quinta-feira, maio 28, 2026

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Feira destaca produção integrada e tecnologias inteligentes



A produção integrada de culturas retorna ao foco



A produção integrada de culturas retorna ao foco
A produção integrada de culturas retorna ao foco – Foto: Pixabay

Entre os dias 9 e 15 de novembro de 2025, Hannover, na Alemanha, sediará a Agritechnica, maior feira mundial de máquinas agrícolas. Com o tema “Touch Smart Efficiency”, o evento reunirá inovações voltadas à produção integrada de culturas, promovendo práticas sustentáveis e eficientes. Organizado pela DLG (Sociedade Agrícola Alemã), a feira apresentará soluções para rotação de culturas, melhoramento genético, controle mecânico de ervas daninhas e uso de tecnologias digitais na proteção e nutrição de lavouras.  

A produção integrada de culturas retorna ao foco diante de desafios como a eliminação de ingredientes ativos e o aumento da resistência de pragas e plantas invasoras. Métodos mecânicos, como capinas guiadas por sensores e inteligência artificial, estão ganhando espaço ao reduzir a necessidade de herbicidas. Além disso, estratégias como rotação de culturas e plantio intercalar ajudam a mitigar doenças e melhorar a saúde do solo. No controle químico, o uso de defensivos e fertilizantes se torna mais preciso, minimizando impactos ambientais. Sensores e distribuidores pneumáticos garantem uma aplicação eficiente, reduzindo perdas e protegendo cursos d’água.  

O evento também destacará técnicas para controle de plantas daninhas na fase de plantio, como o falso plantio e a incorporação de resíduos pós-colheita, que estimulam a germinação precoce de invasoras, facilitando seu manejo. A escolha de culturas mais competitivas e ajustes no espaçamento entre linhas também são estratégias que ajudam a reduzir a pressão de plantas indesejadas.  

Com o avanço da digitalização e a necessidade de sistemas agrícolas mais eficientes, a Agritechnica 2025 será um marco para a adoção de novas tecnologias. A feira oferecerá aos visitantes acesso direto às últimas inovações e oportunidades para otimizar práticas agrícolas, promovendo maior produtividade com menor impacto ambiental.

 





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A instabilidade do clima nas lavouras de soja em MT



A safra de soja no estado de Mato Grosso tem sido marcada por desafios climáticos e logísticos. Enquanto algumas regiões enfrentam chuvas constantes, outras já somam 15 dias sem precipitação. Essa variação afeta diretamente o planejamento dos produtores, que lidam com dificuldades tanto na colheita quanto no armazenamento.

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Apesar da irregularidade climática, a produtividade cresceu em comparação ao ano passado. Isso se deve, em parte, ao saldo de fertilizantes não absorvidos pela última safra. No entanto, a queda dos preços da soja traz uma preocupação extra para os agricultores. Embora a colheita atual represente um alívio, ainda há um longo caminho para compensar as perdas da última temporada.

Chuvas intensas nas lavouras de soja

Os meses de janeiro e fevereiro trouxeram chuvas intensas, resultando em solos encharcados, especialmente os siltosos, propensos ao atoleiro. Esse cenário dificultou a colheita, exigindo um número maior de máquinas para aproveitar as janelas de tempo seco. A rapidez do plantio nos últimos anos encurtou a duração da safra, tornando o processo ainda mais desafiador. Em Canarana, por exemplo, cerca de 80% da safra foi plantada em pouco mais de 20 dias.

Desafios no campo

Outro grande desafio enfrentado pelos produtores é a armazenagem. A capacidade de secagem dos grãos ainda é um problema, com a formação de filas de até 48 horas nos armazéns. Muitos agricultores recorreram ao uso de silos-bolsa e barracões para evitar perdas, mas isso gerou custos extras e maior complexidade na logística.

No Vale do Araguaia, 80% dos produtores dependem de armazéns terceirizados para armazenagem e secagem. O aumento da área cultivada não tem sido acompanhado pelo crescimento proporcional da infraestrutura de armazenagem, tornando a situação ainda mais crítica. Com isso, a logística precisa ser cada vez mais eficiente, garantindo que os grãos sejam transportados rapidamente para os portos e evitando maiores perdas.

Uma empresa da região, com capacidade estática para 40 mil toneladas de grãos, adotou uma estratégia de três turnos para agilizar o recebimento e a secagem dos grãos. O primeiro e segundo turnos são focados na recepção, enquanto o terceiro cuida da secagem, garantindo que os equipamentos operem de maneira eficiente e com pausas programadas para manutenção.



