segunda-feira, maio 4, 2026

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Tecnologia consegue prever a produtividade da cana com 89% de acerto


Um modelo em desenvolvimento pela Embrapa conseguiu estimar com assertividade a produtividade da cana-de-açúcar com base em imagens de satélite coletadas durante a fase de crescimento da lavoura.

O resultado foi obtido integrando as fotos com técnicas estatísticas, aprendizagem de máquina e tecnologia.

A pesquisa utiliza uma série temporal de imagens da PlanetScope disponibilizadas por meio do Programa Brasil Mais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

As imagens diárias permitem que os pesquisadores identifiquem os melhores momentos do desenvolvimento da planta para se obter o índice de vegetação usado na previsão.

As informações coletadas nas imagens integradas a variáveis como cultivar, ciclo de produção e precipitação acumulada durante a fase de crescimento são usadas em um modelo de predição.

No caso da cana-de-açúcar, um trabalho feito em parceria com a Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana) monitorou duas safras durante três anos e obteve coeficiente de determinação de 0,89.

Isso significa que quando comparadas as predições do modelo com a produtividade observada na lavoura pelos métodos agronômicos tradicionais, houve 89% de precisão, índice considerado alto para previsões.

O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Geraldo Magela Cançado destaca que o trabalho começou com um modelo mais simples, mas, conforme os trabalhos avançarem, novas variáveis serão inseridas, como temperatura, textura do solo e disponibilidade hídrica. Com essas variáveis espera-se melhorar a eficiência da ferramenta.

A expectativa da equipe que trabalha na pesquisa é a de gerar um modelo de predição que possa ser utilizado por produtores e indústria com dados por talhão nas propriedades rurais.

Isso possibilitaria melhor planejamento estratégico, antecipação de negociações, programação de logística e a orientação para possíveis intervenções na lavoura. Outro possível uso seria pelo poder público na previsão de safras.

“Essa metodologia permite um levantamento de safra mais objetivo. Queremos diminuir a subjetividade dessa previsão e ser mais abrangente. Considerada a imensidão deste país, só com o uso de imagens de satélites isso se torna possível”, afirma o pesquisador João Antunes.

Produtividade da soja

produtividade de soja
Foto: Divulgação

Após a primeira experiência com a cana-de-açúcar, a mesma metodologia começou a ser utilizada na cultura da soja em uma pesquisa de validação do uso do bioestimulante Hydratus, que protege plantas contra a seca e estimula o crescimento vegetal.

Três áreas foram monitoradas. Em duas delas, a equipe da pesquisa utilizou as imagens de satélite do PlanetScope e, na terceira, imagens feitas com uso de drone. Enquanto na cana foi adotado o índice vegetativo por diferença normalizada verde (GNDVI) para predição da produtividade, na soja foi usado o índice de vegetação realçado (EVI2).

Os resultados obtidos não só acusaram a diferença de produtividade entre os tratamentos com diferentes doses e testemunha do bioestimulante Hydratus, como tiveram uma correlação de 71% entre a produtividade predita e a observada. Embora menor do que a assertividade da cana-de-açúcar, o índice de predição do modelo é considerado alto.

“Cada cultura tem um comportamento diferente e é normal essa variação entre elas. No geral, assumimos como aceitáveis níveis de correlação acima de 0,6 (ou seja, o modelo é capaz de explicar acima de 60% da variação observada).

No caso da cana, como a produção está muito ligada ao próprio dossel da planta (parte da planta sobre a superfície do solo, formada por folhas e colmos), obtêm-se melhores resultados, pois é quase uma relação direta entre biomassa e produtividade de colmo (caule típico de gramíneas, como a cana).

Já no caso da soja, como o produto é o grão, a relação dossel da soja e produtividade não é tão direta”, diz Cançado. Segundo ele, os bons resultados do modelo de predição trazem otimismo para o uso em pesquisas de campo, permitindo o monitoramento preciso e não destrutivo.

“Essa estrutura de avaliação dupla, combinando métricas agronômicas com sensoriamento remoto, fornece uma estratégia inovadora e econômica para avaliação do desempenho das culturas em tempo real”, afirma o pesquisador.

