domingo, maio 17, 2026

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‘Precisamos parar de ter vergonha do agro’, diz novo secretário-executivo da Agricultura de SP



O engenheiro agrônomo e produtor rural Alberto Amorim assumiu como secretário-executivo da Secretaria de Agricultura de São Paulo com um recado claro: o agronegócio precisa parar de ter vergonha de ser bom e deve buscar se tornar cada vez mais agroindustrial.

Amorim, que estava há mais de dez anos na secretaria e ocupava a coordenação da assessoria técnica, foi escolhido pelo secretário Guilherme Piai e pelo governador Tarcísio de Freitas para ocupar o novo cargo.

“Foi uma honra muito grande, porque mostra o viés técnico que o governador e o secretário querem dar à pasta. Não é só discurso, é estratégia de verdade”, destacou, em entrevista à editora-executiva do telejornal Luiza Cardoso Costa. Segundo ele, a escolha de técnicos para cargos de liderança reforça o compromisso de avançar em programas estruturantes para o agro paulista.

Sobre o Plano Safra 2024/25, Amorim considera positivo haver recursos destinados ao agro, mas acredita que o montante ainda seja insuficiente. “Sempre falam que o agro é subsidiado demais, mas, se compararmos com o resto do mundo, é muito menos. Mesmo assim, o Plano Safra é pouco para o que a gente precisa, principalmente para o pequeno e médio produtor”, disse.

Amorim afirma que esses produtores não conseguem modernizar sua produção nem implementar inovações. “Eles continuam fazendo o mesmo. Precisamos de dinheiro aliado a planos realmente estruturantes para fazer mudança”, disse. Ele defende que próximos planos safras tenham mais diálogo com estados como São Paulo, que já desenvolvem políticas públicas voltadas a melhorar a qualidade e a produtividade no campo.

Entre as mudanças promovidas no estado está o novo modelo de financiamento do Feap com juros subsidiados, alcançando mais produtores de forma mais barata, além de ajustes nos seguros rurais. “Ainda é pouco, mas deve crescer”, disse.

Para Amorim, o Brasil precisa entender sua vocação agrícola e fortalecer a agroindústria. “Tem lugar no Brasil que tira três safras por ano com irrigação. Por que a gente tem vergonha disso? O Plano Safra deveria ser o programa mais importante da federação, porque o agro trabalha sete dias por semana, 24 horas por dia, sem telhado e, em muitos casos, sem energia elétrica.”



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Pecuária na Amazônia tem tecnologia para produzir com responsabilidade


A pecuária na Amazônia está vivendo uma transformação silenciosa, porém poderosa. A tradicional imagem de devastação e pastagens degradadas vem sendo substituída por exemplos de produção eficiente, sustentável e socialmente justa. Quer saber quais tecnologias estão aprimorando o manejo e diversificando as pastagens na Amazônia? Assista ao vídeo abaixo e descubra!

Esse novo cenário foi apresentado durante o fórum Pré-COP da Dinapec 2025, na sede da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), com destaque para as pesquisas realizadas pela Embrapa Acre.

O pesquisador Judson Ferreira Valentim explicou como a pecuária de baixo carbono tem ganhado espaço, impulsionada por tecnologias validadas junto aos produtores locais.

O Acre, por exemplo, é hoje um dos estados amazônicos com menor percentual de pastagens degradadas, reflexo direto da adoção de boas práticas no campo. Segundo Valentim, o segredo está na combinação de pesquisa participativa, diversidade de forrageiras e inclusão social.

Diversificar o pasto e integrar produção são estratégias de sucesso

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Foto: Gabriel Faria/Embrapa

A monocultura de capins já não dá conta dos desafios de um solo variável e de um clima quente e úmido.

Por isso, a Embrapa tem incentivado o uso de misturas de forrageiras com leguminosas, que ajudam a fixar nitrogênio no solo e a resistir melhor a pragas como cigarrinhas e lagartas. Essa diversidade torna o pasto mais nutritivo e resiliente.

Outra solução promissora é a integração lavoura-pecuária (ILP), principalmente em áreas antigas de pastagem.

A rotação entre soja, milho e boi safrinha garante maior acesso a insumos como farelo e milho, o que viabiliza a suplementação alimentar a baixo custo e, em muitos casos, a terminação dos animais em semiconfinamento.

