sexta-feira, maio 1, 2026

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Banco do Brasil já liberou R$ 40 bilhões em financiamentos na safra 2025/26



O Banco do Brasil (BB) já desembolsou cerca de R$ 40 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra 2025/26, que começou em 1º de julho e se estende até 30 de junho de 2026.

O montante inclui operações de crédito rural, títulos agrícolas, como Cédulas de Produto Rural (CPRs), crédito agroindustrial e recursos para giro, os chamados de negócios da cadeia de valor do agro, efetivadas de julho à metade de setembro.

Os dados foram apresentados pelo vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, no evento “Perspectivas para a Agropecuária na Safra 2025/26”, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ocorrido na quinta-feira (18), em Brasília.

“O processo está evoluindo bem. Temos expectativa de que os recursos do Plano Safra vão chegar para a grande maioria e vamos conseguir contribuir para que a produção recorde da safra se concretize”, afirmou Bittencourt.

Em relação ao desempenho dos desembolsos, o executivo informou que as operações de custeio no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) estão em linha com as safras anteriores, mas com redução expressiva nas operações de investimentos.

“O que era esperado em função da própria dificuldade de liquidez. É o momento em que os produtores estão fazendo um ajuste de caixa, especialmente com margens mais apertadas, mas sem comprometer a nova safra”, apontou.

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Já no financiamento a grandes produtores, há recuo tanto nas operações de investimento quanto de custeio, pontuou Bittencourt. “Parte disso vem sendo atendida com CPRs, fora do crédito rural contabilizada pelo Banco Central, mas está sendo financiada. E outra parte, efetivamente, com a Selic atual há maior precaução para produtores que operam com taxas livres”, avaliou.

Ele destacou, entretanto, que não é uma particularidade do Banco do Brasil, e sim uma situação enfrentada por todo o mercado.

Montante total oferecido

Ao todo, o BB vai oferecer R$ 230 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra atual. O valor é 2% superior ao desembolsado pelo banco na temporada anterior, 2024/25. Desse montante, R$ 106 bilhões serão destinados à agricultura empresarial (grandes produtores, cooperativas e agroindústrias) e R$ 54 bilhões vão para a agricultura familiar e médios produtores. Outros R$ 70 bilhões deverão ser distribuídos em negócios da cadeia de valor do agro.

Bittencourt comentou também sobre a perspectiva de colheita recorde de 353,8 milhões de toneladas na safra 2025/26, estimada pela Conab. “Além de olhar pela perspectiva da alimentação, mas também pelo lado da produção, a projeção apresentada neste momento é muito boa para o produtor e para o consumidor. Para o banco, também é boa pela ótica do recebimento dos nossos créditos”, afirmou, lembrando que a carteira de crédito rural do BB é de R$ 405 bilhões.

O vice-presidente de Agronegócios do BB também minimizou o impacto da inadimplência no agronegócio, mencionando que a carteira adimplente ainda representa 96% da carteira do banco. “Efetivamente a inadimplência subiu, mas a inadimplência atinge menos de 5% do total da carteira. Os outros 95% dos produtores da nossa carteira continuam ativos com os produtores adimplentes contratando novas operações”, ponderou.

A inadimplência da carteira de agro do banco chegou a 3,49% ao fim de junho, dados mais recentes divulgados, ante 1,32% um ano antes. O indicador considera pagamentos em atraso há mais de 90 dias.

Ele lembrou ainda que está em regulamentação a Medida Provisória editada pelo governo federal, que autoriza a renegociação de dívidas rurais de produtores e cooperativas e libera R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro em linha de crédito para as amortizações.

“Talvez saia a regulamentação até o início da próxima semana e, a partir daí, em mais alguns dias, poderemos operar as renegociações para atender a esses 4% a 5% de produtores que estão inadimplentes. E, com isso, fazer com que todo esse processo avance em termos de produção”, apontou Bittencourt.

Diante do aumento da inadimplência, embora atinja fatia pequena da carteira de crédito rural, o BB tem exigido mais garantias e uma análise de crédito mais intensa na concessão dos financiamentos, segundo Bittencourt.

