quarta-feira, abril 1, 2026

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Produção brasileira de grãos aumenta 63% em 10 anos



O Brasil vai registrar recorde na produção de grãos este ano e colher uma safra 63% maior que há dez anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em uma década, a área plantada e a produtividade também cresceram. Os grãos ocupam hoje no país uma área 41% maior em relação a 2015 e a produtividade subiu 15,6% na comparação entre 2015 e 2025. Em relação a 2024, o ciclo deste ano será 16,8% maior.

Conforme dados do Instituto, há dez anos, a produção brasileira de grãos atingiu 209,5 milhões de toneladas em uma área plantada de 57,6 milhões de hectares, com produtividade média de 3,64 toneladas por hectare.

Este ano, a estimativa do IBGE aponta que serão colhidas 341,9 milhões de toneladas em uma área de 81,3 milhões de hectares, e a produtividade média será de 4,21 toneladas por hectare.

Exportações em alta

A demanda aquecida é uma das justificativas para o aumento da produção de grãos no Brasil. Balanço da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) mostra que os embarques de soja devem atingir 102,2 milhões de toneladas até o final de outubro, superando os volumes anuais de 2024 e 2023.

A safra recorde de grãos deste ano reforça a força do agro brasileiro e seu papel essencial no crescimento econômico do país. Além de garantir o abastecimento interno, a alta produtividade coloca o Brasil em posição ainda mais estratégica no comércio global de alimentos.

Para o country director da Ascenza Brasil, Renato Francischelli, tal desempenho só é possível graças ao investimento contínuo em tecnologia, sustentabilidade e eficiência dentro da porteira, que assegura competitividade aos produtores e gera desenvolvimento para toda a cadeia do agronegócio.

Ele lembra que relatório do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apontou que a área para soja deve crescer 40% no período entre 2023/24 e 2033/34. “As expectativas são de que
o setor de grãos continue se consolidando como um forte motor da agricultura e da economia
nacional”, disse.

De acordo com Francischelli, o uso de tecnologias, melhores sementes, insumos e práticas de manejo melhoradas são os condutores dos ganhos em produtividade. “O manejo adequado e as boas práticas agrícolas são fundamentais para melhorar os resultados da produção e para enfrentar eventuais reveses do clima”, afirma.



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AgroNewsPolítica & Agro

Programa de Estágio da Syngenta abre oportunidades para estudantes de graduação


A multinacional Syngenta anuncia novas oportunidades para o seu Programa de Estágio. São cerca de 60 vagas para jovens talentos que desejam iniciar uma carreira de sucesso em uma das maiores empresas do agronegócio. As oportunidades são para modelos de trabalho híbrido e presencial, com inscrições abertas até o dia 7 de novembro no site do Programa.

As vagas são destinadas a estudantes de graduação com disponibilidade de dois anos para estagiar, e estão distribuídas entre as cidades de São Paulo (SP), Uberlândia (MG), Ribeirão Preto (SP), Holambra (SP), Goiânia (GO), Londrina (PR) e Paulínia (SP). O início do período dos estágios está previsto para fevereiro de 2026.

O programa busca universitários com perfis dinâmicos, curiosos e colaborativos, de cursos como Administração, Economia, Engenharias, Marketing, Química, TI, Direito, Biologia, Psicologia, entre outros. As áreas de atuação incluem Recursos Humanos, Pesquisa e Desenvolvimento, Marketing, Sustentabilidade, Produção, Suprimentos, Finanças e Jurídico.

“A Syngenta é uma empresa consolidada no agronegócio brasileiro e mundial, o que a torna o lugar ideal para dar o pontapé inicial em uma carreira de sucesso. Buscamos jovens talentos diversos, que queiram fazer a diferença e crescer conosco, contribuindo para os desafios e as inovações do setor. Acreditamos que equipes plurais impulsionam a criatividade e os resultados”, afirma Luciana Miyagui, Coordenadora de Atração de Talentos na Syngenta.

Um dos grandes diferenciais do programa é a jornada de desenvolvimento estruturada que visa promover o crescimento pessoal e profissional dos estagiários dentro da Syngenta, a partir de treinamentos em parceria com a Cia de Talentos e curso de inglês com a Hult EF. Os aprovados terão acesso a um pacote de benefícios completo, que inclui remuneração compatível com o mercado, assistência médica e odontológica, acesso ao Wellhub, cartão de natal, day off no aniversário e benefícios que variam conforme a localidade, como vale mobilidade, fretado ou estacionamento, além de vale-refeição ou refeição no local.