De acordo com o analista da Embrapa Eduardo Speranza, devido ao volume ainda pequeno de amostras usadas para treinar o algorítmo, o modelo com cálculos estatísticos vem se mostrando mais preciso.

“Apesar de ter muitos experimentos, trabalhamos em uma publicação com 500-600 amostras para treinar um algoritmo. Essa quantidade para aprendizado de máquina é pequena. O método de aprendizagem de máquina tem potencial de ser melhor, mas necessita de milhares de amostras”, contextualiza.

Sob supervisão de Victor Faverin



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AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus Podcast destaca o trabalho de Transferência de Tecnologia



A edição completa do Fundecitrus Podcast você encontra em nosso canal do YouTube


Foto: Fundecitrus

O 63º episódio do Fundecitrus Podcast apresenta o trabalho desenvolvido pelo departamento de Transferência de Tecnologia da instituição, área fundamental para transformar conhecimento científico em práticas aplicáveis no campo. A atuação do setor contribui para apoiar produtores, proteger os pomares e fortalecer toda a cadeia citrícola.

Nesse bate-papo, o coordenador do departamento, Ivaldo Sala, destacou que levar informação de qualidade ao citricultor é essencial para enfrentar os principais desafios fitossanitários, em especial o greening. “É importante que ele receba pesquisas sólidas, com protocolos definidos, para implementar as melhores práticas. Um exemplo prático foi a rotação de inseticidas, que, após orientações em visitas, treinamentos e palestras, passou a ser feita de forma mais adequada, trazendo resultados melhores no combate ao psilídeo”.

Já o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto ressaltou a importância da adaptação na comunicação com diferentes públicos. “A equipe de Transferência de Tecnologia traduz a pesquisa para cada realidade. Com o citricultor, usamos termos técnicos de forma simples. Com o poder público, destacamos o impacto econômico do greening. E em ações com a população, muitas vezes conversamos até com crianças, de forma lúdica, para conscientizar sobre a importância da citricultura”.

A edição completa do Fundecitrus Podcast você encontra em nosso canal do YouTube e nas principais plataformas de áudio.





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Hidroponia transforma jovens em MT e fortalece a agricultura familiar


Renan Racis e Ana Carolina da Silva Pereira são protagonistas de uma história que mostra como a inovação pode florescer mesmo onde antes reinava a tradição. O casal, que vive em Jaciara, Mato Grosso (MT), decidiu trocar a produção convencional de alface por um sistema hidropônico moderno.

A mudança não foi apenas na técnica de cultivo, mas em toda a estrutura do negócio: com apoio técnico, passaram a produzir mais, em menos espaço, com economia de água e um salto significativo na qualidade do produto.

A virada veio com o suporte certo. Cursos de capacitação e assistência técnica contínua ajudaram na implantação do sistema e também na gestão do negócio, da lavoura à contabilidade.

A presença ativa de Carol na parte financeira e comercial e de Renan no manejo técnico garante uma operação eficiente e afinada. As redes sociais entraram como aliadas na comercialização direta com o consumidor final, eliminando intermediários e fortalecendo o valor do produto.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Sistema de hidroponia na plantação de alface em Mato Grosso
Sistema de hidroponia na plantação de alface (MT). Foto: Michelle Jardim

Importância da tecnologia para a agricultura familiar

A adoção de tecnologia tem sido um divisor de águas para a agricultura familiar. Ela permite ao pequeno produtor produzir mais com menos, controlar melhor os custos e acessar mercados antes inalcançáveis.

Racis explica o funcionamento e benefícios do sistema de irrigação automatizado. “São bombas que ligam e desligam a cada 15 minutos. Elas ajudam no desenvolvimento saudável das raízes, melhoram a absorção de nutrientes e garante uma alface mais bonita e durável”, conta. 

Com a ajuda da tecnologia, a rotina ficou mais organizada. Tudo é registrado, desde o plantio até a venda, o que facilita a visualização dos resultados e permite um planejamento mais assertivo.

Enquanto Renan cuida da produção, Carol é responsável pela parte administrativa. Ela controla entradas e saídas, emite notas fiscais e mantém tudo organizado. “Cada etapa da produção está refletida nas contas. Isso nos ajuda a tomar decisões com mais segurança”, explica.