Redução do ciclo e cortes nas emissões de carbono

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Foto: Arquivo/Canal Rural

As novas tecnologias também estão encurtando o tempo até o abate. Antes, eram necessários 4 anos e 2 hectares para produzir um boi.

Hoje, no Acre, é possível abater Nelores a pasto com 26 a 27 meses e cruzados com Angus com apenas 20 a 22 meses, muitas vezes sem nenhuma suplementação intensiva.

Essa redução do ciclo produtivo impacta diretamente a sustentabilidade da atividade, ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa por animal. Como destaca Valentim, cada dia a menos no campo representa menos impacto ambiental e maior eficiência econômica.

Legalidade, inclusão e apoio ao produtor familiar

Vacas e bezerros em área de pasto. Foto: Reprodução/Agropecuária MaragogipeVacas e bezerros em área de pasto. Foto: Reprodução/Agropecuária Maragogipe
Vacas e bezerros em área de pasto. Foto: Reprodução/Agropecuária Maragogipe

Apesar das boas práticas, o setor ainda sofre com generalizações que colocam todos os produtores na mesma cesta.

É preciso separar quem trabalha dentro da lei dos grileiros e especuladores que promovem o desmatamento ilegal. A lei de crimes ambientais deve ser aplicada com rigor, mas sem penalizar injustamente quem está fazendo a coisa certa.

A sustentabilidade na Amazônia também é social. Quase 3 milhões de produtores vivem em situação de insegurança alimentar ou pobreza extrema no Brasil, e muitos estão na região amazônica.

Sem acesso a crédito, assistência técnica ou regularização fundiária, esses pequenos pecuaristas precisam de apoio para prosperar.

Cooperativismo é chave para um futuro sustentável

A organização dos produtores em cooperativas permite ganhos reais. Com maior escala, os pequenos pecuaristas conseguem comprar insumos com melhores condições, comercializar sua produção com mais força e, principalmente, ter acesso a conhecimento e novas tecnologias.

Como afirma a Embrapa, cuidar da terra é importante, mas cuidar das pessoas é essencial. A pecuária na Amazônia pode ser uma das mais sustentáveis do mundo — desde que inclua quem está na ponta e promova, de fato, uma produção responsável do campo à mesa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Toda atenção com a soja daqui para frente



O cenário apresenta alguns riscos



O cenário apresenta alguns riscos
O cenário apresenta alguns riscos – Foto: Nadia Borges

Com a proximidade do segundo semestre e o avanço do calendário da safra norte-americana, os produtores brasileiros de soja devem redobrar a atenção aos custos de carregamento da posição da oleaginosa até março de 2026. A TF Agroeconômica elaborou uma tabela que projeta os preços equivalentes aos da colheita mês a mês, servindo como guia para tomada de decisões. A recomendação é clara: só venda se o valor futuro for superior ao indicado para o respectivo mês, do contrário, há perda financeira.

Segundo análise da TF Agroeconômica, diversos fatores sustentam um viés de alta para os preços. O primeiro é a menor concorrência argentina no mercado internacional, reflexo do retorno das retenciones plenas (impostos sobre exportações) desde 1º de julho. Também pesa a possibilidade de a China retomar compras nos EUA, impulsionando a reação dos fundos especulativos. Além disso, as exportações americanas vêm ganhando força: só entre 20 e 26 de junho, foram 462,4 mil toneladas vendidas para 2024/25, superando o volume da semana anterior. Por fim, no mercado doméstico, a disputa entre indústrias esmagadoras e exportadores — motivada pelo aumento do biodiesel B14 para B15 — está aquecendo os preços pagos ao produtor.

Contudo, o cenário também apresenta riscos. A queda nos preços do petróleo, após a alta provocada pelo conflito Irã-Israel, pode pressionar negativamente os preços do óleo de soja, que é um dos principais motores de valorização do grão na Bolsa de Chicago (CBOT). Além disso, o USDA reduziu para 8% a área de soja em condição de seca nos EUA, contra 12% na semana anterior, reforçando uma expectativa de boa safra americana.

No campo técnico, o destaque vai para a movimentação das opções: a put de outubro a 980 foi a mais negociada (4.346 contratos), enquanto a call de novembro a 1200 lidera o interesse em aberto (27.615 contratos), seguida pela put de 900 (18.660 contratos), indicando a cautela e expectativa dos agentes do mercado em relação aos movimentos futuros.