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Colheita do arroz ultrapassa 50% da área plantada



Fronteira Oeste lidera colheita do arroz no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

A colheita do arroz avança e atinge 51,66% da área semeada no Rio Grande do Sul, o que representa 501.276,67 hectares colhidos. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), a Fronteira Oeste lidera os trabalhos, com 71,41% da área plantada já colhida, seguida pela Planície Costeira Externa (61,41%), Planície Costeira Interna (53,25%), Campanha (40,91%), Região Central (34,76%) e Zona Sul (31,92%).

Segundo Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural, as condições climáticas têm sido favoráveis e possibilitado aos produtores uma janela de trabalho prolongada. “A Zona Sul é a regional que mais avançou proporcionalmente na colheita. Foi a última regional a iniciar o plantio e, consequentemente, a última a dar início à colheita, porém ela tem avançado rapidamente em razão de toda a organização e mecanização dos produtores da região”, afirma o agrônomo. Ele também destaca que a safra deve se estender durante o mês de abril e possivelmente até maio.

Os dados sobre o progresso da colheita do arroz são coletados e divulgados semanalmente pelo Irga, por meio da plataforma Safra. O sistema fornece informações detalhadas sobre o andamento da semeadura e da colheita e é atualizado pelos 37 escritórios do Irga distribuídos nas regiões arrozeiras do estado.





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Primeira onda de frio do outono está chegando no Brasil



As primeiras massas de ar frio começam a efetivamente a impactar o Brasil agora em abril. A previsão é que a primeira massa de origem polar chegue na semana que vem – na virada de março para abril.

Segundo a Climatempo, a intensidade deste sistema será fraca no continente e influenciará o tempo no Rio Grande do Sul, mas com leve resfriamento; o maior impacto será sobre a Argentina e sobre o Uruguai.

Além desta, outras duas massas podem atingir o país em abril e algumas mudanças notáveis de temperatura devem ocorrer nos estados do Sul e em algumas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.

Temperaturas

A segunda massa de ar frio de origem polar causará esfriamento moderado na Região Sul, com menor temperatura em Porto Alegre em torno dos 15°C/16°C, em Florianópolis, 19°C/20°C e em Curitiba, 14°C/15°C;

Também haverá leve resfriamento na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, no extremo sul e leste de São Paulo, estado do Rio de Janeiro, Sul de Minas e Zona da Mata Mineira.

A temperatura mínima pode baixar para 16°C/17°C em São Paulo, deve ficar em torno de 20°C no Rio de Janeiro, 18°C/19°C em Belo Horizonte, 21°C/22°C em Vitória, 19°C/20°C em Campo Grande, 22°C/23°C em Cuiabá.

3ª massa de ar frio de origem polar

  • Quando: entre 12 e 16 de abril
  • Intensidade: moderada a forte no continente
  • Influência no Brasil: resfriamento moderado a forte na Região Sul, com menor temperatura em Porto Alegre entre 14°C e 15°C, em Florianópolis de 17°C a 18°C e em Curitiba, de 13°C a 14°C;
  • Queda de temperatura moderada a forte no centro-oeste e sul de Mato Grosso do Sul, no oeste, sul e leste de São Paulo; resfriamento moderado no estado do Rio de Janeiro, Sul de Minas e Zona da Mata Mineira, Grande Belo Horizonte, Espírito Santo, oeste e sul de Mato Grosso;
  • A temperatura mínima pode baixar para 14°C/15°C em São Paulo, 18°C a 19°C no Rio de Janeiro, 15°C a 16°C em Belo Horizonte, 18°C a 19°C em Vitória, 12°C a 14°C em Campo Grande, 18°C a 19°C em Cuiabá;

É o friozinho do outono que está chegando?

A Climatempo informa que isto não quer dizer que abril será um mês frio no centro-sul do Brasil. O alerta vem do meteorologista Vinícius Lucyrio.

“Abril marca esta “virada de chave” na temperatura, com a entrada das primeiras massas de ar frio por algumas áreas do interior do Brasil já na primeira quinzena do mês. Mas os períodos com “ares de outono” serão curtos, de 3, 4 dias, e aí esquenta rapidamente e volta a sensação de calor, até no Sul do Brasil. Claro que não estamos falando do calor tão intenso como fez em fevereiro, por exemplo, mas as pessoas não devem contar com o friozinho do outono por muitos dias. O mês de abril ainda será predominantemente quente em parte do Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste, só com estes breves picos de frio”.

Três massas de ar frio

No decorrer da primeira quinzena do mês, três massas de ar frio de origem polar devem influenciar áreas do Brasil. Porém, só a segunda e a terceira efetivamente vão causar queda de temperatura notável em algumas regiões do país, sendo a terceira a mais forte, no fim da primeira quinzena de abril.

