O mercado físico do boi gordo apresenta queda em seus preços no decorrer da sexta-feira (27).
Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere por novas tentativas de compra em patamares mais baixos, diante do avanço da oferta de animais terminados na última semana.
“A expectativa de boa disponibilidade de animais terminados em regime intensivo durante o mês de julho, com boa incidência de animais de parceria (contratos a termo), leva a crer em manutenção das escalas de abate em uma posição de maior conforto”, acredita.
Segundo ele, por outro lado, as exportações em bom nível ainda são o grande elemento de demanda a ser considerado, com resultados expressivos em volume e principalmente em receita.
O mercado atacadista encerrou a semana apresentando acomodação em seus preços. Conforme Iglesias, a expectativa é de alguma recuperação dos preços da carne bovina no curto prazo, limitadas pelo padrão de consumo vigente em 2025.
“O baixo poder de compra da população brasileira remete ao consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos. Essa dinâmica é especialmente importante para famílias cuja renda familiar flutua entre um e dois salários-mínimos”, pontuou o analista.
O quarto traseiro permanece precificado a R$ 23 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 19 por quilo e a ponta de agulha permanece a R$ 18,50 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em queda de 0,26%, sendo negociado a R$ 5,4830 para venda e a R$ 5,4810 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4601 e a máxima de R$ 5,5046. Na semana, a divisa desvalorizou 0,79%.
Os municípios de Barreiras e Riachão das Neves, no Oeste da Bahia, sediarão, entre os dias 10 e 12 de julho de 2025, a próxima edição do Cacauicultura 4.0, o maior evento técnico e institucional do setor no Brasil. Realizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o encontro deve reunir produtores, pesquisadores, técnicos, investidores e especialistas de todo o país e também do exterior para discutir os caminhos da cacauicultura moderna, com ênfase em tecnologia, inovação e sustentabilidade.
A programação será dividida entre recepção de autoridades, ciclo de palestras técnicas e dia de campo. O evento é um dos reflexos do movimento crescente da produção de cacau no Oeste da Bahia e da liderança do estado no segmento no Brasil.
Com pouco mais de sete anos de introdução no Oeste da Bahia, a cultura do cacau se consolidou como uma das grandes apostas do agro nacional. A região — tradicional produtora de soja, milho e algodão — passou a investir na diversificação da matriz produtiva com o apoio de tecnologias de irrigação, mecanização, rastreabilidade e manejo sustentável.
Imagem aérea na edição anterior do evento em 2024 | Imagem: Reprodução/YouTube/Schmidt Agrícola
O resultado é promissor: áreas com altas produtividades, que já alcançam entre 150 e 200 arrobas por hectare, e um modelo de produção voltado para qualidade e inovação.
“O cacau está nos mostrando o enorme potencial do Oeste baiano para além dos grãos. Estamos construindo uma nova fronteira agrícola, com ganhos expressivos de produtividade e qualidade. E o melhor: com sustentabilidade, agregação de valor e visão de futuro”, afirma Moisés Schmidt, presidente da Aiba e um dos idealizadores do evento.
A edição de 2025 deve contar com a presença de pesquisadores da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) — a agência de pesquisa de cacau do Brasil —, da Embrapa, do Ministério da Agricultura, de empresas de genética, representantes da indústria do chocolate e instituições de fomento nacionais e internacionais.
Um novo polo de produção em ascensão
A cacauicultura no Cerrado baiano começou em pequena escala, com áreas experimentais em perímetros irrigados, como o de Riacho Grande. A performance inicial surpreendeu os técnicos da Ceplac, que constataram o vigor das plantas mesmo em condições adversas. A partir disso, os investimentos em pesquisa, produção de mudas locais e tecnologia de manejo aceleraram a expansão.
De acordo com a organização do evento, atualmente, além da produtividade elevada, a região oferece vantagens como logística favorável, clima seco com irrigação controlada e ausência de algumas doenças comuns nas regiões tradicionais, como no Sul da Bahia e no Pará.
