segunda-feira, abril 6, 2026

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‘O prêmio também é vitória dos agricultores’, afirma Mariangela Hungria, da Embrapa Soja



A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, será homenageada, nesta quarta-feira (23), com o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize – WFP), considerado o “Nobel da Agricultura”. O evento de premiação será realizado às 21h (horário de Brasília), no Capitólio de Iowa, em Des Moines (EUA), e poderá ser acompanhado pelo site da Fundação WFP.

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Mariangela Hungria será reconhecida pelo impacto de suas pesquisas no desenvolvimento de insumos biológicos e na promoção de uma agricultura mais sustentável. Emocionada, afirmou estar “vivendo um sonho” e destacou o apoio recebido ao longo da trajetória. “Sempre tive o suporte da instituição, dos colegas de trabalho e, principalmente, dos produtores. Eles estarão comigo no palco, porque sem o interesse deles e o nosso trabalho conjunto, eu não estaria aqui”, pontuou.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou o orgulho pelo reconhecimento internacional da trajetória de Mariangela Hungria. “Como primeira mulher à frente da Embrapa, é um momento de arrepiar. Mariangela mostra o impacto da pesquisa pública no campo e na vida das pessoas”, disse. A pesquisadora acrescentou: “Mais de 40 anos de investimento da Embrapa nos biológicos, acreditando que poderiam substituir total ou parcialmente os químicos, e hoje o mundo reconhece esse trabalho”

Para o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, o prêmio é motivo de orgulho para a instituição e para o país, por reconhecer o trabalho da Mariangela Hungria e o impacto das pesquisas da Embrapa.

Mariangela reforçou o compromisso com a pesquisa pública e a inovação sustentável. “A ficha ainda não caiu. Este prêmio é um reconhecimento a todo o trabalho da Embrapa e à ciência brasileira, que acreditou no potencial dos biológicos e fez deles uma realidade para o campo”, completou.



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gigante chinesa XCMG amplia presença no Brasil com novos investimentos



A gigante chinesa de máquinas pesadas XCMG consolidou ainda mais sua presença no Brasil durante o evento “Brasil Produtivo”, realizado no Palácio Tangará, em São Paulo, na última semana. Organizado pela Extra Máquinas, representante oficial da marca no país, o encontro reuniu autoridades, empresários e líderes do setor, destacando o papel estratégico da XCMG na modernização da infraestrutura e no aumento da produtividade brasileira.

Entre as autoridades presentes estiveram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, além de representantes de entidades e empresas parceiras. O evento reforçou a importância da cooperação sino-brasileira e da presença crescente da XCMG como uma aliada do desenvolvimento nacional.

Expansão e inovação no Brasil

Com mais de uma década de operação em Pouso Alegre (MG), onde mantém uma fábrica inaugurada em 2014 após um investimento de cerca de US$ 300 milhões, a XCMG anunciou a criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) voltado à adaptação tecnológica de suas máquinas às condições e demandas da América Latina.

O presidente global da XCMG, Yang Dongsheng, destacou que a empresa já é considerada “uma empresa brasileira”, com 50% de conteúdo nacional em seus equipamentos, meta que deve chegar a 55% até 2026.

A companhia também revelou planos de investir nos próximos dois anos em máquinas inteligentes e movidas a energia limpa, além de ampliar a produção de veículos comerciais de nova energia e equipamentos agrícolas de alta tecnologia.

Reconhecimento e parceria estratégica

O governador Tarcísio de Freitas elogiou a atuação da empresa e ressaltou o papel de São Paulo como polo de atração de investimentos. “Nossa missão é criar demanda. Estamos eliminando barreiras e promovendo a digitalização para fortalecer o ambiente de negócios”, afirmou.

O governador Mauro Mendes reforçou a relevância da parceria com a China, principal destino da soja mato-grossense. “A presença da XCMG em território brasileiro é motivo de orgulho e um passo importante na relação entre nossos países”, disse.

