quinta-feira, maio 28, 2026

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Menor oferta eleva preços do boi gordo no mercado



Boi gordo registra alta em SP e outras regiões




Foto: Divulgação

Os preços do boi gordo registraram alta em São Paulo e em outras regiões do Brasil, impulsionados pela redução na oferta de boiadas e pela expectativa de valores mais elevados. Segundo o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo teve acréscimo de R$ 1,00 no estado paulista, enquanto a vaca gorda subiu R$ 2,00/@. A cotação da novilha permaneceu estável. As escalas de abate seguem, em média, para oito dias.

No Norte de Mato Grosso, o volume reduzido de boiadas foi influenciado pelas intensas chuvas, que criaram desafios logísticos para o transporte de bovinos. Neste cenário, o preço de todas as categorias de animais apresentou alta de R$ 3,00/@. As escalas de abate na região estão, em média, em seis dias.

Na região de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, a combinação entre oferta de boiadas, mercado interno razoável e exportação aquecida levou os compradores a pagar mais pela arroba do boi gordo, que subiu R$ 5,00/@. Para as fêmeas, as cotações permaneceram estáveis. As escalas de abate também estão na média de seis dias.

No Norte do Tocantins, o preço do boi gordo aumentou R$ 3,00/@, enquanto as cotações da vaca e da novilha não sofreram alterações. As escalas de abate na região atendem, em média, a sete dias. O cenário reforça a influência da oferta reduzida sobre a valorização da arroba nas principais regiões produtoras, conforme o informativo.





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Nematoides afetam 70% dos canaviais e reduzem produção


Os nematoides estão presentes em mais de 70% dos canaviais do Brasil e podem causar perdas de 5 a 30 toneladas por hectare. O impacto desses parasitas na produtividade agrícola é considerável, exigindo medidas eficazes de controle.

Os nematoides prejudicam a absorção de água e nutrientes ao infectarem as raízes da cana-de-açúcar, afetando diretamente o desenvolvimento da lavoura. “Esses organismos são vilões da produtividade agrícola, pois comprometem a sanidade e o desenvolvimento do sistema radicular das plantas, além de criar condições favoráveis para a entrada de fungos e bactérias que podem aumentar o prejuízo”, explica Leonardo Brusantin, gerente de marketing regional da Biotrop.

A identificação do problema é um dos desafios do setor, pois os danos se tornam visíveis apenas quando há falhas no canavial e queda na produtividade. O diagnóstico pode ser feito por meio de análise nematológica ou testes comparativos entre áreas tratadas e não tratadas, permitindo observar diferenças no crescimento das plantas.

Os principais gêneros que atacam a cana-de-açúcar são Pratylenchus e Meloidogyne. O primeiro se desloca pelo solo e penetra nas raízes, causando danos mecânicos e facilitando a entrada de patógenos. O segundo se fixa na raiz e forma galhas, reduzindo a absorção de nutrientes. “Diferente das pragas, os nematoides são parasitas obrigatórios, ou seja, precisam do hospedeiro, no caso a cana-de-açúcar, para sua sobrevivência. Sendo assim, eles não matam as plantas, mas sua presença danifica o sistema radicular e prejudica o crescimento e a produtividade do canavial. Como consequência, pode ser necessário antecipar o corte do canavial, elevando os custos de produção”, detalha Brusantin.

O controle tradicionalmente era feito com produtos químicos altamente tóxicos, mas essa abordagem vem mudando. “O manejo biológico de nematoides baseado no uso de microrganismos tem se consolidado como uma solução eficiente e sustentável. Hoje há consenso no mercado sobre a eficácia dessa estratégia, que vem sendo adotada em larga escala nos últimos anos”, afirma Brusantin.

