terça-feira, abril 28, 2026

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Cantareira entra em faixa de restrição a partir de amanhã (1°) devido à falta de chuva em SP



O Sistema Cantareira, responsável por abastecer 46% da população da Grande São Paulo, passará a operar na faixa de restrição a partir desta quarta-feira (1º de outubro), após o volume útil de água cair para 28.3% da capacidade total. A última vez que o sistema atingiu esse nível foi em janeiro de 2022.

Diante do cenário crítico, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) autorizou, de forma temporária e excepcional, a captação suplementar de água do reservatório da usina hidrelétrica Jaguari para o reservatório Atibainha, que integra o sistema.

Abastecimento da Cantareira

Segundo o gerente nacional de Água e Sistemas Alimentares da The Nature Conservancy Brasil, Samuel Barreto, além da falta de chuva, fatores estruturais contribuem para a escassez.

“Hoje estamos com 28.3% de capacidade no Sistema Cantareira. Nessa mesma data, em 2013, que foi o ano que precedeu a maior seca pela qual passamos em 2014, tínhamos 40%, ou seja, 12% a mais. Entre as causas estão o desmatamento na Amazônia e os efeitos das mudanças climáticas”, explica.

De acordo com o gerente nacional, o sistema de abastecimento da região metropolitana opera hoje com 31.5% da capacidade, enquanto em 2013, na mesma época, estava com 51%, ou seja, 20% a mais de água disponível.

Causas da seca

Barreto explica que há uma série de causas, que vão desde o desmatamento na Amazônia, que afeta os chamados “rios voadores” e, consequentemente, parte da umidade e das precipitações no Centro-Sul do país, até os efeitos das mudanças climáticas.

Segundo ele, ainda é cedo para afirmar se o cenário atual se repetirá como ocorreu há uma década, em 2014.

A faixa de restrição limita a retirada de água pelo sistema. Antes, o limite máximo era de 33 m³ por segundo; atualmente, caiu para 23 m³, enquanto na crise hídrica de 2014/2015 chegou a 14 m³.

Barreto reforça a importância da economia doméstica: “É fundamental que o uso inteligente da água seja permanente, e não apenas em momentos críticos”.

Medidas adotadas

Outra medida já implementada é a redução da pressão da água no período noturno, que pode afetar principalmente moradores de áreas altas e periféricas, onde a água demora a circular.

Caso as chuvas não cheguem, medidas mais severas podem ser adotadas, incluindo restrições adicionais e tarifas diferenciadas para incentivar a economia.

O especialista alerta que o cuidado com a água deve ser constante: “A recuperação de mananciais e bacias hidrográficas é essencial para enfrentar extremos climáticos cada vez mais frequentes, seja com escassez ou excesso de água”, conclui.



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Vice-presidente da Aprosoja TO comenta expectativas para o plantio de soja 25/26



A partir desta quarta-feira (1º), a semeadura de soja no estado de Tocantins será liberada, após o fim do vazio sanitário. O time do Soja Brasil conversou com o vice-presidente da Aprosoja do estado, Thiago Facco, que comentou as expectativas para o plantio 2025/26 da oleaginosa.

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O tempo como aliado da soja

“Estamos na iminência do início do plantio. Já registramos algumas chuvas na região, porém sem grandes acumulados. A expectativa é que, a partir de 10 a 15 de outubro, as áreas estejam aptas para a semeadura”, explica Facco.

Desafios

Segundo o presidente, o ano é desafiador. “Enfrentamos uma situação delicada, com custos elevados, escassez de crédito e juros altos. A remuneração da safra tende a ser baixa, caso ocorra algum retorno, considerando os custos elevados e preços reduzidos”, acrescenta.

“Trata-se de um desafio que exige planejamento rigoroso por parte dos produtores. Um ponto positivo é a expectativa climática. Há a possibilidade de ocorrência de uma La Niña, o que pode favorecer bons índices biométricos na região e beneficiar a produtividade. Entretanto, mesmo com essa perspectiva, a safra exige cautela e atenção ao manejo”, conclui Facco.

Andamento da semeadura de soja pelo Brasil

O plantio da safra 2025/26 de soja no Brasil atingiu, até o último domingo (28), 3,5% da área prevista, segundo o boletim semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço representa 2,9 pontos percentuais (p.p.) a mais em relação à semana anterior.

Em comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 2,1% da área havia sido semeada, o plantio está 1,4 p.p. adiantado. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 3,6%, observa-se um leve atraso de 0,1 p.p.

Entre os estados produtores, o Paraná lidera, com 13% da área plantada, seguido por Mato Grosso, com 6%. Mato Grosso do Sul registra 2%, enquanto Santa Catarina aparece com 1%.

Entre os principais produtores, o Paraná lidera os trabalhos, com 13% da área plantada, seguido de Mato Grosso, com 6%. Mato Grosso do Sul conta com 2% da área plantada e Santa Catarina, com 1%.



