quarta-feira, abril 29, 2026

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Ibovespa renova recordes em pregão com oscilações modestas e vencimento de…


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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa renovou máximas históricas nesta sexta-feira, voltando a superar os 146 mil pontos no melhor momento, mas as variações foram modestas durante o pregão, em meio a noticiário esvaziado e vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,25%, a 145.865,11 pontos. No melhor momento, chegou a 146.398,76 pontos. Na mínima, marcou 145.495,55 pontos. Na semana, subiu 2,53%.

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$28 bilhões.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa está em tendência de alta no curto prazo a caminho dos 150.000 e 165.000 pontos. Do lado da baixa, acrescentaram no relatório Diário do Grafista, o primeiro suporte está em 144.900 pontos.

Para Fábio Perina e equipe, o momento é de alinhamento e possibilidade de novas máximas históricas nos próximos dias.

“No entanto, há uma reflexão importante a acompanhar: o Ibovespa fez nova máxima em 2025, o dólar renovou mínima de 12 meses, o que é bom, porém os demais índices setoriais da B3 ainda não engataram”, ponderaram.

Wall Street também encerrou no azul e com novas máximas, apoiando o movimento na B3. O S&P 500 avançou 0,49%.

DESTAQUES

– ELETROBRAS ON avançou 3,16%, na nona alta seguida, fechando na máxima de R$50,55. Analistas do BTG Pactual afirmaram em relatório recente que a empresa é uma das potenciais grandes vencedoras entre as geradoras de energia diante do cenário de preços de eletricidade cada vez mais voláteis e sustentados no mercado de curto prazo brasileiro.

– BRADESCO PN subiu 1,78%, tendo no radar anúncio de que seu conselho de administração aprovou R$3 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP). No setor, BTG PACTUAL UNIT valorizou-se 1,58% e ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,33%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 0,68% e BANCO DO BRASIL ON recuou 2,17%.

– VALE ON subiu 0,4%, em dia de alta do minério de ferro na China. A mineradora também concluiu com a Global Infrastructure Partners (GIP) a formação de uma joint venture na Aliança Energia, recebendo US$1 bilhão em caixa. No setor de mineração e siderurgia, porém, USIMINAS PNA foi o destaque fechando com elevação de 2,74%.

– NATURA ON cedeu 4,65%, em sessão de ajustes, após disparar 16% na véspera com o anúncio de acordo para a venda de negócios sob a divisão Avon Internacional.

– COSAN ON caiu 4,46%, tendo como pano de fundo relatório de analistas do UBS BB cortando a recomendação das ações para “neutra”, mas mantendo o preço-alvo em R$9.

– PETROBRAS PN recuou 1,11%, em mais um pregão de fraqueza do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent encerrando com declínio de 1,13%. No setor, BRAVA ENERGIA ON caiu 2,32%, tendo no radar que a Maha Capital concluiu nesta sexta-feira a venda de todas as ações que detinha na companhia.

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Milho recua na B3 e em Chicago


O milho fechou em baixa nesta quarta-feira (24) tanto na B3 quanto em Chicago, acompanhando a pressão da colheita nos Estados Unidos e as mudanças na política de exportação da Argentina. Segundo informações da TF Agroeconômica, a retirada temporária das retenciones, o imposto de exportação sobre grãos, influenciou diretamente os preços futuros, enquanto o mercado físico brasileiro se manteve estável, com produtores aguardando melhores cotações para negociar.

Na B3, os principais contratos apresentaram recuo: novembro/25 fechou a R$ 66,12, queda de R$ 0,32 no dia e de R$ 1,06 na semana; janeiro/26 encerrou a R$ 68,98, baixa de R$ 0,26 no dia e de R$ 1,20 na semana; já março/26 ficou em R$ 71,84, com retração de R$ 0,25 no dia e de R$ 1,41 na semana. Apesar das pressões, a ANEC elevou sua estimativa de exportações de milho em setembro para 7,61 milhões de toneladas, alta de 6,9% frente à previsão anterior, reforçando a força da demanda externa.