 





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celebre o Dia Mundial do Chocolate



A mais famosa derivação do cacau, o chocolate é festejado na Páscoa e em diversos outros momentos especiais, mas é em outra data que ele é oficialmente reconhecido: hoje, dia 7 de julho.

Alguns dizem que o Dia Mundial do Chocolate é uma referência à data em que o produto chegou à Europa, em 7 de julho de 1550, mas não há confirmação histórica precisa a este respeito. De qualquer forma, não são precisos motivos para apreciar um bom chocolate.

Com várias facetas, seja ao leite, meio-amargo, amargo, branco ou com especiarias cujo limite é a imaginação do mestre chocolatier, o fato é que ele se adequa aos mais variados gostos.

Brasil: potência do cacau

O Brasil tem o histórico de ser um dos maiores produtores da matéria-prima da iguaria. Em 2023, por exemplo, o país produziu 240 mil toneladas de cacau em amêndoas secas. Por aqui, Bahia e Pará lideram na colheita do fruto.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o consumo anual per capita por aqui é de 2,9 kg, dado que coloca o Brasil entre os maiores degustadores da iguaria, mas ainda significativamente atrás de Estados Unidos, Suíça e Alemanha, por exemplo.

Chocolate: bebida dos deuses e artigo de luxo

Apesar de não ser possível indicar um acontecimento que marque o Dia Mundial do Chocolate, a sua história na América do Sul é muito antiga. Os maias e astecas tinham o cacau como símbolo sagrado e o utilizavam na preparação de uma bebida sagrada: o “xocolatl”, a bebida dos deuses.

Após expedições às Américas, já no século 16, Hernán Cortez, leva a iguaria para a Europa, onde foram adicionados açúcar e leite, o tornando um artigo de luxo. Com a revolução industrial surgem as grandes chocolaterias europeias como Lindt, Nestlé, e a Hershey’s, nos Estados Unidos.

O chocolate chega ao Brasil no ano de 1746, como presente ao fazendeiro Antônio Dias Ribeiro, no estado da Bahia, que pelas condições favoráveis de clima e solo, logo passou a ser um dos principais polos produtores do cacau.

Benefícios do chocolate

Apesar de o chocolate ser um assunto tabu no mundo da saúde, é possível traçar os benefícios que o alimento traz para a saúde. Um deles é a redução na pressão arterial, fato possível pela presença dos flavonoides que possuem efeitos vasodilatadores.

Outro benefício do chocolate é o efeito antioxidante que previne a formação de placas de gordura nas artérias reduzindo os níveis de colesterol. Somado a isso o cacau também é uma poderosa fonte de ferro.

Outro efeito popular do chocolate é a produção de endorfina e serotonina. Estes neurotransmissores trazem a sensação de prazer e bem estar, contribuindo assim para a melhora do humor.

Apesar disso, o consumo mais indicado são os chocolates com maiores concentrações de cacau, conhecidos como chocolate amargo. Isso acontece porque esta variedade apresenta uma concentração menor de açúcar, permitindo sentir os benefícios sem os efeitos colaterais do consumo em grandes quantidades do adoçante.

Agora, a próxima vez que comprar um belo tablete de chocolate, antes de saboreá-lo, lembre-se de tudo o que foi necessário acontecer para que ele chegasse até você e se não fosse o trabalho do produtor rural, isso não seria possível.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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soja fortalece saúde de alunos da Apae, em MT



A soja tem mostrado sua força além das lavouras, pois, em Marcelândia (MT), a oleaginosa também está presente em espaços onde o cuidado e a atenção são fatores que caminham juntos. Na Escola Especial Renascer, mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município, a nutrição virou aliada da inclusão. A unidade, que atende 125 alunos com deficiência intelectual ou múltipla, oferece muito mais que ensino: promove saúde, acolhimento e desenvolvimento integral.

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Com 26 anos de história no município, a instituição disponibiliza serviços como fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e atividades que estimulam o avanço motor e cognitivo dos estudantes. E, recentemente, um reforço importante chegou para somar: a inclusão da bebida de soja no cardápio, fortalecendo a alimentação dos alunos e contribuindo para uma rotina ainda mais saudável.

