domingo, maio 17, 2026

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com queda de 40% vendas atingem o menor patamar da safra



O volume de etanol hidratado comercializado na primeira semana de julho em São Paulo foi o menor da safra 2025/26. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Foram quase 20 milhões de litros a menos deste combustível frente ao período anterior, ou redução de 40,4%. Segundo o instituto, os demandantes já estão abastecidos com compras realizadas em semanas anteriores, assim se mantiveram afastados do mercado spot paulista.

Agentes de usinas, por sua vez, seguiram firmes nos valores pedidos na maior parte dos casos, por conta dos estoques reduzidos de combustível neste atual momento da safra. 

Quanto aos preços, oscilaram pouco, conforme levantamentos do Cepea. De 30 de junho a 4 de julho, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,6055/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa queda de 0,17% frente ao do período anterior. 

Por outro lado, para o anidro, o Indicador Cepea/Esalq apresentou ligeiro avanço, operando a R$ 2,9996/litro valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). O valor representa uma alta de 0,11% em igual comparativo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Incertezas sobre tarifas de Trump e clima bom nos EUA derrubam preço da soja na Bolsa de Chicago



Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado mantém o viés negativo observado no pregão anterior, pressionado pelas dúvidas em relação à política tarifária de Donald Trump. A previsão de clima favorável no país e a continuidade da boa qualidade das lavouras por mais uma semana também reforçam o movimento de queda nas cotações.

Segundo a Reuters, a China, maior importadora da oleaginosa, alertou o governo Trump contra a reativação de tarifas sobre produtos chineses prevista para o próximo mês e ameaçou retaliar países que firmarem acordos com os EUA visando excluir a China de suas cadeias de suprimentos.

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 6 de julho, 66% estavam entre boas e excelentes condições, 27% em situação regular e 7% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 66%, 27% e 7%, respectivamente.
Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,18 1/2 por bushel, baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,22%, em relação ao fechamento anterior. Na segunda-feira (07), a soja fechou com preços em baixa. A previsão de clima favorável nos Estados Unidos, as incertezas em torno das tarifas norte-americanas e a alta do dólar frente a outras
moedas pressionaram as cotações.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 24,00 centavos de dólar ou 2,27% a US$ 10,31 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,20 3/4 por bushel, perda de 28,50 centavos ou 2,71%.



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Geadas queimam lavouras de milho, sorgo e cana-de-açucar



Geadas registradas na semana passada queimaram lavouras de milho, sorgo, cana-de-açúcar e outras em algumas áreas entre o norte e o noroeste do Paraná e o sul de São Paulo, segundo o alerta agroclimático da Rural Clima.

O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos ressalta que houve registro de quebras nas lavouras entre Maringá, Campo Mourão e Londrina, embora localizadas, segundo relatos de fontes locais. As geadas atingiram também algumas áreas de trigo. No caso do milho, por estarem mais avançadas, é possível que ainda seja possível colher algumas áreas atingidas pelas geadas. Levantamentos indicam que as perdas em áreas de milho podem ter chegado a 15% nessas regiões.

Tempo aberto deve seguir predominando no Brasil

Santos comenta que, por conta da atuação de uma massa de ar polar, o tempo aberto deve
predominar no Brasil até o dia 17, quando há algum risco de precipitações. Mas será apenas no dia 20 que uma frente fria deve entrar no sul do Brasil, interrompendo a continuidade do tempo seco, disse.
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No Nordeste, as baixas temperaturas, com mínimas em torno de 15 graus, deverão seguir nos
próximos dias, com uma grande amplitude térmica. O frio será menos intenso nas próximas semanas, com o risco de geadas ficando restritas ao sul do Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai.
O agrometeorologista informa que nos dias 22 a 23 as chuvas devem retornar com mais ênfase ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina, embora no Paraná deva haver poucas chuvas. Somente na primeira semana de agosto é que as chuvas devem voltar a ocorrer no Paraná, pontua.
Na segunda semana de agosto em diante, bons volumes de chuvas estão previstos nas regiões Sul e Sudeste e em parte do Centro-Oeste, até mesmo em Brasília. De modo geral, o mês de agosto será mais úmido e em setembro deve chover melhor também, comenta.

