domingo, maio 17, 2026

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Geadas afetam regiões produtoras e pressionam mercado do café


Os preços do café registraram forte retração ao longo de junho, tanto para o arábica quanto para o robusta. A desvalorização acentuada nas principais regiões produtoras brasileiras tem preocupado o setor, especialmente diante das recentes condições climáticas adversas que ameaçam a próxima safra.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média mensal de R$ 2.126,10 por saca de 60 kg — queda real de 14,4% em relação a maio e o menor valor registrado desde novembro de 2024. Desde o dia 18, a cotação se mantém abaixo dos R$ 2.000, encerrando junho a R$ 1.834,36, com recuo acumulado de 21,5%.

No caso do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, a média mensal foi de R$ 1.256,71/saca, com retração de 18,4% sobre o mês anterior. No fechamento de junho, o preço do robusta chegou a R$ 1.105,07, marcando uma expressiva queda de 20,75% no acumulado do mês. Essa combinação de preços mais baixos e incertezas climáticas acende o alerta para produtores e agentes de mercado.

Além da pressão sobre os preços, o clima também gerou preocupação. A semana passada foi marcada por frio intenso e registro de geadas em importantes regiões produtoras. O Norte do Paraná foi a área mais afetada, com relatos de danos significativos às lavouras. Os impactos ainda estão sendo avaliados, mas há produtores apontando perdas expressivas para a safra de 2026/27.

 As lavouras que estão em colheita atualmente — da safra 2025/26 — não apresentaram danos relevantes, mas o risco climático segue no radar. O cenário reforça a volatilidade do setor cafeeiro, que depende diretamente das condições climáticas para garantir produtividade e qualidade.





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Commodities disparam e dólar cede; ouça análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a valorização do real, com o dólar recuando 0,75% e fechando a R$ 5,42, influenciado pela alta das commodities e pelo enfraquecimento do dólar global.

O Ibovespa caiu 0,36%, pressionado por bancos e varejo, enquanto Vale e Petrobras subiram com o petróleo e minério.

Lá fora, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram recordes, e o mercado aguarda o payroll dos EUA, antecipado para hoje por conta do feriado.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do arroz reage após quedas, mas ainda preocupa produtores


O mercado do arroz em casca registrou uma leve recuperação nos preços na última semana, após um período prolongado de desvalorização. Desde o final de janeiro, os valores vinham em queda contínua, pressionando produtores e impactando a rentabilidade da cadeia produtiva. Apesar da recente alta, as cotações ainda se mantêm próximas do valor mínimo de garantia estabelecido pelo governo federal no Plano Safra 2024.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Indicador CEPEA/IRGA-RS encerrou o mês de junho com média inferior a R$ 63,64 por saca de 50 kg, valor de referência para a região Sul (exceto Paraná). Essa foi a quinta retração mensal consecutiva, levando a média ao menor patamar desde janeiro de 2020. A expectativa de crescimento nas exportações, no entanto, sustentou os preços na última semana, influenciando a dinâmica do mercado.

Com a possibilidade de maior demanda externa, muitos vendedores adotaram uma postura mais cautelosa e reduziram a oferta no mercado doméstico. Essa retração nas negociações gerou um movimento de alta nos preços, principalmente por parte das indústrias, que precisavam recompor seus estoques. O cenário de oferta limitada contribuiu para o reajuste de valores por parte dos compradores.

As condições climáticas também têm afetado diretamente o escoamento do arroz no Rio Grande do Sul. Conforme relatos de agentes consultados pelo Cepea, as fortes chuvas que atingiram o estado dificultam o carregamento e o transporte das cargas, interferindo na logística de distribuição. O impacto do clima sobre a cadeia produtiva reforça ainda mais a instabilidade do mercado.

Diante dessas dificuldades, algumas indústrias passaram a buscar alternativas no mercado internacional, intensificando a importação de arroz do Paraguai. A medida tem sido uma forma de garantir o abastecimento e minimizar os efeitos da oferta interna restrita. Essa movimentação também pode influenciar as próximas semanas de negociação, especialmente se as exportações se confirmarem em alta.

O setor segue atento à evolução dos preços e ao comportamento dos agentes de mercado, em especial diante da aproximação da colheita da próxima safra. A expectativa é de que a demanda externa possa sustentar os preços, mas o cenário ainda é de incerteza, sobretudo diante do clima adverso e dos desafios logísticos enfrentados no principal estado produtor do país.