“O que é normal frente a esse aumento da inadimplência que vimos. Mas, em várias situações em que a situação está normal, não teve nenhuma mudança em relação à postura que vinha sendo adotada. Onde tem mais risco, exige uma ação mais efetiva para minimizar possíveis perdas”, relatou o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

Bittencourt assumiu a liderança da carteira de agronegócios do Banco do Brasil há pouco mais de um mês, em 14 de agosto. A sua escolha ocorreu em meio ao fato de que o desempenho do BB vem sendo afetado pela carteira agro, que atende por um terço da carteira total do banco.



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Brasil quer ampliar importação de produtos de países árabes, diz Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, manifestou a países da Liga Árabe o interesse do Brasil em ampliar a importação de produtos árabes.

“Nós também queremos ser grandes compradores, não apenas de fertilizantes, que são fundamentais para a nossa produção, mas de outros itens que os países da Liga tenham interesse em comercializar com o Brasil. Estamos abertos a negociar”, disse Fávaro em encontro com o Conselho de Embaixadores da Liga dos Estados Árabes e com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, ocorrido na quinta-feira (18) na sede da embaixada da Palestina em Brasília.

Fávaro lembrou, segundo o ministério, que neste ano Brasil e a Liga Árabe completam 80 anos de relações diplomáticas, com o Brasil se consolidando como o maior exportador de produtos halal do mundo.

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“De tudo o que o Brasil exporta para a Liga Árabe, 75% é da agropecuária: carnes de aves, carnes bovinas, açúcar, milho, mel. O Brasil é um grande provedor de alimentos para os países árabes”, afirmou o ministro.

Mencionando o tarifaço dos Estados Unidos, Fávaro ressaltou que o Brasil quer ampliar as exportações aos países árabes.

“Trabalhamos muito pela ampliação dos mercados e das relações comerciais, batendo recordes na balança comercial. Conseguimos viabilizar negócios como ovos férteis para a Arábia Saudita, açaí para o Egito, além de café e suco de laranja para os Emirados Árabes Unidos”, apontou.

O presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, William Adib Dib, destacou para a necessidade de novas parcerias entre os países em áreas como fertilizantes e economia halal, abrangendo alimentos industrializados, cosméticos, medicamentos e serviços.



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veja como os preços encerraram a semana



O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando manutenção do padrão das negociações em grande parte do país.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que em diversas regiões as indústrias ainda se deparam com uma posição de maior conforto em suas escalas de abate, que em vários estados já adentram o mês de outubro.

“A demanda doméstica segue enfraquecida, com recuo dos preços. Exportações em alto nível são uma variável relevante a ser considerada, atuando como principal suporte para os preços em 2025”, diz.

Segundo ele, com o congresso norte-americano estudando a remoção das tarifas de importação sobre produtos brasileiros, as exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos podem ser reestabelecidas.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 304,33 — ontem: R$ 302,75
  • Goiás: R$ 287,14 — R$ 289,29
  • Minas Gerais: R$ 287,65 — estável
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,48 — R$ 320,34
  • Mato Grosso: R$ 297,91 — R$ 298,78

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços em queda no decorrer da sexta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês.

Além disso, é importante mencionar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado as demais proteínas, em especial se comparado a carne bovina.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,50, por quilo, queda de R$ 0,60; o dianteiro foi cotado a R$ 17,50 por quilo, queda de R$ 0,50; e a ponta de agulha recuou ao patamar de R$ 16,50, por quilo, queda de R$ 0,60.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,3204 para venda e a R$ 5,3184 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3165 e a máxima de R$ 5,3385. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,62%.



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Ocorrências com fogo em áreas urbanas e rurais colocam vidas em risco


Um incêndio de grandes proporções assustou moradores de Barreiras, no Oeste da Bahia, depois que um homem foi flagrado por câmeras de segurança ateando fogo em um sofá. Em poucos minutos, as chamas se espalharam e atingiram uma área de vegetação de Cerrado, colocando em risco a vida de moradores e diversas residências. Este é um exemplo de como o fogo em áreas urbanas e na zona rural pode ser devastador.