O modelo local também aposta na mecanização do plantio (com sulcos em vez de covas) e em parcerias com viveiros tecnológicos, que devem garantir, nos próximos anos, milhões de mudas com padrão genético superior.
O Cacauicultura 4.0, em sua quinta edição, reforça esse posicionamento e convida o setor a participar ativamente da construção de uma cadeia mais eficiente, resiliente e próspera.
Programação
• 10 de julho (quarta-feira): Abertura oficial e recepção de autoridades, em Barreiras (BA);
• 11 de julho (quinta-feira): Ciclo de palestras técnicas no Parque Natural Engenheiro Geraldo Rocha, em Barreiras (BA), com temas como melhoramento genético, bioinsumos, irrigação, rastreabilidade e mercado global;
• 12 de julho (sexta-feira): Dia de campo na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves (BA), com visita a lavouras irrigadas, demonstrações tecnológicas e troca de experiências com especialistas.
As inscrições do Cacauicultura 4.0 estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://cacau.wiesoo.com/
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Foto: Pexels
Os preços da soja na Bolsa de Chicago encerraram a semana em queda, influenciados pela trégua no conflito entre Israel e Irã e pelas boas condições climáticas nos Estados Unidos. A cotação do bushel caiu para US$ 10,22 no dia 26 de junho, após alcançar US$ 10,74 durante os primeiros dias da guerra no Oriente Médio.
Segundo informações divulgadas pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o recuo também foi provocado pelo bom desenvolvimento da safra norte-americana, com 66% das lavouras em condição boa a excelente. O farelo de soja registrou seu menor valor desde 2016, cotado a US$ 270,90 por tonelada curta.
Apesar do bom desempenho nas exportações — com os EUA já tendo embarcado 49,1 milhões de toneladas no ciclo 2024/25 —, a ausência da China nas compras tem gerado apreensão. O gigante asiático vem priorizando soja do Brasil e da Argentina, países mais competitivos devido às tarifas impostas sobre o grão norte-americano.
A expectativa é que o Brasil exporte 15 milhões de toneladas em junho, mantendo sua posição como principal fornecedor global. A competitividade brasileira pode seguir forte, sobretudo enquanto as tarifas contra os EUA estiverem em vigor no mercado chinês.
O mercado brasileiro de soja seguiu travado nesta sexta-feira (27), com ritmo lento de negócios. Os preços se mantiveram firmes, oscilando entre estáveis e mais altos. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as indicações melhoraram levemente, com compradores elevando suas ofertas e produtores reduzindo um pouco as exigências, mas o spread ainda permanece largo, o que dificulta um avanço maior nas negociações.
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A Bolsa de Chicago subiu e ofereceu suporte ao mercado, enquanto o dólar teve um dia de bastante volatilidade. Os prêmios continuam positivos. Segundo Silveira, o foco do mercado agora está no relatório de área dos Estados Unidos, que será divulgado na próxima segunda-feira. “O clima é de cautela, todos esperando uma direção mais clara”, afirmou.
Preços da soja no Brasil:
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,50
Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,50
Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,50
Cascavel (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 130,50
Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 134,50
Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 117,00
Dourados (MS): manteve em R$ 119,00
Rio Verde (GO): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em alta, apoiados pelo otimismo nas relações comerciais entre Estados Unidos e China, o que pode significar maior demanda pela soja norte-americana. Além disso, investidores se posicionaram antes da divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais, prevista para segunda-feira (30). Apesar da alta do dia, a posição agosto/25 acumulou queda de 3,56% na semana.
Analistas projetam que os estoques trimestrais de soja dos EUA em 1º de junho devem ficar levemente acima do volume do mesmo período do ano anterior: 971 milhões de bushels contra 970 milhões registrados em 2024. Em 1º de março, o número era de 1,910 bilhão de bushels.
A área plantada com soja nos EUA em 2025 deve alcançar 83,648 milhões de acres, superando a intenção divulgada em março (83,495 milhões). No ano passado, foram 87,050 milhões. As estimativas variam de 83 a 85 milhões de acres, segundo analistas.