Parceira exclusiva da XCMG no Brasil, a Extra Máquinas planeja investir R$ 50 milhões na abertura de 12 novas lojas até 2026 nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Pará, Goiás e Distrito Federal. De acordo com o presidente e fundador da empresa, Pérsio Briante, em 2024 o faturamento da companhia ultrapassou R$ 450 milhões, com previsão de R$ 650 milhões em 2025 e projeção de R$ 1,5 bilhão até 2030.

A Extra mantém o um centro de distribuição de peças da XCMG também em Pouso Alegre, com mais de 9 mil itens e 130 mil unidades em estoque, totalizando R$ 52 milhões investidos.



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Por que a COP30 será divisor de águas para o Brasil e o financiamento climático


A realização da COP30 em Belém, em 2025, simboliza mais que um marco diplomático. Representa a oportunidade de reposicionar o Brasil no centro das negociações climáticas globais, unindo protagonismo ambiental, credibilidade internacional e capacidade técnica. A escolha da Amazônia como sede reforça a relevância do país para a governança climática, especialmente diante do desafio de equilibrar crescimento econômico e conservação ambiental.

O cenário atual exige ação coordenada e pragmatismo. As nações precisam acelerar a transição para economias de baixo carbono e garantir financiamento sustentável para países em desenvolvimento. Nesse contexto, o Brasil tem papel singular: detém uma das maiores biodiversidades do planeta e capacidade estratégica para liderar políticas de mitigação, adaptação e financiamento climático. O país reúne condições políticas e institucionais para atuar como ponte entre o Norte e o Sul global, aproximando interesses e fortalecendo o multilateralismo.

O financiamento climático é o ponto mais sensível da agenda. A promessa de mobilizar 100 bilhões de dólares anuais para países em desenvolvimento ainda não se concretizou plenamente. Os mecanismos existentes são fragmentados, de difícil acesso e com baixa previsibilidade. É necessário avançar em governança financeira, mensuração de resultados e integração entre fontes públicas e privadas. O Brasil pode exercer liderança técnica nesse campo, por meio do fortalecimento do Fundo Amazônia, do BNDES e de novas ferramentas que integrem sustentabilidade, impacto social e retorno econômico.

Para que isso ocorra, será essencial consolidar uma agenda doméstica de governança ambiental e econômica. Políticas públicas articuladas, marcos regulatórios claros e estabilidade institucional são pré-requisitos para atrair capital internacional. A transparência e a rastreabilidade das ações de sustentabilidade serão diferenciais para a credibilidade do país diante de investidores e organismos multilaterais. O fortalecimento da governança corporativa e o compromisso das empresas com padrões ESG robustos são elementos-chave para garantir confiança e longevidade aos investimentos.

A COP30 oferece uma plataforma única para o Brasil demonstrar capacidade de liderança global e coerência entre discurso e prática. O país poderá apresentar avanços concretos na redução de emissões, na proteção das florestas e na valorização das comunidades tradicionais, consolidando um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na bioeconomia e na inovação tecnológica. Além disso, pode propor soluções regionais para a Amazônia, integrando países vizinhos em políticas de preservação e uso sustentável.

A credibilidade brasileira dependerá da consistência dos resultados apresentados. O país precisa mostrar que é possível alinhar política externa, investimentos e políticas públicas em torno de uma estratégia climática integrada. A articulação entre governo, setor privado, academia e sociedade civil será essencial para transformar compromissos em ações mensuráveis e duradouras.

Mais do que sediar uma conferência, o Brasil tem a chance de liderar um movimento global em defesa do clima e de um novo modelo econômico. A COP30 poderá ser lembrada como o ponto de inflexão que transformou a Amazônia em símbolo de cooperação internacional e desenvolvimento sustentável — um legado que projeta o país como referência mundial em financiamento climático e governança ambiental.

*Ana Paula Abritta é diretora de Estratégia e Inovação da BMJ Consultores Associados, onde atua desde 2016 liderando equipes de Relações Governamentais, Inovação e Comércio Internacional. É mestra em Poder Legislativo (Câmara dos Deputados), com MBA em Comércio Internacional (FGV) e graduação em Relações Internacionais (UCB). É cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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EUA consideram impor novas restrições à exportação de produtos para a China



O governo dos Estados Unidos avalia impor novas restrições à exportação de produtos para a China que contenham ou utilizem software desenvolvido no país, como laptops e motores a jato. A medida seria uma retaliação às recentes limitações impostas por Pequim à exportação de terras raras, insumo essencial para a indústria tecnológica global.

Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, a proposta está entre as opções em análise pela administração Trump e marcaria uma escalada significativa na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O plano daria sequência à ameaça feita por Donald Trump de proibir a venda de “software crítico” à China e poderia atingir uma ampla gama de produtos fabricados globalmente com tecnologia norte-americana. Embora ainda não haja decisão final, a simples discussão da medida já gerou impacto nos mercados: o S&P 500 recuou 0,8% e o Nasdaq caiu 1,3% após a divulgação da notícia.

Autoridades chinesas reagiram de imediato, afirmando que se opõem a medidas unilaterais e de jurisdição extraterritorial dos Estados Unidos e prometeram uma resposta firme caso as novas restrições sejam implementadas.

Especialistas alertam que a proposta, se levada adiante, pode desorganizar o comércio global de tecnologia e afetar também empresas americanas, que dependem de cadeias produtivas internacionais. O modelo de sanções seria semelhante ao imposto à Rússia após a invasão da Ucrânia em 2022, quando Washington proibiu a exportação de produtos fabricados com tecnologia dos EUA.

As discussões ocorrem poucas semanas antes do encontro previsto entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, na Coreia do Sul, e em meio à intensificação das tarifas sobre produtos chineses, que podem chegar a 155% caso novas medidas sejam aprovadas.

Apesar do tom de confronto, Trump afirmou recentemente que “os Estados Unidos querem ajudar a China, não prejudicá-la”. Ainda nesta semana, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, deve se reunir com o vice-premiê chinês He Lifeng, na Malásia, para preparar o terreno para a reunião entre os dois líderes.



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Com tempo firme, plantio de soja avança em SC



O plantio da safra 2025/26 de soja em Mafra, no Planalto Médio de Santa Catarina, começou nos últimos dias e alcançou cerca de 5% dos 35 mil hectares previstos no município. Segundo a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia), a entidade deve cultivar 10 mil hectares na região, mantendo a mesma área da temporada anterior.

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Segundo o departamento técnico da cooperativa, as condições climáticas melhoraram na região com a interrupção das chuvas, permitindo o início das atividades em campo. No entanto, o frio persistente ainda gera preocupação quanto ao desenvolvimento inicial das lavouras. A Copérdia projeta um rendimento médio de 3.600 quilos por hectare para a safra atual.

Plantio de soja em Santa Catarina

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, o plantio de soja em Santa Catarina deve ocupar 842 mil hectares em 2025/26, aumento de 1,5% em relação aos 830 mil hectares cultivados no ciclo anterior.

A produção estadual é estimada em 3,185 milhões de toneladas, ligeira alta de 0,4% sobre as 3,171 milhões obtidas em 2024/25. Já o rendimento médio das lavouras deve atingir 3.800 quilos por hectare, levemente abaixo dos 3.840 quilos registrados na safra passada.



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Trump diz que pecuaristas dos EUA ‘só estão bem’ por causa de tarifas impostas à carne do Brasil



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu duramente nesta quarta-feira (22) as críticas de pecuaristas americanos e de republicanos ligados ao setor agropecuário após declarar que estuda comprar carne bovina da Argentina para reduzir os preços do alimento no país. Em publicação feita na rede social Truth Social, Trump afirmou que o bom momento da pecuária norte-americana só existe graças às tarifas impostas por ele.

“Os criadores de gado, a quem eu amo, não entendem que a única razão pela qual estão indo tão bem, pela primeira vez em décadas , é porque impus tarifas sobre o gado que entra nos Estados Unidos, incluindo uma tarifa de 50% sobre o Brasil”, escreveu o ex-presidente. “Se não fosse por mim, eles estariam como estiveram nos últimos 20 anos – terrivelmente!”, completou.

Trump também reconheceu que os pecuaristas precisam reduzir o preço da carne bovina, mas reforçou que o setor “deveria entender” o impacto positivo das barreiras comerciais impostas por seu governo.

