domingo, abril 12, 2026

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Frente fria muda o tempo no fim de semana e provoca chuva e queda de temperaturas



A aproximação de uma nova frente fria muda as condições do tempo a partir desta sexta-feira (17) e provoca chuva em várias regiões do país. O sistema deve reforçar áreas de instabilidade no Sul e, ao longo do fim de semana, avançar para o Sudeste e parte do Centro-Oeste, trazendo também queda nas temperaturas e ventos fortes.

Sul

Uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e a formação de um cavado meteorológico reforçam as instabilidades sobre a região Sul nesta sexta-feira (17). As pancadas de chuva ganham força no Rio Grande do Sul ainda pela manhã, com intensidade moderada a forte e risco de raios e trovoadas. Durante a tarde, a chuva avança para Santa Catarina e o Paraná. Há alerta para temporais isolados, com chance de granizo e rajadas de vento.

O sábado (18) segue instável, especialmente na metade norte gaúcha, em Santa Catarina e no Paraná, com pancadas fortes e risco de novos temporais. À noite, as chuvas diminuem e ficam mais restritas ao litoral. No domingo (19) , a massa de ar frio associada à frente fria avança sobre a região, provocando queda nas temperaturas e sensação de frio, enquanto a chuva enfraquece e se concentra apenas na faixa litorânea.

Sudeste

O calor e a umidade favorecem pancadas de chuva no interior de São Paulo e Minas Gerais nesta sexta-feira (17). No sul e oeste paulista, além do Triângulo Mineiro, há risco de chuva localmente forte com raios e ventos.

No sábado, com o avanço da frente fria, as pancadas se espalham por São Paulo, Rio de Janeiro, centro-sul e oeste de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e sul do Espírito Santo, podendo ocorrer temporais em algumas áreas. No domingo, as instabilidades se deslocam para Minas, Rio e Espírito Santo. Em São Paulo, a chuva se concentra no norte e no litoral, e a temperatura cai com a entrada do ar frio.

Centro-Oeste

O fluxo de umidade que vem do Norte mantém as condições para pancadas de chuva nesta sexta-feira (17) em parte do Centro-Oeste. A instabilidade se intensifica no Mato Grosso do Sul, especialmente na metade sul do estado, onde há risco de temporais. Em Mato Grosso e no sul de Goiás, a chuva ocorre de forma isolada e irregular.

No sábado, o avanço da frente fria estimula novas pancadas de chuva em Mato Grosso do Sul, centro-sul de Mato Grosso e Goiás, com risco de temporais e queda de temperatura. No domingo, o tempo melhora no sul-mato-grossense, mas as instabilidades persistem em Mato Grosso e Goiás.

Nordeste

a entrada de ventos marítimos favorece a formação de nuvens carregadas na faixa leste do Nordeste, com chuva fraca e irregular entre o litoral da Bahia, Alagoas e Pernambuco nesta sexta-feira (17).

No sábado, o tempo segue semelhante, mas no domingo o avanço da frente fria estimula pancadas de chuva mais fortes no sul e oeste da Bahia, com possibilidade de temporais localizados. Também pode chover no interior do Piauí e Maranhão. O calor predomina em toda a região.

Norte

A sexta-feira segue com pancadas de chuva no Amazonas, Acre e Rondônia, de forma irregular, mas com risco de temporais isolados.

No sábado, as chuvas ficam mais concentradas no norte do Amazonas, Roraima, sul de Rondônia, oeste do Pará e norte do Tocantins. No domingo, as instabilidades persistem e ganham força em Rondônia, Acre e no centro-sul do Pará, com chuva mais intensa em alguns pontos. O tempo segue abafado em toda a região.

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Sebrae Minas destaca cafés de qualidade no Vale do Jequitinhonha


O Sebrae Minas, em parceria com o Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM), realizará, no dia 24 de outubro, a 4ª edição do Prêmio de Qualidade da Chapada de Minas. A iniciativa tem o objetivo de reconhecer e valorizar cafés de excelência produzidos em 22 municípios do Vale do Jequitinhonha.