Redes Sociais

Com vídeos, fotos e postagens simples, Carol e Renan aproximam o consumidor da lavoura. Isso elimina intermediários e garante uma comercialização mais justa. O consumidor final entende o valor do que está comprando e sabe quem está por trás daquele alimento.

Essa estratégia não apenas melhora as vendas, mas também fortalece a imagem do produtor familiar. O campo, muitas vezes invisível nas grandes cidades, passa a ser visto como moderno, eficiente e sustentável.

Tecnologia que gera orgulho e transforma vidas

A história de Renan e Carol é um exemplo inspirador para outros produtores. Mostra que é possível unir tradição e inovação, e que a tecnologia não está distante da roça – ela pode, sim, ser o motor da mudança.

O uso de técnicas modernas, como a hidroponia, aliado ao conhecimento técnico e ao bom planejamento, traz resultados concretos: mais renda, mais qualidade de vida e mais reconhecimento pelo trabalho.

Como afirma Carol, “com apoio certo e coragem para mudar, conseguimos transformar a nossa realidade”. O campo agradece, e a agricultura familiar ganha força para continuar alimentando o Brasil com dignidade e inovação.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre a história do Renan e da Ana Carolina? Assista, nesta quinta-feira (11), às 17h45, ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação





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Chuva e frio diminuem, e temperaturas sobem em todo o país; veja a previsão do tempo



O sistema de alta pressão associado à massa de ar polar deve garantir a condição de tempo firme e as temperaturas mais amenas em boa parte dos três estados da região Sul nesta quarta-feira (10). Ainda nas primeiras horas da manhã, haverá chance para formação de geada em alguns pontos da serra gaúcha, parte do interior catarinense e no sul paranaense.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Apesar disso, ao longo do dia, os termômetros voltam a se elevar gradativamente. Destaque para a metade norte do Paraná, que já deve registrar temperaturas mais elevadas e alerta de baixa umidade do ar no período da tarde. Porto Alegre Florianópolis devem contar com dia de sol entre poucas nuvens e temperaturas ainda mais baixas. Em Curitiba, os termômetros sobem um pouco mais, com atenção para a grande amplitude térmica ao longo do dia.

No Sudeste, o predomínio será de sol entre algumas nuvens em todos os estados da região, sem a expectativa de chuva significativa em nenhuma das áreas. Apesar disso, a circulação de ventos mais frescos e umidade devem favorecer um dia com temperaturas mais amenas no leste de São Paulo e em algumas áreas do Rio de Janeiro.

Por outro lado, o interior paulista e mineiro continuam com calor intenso e alerta de baixa umidade do ar no período da tarde. Em algumas cidades entre o norte paulista e o triângulo mineiro podem contar com máximas acima de 35ºC e índices de umidade abaixo dos 12%.

Enquanto no Centro-Oeste, o padrão também deverá seguir com tempo firme, calor intenso e alerta de baixa umidade do ar. A circulação de ventos em níveis mais elevados da atmosfera deverá manter o predomínio de ar seco e impedir o ingresso de umidade sobre a região, o que por sua vez mantém a presença do sol ao longo do dia.

As máximas voltam a ser destaque no Mato Grosso, norte de Mato Grosso do Sul e Goiás, com termômetros podendo bater os 40ºC em algumas regiões – incluindo a capital mato-grossense, Cuiabá. No período da tarde, os índices de umidade relativa do ar devem variar entre limiares de alerta (abaixo de 20%) e até mesmo emergenciais (abaixo de 12%).

Já no Nordeste, a circulação de ventos em níveis mais elevados da atmosfera deve contribuir para o enfraquecimento das instabilidades na costa leste e o maior predomínio da condição de tempo firme e seco em boa parte da região. Ainda assim, não estão descartados eventuais episódios de pancadas isoladas de chuva fraca entre o litoral norte da Bahia e de Pernambuco.

No interior nordestino, o padrão continua sendo de tempo firme, com sol, calor e baixa umidade do ar no período da tarde. Matopiba segue com a presença de calor intenso e índices abaixo de 20% durante as horas mais quentes do dia.