Biodefensivos como o Biomagno oferecem uma alternativa ao controle químico, combinando microrganismos como Bacillus velezensis, Bacillus thuringiensis e Bacillus amyloliquefaciens para combater nematoides e doenças do solo. Segundo Brusantin, essa abordagem sustentável reduz impactos ambientais e melhora a sanidade do canavial. “É fundamental que o agricultor saiba que a cana, em todas as situações, está suscetível a esses parasitas, inclusive em solos mais argilosos, bacias de vinhac¸a e canaviais com mais cortes. Por isso, recomendamos o manejo biológico, em cana planta e soqueira, como uma opção sustentável e eficaz, que reduz impactos ambientais e toxicológicos, ale´m de garantir controle eficiente dos nematoides”, conclui.





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Tarifas dos EUA afetam aço, agronegócio e manufaturados


A recente imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros afeta diretamente setores estratégicos da economia nacional. A medida, anunciada no início de 2025, impacta a indústria siderúrgica, o agronegócio e o setor de manufaturados, levando exportadores a revisar contratos e buscar novos mercados para manter a competitividade.

Thiago Oliveira, CEO da Saygo, avalia que as novas tarifas representam um desafio para as empresas que dependem do mercado norte-americano. “É preciso agir rapidamente para minimizar os impactos dessas medidas. A diversificação de mercados e a agregação de valor aos produtos são estratégias fundamentais para superar esse cenário adverso”, afirma.

O Brasil, um dos principais fornecedores de aço para os EUA, enfrenta tarifas de até 25% sobre produtos semiacabados, o que pode comprometer a competitividade da indústria nacional em relação aos concorrentes asiáticos. O agronegócio também sofre impactos, com aumento das taxas sobre carne bovina processada e suco de laranja, o que eleva os preços no mercado americano. No setor de manufaturados, segmentos como autopeças e máquinas industriais precisam reavaliar estratégias para manter as exportações viáveis.

Com as barreiras tarifárias nos EUA, empresas brasileiras buscam ampliar sua presença em mercados alternativos. O Canadá tem se consolidado como uma opção viável para exportadores. “O Canadá tem um ambiente regulatório estável e acordos comerciais favoráveis ao Brasil, o que o torna um destino estratégico para exportadores que buscam reduzir a dependência do mercado americano”, explica Oliveira.

A União Europeia também surge como alternativa, especialmente após o avanço das negociações do acordo entre Mercosul e UE. O bloco europeu representa um mercado sólido para produtos brasileiros, e a redução gradual de tarifas pode abrir novas oportunidades. Além disso, mercados emergentes como Índia e países do Sudeste Asiático vêm ampliando a demanda por commodities e produtos industrializados, tornando-se opções estratégicas.

Oliveira destaca que, para mitigar os impactos das tarifas, as empresas devem revisar contratos, diversificar mercados e investir em produtos com maior valor agregado. Ele também aponta a importância de explorar acordos comerciais estratégicos para reduzir custos e ampliar oportunidades.

“O momento exige agilidade e visão estratégica das empresas exportadoras. Aqueles que conseguirem diversificar mercados e agregar valor aos seus produtos sairão fortalecidos desse cenário desafiador”, conclui.





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Preço do boi gordo hoje: veja como ficaram as cotações pelo Brasil


arroba do boi gordo
Foto: Henrique Bighetti/Canal Rural

O mercado físico do boi gordo apresenta comportamento misto em seus preços durante esta quinta-feira (27).

Em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás o mercado ainda é firme, com negócios realizados acima da referência média.

No geral as escalas de abate seguem encurtadas, posicionadas entre cinco e seis dias úteis na média nacional. A oferta de fêmeas apresenta gradual retração ao longo do mês de março.

Exportações em alto nível no primeiro trimestre são um elemento relevante de sustentação dos preços da arroba do boi gordo, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Preço do boi gordo hoje (por arroba)

  • São Paulo: R$ 319,
  • Goiás: R$ 309,29
  • Minas Gerais: R$ 300,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 308,30
  • Mato Grosso: R$ 303,28

Atacado

O mercado atacadista apresenta preços mais altos. Segundo Iglesias, a expectativa é que esse movimento ganhe corpo durante a primeira quinzena de abril, período pautado por maior apelo ao consumo.