Setor aquecido

No segundo trimestre de 2025, o agronegócio brasileiro alcançou um novo recorde, com um total de 28,2 milhões de pessoas empregadas no setor. Os dados são de pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O número mostra a força da categoria para a economia do Brasil, e representa um avanço de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, incorporando aproximadamente 244 mil novos trabalhadores no ramo.

 





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Setor produtivo reage à possível inclusão da tilápia em lista de espécies invasoras



A possível decisão do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA) de incluir a tilápia na lista de espécies exóticas invasoras voltou a preocupar o setor produtivo. Entidades e produtores alertam que a medida pode trazer impactos diretos à economia, principalmente aos pequenos produtores, responsáveis por 98% da produção nacional.

Segundo entidades do setor, a tilápia é uma espécie já domesticada, cultivada há mais de 25 anos no Brasil, com a autorização do Ibama e em condições controladas. Caso a espécie seja incluída na lista de espécies exóticas invasoras, a decisão pode gerar restrições severas ou até a proibição da atividade, colocando em risco a sobrevivência de milhares de produtores em todo o país.

“Trabalhos científicos que o Ministério do Meio Ambiente apresentou, que justificou a colocação da tilápia na lista, são trabalhos que a gente considera na academia como trabalhos rasos”, afirma o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.

Segundo o produtor Edmilson Zabott, a espécie é criada legalmente no Brasil há mais de duas décadas, sob controle sanitário e autorização do Ibama. “A gente não tem notícias de pescadores que frequentam esses rios que algum dia fizeram alguma captura de tilápia. Então não existe isso. É um controle muito rígido”, afirmou.

Produção do Paraná

O Paraná é responsável por 36% da produção nacional movimentando toda a cadeia produtiva, incluindo ração, frigoríficos, transporte e comércio. Em 2023 e 2024, as exportações cresceram 94% em valor e 68% em volume, reforçando a importância do setor para a economia estadual e para o posicionamento do Brasil no mercado internacional de pescados.

“Nós estamos produzindo com critérios de sanidade, com todos os cuidados para que ela não cause o impacto no meio ambiente e nos rios. A proibição é descabida. Nós entendemos que não tem sentido, não tem necessidade desse enquadramento” disse gerente técnico do sistema Faep/Senar, Jefrey Kleine Albers.

Posicionamento do Ministério do Meio Ambiente

De acordo com nota publicada pelo Ministério do Meio Ambiente, a inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras não resultará na proibição do cultivo no Brasil, a Peixe BR contesta.

Segundo o presidente da Peixe BR, mesmo que o governo afirme que a inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras não resultará na proibição do cultivo, na prática o efeito seria o mesmo. Isso porque, conforme a entidade, as empresas brasileiras e internacionais seguem regras rígidas de compliance e não podem adquirir produtos classificados oficialmente como invasores.

“O Ibama só precisa publicar a lista, não precisa fazer mais nada”, destacou a associação, que classificou a nota do Ministério do Meio Ambiente como “anestésica”, por apenas amenizar as reações do setor enquanto a decisão é implementada.



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Embrapa e CNPQ abrem seleção para programa de bolsas 2025; veja como participar



A Embrapa Milho e Sorgo, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), torna pública a chamada nº 2 do edital nº 1, referente à seleção de candidatos para o Programa de Bolsas, no âmbito do convênio Embrapa/CNPq.

O processo visa identificar e selecionar estudantes interessados em atuar em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, contribuindo para o fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação no país.

As inscrições estão abertas a partir desta terça-feira (4) e vão até o dia 14 de novembro, com um total de quatro vagas oficiais e uma para cadastro de reserva. A inscrição deve ser realizada exclusivamente por meio de formulário eletrônico, disponível na chamada n° 2.

O resultado será divulgado em 18 de novembro de 2025.