O produto passou a ser utilizado no café da manhã e no lanche da tarde, sendo a base de vitaminas com frutas, chás e outras preparações. O impacto foi imediato. Casos de desnutrição severa entre os alunos, que preocupavam a equipe nutricional, passaram a regredir. Segundo a diretora da associação, Márcia Rosalva da Silva Alves, a bebida teve ótima aceitação e contribuiu diretamente para o ganho de peso e o fortalecimento do sistema imunológico dos atendidos.

Programa Agrosolidário

A mudança só foi possível graças ao apoio do programa Agrosolidário, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que passou a fornecer regularmente a bebida à escola. Para a presidente da Apae, Silvania Garcia Miranda Martins, a parceria é fruto de um olhar atento e sensível da entidade para as necessidades da comunidade.

“A associação está bem estruturada graças à comunidade, ao poder público e a instituições como a Aprosoja MT, que nos enxerga com carinho. Essa parceria fez e faz a diferença na vida de muitos alunos”, afirma.

A cozinheira Ivanilza Alvez de Lima vê os resultados de perto: “Um aluno em especial mal conseguia andar, era muito fraquinho. Depois que passou a tomar a bebida com as vitaminas e seguir a estimulação aqui, ganhou massa muscular e hoje já caminha com autonomia”, relata.

Para a equipe, a bebida de soja representa mais do que um complemento alimentar: é uma ferramenta de transformação social e humana. Já para a Aprosoja MT, é uma forma de devolver à sociedade parte do valor gerado no campo, com responsabilidade e solidariedade.



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biosseguridade e recria fazem a diferença


Com o Brasil ocupando a quinta posição no ranking mundial de produção de ovos, a qualidade do produto final se torna cada vez mais estratégica para a competitividade do setor. Segundo a médica-veterinária Jeniffer Pimenta, especialista em postura comercial com atuação nacional e internacional, a base para alcançar bons resultados está em duas frentes: biosseguridade bem estruturada e recria tecnicamente conduzida.

“A fase de recria é onde se forma o sucesso da produção. É ali que se desenvolve a base fisiológica e imunológica da ave para o resto do ciclo”, afirma a especialista.

Jeniffer PimentaJeniffer Pimenta
Imagem cedida por Jeniffer Pimenta

Controle sanitário contínuo é chave para manter a produtividade

Na prática, a biosseguridade envolve um conjunto de ações sistemáticas que visam impedir a entrada e a propagação de agentes patogênicos nas granjas. Entre os pontos críticos estão:

  • Barreiras físicas e controle de acesso de pessoas e veículos
  • Programas de desinfecção e limpeza constantes
  • Monitoramento de pragas (roedores, moscas, ácaros)
  • Protocolos de vacinação adaptados ao cenário epidemiológico

Jeniffer destaca que o sucesso da biosseguridade depende da repetição e consistência das rotinas diárias.

“Fazer o básico bem feito todos os dias é o que protege o plantel. Não há espaço para falhas”, alerta.

Vacinação sob medida: aliada da imunidade e da rentabilidade

O uso de vacinas autógenas — desenvolvidas especificamente para os microrganismos presentes em determinada granja — tem ganhado espaço como uma ferramenta de alta eficácia. Essas vacinas são customizadas após análise laboratorial e permitem uma resposta imune mais precisa diante de surtos locais.

Além disso, vacinas comerciais são aplicadas conforme protocolos técnicos que consideram fatores como pressão de infecção regional, fase da ave e histórico sanitário da propriedade.

Recria: onde a qualidade realmente começa

Embora o foco da produção de ovos esteja na fase de postura, é na recria que se define o potencial produtivo da ave, segundo Jeniffer. O acompanhamento de ganho de peso, desenvolvimento ósseo e resposta imunológica são fundamentais para alcançar altos picos de produção e persistência de postura.

“Produzir ovos é consequência. Preparar a ave corretamente é a origem do sucesso”, resume.

A especialista destaca ainda a importância de ouvir os sinais da ave e interpretar os dados zootécnicos como forma de tomada de decisão. A cada fase — dos órgãos vitais até o acúmulo de gordura corporal — existem metas fisiológicas que precisam ser cumpridas para garantir a performance esperada.

Inovações tecnológicas ampliam o controle de qualidade

O avanço de tecnologias de triagem automatizada de ovos já permite identificar defeitos como microtrincas, sujidades e alterações estruturais com alto grau de precisão. Equipamentos modernos, muitos com inteligência artificial embarcada, otimizam o controle de qualidade na granja.