Em Chicago, o contrato de dezembro caiu 0,53%, ou US$ 2,00 cents/bushel, para US$ 424,25, enquanto o de março recuou 0,45%, para US$ 441,00. A queda refletiu o avanço da colheita norte-americana, com relatos de rendimentos abaixo das projeções do USDA, além de um relatório do EIA que apontou redução na produção e aumento nos estoques de etanol.

Na Argentina, o corte temporário das tarifas de exportação resultou em forte movimento de vendas. Desde que a medida entrou em vigor, já foram protocoladas declarações de exportação de 952,5 mil toneladas de milho, somando US$ 190,6 milhões em valor FOB, o que ampliou a pressão sobre os preços internacionais.

 





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Milho segue com liquidez reduzida


O mercado gaúcho de milho continua com liquidez reduzida e negociações pontuais, segundo a TF Agroeconômica. “As indicações de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, as pedidas variam de R$ 68,00 a R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 permanece em R$ 69,00/saca”, comenta.

As negociações de milho permanecem praticamente paradas em Santa Catarina, com ampla diferença entre pedidas e ofertas. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. No Planalto Norte, a distância também é significativa, com pedidos em R$ 75,00 contra ofertas de R$ 71,00. Esse descompasso trava os negócios e faz com que parte dos agricultores reavalie investimentos para o próximo ciclo”, completa.

No Paraná, o mercado paranaense de milho segue travado, com produtores pedindo em média R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas praças, enquanto a indústria mantém ofertas abaixo de R$ 70,00 CIF. “Vendedores se mantêm cautelosos, limitando a disponibilidade e ofertando lotes a valores mais altos, mantendo o spot praticamente parado e dificultando compras domésticas, mesmo diante de boa disponibilidade total”, indica.

O mercado de milho no Mato Grosso do Sul segue pouco dinâmico, com liquidez reduzida e negociações escassas. “As cotações variam de R$ 48,00 a R$ 53,00/saca, com Dourados registrando as melhores referências. Apesar de ajustes pontuais para baixo, o cenário geral ainda é de estabilidade. Produtores mantêm postura cautelosa, oferecendo lotes a valores mais altos e restringindo a oferta, o que limita as compras da indústria local e prolonga a lentidão no mercado spot”, conclui.

 





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Trigo permanece retraído


O mercado de trigo no Sul do Brasil permanece retraído diante da pouca demanda de farinhas e das pressões externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, os preços continuam registrando quedas em diferentes regiões, enquanto os moinhos aguardam maior clareza sobre a próxima safra e as importações argentinas.

No Rio Grande do Sul, o mercado disponível manteve preços de lotes estáveis, apesar da queda da média CEPEA. Os últimos negócios para trigos com PH 78, FN 250 e Don de 1.500 foram realizados a R$ 1.150,00 no interior, mas compradores pontuais já testam valores de R$ 1.100,00, ainda sem aceitação dos vendedores. Para novembro, moinhos locais projetam preços ao redor de R$ 1.100,00 posto. No mercado externo, os valores para dezembro caíram para R$ 1.180,00, com possibilidade de entrega de trigo de ração com deságio de 20%. Além disso, no dia 27 deve chegar ao porto de Rio Grande o navio ES Jasmine, com 30 mil toneladas de trigo argentino. Já os preços da pedra em Panambi recuaram para R$ 68,00/saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com moinhos recorrendo ao trigo gaúcho para suprir a baixa oferta local. Os preços da pedra variam conforme a região: R$ 75,67/saca em Canoinhas, R$ 66,00 em Chapecó, R$ 74,50 em Joaçaba, R$ 72,00 em Rio do Sul, R$ 76,00 em São Miguel do Oeste e R$ 74,00 em Xanxerê, refletindo estabilidade em algumas praças e quedas em outras.