Vale destacar que além da entrada dos salários há o adicional de consumo relacionado ao Domingo de Páscoa, data que tipicamente gera efeito positivo no consumo de carnes, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,50 o quilo, alta de R$ 0,50.

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oferta crescente mantém cotações sob pressão na semana



O mercado brasileiro de milho segue apresentando alguma retração dos preços ao longo da semana.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, produtores em diversas regiões melhoraram a fixação. É o que acontece, por exemplo, na região dos Campos Gerais no Paraná, em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Veja preços da saca de milho hoje

  • Porto de Santos (SP): R$ 78 a R$ 85
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 78 a R$ 85
  • Cascavel (PR): de R$ 78 a R$ 80
  • Mogiana (SP): de R$ 90 a R$ 92
  • Campinas (SP): de R$ 93 a R$ 95
  • Erechim: de R$ 79 a R$ 81
  • Uberlândia: de R$ 80 a R$ 83
  • Rio Verde (GO): de R$ 79 de R$ 82
  • Rondonópolis: de R$ 82 a R$ 85

Milho em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fechou a sessão de hoje com baixa nos preços dos contratos de milho. O mercado foi pressionado pela perspectiva de aumento na área de plantio dos Estados Unidos em 2025.

A fraqueza do dólar frente a outras moedas correntes e a previsão de um corte nos estoques trimestrais do cereal na posição 1º de março, contudo, limitaram quedas mais expressivas nos preços.

Os investidores ainda avaliaram o resultado das vendas semanais de milho dos EUA, que ficou dentro do esperado. No relatório de intenção de plantio de 31 de março, o USDA deve indicar área maior que os 94 milhões de acres apontados na estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento.

Pesquisa realiza pela agência Dow Jones indica que o mercado está apostando em número de 94,165 milhões de acres, enquanto a Agência Reuters projeta uma área de 94,361 milhões de acres.

No ano passado, os americanos semearam 90,594 milhões de acres de milho. A média das projeções oscila entre 90,4 milhões e 96,6 milhões de acres.

Os estoques trimestrais norte-americanos de milho na posição 1o de março de 2025 deverão ficar abaixo do número indicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em igual período do ano passado.

A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 8,195 bilhões de bushels.

O relatório trimestral será divulgado às 13hs da segunda-feira (31). Em igual período do ano anterior, o número era de 8,352 bilhões de bushels.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2024/25, que tem início no dia 1º de setembro, ficaram em 1.039.600 toneladas na semana encerrada em 20 de março. O Japão liderou as compras, com 415.300 toneladas.

Analistas esperavam exportações entre 600 mil e 1,7 milhão de toneladas.

Na sessão desta quinta-feira (27), os contratos de milho com entrega em maio de 2025 fecharam a US$ 4,50 por bushel, baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,27%, em relação ao fechamento anterior. A posição julho de 2025 fechou a sessão a US$ 4,58 por bushel, recuo de 1 centavo de dólar, ou 0,21%, em relação ao fechamento anterior.



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veja quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2025


O prazo para a declaração do Imposto de Renda 2025 já começou. A Receita Federal liberou o preenchimento em 17 de março, com data final para entrega em 30 de maio. Entre os contribuintes obrigados a declarar estão produtores rurais que obtiveram receita bruta superior a R$ 169,44 mil no ano passado, além daqueles que desejam compensar prejuízos de exercícios anteriores.

Fabiane Machado, contadora da Guapo Consultoria – Sucessão de Negócios Familiares, explica que as mudanças na tabela de isenção do imposto também impactaram o limite de faturamento para a atividade rural. “Se pretender compensar prejuízos de exercícios anteriores ou até mesmo do ano-base de 2024, o produtor também deverá declarar”, afirma.

Outras situações exigem a entrega da declaração, como a posse de bens acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2024, o recebimento de rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil e a opção pela atualização do valor de mercado dos imóveis.

