segunda-feira, abril 6, 2026

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setor reivindica medidas contra preços baixos



Diante da queda contínua e expressiva nos preços do arroz em casca, o setor reivindica algumas ações. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Entre as medidas cogitadas, estão a retirada temporária da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO), a redução do ICMS, além de ações para conter as importações – especialmente do Paraguai, um forte concorrente do produto brasileiro.

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) também busca alternativas, como a suspensão temporária da fiscalização da ANTT, que tem gerado custos logísticos adicionais.

Outra preocupação, explicam pesquisadores do Cepea, envolve irregularidades na classificação e embalagem do arroz beneficiado. Quanto à safra 2025/26, as primeiras estimativas da Conab indicam queda de 10,13% na produção nacional, para 11,46 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume supera o das temporadas 2022/23 e 2023/24.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Beneficiamento do algodão avança, e exportações ganham ritmo



Com o beneficiamento de algodão em pluma da safra 2024/25 já passando da metade, o ritmo de exportação da commodity tem ganhado força em outubro. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Cálculos do instituto mostram que, caso o atual desempenho dos embarques brasileiros siga firme até o final do mês, o volume pode ser o maior desde o início deste ano, superando as 300 mil toneladas.

No mercado doméstico, pesquisadores explicam que o baixo escoamento de produtos manufaturados vem levando indústrias a adotar uma postura cautelosa nas compras de novos lotes da pluma. 

Assim, de acordo com levantamento do Cepea, as cotações do algodão oscilam dentro de uma faixa relativamente estreita, acompanhando o comportamento da paridade de exportação.

A média do mês está em R$ 3,55/lp, com mínima de R$ 3,50/lp e máxima de R$ 3,61/lp, ou seja, um intervalo de 2,8%.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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preços altos favorecem poder de compra dos produtores



O poder de compra dos cafeicultores frente a importantes fertilizantes é considerado bom neste ano. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, os preços da saca de 60 kg do café arábica operando em torno de R$ 2.200 e os do robusta, acima dos R$ 1.350/sc, o que aumenta o poder aquisitivo dos agricultores.

Em outubro, produtores do estado de São Paulo precisam de 1,16 saca de arábica do tipo 6 para adquirir uma tonelada do adubo formulado 20-00-20, ante o resultado de 1,44 saca do mesmo mês de 2024 e as 2,6 sacas da média histórica, iniciada em 2011. 

Pesquisadores ressaltam que a retomada das chuvas nas regiões produtoras de café tende a viabilizar a realização de adubações nas lavouras, visando um bom desenvolvimento da safra 2025/26

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Custos em queda não sustentam margem do produtor de leite no RS



O preço do leite pago ao produtor voltou a cair no Rio Grande do Sul. Em setembro, o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores (IIPR) registrou recuo de 1,6% em relação a agosto, conforme levantamento da Farsul. O resultado reflete a maior oferta de leite no mercado, o que tem pressionado a renda nas propriedades.

No acumulado de 12 meses, o IIPR aponta deflação de 11,44%, contrastando com a alta de 6,61% do IPCA Alimentos no mesmo período. Para a federação, o dado mostra que as altas registradas no varejo não se explicam pelos valores pagos ao produtor, mas sim por outros elos da cadeia de comercialização.

Custos de produção têm leve queda

Além disso, o levantamento indica redução de 0,28% nos custos de produção em setembro, medida pelo Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP). A desvalorização de 1,4% do câmbio ajudou a reduzir o preço dos insumos importados, que representam parcela importante das despesas no campo.

Mesmo com o recuo mensal, o IICP acumula alta de 0,87% em 12 meses. O maior impacto vem dos fertilizantes, que ainda sobem cerca de 12% no período. Já os custos tributários e de comercialização diminuíram, acompanhando o movimento sazonal de menor volume de vendas.



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Agro investe em experiências exclusivas



O impacto econômico desse tipo de iniciativa também é significativo


O impacto econômico desse tipo de iniciativa também é significativo
O impacto econômico desse tipo de iniciativa também é significativo – Foto: Divulgação

O agronegócio brasileiro, além de ser um dos pilares da economia nacional, tem se destacado como um campo fértil para inovação e construção de marca. Segundo artigo de Vanessa Chiarelli Schabbel, diretora executiva da Bop Comunicação Integrada, os eventos proprietários vêm se consolidando como uma ferramenta estratégica para fortalecer a comunicação, gerar negócios e ampliar o impacto econômico do setor.

Diferentemente das feiras tradicionais, esses eventos são concebidos e organizados pelas próprias empresas, que passam a ter total controle sobre a narrativa, os temas, o formato e a experiência oferecida ao público. Essa personalização, afirma Schabbel, permite maior engajamento, fortalecimento da autoridade da marca e criação de conexões duradouras dentro da cadeia produtiva.