Detalhes da chamada e oportunidades

O edital completo, que contém todas as informações necessárias, está acessível por meio do link. O setor de gestão de pessoas da Embrapa Milho e Sorgo informa que esta é uma oportunidade para participar de atividades científicas em ambientes de excelência, adquirindo experiência prática e ampliando a formação acadêmica e profissional.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (31) 3027-1298 ou 3027-1165, ou pelo e-mail [email protected].

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Frente fria provoca chuvas de até 200 mm nos próximos dias, diz Inmet



Uma frente fria avança pelo país nesta semana e deve provocar chuvas volumosas e persistentes em boa parte do Centro-Sul do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O sistema deve favorecer acumulados superiores a 200 milímetros em áreas de São Paulo e Rio de Janeiro, além de temporais no Sul e Centro-Oeste.

Enquanto isso, o Nordeste segue com tempo seco e baixa umidade, e o Norte terá chuvas concentradas especialmente no Amazonas.

Frente fria intensifica chuvas no Sudeste e no Sul

De acordo com o Inmet, a atuação da frente fria e de sistemas frontais associados vai garantir uma semana de chuva intensa em grande parte do Sudeste e do Sul.

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro podem registrar acumulados entre 150 e 200 mm, com risco de alagamentos, deslizamentos e transtornos urbanos.

No Sul, as precipitações devem ocorrer em duas etapas, até o dia 4 de novembro, de forma mais isolada, e depois, entre os dias 6 e 7, com a chegada de um novo sistema frontal que traz volumes entre 100 e 150 mm no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Centro-Oeste também terá pancadas fortes

A instabilidade provocada pela frente fria deve alcançar o Centro-Oeste, especialmente Goiás e o Distrito Federal, com chuvas acima de 150 mm em alguns pontos.

Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a chuva será bem distribuída, com pancadas fortes em áreas isoladas. A umidade relativa do ar deve se manter acima de 50% em quase toda a região.

Norte e Nordeste terão comportamentos opostos

Na Região Norte, as áreas de instabilidade favorecem chuvas volumosas no Amazonas, com acumulados que podem superar 150 mm, enquanto Amapá, norte do Tocantins e norte e leste do Pará terão pouca chuva, inferior a 10 mm.

Já no Nordeste, a previsão é de tempo seco em praticamente toda a região. Somente o sul e oeste da Bahia, sul do Piauí e Maranhão podem registrar pancadas isoladas, com acumulados próximos de 80 mm no sudoeste baiano.

Os índices de umidade relativa do ar permanecem baixos, podendo cair abaixo de 20% no interior da Bahia e do Piauí.

Com a influência da frente fria, as temperaturas devem cair no Sul e Sudeste a partir da segunda metade da semana, após um breve período de calor. No Centro-Oeste, o aumento da nebulosidade mantém o tempo abafado, mas com trégua do calor extremo.

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Operação contra pesca ilegal apreende 14 toneladas de tubarões e atuns



O Ibama apreendeu 14 toneladas de pescado ilegal durante operação de fiscalização intitulada Makaira em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A ação, realizada em 23 de outubro, contou com o apoio do Batalhão Ambiental da Brigada Militar do estado.

A iniciativa focava coibir as infrações da pesca de espinhel pelágico, modalidade que utiliza linhas secundárias fixas à linha principal com anzóis e iscas em cada ponta para capturar atuns, espadartes e tubarões, que são as espécies pesqueiras com maior controle ambiental no país.

Durante o período de abordagem às embarcações, os agentes vistoriaram os petrechos utilizados, a rota percorrida e o horário de lançamento dos equipamentos de pesca.

A equipe flagrou o descumprimento da largada noturna, que compreende o período do entardecer ao amanhecer náuticos, com a finalidade de diminuir a captura incidental de aves marinhas por embarcações pesqueiras.

Apoio tecnológico e penalidades previstas

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolveu uma rotina computacional automatizada de análise de cruzeiros de pesca, aplicada na ação.

Dessa forma, a prática permite individualizar com precisão as fases de navegação, lançamento de equipamentos, espera e recolhimento, de forma sucessiva, confrontando os horários de lançamento com os do pôr do sol náutico.

Além disso, a mesma embarcação recebeu uma multa por ter exercido a pesca por mais de 18 horas em horário proibido, expondo as aves marinhas a elevado risco.