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Chuvas ganham força no Sul com chegada de frente fria



A Região Sul do Brasil terá uma semana marcada por forte instabilidade



Foto: Pixabay

A Região Sul do Brasil terá uma semana marcada por forte instabilidade, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta vale para todos os estados, com destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os volumes de chuva podem ultrapassar 60 mm. A combinação entre cavados e o avanço de uma frente fria amplia o risco de tempestades, com registro de raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo.

A partir de domingo (05), o sistema frontal intensifica as chuvas, atingindo também o Paraná, sobretudo nas regiões centro-sul, onde são esperados acumulados de até 50 mm. Já no norte do estado e no sudoeste gaúcho, os volumes devem ser mais baixos, ficando em torno de 10 mm.

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Além das chuvas, a previsão aponta queda acentuada na umidade relativa do ar em áreas do norte paranaense, com índices abaixo de 30%, condição atípica para a época e que pode afetar o conforto térmico dos animais e o manejo das lavouras em desenvolvimento.

O cenário exige atenção dos produtores com áreas suscetíveis à erosão, além do planejamento das atividades agrícolas que dependem de janelas de tempo firme. Pancadas fortes podem impactar colheitas em andamento, atrasar tratos culturais e comprometer a logística de escoamento da produção.

 





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Colheita de milho safrinha é concluída no PR; plantio de verão alcança 77% da área



A colheita de milho segunda safra 2024/25, ou de inverno, no Paraná, foi encerrada (29), segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do estado (Seab). As lavouras atingiram 100% de maturação, com 60% em boas condições e 40% em condição média.

Segundo o Deral, o plantio da safra de verão de milho 2025/26 avança em praticamente todas as regiões produtoras, com grande parte da área já implantada.

Do milho, 77% da área prevista foi semeada. Até agora, 23% das lavouras estão em fase de germinação e 77%, em desenvolvimento vegetativo. Em sua maioria, as condições são boas (99%), com apenas 1% em condição média.

“As chuvas da última semana favoreceram a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras, que apresentam boas condições”, disse o Deral em boletim.

Sobre a colheita da safra de trigo 2025, o Deral mostra que o cereal foi retirado de 53% da área semeada e que 90% das lavouras têm condição boa, 9% média e 1% ruim.

“A colheita do trigo avança em diferentes regiões, já próxima da conclusão em algumas localidades. Apesar dos impactos pontuais de geadas e temporais, a maioria das lavouras mantém boas perspectivas de produtividade”, relatou o Deral. O órgão aponta que 51% das lavouras estão em fase de maturação, 37% em frutificação, 11% em floração e 1% em desenvolvimento vegetativo.

Segundo a entidade, nas áreas mais afetadas, especialmente pelas geadas, foram registradas baixas produtividades. “Em geral, a safra apresenta resultados considerados satisfatórios e, em alguns casos, superiores às expectativas iniciais.”



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Pecuária de corte consome 90% dos suplementos minerais do Brasil



A pecuária de corte brasileira mantém sua posição como a principal consumidora de suplementação mineral no país. Um balanço da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM) aponta que o setor é responsável por mais de 90% do consumo total de todos os produtos do segmento. Essa realidade comprova que a suplementação é uma prática consolidada e fundamental para a produtividade do gado.

As empresas do setor já movimentaram mais de 1,6 milhão de toneladas de suplementos minerais em 2023. Embora esse volume represente uma leve retração em comparação com o mesmo período do ano anterior, a intensidade do uso do produto permanece alta.

A estimativa é de que 67,6 milhões de cabeças de gado tenham sido suplementadas, evidenciando a grande escala da nutrição no Brasil.

Comportamento do mercado por categorias

A análise do mercado por categorias revela um comportamento distinto nas fazendas. Enquanto segmentos como núcleos e suplementos energéticos registraram crescimento, outros produtos como proteicos, concentrados e ureia apresentaram queda. Essa variação indica uma mudança nas estratégias de nutrição adotadas pelos pecuaristas.

O crescimento dos núcleos e suplementos energéticos é um sinal de que os produtores estão investindo em uma suplementação de precisão. O uso de núcleos permite que o pecuarista personalize a dieta do gado, garantindo que os animais recebam exatamente o que precisam para cada fase de desenvolvimento e de acordo com a qualidade da pastagem disponível.

Investimento em produtividade

A alta no consumo de suplementos energéticos reflete a busca por um melhor desempenho produtivo. A energia é crucial para que o animal transforme a pastagem em peso e, principalmente, para garantir o acabamento de carcaça exigido pelo frigorífico. Esse investimento se traduz em mais arrobas na balança.