Uma quarta massa de ar frio, com potencial para resfriamento acentuado no centro-sul do Brasil, está prevista para o final de abril.

A Climatempo fez uma estimativa de valores de temperatura mínima na passagem da segunda e da terceira massa de ar frio relevante de abril, mas são previsões iniciais, que vão ser reavaliadas à medida que o ar frio de fato estiver próximo do Brasil.



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Excesso e falta de chuvas impedem a colheita da soja e atrapalham o cultivo do milho


A plantação de milho 2ª safra está quase concluída no estado do Paraná, restando apenas pequenas áreas isoladas que sofreram com a falta ou escassez de chuvas, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

Existem situações em que alguns produtores estão arriscando e plantando no pó, enquanto outros estão aguardando melhores condições de umidade para realizar o plantio. Nas regiões onde as chuvas foram adequadas, a recuperação das lavouras é promissora, porém técnicos já alertam para perdas pontuais. Em contrapartida, nas áreas com baixa precipitação, as perdas são significativas.

milho seca paranámilho seca paraná
Foto: Paulo Vinícius Demeneck Vieira

Em função da falta de chuva e das altas temperaturas dos últimos dias, houve prejuízo considerável no processo de germinação em muitas áreas, o que resultará em uma redução no estande e, consequentemente, em uma diminuição das produtividades, que será reavaliada ao longo da safra, informa o Deral.

Decreto de emergência

Diante do cenário, alguns municípios da regional de Toledo no oeste paranaense avaliam a possibilidade de decretar estado de emergência. A perda do potencial produtivo se tornará ainda mais evidente caso as chuvas previstas para os próximos dias não se concretizem.

Segundo o Deral, há relatos de infestação moderada de cigarrinha, além de grande presença de pulgões. As aplicações foram reduzidas nos últimos dias devido ao estresse hídrico e térmico.

Muita chuva impede colheita da soja

Em Mato Grosso do Sul as tempestades atrapalham a colheita da soja. As regiões sudeste, centro, sudoeste, sul-fronteira e sul apresentam condições abaixo do potencial das demais regiões. Nestas áreas, há lavouras com até 48,1% em condições ruins. As condições regulares variam entre 18,6% e 48,3%, e as boas condições estão entre 19,5% e 52,2%. O estádio fenológico nestas regiões está entre R6 e R8.

Apesar disso, segundo informações do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga-MS), até o dia 21 de março, a colheita de soja para a safra 2024/2025 alcançou 86,6% da área total, no estado. A estimativa é que a safra seja 6,8% maior em relação ao ciclo passado (2023/2024), atingindo uma área de 4,501 milhões de hectares.

Caminhão durante a colheita de sojaCaminhão durante a colheita de soja
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Após a amostragem de 10,7% da área, novos dados indicaram uma produtividade de 54,4 sacas por hectare, um aumento de 11,4% em comparação ao ciclo passado. Isso gera uma expectativa de produção de 14,686 milhões de toneladas, um aumento de 18,9% em relação à produção anterior (2023/2024). A porcentagem de área colhida na safra 2024/2025, encontra-se inferior em 0,7 pontos percentuais em relação à safra 2023/2024, para a data de 21 de março.



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Brasil quer exportar carne e etanol para o Japão


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participaram, na terça-feira (25), de uma reunião com empresários da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). O encontro teve como objetivo discutir a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira e contou com a presença de ministros do Governo Federal que integram a comitiva oficial.

O presidente destacou que, em 2011, o comércio entre Brasil e Japão alcançou US$ 17 bilhões, enquanto atualmente gira em torno de US$ 11 bilhões. “Significa que, de pronto, a gente tem seis bilhões para recuperar nessa visita”, afirmou. Ele ressaltou que o comércio exterior exige reciprocidade. “A gente tem que vender e a gente tem que comprar”.

Lula mencionou também que a missão busca ampliar parcerias em setores estratégicos, como o aeronáutico e o de transição energética. “Nós estamos percebendo o crescimento da transição energética com o hidrogênio verde, com energia limpa, e o Brasil está dando um salto de qualidade na questão do etanol. A gente está pensando em elevar para 30% a mistura, tanto da gasolina quanto do biodiesel, e vamos conversar com o primeiro-ministro (do Japão, Shigeru Ishiba). Se o Japão usar 10% de etanol na gasolina, é um salto extraordinário, não apenas para que a gente exporte, mas para que eles possam produzir no Brasil”, afirmou.