O Ibama prendeu em flagrante dois tripulantes, responsáveis pelas operações de pesca, pelas condutas de pesca proibida e falsidade ideológica.

Mais de oito toneladas dos pescados apreendidos já foram doadas ao Programa Sesc Mesa Brasil, que presta assistência a entidades beneficentes que atuam em prol de comunidades em situação de insegurança alimentar.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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como maximizar o ganho genético no cruzamento?



A estratégia de utilizar o angus em matrizes boran é uma questão relevante para o pecuarista Paulo Traven, de Juína, Mato Grosso.

Ao programa Giro do Boi, o zootecnista Alexandre Zadra explica que, embora o boran já tenha uma base totalmente adaptada, o uso de uma raça europeia no cruzamento terminal deve ser feito com cautela e foco em complementariedade de porte.

Confira:

O boran é uma raça zebuína/taurina africana, conhecida por sua resistência a parasitas e sua musculosidade. As matrizes boran já são consideradas 100% tropicais, e o criador já obteve um animal F1 tropical com o cruzamento inicial de nelore x boran.

Zadra confirma que o uso de um taurino como o angus (ou outro europeu de menor porte) nesse gado meio-sangue tropical gerará 100% de heterose e manterá o conforto térmico no calor de Juína.

Complementariedade genética

Em vez de focar apenas no angus, o especialista recomenda que o produtor utilize raças europeias de grande porte para garantir uma complementariedade genética ideal. O boran é um animal de pequeno porte. Ao cruzá-lo com um europeu maior, o resultado são carcaças mais pesadas e de bom biotipo.

O criador terá garantida a rusticidade para Juína, pois o cruzamento boran x nelore já estabeleceu uma base totalmente tropical. Ao introduzir o angus ou outra raça europeia, o resultado é um animal meio-sangue tropical que se adapta bem, ao mesmo tempo em que recebe o benefício da heterose e as características de qualidade de carne do europeu.

A chave é escolher a raça que maximize o peso final do animal, dada a base de pequeno porte do boran. Essa escolha pode ter um impacto significativo na qualidade da carne e no desempenho da pecuária local.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Paraná retira carnes de aves cozidas do regime de substituição tributária


O decreto que retira as carnes de aves cozidas do regime de substituição tributária (ST) foi assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, nesta segunda-feira (3).

A medida era uma demanda do setor produtivo e deve aumentar a competitividade dos produtos do Paraná no mercado nacional, fortalecendo todo o setor.

As carnes de aves cozidas são apenas um dos diversos produtos que fazem parte da cadeia da avicultura do estado e incluem, por exemplo, as embalagens de carne de frango desfiada. Embora o produto seja visto como uma pequena parcela da produção industrial do estado, ela é considerada importante por agregar valor ao setor.

Segundo o decreto, a medida passa a valer a partir de janeiro de 2026. Esse prazo serve justamente para que a indústria se adeque às mudanças, integrando essas carnes ao regime regular do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Aves; carneAves; carne
Foto: Jonathan Campos/AEN

No regime de substituição tributária (ST), o ICMS é recolhido antecipadamente pela indústria, e não pelo estabelecimento que realiza a venda. Na prática, isso faz com que os comerciantes tenham de pagar o imposto para manter os produtos em estoque, o que reduz a competitividade das carnes do Paraná em relação às de outros estados, onde a tributação ocorre fora da ST. Com a mudança, o pagamento do imposto passará a ser feito apenas no momento da venda efetiva.

Para o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, explica que esse é mais um movimento para potencializar a indústria e a economia do estado.

“Essa mudança é bastante significativa, pois torna as indústrias e as cooperativas do estado mais competitivas em todo o Brasil, ainda mais em um setor em que já somos líderes, que é a produção de aves”, destaca.

Produção no Paraná

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último trimestre, o Paraná produziu mais de 558,6 milhões de unidades de aves, o que corresponde a mais de um terço de toda a produção nacional.

Esse é o segundo movimento do gênero adotado pelo Paraná para fortalecer sua agroindústria. Em março, o estado já tinha retirado as carnes temperadas da Substituição Tributária.



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Regulamentação dos bioinsumos exigirá discurso único do setor, diz Abinbio



A união das empresas será fundamental para garantir que a regulamentação dos insumos biológicos reflita os interesses da indústria nacional. O alerta é do diretor jurídico da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), Auro Ruschel.

