sexta-feira, maio 8, 2026

News

News

Embrapa prepara soja brasileira sob medida para a alimentação de sul-coreanos



Representantes de São Paulo da Korea Agro-Fisheries & Food and Trade Corporation (aT), empresa pública importadora de alimentos para a Coreia do Sul, visitaram ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU) de materiais de soja convencional da Embrapa na Fazenda Dourados, do Grupo Recanto, em Paracatu, Minas Gerais, na última quinta-feira (28).

Atualmente, a Coreia do Sul consome cerca de 360 mil toneladas de soja por ano para uso alimentar.

Em 2024, a aT assinou um memorando de entendimento para o estabelecimento de uma parceria com a Embrapa Cerrados e a Fundação Cerrados para o desenvolvimento de cultivares de soja não-transgênica de alto rendimento que sirvam de base na fabricação de produtos alimentícios, principalmente tofu, pasta de soja fermentada (doenjang) e leite de soja.

Diversificação de fornecedores

A empresa coreana tem importado os grãos dos Estados Unidos e agora quer diversificar os fornecedores. Assim, a aT enviou, inicialmente, grãos de cinco linhagens para testes laboratoriais no país asiático.

“Produzimos tofu a partir das cinco amostras de soja brasileiras e avaliamos aspectos como rendimento, capacidade de coagulação e sabor. A partir dessa análise, foram selecionadas duas variedades que se aproximaram bastante do tofu que já é consumido no mercado coreano e que mostraram maior potencial de substituição da soja”, conta a diretora da empresa em São Paulo, Yousun Jung.

De acordo com o cronograma, serão enviados 700 kg de grãos desses materiais para testes industriais nas próximas semanas.

Soja conforme a demanda do cliente

O chefe-geral da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro, ressaltou que a parceria é importante por permitir que a pesquisa em melhoramento genético de soja convencional realizada pela unidade tenha a participação da indústria alimentícia coreana, que indicará as características mais demandadas.

“Com isso, estamos fazendo um melhoramento participativo, em que a seleção genética pelos caracteres agronômicos e de qualidade possam ser balizados por parâmetros industriais trazidos diretamente do cliente”, diz.

O chefe-geral lembra que é a primeira vez que a Embrapa Cerrados realiza esse tipo de trabalho. “Com a avaliação das linhagens pela indústria, estamos selecionando materiais que servirão diretamente a esse propósito especial que é a produção de alimentos para consumo humano.”

Cultivares selecionados pelos coreanos

Com 800 hectares de área irrigada, a Fazenda Dourados foi adquirida há pouco mais de dois anos pelo Grupo Recanto. Além da soja, devem ser cultivados feijão, milho, sorgo e algodão.

O ensaio de VCU na propriedade envolve 132 linhagens do programa de melhoramento genético de soja da Embrapa em fase de competição final entre elas.

Uma das cultivares já selecionadas pelos coreanos foi plantada em 0,9 hectare. Além disso, outras sete estão em fase de registro em uma área de 6 hectares sob pivô de irrigação, semeados em 3 de junho e com colheita prevista para o início de outubro.

Além de avaliar o desempenho agronômico, a ideia é enviar para teste grãos dos materiais que possam atender às exigências nutricionais do mercado coreano de alimentos, sobretudo quanto ao teor de proteína (que deve ser acima de 36%) e de ácidos graxos poli-insaturados linoléico (Ômega-6) e linolênico (Ômega-3).

Um dos sócios do Grupo Recanto, Frederico Elias vislumbra duas possibilidades com o ensaio: a multiplicação de soja convencional para consumo humano; e o potencial da soja plantada nesta época para a multiplicação de sementes, o que, conforme ele, geralmente não é feito.

Desenvolvimento da soja no inverno

O consultor Elmiro Queiroz explica que o manejo nutricional diferenciado, com adubação rica em silício, cálcio e boro, tem contribuído para o bom desenvolvimento das plantas mesmo no inverno, quando o fotoperíodo (período de incidência de luz ao longo do dia) é menor e, normalmente, a soja não cresce.

Segundo ele, as plantas agora estão na fase de enchimento de grãos, com um porte expressivo. “Os resultados preliminares mostram que é possível produzir uma soja altamente produtiva, que nos permite multiplicar os materiais mais rapidamente”, diz.

