quinta-feira, maio 28, 2026

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Relatório de transparência e igualdade salarial de homens e mulheres


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Em cumprimento à lei nº 14.611/2023, como parte das ações que buscam transparência e igualdade salarial entre homens e mulheres, as empresas com mais de 100 colaboradores devem publicar relatório de transparência salarial em seus próprios sites.

Por este motivo, o Canal Rural disponibiliza abaixo o link para acesso ao relatório do 2° ciclo de 2024: veja o relatório aqui.

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Chuvas irregulares impactam safras no Brasil, aponta USDA



Estiagem pode afetar rendimentos




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na última terça-feira (25) o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando a irregularidade das chuvas nas principais regiões agrícolas do Brasil. Segundo o relatório, a precipitação foi escassa em grande parte do Centro-Oeste e Sul do país, com volumes abaixo de 25 mm em muitos municípios. No Rio Grande do Sul, a seca foi praticamente total.

A falta de chuvas regulares tem afetado o desenvolvimento das lavouras. “Embora a chuva limitada tenha sido bem-vinda em algumas áreas do Centro-Oeste, ajudando na segunda safra de milho e no algodão, os acumulados desde 1º de fevereiro estão abaixo da média”, informa o boletim. A situação é semelhante à do ano passado, com impactos diretos nos rendimentos da segunda safra, que depende das precipitações sazonais até abril.

No Rio Grande do Sul, a seca tem favorecido a maturação e colheita da soja, que atingiram 33% e 5% da área plantada, respectivamente. No entanto, 48% das lavouras ainda estão na fase de enchimento de grãos. “Mais chuvas seriam bem-vindas para garantir o desenvolvimento adequado dessa parcela da safra”, destaca o USDA





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Brasil tem apenas 16% de capacidade para armazenamento da safra de grãos



Com a colheita da soja chegando ao fim, um problema recorrente volta a ganhar destaque: a falta de capacidade estrutural para o armazenamento de grãos no Brasil. A situação, que já é uma preocupação constante do setor agropecuário, se intensifica nesta época do ano, quando a produção atinge seu pico e revela um gargalo logístico que impacta diretamente a competitividade do agronegócio.

O Canal Rural conversou com o assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Augustin, para entender os desafios enfrentados pelos produtores e possíveis soluções para minimizar os impactos dessa deficiência estrutural.

De Brasília, o repórter Marcelo Dias trouxe detalhes sobre o cenário atual e as perspectivas para o futuro da armazenagem de grãos no país. Levantamento feito pelo jornalista mostra que o país tem apenas 16% de capacidade de armazenamento de grãos. Os dados são do professor da UFV Centreinar, Paulo César Corrêa.

Augustin mostrou preocupação com o problema da armazenagem no Brasil que decorre da falta de investimentos em infraestrutura ao longo dos anos.

A capacidade instalada não acompanhou o crescimento da produção agrícola, resultando em dificuldades para armazenar a safra com eficiência. Muitos produtores precisam recorrer ao armazenamento a céu aberto ou buscar alternativas que elevam os custos logísticos.

Armazenamento de grãos no exterior

Além disso, comparado a outros grandes países produtores de grãos, o Brasil ainda possui um déficit significativo de armazéns, o que aumenta a vulnerabilidade do setor a perdas pós-colheita e pressiona os preços no mercado.

A modernização e ampliação das estruturas de estocagem são consideradas essenciais para que o país possa continuar avançando no agronegócio com maior segurança e eficiência.

Para mais detalhes sobre esse tema acesse o nosso no YouTube!



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Desafios para a sustentabilidade da soja são debatidos em MG



O evento “Desafios para sustentabilidade da soja em anos restritivos” foi realizado na última semana, na Fazenda Lagoa dos Currais, em Cordisburgo (MG). Promovido pela Embrapa Soja, o encontro reuniu produtores rurais, pesquisadores e especialistas do setor agropecuário para discutir soluções inovadoras que possibilitem maior segurança na produção de grãos, especialmente em regiões com restrições hídricas.

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Desde 2015, a Embrapa e a Fazenda Lagoa dos Currais mantêm uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) baseada nos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Essa parceria busca desenvolver e validar tecnologias adaptadas às condições edafoclimáticas da região Central de Minas Gerais. Atualmente, as iniciativas também contam com o apoio da Associação Rede ILPF e da Fundação Agrisus.

