domingo, maio 3, 2026

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Soja, carne e milho lideram alta nas exportações


As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 14,29 bilhões em agosto de 2025, alta de 1,5% ante o mesmo mês de 2024. O desempenho foi impulsionado por um aumento de 5,1% no volume embarcado, que compensou a queda de 3,4% nos preços médios internacionais.

Soja em grãos, carne bovina in natura e milho responderam pela maior parte do crescimento. A soja alcançou embarques de 9,3 milhões de toneladas, 16,2% acima de agosto de 2024, com receitas de US$ 3,88 bilhões (+11%). A carne bovina totalizou 268 mil toneladas (+23,5%), gerando US$ 1,5 bilhão (+56%). O milho chegou a 6,8 milhões de toneladas (+12,9%), movimentando US$ 1,36 bilhão (+17%).

Além dos produtos tradicionais, itens específicos atingiram em agosto o melhor resultado da série histórica, fruto da diversificação de mercados. O sebo bovino registrou exportações de 64,7 mil toneladas (+17,2%), somando US$ 74,1 milhões (+36,4%). As sementes de oleaginosas (excluindo soja) chegaram a 68,5 mil toneladas (+10%), com receitas de US$ 71,3 milhões (+16,5%). Os feijões atingiram 58,4 mil toneladas (+29%), com US$ 49,5 milhões (+27,5%). As rações para animais domésticos alcançaram US$ 35,9 milhões (+22,6%). O óleo de amendoim saltou de 2,9 mil toneladas em agosto de 2024 para 13,3 mil toneladas em 2025 (+358%), gerando US$ 20 milhões (+573,4%).

A China manteve-se como principal compradora dos produtos agropecuários brasileiros, com US$ 5,12 bilhões (+32,9%), representando 35,8% das exportações do setor, seguida pela União Europeia, com US$ 1,9 bilhão.

Entre os mercados em expansão, destacaram-se o México, com US$ 339 milhões (+91,9%), impulsionado pelas carnes; e o Egito, com US$ 342 milhões (+14%), favorecido pelo milho. Houve também crescimento nas vendas para países asiáticos como a Índia (+37,3%) e a Tailândia (+9,5%).

Os resultados de agosto refletem a estratégia de abertura e diversificação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Somente no mês foram abertos 22 novos mercados e, desde agosto de 2024, o número de destinos habilitados passou de 58 para 72, resultado das 55 missões internacionais de negociação e promoção comercial realizadas em 2025, ampliando o acesso para diferentes cadeias produtivas.





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Produção mundial de soja recua levemente, aponta USDA


O relatório de oferta e demanda do USDA de setembro trouxe revisões importantes para a soja no cenário global. A produção mundial foi ajustada levemente para baixo, de 426,39 milhões de toneladas em agosto para 425,87 milhões em setembro. Os estoques finais também caíram, passando de 124,9 para 123,99 milhões de toneladas, refletindo ajustes regionais, sobretudo na América do Sul e nos Estados Unidos. O quadro indica um mercado ainda equilibrado, mas com sinais de aperto na oferta, o que pode trazer impactos nas cotações internacionais.

No Brasil, o USDA manteve a estimativa de produção em 175 milhões de toneladas, consolidando o país como o maior produtor mundial. Os estoques finais tiveram leve aumento, de 36,96 para 37,26 milhões de toneladas, reforçando a posição de equilíbrio da safra brasileira. Já as exportações permanecem projetadas em 112 milhões de toneladas, sem alteração em relação ao relatório anterior, sustentando o protagonismo brasileiro nas vendas externas.

Nos Estados Unidos, houve revisão positiva na produção, que passou de 116,82 para 117,05 milhões de toneladas. Porém, a produtividade recuou de 60,08 para 59,96 sacas por hectare, mostrando os efeitos do clima adverso em algumas regiões produtoras. Os estoques finais subiram de 7,89 para 8,17 milhões de toneladas, enquanto as exportações caíram de 46,4 para 45,86 milhões, evidenciando perda de competitividade frente ao Brasil.