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Frio e pouca chuva marcam o dia; confira a previsão de hoje



As temperaturas se mantém baixas no Sul e Sudeste do país. Em quase todo o país, não chove. A exceção é o Nordeste, onde alguns estados receberão pancadas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo segue predominantemente firme em toda a região. A atuação da massa de ar polar associada à área de alta pressão mantém o predomínio de sol, mas as temperaturas se mantém baixas nos três estados. Excepcionalmente no litoral paranaense, a entrada de ventos úmidos do oceano deve estimular a formação de nuvens de chuva.

Sudeste

A entrada de ventos úmidos do oceano mantém as instabilidades atuando sobre São Paulo e Rio de Janeiro, na medida em que o ar frio também mantém as temperaturas mais baixas durante o dia. Condição para pancadas isoladas de chuva também no litoral do Espírito Santo. Já em Minas Gerais, o predomínio segue sendo de sol entre nebulosidade variável ao longo do dia.

Centro-Oeste

Ainda não chove em nenhum dos estados da região, e o sol vai predominar entre algumas nuvens durante o dia. Temperaturas seguem mais amenas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, e o calor continua sobre Goiás e o Distrito Federal.

Nordeste

A chuva segue concentrada no litoral da Bahia, em Sergipe e Alagoas. Condições para pancadas irregulares no litoral do Maranhão. Sertão e agreste continuam ainda com tempo firme, bastante sol e alerta de baixa umidade do ar.

Norte

Tempo ainda bastante abafado e instável no Amazonas, em Roraima e no Amapá. No Tocatins, segue o alerta de baixa umidade, com dia ainda bastante quente e sem chuva. A circulação de ventos ainda mantém as temperaturas mais amenas sobre parte de Rondônia e do Acre.



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Diesel tem menor preço do ano em junho


O diesel encerrou o primeiro semestre de 2025 com os menores preços médios do ano, de acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Em junho, o tipo comum foi comercializado a R$ 6,14 em média, com queda de 1,29% ante maio. Já o diesel S-10 caiu 1,44% e fechou o mês a R$ 6,18. A retração é reflexo do repasse tardio das reduções promovidas pela Petrobras em maio, que ainda impactaram a cadeia de abastecimento em junho.

O levantamento também revelou reduções em todas as regiões do País. O Centro-Oeste apresentou os maiores recuos: o diesel comum caiu 1,92%, a R$ 6,14, e o S-10 recuou 1,58%, a R$ 6,24. No Sul, foram registrados os menores preços médios: R$ 5,94 para o comum e R$ 5,97 para o S-10. Já o Norte teve os maiores valores, mesmo com queda: R$ 6,83 e R$ 6,61, respectivamente.

Entre os estados, o Acre segue com os preços mais altos para ambos os tipos: R$ 7,72 para o diesel comum e R$ 7,63 para o S-10. No Paraná, o diesel comum foi o mais barato, a R$ 5,85, e Pernambuco teve o menor valor para o S-10, a R$ 5,88. O destaque em queda foi o Tocantins, com redução de 3,04% no preço do diesel comum. Já o Amapá foi o único estado a registrar alta nos dois tipos de diesel em junho.

“A queda no preço do diesel em junho ilustra bem o efeito tardio dos reajustes da Petrobras realizados em maio, que continuou a afetar a cadeia de abastecimento, repassando as reduções, o que permitiu que o combustível atingisse seu menor preço de 2025 justamente no fechamento do semestre. Essa dinâmica mostra um mercado competitivo e resulta em um cenário mais favorável para os custos de frete e logística no País”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade.

 





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Juros elevados no Plano Safra preocupam setor de proteínas animais e podem…


Especialistas apontam risco de retração em tecnologias, infraestrutura e investimentos no confinamento devido ao crédito mais elevado.

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O governo federal anunciou nesta terça-feira (1º) o Plano Safra 2024/25, mas o setor produtivo segue em alerta com a elevação das taxas de juros para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). A preocupação é que o crédito mais caro desestimule investimentos essenciais para o agro, especialmente nas cadeias de proteínas animais, como suinocultura e confinamento de bovinos, que dependem de financiamento para ampliar infraestrutura e garantir produtividade.

O aumento previsto de até 2 pontos percentuais nas taxas de juros do Plano Safra para programas como o Pronaf e o Pronamp acende um alerta para o setor de proteínas animais. Segundo Valdecir Folador, presidente da Acsurs, o cenário de juros elevados deve inibir ainda mais os investimentos, sobretudo na suinocultura, que já enfrenta dificuldades para financiar melhorias estruturais.

“Com a Selic em 15%, fica praticamente inviável investir em infraestrutura. A rentabilidade atual da suinocultura não é suficiente para arcar com os custos desses financiamentos”, afirmou. Embora o setor esteja atravessando um ano positivo do ponto de vista econômico, com margens dentro da normalidade, o ambiente de crédito mais caro impede avanços significativos. “Não estamos enriquecendo, mas estamos conseguindo pagar as contas. Mesmo assim, com juros altos, não conseguimos sustentar novos investimentos”, completou Folador.