Ao preencher os dados da atividade rural, é necessário indicar corretamente a forma de exploração dos imóveis, seja individual, em parceria ou em arrendamento. “Deve também ser informado no campo de pagamentos o valor e os dados do proprietário da terra”, orienta Fabiane. Segundo ela, as áreas exploradas devem ser compatíveis com o faturamento declarado.

A contadora destaca a importância de incluir todas as receitas e despesas, inclusive as resultantes de parcerias, conforme o percentual de participação. No caso da pecuária, os dados das movimentações do rebanho devem estar de acordo com os registros da inspetoria do município. “É essencial manter a correção dos dados referentes aos bens da atividade, bem como atualizar a declaração com informações sobre dívidas ligadas à atividade rural, conforme os informes de rendimentos fornecidos pelas instituições financeiras”, explica.

Os produtores que faturaram acima de R$ 4,8 milhões em 2024 também devem entregar o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), com prazo idêntico ao da declaração, até 30 de maio de 2025. “Os produtores devem estar atentos, manter toda a documentação idônea das suas operações e apresentar a declaração do imposto de renda de forma segura”, conclui Fabiane.





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Bons negócios para a soja; vendas e preços sobem



Nesta quinta-feira (27) os negócios ficaram ‘agitados’ no mercado brasileiro de soja. Segundo a consultoria Safras & Mercado, foram registradas muitas vendas, algo entre 300 mil e 400 mil toneladas movimentadas no dia, numa estimativa conservadora.

Tanto o dólar quanto a Bolsa de Chicago registraram alta. Os prêmios recuaram, mas não anularam o impacto positivo dos demais formadores.

Houve registro de volumes negociados nos portos, especialmente em Paranaguá e Santos, além de compras pela indústria. Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram bons volumes.

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A soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 134,50 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 117,00 para R$ 118,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 113,50 para R$ 115,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com ganhos acentuados. A queda do dólar frente a outras moedas, a forte procura chinesa por soja brasileira, elevando os prêmios, e um movimento de posicionamento de carteiras visando o relatório de intenção de plantio da segunda-feira garantiram a elevação.

A queda do dólar favorece as exportações agrícolas americanas. No Brasil, os preços e os prêmios sobem, mesmo com o avanço da colheita, devido à procura chinesa. Com isso, as cotações americanas encontram espaço para se ajustar.

USDA

Mas o principal fator na composição dos contratos é a expectativa de que os produtores americanos plantem menos soja em 2025. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá confirmar essa tendência.

O relatório de intenção de plantio do USDA será divulgado na segunda, às 13h. A previsão deverá indicar área menor que a estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento.

Pesquisa realizada pela agência Dow Jones indica que o mercado está apostando em número de 83,76 milhões de acres. No ano passado, os americanos semearam 87,05 milhões de acres. A média das projeções oscila entre 82,5 milhões e 85,5 milhões de acres.

Se a expectativa do mercado for confirmada, o USDA vai indicar um número inferior aos 84 milhões de acres indicados durante o Fórum. A área de soja deverá ficar abaixo da de milho, projetada em 94,17 milhões de acres, contra 90,59 milhões do ano anterior.

Também na segunda será divulgado o relatório com a posição dos estoques americanos em 1º de março. O mercado espera estoques em 1,895 bilhão de bushels. Em igual período do ano passado, o número era de 1,845 bilhão. Em dezembro, os estoques estavam em 3,1 bilhões de bushels.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 15,75 centavos de dólar ou 1,57% a US$ 10,16 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,301/2 por bushel, ganho de 15,50 centavo ou 1,52%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 0,90 ou 0,30% a US$ 294,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 44,27 centavos de dólar, com alta de 1,63 centavo ou 3,82%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,7577 para venda e a R$ 5,7557 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7222 e a máxima de R$ 5,7707.