Estados Unidos

Santos disse que após as enchentes, muitas chuvas ainda estão previstas para o Sul dos Estados Unidos nos próximas dias. No Meio-Oeste dos Estados Unidos, as chuvas deverão seguir favorecendo as lavouras. De modo geral, o clima seguirá favorável no país ao longo dos próximos 45 dias. Pode haver um tempo um pouco mais seco entre o final de julho e o começo de agosto, o que pode trazer alguma volatilidade aos mercados, mas sem riscos para as lavouras, finaliza.
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Cria, recria e engorda: entenda como melhorar a rentabilidade


Na pecuária de corte, compreender e aplicar corretamente as fases de cria, recria e engorda é fundamental para alcançar bons resultados econômicos e operacionais. Cada etapa possui funções específicas dentro do sistema produtivo, exigindo planejamento, decisões estratégicas e manejo adequado. Quando bem conduzidas, essas fases garantem animais mais produtivos, reduzindo custos e elevando a qualidade da carne produzida.

A base do sistema: cria, recria e engorda

A primeira fase, a cria, vai do nascimento até o desmame e concentra-se no manejo das matrizes e na saúde dos bezerros. É nesse momento que se define a base genética e sanitária do rebanho. A recria, por sua vez, compreende o período entre o desmame e o início da terminação. Nessa etapa, o foco recai sobre o desenvolvimento corporal, a qualidade das pastagens e a suplementação adequada, com atenção especial ao ganho médio diário.

Por fim, a engorda ou fase de terminação prepara o animal para o abate, buscando um bom acabamento de carcaça, seja por meio de pastagens de inverno ou em sistemas de confinamento, conforme a estratégia do lote.

Cria, recria e engorda na pecuáriaCria, recria e engorda na pecuária
Foto: Divulgação l Vinícius Campos

Estratégia e eficiência no campo

Segundo Juca Quintana, zootecnista e gerente de pecuária do Grupo Ceolin, um dos maiores do Sul do país, as fases de cria, recria e engorda precisam estar alinhadas a metas claras e acompanhamento de indicadores. Para ele, é impossível alcançar bons resultados sem planejamento. “Se você não definir onde quer chegar, não vai chegar a lugar nenhum. Tem que elaborar planos de acordo com a realidade da região”, afirma.

Cria, recria e engorda_ o impacto de cada fase no desempenho do rebanhoCria, recria e engorda_ o impacto de cada fase no desempenho do rebanho
Foto: Divulgação l Grupo Ceolin

No modelo adotado pelo grupo, localizado em Uruguaiana (RS), as fêmeas passam por um processo de seleção para reposição do rebanho, enquanto os machos seguem para a invernada. Todos os bezerros são terminados dentro do próprio sistema, utilizando pastagens de verão e, posteriormente, pastagens de inverno ou confinamento.

Na recria, a eficiência está diretamente ligada ao desempenho dos animais. Para atingir a meta de peso com um ano de idade, é necessário investir na qualidade das forragens, no tipo de suplemento utilizado e no ajuste da carga animal por hectare. Quintana destaca que quem não dispõe de pasto suficiente precisa considerar alternativas, como o campo diferido ou o confinamento. Além disso, o produtor deve decidir se a prioridade será o ganho individual por animal ou o ganho por área, dependendo do objetivo econômico. A sanidade também é um ponto crítico nessa fase. Doenças como a verminose causam perdas silenciosas quando o manejo sanitário não está em dia, comprometendo o desempenho do lote.

Terminação: impacto direto na carcaça

Na fase de engorda, parte dos animais do Grupo Ceolin retorna aos campos de inverno entre os 18 e 20 meses, enquanto outros são levados ao confinamento para obter um acabamento mais uniforme antes do abate. Segundo Quintana, essa decisão depende das características do lote e da estratégia de comercialização. Ele explica que no Sul do país é comum que as três fases da pecuária sejam conduzidas por propriedades diferentes, sendo que apenas entre 20% e 25% das fazendas fazem o ciclo completo. De forma geral, a cria ocorre em áreas mais marginais, e a recria e a terminação ficam com produtores com mais estrutura, acesso a grãos e logística de venda.