Na Argentina, o USDA manteve a estimativa de produção em 48,5 milhões de toneladas, mas reduziu os estoques finais de 24,65 para 23,85 milhões de toneladas. As exportações, por outro lado, foram ajustadas para cima, de 5,8 para 6 milhões de toneladas, sinalizando maior fluxo de comércio externo, ainda que em patamares inferiores ao período pré-seca.

A China, maior importadora mundial, manteve os números estáveis. A produção segue projetada em 21 milhões de toneladas, enquanto as importações permanecem em 112 milhões, demonstrando forte dependência do mercado externo. Os estoques finais ficaram em 43,38 milhões de toneladas, sem alterações em relação a agosto.

 





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Cerrado é um dos biomas mais afetados por queimadas


Em mais um episódio da série especial Cerrado Sem Fogo, o Canal Rural mostra os impactos das queimadas no meio ambiente. Em 2024, o Cerrado foi afetado por 81.468 focos de incêndios florestais, o equivalente a 29,3% do total nacional, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O bioma ficou atrás apenas da Amazônia, que concentrou mais de 140 mil focos (50,4%) no mesmo período.

Situação no Matopiba

Nos estados que compõem o Matopiba — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — os resultados foram diferentes de 2024 até agosto de 2025.

Enquanto Maranhão (-20%) e Tocantins (-29%) apresentaram redução, Bahia (+14%) e Piauí (+24%) registraram alta nos focos de queimadas até 25 de agosto deste ano.

Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

O Parque Vida Cerrado, em Barreiras (BA), primeiro centro de conservação e educação socioambiental do Oeste da Bahia, também já sofreu os impactos do fogo. A bióloga Gabrielle Rosa explica que, mesmo após mais de uma década, ainda é possível observar cicatrizes em árvores atingidas:

“O Cerrado é conhecido por ter adaptações ao fogo. Algumas árvores mais antigas possuem um tecido protetor, chamado súber. Já as espécies jovens não têm essa defesa, e acabam sendo eliminadas quando o fogo se torna recorrente”, destacou.

Fogo recorrente ameaça biodiversidade

Além da vegetação, a fauna também sofre com as queimadas. Atualmente, o Parque Vida Cerrado abriga 19 animais vítimas, alguns deles vítimas do fogo, como um Pequi (lobo-guará) e um casal de gaviões.

Cobra coral encontrada morta vítima do fogo | Foto: Corpo de Bombeiros/Base Oeste

“Os incêndios causam perda de biodiversidade vegetal e também a morte ou incapacitação de animais, que muitas vezes não conseguem retornar à natureza”, acrescentou Gabrielle.

Monitoramento por satélite

Para acompanhar a evolução dos incêndios, o INPE utiliza 11 satélites que identificam focos de calor em diferentes horários e intensidades.

Segundo Fabiano Morelli, coordenador do Programa Queimadas do instituto, o sistema permite uma cobertura ampla:

“Há satélites que conseguem observar toda a América, da Patagônia aos Estados Unidos, a cada dez minutos. A metodologia utilizada pra detecção dos focos utiliza as câmeras termais, o que garante precisão na detecção dos focos”, explicou.

Origem humana

O MapBiomas Fogo, iniciativa criada em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), aponta que o Cerrado é o bioma proporcionalmente mais atingido pelo fogo no país.

De acordo com Vera Arruda, coordenadora técnica do projeto, a maior parte das queimadas não é natural:

“O aumento da frequência e da área queimada está ligado principalmente à ação humana, seja criminosa, para manejo de áreas ou por práticas culturais”, afirmou.

Além da tecnologia de monitoramento, especialistas reforçam que a prevenção depende de mudança de comportamento.

“É essencial a conscientização, especialmente no período de seca, para evitar o uso indevido do fogo e reduzir os impactos ambientais e sociais”, concluiu Vera.