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Clima é o novo destaque do Circuito de Negócios Agro do Banco do Brasil



“A forte estiagem que castiga a região há pelo menos duas safras tem sido um grande obstáculo para a produção agropecuária”. Foi assim que o pecuarista Luciano Leite descreveu o cenário desafiador enfrentado por ele e outros produtores de Corumbá, município de quase 100 mil habitantes em Mato Grosso do Sul.

O clima segue como um dos principais fatores de risco para a agropecuária no Brasil. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2023/2024, por exemplo, sofreu uma perda de 21,4 milhões de toneladas de grãos devido à falta de chuvas em diversas áreas do país.

Compreender essas mudanças é essencial para que os produtores possam adaptar suas estratégias conforme as previsões meteorológicas. Para auxiliar os produtores na adaptação a essas mudanças, Corumbá recebeu uma das cinco carretas itinerantes do Circuito de Negócios Agro do Banco do Brasil. Pela primeira vez o projeto tem a colaboração do Canal Rural, maior veículo de comunicação do agro nacional. O objetivo da parceria é levar informações sobre o clima para que os produtores rurais tomem decisões mais eficientes.

Em uma iniciativa inédita com o veículo, o evento contou com a presença do meteorologista Arthur Müller, que apresentou mapas e mostrou as tendências climáticas regionais e globais.

“Discutimos previsões para diferentes prazos. Compreender essas variações é essencial, pois fatores como o estresse térmico afetam diretamente a produção. Ter essas informações permite uma tomada de decisão mais assertiva”, disse o especialista em clima.

Diante das informações compartilhadas no evento, o pecuarista Luciano Leite se mostrou mais confiante para enfrentar os desafios futuros e mais preparado para aprimorar a gestão de sua propriedade. “Agora temos um panorama mais claro sobre o que esperar, tanto do clima quanto do mercado. Isso nos ajuda a tomar decisões mais fundamentadas para garantir a sustentabilidade da nossa propriedade”, concluiu.

Canal Rural e Banco do Brasil unidos para capacitar produtores

A colaboração entre o Canal Rural e o Banco do Brasil se consolidou como um meio eficiente de levar conhecimento diretamente ao campo. Nesta edição, a Carreta Itinerante proporcionou, além da palestra sobre o clima, debates sobre o mercado agrícola e formas de enfrentar os desafios da produção em um momento de extremos climáticos globais.

Flávio Jallad, presidente do Sindicato Rural de Corumbá, destacou a importância do acesso a informações detalhadas para o planejamento das propriedades. “Diante de um cenário tão instável, conhecer as tendências climáticas e do mercado possibilita decisões mais seguras e reduz impactos negativos”, ressaltou.

Com previsão de percorrer mais de 250 mil quilômetros e visitar mais de 900 cidades até o fim do ano, a Carreta Itinerante levará conhecimento a produtores de todo o Brasil. Para Arilson Silva de Oliveira, gerente da agência Banco do Brasil de Corumbá, o evento em Mato Grosso do Sul foi uma oportunidade para que os participantes compreendessem melhor as previsões climáticas para 2025 e seus impactos no manejo das propriedades.

“Informações e conhecimento trarão ferramentas importantes de gestão dos negócios para os produtores”, acrescentou.

A próxima caravana acontecerá entre os dias 29 e 30 de abril, na Avenida Expedicionário, nº 714, no centro de Sarandi, Rio Grande do Sul.

Previsões climáticas e mercado

A palestra do meteorologista Arthur Müller trouxe informações relevantes sobre a neutralidade climática, cenário em que os fenômenos El Niño e La Niña não exercem grande influência sobre o clima. Essa condição garante maior previsibilidade, permitindo aos produtores um planejamento mais seguro.

Müller informou que a tendência para 2025 aponta para um clima mais estável na região. Para os produtores do Pantanal, isso significa menos imprevistos e maior controle sobre as lavouras e rebanhos. “Com essas previsões, é possível se antecipar aos desafios e ajustar as operações para minimizar riscos”, enfatizou.

O especialista também detalhou os padrões de chuva e temperatura esperados para os próximos meses, auxiliando os produtores no planejamento das safras e da pecuária.