A reação veio após declarações dadas por Trump no domingo (19), quando ele mencionou a possibilidade de autorizar a importação de carne argentina como estratégia para conter a inflação dos alimentos nos Estados Unidos.

A proposta provocou forte reação da NCBA (National Cattlemen’s Beef Association), entidade que representa os principais produtores de gado do país. Em nota divulgada na segunda-feira (20), o grupo classificou a ideia como prejudicial ao setor.

“Os agricultores familiares e pecuaristas da NCBA têm inúmeras preocupações com a importação de mais carne bovina argentina para reduzir os preços ao consumidor. Este plano só cria caos em um momento crítico do ano para os produtores de gado americanos, sem fazer nada para reduzir os preços nos supermercados”, afirmou o CEO da entidade, Colin Woodall.

A NCBA também pediu para que Trump e o Congresso “deixem o mercado funcionar”, sem interferências que, segundo a associação, poderiam “prejudicar as áreas rurais dos Estados Unidos”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Participação de fêmeas no abate em Mato Grosso segue elevada



Fêmeas representam 44% dos abates em MT



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (20), mesmo com a redução no abate de matrizes, a presença de novilhas de corte tem mantido o ritmo elevado de abate de fêmeas em Mato Grosso. Em setembro de 2025, as fêmeas representaram 44,03% do total abatido no estado.

Na comparação com agosto, o volume de fêmeas enviadas aos frigoríficos recuou 4,14%. De acordo com o Imea, “apesar dessa redução mensal, a intensidade do recuo foi menor que a observada no mesmo período do ano passado, quando a queda havia sido de 14,82%”.

No acumulado de 2025, a participação de fêmeas está 6,81 pontos percentuais acima do registrado no mesmo intervalo de 2024, o que, segundo o instituto, indica “uma oferta ainda robusta, especialmente de novilhas terminadas”. Essa elevada participação tem exercido pressão sobre as cotações do boi gordo ao longo do ano.

O Imea avalia que, embora haja expectativa de ajustes positivos nos preços no final do quarto trimestre, “movimentos expressivos de alta no curto prazo não são esperados”, já que o volume de fêmeas terminadas ainda se mantém em patamar elevado.





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Casos de gripe aviária avançam na Europa; saiba onde



A Europa enfrenta um aumento nos casos de influenza aviária altamente patogênica (H5N1), cenário comum nesta época do ano. O fator é geralmente associado às mudanças climáticas, migração de aves ou práticas de produção avícola, que podem aumentar o risco nas granjas.

A propagação da doença, no entanto, preocupa governos e indústria de países como Holanda e Eslováquia, que registraram casos de gripe aviária nesta semana.

Aves abatidas na Holanda

O governo holandês anunciou, nesta quarta-feira (22), que cerca de 161 mil frangos serão abatidos em uma granja no centro-leste do país, após a confirmação de gripe aviária. Além disso, foi decretada a proibição do transporte de aves e produtos avícolas em um raio de 10 km, o que afeta 26 propriedades rurais.

Vale ressaltar que o Ministério da Agricultura da Holanda já havia determinado, na semana passada, que todas as granjas mantivessem as aves confinadas. As exposições de animais também foram proibidas como forma de conter o avanço da doença.

Surto confirmado na Eslováquia

O surto de gripe aviária na Eslováquia foi confirmado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em uma granja de aves no norte do país.

Conforme autoridades eslovacas citadas pela organização, a doença matou 27 aves em uma fazenda com galinhas, gansos e patos. A propriedade fica próxima à fronteira com a Polônia. O restante do plantel, composto por 197 aves, foi abatido.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pecuária é chave para reduzir emissões de metano


Enquanto as emissões de metano do Brasil aumentaram 6% entre 2020 e 2023, alcançando 20,8 milhões de toneladas segundo o Observatório do Clima, pesquisadores apontam que a solução está em investir na eficiência produtiva da pecuária. O setor agropecuário, responsável por 75% das emissões do gás, pode reduzir significativamente seu impacto ambiental sem comprometer a produção, adotando práticas que tornem o rebanho mais produtivo e sustentável.