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veja como a arroba encerrou a semana



O mercado físico do boi gordo segue com pressão de queda, com frigoríficos fora das compras.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias lembra que as escalas de abate estão fechadas até o final do mês, com incremento de ofertas de contratos a termo.

“O cenário até o final do mês é pessimista, sem espaço para recuperação. Os frigoríficos, inclusive, devem continuar pressionando por preços ainda mais baixos”, disse.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 308,58
  • Goiás: R$ 295,36
  • Minas Gerais: R$ 292,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 321,02
  • Mato Grosso: R$ 301,89

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com acomodação dos preços para a carne bovina no decorrer da sexta-feira.

De acordo com Iglesias, a possibilidade de reajustes é diminuta, considerando que durante a segunda quinzena o apelo a reajustes é significativamente menor. “Além disso, a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade”, ressalta.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 24,10 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18,00 por quilo; e a ponta de agulha se mantém no patamar de R$ 17,10 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,70%, sendo negociado a R$ 5,3536 para venda e a R$ 5,3516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3442 e a máxima de R$ 5,4067. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,13%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Framboesa ganha edição genética sem DNA externo



Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes


Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes
Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes – Foto: Pixabay

Pesquisadores da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, anunciaram o primeiro método validado para editar o genoma da framboesa sem a introdução de DNA externo, segundo divulgação do ChileBio em 9 de setembro de 2025. Em estudo publicado na Frontiers in Genome Editing, a equipe isolou células individuais da fruta e aplicou a tecnologia CRISPR-Cas9 para realizar alterações precisas no genoma, estabelecendo bases importantes para acelerar o melhoramento genético da framboesa de forma segura e controlada.

Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes a fungos, com maior firmeza e prazo de validade prolongado, garantindo que os frutos cheguem em melhores condições às casas dos consumidores e contribuindo significativamente para a redução de perdas em toda a cadeia alimentar. Além disso, a tecnologia pode ser aplicada para aprimorar atributos como doçura, tamanho, número de sementes e até tolerância a ondas de calor, aumentando a qualidade, produtividade e sustentabilidade da produção.

Segundo os pesquisadores, versões aprimoradas de cultivares de elite podem ser geradas em cerca de 12 meses, possibilitando o início da propagação e testes de campo em tempo muito mais rápido do que os ciclos tradicionais de melhoramento, que normalmente levam uma década ou mais. Esse avanço representa um marco na biotecnologia vegetal e no melhoramento de frutas de alto valor comercial.

O próximo passo da equipe é regenerar plantas inteiras a partir das células geneticamente editadas. Somente após essa etapa será possível avaliar os frutos quanto às características desejadas, consolidando o potencial da edição genética como uma ferramenta inovadora e eficiente para transformar o cultivo de framboesas e oferecer produtos de melhor qualidade aos consumidores.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Média diária de embarques de café não torrado e torrado se consolida em…


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Os dados divulgados nesta quarta-feira (06) pela Secretária de Comércio Exterior (Secex), mostram que no mês de julho de 2025, a média diária exportada de café não torrado contabilizou uma baixa de 20,4%, registrando um total de 7,001 toneladas, comparada a 8,794 toneladas embarcadas durante o mês de julho de 2024. O volume total exportado em julho/25 ficou em 161,038 milhões de toneladas, e no mês de julho do ano passado foi de 202,266 milhões de toneladas. 

O faturamento total das exportações do grão nos 23 dias de julho/25 somou US$ 1,043 bilhão, comparado a US$ 832,080 milhões registrado no mesmo período do ano passado. Já o ganho diário ficou em US$ 45,365 milhões em julho/25, registrando assim um avanço de 25,4% com relação ao mês de julho/24, onde a média ficou em US$ 36,177 milhões. 

Sobre o valor negociado para exportação do produto, julho de 2025 registrou um avanço de 57,5% quando comparado ao mês de julho de 2024. A preço ficou em US$ 6.479,20 (julho/25), em contrapartida a US$ 4.113,80 (julho/24).  