Além do clima, as oscilações do mercado internacional também afetam diretamente o agronegócio brasileiro. O economista Felippe Cauê Serigati, doutor em Economia e coordenador do Mestrado Profissional em Agronegócio do FGVAgro, apresentou uma análise sobre o mercado global e o impacto das decisões dos agricultores norte-americanos nas commodities brasileiras.

“No fim de março, será divulgado o relatório de intenção de plantio do USDA, trazendo dados detalhados sobre a distribuição das áreas de cultivo nos Estados Unidos em 2025. As escolhas feitas por esses produtores, especialmente em relação à soja e ao milho, terão reflexos diretos no mercado global e, consequentemente, na produção brasileira”, disse Serigati.

Circuito de Negócios Agro BB

O objetivo do Circuito de Negócios Agro BB é reforçar a presença do agronegócio e fortalecer o protagonismo do Banco do Brasil como maior parceiro do agronegócio. A ação tem como principais públicos produtores rurais, todo o elo produtivo do agro e empreendedoras femininas.



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Brasil já exporta até onça



Foi concluída nesta quinta-feira (27) uma operação de “exportação” de uma onça do Brasil para a Argentina.

A fêmea, de quase quatro anos e cerca de 60 kg, nasceu em cativeiro aqui no país em 2021, e agora foi doada pelo Instituto de Preservação e Defesa dos Felídeos da Fauna Silvestre do Brasil em Processo de Extinção (IPFS), de Corumbá de Goiás (GO), para a Fundación Rewilding Argentina, no Reserve Natural Iberá, em San Isidro, província de Corrientes.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Vigilância Agropecuária Internacional (Viagiagro) em Foz do Iguaçu, conferiu a documentação e avaliou o transporte e as condições de acondicionamento do animal. De acordo com o Mapa, foram verificadas a segurança e o bem-estar do animal, emitindo-se o Certificado Veterinário Internacional.

A onça recebeu um microchip para acompanhar sua introdução na natureza, como parte de um esforço para preservação da espécie no país vizinho.

De acordo com o Mapa, a exportação foi realizada após a conclusão de todos os procedimentos veterinários, incluindo exames, laudos, tratamentos e quarentena.

O processo foi iniciado em fevereiro, com a solicitação de exportação ao Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal em Goiás (Sisa-GO).



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Como o USDA pode impactar o mercado da soja? Confira a análise!



Segundo a consultoria Safras & Mercado, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pode influenciar diretamente o mercado de soja ao apresentar dados cruciais sobre a intenção de plantio e os estoques trimestrais.

As informações serão divulgadas nesta segunda-feira (31), e ajudam os agentes do setor a projetar a oferta futura da commodity e, consequentemente, ajustar suas estratégias de compra e venda.

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A expectativa para o relatório indica uma redução na área plantada de soja nos Estados Unidos para a safra 2024/25. No ano anterior, foram 87,05 milhões de acres, enquanto a média das previsões aponta para 83,7 milhões. Caso essa redução se confirme, a oferta pode ficar mais restrita, principalmente se fatores climáticos afetarem a produtividade, impactando os preços.

Os estoques trimestrais de soja nos EUA também são acompanhados de perto. No mesmo período do ano anterior, eram 50,2 milhões de toneladas, e agora a expectativa é de um leve aumento para 51,5 milhões. Esse número pode indicar uma oferta mais confortável no curto prazo, mas o foco do mercado segue na safra futura.

A concorrência com o milho pesa na decisão dos produtores. O aumento da área plantada dessa cultura pode indicar uma migração da soja, reforçando a possibilidade de menor produção e sustentação dos preços, especialmente no segundo semestre, quando o clima ganha protagonismo.

O mercado acompanha atentamente os dados do USDA para definir tendências de preço e avaliar o equilíbrio entre oferta e demanda. Uma redução na área plantada pode sustentar os preços no médio prazo, enquanto estoques maiores podem aliviar pressões altistas momentâneas.



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