E no Norte, as instabilidades devem seguir atuando sobre o Amazonas, oeste do Pará e do Acre, além de boa parte do estado de Roraima. O sol ainda aparece em parte do dia nessas áreas, mas há risco de chuva forte no decorrer das horas. Pode chover de maneira isolada também no norte de Rondônia. Por outro lado, no Amapá, nas demais regiões do Pará e no Tocantins, o padrão de tempo segue o mesmo: sol e bastante calor. No Tocantins, o período da tarde continua reservando o alerta para baixa umidade do ar.



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Valorização semanal é a maior em quase um ano



Cenário reduziu ainda mais a oferta de matéria-prima


Foto: Canva

Enquanto parte dos produtores seguiu retraída ao longo da última semana, devido à baixa rentabilidade das raízes mais novas (com até 15 meses), outros reduziram as entregas diante do clima seco predominante nas regiões acompanhadas pelo Cepea.

Esse cenário reduziu ainda mais a oferta de matéria-prima e manteve os preços em alta, com a média semanal registrando o maior avanço desde o fim de outubro do ano passado, conforme apontam levantamentos do Centro de Pesquisas. Entre 1º e 5 de setembro, o preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 467,43 (equivalente a R$ 0,8129/grama de amido), elevação de 2,9% frente ao da semana anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, porém, o atual valor está 18,4% abaixo, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). 





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Mercado do carioca se sustenta; feijão preto segue pressionado



Oferta de feijão preto continua superior à demanda


Foto: Canva

Neste começo de setembro, os valores do feijão carioca seguem firmes, sustentados sobretudo pela oferta limitada de grão de qualidade. Segundo pesquisadores do Cepea, a umidade destes feijões, em especial, tem sido um critério decisivo, já que níveis abaixo do exigido pela indústria geram prejuízos no beneficiamento. Já quanto ao grão preto, as cotações seguem pressionadas.

De acordo com pesquisadores do Cepea, apesar da entressafra, a oferta de feijão preto continua superior à demanda, mantendo os valores abaixo da média (que considera o início da série histórica do Cepea, em setembro/24, até o começo de setembro/25). No front externo, as exportações brasileiras seguem em patamares recordes: entre setembro/24 e agosto/25, somaram 459,92 mil toneladas, sendo 58,41 mil t somente em agosto. Já as importações, no acumulado de 12 meses, registraram baixo volume, de apenas 15,25 mil t, sendo 1,32 mil t em agosto.





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Safra 2025/2026 de milho deve crescer 9,45% no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (4), a área plantada de milho no Rio Grande do Sul deve atingir 785.030 hectares na safra 2025/2026. A produtividade tende a permanecer praticamente estável, estimada em 7.376 quilos por hectare, com variação de -0,03% em relação ao ciclo anterior. A produção deve alcançar 5.789.995 toneladas, crescimento de 9,45% em relação ao período passado, impulsionado pelo aumento da área cultivada.

Na safra 2024/2025, o milho alcançou produtividade média de 7.378 quilos por hectare, com produção total de 5.290.051 toneladas em uma área de 718.190 hectares, conforme dados do IBGE.

O avanço na nova temporada é atribuído à boa renda por unidade de área obtida no último ciclo, ao apoio de programas estatais, à possibilidade de cultivos sucessivos e à manutenção das cotações acima do ano anterior, mesmo em patamares inferiores aos históricos.

A semeadura apresenta ritmos distintos nas regiões, de acordo com condições de solo, relevo e regime térmico. As chuvas de agosto e início de setembro favoreceram a umidade em grande parte das áreas, garantindo germinação uniforme. Em regiões de maior altitude, o avanço é mais lento devido ao frio residual.

Nas áreas implantadas, as lavouras apresentam estande adequado e baixa incidência de pragas e doenças. Há, contudo, registros localizados da cigarrinha-do-milho, principalmente no Noroeste do Estado, exigindo monitoramento.

As estimativas regionais indicam cenários distintos. Em São Borja, dos 22 mil hectares previstos, 16,5 mil já foram semeados, enquanto em Santa Margarida do Sul as chuvas intensas obrigaram ao replantio de cerca de 150 hectares. Em Caxias do Sul, o cultivo deve atingir 93.020 hectares, com produtividade projetada em 7.546 quilos por hectare. Em Erechim, a projeção é de 39.902 hectares e rendimento médio de 8.745 quilos por hectare.