O prêmio divide-se em duas modalidades: Tradições, para propriedades acima de 20 hectares, e Origens, para propriedades menores. Na Tradições, os cafés concorrem nas categorias Café Natural e Café Cereja Descascado, conforme os métodos de secagem e descascamento.

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Além de troféus, os três melhores lotes de cada categoria ganham oportunidade de comercialização em leilão promovido pelo Sebrae Minas, aumentando a visibilidade e o valor de mercado dos cafés premiados.

Vale do Jequitinhonha | Foto Divulgação: Sebrae Minas

Apoio à produção de cafés de alta qualidade

A Chapada de Minas, região delimitada pelos rios Doce, Mucuri e Jequitinhonha, reúne cerca de 5,8 mil produtores que produzem em média 400 mil sacas de café por ano. O Sebrae Minas, por meio do programa Educampo, oferece consultorias, capacitações e acesso a tecnologias, incentivando maior produtividade, competitividade e rentabilidade nas propriedades.



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AgroNewsPolítica & Agro

Controle biológico de lagartas ganha força no milho


O mercado brasileiro de controle biológico para lagartas do milho vive um momento de consolidação e crescimento acelerado, impulsionado pela adoção de tecnologias mais sustentáveis e eficazes no manejo de pragas. Dados do levantamento FarmTrak milho 2025, da consultoria Kynetec Brasil, mostram que o uso de bioinseticidas no país alcançou uma nova escala, refletindo a transição de produtores para soluções baseadas em microrganismos naturais, em resposta à resistência crescente de pragas às moléculas químicas tradicionais.

Segundo o estudo, a área tratada com produtos voltados ao controle de lagartas na safrinha — o segundo ciclo do milho — aumentou 86% em apenas um ano, passando de 22,5 milhões para 42 milhões de hectares em 2025. Mesmo com a área cultivada praticamente estável, entre 16 e 17 milhões de hectares, o avanço expressivo indica uma clara mudança na estratégia de manejo adotada pelos agricultores. O segmento biológico, que representava apenas 2% do valor total do mercado de inseticidas para lagartas em 2022, já responde por 7% em 2025 — um crescimento quase quatro vezes maior em apenas três safras.

A pressão de pragas lepidópteras, especialmente da Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho), continua sendo um dos principais desafios nas lavouras de milho. Com a redução da eficácia de tecnologias transgênicas e de inseticidas químicos, produtores têm recorrido cada vez mais a soluções biológicas à base de vírus e bactérias específicas, que atuam de forma seletiva e segura, preservando inimigos naturais e reduzindo resíduos no ambiente.

O levantamento da Kynetec também revela diferenças regionais importantes. O estado de Mato Grosso concentra 62% das vendas totais de inseticidas — biológicos e químicos — voltados ao controle de lagartas, seguido por Goiás (12%) e Maranhão (7%). O aumento do número de aplicações, que chegou a dobrar em algumas regiões, reforça a necessidade de programas integrados de manejo, combinando diferentes ferramentas de controle.

Um exemplo prático

Entre as empresas que mais se destacam nesse avanço está a AgBiTech, que alcançou 50% de participação no mercado de biocontrole de lagartas do milho em 2025, segundo a Kynetec. O desempenho é impulsionado pelo bioinseticida Cartugen®, à base de baculovírus, que se consolidou como o produto biológico mais utilizado na safrinha e o oitavo entre todos os inseticidas do mercado. 

Segundo Pedro Marcellino, diretor de marketing da AgBiTech Brasil, a liderança da companhia reflete a eficiência de suas soluções e o fortalecimento do Brasil como referência global em tecnologias sustentáveis para o manejo de pragas agrícolas. “Até cerca de 2020, o manejo de lagartas dependia principalmente do uso de inseticidas em pequena escala”, comenta. 

“Mas, à medida que as características biotecnológicas e os produtos químicos convencionais perderam eficácia, as ferramentas biológicas tornaram-se estratégicas para os produtores. Nossa posição reflete a confiança construída ao longo do tempo por meio de resultados tangíveis no campo”, conclui.





