolsa de São Paulo, na dupla listagem da companhia. Zé Mineiro iniciou a empresa em 1953, em Anápolis (Goiás), a partir de um pequeno açougue.

Antes da cerimônia do toque do sino, Wesley Batista, acionista controlador da JBS, fez um breve discurso aos convidados e investidores. “Mesmo com crescimento e adaptação, nosso modo de trabalhar permanece o mesmo. Somos focados. Somos disciplinados. Estamos determinados a ser os melhores em tudo o que fazemos”, disse.

Na sequência do “toque do sino”, às 10h em Nova York, teve início o JBS Investor Day, em que a empresa vai apresentar sua atualização estratégica para crescimento e geração de valor em evento com mais de 100 analistas e investidores na NYSE.

Em uma apresentação para mais de 100 analistas e investidores, os executivos da JBS detalharam a estratégia de longo prazo de crescimento e criação de valor da companhia, destacando áreas-chave de investimento em suas operações globais. A apresentação foi conduzida por Wesley Batista (acionista controlador), Wesley Batista Filho (CEO da JBS USA), Gilberto Tomazoni (CEO Global) e Guilherme Cavalcanti (CFO Global).

“A entrada na NYSE é um reconhecimento da nossa trajetória empreendedora de sucesso, construída com resiliência, superação e compromisso, da nossa solidez financeira e da nossa visão de futuro”, afirmou anteriomente Gilberto Tomazoni.

Segundo ele, estar na Bolsa de NY aproxima a empresa dos grandes centros de investimento globais “fortalecendo a capacidade de executar nossa estratégia de crescimento, inovação e de entrega de valor aos nossos acionistas, colaboradores e comunidades.”

O objetivo da dupla listagem é destravar o valor da companhia, adequar a estrutura de capital ao perfil global e diversificado da JBS e ampliar a capacidade de investimento, mantendo disciplina financeira.

Com a negociação de BDRs na B3, a JBS garante que os investidores locais possam manter a opção de participar do desenvolvimento da empresa por meio da bolsa de valores.



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17 países suspendem restrição à carne brasileira



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou nota nesta terça-feira (24) informando que 17 países retiraram as restrições à importação de carne de aves do Brasil, após o caso de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul.

Assim, integram a lista Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Japão, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã. 

No último dia 18, o Brasil voltou a ser um país livre da influenza aviária após ter cumprido os protocolos internacionais que preveem, entre outras medidas, o prazo de 28 dias sem novos registros em granjas comerciais.

Um único caso registro confirmado em estabelecimento comercial ocorreu em uma granja no município gaúcho de Montenegro, no dia 16 de maio. A confirmação da doença foi feita no dia 22 de maio, após a conclusão da desinfecção da granja contaminada. 

No momento, 14 países, mais a União Europeia, mantém o embargo total à exportação da carne brasileira. Mais 18 países, além do Reino Unido, estão com a suspensão restrita à carne proveniente do Rio Grande do Sul. Catar, Emirados Árabes e Jordânia estão com a exportação suspensa apenas para produto oriundo do município de Montenegro.  

Dessa forma, o ministério informou que permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores para prestar todas as informações técnicas necessárias sobre o caso.

“As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível.”  

O que é a gripe aviária?

A influenza aviária, comumente conhecida como gripe aviária, afeta principalmente aves, mas também pode afetar mamíferos, incluindo bovinos. 

A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também por meio da água e de materiais contaminados. 

A doença raramente afeta humanos, e a orientação é que as pessoas se mantenham informadas e adotem as medidas preventivas recomendadas. 

Segundo o Ministério da Agricultura, o consumo de carnes e ovos é seguro, desde que preparados adequadamente.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços de frutas nos atacados no atacado registram queda


O mercado atacadista de frutas registrou queda nos preços de mamão, laranja, melancia e banana no último mês, segundo dados divulgados nesta terça-feira (24) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As informações constam no 6º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort).

De acordo com a Conab, o mamão apresentou redução de 16,89% na média ponderada de preços. O recuo é atribuído ao aumento da oferta da variedade papaya, especialmente na primeira quinzena de maio, além da menor demanda decorrente das temperaturas mais baixas. No caso da laranja, a queda foi de 12,55%. Segundo a análise, o movimento reflete a maior oferta de frutas precoces, consideradas de melhor qualidade, além da concorrência com outras frutas como a mexerica poncã e os efeitos do clima frio sobre o consumo.

A melancia também teve redução de preços, com recuo de 11,82% na média ponderada. Já a banana registrou queda mais leve, de 2%. A Conab atribui essa variação ao aumento da produção da variedade nanica, favorecida por condições climáticas no norte de Santa Catarina, norte de Minas Gerais e na microrregião de Registro (SP), além da demanda mais fraca.

O mercado da maçã seguiu trajetória oposta. Em maio, o produto registrou alta de 1,28% na média ponderada de preços. Esse resultado foi influenciado pelo fim da colheita da variedade fuji nos estados do Sul do país.

No segmento de hortaliças, o tomate apresentou redução pelo segundo mês consecutivo, com queda de 14,79% na média ponderada, reflexo do início da safra de inverno. Segundo a Conab, a expectativa é de que os preços sigam com tendência de baixa com o avanço da colheita.

Por outro lado, alface, batata, cebola e cenoura apresentaram elevação nas cotações. No caso da batata, a média ponderada subiu 4,99% em maio. A Conab observou que, apesar do aumento, a variação foi moderada entre as Centrais de Abastecimento (Ceasas) analisadas. A alface teve alta de 6,68%, influenciada pela entrada insuficiente da safra de inverno para atender à demanda.

Para a cebola, o aumento foi de 21,41% na média ponderada, movimento considerado comum no primeiro semestre. No entanto, a Conab destaca que, apesar das altas sucessivas desde dezembro de 2024, os preços permanecem abaixo dos valores registrados no mesmo período de 2024. A cenoura também apresentou crescimento, com elevação de 8,36%, impulsionada principalmente pela limitação na oferta durante a primeira metade de maio.

No cenário das exportações de frutas, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) registrou o embarque de 486 mil toneladas entre janeiro e maio de 2025, um aumento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita obtida com essas exportações totalizou US$ 548,7 milhões, o que representa alta de 12,3% em comparação a 2024 e de 29% frente aos cinco primeiros meses de 2023.

A Conab também divulgou o balanço da comercialização nas Ceasas em 2024. O volume de frutas e hortaliças movimentado alcançou 17 milhões de toneladas, com valor transacionado de R$ 75,7 bilhões. Em comparação a 2023, houve uma redução de 3,53% na quantidade comercializada, mas um aumento de 13,96% no valor financeiro. O crescimento no faturamento foi atribuído, segundo a Conab, ao aumento nos preços de importantes hortifrutis, influenciado por adversidades climáticas e pela elevação dos custos de insumos.

Nesta edição, o boletim também destacou o papel das Ceasas na modernização das embalagens usadas na comercialização, buscando maior qualidade, eficiência e sustentabilidade.

 





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