Mais do que equipamentos, no entanto, Jeniffer reforça que a capacidade de analisar e interpretar dados é o diferencial. “A ave começa a sinalizar problemas na qualidade do ovo antes de manifestar sintomas. A leitura dos indicadores é o que garante ação preventiva e menor impacto produtivo”, afirma.

Brasil tem espaço para crescer na produção de ovos

Com consumo interno em ascensão e crescente exigência por qualidade, a produção de ovos exige profissionalismo, rastreabilidade e bem-estar animal. Jeniffer Pimenta reforça que o setor tem espaço para se expandir com base em três pilares: tecnologia, sanidade e gestão técnica.

“Cada ovo conta. Cuidar da sanidade da ave desde o início do ciclo é garantir não só produtividade, mas também segurança alimentar para milhões de brasileiros.”



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Preço da ureia cai US$ 30, mas Índia determinará novas cotações, diz consultoria



Os preços da ureia no mercado brasileiro estavam disparados, mas, com o acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã e a retomada da produção de nitrogenados no mercado egípcio e iraniano, os patamares do fertilizante cederam.

De acordo com o relatório semanal de fertilizantes da consultoria StoneX, a queda observada foi de aproximadamente US$ 30 por tonelada do insumo, o que representa uma variação de pouco mais de 5%.

“Diante disso, a atenção dos investidores agora está voltada para a Índia, onde os importadores buscam fertilizantes para abastecer o mercado doméstico. A demanda por adubos segue aquecida no país e, por isso, a Índia anunciou recentemente uma nova licitação para importação de ureia”, diz o analista de Inteligência de Mercado Tomás Pernías.

Segundo ele, na última licitação, os indianos não conseguiram adquirir o volume desejado, uma vez que a negociação ocorreu durante a escalada das tensões no Oriente Médio. A volatilidade dos preços, somada à cautela dos fornecedores, dificultou as aquisições naquele momento.

“Agora, a Índia volta ao mercado em busca de cargas de ureia para abastecer a demanda doméstica. Contudo, essa nova tentativa de aquisição ocorre em meio a um cenário complexo: a oferta global de nitrogenados continua apertada, com as exportações chinesas ainda limitadas, e há dúvidas no setor, especialmente quanto ao rumo da política comercial dos Estados Unidos nas próximas semanas.”

Dessa forma, o relatório da StoneX indica que os investidores estão atentos à licitação indiana como referência para a formação de preços e compreensão do cenário setorial.

“No Brasil, essa queda nos preços da ureia representa uma boa notícia para os importadores. As importações de nitrogenados costumam crescer ao longo do segundo semestre, à medida que os compradores brasileiros intensificam as aquisições destinadas, principalmente, à safrinha de milho 2025/26”, conclui Pernías.



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Com tecnologia própria, indígenas da Amazônia lançam frota de barcos movidos a energia solar



Em plena Amazônia, uma revolução silenciosa está ganhando os rios: barcos movidos à energia solar. A iniciativa faz parte do Projeto Kara Solar, criado por comunidades indígenas no Equador e que já chegou ao Brasil, Peru e Suriname. Essas embarcações sustentáveis dispensam o uso de gasolina, diminuem as emissões de carbono e ainda protegem os animais do ruído dos motores, tudo com uma tecnologia pensada dentro da própria floresta.

Hoje, são dez barcos solares navegando por rios da América do Sul, mostrando que é possível aliar inovação, respeito à cultura local e preservação ambiental. Mais do que uma alternativa de transporte, os barcos garantem autonomia às comunidades.

Em 2024, esses barcos percorreram cerca de 9.660 km em 847 viagens, transportando mais de 6.400 pessoas, especialmente para serviços de saúde, educação e comércio, e ainda evitaram a emissão de aproximadamente 210 toneladas de CO₂. 





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Exportação de carne de frango cresce 0,5% no primeiro semestre



As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) encerraram o primeiro semestre deste ano com alta de 0,5%, segundo a a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No total, foram exportadas 2,6 milhões de toneladas, número 0,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 2,588 milhões de toneladas. O saldo das exportações no primeiro semestre chegou a US$ 4,871 bilhões, número 5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 4,636 bilhões.