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Nova joint venture integra satélites e dados de mercado



A iniciativa surge em momento estratégico


A iniciativa surge em momento estratégico
A iniciativa surge em momento estratégico – Foto: Divulgação

O agronegócio brasileiro ganha um novo hub de inteligência e tecnologia com a joint venture entre a Datagro e a SpotSat, combinando mais de 40 anos de experiência em mercado com tecnologia de monitoramento por satélite e inteligência artificial, segundo as empresas. A parceria abrangerá mais de 600 milhões de hectares e integrará dados de oferta e demanda global, políticas públicas, precificação internacional e imagens de satélite de alta precisão, oferecendo rastreabilidade e segurança para produtores, indústrias, instituições financeiras e governos.

O empreendimento terá impacto direto na operação do setor. Produtores rurais poderão planejar plantio, colheita e comercialização com base em relatórios orbitais e inteligência de mercado integrada. Bancos e fundos contarão com lastro científico e mercadológico para reduzir riscos ao liberar crédito. Projetos de carbono e ESG terão rastreabilidade confiável, desde a floresta até o mercado global de créditos ambientais. Governos e órgãos internacionais terão dados estratégicos para decisões de política agrícola e ambiental.

A iniciativa surge em momento estratégico: a partir de 2026, o Banco Central suspenderá crédito rural para propriedades com apontamentos do PRODES. A nova empresa poderá validar laudos do INPE, corrigir falsos positivos e restituir acesso ao crédito a milhares de produtores. O satélite Odail Spot One, primeiro 100% brasileiro, permitirá imagens a cada 90 minutos com resolução de até 3 metros, reduzindo custos e eliminando dependência cambial.

Segundo José Renato da Costa Alberto, fundador e CEO da SpotSat, a missão é transformar ciência e tecnologia em poder de mercado, elevando o agro brasileiro a um novo patamar de credibilidade, produtividade e sustentabilidade, consolidando o país na vanguarda mundial em tecnologia e inteligência agroambiental.

“Estamos construindo o que pode ser o maior hub de inteligência agroambiental do mundo. A união entre a visão global de mercado da Datagro e a capacidade científica e tecnológica da SpotSat é única. Vamos mudar o jogo e abrir um novo capítulo para o agronegócio brasileiro.”

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Licitação indiana pressiona preços internacionais de ureia



O movimento indiano ocorre em um momento de forte demanda


O movimento indiano ocorre em um momento de forte demanda
O movimento indiano ocorre em um momento de forte demanda – Foto: Canva

A nova licitação de Ureia conduzida pela estatal indiana Rashtriya Chemicals and Fertilizers (RCF) atraiu grande interesse global, com aproximadamente 3,7 milhões de toneladas ofertadas por 25 fornecedores diferentes. Segundo relatório diário da StoneX, divulgado nesta quarta-feira (15), a disponibilidade real pode ser menor que o total informado, já que há possibilidade de dupla contagem de cargas oferecidas por diferentes traders. A Índia busca adquirir 2 milhões de toneladas nesta negociação, e os preços mais competitivos deverão ser divulgados nos próximos dias, o que tende a influenciar as cotações internacionais do insumo.

O movimento indiano ocorre em um momento de forte demanda por fertilizantes no mercado brasileiro. As entregas ao produtor seguem em ritmo acelerado e superam os volumes observados no mesmo período de 2024, assim como as importações, que continuam em patamares elevados. Esse cenário reflete a antecipação das compras para a safra de verão, em meio a condições climáticas favoráveis e à necessidade de garantir abastecimento antes da intensificação das operações de campo.