Rebanho do Grupo CeolinRebanho do Grupo Ceolin
Foto: Divulgação l Grupo Ceolin

Falhas no manejo que comprometem a terminação

Para o zootecnista Vinícius Campos, que atua com consultoria em abates na região Nordeste, o impacto da recria na terminação é direto. Ele observa que falhas no manejo da fase intermediária resultam em animais menos estruturados e com desempenho inferior no frigorífico. Quando a recria é bem conduzida, o animal chega mais cedo ao ponto ideal de abate, com menor necessidade de tempo no confinamento e maior valorização da carcaça. “Se o animal tem baixo ganho de peso, adoece com frequência ou se desenvolve lentamente, isso já indica que as fases anteriores foram mal conduzidas”, afirma.

Do campo ao frigorífico_ quando a recria compromete o abateDo campo ao frigorífico_ quando a recria compromete o abate
Foto: Divulgação l Scot Consultoria

Gestão estratégica e visão de futuro

Mais do que técnica, a pecuária moderna exige uma gestão profissional das fases de cria, recria e engorda. Para Quintana, uma equipe engajada e comprometida com os objetivos da empresa é essencial para alcançar bons resultados. Ter as pessoas certas nas funções certas contribui diretamente para a eficiência das operações. O mesmo vale para a gestão financeira, que precisa estar alinhada ao mercado. O produtor deve saber planejar seus investimentos, evitar decisões por impulso e aproveitar as oportunidades comerciais com inteligência. “A gestão é o que permite agir com estratégia, seja na compra de insumos ou na venda de animais. É isso que garante a rentabilidade e a sustentabilidade do sistema”, pontua o especialista.

Nas propriedades que terceirizam parte do ciclo, especialmente a recria e a terminação, o cuidado com o padrão genético e o manejo precisa ser ainda mais rigoroso. Campos alerta que, mesmo quando o trabalho é compartilhado, a responsabilidade sobre o resultado final continua sendo do produtor. Garantir animais de raças com aptidão para produção de carne, oferecer nutrição adequada e manter o controle sanitário são pontos decisivos para o sucesso do sistema.

Pecuária com visão de futuro_ desafios e oportunidadesPecuária com visão de futuro_ desafios e oportunidades
Foto: Divulgação l Scot Consultoria

A experiência no campo faz toda a diferença

A experiência de campo mostra que a eficiência da pecuária de corte está diretamente ligada à forma como cada fase do ciclo produtivo é conduzida. Desde a cria até a engorda, cada decisão tomada interfere no desempenho do animal e na rentabilidade final da propriedade. Investimentos em nutrição, sanidade, planejamento financeiro e qualificação da equipe são indispensáveis para uma pecuária mais produtiva, sustentável e competitiva. 

Como resume Vinícius Campos, “a pecuária hoje não oferece grandes margens de lucro. Por isso, cada decisão dentro da propriedade precisa ser pensada com critério, desde o nascimento do bezerro até a venda da carcaça”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como a soja iniciou a semana


No Rio Grande do Sul, a comercialização da soja segue em ritmo lento, com o mercado operando “da mão para a boca”, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados no julho (entrega julho e pagamento 30/07) ficaram em R$ 135,00 (-1,82%) porto. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 129,00 (-1,53%) Cruz Alta – Pgto. 30/07 – para exportador, R$ 129,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto, R$ 129,00 Ijuí – Pgto. 30/0808 – para fábrica, R$ 129,00 (-0,77%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 24/08. Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 118,00 a saca ao produtor”, comenta.

A comercialização da soja em Santa Catarina avança de forma lenta. “O calendário oficial e o vazio sanitário da soja para o próximo ciclo foram divulgados pela Cidasc, reforçando o planejamento técnico e fitossanitário como pilar da sustentabilidade produtiva no estado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 136,17 (+0,24%)”, completa.