Já no Paraná, a alta do dólar compensou parcialmente as quedas recentes nas cotações internacionais, mantendo os preços internos em patamares elevados. As negociações variam entre R$ 1.200 e R$ 1.300 CIF moinho, chegando pontualmente a R$ 1.350. O trigo importado do Paraguai está sendo ofertado entre US$ 230 e US$ 245, enquanto o argentino nacionalizado chega a US$ 269 no Porto do Paraná. Os preços pagos aos agricultores recuaram 3,87% na semana, para R$ 70,50/saca, abaixo do custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63, ampliando o prejuízo médio para -5,53%.

 





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Banana-maçã enfrenta ameaça do mal-do-Panamá


Nos seis primeiros meses de 2025, a banana-maçã foi a segunda variedade mais comercializada na CEASA/MS, com 1,2 mil toneladas vendidas. Apesar da valorização no mercado, produtores enfrentam o risco do mal-do-Panamá, doença que pode inviabilizar áreas de cultivo por até duas décadas.

De acordo com o engenheiro agrônomo Roger Soares de Almeida, da Agraer, o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense é o causador da doença. “Ele compromete as raízes e se espalha por toda a planta, provocando o enfraquecimento do pseudocaule e a morte da bananeira. O solo infectado pode permanecer improdutivo por mais de 20 anos”, explica.

O risco, no entanto, não diminui a atratividade da variedade, conhecida pelo sabor diferenciado e preço elevado. A caixa de banana-maçã é comercializada, em média, entre R$ 130 e R$ 180 na CEASA/MS. Só perde em volume para a banana-nanica, que alcançou 17 mil toneladas no mesmo período.

O produtor Wandre Barbosa, da WB Bananas, cultiva 40 hectares da fruta em Rochedo (MS) e relata as dificuldades do manejo. “A hora que vai soltar o cacho de banana, já morre tudo de novo”, diz. Mesmo assim, mantém parte da área com a variedade. “É arriscado, mas ainda dá retorno financeiro.”

Especialistas recomendam medidas de prevenção, como o uso de mudas certificadas pelo MAPA, eliminação de plantas doentes e escolha de variedades resistentes, como Nanica, FHIA-01 e Pacovan. “O cuidado com o solo e a seleção de mudas sadias são fundamentais para evitar a disseminação”, reforça Almeida.

A banana-maçã, mesmo frágil diante da doença, segue como produto valorizado para o consumidor e estratégico para os atacadistas. Para os produtores, o desafio é equilibrar risco e rentabilidade, mantendo práticas preventivas que garantam a continuidade do cultivo.





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Argentina retoma imposto sobre exportação de grãos um mês antes do prazo



O Decreto 526, publicado pelo governo da Argentina em 30 de julho, indicava que os impostos retidos na fonte sobre exportações de grãos e, posteriormente, de carne bovina e de frango seriam temporariamente eliminados até 31 de outubro, ou seja, retornariam apenas em 1 de novembro.

Contudo, as chamadas retenciones foram reestabelecidas já nesta quinta-feira (25), portanto, mais de um mês antes do prazo. Agora, voltam a vigorar as alíquotas anteriores: 26% para a soja e 9,5% para o milho e o trigo. Por enquanto, as proteínas animais continuam isentas.

De acordo com o governo argentino, a decisão de retomar a cobrança veio após a meta de arrecadação de US$ 7 bilhões em Declarações Juradas de Vendas ao Exterior (DJVE) ter sido alcançada em menos de 72 horas.

De acordo com a AFP, o anúncio encerra uma semana em que o governo do presidente Javier Milei, enfraquecido por turbulências financeiras, recebeu o apoio de Washington. O Tesouro dos Estados Unidos anunciou na última quarta-feira (24) que está negociando uma linha de financiamento temporária com o Banco Central argentino no valor de 20 bilhões de dólares (R$ 107 bilhões), além de possíveis facilidades de crédito ou compra de dívida argentina.

Além da ajuda, também houve pressão de setores produtivos norte-americanos. A Associação Americana da Soja, por exemplo, se disse apreensiva com os impactos no mercado da isenção argentina sobre os embarques do grão.