O impacto econômico desse tipo de iniciativa também é significativo. A autora cita como exemplo o sucesso da Agrishow 2025, que movimentou R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios, e o impacto de R$ 395 milhões da Festa do Peão de Barretos no turismo local. Para ela, os eventos proprietários não apenas fomentam oportunidades comerciais qualificadas, mas também constroem capital relacional e reputacional.

“Mais do que uma tendência, essa prática representa uma evolução na comunicação do agro. Ao criar seus próprios espaços de diálogo, as empresas investem diretamente na inovação, na construção de sua reputação e no fortalecimento de todo o ecossistema do agronegócio. Portanto, adotar eventos proprietários é afirmar-se como agente central no contínuo processo de desenvolvimento econômico e social impulsionado pelo campo brasileiro”, conclui.

 





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saiba mais sobre a origem da espécie que mata abelhas



Uma árvore muito conhecida ganhou destaque na última semana. Isso porque a espécie é amplamente usada na arborização urbana de várias cidades brasileiras, mas que pode ser mortal para abelhas nativas. Estamos falando da Spathodea campanulata, de grande porte e que pode atingir até 25 metros de altura.

Em Santa Catarina, por exemplo, o plantio ou manutenção da árvore são proibidos por meio de uma lei, com aplicação de multas de R$ 1 mil por planta ou muda produzidas. Neste sentido, o governo catarinense até lançou uma campanha de conscientização.

Origem exótica

A espécie é conhecida como espatódea, bisnagueira ou tulipeira-do-gabão e vem de regiões tropicais da África Ocidental. A sua disseminação na América do Sul ocorreu por causa das flores grandes e coloridas, se tornando uma característica conhecida em várias ruas pelo Brasil.

Além do uso ornamental da árvore, são diversos os registros das propriedades medicinais dessa espécie e uso como controladores de pragas. Porém, estudos laboratoriais e relatos de campo apontam que néctar, pólen e mucilagem da planta podem reduzir a sobrevivência de espécies nativas de abelhas.

Como a planta afeta as abelhas?

Segundo as pesquisas, o néctar e o pólen da espatódea aumentam a mortalidade de espécies de Melipona, abelhas sem ferrão. Além disso, os estudos indicam a presença de compostos na mucilagem e no pólen que são tóxicos ou interferem no metabolismo desses insetos. Assim, o padrão de mortes dentro das flores e o aumento da mortalidade em condições controladas são consistentes entre si.

Em resposta a esses riscos, estados brasileiros passaram a restringir o plantio da espécie, por meio de legislações e orientações técnicas. A recomendação é evitar o plantio da espécie próximo a áreas de apicultura e corredores de vegetação nativa. Para arborização urbana, a orientação é priorizar espécies nativas comprovadamente “amigas” dos polinizadores, reduzindo os riscos.



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Trump prepara novo pacote de US$ 3 bilhões para agricultores dos EUA



O governo dos Estados Unidos deve liberar cerca de US$ 3 bilhões em auxílio a produtores rurais, segundo o Wall Street Journal. O repasse será feito pela Commodity Credit Corporation (CCC), fundo vinculado ao Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).

A medida ocorre enquanto o país enfrenta impactos da disputa comercial com a China, que reduziu as exportações de grãos e afetou a renda de agricultores. Para viabilizar a liberação, o USDA pretende reabrir as operações centrais da Agência de Serviços Agrícolas (FSA), responsável por crédito e programas de apoio ao setor.

Estratégia mais ampla de apoio

De acordo com o Wall Street Journal, o governo de Donald Trump discute um pacote de mais de US$ 10 bilhões para socorrer produtores afetados pela guerra comercial. No entanto, o valor total segue em análise, enquanto parte das atividades do governo permanece suspensa.

Durante o primeiro mandato de Trump, aproximadamente US$ 23 bilhões já haviam sido destinados ao setor agrícola por meio da mesma estrutura. O novo montante sinaliza a intenção da Casa Branca de amortecer as perdas provocadas pela redução nas compras chinesas, especialmente de soja e milho.

Avanços nas negociações com a China

A liberação dos recursos ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações comerciais entre Washington e Pequim. Investidores acompanham a reunião marcada para sexta-feira (24) entre o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o primeiro-ministro chinês, He Lifeng.

Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o anúncio da ajuda pode indicar pouca expectativa de acordo imediato entre os dois países. Caso as tratativas avancem, há possibilidade de um encontro entre Trump e Xi Jinping na próxima semana para tentar destravar as exportações agrícolas americanas.



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EUA têm pressionado por acesso às terras raras



O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que os Estados Unidos têm demonstrado interesse crescente no acesso às terras raras e a outros minerais estratégicos brasileiros, considerados fundamentais para a indústria de alta tecnologia.

“A discussão já faz parte do diálogo econômico entre os dois países. Ambos buscam ampliar a cooperação em áreas de energia, inovação e sustentabilidade”, disse Alckmin, em entrevista exibida na noite desta terça-feira (21), pela Record News.