O mercado paranaense busca equilíbrio entre retenção e escoamento da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 135,60 (+1,10%). Em Cascavel, o preço foi 122,27 (+0,66%). Em Maringá, o preço foi de R$ 121,24 (-1,61%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 123,28 (+0,29%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$136,17 (+0,19%). No balcão, preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Infraestrutura de armazenagem limitam os ganhos da soja em Mato Grosso do Sul. “Paralelamente, o vazio sanitário em vigor desde meados de junho visa garantir a sanidade das próximas lavouras, apontando para a necessidade de um planejamento mais robusto que una produtividade com eficiência comercial. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 119,95 (-0,15%), Campo Grande em R$ 120,13 (0,29%), Maracaju em R$ 120,13 (0,29%), Chapadão do Sul a R$ 107,61 (-0,01%), Sidrolândia a em R$ 119,95 (-0,15%)”, informações.

Alta produção e baixa margem, entraves comerciais e logísticos marcam a soja em Mato

Grosso. “Campo Verde: R$ 115,59 (+0,64%). Lucas do Rio Verde: R$ 111,92, Nova Mutum: R$ 111,92. Primavera do Leste: R$ 115,59 (+0,26%). Rondonópolis: R$ 115,59 (+0,26%). Sorriso: R$ 111,46 (-0,41%)”, conclui.

 





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China alerta Trump sobre reativação de taxas e ameaça retaliar acordos em cadeia de suprimentos



A China emitiu um alerta ao governo Trump, advertindo contra a reativação de tarifas sobre produtos chineses a partir do próximo mês e ameaçando retaliar países que firmarem acordos com os Estados Unidos para excluir a China de suas cadeias de suprimentos. O recado foi transmitido por meio de um editorial do jornal oficial People’s Daily, assinado sob o pseudônimo “Zhong Sheng”, usado para expressar a posição do governo chinês em política externa.

O presidente Donald Trump iniciou na segunda-feira o envio de notificações a parceiros comerciais sobre a imposição de tarifas significativamente mais altas a partir de 1 de agosto. No caso da China, que chegou a ser alvo de tarifas superiores a 100%, Pequim tem até 12 de agosto para negociar um acordo e evitar a reinstauração de restrições adicionais impostas durante as trocas de tarifas em abril e maio.
Após um acordo provisório firmado em junho entre Washington e Pequim, que trouxe uma trégua frágil à guerra comercial, ainda há incertezas quanto aos detalhes do entendimento. Investidores e operadores dos dois lados do Pacífico acompanham com cautela, atentos à possibilidade de o pacto desmoronar ou evoluir para uma solução duradoura.

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O editorial do People's Daily enfatizou que "diálogo e cooperação são o único caminho correto" para resolver as tensões comerciais, reiterando a visão de Pequim de que as tarifas de Trump representam "bullying". O texto reforçou que apenas a defesa firme de princípios pode garantir os direitos e interesses legítimos do país. Segundo o Instituto Peterson de Economia Internacional, a tarifa média dos EUA sobre exportações chinesas está em 51,1%, enquanto a tarifa média chinesa sobre produtos americanos é de 32,6%, cobrindo praticamente todo o comércio bilateral.
A China também criticou países da região que buscam acordos tarifários com os EUA que a
excluam das cadeias produtivas. O caso mais recente foi o do Vietnã, que conseguiu reduzir sua tarifa para 20% em um acordo, mas aceitou que mercadorias "transbordadas" vindas da China sejam taxadas em 40%. O governo chinês deixou claro que "se tal situação ocorrer, a China não aceitará e responderá de forma resoluta para proteger seus interesses legítimos".



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ouça os destaques do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o aumento da aversão ao risco após Trump anunciar novas tarifas contra países como Japão e Coreia do Sul.

O Ibovespa caiu 1,26%, aos 139 mil pontos, e o dólar subiu 1%, fechando a R$ 5,47. Nos EUA, o dólar ganhou força, o VIX subiu e as bolsas caíram. Hoje, destaque para vendas no varejo no Brasil e dados de crédito nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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confira a previsão de hoje



Massa de ar frio em parte do Sul, temperaturas ainda em baixa no Sudeste e forte pancadas de chuva em outras áreas: confira a previsão do tempo para esta terça-feira (8).