Enquanto isso, o mercado internacional de ureia apresenta estabilidade. Na terça-feira (14), poucas variações foram registradas nos preços futuros. Nos Estados Unidos, o contrato com vencimento em novembro de 2025 encerrou o dia a US$ 419 por tonelada, após uma alta de US$ 6. No Oriente Médio, o mesmo contrato foi negociado a US$ 406/t, subindo US$ 3. Analistas apontam que o setor deve seguir em compasso de espera até a definição do resultado da licitação indiana, que poderá definir o rumo das próximas negociações globais.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Futuros do café sobem com recuperação do real



Na última semana, os preços do café haviam recuado


Na última semana, os preços do café haviam recuado
Na última semana, os preços do café haviam recuado – Foto: Pixabay

Depois de uma semana de queda influenciada por fatores climáticos e geopolíticos, os futuros do café voltaram a subir impulsionados pela valorização do real frente ao dólar. Segundo relatório da StoneX, a recuperação da moeda brasileira trouxe alívio temporário ao mercado, após a pressão exercida pela forte alta do dólar e pelas incertezas no cenário internacional.

Na última semana, os preços do café haviam recuado com a melhora nas previsões de chuva nas principais regiões produtoras do Brasil e pelo sinal de reaproximação diplomática entre os governos brasileiro e americano. Essa mudança política elevou as expectativas de uma possível suspensão das tarifas impostas pelos Estados Unidos às importações de café brasileiro, o que poderia favorecer o fluxo comercial do produto.

Ao mesmo tempo, a intensificação das tensões entre Estados Unidos e China provocou um movimento global de aversão ao risco, fortalecendo o dólar e pressionando as commodities agrícolas. A escalada da guerra comercial levou a China a endurecer as regras sobre exportações de terras raras, enquanto os EUA cogitam impor tarifas de até 100% sobre produtos chineses. Com isso, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas — subiu 1,2%, para 98,61 pontos, enquanto o dólar avançou 3,5% em relação ao real, encerrando a semana a R$ 5,52.

Em Nova Iorque, o contrato de café mais negociado, com vencimento em dezembro, caiu 1.770 pontos, ou 4,5%, para US¢ 373,05 por libra-peso. Já em Londres, o contrato de janeiro recuou US$ 131 por tonelada, ou 2,9%, para US$ 4.391. Apesar disso, a leve recuperação do real no início desta semana traz esperança de estabilização no curto prazo, à medida que o mercado monitora o câmbio e o avanço das negociações comerciais globais.

 





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Produção de laranja abastece merenda escolar e garante refeição nutritiva



O município de Rio Preto da Eva, conhecido como “Terra da Laranja” e principal polo citrícola do Amazonas, se destaca pela produção que abastece a merenda escolar em várias cidades do estado. A ação integra o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme), que prioriza alimentos frescos e fortalece a agricultura familiar.

Na Fazenda Progresso, uma das três maiores produtoras de laranja do Amazonas, a colheita segue em ritmo acelerado. Após a colheita, as laranjas seguem para o galpão, onde passam por um rigoroso processo de lavagem, seleção e classificação. O produtor, Alfredo Decares, acompanha de perto cada etapa para garantir que apenas frutas de qualidade cheguem às escolas.

Segundo ele, o maquinário separa as laranjas por tamanho e descarta aquelas com defeitos. O processo envolve dezenas de trabalhadores, desde a colheita até a seleção das frutas no galpão. “A laranja vem do campo, passa pela máquina de lavagem e classificação. As que não estão apropriadas para venda são retiradas”, detalha o produtor.

Vantagem da parceria

Segundo o produtor Alfredo Decares, a parceria com o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme) garante estabilidade aos agricultores locais. Ele explica que, durante as grandes safras, quando o preço do mercado tende a cair, o fornecimento para a merenda escolar assegura uma renda justa e evita prejuízos.

As entregas variam conforme a demanda do programa, quando há fruta disponível, os pedidos são atendidos; caso contrário, os pedidos não são aceitos.

Produção local

Somente em 2025, mais de 1.200 produtores foram credenciados pelo programa, alcançando 42 municípios do Amazonas. Entre os 31 itens que compõem a merenda escolar, a laranja se destaca como símbolo de qualidade e procedência, saindo de Rio Preto da Eva para todo o estado. A produção local fortalece a agricultura familiar e garante uma alimentação mais nutritiva para os estudantes.