Em nota, a entidade afirmou que “os preços da soja americana estão caindo, a colheita está em andamento, e os agricultores leem manchetes que não falam sobre fechar um acordo comercial com a China, mas sim de que o governo dos EUA está oferecendo US$ 20 bilhões em apoio econômico à Argentina, enquanto esse país reduz os impostos de exportação da soja para vender 20 carregamentos de soja argentina à China em apenas dois dias”.

Do lado argentino, a isenção de imposto havia recebido opinões mistas. O presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Nicolás Pino, por exemplo, elogiou o anúncio e pediu que a isenção fosse permanente.

Já a presidente da Federação Agrária Argentina (FAA), Andrea Sarnari, disse que os pequenos e médios produtores não seriam beneficiados, uma vez que já venderam a sua produção e que o impacto positivo do fim provisório das retenciones se concentraria apenas nos grandes exportadores capazes de estocar grãos à espera de melhores preços.

Reação de Chicago à medida argentina

Diante da volta das retenciones argentinas, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 10,12 1/4 por bushel. Já a posição janeiro teve cotação de US$ 10,31 1/4 por bushel, com alta de 2,75 centavos ou 0,26%.

Nos subprodutos, o vencimento de dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,90 ou 1,05%, a US$ 273,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,27 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centavo ou 0,86%.

De acordo com analistas, a alta se deve ao fato de a China ter conseguido se abastecer com soja argentina durante o tempo em que o país não cobrou impostos de exportação. Agora, a tendência é que o gigante asiático só volte ao mercado com força em meados de janeiro, quando o Brasil já estiver iniciando a colheita da safra 2025/26.



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Cajueiro-anão resiste à seca e garante mais de 1.000 kg de castanha por hectare no semiárido



O Cajueiro-anão, desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical, vem se consolidando como uma alternativa econômica para agricultores familiares no semiárido nordestino. Além de resistir à estiagem, ele é resistente a pragas e doenças, garantindo produtividade mesmo em condições adversas.

O cultivo moderno permite que os agricultores transformem pequenas propriedades em unidades produtivas organizadas, aumentando o aproveitamento do fruto e a geração de renda.

Segundo o pesquisador chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Gustavo Saavedra, o Cajueiro-anão é resultado de mais de 40 anos de melhoramento genético, com 13 clones lançados atualmente.

De acordo com Saavedra, enquanto o extrativismo permite no máximo 200 a 300 kg de castanha, o material clonal e o manejo adequado das árvores anãs podem superar 1.000 kg por hectare, aproveitando até 50% do pedúnculo do fruto. Em alguns casos, produtores em áreas totalmente de sequeiro já alcançam 2.000 kg por hectare, sem irrigação.

O pesquisador conta que antes, o caju era explorado de forma extrativista, com produção limitada a 200 a 300 kg por hectare. Com o manejo moderno e árvores anãs, a produção pode superar 1.000 kg por hectare, aproveitando até 50% do pedúnculo do fruto.

Manejo completo é essencial

Para quem quer começar, o pesquisador recomenda procurar a Embrapa Agroindústria Tropical, usar os materiais clonais disponíveis e trabalhar com o acompanhamento de um agrônomo.

Saavedra ressalta que a genética sozinha não garante o máximo desempenho. O pacote de manejo completo (podas, adubação do solo e foliar, controle de pragas e doenças) é essencial para alcançar altas produtividades e eficiência econômica.



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Cotação do boi gordo estanca a ‘sangria’ e estabiliza; veja os preços da arroba



O mercado físico do boi gordo apresentou preços em predominante acomodação no decorrer desta quinta-feira (25).

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias detalha que essa semana está sendo pautada por menor apelo ao consumo, o que também sustenta preços deprimidos da carne no atacado.

“Importante ressaltar que as indústrias país a fora ainda contam com a incidência de animais de parceria, em especial os frigoríficos de maior porte. Ao mesmo tempo, as exportações ainda são o principal ponto de suporte da atual temporada, com resultado extremamente satisfatório.”