Segundo o analista de mercado da Safra & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os juros elevados do plano safra vão acabar engessando os investimentos dos pecuaristas e também dos produtores. “Isso pode gerar dificuldades para um pecuarista e produtor rural que pretendia fazer investimentos na propriedade e pode ter uma redução no uso de tecnologia”, destacou ao Notícias Agrícolas. 

O analista ainda reportou que como os juros estão altos para muitos produtores rurais, tomar uma linha de crédito  vai ser um risco muito grande, considerando os riscos de mercado. “É uma conta que todos estão fazendo, pois compensa mais colocar o dinheiro em uma renda fixa com risco baixo ou correr riscos com as condições climáticas e de mercado e alocar o capital dentro da propriedade”, comenta.  

A terceirização da engorda por meio de boitel tem ganhado espaço na pecuária brasileira, mas os investimentos do setor privado nesse modelo têm sido afetados pelo encarecimento do crédito. Segundo dados da DSM-Firmenich, atualmente 19,1% dos animais confinados em boitel pertencem a terceiros — um reflexo de um período de expansão puxado por condições financeiras mais favoráveis no passado recente.

“Em 2021, com juros bastante reduzidos, houve um forte impulso nos investimentos em boitel. Muitos investidores viram oportunidade nesse modelo e entraram com força no mercado”, afirmou Walter, da DSM-Firmenich.

Por outro lado, o governo trouxe como uma das novidades o Programa de Transferência de Embriões, uma iniciativa que visa financiar a melhoria genética e a produtividade na cadeia leiteira. O presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, considera positivo o interesse em ajudar o produtor a ter uma melhor genética para seus animais, “desde que sejam recursos com juros acessíveis e sem muita burocracia”.

O presidente da Gadolando e da Febrac enfatiza, ainda, que é um trabalho que precisa ser feito com muita parcimônia, com muito cuidado, para que haja um bom uso do dinheiro. “Temos que ver como vai ser o programa, quem tem direito, e aí entra a responsabilidade de todas as associações envolvidas com a cadeia leiteira em dar esse suporte e ajudar na escolha dessas matrizes que serão replicadas”, adianta.





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julho terá clima mais seco e ameno


A onda de frio mais intensa do ano está com os dias contados no Brasil. De acordo com o meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, o pico das baixas temperaturas já foi registrado, e a tendência agora é de elevação gradual nos termômetros em boa parte do país. A partir desta sexta-feira, 4 de julho, a massa de ar polar que causou a queda brusca nas temperaturas começa a se deslocar para o Oceano Atlântico, perdendo força sobre o continente.

Segundo dados do Agrolink, este episódio foi o quarto e mais severo do ano até agora, com registros de até 5 °C abaixo da média climatológica em diversas regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Tecnicamente, esse comportamento configura o fenômeno como uma “onda de frio”, com noites e madrugadas especialmente geladas e risco de geadas nas serras do Sul nos próximos dias.

Diferente dos últimos anos, marcados por invernos amenos sob influência do El Niño, o inverno de 2025 se apresenta mais rigoroso. Com a neutralidade climática vigente, as condições atuais se aproximam mais do que é esperado para esta época do ano, permitindo incursões mais frequentes de ar polar — embora sem extremos fora do comum.

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As previsões indicam que, após a primeira semana de julho, o padrão climático mudará. Um bloqueio atmosférico dificultará a entrada de novas frentes frias com a mesma intensidade. Com isso, o tempo seco deve predominar e as temperaturas tendem a se manter mais amenas ou até mesmo acima da média em boa parte do centro-sul do país.

Apesar disso, não se descarta a possibilidade de uma ou duas novas massas de ar frio na segunda metade do mês. No entanto, Gabriel destaca que essas incursões devem ser menos intensas do que o evento atual, sinalizando um padrão de contrastes ao longo do mês: frio rigoroso no início e tempo mais estável e quente no final.

Com o avanço do inverno e a influência de padrões atmosféricos neutros, os produtores rurais devem permanecer atentos às variações bruscas no clima. A oscilação entre frio extremo e temperaturas elevadas pode impactar diretamente no desenvolvimento de culturas agrícolas e na produtividade do campo.





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recuo nos preços é impulsionado por dólar e pressão de compradores


Os preços do algodão em pluma registraram forte retração ao longo de junho, pressionados por fatores tanto externos quanto internos. A combinação entre a valorização do real frente ao dólar e a queda nos preços internacionais comprometeu a competitividade das exportações, refletindo diretamente na formação de preços no mercado brasileiro.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, acumulou queda de 6,16% entre os dias 30 de maio e 30 de junho. No último dia do mês, a cotação fechou em R$ 4,1456 por libra-peso, o menor valor nominal desde 17 de fevereiro de 2025, quando o indicador marcou R$ 4,1153/lp.