Ele acrescenta que o manejo nutricional utilizado, além de promover o crescimento celular das plantas, conferiu maior rigidez às folhas, o que favoreceu o controle de lagartas como a falsa-medideira e amenizou a pressão da mosca-branca. “Até agora, não fizemos pulverizações para lagartas nem para percevejos”, completa.

Para a diretora Yousun Jung, foi muito importante poder ver no campo as diferentes variedades e linhagens de soja desenvolvidas pela Embrapa. “Tinha curiosidade de entender como a instituição faz a gestão das sementes para pesquisa e me surpreendi ao saber que hoje existem mais de 130 em fase experimental. Foi uma experiência muito enriquecedora perceber como o trabalho da Embrapa é bem conduzido e feito em parceria com os produtores”, afirma.

Prazo para atendimento da demanda

O presidente do Instituto Soja Livre e da Fundação Cerrados, Luiz Fiorese, prevê que até meados do ano que vem será possível obter um volume de sementes suficiente para iniciar, na safra 2026/27, a produção grãos de dois a três materiais para atender à demanda coreana.

“É mais um mercado que estamos abrindo, ampliando o leque da soja convencional, que não se limita ao mercado europeu. Temos que aproveitar essa oportunidade”, destaca, lembrando que diversos países têm sido sobretaxados pelos Estados Unidos e estão buscando diversificar as importações.

Ele acrescenta que os materiais que obtiverem boa resposta produtiva na região de Paracatu, no noroeste mineiro, e atendam às exigências dos coreanos deverão ser adaptados para produção em outras regiões sojícolas brasileiras.

“Agora é obtermos as variedades para produzir e atender a um mercado que não é só a Coreia do Sul. Outros países asiáticos como o Japão também demandam esse tipo de soja”, observa.



Source link

News

Umbigueira em bezerro: por que remédio caseiro é um risco e não a solução?


Pecuaristas, a saúde dos bezerros é fundamental, e o cuidado com a cura do umbigo e a prevenção de problemas como a “umbigueira” são os primeiros passos para garantir o desenvolvimento saudável do animal. Mas será que remédios caseiros são uma solução eficaz ou um risco para o gado? Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta terça-feira (2), a médica-veterinária e consultora Janaíne Nunes, da Vetoquinol Saúde Animal, respondeu a essa dúvida no quadro “Giro do Boi Responde” do programa Giro do Boi.

Ela esclareceu a diferença entre a cura do umbigo de recém-nascidos e um problema mais sério, a “umbigueira”, e a importância do tratamento profissional.

O perigo dos remédios caseiros para a umbigueira

Detalhe do prepúcio do bovino com umbigueira. Foto: Divulgação
Detalhe do prepúcio do bovino com umbigueira. Foto: Divulgação

Janaíne Nunes analisou a foto enviada pelo pecuarista João Paulo dos Santos, de Campinas, no estado de São Paulo, e identificou o problema: uma acropostite, popularmente conhecida como “umbigueira”, e não uma inflamação de umbigo de recém-nascido.

A umbigueira é um problema que afeta o prepúcio, e não o umbigo, do bezerro.

A umbigueira, que é comum em raças e cruzamentos com o prepúcio mais comprido e pendular, facilita o acúmulo de sujeira e umidade, podendo ter atrito com o solo ou vegetação. Isso causa feridas, inflamação, infecção e a presença de miíases (bicheira).

Para esse tipo de problema, a especialista afirma que remédios caseiros não funcionam e podem ser um risco para a saúde do bezerro, pois não tratam a infecção e não evitam a proliferação da bicheira.

Tratamento profissional e prevenção

O tratamento ideal para a umbigueira exige a avaliação de um médico-veterinário e o uso de produtos veterinários registrados pelo MAPA. A recomendação de Janaíne Nunes é:

  • Limpeza e tratamento tópico: Limpar a ferida e aplicar uma pomada cicatrizante e repelente. A Vetoquinol, por exemplo, oferece o guento para essa finalidade.
  • Tratamento sistêmico: Utilizar um antibiótico de amplo espectro e um anti-inflamatório de longa ação, que atuarão no combate à infecção e à inflamação.
  • Intervenção cirúrgica: Em muitos casos, é necessário fazer a correção cirúrgica do prepúcio para evitar novas lesões e a reincidência do problema.