“Nós estamos num momento histórico. A regra do jogo está sendo discutida agora e será estabelecida, tendo o Mapa [Ministério da Agricultura] como protagonista”, afirma.

Para ele, que possui longa trajetória assessorando empresas de insumos agrícolas, a indústria precisa conciliar interesses para poder participar desse debate público e construir uma regulamentação que seja de interesse de todo o setor.

A Abinbio foi criada em 2024 e, mesmo com apenas um ano de existência, já tem conseguido resolver parte das “dores” do setor. Neste período, o trabalho mais emblemático foi a atuação na aprovação do novo Marco Civil dos Bioinsumos, onde a entidade conseguiu inserções relevantes no texto legal.

Segundo Ruschel, o desafio de agora está na regulamentação da lei através do Grupo Técnico do Ministério da Agricultura, onde a Associação tem assento e voz ativa.

“Vejo um grande ganho nesse sentido. A Abinbio segue a vocação pela qual foi fundada: representar o setor, ser especialista nesse segmento, olhar os desafios e buscar proposições”, destaca.

Agenda ampla

Além da regulamentação, a Abinbio tem expandido sua atuação para outras frentes estratégicas. No âmbito da Receita Federal, a entidade discute questões de classificação de produtos para fins tributários, uma vez que a legislação anterior utilizava as mesmas classificações dos defensivos agrícolas, inadequadas para os bioinsumos.

Já no campo internacional, a associação trabalha para posicionar o Brasil como protagonista global no setor. “A indústria de bioinsumos no Brasil, por conta das características do nosso país, consegue se adequar e vender produtos para todos os biomas. O papel da internacionalização é fundamental para a abertura de novos mercados”, acredita Ruschel.

Mercado promissor

O setor de insumos biológicos no Brasil ainda é tímido, atualmente composto por cerca de 145 empresas que movimentam aproximadamente R$ 20 milhões. Contudo, as projeções indicam uma expansão significativa nos próximos anos, embasadas na tendência mundial de substituição de produtos químicos por biológicos.

O diretor jurídico classifica o segmento como “uma vertical econômica altamente relevante, altamente sustentável e com um caminho de crescimento significativo”. Segundo ele, o crescimento do mercado, naturalmente, ampliará o número de empresas e a necessidade de representação institucional perante stakeholders públicos e privados.

Pensando no agora, Ruschel enfatiza que as empresas do setor precisam compreender que a “regra do jogo” está sendo discutida, sendo imperativo que todas as indústrias de insumos estejam atentas e participem.

“Precisamos construir uma regulamentação que seja de interesse da indústria, sem criar reservas de mercado, sem criar impeditivos, mas que permita que a indústria possa crescer cada vez mais”, resume.

Por fim, o diretor jurídico destaca que a regulamentação que está sendo desenhada hoje definirá o campo de jogo para as próximas décadas de uma indústria que se projeta como pilar da agricultura sustentável brasileira.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima influencia colheita e sanidade do feijão-de-vagem



Feijão-de-vagem tem bom desenvolvimento em Lajeado



Foto: Ibrafe

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (30), o cultivo de feijão-de-vagem segue em desenvolvimento nas regiões de Vale Real e Feliz, na área administrativa de Lajeado. Em Vale Real, a produção é realizada predominantemente a campo e, segundo o relatório, “a cultura encontra-se em estádio de desenvolvimento vegetativo, mas o tempo frio está atrasando o início da colheita”. Até o momento, não há registros de problemas fitossanitários.

Em Feliz, o cultivo também está em fase de desenvolvimento vegetativo e em início de nova colheita. As lavouras apresentam bom crescimento, com florescimento e frutificação inicial. A Emater/RS-Ascar informou que “a umidade do solo tem favorecido a incidência de antracnose e míldio, exigindo monitoramento”. Ainda assim, a qualidade das vagens colhidas é considerada adequada, e os preços permanecem estáveis.

A expectativa é de aumento na produtividade com o retorno do tempo mais seco. O cultivo no município ocorre de forma escalonada, e parte dos produtores utiliza estufins para o manejo da cultura. O preço do quilo do feijão-de-vagem varia entre R$ 8,00 e R$ 10,00.





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