Contratos futuros de soja
O contrato da soja em grão com entrega em agosto subiu 5,50 centavos (0,53%) e fechou a US$ 10,33 1/4 por bushel. A posição novembro avançou 8,25 centavos (0,81%), a US$ 10,24 3/4.
Nos subprodutos, o farelo para dezembro subiu US$ 1,4 (0,48%), a US$ 288,50 por tonelada. Já o óleo com vencimento em dezembro caiu 0,24 centavo (0,45%), a 52,61 centavos de dólar por libra-peso.
Dólar
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,4830 na venda e R$ 5,4810 na compra. Ao longo do pregão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,4601 e R$ 5,5046. Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 0,79%.
Um ciclone começa a se formar neste final de semana e deve atingir grande parte da Região Sul, com destaque para o centro-norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e centro-sul do Paraná. Com a previsão de volumes elevados de chuva, as atividades no campo, especialmente nos cultivos de inverno, podem ser interrompidas.
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O produtor deve ficar atento ao risco de alagamentos e deslizamentos de terra, principalmente em áreas mais vulneráveis do interior do Rio Grande do Sul. Além disso, a chuva intensa também deve atrasar a colheita do milho segunda safra em áreas do oeste catarinense e sul do Paraná.
Risco de incêndios em outras regiões
Enquanto o Sul lida com o excesso de água, em boa parte do Sudeste, Centro-Oeste e região do Matopiba, o cenário é o oposto. Segundo alerta da Defesa Civil, o tempo seco e quente deve predominar entre segunda (30/6) e quarta-feira (2), aumentando o risco de focos de incêndio. O produtor deve evitar qualquer tipo de manejo com fogo neste período.
Por outro lado, a colheita do algodão segue tranquila nessas regiões, com condições climáticas favoráveis.
Chuva persiste, geada preocupa o produtor
Entre os dias 3 e 7 de julho, a chuva tende a dar uma trégua no Sul, mas a umidade do solo ainda será um entrave para as operações em campo. O risco de geadas associadas à chuva volumosa anterior pode forçar replantio de cultivos de inverno, como trigo e cevada, em algumas áreas.
De 8 a 12 de julho, o clima segue mais seco nas demais regiões do país. Isso deve beneficiar os trabalhos de colheita do algodão e do café no Norte, Nordeste e Sudeste. O maior alerta continua sendo para o Sul, onde as chuvas penalizam o andamento das lavouras, afetando diretamente o ritmo da produção agrícola, especialmente no Rio Grande do Sul.
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A Agropecuária Maragogipe tem se destacado nacionalmente por alcançar um feito de alto impacto na pecuária intensiva: bois com 24 arrobas abatidos aos 14 meses de idade. O segredo está em um protocolo nutricional preciso, aliado a genética superior e manejo de excelência, que já virou referência no Brasil. Assista ao vídeo abaixo e confira esta história.
No mais recente episódio da série A Saga Maragogipe, o diretor de operações Lucas Marques e o supervisor de confinamento João Paulo Sanches explicam como mais de 2.500 animais de cruzamento industrial são engordados em apenas 130 dias de confinamento com resultados padronizados e rentáveis.
Nutrição começa no creep-feeding e acelera no confinamento
Bovinos com sangue Angus em confinamento na Agropecuária Maragogipe. Foto: Reprodução/Agropecuária Maragogipe
O protocolo nutricional da fazenda começa cedo, ainda com os bezerros ao pé da mãe, por meio do sistema de creep-feeding.
Após a desmama precoce, os machos atingem 409 kg e as fêmeas, 376 kg. Já adaptados, esses animais pulam a primeira fase do confinamento comercial, iniciando diretamente na adaptação 2.
A dieta é rica em milho moído, silagem de milho e DDG (grão seco de destilaria), que promove alta conversão alimentar e ganho de carcaça com eficiência.