Café torrado, extratos, essências e concentrados

O volume total embarcado do café torrado, extratos, essências e concentrados nos 23 dias de julho/25 ficou em 7,670 toneladas, comparado a 8.493 toneladas registrados nos 23 dias de julho/24. A média diária foi de 333 toneladas (julho/25), registrando uma baixa de 9,7% ao mês de julho/24, que ficou com o total de 369 toneladas. 

Sobre o faturamento com as exportações do grão, a 5ª semana de julho/25 fechou contabilizando um total de US$ 102,069 milhões, sendo que no mês de julho/24 a receita total ficou em US$ 82,086 milhões. A média diária registrou um aumento de 24,3%, somando US$ 4,437 milhões em julho/25,  comparada com US$ 3,569 milhões registrados em julho/24. 

Com relação ao preço médio, em julho/25 o produto foi negociado por US$ 13.306,40, contabilizando uma valorização de 37,7% frente ao preço médio negociado durante o mesmo período do ano passado, que registrou um valor de US$ 9.664,80. 
 





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Preços da soja não sentem impacto de relatório baixista do USDA; veja cotações


O mercado brasileiro de soja registrou baixa liquidez nesta sexta-feira (12), avaliou o analista da Safras & Mercado Thiago Oleto.

“Os ganhos em Chicago não se converteram em comercialização, já que a queda dos prêmios e do dólar pressionou a paridade e desestimulou a formação de preços, mantendo muitos participantes fora do mercado”, disse.

Preços da soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 135
  • Santa Rosa (RS): ficou em R$ 136
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 141 para R$ 142
  • Cascavel (PR): se manteve em R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,50 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): continuou em R$ 129
  • Dourados (MS): seguiu em R$ 128
  • Rio Verde (GO): ficou em R$ 126

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os agentes ignoraram os dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O esperado relatório foi considerado baixista, mas não o suficiente para surpreender os investidores.

O órgão norte-americano indicou que a safra dos EUA de soja deverá ficar em 4,301 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 117,05 milhões de toneladas. No relatório anterior, os números eram de 4,292 bilhões (116,8 milhões). O mercado esperava uma produção de 4,273 bilhões ou 116,3 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 300 milhões de bushels ou 8,16 milhões de toneladas, contra 290 milhões do relório anterior – 7,89 milhões. O mercado apostava em carryover de 293 milhões de bushels ou 7,97 milhões de toneladas.

O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,555 bilhões de bushels e exportações de 1,685 bilhão. Em agosto, os números eram de 2,540 bilhões e 1,705 bilhão.

Para a temporada 2024/25, o órgão indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, acima da estimativa do mercado de 327 milhões. As exportações estão projetadas em 1,875 bilhão e o esmagamento em 2,430 bilhões de bushels.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2025/26 em 425,87 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 424,2 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 125,4 milhões de toneladas.

Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 123,58 milhões de toneladas, contra expectativa de 125,6 milhões de toneladas.

Safra brasileira e argentina

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas.

Já a produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48,5 milhões de toneladas. Para 2024/25, o número foi mantido em 50,9 milhões de toneladas.

As importações da China estão estimadas em 112 milhões de toneladas em 2025/26 e em 106,5 milhões de toneladas em 2024/25, sem alterações.

Contratos futuros

cotação preço sojacotação preço soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 12,75 centavos de dólar, ou 1,23%, a US$ 10,46 1/4 por bushel.

A posição janeiro teve cotação de US$ 10,65 1/4 por bushel, com alta de 12,75 centavos ou 1,21%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,31%, a US$ 288,60 por tonelada.

No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 52,17 centavos de dólar, com ganho de 0,57 centavo ou 1,10%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,70%, sendo negociado a R$ 5,3536 para venda e a R$ 5,3516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3442 e a máxima de R$ 5,4067. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,13%.