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 304,08 — ontem: R$ 303,75
  • Goiás: R$ 286,79 — R$ 286,61
  • Minas Gerais: R$ 285,88 — R$ 285,59
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,89 — R$ 320,14
  • Mato Grosso: R$ 293,65 — R$ 293,24

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com recuo nos preços para a carne bovina. De acordo com Iglesias, a expectativa é de algum avanço durante a primeira quinzena de outubro, período pautado por maior apelo ao consumo, com a entrada dos salários na economia motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva.

“Mais uma vez é válido mencionar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade na comparação com as concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, ressalta.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,00 por quilo, queda de R$ 0,35; o dianteiro foi
cotado a R$ 17,00 por quilo, queda de R$ 0,50; e a ponta de agulha foi indicada a R$ 16,50, alta de R$ 0,10.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,72%, sendo negociado a R$ 5,3655 para venda e a R$ 5,3655 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3094 e a máxima de R$ 5,3709.



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Soja registra novidades e negócios pontuais no Brasil; confira as cotações



O mercado brasileiro de soja voltou a registrar apenas negócios pontuais nesta quinta-feira (25). De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, os preços apresentaram pequenas altas, mas nada expressivo, limitadas a variações em torno de R$ 1,00.

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“Foi um dia de pouco interesse tanto de compradores quanto de vendedores, com foco cada vez maior no plantio da safra nova, que já começa a entrar na pauta do mercado”, avaliou Silveira. O dólar operou em alta, enquanto a Bolsa de Chicago manteve comportamento volátil.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 130,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 123,50 para R$ 124,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 121,00 para R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00

Chicago

Nos contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o mercado fechou próximo da estabilidade, em mais um dia volátil. Após iniciar o dia buscando recuperação com base no retorno das retenções argentinas, os contratos foram perdendo força diante da perspectiva de que um acordo comercial entre Estados Unidos e China ainda está distante. Indicações técnicas, porém, garantiram leve reação no final do dia.

Contratos futuros de soja

Nos Estados Unidos, os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 10,12 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,31 1/4 por bushel, com alta de 2,75 centavos ou 0,26%. No farelo, a posição dezembro fechou com baixa de US$ 2,90 ou 1,05%, a US$ 273,20 por tonelada, enquanto o óleo fechou a 50,27 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centavo ou 0,86%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,72%, sendo negociado a R$ 5,3655 para venda e a R$ 5,3655 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,3094 e a máxima de R$ 5,3709.



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Às vésperas da COP30, bloqueio de recursos ameaça o seguro rural no Brasil


Às vésperas da COP30, o governo federal dá sinais de que não compreende os efeitos do clima extremo sobre a agricultura. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), criado em 2004, atravessa o pior momento de sua história. Se o ano terminasse hoje, menos de 4% das áreas agrícolas estariam protegidas com seguro rural. É o pior resultado dos últimos 10 anos.

Em 2021, o programa possibilitou a cobertura de cerca de 14 milhões de hectares no Brasil. Em 2024, o número caiu para 7 milhões de hectares, uma redução de 50%. Agora, em 2025, com orçamento efetivamente disponível de R$ 567 milhões, a estimativa é de apenas 2,5 milhões de hectares segurados — um novo tombo, justamente no momento em que os produtores mais precisam.

Desmonte do orçamento

O PSR começou o ano com R$ 1,060 bilhão previsto. No entanto:

  • R$ 67 milhões foram destinados a pendências de 2024;
  • R$ 72 milhões foram cancelados;
  • R$ 354 milhões foram bloqueados às vésperas do Plano Safra e seguem sem explicação até o momento.

Com isso, o orçamento disponível foi reduzido a R$ 567 milhões, já praticamente todo comprometido com a safra de inverno e operações do primeiro semestre. Restam hoje apenas R$ 8 milhões, destinados a um projeto-piloto do Zoneamento Agrícola de Risco Climático em Níveis de Manejo.