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Sul

Uma nova frente fria vai avançar pela costa do Rio Grande do Sul provocando pancadas de chuva sobre a metade sul do estado, que pode vir com moderada intensidade. As temperaturas ficam mais baixas em todo o estado também pela presença de uma massa de ar frio. Já em Santa Catarina e no Paraná, o predomínio é de tempo firme e temperaturas em elevação, especialmente durante a tarde.

Sudeste

O sol volta a aparecer em boa parte dos estados da Região Sudeste. Somente no litoral do Espírito Santo, a infiltração marítima ainda favorece chuva isolada. Ainda assim, o dia vai começar com temperaturas baixas, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, com os termômetros subindo um pouco mais durante a tarde.

Centro-Oeste

Dia marcado por tempo firme e predomínio de sol nos três estados do Centro-Oeste. As temperaturas começam a se elevar um pouco mais pela Região, mas o dia ainda pode começar mais frio no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul. À tarde, a umidade relativa do ar tende a ficar em atenção, especialmente entre Goiás e Mato Grosso, além de áreas do norte do território sul-mato-grossense.

Nordeste

O transporte de umidade do oceano em direção ao continente deixa o tempo nublado e com chuva a qualquer momento entre o litoral norte da Bahia e Sergipe, onde não se descarta chuva forte em alguns períodos do dia. Pancadas moderadas também são previstas para o norte do Maranhão, enquanto o interior da Região tem predomínio de sol e temperaturas elevadas. A umidade do ar fica em atenção no oeste da Bahia e na metade sul do Piauí e do Maranhão.

Norte

Pancadas de chuva a qualquer hora do dia sobre a metade norte da Região, com risco para temporais localizados no norte do Amazonas e em Roraima. No norte do Pará e no Amapá, as precipitações ocorrem entre moderada a forte intensidade. Por outro lado, o tempo firme predomina no Acre, em Rondônia, no sul paraense e no Tocantins. Atenção para a baixa umidade do ar no estado do Tocantins e no sul do Pará.



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Tecnologia da Embrapa usa satélites para medir capim no pasto e ajudar a produzir mais


Uma nova metodologia desenvolvida pela Embrapa está transformando a forma de monitorar as pastagens brasileiras e estimar a quantidade de forragem disponível para o gado. A inovação alia modelagem agrometeorológica e sensoriamento remoto, utilizando dados climáticos e imagens de satélite para orientar o manejo e apoiar a intensificação sustentável da pecuária, indicando o capim disponível no pasto.

O método foi testado em três sistemas produtivos diferentes – extensivo, intensivo rotacionado e integração lavoura-pecuária (ILP) – na Fazenda Canchim, unidade da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). O modelo aplicado explicou mais de 67% da variação observada na massa de forragem disponível, com destaque para o sistema extensivo, onde a acurácia chegou a 86%, animando os pesquisadores.

“Os resultados são promissores e demonstram a eficácia da metodologia em diferentes contextos”, afirma Gustavo Bayma, analista da Embrapa Meio Ambiente.

O estudo utilizou o modelo Safer (Simple Algorithm for Evapotranspiration Retrieving, ou algoritmo simples para recuperação de evapotranspiração), tradicionalmente aplicado para estimar demanda hídrica, mas que teve pouca aplicação em pastagens até agora.

O modelo Safer integra dados climáticos como radiação solar, temperatura, umidade e vento com imagens do produto HLS (Harmonized Landsat Sentinel-2), que reúne registros dos satélites Landsat-8, da Nasa, e Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia (ESA). Segundo Bayma, o grupo é pioneiro em usar essa abordagem para estimar forragem, com potencial de ampliar a eficiência produtiva da pecuária.

nova metodologia da Embrapa ajuda a medir capim no pastonova metodologia da Embrapa ajuda a medir capim no pasto
Foto: Sandra Furlan/Embrapa

Diferencial no monitoramento

Um dos diferenciais do estudo foi aplicar a metodologia simultaneamente nos três sistemas de produção, além de diferenciar matéria seca total (MST) e matéria verde (MV) da forragem. Essa distinção aumentou a precisão das estimativas.

“Enquanto a matéria seca total inclui material de baixa qualidade, a matéria verde está diretamente relacionada à produtividade e ao consumo pelos animais”, conta a pesquisadora Sandra Nogueira, coautora do estudo.