Para o pecuarista, entender essa tendência é vital. A suplementação mineral deve ser vista não como um custo, mas como um investimento direto na saúde e na produtividade do rebanho. A ingestão correta de minerais melhora a fertilidade, fortalece o sistema imunológico e otimiza o uso do pasto.

Perspectivas para o setor

Apesar da leve retração no volume total, a perspectiva para o fechamento do ano é positiva. A ASBRAM projeta que a produção de suplementos minerais deve superar 2,3 milhões de toneladas, demonstrando que a indústria está preparada para atender à demanda do setor, que continua forte e busca eficiência.

O alto volume de animais suplementados, que ultrapassa os 67 milhões de cabeças, reforça o papel estratégico da nutrição na pecuária de corte brasileira. Refinar a estratégia nutricional é um desafio contínuo para o produtor. Consultar um técnico e utilizar dados de desempenho do rebanho são passos essenciais para escolher o suplemento ideal e maximizar o retorno sobre o investimento.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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FPA se mantém contrária à taxação das LCAs, diz Lupion



O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), afirmou nesta terça-feira (30), que a bancada mantém a contrariedade quanto à taxação sobre as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), prevista na Medida Provisória 1303/2025, editada como alternativa à alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

“Mantemos posicionamento fechado contra taxação de 7,5% sobre rendimento das LCAs e o relator sabe disso. Alíquota de 5% também não atende à bancada”, disse Lupion, em entrevista coletiva de imprensa após reunião semanal da FPA.

O líder da agropecuária disse ainda que a bancada mantém discussões com o relator do projeto, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP). “Conversas com o relator avançaram em alguns pontos e em outros, não”, destacou.

Tramitação da MP 1303/2025

A MP, apresentada pelo governo em alternativa à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras, teve sua votação, inicialmente prevista para hoje, adiada na comissão mista que analisa o texto. A nova data agora é 2 de outubro.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), participou do almoço da bancada agropecuária, mas não falou com a imprensa.



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Cade mantém Moratória da Soja até dezembro; suspensão passa a valer em 2026



Nesta terça-feira (30), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu que a Moratória da Soja, acordo firmado por tradings e exportadoras para não comercializar grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia, será suspensa a partir de janeiro de 2026. Até lá, o pacto seguirá em vigor, com validade garantida até 31 de dezembro de 2025. A decisão foi tomada pelo Tribunal durante a 255ª Sessão Ordinária de Julgamento.

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Como vai funcionar a decisão

Na prática, até dezembro de 2025 a moratória continua válida, obrigando as empresas a seguir as regras atuais. A partir do próximo ano, porém, o futuro do pacto dependerá da formalização das mudanças exigidas pelo Cade e de uma eventual nova deliberação do órgão regulador.

Em manifestações recentes, a Superintendência-Geral do Cade, o relator e o presidente da autarquia destacaram que o fim da moratória é um passo essencial para o Brasil reafirmar que sustentabilidade e legalidade não se opõem, e que políticas ambientais não podem ser usadas como pretexto para a exclusão econômica.

Aprosoja MT comemora

A decisão foi comemorada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que entende que o fim da moratória garante maior segurança jurídica e preserva a livre concorrência. Por outro lado, organizações ambientais manifestaram preocupação com o possível enfraquecimento de um instrumento que, desde 2006, ajudou a reduzir a expansão da soja sobre áreas desmatadas na Amazônia.

Segundo a associação, há anos um acordo privado, sem respaldo legal, vem impondo barreiras comerciais consideradas injustas aos produtores, sobretudo pequenos e médios, impedindo a comercialização de safras cultivadas em áreas regulares e licenciadas.



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Demanda por carne bovina no mercado internacional impulsiona alta no abate de fêmeas



Pela primeira vez desde o início da série histórica do IBGE, o abate de vacas superou o de bois no Brasil. Os dados mais recentes, que são referentes ao segundo trimestre de 2025, apontam que o abate total de bovinos cresceu 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o analista da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, o avanço está diretamente ligado ao ciclo pecuário de preços e ao desestímulo à retenção de matrizes para a produção de bezerros.

“Esse abate acelerado de fêmeas é reflexo do ciclo pecuário de preços. Desde 2023, o cenário tem sido de desestímulo à retenção de vacas e novilhas. Além disso, a alta recente da arroba estimulou ainda mais o descarte, já que muitos pecuaristas buscaram recompor o caixa”, explica.

De acordo com Fabbri, a maior participação de fêmeas nos abates reduz o rendimento médio das carcaças. Enquanto os abates subiram quase 3%, a produção de carne aumentou apenas 1,5% no primeiro semestre de 2025.

“A carcaça da fêmea é menor e tem rendimento mais baixo que a do macho, o que limita o crescimento da produção”, completa.

Tarifaço e novos mercados

O analista destaca ainda que o aumento no abate de novilhas também foi influenciado pela exportação, já que esses animais se enquadram nos critérios exigidos pela China. Após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra a carne bovina brasileira, houve uma realocação de mercados.