O registro é um dos poucos flagrados, mas que se misturam com os inúmeros casos que acontecem em todo o Matopiba. O terceiro episódio da série Cerrado Sem Fogo, mostra os impactos das queimadas em áreas rurais e urbanas.

“Foi a primeira vez que eu vi isso e a gente se assusta, né, a gente tem medo de fogo, então para as crianças foi horrível”, contou o advogado Kelvin Vinícius Pereira, que presenciou a cena.

As imagens, que rapidamente circularam nas redes sociais, mostram o sofá sendo incendiado e, logo em seguida, o fogo se alastrando pela vegetação seca. As áreas urbanas e rurais sofrem consequências diretas da falta de prevenção.

Segundo Kelvin, o autor do ato não percebeu os riscos que estavam ao redor. “Então, ao incendiar aqui, ele não prestou atenção que o cercava, que é a vegetação. Por ignorância, acabou incendiando e esse pequeno ato queimou toda a serra”, relatou o advogado. O homem foi identificado e deverá responder por crime ambiental.

homem ateando fogo em sofá em Barreiras, Oeste da Bahia, Cerrado Sem Fogohomem ateando fogo em sofá em Barreiras, Oeste da Bahia, Cerrado Sem Fogo
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Zona rural sem dormir

Na zona rural, a mesma preocupação acontece. Para moradores, além do medo, os incêndios florestais que atingem grandes proporções trouxeram noites de apreensão por causa da fumaça intensa que invadiu as casas. Incidência de fogo na zona rural e urbana aumenta essa preocupação.

“Quando o fogo veio ali, realmente eu fiquei apreensivo, os vizinhos todos ficaram assustados, tentaram apagar, os bombeiros vieram. Esses últimos três dias a fumaça invadiu a casa, invadiu tudo, suja tudo, não respira legal, aqui a fumaça pega 100%, não dá pra ficar. Eu não consigo entender a cabeça do ser humano que faz esse tipo de atitude. Então assim, as pessoas têm que ter consciência, cobrar o poder público e não colocar fogo, né? Porque ainda tem a questão dos animais”, disse o consultor de vendas e morador João Marcos Brito.

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Incêndio florestal no povoado de Saco e Sapé em Barreiras (BA) | Imagem: Reprodução

Impactos à saúde

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 99% da população mundial respira um ar que excede os limites estabelecidos de qualidade, com altos níveis de poluentes.

O levantamento aponta que países de baixa e média renda estão entre os mais afetados. Ainda segundo a OMS, a poluição do ar, tanto em áreas urbanas quanto rurais, está relacionada a derrames, doenças cardíacas, câncer de pulmão e problemas respiratórios crônicos, sendo responsável por cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano.

O vice-presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras, Davi Schmidt, reforça que os incêndios descontrolados trazem riscos tanto para a saúde humana quanto para os animais e a economia local.

“Gente, fogo descontrolado pode causar danos econômicos e à vida, seja dos rebanhos, que estão pastando próximos ao cerrado e acabam morrendo, até mesmo para os residentes da comunidade rural que sofrem muito, tanto pela saúde quanto pelo risco real às suas casas. Então, pelo amor de Deus, não joguem lixo fora das lixeiras ou dos aterros adequados. Uma garrafa de vidro ou uma bituca de cigarro pode causar combustão instantânea nesse período de calor e seca”, alertou.

A coordenadora técnica do MapBiomas Fogo, Vera Arruda, lembra que o combate às chamas exige grande esforço humano e financeiro, além de colocar em risco a vida de quem atua na linha de frente.

“A gente sabe que o combate aos incêndios é muito custoso. São pessoas que estão colocando sua vida em risco ali para fazer o combate. Então acho que a mensagem é colocar mais esforços na prevenção para a gente evitar cada vez mais ações de combate”, defendeu.