As medições de campo foram feitas durante dois anos, com amostragens destrutivas alinhadas aos pixels das imagens de satélite (30 x 30 metros), permitindo validar os resultados com dados reais. A maior eficácia foi observada no sistema extensivo, devido à estabilidade do manejo. No ILP, a alternância entre milho e pastagem trouxe maior complexidade, mas os resultados permaneceram satisfatórios. Já no intensivo rotacionado, a precisão foi ligeiramente menor, reflexo da dinâmica acelerada do manejo.

Sensoriamento remoto avança na agropecuária

Para Marcos Adami, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a evolução de satélites, sensores hiperespectrais, drones e inteligência artificial tende a ampliar as possibilidades de monitoramento forrageiro. “Essas tecnologias poderão prever variações nas pastagens com maior antecipação e acurácia”, diz. Ele destaca que o avanço pode ser incorporado a programas estratégicos como o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).

Patrícia Santos, pesquisadora da Embrapa, ressalta que o sensoriamento remoto representa um avanço significativo na gestão pecuária. “Permite identificar variações na quantidade de forragem ao longo do tempo, favorecendo decisões assertivas no planejamento e manejo sustentável.”

Segundo ela, os dados podem orientar políticas públicas e iniciativas privadas para recuperação de áreas produtivas, contribuindo para a meta do PNCPD de reduzir pastagens degradadas.

Intensificação sustentável como meta

O Brasil possui hoje 113,2 milhões de hectares de pastagens com manejo, segundo o IBGE. Entre 2000 e 2020, essas áreas cresceram 27,9%, um aumento de 24,7 milhões de hectares. Apesar disso, ainda existem 28 milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial para recuperação e expansão agrícola, conforme dados da Embrapa.

Os sistemas integrados de produção ocupavam 17,4 milhões de hectares em 2020 e a meta é alcançar 30 milhões até 2030. Para Bayma, o novo método de monitoramento contínuo em larga escala pode ser estratégico para atender à crescente demanda global por alimentos, sem comprometer os recursos naturais. “É uma contribuição concreta para a intensificação sustentável da pecuária brasileira”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3 e em Chicago


O mercado futuro do milho registrou queda nesta segunda-feira (8), tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago, refletindo um cenário desfavorável para o cereal no curto prazo. Segundo informações da TF Agroeconômica, as cotações na B3 cederam em sintonia com a forte baixa registrada em Chicago, enquanto a leve melhora na paridade cambial entre real e dólar evitou perdas ainda maiores.

No mercado interno, o cenário segue pressionado. De acordo com o Cepea, os preços do milho estão nos menores patamares do ano em diversas regiões do país, influenciados principalmente pela maior oferta no mercado spot. Os vendedores estão mais flexíveis nas negociações, mesmo com o ritmo de colheita da segunda safra ainda abaixo dos níveis de 2023. A limitação na capacidade de armazenagem e a baixa paridade de exportação intensificam a pressão sobre os preços. Do lado da demanda, os compradores estão cautelosos, adquirindo apenas volumes pontuais para consumo imediato.

O programa de exportação segue lento: dados da Secex apontam que o Brasil embarcou apenas 120,7 mil toneladas de milho nos primeiros dias de julho. A escassez de grãos nos portos tem atrasado os embarques e comprometido o desempenho das exportações.

Na B3, o contrato julho/25 fechou a R\$ 61,61, com queda de R\$ 0,33 no dia e de R\$ 1,83 na semana. Setembro/25 recuou R\$ 0,28 no dia, cotado a R\$ 61,94, e novembro/25 caiu R\$ 0,30, encerrando a R\$ 66,22. Em Chicago, o milho para setembro caiu 3,99% ou US\$ 16,75 cents, fechando a US\$ 403,50/bushel. Dezembro recuou 3,72%, a US\$ 420,75/bushel. O mercado reagiu negativamente ao discurso de Donald Trump, que manteve a ameaça de tarifas de 25% sobre importações vindas do Japão e da Coreia do Sul a partir de 1º de agosto, dois dos maiores compradores do milho norte-americano.

 





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