Integração e sustentabilidade da soja

A região, historicamente voltada à pecuária, apresenta condições favoráveis para a expansão do cultivo de grãos. Segundo Frederico Jose Evangelista Botelho, engenheiro-agrônomo da Embrapa e coordenador do evento, os sistemas integrados de produção são fundamentais para viabilizar essa transição. “Eles ajudam a mitigar os impactos das adversidades climáticas, especialmente as restrições hídricas”, destacou.

O pesquisador Miguel Gontijo, da Embrapa Milho e Sorgo, reforçou a importância da adoção de boas práticas agrícolas. “A conversão de áreas de pastagens degradadas para produção de grãos é uma oportunidade estratégica, mas requer planejamento e tecnologias adequadas, como o Sistema Plantio Direto e o correto posicionamento de cultivares”, afirmou.

Programação técnica e soluções inovadoras

Durante o evento, foram realizadas quatro estações temáticas, abordando os seguintes temas relacionados à soja:

  • Sustentabilidade regional com sistemas integrados, apresentado por Miguel Gontijo e Sérgio Guimarães (Embrapa);
  • Tecnologia e sustentabilidade: soluções do futuro no campo, com Alan Higashi e Celso Procopiuk (Ekoa Life Sciences) e Clécio Menezes (Manejo Agronegócios);
  • Manejo nutricional, com Taís Torres e Isamara Santana (Multitécnica);
  • Manejo fitossanitário, ministrado por Gustavo Rocha (Corteva).

O evento destacou inovações como estratégias para mitigar o estresse hídrico, uso de biotecnologia para saúde do solo e soluções sustentáveis para o manejo de pragas e doenças na lavoura.

Impacto na produção e na economia local

Gustavo de Salvo, proprietário da Fazenda Lagoa dos Currais, ressaltou a importância da pesquisa e do conhecimento técnico para enfrentar os desafios climáticos. “A parceria com a Embrapa tem sido essencial. Graças às tecnologias e boas práticas, conseguimos minimizar os impactos de um veranico prolongado nesta safra”, comentou.

Parcerias e realização

O evento foi organizado pela Embrapa e pela Fazenda Lagoa dos Currais, com patrocínio de empresas do setor agropecuário, como Manejo Soluções em Agronegócios, Multitécnica, Corteva Agroscience, entre outras. O apoio veio de diversas instituições, incluindo Rede ILPF, Fundação Agrisus e Sistema Faemg/Senar.

Ao todo, participaram mais de 190 pessoas, entre produtores rurais, pesquisadores e profissionais do setor. O evento reforçou a relevância da tecnologia e da inovação para o fortalecimento da sustentabilidade na produção de soja na região Central de Minas Gerais.



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Piloto morre em queda de avião agrícola



Um avião agrícola de pequeno porte que realizava a pulverização de um canavial caiu entre Guaíra (SP) e Miguelópolis (SP), no interior de São Paulo. O acidente na manhã desta sexta-feira (28). Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que atenderam à ocorrência informaram que o piloto da aeronave, Josias Pereira Lemes, de 52 anos, não resistiu à queda.

Segundo informações da Força Aérea Brasileira (FAB), o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) acionou investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), órgão regional do Cenipa com sede em São Paulo, para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo o avião.

“Durante a Ação Inicial, são aplicadas técnicas específicas por profissionais qualificados e credenciados, responsáveis pela coleta e confirmação de dados, preservação dos elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, e pelo levantamento de outras informações necessárias à investigação”, diz a FAB.

Responsável pelo avião, o Grupo Precisão afirmou que a aeronave estava em situação regular e manifestou pesar pela morte do piloto, além de dizer que ele era muito experiente. O grupo afirmou que presta assistência à família.



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Saiba organizar custos da sua propriedade e evite prejuízos



A gestão de uma pequena propriedade exige organização e planejamento. Mas com a correria do dia a dia, dos cuidados com as plantações ou criações, compras, vendas, insumos e tantos outros afazeres, a atenção às planilhas e cálculos acabam por ficar em segundo plano.

Ação nociva para os negócios, visto que a falta de controle dos custos pode gerar desperdício e comprometer o fluxo financeiro.

A fim de direcionar o pequeno produtor rural na gestão diária dos negócios, o Sebrae disponibiliza a Cartilha do Produtor Rural.

De acordo com o documento, a gestão nada mais é do que a ação em que o produtor rural consegue controlar toda a movimentação de sua propriedade. “Se a propriedade não possuir controles ou organização, com certeza o produtor rural desconhece o resultado do negócio”. 

A instituição enfatiza a importância em se organizar as finanças para entender o que é necessário para ter mais lucro ou diminuir os prejuízos.