Colheita de silagem para a alimentação do gado na Agropecuária Maragogipe. Foto: Reprodução/Agropecuária Maragogipe
Um dos grandes diferenciais do sistema está na eficiência alimentar. Os bois superprecoces consomem, em média, 10 kg a menos de matéria seca por arroba produzida do que os animais convencionais.
Essa economia representa uma redução de custos de R$ 80 a R$ 100 por arroba, apenas com base na conversão.
“Quando manejo, nutrição e genética estão alinhados, o desempenho explode. Não é milagre, é protocolo e consistência”, afirma João Paulo Sanches.
Abate precoce e padronização impressionante dos lotes
Bovinos super precoces da Agropecuária Maragogipe. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Com média de 23 a 24 arrobas aos 13 a 14 meses de idade, os animais do confinamento da Maragogipe chamam atenção pela uniformidade.
O rebanho apresenta biotipo semelhante e alto desempenho, reflexo de um programa de melhoramento genético rigoroso.
A fazenda investe tanto nas fêmeas do plantel quanto na escolha de touros Angus com DEPs positivas para ganho de peso, acabamento de carcaça e precocidade.
Integração lavoura-pecuária fecha o ciclo sustentável
Colheita de silagem para a alimentação do gado na Agropecuária Maragogipe. Foto: Reprodução/Agropecuária Maragogipe
Além da performance zootécnica, a Maragogipe adota um modelo de produção baseado na integração lavoura-pecuária, promovendo sustentabilidade e eficiência.
A rotação de culturas melhora o solo, eleva a qualidade da forragem e reduz o custo com insumos, potencializando o desempenho no cocho.
“É um sistema que fecha o ciclo: solo bem cuidado, planta forte, boi saudável e carne de qualidade na mesa do consumidor”, resume Lucas Marques.
Estudo recente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) identificou a necessidade de o Brasil consolidar ainda mais suas atenções às exportações de proteína com valor agregado, diante da competitividade da produção brasileira e a política nacional de biocombustíveis, que estimula diretamente a cadeia de proteínas.
Com a política pública do Combustível do Futuro, contudo, isso irá se intensificar. A partir de um cronograma previsível de aumento da mistura de biodiesel no diesel fóssil, produziremos mais farelo de soja, estimulando a indústria de proteína animal e abrindo exportação de produtos com valor agregado.
No entanto, sem uma política de Estado sobre as exportações, que vise combater o protecionismo, desburocratizar processos e dar protagonismo à carne brasileira, essa política será enfraquecida. Segundo o estudo, a agroindústria brasileira observa um futuro promissor a partir da diversificação da matriz de exportações, e a cadeia da soja terá um papel fundamental nisso.
Poderemos abrir mercados mais vultosos em economias emergentes e desenvolvidas, podendo ampliar as possibilidades de embarques para mercados como Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido, levando produtos com maior valor agregado que vão além das commodities tradicionais.
Na América Latina, por exemplo, podemos consolidar a posição do Brasil frente ao Paraguai e Argentina como principal parceiro comercial, uma vez que já somos responsáveis pelo total de 24,21% e 23,51% do total das importações nesses países, respectivamente.
Por outro lado, nas economias mais desenvolvidas, como EUA, Alemanha, França e Reino Unido, a participação do Brasil nas importações ainda é bastante baixa, variando de 0,45% a 1,32%. Isso ocorre mesmo com a exportação consistente de produtos como soja, café, celulose, minério de ferro e itens agroindustriais.
Na Ásia, a China se mantém como um parceiro estratégico, sendo o principal destino para as commodities agrícolas e minerais do Brasil. No entanto, representa apenas 4,79% do total das importações chinesas, indicando espaço para aumentar a oferta de alimentos processados e produtos mais elaborados.