Episódios Cerrado Sem Fogo

Leia e assista aos episódios anteriores da série especial:


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AgroNewsPolítica & Agro

Milho tem pregão misto na B3 e recua em Chicago


O mercado de milho apresentou comportamento misto nesta quinta-feira (18) na B3, refletindo os movimentos do câmbio e das cotações externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, o cenário foi influenciado também pela primeira estimativa da Conab para a safra 2025/26, que indicou leve redução na produção nacional, aumento dos estoques iniciais e crescimento no saldo exportável do cereal.

Na bolsa brasileira, os contratos futuros fecharam em direções distintas. O vencimento novembro/25 terminou cotado a R$ 67,27, com alta de R$ 0,09 no dia, mas queda acumulada de R$ 0,69 na semana. O contrato de janeiro/26 encerrou a R$ 70,16, com recuo diário de R$ 0,02 e semanal de R$ 0,77. Já março/26 foi negociado a R$ 73,13, registrando baixa de R$ 0,12 no dia e de R$ 0,21 na semana. Esse movimento reflete a disputa entre fatores internos, como o dólar, e externos, como o avanço da colheita nos Estados Unidos.

Em Chicago, os preços do milho recuaram diante da intensificação da colheita americana. O contrato para dezembro caiu 0,70%, encerrando a US$ 423,75/bushel, enquanto o de março perdeu 0,67%, fechando a US$ 441,50/bushel. Analistas destacam que o mercado permanece pressionado pela incerteza quanto ao rendimento das lavouras, uma vez que a produtividade final ainda é difícil de projetar.

Problemas de polinização ocorridos no verão e a incidência de ferrugem asiática podem estar afetando a qualidade da safra norte-americana. Com isso, mesmo notícias positivas, como a venda extra de 110 mil toneladas para exportação, acabam sendo ofuscadas. As dúvidas sobre o desempenho das lavouras se acumulam junto com o milho armazenado nos silos, aumentando a cautela dos agentes e reforçando a pressão baixista sobre os preços internacionais.

 





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Área de 165 hectares ocupada por plantas ilegais vira assentamento



O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (16) a portaria que cria o assentamento Márcio Matos, localizado no município de Cafarnaum, na região Centro-Norte da Bahia, a 440 km de Salvador. A área de reforma agrária ocupa 164,6 hectares e terá 15 lotes disponíveis para famílias de trabalhadores rurais.

O imóvel rural, chamado Nova Aquino, foi destinado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por decreto de expropriação após a constatação de cultivos ilegais de plantas psicotrópicas no local.

Márcio Matos é o primeiro assentamento do Incra em Cafarnaum e o quinto criado na Bahia em 2025, somando 3,3 mil hectares de terras e capacidade para atender 177 famílias.

O superintendente regional do Incra na Bahia, Carlos Borges, destacou que a criação do projeto garantirá acesso à terra a novas famílias, fortalecendo o desenvolvimento rural. “Um novo assentamento significa geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento da reforma agrária”, afirmou.

Seleção de famílias

A Divisão de Obtenção de Terras do Incra informou que o edital de seleção das famílias será publicado ainda neste ano. Os interessados poderão se candidatar gratuitamente, sendo exigida inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e atendimento às diretrizes do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

De acordo com laudo agronômico, o assentamento Márcio Matos possui potencial agropecuário e é adequado para cultivos de palma, mamona, milho e feijão. A área também é favorável à criação de caprinos e ovinos.

Além de Márcio Matos, foram criados na Bahia neste ano os assentamentos Anita Garibaldi, em Teixeira de Freitas; Eldorado dos Carajás e Edite Xavier, em Alcobaça; e Capitão Lamarca, em Muquém do São Francisco. Todos já possuem editais de seleção em andamento.



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Semana fraca para a soja; preços registraram variações nesta sexta-feira?



O mercado brasileiro de soja seguiu travado nesta sexta-feira (19), com pouca oferta e compradores ‘tirando o pé’. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, algumas tradings até ficaram de fora diante da queda firme da soja em Chicago. “No geral, houve pouca oferta. O vendedor até cedeu um pouco nas pedidas, mas nada que animasse o mercado”, avaliou.