Em junho, as exportações de carne de frango chegaram a 343,4 mil toneladas. O saldo é 21,2% menor em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, com 435,9 mil toneladas. A receita gerada no período chegou a US$ 637 milhões, saldo 19,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com US$ 793,6 milhões.

O ranking dos principais destinos das exportações brasileiras no primeiro semestre é liderado pelos Emirados Árabes Unidos, com 231,1 mil toneladas (-3,7%), seguido pela China, com 228,6 mil toneladas (-17,2%), Arábia Saudita, com 201,9 mil toneladas (-2%), Japão, com 198,2 mil toneladas (-7,5%) e África do Sul, com 133,9 mil toneladas (-20,3%), União Europeia, com 125,3 mil toneladas (+20,8%), Filipinas, com 122,8 mil toneladas (+2,2%) e México, com 89,9 mil toneladas (+7,7%).

Principal estado exportador, o Paraná embarcou 1,039 milhão de toneladas no primeiro semestre (-3,49% em relação ao ano anterior), seguido por Santa Catarina, com 573,3 mil toneladas (+1,72%), Rio Grande do Sul, com 348,5 mil toneladas (-1,62%), São Paulo, com 154 mil toneladas (+12,4%) e Goiás, com 131,1 mil toneladas (+4,2%).

O saldo registrado em maio e junho demonstrou um impacto real inferior ao que era esperado em razão das suspensões decorrentes do único foco identificado e já resolvido de Influenza Aviária em produção comercial.

Com a publicação da autodeclaração do Brasil de Livre de Influenza Aviária junto à Organização Mundial de Saúde Animal, a maioria dos mercados retomaram o fluxo das exportações e outros deverão restabelecer em breve.

A expectativa é que ocorra uma significativa evolução nos níveis dos embarques neste segundo semestre, ampliando o resultado positivo esperado para este ano, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.



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Cbsoja 2025 abordará os 100 anos da oleaginosa no Brasil



O Congresso Brasileiro de Soja (Cbsoja) e o Mercosoja 2025 serão realizados de 21 a 24 de julho, em Campinas (SP). Promovido pela Embrapa Soja, o evento chega à sua 10ª edição com um marco duplo: a celebração dos 100 anos da soja no Brasil e dos 50 anos da empresa. O tema central será ‘Pilares para o amanhã’, com foco em inovação, sustentabilidade e novos desafios da cadeia produtiva. As inscrições podem ser feitas aqui.

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Reconhecido como o principal fórum técnico-científico sobre o grão na América do Sul, o congresso deve reunir cerca de 2 mil participantes entre pesquisadores, produtores, técnicos, representantes da indústria, cooperativas, governo e setor financeiro.

Tecnologia e sustentabilidade da soja

A programação inclui quatro conferências e nove painéis temáticos, com mais de 50 palestras de especialistas nacionais e internacionais. Entre os temas em destaque estão biotecnologia, logística no Mercosul, propriedade intelectual, valor agregado, sustentabilidade e agricultura tropical.

Uma das novidades desta edição é o espaço “Mãos à Obra”, voltado à discussão prática sobre cinco grandes temas: fertilidade do solo e adubação, manejo de nematoides, plantas daninhas, bioinsumos e impedimentos ao desenvolvimento radicular.

O evento também contará com o workshop internacional “Soybean2035”, que vai debater os próximos dez anos da biotecnologia na cultura da soja, com participação de pesquisadores do Brasil, China, Estados Unidos e Canadá.

Trajetória da soja no Brasil

Foram aprovados 328 trabalhos que serão apresentados em nove sessões temáticas durante o congresso, abrangendo áreas como fisiologia, entomologia, fitopatologia, genética, sementes, nutrição vegetal, economia rural e transferência de tecnologia.

A commodity chegou ao Brasil em 1882, mas só ganhou relevância comercial a partir da década de 1960. A criação da empresa, em 1975, foi determinante para o desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições tropicais, ampliando o cultivo para regiões como o Cerrado.

Segundo dados da Conab, o Brasil colheu cerca de 167 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, mantendo-se como maior produtor mundial da oleaginosa, à frente de Estados Unidos e Argentina.

Embrapa: 50 anos como referência internacional

Ao longo de cinco décadas, a Embrapa Soja liderou avanços tecnológicos que permitiram elevar a produtividade, reduzir custos de produção e ampliar a sustentabilidade ambiental da cultura. A instituição é hoje referência global em pesquisa de soja para regiões tropicais.



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