A prevenção é a melhor estratégia para evitar a umbigueira:

  • Manter o animal em pastagem limpa: Um ambiente limpo reduz a contaminação e a presença de moscas que causam a bicheira.
  • Controlar moscas e carrapatos na região.
  • Avaliação genética: A característica de prepúcio comprido é hereditária. Selecionar touros com prepúcio mais curto e firme pode ajudar a reduzir o problema na fazenda, com um trabalho de longo prazo.

Para a cura do umbigo de recém-nascidos, a recomendação é usar produtos veterinários registrados pelo MAPA, garantindo segurança e efetividade. A intervenção rápida e a prevenção são as chaves para evitar prejuízos e manter a saúde do rebanho.



Source link

News

veja os preços de hoje



O mercado físico do boi gordo ainda se depara com manutenção do padrão dos negócios em grande parte do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de maior porte continuam com uma frente confortável em suas escalas de abate, com a incidência de contratos a termo, além da utilização de confinamento próprio para atender suas necessidades.

“Já a respeito da demanda, as exportações são o grande destaque, com um recorde em volume e principalmente em receita previsto para 2025″, ressalta.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 312,42 — ontem: R$ 313,58
  • Goiás: R$ 305,54 — R$ 307,86
  • Minas Gerais: R$ 304,41 — R$ 303,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 317,05 — R$ 316,14
  • Mato Grosso: R$ 312,70 — R$ 313,72

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com firmeza em seus preços durante a semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes dos preços ao longo da primeira quinzena do mês.

Isso acontece pela entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. “Por outro lado, a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade ante as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, destaca.

O quarto traseiro segue cotado a R$ 22,90 por quilo; o dianteiro ainda é precificado a R$ 18,25 por quilo; e a ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,66%, sendo negociado a R$ 5,4753 para venda e a R$ 5,4733 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4452 e a máxima de R$ 5,5012.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Juros futuros fecham perto da estabilidade após entrada em vigor de tarifa…


Logotipo Reuters

 

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam praticamente estáveis, devolvendo uma parte pequena dos ganhos da sessão anterior, em meio ao impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, com a entrada em vigor nesta quarta-feira das tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2027 estava em 14,16%, ante o ajuste de 14,158% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2028 marcava 13,48%, ante o ajuste de 13,473%.

Entre os contratos longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 13,62%, ante 13,641% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 13,73%, ante 13,761%.

O mercado doméstico segue com várias incertezas sobre o tema tarifário no radar, incluindo a perspectiva de que mais produtos recebam isenções dos EUA, a expectativa pelo plano de contingência do governo brasileiro e uma potencial escalada do embate político após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse mais cedo em entrevista à Reuters não ver espaço para negociações diretas com Trump e que o Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas contra Washington.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a jornalistas pela manhã que o pacote de ajuda do governo a setores e empresas afetados pela tarifa mais elevada dos EUA incluirá crédito e aumento de compras governamentais, acrescentando que conversará na semana que vem com o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

“O escopo das tarifas de 50% será mais brando do que o inicialmente esperado. Embora o impacto macroeconômico direto deva ser limitado, os efeitos setoriais são relevantes e o impacto indireto pode ganhar tração caso haja deterioração significativa da percepção de risco”, disseram analistas do BTG em relatório.

No cenário externo, o foco dos mercados tem permanecido em torno do Federal Reserve desde sexta-feira, com investidores atentos à possibilidade de cortes na taxa de juros a partir de setembro e à espera da indicação de Trump para uma vaga aberta na diretoria do banco central dos EUA.

Nesta quarta, operadores consolidaram ainda mais as apostas na retomada do afrouxamento monetário pelo Fed, uma vez que continua crescendo a lista de autoridades que parecem abertas a um ajuste da política monetária no próximo mês, principalmente depois de um relatório de emprego fraco para julho.

A expectativa ainda é de que, com a indicação de um novo diretor por Trump, o Fed possa caminhar gradualmente a uma visão mais semelhante a do presidente norte-americano, que defende cortes imediatos e profundos na taxa de juros.