O ministro Carlos Fávaro reforçou que o encontro com a Abiec tem como meta a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira. “Nossas indústrias estão aptas a atender às exigências sanitárias e comerciais feitas pelo Japão. O ajuste nos protocolos sanitários de aves e o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados amplia também o mercado de carnes suínas, muito importante, porque o Brasil é competitivo”, declarou. Segundo ele, o processo de negociação para exportação da carne bovina ao Japão ocorre há mais de 20 anos. “O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido. A gente vai trabalhar para que caminhe agora para a finalização e abertura deste mercado importante. Isso vai garantir mais competitividade aos nossos empresários e fazer com que a carne brasileira ganhe espaço no mundo e seja mais competitiva no mercado interno”, acrescentou.

Fávaro destacou que, nos últimos dois anos, o Brasil abriu 344 novos mercados para produtos agropecuários. “É um recorde absoluto de todos os tempos, mostrando que o Brasil atingiu um patamar de segurança alimentar para o mundo. Em qualquer crise alimentar e sanitária, o Brasil consegue ser suprimento para todos os países”, disse.

O ministro ressaltou ainda o trabalho para impedir a chegada da gripe aviária ao Brasil. “A gripe aviária tomou conta de todos os continentes e o Brasil é um dos pouquíssimos países que não tem gripe aviária nos plantéis comerciais, garantindo o suplemento de quase 40% da carne de frango consumida no mundo, com qualidade, segurança e preços competitivos”.

Para o ministro dos Transportes, Renan Filho, a estrutura logística do país é um diferencial para ampliar exportações. “Nós, ministros da área de infraestrutura, estamos aqui para dizer que toda essa transformação do setor produtivo precisa ter condições logísticas para exportar. E a grande pergunta é: o Brasil tem ou não? Claro que tem! A gente exporta muito mais barato do que outros países. Enquanto o Brasil tem um custo para produzir uma arroba de carne e exportar a 55 dólares, os Estados Unidos têm custo superior a 100 dólares”, afirmou.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou avanços na infraestrutura portuária. “O Brasil, na década de 80 e 90, tinha praticamente 50% do escoamento da produção pelo Porto de Santos. Hoje, estamos em torno de 30% e queremos diminuir cada vez mais para que a gente possa ampliar a logística nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, para que a gente possa fazer um grande plano nacional de escoamento da produção do país”.

Ele acrescentou que o setor portuário registrou crescimento em 2024. “Tivemos um aumento de 5% e o setor de contêineres alcançou o maior volume de movimentação da história, com crescimento de quase 18%. Estamos ampliando investimentos para que a gente possa fazer o melhor escoamento da produção, que vai desde uma ferrovia, de uma estrada, de uma hidrovia ao porto, para que a gente possa dar condições estruturais a esses novos mercados”.

O empresário Renato Costa demonstrou otimismo com os resultados da missão brasileira. “(O Japão) é um mercado importante, o terceiro maior importador. Vejo que é bom para a indústria, para o produtor, para o país. Estamos sim bastante confiantes”, afirmou.





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Brasil poderá exportar até 300 mil toneladas de carne bovina ao Vietnã



Brasil e Vietnã assinaram um Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica entre os dois países. O documento prevê, entre as várias medidas, a abertura do país asiático à carne bovina brasileira. O texto foi oficializado em Hanói, capital vietnamita, após encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente Luong Cuong.

Segundo o governo, a partir da assinatura, as relações entre os dois países alcançou um novo patamar.

Carne Bovina

A ampliação do comércio entre as duas nações inclui a abertura do país asiático à carne bovina brasileira. “A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira atrairá investimentos de frigoríficos do Brasil para fazer deste país uma plataforma de exportação para o Sudeste Asiático”, afirmou Lula.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Roberto Perosa, acompanha a comitiva brasileira no Vietnã e disse que o Brasil pode exportar 300 mil toneladas de carne bovina ao país do sudeste asiático.

“O produtor brasileiro, a indústria brasileira da carne bovina terá mais oportunidade de diversificação do envio dos produtos ao exterior, garantindo o abastecimento interno no Brasil e complementando a renda com as exportações para o mercado da Ásia. Um momento muito feliz da indústria da carne bovina”, destacou.

Antes do Vietnã, a delegação brasileira esteve no Japão. Perosa também comentou a possibilidade do nosso país exportar carnes aos japoneses. “Estamos muito esperançosos de que essas verificações do governo japonês ocorrerá brevemente para que o Brasil tenha acesso a esse mercado tão importante e tão significativo na Ásia”.

Perosa reforçou a importância da viagem, destacando a possibilidade do Brasil conseguir novos mercados. “Chegaremos ainda mais longe com a carne bovina brasileira, trazendo renda para o produtor, para o pecuarista, para indústria, para todo o país, em sua balança comercial, gerando frutos através das ações do governo e dos empresários brasileiros”, concluiu.