Em Ijuí, a área estimada é de 87.048 hectares, com produtividade média de 9.350 quilos por hectare. A semeadura já supera 60% da área prevista, embora parte das lavouras ainda esteja em emergência inicial. Em Santa Rosa, maior região produtora, são projetados 137.501 hectares, com rendimento médio de 8.240 quilos por hectare. Há, no entanto, presença inicial da cigarrinha-do-milho em algumas localidades, o que pode demandar controle imediato.

Outras regiões, como Soledade, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre e Santa Maria, também avançam no plantio, com produtividade variando conforme as condições locais de clima e solo.





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Expointer marca início de nova etapa na parceria entre RS e Itália


Foi inaugurado na última semana o Espaço Itália na Expointer 2024, no Pavilhão Internacional, em Esteio (RS). A iniciativa, promovida pelo Consulado-Geral da Itália em Porto Alegre e pela Câmara de Comércio Italiana do Rio Grande do Sul, tem como objetivo estreitar os laços econômicos, culturais e institucionais entre o estado e o país europeu.

Segundo informações divulgadas pelos organizadores, o evento contou com a presença do governador Eduardo Leite, do cônsul-geral Valerio Caruso e do presidente da Câmara de Comércio Italiana e CEO da Be8, Erasmo Battistella, além de secretários estaduais, empresários e representantes da comunidade ítalo-gaúcha.

Um dos anúncios mais aguardados durante a cerimônia foi a confirmação de uma missão oficial à Itália, prevista para outubro. A comitiva, liderada pelo governador, deverá cumprir agendas em Roma e outras cidades italianas, com encontros na embaixada brasileira, reuniões em ministérios e rodadas de negócios com representantes do setor produtivo. Entre os temas centrais está a criação de um voo direto entre Porto Alegre e Roma ou Milão, medida considerada estratégica para ampliar investimentos, turismo e intercâmbio cultural.

O governador Eduardo Leite destacou que a iniciativa simboliza não apenas a celebração da herança cultural italiana no Rio Grande do Sul, mas também uma oportunidade concreta de ampliar parcerias. “É uma celebração das nossas raízes, mas também um compromisso com o presente e o futuro. Queremos transformar essa relação em novas parcerias, investimentos e desenvolvimento econômico”, afirmou.

O cônsul Valerio Caruso reforçou a importância da iniciativa, lembrando que a ida da comitiva gaúcha à Itália terá forte peso diplomático. “Será recebida como um gesto de amizade e cooperação. Temos muito a ganhar ao aprofundar essa relação bilateral”, destacou.

O estande italiano, com cerca de 100 m², foi projetado como um espaço de negócios e networking. Mais de 20 empresas italianas e ítalo-brasileiras participam da exposição, apresentando inovações nos setores agroindustrial, de mecanização e de serviços. O local também faz parte das comemorações dos 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul, a serem celebrados em 2025. Entre os atrativos do espaço está o lançamento do NOVA Espumante Branco Seco Trebbiano Toscano – Edizione Speciale, elaborado pela Vinícola Nova Aliança, escolhido como o rótulo oficial das festividades do sesquicentenário da imigração.





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Norte e Sul terão mais chuva, mas Centro-Sul do Brasil segue em alerta de seca


O agronegócio brasileiro deve se preparar para uma semana marcada por contrastes climáticos que podem impactar diretamente as lavouras em diferentes regiões do país. Enquanto áreas do Norte e do Sul receberão volumes expressivos de chuva, o Centro-Oeste, o Sudeste e boa parte do Nordeste seguirão sob condições de estiagem e baixa umidade relativa do ar, o que exige atenção redobrada dos produtores.

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as instabilidades devem se concentrar no norte e sudoeste do Amazonas, com previsão de volumes que podem superar 60 mm, chegando a 80 mm no centro-norte do estado. Já no Pará, Tocantins, Amapá e sul de Rondônia, o cenário é oposto, com ausência de chuva ao longo da semana e queda na umidade relativa do ar para índices abaixo de 30%.