O rendimento do Treasury de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 1 ponto-base, a 3,703%.

(Reportagem de Fernando Cardoso)





Source link

News

Acidente com carreta causa o derramamento de 22 mil litros de diesel em zona rural



Um acidente envolvendo uma carreta Scania provocou o derramamento de 22 mil litros de óleo diesel tipo B S500 na rodovia MS-276 no último sábado (30).

De acordo com o 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental (2º BPMA), chamado para atender a ocorrência pela Polícia Militar Rodoviária (PRE) de Nova Andradina, o veículo tombou e o combustível contaminou o solo do local, próximo à ponte sobre o Córrego Combate, zona rural de Batayporã Batayporã, em Mato Grosso do Sul.  

Diante da gravidade do impacto ambiental, a empresa responsável foi autuada administrativamente no valor de R$ 112.640,00, calculado com base em R$ 5,12 por litro derramado, conforme consta na Nota Fiscal e no Laudo de Constatação.

Além da multa, a empresa responsável foi notificada e precisará contratar com urgência, uma empresa especializada para a remoção do produto e a descontaminação da área afetada.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores terão R$ 300 milhões em apoio via COV de arroz


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, na última segunda-feira (1º), a destinação de mais R$ 300 milhões para operações de Contratos de Opção de Venda (COV) de arroz. Segundo a estatal, a medida tem como finalidade “sinalizar ao mercado preços mais justos ao produtor”. O recurso permitirá a contratação de aproximadamente 200 mil toneladas da safra 2025/2026. O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, durante a 48ª Expointer, em Esteio (RS).

De acordo com Pretto, o COV “funciona como um seguro de preços ao produtor”. O mecanismo garante ao agricultor o direito de vender o arroz ao governo federal por um valor previamente fixado. Caso o mercado ofereça condições mais vantajosas, o produtor poderá optar por negociar fora do contrato com a Conab, sem custos adicionais.

Os valores de referência, bem como as datas de negociação e vencimento dos contratos, serão definidos pelo governo federal e publicados em Portaria Interministerial e editais da Conab. Esta é a terceira rodada de COV em menos de um ano. Até agora, a estatal já mobilizou cerca de R$ 1,5 bilhão para apoiar os produtores de arroz.

No final de 2024, a Conab havia anunciado quase R$ 1 bilhão em contratos de opção para até 500 mil toneladas da safra 2024/2025. Na ocasião, o preço sinalizado foi de R$ 87 por saca de 50 quilos. Deste volume, 91 mil toneladas foram negociadas e parte incorporada aos estoques públicos.

Em junho deste ano, foi lançada a segunda rodada de COV, diante da queda de preços no mercado. Entre outubro de 2024 e junho de 2025, a média estadual caiu 42%, chegando a R$ 65,46 por saca. A Conab fixou preços de cerca de R$ 74, o que resultou em adesão quase total, com 109,2 mil toneladas contratadas.

Segundo a estatal, o arroz adquirido pode ser destinado ao abastecimento da população em situações de crise, além de evitar oscilações bruscas no mercado.

Ainda na Expointer, a Conab efetuou o pagamento a agricultores que executaram contratos da primeira rodada, em 2024. Produtores de São Borja, Camaquã e Pelotas receberam quase R$ 7,7 milhões pela venda de 4,7 mil toneladas em mais de 170 contratos.

Também foi assinada a intenção de fornecimento de arroz referente à segunda rodada de COV deste ano. Cerca de 2.260 contratos, equivalentes a 61 mil toneladas oriundas de municípios como Barra do Quaraí, Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Itaqui, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana, devem ser entregues ao governo.





Source link

News

Saiba as cotações de soja em dia lento e marcado pela distância entre comprador e vendedor



Nesta terça-feira (2), o mercado brasileiro de soja teve mais um dia lento em termos de negócios e com preços se ajustando nominalmente de forma regionalizada. “Há pouca oferta no mercado e o spread entre comprador e vendedor segue alto”, aponta o analista e consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo ele, o produtor não cede e o comprador vai adquirindo apenas o necessário. Na safra nova, também a comercialização foi marcada por poucos movimentos. “Chicago recuou e os prêmios não compensaram muito”, completa o analista.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. No pós-feriado, o mercado teve uma sessão negativa por dois fatores: o cenário fundamental baixista e o clima de aversão ao risco no financeiro, que provocou uma valorização do dólar frente a outras moedas.