De acordo com estudos da Unesp, o manejo adequado das pastagens e a melhoria da alimentação dos bovinos são caminhos diretos para diminuir as emissões. O professor Ricardo Reis, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, explica que quando o boi consome pasto verde e de alta qualidade, emite menos metano e o produtor ainda contribui para o sequestro de carbono no solo.

“O que faz com que o animal produza metano é a digestão da fibra de baixa qualidade do capim no rúmen. Quando o boi come um pasto verde e de qualidade, ele vai emitir menos metano. Ao mesmo tempo, o produtor estoca carbono no solo ao preservar as pastagens. Essa é a forma mais eficiente de mitigação”, diz Reis.

Além disso, a adoção de sistemas integrados de produção, como lavoura-pecuária-floresta, e o uso de suplementação alimentar de qualidade ajudam a maximizar o ganho de peso e diminuir o tempo de abate, reduzindo o número total de cabeças necessárias para manter a produção.

Pesquisadores defendem que o país precisa alinhar as políticas fundiárias e ambientais para refletir corretamente os avanços em produtividade e eficiência. Assim, o Brasil poderia transformar um dos principais focos de emissões em uma oportunidade de liderança climática, conciliando desenvolvimento agropecuário e compromisso ambiental.

“Em razão dessa questão metodológica, todo o esforço do Brasil para reformar suas pastagens, adotar sistemas integrados de produção, melhorar a qualidade nutricional, entre outras tecnologias, não está sendo capturado nas estimativas de emissão, porque elas usam os dados de rebanho oficiais do IBGE, que são imprecisos”, diz o pesquisador.

 





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Abiove atualiza projeções do complexo soja para 2026



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou sua nova projeção para o balanço de oferta e demanda do complexo da soja em 2026, apresentando números recordes. Segundo a associação, a produção de soja está estimada em 178,5 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deverá atingir 60,5 milhões de toneladas. Já o farelo de soja deve alcançar 46,6 milhões de toneladas, e o óleo de soja chegar a 12,1 milhões de toneladas.

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Exportações

Em relação às exportações, as projeções apontam para novos patamares históricos, com a expectativa de 111 milhões de toneladas de grãos exportados. O farelo deve registrar exportações de 24,6 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja cerca de 1 milhão de toneladas, recuo de 25,9%. Além disso, espera-se um leve aumento nas importações de óleo de soja, que devem atingir 125 mil toneladas, enquanto as importações de soja devem somar 500 mil toneladas para suplementar o mercado interno.

“Os números refletem a força e a eficiência da cadeia da soja brasileira, que segue ampliando sua competitividade e agregando valor no mercado interno. O avanço do processamento nacional e o bom desempenho das exportações reforçam a importância do setor para a balança comercial e para o desenvolvimento do país, bem como para a produção de proteínas e de biocombustíveis”, destaca Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove.

Atualizações do complexo soja em 2025

Os dados consolidados até agosto de 2025 indicam resultados positivos para o setor. A produção de soja no ciclo foi de 171,8 milhões de toneladas. O esmagamento projetado foi revisado positivamente para 58,5 milhões de toneladas. A produção de farelo deve acompanhar o esmagamento e apresentar estabilidade, totalizando 45,1 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja deve chegar a 11,7 milhões de toneladas.

Comparação anual

Em agosto de 2025, o volume processado foi de 4,5 milhões de toneladas, uma redução de 3,3% em relação a julho, mas um aumento de 4,2% na comparação com agosto de 2024, quando ajustado pelo percentual amostral de 90,6%. No acumulado do ano, o processamento cresceu 5,8% frente ao mesmo período de 2024, considerando os ajustes, atingindo o montante de 35,1 milhões de toneladas.

De acordo com os registros da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações também avançaram em 2025, com volume de soja atingindo 109,5 milhões de toneladas. O farelo de soja registrou 23,6 milhões de toneladas exportadas, enquanto o óleo de soja alcançou 1,3 milhão de toneladas. As importações de soja somaram 900 mil toneladas, refletindo o esforço para atender à demanda crescente.



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