O controle pode ser feito em planilha de papel, no computador ou até mesmo no celular. A Cartilha explica que o computador pode auxiliar na organização e facilitar os cálculos a serem realizados, mas o mais importante e necessário é o produtor estar sempre acompanhado de uma agenda, onde deve anotar todas as fases dos seus negócios.

Registrando despesas e receitas que irão auxiliar na tomada de decisão, na busca de um ponto de equilíbrio para a sustentabilidade da produção. 

O Sebrae acredita ser fundamental o conhecimento de conceitos básicos de controle de custos para a gestão de uma propriedade rural. A exemplo dos custos fixos, variáveis, desembolsos, depreciação e custo de oportunidade.

Eionyr Barbosa, consultora em Gestão Financeira do Sebrae Mato Grosso do Sul (MS), recomenda que o produtor faça o planejamento de produção para plantar apenas o que é possível cuidar, regar e vender.

“Antes de sair para as vendas, o produtor deve estudar o custo de produção, estabelecer o valor da venda para que o lucro seja suficiente para manter a propriedade”, conta.

Na prática

Para estudar os custos de produção recomendados por Eionyr Barbosa, além da Cartilha, o Sebrae ajuda o pequeno produtor por meio do curso gratuito Custos para produzir no campo que orienta sobre o controle de despesas e a formação de preço de venda.

O Porteira Aberta entendeu os conceitos básicos necessário para uma gestão financeira eficiente e te explica.

  • Receita: é a quantia de renda ($) gerada pela venda dos produtos ou serviços produzidos na propriedade. 
  • Custos Fixos (CF): são os que ocorrem independente da quantidade produzida ou vendida, como a mão-de-obra permanente; a depreciação de máquinas e benfeitorias; as parcelas do financiamento e impostos.
  • Custos Variáveis (CV): são os que oscilam com a quantidade produzida e são consumidos em um ciclo de produção, como a compra de sementes e salário de empregados temporários. 
  • Custo Total (CT): é a somatória dos custos fixos com os custos variáveis. 
  • Saldo de caixa: diferença entre a receita e o desembolso que o produtor realizou no ciclo da produção ou o dinheiro que o produtor rural realmente viu saindo do bolso.
  • Registro e controle de saídas: documento para acompanhar todas as compras, despesas, pagamentos e investimentos.
  • Registro e controle de entradas: para todas as vendas e os recebimentos dos seus produtos e serviços.
  • Fluxo de caixa: registro dos recebimentos e pagamentos controlando o saldo de caixa. Não se esqueça das contas a receber e das contas a pagar.
  • Análise e planejamento financeiro: verificação dos resultados financeiros para planejar ações em prol de melhores resultados.

Fonte: Negócio Certo Rural – Manual do Participante. CNA/Senar e Sebrae



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Desemprego sobe para 6,8% no país



A taxa de desocupação no trimestre encerrado em fevereiro é de 6,8%. O resultado fica acima do registrado no trimestre móvel anterior, terminado em novembro de 2024 (6,1%). No entanto, é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2014, quando marcou 6,8%.

Os dados do mercado de trabalho fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, a elevação da desocupação em relação ao trimestre móvel anterior é um comportamento comum nesta época do ano.

“É um movimento esperado porque no período de transição do encerramento de um ano para os primeiros meses do ano seguinte, há, de fato, esse movimento de queda na ocupação”, garante.

O número de pessoas sem trabalho alcançou 7,5 milhões no período, elevação de 10,4% ante o trimestre móvel anterior. Entretanto, esse contingente está 12,5% menor que o anotado no mesmo trimestre de 2024.

Setores

Dos dez grupamentos de atividade pesquisados pelo IBGE, três apresentaram recuo no número de ocupados, construção (-4,0%, ou menos 310 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,5%, ou menos 468 mil pessoas) e serviços domésticos (-4,8%, ou menos 290 mil pessoas).

De acordo com Beringuy, a redução de vagas no grupo de administração pública também é sazonal e tem a ver com o fim de vínculo de trabalhadores temporários.

A pesquisadora afirma, ainda, que esse comportamento sazonal do mercado de trabalho faz com que não seja possível afirmar que há efeitos recessivos da escalada da taxa de juros, medida adotada pelo Banco Central (BC) para conter a inflação.

“Não atribuiria nesse momento efeito dessa variável juros e afetação do consumo de famílias no mercado de trabalho”, diz.