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Ele acrescenta que os prêmios ajudaram quase nada, enquanto a Bolsa recuou de forma consistente. O plantio no Brasil começa a entrar em pauta, e encerra uma semana fraca de comercialização. “Todo mundo está de olho se a China vai ou não aparecer comprando nos EUA em outubro”, concluiu.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 134,50 para R$ 133,50
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 125,00 para R$ 124,50
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 138,00 para R$ 137,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 139,00 para R$ 137,00
  • Santos (SP): manteve em R$ 139,00
  • São Francisco do Sul (SC): manteve em R$ 139,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado acentuou as perdas após a conversa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping. Na avaliação dos participantes, a ausência de acordo para retomada das compras de soja americana pelos asiáticos decepcionou e pesou sobre os preços.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu a ligação com o líder chinês Xi Jinping como muito boa, acrescentando que os dois voltarão a falar por telefone. “Fizemos progresso em muitos assuntos muito importantes, incluindo Comércio, Fentanil, a necessidade de encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia e a aprovação do Acordo do TikTok”, ele escreveu.

Ele disse que os dois irão se encontrar em novembro, durante o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul. Trump também declarou que concordou em ir à China no início do próximo ano, e que o presidente Xi, da mesma forma, viria aos Estados Unidos em um momento apropriado.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 12,00 centavos de dólar, ou 1,15%, a US$ 10,25 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,44 3/4 por bushel, com baixa de 11,75 centavos ou 1,11%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,70 ou 0,24%, a US$ 284,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,62 centavos de dólar, com perda de 0,51 centavo ou 0,99%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,02%, sendo negociado a R$ 5,3204 para venda e a R$ 5,3184 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3165 e a máxima de R$ 5,3385. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,62%.



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Produção de leite atinge 35,7 bilhões de litros; nova região assume liderança nacional



A produção nacional de leite foi recorde em 2024, com 35,7 bilhões de litros, alta de 1,4% em relação a 2023, mostrou a pesquisa Produção da Pecuária Municipal, divulgada na quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, a Região Sudeste assumiu a liderança nacional, com 33,7% do total, ultrapassando a Sul, que agora responde por 33,4% do montante. Nordeste (18%), Centro-Oeste (10,7%) e Norte (4,7%) completam a lista.

No ranking estadual, os principais produtores da bebida são:

  • Minas Gerais: 9,8 bilhões de litros, o equivalente a 27,4% da produção nacional;
  • Paraná: 4,6 bilhões de litros, 12,9% do total; e
  • Rio Grande do Sul: 4,0 bilhões de litros, uma fatia de 11,3%.

Entre os 5.482 municípios com alguma produção de leite de vaca, Castro, no Paraná, se destacou com 484,4 milhões de litros, 1,4% do total nacional. Neste ranking, a segunda posição ficou com Carambeí, município também paranaense, com 293,1 milhões de litros, o equivalente a 0,8% da produção brasileira.

Entre o estado que mais produz, o município de Patos de Minas é o melhor ranqueado, com 226,9 milhões de litros, 0,6% de participação.

“Por meio da diferença entre o total de leite produzido no país (35,7 bilhões de litros), estimado pela PPM, e a quantidade de leite cru adquirida pelos laticínios sob inspeção sanitária (25,4 bilhões de litros), obtida pela Pesquisa Trimestral do Leite, também do IBGE, é possível inferir que o volume de leite submetido à inspeção sanitária correspondeu a 71% do total nacional em 2024”, destacou o IBGE.

De acordo com a pesquisa, o efetivo de vacas ordenhadas foi de 15,1 milhões de cabeças, queda de 2,8% em relação a 2023. A produtividade média nacional ficou em 2.632 litros por vaca por ano.

Valor de produção do leite

O valor de produção do leite totalizou R$ 87,5 bilhões em 2024, aumento de 9,4% em relação a 2023. O preço médio estimado foi de R$ 2,45 por litro de leite no ano passado, um avanço de 7,9% ante os R$ 2,31 pagos no ano anterior.

“As importações de leite continuaram a crescer em 2024, sendo 4,6% superiores ao volume importado em 2023 (em equivalente leite). Contudo, esse aumento não foi suficiente para pressionar os preços para baixo”, observou o IBGE.



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