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Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja


Pecuaristas, a primavera chega com o retorno das chuvas e da estação de monta, mas também traz de volta uma dura realidade: a proliferação de parasitas, especialmente a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans). Um animal infestado pode perder mais de meia arroba de carcaça em apenas sete meses, o que representa um prejuízo financeiro significativo para a fazenda. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta sexta-feira (12), o Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de serviços técnicos da Vetoquinol Saúde Animal, que destacou a importância de setembro como um mês estratégico para o manejo preventivo.

O prejuízo silencioso da mosca-dos-chifres

moscas-dos-chifresmoscas-dos-chifres
Foto: Daniel Medeiros/Embrapa Rondônia

A mosca-dos-chifres é um dos parasitas que mais comprometem a rentabilidade e a produtividade da pecuária nacional.

O Brasil, com suas altas temperaturas e chuvas regulares na maior parte do ano, oferece as condições ideais para a sua multiplicação.

  • Perdas de peso: Estudos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul apontam que a infestação da mosca-dos-chifres pode causar perdas superiores a meia arroba de peso vivo por animal (15 kg) em 210 dias (7 meses).
  • Prejuízo financeiro: Com a arroba valendo em média R$ 300, a perda direta por animal pode chegar a R$ 150, um valor que não dá para deixar escapar.
  • Picadas e estresse: Uma única mosca dá, em média, 40 picadas por dia em cada animal, o que causa estresse, desconforto e impacta negativamente o desempenho e a conversão alimentar.

O manejo preventivo: a chave para o lucro

Bovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento. Foto: Reprodução/Giro do Boi

A estratégia mais eficaz de controle da mosca-dos-chifres é o manejo preventivo, que deve ser feito ainda na seca, em agosto, quando as infestações estão baixas.

A Vetoquinol oferece um brinco com ação mosquicida desenvolvido com nanotecnologia que combina os princípios ativos fipronil e diazinon. A tecnologia é eficaz para:

  • Controle preventivo: Aplicar os brincos em todos os animais antes da chegada das chuvas garante que o rebanho esteja protegido, evitando a infestação e o prejuízo.
  • Longa duração: O produto garante proteção por 210 dias ininterruptos, cobrindo todo o período de maior proliferação.
  • Eficácia comprovada: Pesquisas mostram que o produto eliminou infestações em até 30 minutos após a aplicação.
  • Ganho de peso: Ao final do ciclo, o ganho médio por animal foi de 15,8 kg, o que demonstra o retorno do investimento.
  • Sem carência: O produto não tem carência, ou seja, não exige descarte de leite nem impede o abate dos animais, o que é fundamental para a segurança alimentar e a rastreabilidade.

O especialista ressalta que, ao final do ciclo de eficácia, o brinco deve ser retirado para evitar o desenvolvimento de resistência nas moscas, o que poderia agravar o problema.

Capacitação e o futuro da pecuária sustentável

A Vetoquinol, que está entre as 10 maiores indústrias de saúde animal do mundo, realiza a Jornada Fiprotag, uma série de encontros em diversas regiões do Brasil para capacitar os produtores sobre o controle da mosca-dos-chifres.

O compromisso com a capacitação e a sustentabilidade da pecuária nacional é um dos pilares da Vetoquinol, que estará na Expointer 2025 para apresentar suas tecnologias e conversar com os produtores.

O manejo correto e o uso de tecnologias adequadas garantem o bem-estar do rebanho, o aumento da produtividade e a rentabilidade da fazenda.



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Primeira ligação de fornecimento de biometano do Brasil é inaugurada



Presidente Prudente, no interior de São Paulo, é o primeiro município do país a utilizar o gás biometano para o fornecimento urbano.

A ligação do primeiro cliente com abastecimento ocorreu na quinta-feira (11), como parte da iniciativa da cidade para impulsionar a transição energética e a redução de gases do efeito estufa, informou em comunicado a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, que participou da iniciativa.

O biogás é produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar, como bagaço, palha, vinhaça e torta de filtro. Posteriormente, pode ser purificado para gerar biometano, que será distribuído em Presidente Prudente. Com aproximadamente 5,5 milhões de hectares destinados à cultura da cana, São Paulo se destaca como o maior produtor do país da cultura.