Além da paridade de exportação desfavorável, o mercado doméstico também contribuiu para o recuo nos preços. Os compradores demonstraram menor apetite e exerceram pressão por valores mais baixos. Ao mesmo tempo, vendedores se mostraram mais flexíveis nas negociações, o que aumentou a liquidez e acelerou a queda nas cotações.

A média mensal de junho foi de R$ 4,2901/lp, uma retração de 2,4% em relação à média de maio. Ainda assim, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o valor ficou 9,1% acima, em termos nominais, evidenciando que o mercado ainda opera em patamar superior ao de 2024.

A conjuntura atual coloca o produtor de algodão diante de um cenário de cautela, especialmente no que diz respeito às vendas. A volatilidade cambial e as incertezas sobre a demanda global têm exigido maior atenção dos agentes quanto ao momento ideal para comercialização.

Com o avanço da colheita e a entrada de mais oferta no mercado interno nos próximos meses, o setor segue atento aos desdobramentos da economia internacional e à movimentação dos estoques. A manutenção ou reversão do atual movimento de baixa dependerá, sobretudo, da demanda externa e do comportamento do dólar.





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Farelo de soja tem queda em Mato Grosso com aumento da oferta



Farelo de soja caiu 1,51% no estado




Foto: Leonardo Gottems

Os preços do farelo e do óleo de soja registraram queda na última semana em Mato Grosso, refletindo o comportamento dos mercados internacional e interno. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o recuo está diretamente ligado à maior oferta de derivados da soja e à pressão negativa do petróleo no cenário global.

De acordo com o Imea, o farelo de soja caiu 1,51% no estado, encerrando a semana com média de R$ 1.537,75 por tonelada. A retração acompanhou o aumento da oferta do proteico no mercado local, além da queda de 2,17% na cotação do produto na Bolsa de Chicago (CBOT), que fechou cotada em US$ 278,25 por tonelada.

O óleo de soja também apresentou recuo, com desvalorização de 0,25% no mercado mato-grossense. A média semanal ficou em R$ 5.757,33 por tonelada. A queda foi influenciada principalmente pelo recuo de 4,45% nas cotações da CME Group, que fecharam em US$ 52,34 por libra-peso, puxadas pela redução no preço do petróleo Brent.

Apesar das pressões recentes, o valor do óleo de soja ainda se mantém elevado em relação ao ano passado. Conforme dados do Imea, a cotação atual está 28,66% acima do registrado no mesmo período de 2024, evidenciando que o mercado ainda encontra sustentação em fundamentos como a demanda por biocombustíveis.

Nesse contexto, a aprovação da mistura B15 — que aumenta a proporção de biodiesel no diesel comercializado no país — deve estimular a demanda por óleo de soja nos próximos meses. Essa mudança pode se tornar um fator de suporte aos preços no estado, mesmo diante de oscilações externas. 





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Desempenho das cooperativas do Rio Grande do Sul tem novo recorde



O desempenho das cooperativas do Rio Grande do Sul foi positivo em 2024, com novo recorde de faturamento, informou o Sistema Ocergs em coletiva desta terça-feira (1).

O crescimento em comparação a 2023 foi de 8,4%, chegando a R$ 93,2 bilhões. Em sobras aos cooperados, foram distribuídos mais de R$ 5 bilhões no ano passado.

O levantamento leva em consideração dados como faturamento, sobras, patrimônio e ativos referentes a cada um dos ramos de atuação das mais de 370 cooperativas gaúchas.

“Nós ultrapassamos todas as nossas expectativas, mas foi fruto de um trabalho de muita resiliência, de muita profissionalização, de buscar share de mercado, de buscar outras alternativas econômicas quando o grão não deu mais viabilidade porque não tinha mais volume. Essas alternativas todas conseguiram fazer esse crescimento do cooperativismo”, declarou o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann.

No Rio Grande do Sul são mais de quatro milhões de pessoas associadas a cooperativas, quase 1/3 da população do estado. Juntas, geram mais de 78 mil empregos, sendo que a agropecuária, com 93 cooperativas, responde por importante fatia do total de receita e também de vagas geradas.

Em 2024, esse segmento ligado ao agro movimentou quase R$ 50 bilhões, alta de 2,4% ante o período anterior. Apesar de todas as dificuldades financeiras enfrentadas pelas perdas na safra de grãos, a produção de proteína animal e o arroz ajudaram a puxar a alta.



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