Clima benéfico

O clima segue favorável e as lavouras estão se desenvolvendo bem nos Estados Unidos, encaminhando uma boa safra e aumento na disponibilidade da oleaginosa. Para completar, a demanda chinesa nos Estados Unidos segue fraca e sem avanços nas tratativas comerciais entre os dois países.

A aversão ao risco no financeiro aumentou bastante nesse início de semana. O momento é de cautela, com os investidores aguardando a divulgação do payroll na sexta, ponto decisivo para a definição da política monetária americana. O mercado não esconde também certa apreensão com os recentes movimentos do presidente americano Donald Trump e uma possível perda de autonomia do banco central americano.

Como consequência, o capital migra para opções mais seguras de investimentos, como o dólar. A firmeza da moeda americana tira competitividade da soja americana, prejudicando ainda mais a demanda.

Exportação norte-americana

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 472.914 toneladas na semana encerrada no dia 28 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 393.189 toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 13,50 centavos de dólar, ou 1,28%, a US$ 10,41 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,59 1/2 por bushel, com baixa de 13,00 centavos ou 1,21%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,20, ou 1,79%, a US$ 283,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 52,66 centavos de dólar, com ganho de 0,52 centavo ou 0,99%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,66%, sendo negociado a R$ 5,4753 para venda e a R$ 5,4733 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4452 e a máxima de R$ 5,5012.



Source link

News

Mais da metade da alta do PIB no 2º trimestre ficou concentrada em apenas 3 setores



Uma fatia de 60% do crescimento de 2,2% na atividade econômica no segundo trimestre de 2025 ante o segundo trimestre de 2024 ficou concentrado em apenas três atividades: agropecuária (10,1%), indústrias extrativas (8,7%) e outras atividades de serviços (2,7%).

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (2).

A agropecuária tem sido impulsionada por safras maiores para a soja, milho, café e algodão, além de uma contribuição positiva também da pecuária. Nas indústrias extrativas, a expansão foi determinada pelo crescimento tanto da extração de petróleo e gás quanto da extração de minérios ferrosos.

“É uma atividade que não é afetada pela política monetária”, lembrou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

– Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Sob a ótica da oferta, o único recuo no segundo trimestre de 2025 ante o segundo trimestre de 2024 ocorreu em produção e distribuição de eletricidade e gás, água e esgoto, queda de 4,0%, devido à piora nas bandeiras tarifárias e à queda no consumo total de energia.

“Teve seca, acionaram a bandeira tarifária”, disse Rebeca. “E esse ano está menos quente, teve menos consumo.”

Aumento do salário

Pelo lado da demanda, o Consumo das Famílias cresceu 1,8%, impulsionado pela melhora do mercado de trabalho, com aumento na massa salarial real, avanço do crédito disponível para as famílias e manutenção de programas do governo de transferências de renda às famílias.

Por outro lado, pesam negativamente para o consumo o patamar elevado da taxa básica de juros, a Selic, e o nível de inflação.

Quanto ao Consumo do Governo, houve elevação de 0,4% no segundo trimestre de 2025 em relação ao segundo trimestre de 2024. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) cresceu 4,1%, puxada pelo aumento da importação de bens de capital e do desenvolvimento de software.

No setor externo, as exportações cresceram 2,0%, e as importações aumentaram 4,4%.

“Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a gente ainda tem contribuição negativa do setor externo, com as exportações crescendo mais e as importações crescendo menos”, acrescentou Palis.



Source link

News

Consumo de capim: por que o meio-sangue Angus come mais que o Nelore?


Pecuaristas, a nutrição é a base do ganho de peso, mas o consumo de capim pode variar entre as raças, impactando diretamente o ciclo de produção. Alex Bragato, de Santa Rita do Pardo, no estado de Mato Grosso do Sul, levantou uma dúvida crucial: qual a diferença no consumo diário de capim entre um nelore e um animal meio-sangue angus, ambos com 300 kg de peso médio? Assista ao vídeo abaixo e confira a resposta detalhada.Assista ao vídeo abaixo e confira a resposta detalhada.