“O México passou a ocupar a segunda posição entre os compradores, a Rússia voltou a comprar bem e a China nunca teve participação tão expressiva. Só entre julho e setembro, os chineses adquiriram mais de 158 mil toneladas mensais, com expectativa de superar 165 mil toneladas em setembro”, afirma Fabbri.

Segundo ele, a Indonésia ampliou em 80% o número de frigoríficos brasileiros habilitados a exportar, enquanto o México negocia novas habilitações. Há ainda conversas avançadas com Japão e Marrocos.

Fator China

Fabbri avalia que pode haver uma breve desaceleração nos embarques à China no início de outubro, em razão do feriado no país asiático. No entanto, o movimento não seria sinal de queda na demanda.

“O que foi comprado em julho já está em trânsito e deve abastecer o mercado no Ano Novo Lunar, no início de 2026. Outubro tende a ser um mês positivo para exportações e também para o preço do boi gordo”, projeta o analista.



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Milho 2ª safra: mercado de defensivos recua 7% em 2025



O mercado de defensivos agrícolas para milho recuou 7% em 2025, para US$ 2,36 bilhões, ante US$ 2,52 bilhões de dólares em 2024. O resultado, segundo o levantamento FarmTrak Milho 2025, da Kynetec Brasil, está ligado à redução média de 13% nos custos e preços dos produtos usados na proteção da cultura.

Para o especialista Cristiano Limberger, a desvalorização média de 16% do real frente ao dólar durante a segunda safra também impactou o desempenho do setor.

Desempenho por categoria de produtos

Entre os produtos, os inseticidas foliares lideraram, com 38% de participação e movimentação de 891 milhões de dólares, ante US$ 1,008 bilhão em 2024. Os fungicidas foliares responderam por 21% do mercado, ou US$ 500 milhões, enquanto os herbicidas representaram 20%, com US$ 466 milhões, contra US$ 543 milhões no ciclo anterior.

O tratamento de sementes totalizou US$ 306 milhões, 13% do mercado, pouco acima dos US$ 302 milhões de 2024. Nematicidas e outros produtos somaram US$ 195 milhões, 8% do total, levemente abaixo do ano anterior.

Limberger destaca que a adoção de nematicidas cresceu de 33% para 44% da área cultivada, ou 7,43 milhões de hectares. “Esse avanço está ligado à oferta de sementes previamente tratadas”, afirma. No controle de doenças, fungicidas premium representaram 49% do total investido, US$ 245 milhões. Em área potencial tratada, os fungicidas stroby mix mantiveram 42% de participação, aplicados em 7,098 milhões de hectares.

Crescimento da área e perfil dos produtores

O número médio de aplicações de inseticidas específicos para lagartas subiu de 2,3 para 2,8, e o valor de mercado desses produtos passou de 20% para 31%. Houve também intensificação do uso de herbicidas para controle de gramíneas, como capim-pé-de-galinha e capim-amargoso.

A área plantada de milho na segunda safra cresceu 6%, alcançando 16,9 milhões de hectares nos principais Estados: Mato Grosso, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul, Matopiba, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. “O plantio de soja no período adequado, mercado de etanol e exportações de milho em grão favoreceram a expansão”, comenta Limberger.

Mato Grosso continuou como maior polo produtor, com 43% da área, mais de 7,25 milhões de hectares. Paraná respondeu por 16%, ou 2,7 milhões de hectares, alta de 14% sobre 2024. Goiás e Mato Grosso do Sul tiveram 13% cada, com 2,21 milhões de hectares. As demais regiões somaram 15%, incluindo Bahia, Matopiba, Minas Gerais, São Paulo e Sergipe.



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Fiscais apreendem 27 toneladas de farinha de trigo avaliadas em R$ 197 mil


Fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) apreenderam 1.084 sacos de farinha de trigo, totalizando 27 toneladas, durante uma ação de fiscalização em Cachoeira do Piriá, no nordeste do estado. A carga, avaliada em R$ 197,1 mil, foi interceptada nesta segunda-feira (29).

Segundo a Sefa, o condutor da carreta apresentou nota fiscal indicando que a mercadoria tinha origem em Ipojuca, Pernambuco, e seria destinada ao município de Tailândia, no Pará.

De acordo com o coordenador da Sefa, Gustavo Bozola, os fiscais constataram que a carga era composta por 1.080 sacos de farinha de trigo de 25 quilos cada, totalizando 27 toneladas.  

Farinha de trigo
Foto: divulgação/Sefa

Na análise de sistemas foi verificado que a empresa destinatária estava com a inscrição estadual suspensa, e por isso não pode comercializar mercadorias e nem emitir documento fiscal.

Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD), no valor total de R$ 48.013,56, referente ao imposto devido e à multa aplicada.



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