Sobre o Vietnã

O Vietnã consolidou-se como principal origem das importações brasileiras oriundas da ASEAN, além de ter sido o 14º fornecedor mundial de produtos para o Brasil. O Brasil exporta mais para o Vietnã do que para Portugal, Reino Unido, França ou Paraguai. O Vietnã ocupa a quinta posição entre os países de destino de produtos do agronegócio brasileiro. O Brasil fornece cerca de 70% da soja importada pelo Vietnã, além de ser o principal fornecedor de carne suína (cerca de 37%), o segundo maior de carne de frango e de algodão.



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Mapa proíbe exposição e criação de aves ao ar livre para conter a Gripe Aviária no país



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu medidas preventivas para mitigar o risco de ingresso e disseminação da influenza aviária de alta patogenicidade, também conhecida como Gripe Aviária, na avicultura comercial brasileira. As normas foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (27).

De acordo com o Mapa, a ação visa proteger a sanidade avícola e minimizar os impactos à cadeia produtiva do país, especialmente devido à ameaça iminente de reingresso da doença no território nacional, em função de novos focos de Gripe Aviária na América do Sul.,

Conforme orientações da Secretaria de Defesa Agropecuária, a Portaria nº 782, suspende, em todo o Brasil, a realização de exposições, torneios, feiras e outros eventos com aglomeração de aves.

A medida tem como objetivo prevenir a propagação da doença e poderá ser flexibilizada apenas com a autorização do Serviço Veterinário Estadual, mediante avaliação epidemiológica e plano de biosseguridade aprovado.

O Mapa também informou que a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, também está suspensa em estabelecimentos registrados. A medida entra em vigor imediatamente e terá duração de 180 dias, com possibilidade de prorrogação.



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Lagarta-rosada pode reduzir qualidade do algodão


Um artigo publicado no Blog Aegro, produzido pela engenheira agrônoma Bruna Rohrig, alerta para os danos causados pela lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella) na cultura do algodão. Segundo o estudo, a praga está amplamente distribuída pelo Brasil e pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade da fibra.

A lagarta-rosada, quando adulta, se apresenta como uma mariposa cinza e de asas finas. Em seu estágio larval, possui coloração branca e oito pares de pernas, além de faixas rosadas pelo corpo, característica que lhe confere o nome popular. Seu ciclo de vida pode durar de 21 a 45 dias, dependendo da temperatura.

“O conhecimento sobre as características dessa praga é essencial para evitar prejuízos ao algodoeiro”, afirmam as autoras do artigo. No Brasil, a praga é encontrada em diversos estados, incluindo Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os ovos da lagarta-rosada são branco-esverdeados e depositados individualmente ou em grupos de até 20 unidades. Após a eclosão, as larvas passam por quatro fases de desenvolvimento antes de se tornarem pupas. Durante esse período, a praga se alimenta do algodão, prejudicando a formação dos capulhos.

O controle da lagarta-rosada exige a adoção de diferentes estratégias dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Métodos como ajuste da época de semeadura, retirada de capulhos caídos, eliminação de restos culturais e uso de controle químico e biológico são essenciais para reduzir a infestação. Além disso, o monitoramento com armadilhas contendo feromônio sexual feminino auxilia na identificação da presença da praga nas lavouras.

A lagarta-rosada tem hábitos noturnos, o que torna essencial a realização de inspeções em horários que favoreçam sua detecção. “A praga consegue sobreviver mesmo em condições ambientais adversas e sob a palhada ou no solo, o que dificulta o seu controle, especialmente em sistemas de plantio direto”, explicam as pesquisadoras.

O principal impacto econômico da infestação é a redução da produtividade e da qualidade das fibras do algodão. Como os danos ocorrem nos capulhos, há um comprometimento direto no valor comercial da produção. Dessa forma, o manejo adequado é fundamental para minimizar perdas e garantir a sanidade da lavoura.





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dados movimentam mercados no Brasil e EUA; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a alta do Ibovespa para 133 mil pontos, impulsionada pelo fluxo estrangeiro. O dólar avançou para R$ 5,75, enquanto o PIB dos EUA cresceu 2,4% no 4º tri, reforçando a resiliência da economia.

No Brasil, o IPCA-15 abaixo do esperado ajudou a aliviar os DIs, mas a inflação de serviços segue pressionada.

O Relatório de Política Monetária manteve tom hawkish, reforçando a postura do Banco Central. Hoje, o destaque da agenda é a taxa de desemprego da Pnad.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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