Nesta terça-feira (26), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que, embora consumam mais, os cruzados respondem com maior precocidade, o que é a chave para o sucesso na pecuária moderna.

Cruzados consomem mais e respondem mais rápido

Reprodutor da raça Angus. Foto: ABAReprodutor da raça Angus. Foto: ABA
Reprodutor da raça Angus. Foto: ABA

Alexandre Zadra ressalta que, em estudos realizados pela Embrapa (Dr. Kepler) e por pesquisadores na Austrália (Dr. Frisch), a conclusão é que bovinos jovens, de qualidade semelhante, consomem a mesma quantidade de alimento para ganhar 1 kg de peso vivo. A grande diferença, no entanto, é o apetite.

Os animais de cruzamento, como o meio-sangue angus, consomem mais capim diariamente. Eles têm mais apetite e, se recebem uma nutrição adequada, respondem com maior ganho de peso e precocidade no abate.

O especialista exemplifica que, se um nelore e um cruzado saem no mesmo peso para o abate, mas o cruzado sai um ano mais cedo, é porque ele consumiu a mesma quantidade de alimento em menos tempo.

Peão acompanhando vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa CerradosPeão acompanhando vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados
Peão acompanhando vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados

A diferença no consumo de capim entre um nelore e um meio-sangue angus está na capacidade de ingestão diária. Alexandre Zadra estima que um animal meio-sangue consome, em média, de 1,3 a 1,5 vez mais do que um zebuíno puro por dia para chegar a um abate mais precoce.

O especialista é enfático ao afirmar que não há milagre: se o animal vai para o abate mais cedo, ele consumiu a mesma quantidade total de alimento que o outro animal que foi abatido mais tarde. A diferença está na eficiência biológica do cruzado em converter o alimento em peso em um ciclo de tempo mais curto.

O segredo, portanto, não é que um animal consome menos para ganhar peso, mas que um animal com a genética correta consome mais para ganhar peso mais rápido, o que se traduz em um ciclo de produção mais curto e em maior rentabilidade para o pecuarista, com um uso mais eficiente da pastagem.



Source link

News

Salmão por R$ 49,99/kg é destaque em festival de mercado de peixes


O Mercado do Peixe de Santos, em São Paulo, iniciou nesta terça-feira (2) o Festival do Salmão com preços a partir de R$ 49,99 o quilo. As promoções seguem até domingo (7).

Durante o festival, 20 licenciados oferecem diferentes cortes de salmão, ideais para preparo cru, grelhado ou assado, a preços a partir de R$ 49,99/kg (peça inteira). A média de preços cobrada no quilo do salmão é de R$ 68,00 nos dias normais, redução de aproximadamente 26%. 

De acordo com o comerciante do Box Santista, Alex de Andrade, a expectativa é de aumento das vendas do salmão, peixe muito popular no Brasil e com grande benefício nutricional.

“Quem visita o mercado gosta de encontrar variedade e promoções. O Festival do Salmão é uma forma de mostrar que temos qualidade e preço justo” diz. 

“Há dois anos não fazíamos este festival. Então, houve negociação com os fornecedores e eles conseguiram negociar o preço para oferecer algo mais acessível aos clientes”, disse o coordenador do Mercado de Peixes, Paulo Sérgio Carvalhal.

Entre os clientes, a promoção também foi bem recebida. “Sempre compro salmão para preparar em casa, mas o preço andava pesado. Com essa promoção, já garanti alguns quilos para o mês”, disse a aposentada Tereza Di Gianni, 70, moradora do Campo Grande, em São Paulo.

SalmãoSalmão
Foto: Raimundo Rosa/divulgação Prefeitura de Santos

O Mercado do Peixe de Santos funciona de terça a sábado, das 7h às 18h, e aos domingos, das 7h às 15h, na Avenida Mário Covas Júnior, 3.050, em Santos, São Paulo.

O espaço conta com estacionamento, acessibilidade, áreas de refrigeração e o restaurante Paru, localizado no mezanino, que oferece refeições rápidas de frutos do mar.



Source link