Comparações que revelam prioridades

Recursos da política agrícolaRecursos da política agrícola

Em 2024, os recursos executados pelo governo federal foram:

  • Pronaf: R$ 9,68 bilhões
  • Investimento (máquinas, equipamentos e tecnologias): R$ 6,74 bilhões
  • Custeio agrícola: R$ 1,93 bilhão
  • Proagro: R$ 6,61 bilhões
  • Seguro rural (PSR): R$ 947 milhões
  • Total: R$ 25,9 bilhões

O contraste é evidente: enquanto os demais programas recebem bilhões e nunca sofrem cortes — pois contam com execução obrigatória e previsível — o PSR tem o menor orçamento da política agrícola, representa somente 3,7% em 2024, e segue sendo o único totalmente vulnerável a bloqueios, atrasos e contingenciamentos.

Paradoxalmente, é também o programa mais eficiente: cada real aplicado no PSR gera resultados seis a sete vezes superiores ao crédito rural, ao Proagro e às renegociações de dívidas. Ou seja, custa muito mais caro sustentar as outras políticas do que investir em seguro rural.

De 2006 a 2025, o PSR custou ao Brasil, em valores atualizados, R$ 11,1 bilhões. No mesmo período, apenas nos últimos cinco anos, as seguradoras pagaram aos produtores mais de R$ 20 bilhões em indenizações.

Enquanto isso, o governo edita uma MP prevendo R$ 12 bilhões em renegociações de dívidas, e o Proagro sozinho consumiu quase R$ 10 bilhões em apenas um ano (2023).

Não é preciso muito cálculo para perceber a urgência de readequar os gastos fiscais da política agrícola. Alô, TCU?

Área protegida mínima

Com apenas 2,5 milhões de hectares previstos em 2025, o seguro rural cobre menos de 4% da área agrícola nacional. O Brasil não precisa segurar 100% da produção, mas carece de uma política robusta e estável, capaz de proteger parcela significativa da área cultivada, oferecendo previsibilidade aos produtores e segurança ao sistema financeiro do agro.

Além da redução orçamentária, os atrasos nos repasses desorganizam o setor. Historicamente, os subsídios eram pagos em até 90 dias. Em 2024, o pagamento foi adiado para o exercício seguinte.

Agora, em 2025, a situação se repete: mais de R$ 500 milhões comprometidos ainda não foram quitados. Muitos contratos já ultrapassaram os 90 dias e se aproximam do limite legal de 180 dias.

O impacto é devastador:

  • Seguradoras ficam descapitalizadas e reduzem operações;
  • Resseguradoras internacionais perdem confiança no mercado brasileiro;
  • Corretores enfrentam dificuldade para pagar salários;
  • Peritos e reguladores perdem volume de trabalho em campo;
  • Empresas de tecnologia que fornecem sistemas de gestão e monitoramento satelital sofrem retração.

Efeitos perversos

Sem apoio, a área segurada diminui, aumentando a exposição dos produtores e concentrando o risco. Isso gera seleção adversa, encarece o seguro e reduz a eficiência do gasto público. Agricultores atingidos por secas, enchentes ou geadas ficam desamparados e acabam forçados a renegociar dívidas — soluções paliativas que apenas empurram o problema para o futuro.

O paradoxo é inevitável: foi no governo Lula 1 que o PSR nasceu, pela Lei 10.823/2004. Agora, no Lula 3, o programa corre o risco de viver seu pior momento, justamente quando as mudanças climáticas se intensificam.

O desafio político

A decisão está nas mãos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, responsável pela área orçamentária. A continuidade do seguro rural depende de recomposição de recursos e da previsibilidade nos repasses. Caso contrário, o Brasil chegará à COP30 com um modelo de proteção fragilizado, em contradição com o discurso de sustentabilidade e resiliência climática.

Será que continuaremos sendo um país que insiste em respostas apenas emergenciais? Se assim for, o governo arcará com custos sociais e fiscais cada vez maiores, ampliará a vulnerabilidade de um setor vital e colocará em risco a própria segurança alimentar. Paradoxos não faltam sobre a mesa.

*Pedro Loyola é consultor em gestão de riscos agropecuários e financiamento sustentável e coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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