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Lula e Trump devem se encontrar em breve, diz Mauro Vieira



O Brasil e os Estados Unidos devem realizar uma nova reunião em novembro, dando continuidade à retomada do diálogo entre os dois países após meses de tensão diplomática, disse nesta quinta-feira (16) o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A declaração foi feita após encontro com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington.

Segundo o chanceler, o encontro — que durou cerca de uma hora — ocorreu em clima de “excelente descontração e troca de ideias”, com foco principal nas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

“Foi muito produtivo, com muita disposição para trabalhar em conjunto e traçar uma agenda bilateral de comércio”, disse Vieira em entrevista a jornalistas.

A reunião teve duas etapas: uma conversa privada entre os dois ministros e, em seguida, a participação de diplomatas e representantes comerciais de ambos os governos. Vieira confirmou que as equipes técnicas devem começar a negociar “em breve” medidas para tentar reverter as tarifas de 50% aplicadas por Washington desde agosto.

Possível encontro

Vieira também afirmou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump devem se encontrar nos próximos meses, embora a data e o local ainda não estejam definidos.

“Está mantido o objetivo de que os líderes se reúnam proximamente. Há interesse de ambas as partes para que isso aconteça o quanto antes”, declarou o ministro.

Inicialmente, a expectativa era de que o encontro pudesse ocorrer durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, no fim de outubro. No entanto, segundo o chanceler, as agendas dos presidentes devem determinar o momento mais adequado para a reunião.

Instabilidades entre os países

As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um período de instabilidade desde que o governo Trump decidiu impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

A medida foi justificada pela Casa Branca como uma resposta a uma suposta “politização” do Judiciário brasileiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Além do tarifaço, Washington também aplicou sanções financeiras e consulares a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. As ações foram vistas em Brasília como retaliação política.

O encontro entre Vieira e Rubio é o primeiro de alto nível desde que Trump reassumiu a presidência dos Estados Unidos, em janeiro. A reunião sinaliza um esforço de reaproximação entre os dois países, iniciado após uma breve conversa entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, em Nova York.

Próximos passos

De acordo com o Itamaraty, Mauro Vieira e Marco Rubio devem manter contato direto nas próximas semanas para definir a agenda de reuniões técnicas. A expectativa é que, até novembro, sejam traçadas as bases para uma negociação ampla sobre tarifas e cooperação comercial.

“O importante é que prevaleceu uma atitude construtiva, com aspectos práticos para a retomada das negociações entre os dois países”, destacou o chanceler. “Há boa química entre os governos, e o diálogo está aberto.”



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Arroba do boi se aproxima de R$ 320 em Mato Grosso do Sul



O Indicador do Boi Gordo Datagro mostra alta consistente para a arroba do boi gordo em Mato Grosso do Sul, estado que segue com a maior cotação média do país.

Nesta quinta-feira (16), o preço negociado no território atingiu R$ 317,89, maior nível dos últimos cinco dias úteis.

Desde sexta-feira passada (10), o patamar se mantém em uma crescente: apontado em R$ 316,91, chegou ao atual número de forma praticamente ininterrupta, com exceção de quinta-feira (15), quando esteve R$ 0,60 mais baixo que o de hoje. Assim, a média da arroba para o período está indicada em R$ 317,40.

Outro estado que se destaca com valores mais altos para o boi gordo é São Paulo, onde a arroba fechou a uma média de R$ 309,37, também o maior valor dos últimos cinco dias úteis.

Por outro lado, entre as principais praças de comercialização do país, a que mantém os negócios em volumes mais baixos é a Bahia, onde a cotação fechou a uma média de R$ 282,60 nesta quinta.

De acordo com analistas, a alta na maioria dos estados se justifica pelo movimento de compra mais agressivo por parte dos pequenos frigoríficos que, ao contrário dos grandes, estão com as escalas de abate mais enxutas.

O Indicador do Boi Gordo Datagro é a referência utilizada pela B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro.



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