A cerimônia foi realizada no restaurante Beef Company Steakhouse & Grill, primeiro estabelecimento da cidade a receber a fonte de energia renovável diretamente da Usina Cocal no município de Narandiba, cidade próxima a Presidente Prudente.

Obras para o transporte de biometano

As obras para o primeiro gasoduto destinado de forma exclusiva ao transporte de biometano no país foram iniciadas em junho e já estão 80% concluídas.

Para o projeto, segundo a secretaria, estão sendo investidos cerca de R$ 12 milhões, com a expectativa de atender cerca de 5 mil pessoas, e 58 estabelecimentos, numa rede de 44 km. Além do restaurante, o gás será ligado em um hotel e em uma padaria na cidade nessa primeira etapa.

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“Fico feliz de ver São Paulo dando exemplo para o Brasil. Com essa ligação, Presidente Prudente se torna um município modelo e referência, sendo a primeira cidade verde do Brasil. A matriz energética de São Paulo é mais de 50% limpa e a gente deve muito isso ao biodiesel, biogás, biometano e ao etanol, que é o nosso pré-sal caipira”, disse em nota o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

Segundo ele, o projeto é um marco e permitirá que milhares de prudentinos tenham acesso aos benefícios do gás canalizado em casa, em seus comércios, indústrias e postos de combustível. “Objetivo da nossa gestão é levar essa rede para todo o estado”, concluiu.

Estudos da Fiesp e do governo de São Paulo de 2024 mostram que a ampliação da produção de biometano tem potencial para criar até 20 mil empregos e contribuir para uma redução de até 16% nas emissões previstas pelas metas climáticas estaduais.

A projeção é que a produção possa aumentar de 0,4 milhão para 6,4 milhões de m³/dia, cobrindo assim 40% da demanda de gás natural.



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Paraná lidera crescimento nas exportações de carne de peru



O Paraná foi o estado brasileiro com o maior crescimento percentual em exportação de carne de peru nos sete primeiros meses do ano. O aumento foi de 5,5% em volume, contrastando com a retração de 11% da média do país.

Em receita cambial, os paranaenses arrecadaram 21,3% a mais, índice significativamente superior aos 2,5% da alta nacional.

De acordo com o Agrostat Brasil, plataforma do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entre janeiro e julho de 2025 as empresas brasileiras exportaram 30.141 toneladas, com receita de US$ 81,832 milhões. No ano anterior tinham sido 33.851 toneladas e US$ 83,914 milhões em divisas.

“O Brasil não é um dos maiores produtores mundiais de peru, mas a atividade desempenha um papel significativo no mercado interno e também na exportação”, comentou o veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva no Boletim de Conjuntura Agropecuária, do Departamento de Economia Rural (Deral), referente à semana de 5 a 11 de setembro.

O Paraná é o terceiro produtor e exportador da proteína, mas foi o único a aumentar o volume de embarque no comparativo com os sete primeiros meses do ano passado, quando enviou 7.244 toneladas ao exterior, faturando US$ 17,932 milhões. Este ano foram 7.642 toneladas a um valor de US$ 21,746 milhões.

Santa Catarina, que lidera o segmento no Brasil, reduziu de 14.537 toneladas para 13.300 (menos 8,5%), embora tenha aumentado em 8,9% a receita cambial, de US$ 35,524 milhões para US$ 38,691 milhões.

O Rio Grande do Sul, por sua vez, reduziu em 25,6% o volume, de 12.051 para 8.962 toneladas, e em 31,4% o faturamento, de US$ 30,383 milhões para US$ 20,834 milhões.

Principais destinos

A carne de peru brasileira foi vendida para os seguintes países nos sete primeiros meses de 2025:

  • México: 4.529 toneladas;
  • Chile: 3.129 toneladas;
  • África do Sul: 2.734 toneladas;
  • Países Baixos: 2.062 toneladas
  • Peru: 2.039 toneladas.



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