Segundo o presidente em exercício, o país pode unir o potencial mineral à liderança em energia limpa para atrair novos investimentos internacionais e ampliar a cooperação com os Estados Unidos. “O Brasil tem energia abundante e energia limpa, renovável, eólica, solar, hidrelétrica. Há um espaço enorme de bom entendimento com os Estados Unidos”, afirmou.

Alckmin ainda relacionou o tema da energia à agenda ambiental global, destacando que o país tem condições de assumir papel de liderança na produção do combustível sustentável de aviação (SAF), uma das principais alternativas ao querosene fóssil. “Só Brasil, Índia e Estados Unidos têm escala para produzir o combustível sustentável de aviação.”

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, em novembro, representa “uma avenida de oportunidades de investimento para o Brasil” consolidar sua posição na economia verde, segundo o presidente em exercício.



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um aperto de mão que pode valer bilhões


No dia 26 de outubro, em Kuala Lumpur, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se encontrar com Donald Trump em um momento-chave para a diplomacia comercial. A reunião, pode resultar na suspensão da sobretaxa de 40% que os Estados Unidos aplicaram a diversos produtos brasileiros, uma medida que afetou diretamente a competitividade do agronegócio.

Segundo Alckmin, as conversas já indicam uma disposição positiva da Casa Branca para rever a tarifa, o que seria um gesto de reaproximação política e econômica entre os dois países.

Na prática, a sobretaxa americana reduziu drasticamente as margens de exportadores brasileiros, principalmente de carne, café, etanol, frutas, peixes, peixes, produtos industriais, setores que sustentam parte relevante do superávit da balança comercial.

Com o dólar mais fraco e os custos internos ainda elevados, o agro brasileiro viu a combinação perfeita daquilo que mais ameaça a rentabilidade: commodities em baixa e crédito caro. A retirada da tarifa traria alívio imediato a produtores e exportadores, reequilibrando preços e abrindo espaço para novos contratos. Mais do que um gesto diplomático, seria um sinal concreto de confiança no Brasil como fornecedor global.

O encontro em Kuala Lumpur é mais do que um aceno entre líderes, é uma oportunidade de reposicionar o Brasil como parceiro estratégico em um mundo que busca segurança alimentar.
Trump, pressionado por setores industriais americanos, precisa mostrar pragmatismo comercial. Lula, por sua vez, quer fortalecer a imagem de que o país pode conciliar crescimento econômico, estabilidade política e sustentabilidade.

Se houver acordo, o resultado será sentido nas fazendas, nos portos e nas cooperativas: mais previsibilidade, mais mercado e mais renda para quem produz.

Mesmo que o anúncio ainda dependa de ajustes técnicos e prazos formais, o simples fato de haver diálogo já muda o humor dos mercados. A suspensão da sobretaxa de 40%, se confirmada, simboliza não apenas o fim de uma disputa comercial, mas o início de um novo ciclo de cooperação econômica.

O agro brasileiro deve acompanhar de perto, e se preparar. Porque quando a política abre portas, é a eficiência do produtor que garante a travessia.

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Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Brasil amplia exportações agropecuárias para Ásia e África



O governo brasileiro anunciou nesta terça-feira (21) a abertura de novos mercados para produtos do agronegócio em países da Ásia e da África. As autorizações incluem exportações de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, heparina purificada suína para a Coreia do Sul, carne de patos e coelhos para o Egito e derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para a Índia.

Com as novas habilitações, o Brasil chega a 460 oportunidades comerciais abertas desde 2023, resultado da atuação conjunta dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE). Segundo o governo, os acordos reforçam a estratégia de diversificação de destinos e produtos com maior valor agregado.

Ásia amplia presença nas exportações brasileiras

Entre janeiro e setembro de 2025, 37% das novas aberturas de mercado foram destinadas ao continente asiático. A região tem se consolidado como um dos principais destinos dos produtos brasileiros.

No Japão, com 124 milhões de habitantes, o país asiático importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024. A inclusão da castanha-do-Brasil amplia as opções de ingredientes para o setor de panificação e confeitaria local, que busca alimentos com alto teor de selênio e qualidade nutricional.

Em Singapura, que importa mais de 90% dos alimentos consumidos internamente, o Brasil foi autorizado a vender ovos processados. O produto é voltado principalmente para hotéis e restaurantes, que demandam insumos padronizados e de maior durabilidade.

A Coreia do Sul também ampliou a lista de produtos brasileiros, aprovando a importação de heparina purificada suína, insumo usado na produção de medicamentos anticoagulantes. Em 2024, o país asiático comprou quase US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para soja, açúcar e cereais.

Índia e Egito reforçam parcerias com o Brasil

Durante missão oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia, foi acordada a exportação de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos. Esses subprodutos têm valor industrial e contribuem para o aproveitamento integral da cadeia pecuária, servindo de base para gelatina e insumos têxteis.

Já o Egito, parceiro tradicional do Brasil em proteínas animais, autorizou a compra de carne de patos, outras aves e coelhos. A medida amplia a presença brasileira no mercado halal, que valoriza a previsibilidade e a certificação sanitária dos produtos de origem animal.



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