Outros mercados emergentes também vêm ganhando destaque nas metas de expansão do comércio brasileiro. Países como Vietnã, Indonésia, Filipinas, Polônia, Romênia, Bulgária e Guiana apresentam economias em crescimento e uma demanda crescente por alimentos e insumos agrícolas. A Guiana, por exemplo, que teve um aumento de 758% no PIB per capita nas últimas duas décadas, já importa 6,35% de seus produtos do Brasil. Esses mercados representam oportunidades valiosas para o Brasil ampliar sua presença, aproveitando o crescimento econômico e a crescente necessidade de produtos brasileiros.
O estudo também ressalta que o avanço nas exportações está diretamente ligado ao fortalecimento de acordos comerciais, à redução de tarifas e barreiras sanitárias, além de uma maior integração do país ao comércio global. A recente negociação para a abertura do mercado de carne no Vietnã serve como modelo para que o Brasil possa conquistar novos destinos, agregar valor às suas exportações e diversificar sua rede de parceiros comerciais.
Mas é preciso reforçar: para figurarem como grandes fornecedores de proteína animal para o mundo e, consequentemente, como responsáveis pelo enfrentamento da inflação global, é necessário que o Congresso discuta, ao lado da sociedade organizada, uma política clara e eficaz de exportações.
Só assim daremos a segurança jurídica e os estímulos necessários para que nossas cadeias produtivas explorem ainda mais o potencial exportador do país.
*Alceu Moreira é deputado federal (MDB-RS) e presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio)
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A cotação do milho na Bolsa de Chicago caiu para US$ 4,09/bushel no dia 26 de junho, o menor valor desde outubro de 2024. A desvalorização reflete a expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos e o bom andamento das lavouras, com 70% delas em condições boas a excelentes.
De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado também aguarda com atenção o relatório de plantio definitivo, previsto para o final de junho. Até o momento, 97% das áreas já estão germinadas.
Mesmo com exportações de 903.800 toneladas na última semana, lideradas pelo Japão, os embarques não foram suficientes para sustentar os preços internacionais. No Brasil, os valores seguem pressionados. A colheita da safrinha avança de forma desigual — com destaque para o Mato Grosso, onde chegou a 14,1% —, e a previsão da Agroconsult aponta para produção total de até 150 milhões de toneladas no país.
O cenário indica que o excesso de oferta, aliado às dificuldades logísticas e à estagnação das exportações brasileiras, deve manter os preços internacionais e internos em patamares baixos nos próximos meses.
A Colgate-Palmolive Brasil informou que deixará de fabricar o creme dental Colgate Total Prevenção Ativa Clean Mint após mais de 1.200 consumidores terem procurado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde janeiro deste ano com relatos de efeitos adversos após o uso.
A produção havia sido interditada cautelarmente pela autarquia vinculada ao Ministério da Saúde no início de 2025, quando 13 casos haviam sido registrados. Contudo, a empresa recorreu na justiça e conseguiu a suspensão temporária da proibição, mantendo o produto à venda.
No entanto, um mês depois, a Anvisa derrubou a decisão e manteve a comercialização proibida devido à alta de relatos de reações. A restrição segue em vigor.
Em nota, a Colgate-Palmolive informou que o produto, cuja distribuição para as lojas foi interrompida no final de março, não apresenta problemas de qualidade. “A decisão é incentivada pela investigação conduzida em atenção aos consumidores brasileiros e à Anvisa, tendo por objeto os níveis de aromatizante do produto”.
Na resolução em que suspendeu os lotes do produto, a Anvisa destacou que uma das possibilidades é que a inclusão da substância fluoreto de estanho na fórmula possa ser a causadora das reações, que incluem:
Lesões bucais
Sensações dolorosas
Sensação de queimação/ardência
Inflamação gengival
Edema labial
Em comunicado, a Colgate-Palmolive recomendou que, caso o consumidor perceba “qualquer tipo de desconforto, irritação ou alteração incomum ao utilizar o produto, suspenda o uso imediatamente e entre em contato com o seu dentista”.
A companhia deixou à disposição dos consumidores o contato pelo site e o seguinte número de WhatsApp: +55 11 97276-8642