Na Região Nordeste, o cenário é de tempo firme na maior parte dos estados, com destaque para a redução da umidade no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia. Nessas áreas, os valores podem cair abaixo de 30%, o que eleva o risco de estresse hídrico nas lavouras e de queimadas. Nas áreas litorâneas, as precipitações previstas não devem ultrapassar 10 mm, mantendo condições de pouca relevância para a agricultura.

O Centro-Oeste segue como uma das regiões mais afetadas pela estiagem. A previsão do Inmet aponta ausência de chuva em praticamente todos os estados, acompanhada de baixa umidade relativa do ar, especialmente em Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A falta de precipitações pode comprometer a recuperação dos solos e atrasar o planejamento agrícola da próxima safra.

No Sudeste, a situação é semelhante. A maior parte da região deve enfrentar dias de tempo estável, com volumes de chuva restritos ao Espírito Santo e ao leste de Minas Gerais, onde não devem ultrapassar 10 mm. No Triângulo Mineiro e em grande parte do estado de São Paulo, a baixa umidade abaixo de 30% tende a intensificar a preocupação com o armazenamento de água no solo e aumentar os riscos de incêndios em áreas rurais.

Já no Sul do país, a previsão é de volumes mais significativos. No sudoeste do Rio Grande do Sul, os acumulados podem chegar a 100 mm, enquanto em Santa Catarina, especialmente nas regiões Serrana e do Vale do Itajaí, os volumes devem alcançar até 50 mm. Apesar da chuva, o Inmet também destaca baixos índices de umidade no centro-norte do Paraná, o que pode trazer dificuldades para culturas em desenvolvimento.

O excesso de chuva no Norte pode dificultar operações de colheita e transporte, enquanto a estiagem no Centro-Sul pode agravar a necessidade de irrigação e comprometer o preparo do solo para o plantio. No Sul, embora a chuva seja positiva para a reposição hídrica, volumes elevados em áreas pontuais também podem afetar a qualidade de algumas lavouras.

 





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Semana terá chuva acumulada de 100 mm em duas regiões do país


A previsão do tempo até a próxima segunda-feira (15) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva volumosa em algumas regiões e a completa ausência dela em outras. Confira:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Ao longo da semana, são previstos acumulados de até 100 mm de chuva no sudoeste do Rio Grande do Sul (tons em amarelo e vermelho no mapa abaixo) e volumes de até 50 mm na porção entre as mesorregiões de Serrana e Vale do Itajaí, em Santa Catarina (verde). No restante da região, com exceção do centro-norte paranaense, o Inmet indica precipitações de até 10 mm (azul e cinza). Destaca-se, ainda, a baixa umidade relativa abaixo de 30% prevista no centro-norte do Paraná durante os próximos dias.

Sudeste

A previsão indica ausência de chuva para a maior parte dos estados do Sudeste. Contudo, volumes de até 10 mm são previstos em todo o Espírito Santo e leste de Minas Gerais (azul e cinza). Ressalta-se, também, a umidade relativa abaixo de 30% prevista para os próximos dias nas regiões do Triângulo Mineiro e grande parte do estado de São Paulo.

Centro-Oeste

mapa de chuva
Foto: Reprodução

A previsão do Inmet mostra tempo estável, com ausência de chuva em praticamente todos os estados (áreas em branco). Destaca-se, também, a previsão de umidade relativa abaixo de 30% em toda a região para os próximos dias, principalmente no centro-sul de Goiás, centro norte de Mato Grosso do Sul e em praticamente todo o Mato Grosso.

Nordeste

Não há previsão de chuva ao longo da semana, com tendência de redução da umidade relativa do ar, especialmente na porção sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, onde os valores ficam abaixo de 30%. Já na parte litorânea da região os volumes de chuva permanecem abaixo de 10 mm (azul).

Norte

Áreas de instabilidade deverão se concentrar na porção norte e sudoeste do Amazonas, com volumes que podem superar 60 mm (amarelo e laranja). Os maiores acumulados de chuva, da ordem de 100 mm, são previstos para o centro-norte do Amazonas. Em contraste, em grande parte do Pará, Tocantins, Amapá e sul de Rondônia não há previsão de chuva ao longo da semana. No sul do Pará, Tocantins e extremo sul de Rondônia a tendência é de redução da umidade relativa do ar, que poderá atingir níveis inferiores a 30%.



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