No trimestre encerrado em janeiro de 2025, a taxa ficou em 6,5%, abaixo dos 6,8% do período terminado em fevereiro. Mas o IBGE não faz a comparação entre os intervalos imediatamente seguidos, pois há meses que se repetem nos dois períodos (dezembro e janeiro), o que distorce a comparação.

Ocupados e carteira assinada

No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada no país era de 102,7 milhões de pessoas. O contingente é 1,2% menor que o do período terminado em novembro (1,2 milhão de pessoas a menos), mas 2,4% maior que o do mesmo período do ano passado (2,4 milhões de pessoas a mais).

A pesquisa do IBGE aponta ainda que o país alcançou recorde no número de trabalhadores com carteira assinada. Eram 39,6 milhões de contratos, o maior volume desde o início da série histórica, em 2012. Em um ano, foram 1,6 milhões de pessoas a mais (+4,1%) com a carteira assinada.

O estudo do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A taxa de informalidade – trabalhadores que não têm garantidos direitos como férias, contribuição para a Previdência Social e 13º salário – teve “ligeira redução”, indo a 38,1% da população ocupada, o que representa 39,1 milhões de trabalhadores informais. Tanto no trimestre encerrado em novembro e no mesmo período de 2024, a taxa estava em 38,7%.



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Feira destaca produção integrada e tecnologias inteligentes



A produção integrada de culturas retorna ao foco



A produção integrada de culturas retorna ao foco
A produção integrada de culturas retorna ao foco – Foto: Pixabay

Entre os dias 9 e 15 de novembro de 2025, Hannover, na Alemanha, sediará a Agritechnica, maior feira mundial de máquinas agrícolas. Com o tema “Touch Smart Efficiency”, o evento reunirá inovações voltadas à produção integrada de culturas, promovendo práticas sustentáveis e eficientes. Organizado pela DLG (Sociedade Agrícola Alemã), a feira apresentará soluções para rotação de culturas, melhoramento genético, controle mecânico de ervas daninhas e uso de tecnologias digitais na proteção e nutrição de lavouras.  

A produção integrada de culturas retorna ao foco diante de desafios como a eliminação de ingredientes ativos e o aumento da resistência de pragas e plantas invasoras. Métodos mecânicos, como capinas guiadas por sensores e inteligência artificial, estão ganhando espaço ao reduzir a necessidade de herbicidas. Além disso, estratégias como rotação de culturas e plantio intercalar ajudam a mitigar doenças e melhorar a saúde do solo. No controle químico, o uso de defensivos e fertilizantes se torna mais preciso, minimizando impactos ambientais. Sensores e distribuidores pneumáticos garantem uma aplicação eficiente, reduzindo perdas e protegendo cursos d’água.  

O evento também destacará técnicas para controle de plantas daninhas na fase de plantio, como o falso plantio e a incorporação de resíduos pós-colheita, que estimulam a germinação precoce de invasoras, facilitando seu manejo. A escolha de culturas mais competitivas e ajustes no espaçamento entre linhas também são estratégias que ajudam a reduzir a pressão de plantas indesejadas.  

Com o avanço da digitalização e a necessidade de sistemas agrícolas mais eficientes, a Agritechnica 2025 será um marco para a adoção de novas tecnologias. A feira oferecerá aos visitantes acesso direto às últimas inovações e oportunidades para otimizar práticas agrícolas, promovendo maior produtividade com menor impacto ambiental.

 





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A instabilidade do clima nas lavouras de soja em MT



A safra de soja no estado de Mato Grosso tem sido marcada por desafios climáticos e logísticos. Enquanto algumas regiões enfrentam chuvas constantes, outras já somam 15 dias sem precipitação. Essa variação afeta diretamente o planejamento dos produtores, que lidam com dificuldades tanto na colheita quanto no armazenamento.

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Apesar da irregularidade climática, a produtividade cresceu em comparação ao ano passado. Isso se deve, em parte, ao saldo de fertilizantes não absorvidos pela última safra. No entanto, a queda dos preços da soja traz uma preocupação extra para os agricultores. Embora a colheita atual represente um alívio, ainda há um longo caminho para compensar as perdas da última temporada.

Chuvas intensas nas lavouras de soja

Os meses de janeiro e fevereiro trouxeram chuvas intensas, resultando em solos encharcados, especialmente os siltosos, propensos ao atoleiro. Esse cenário dificultou a colheita, exigindo um número maior de máquinas para aproveitar as janelas de tempo seco. A rapidez do plantio nos últimos anos encurtou a duração da safra, tornando o processo ainda mais desafiador. Em Canarana, por exemplo, cerca de 80% da safra foi plantada em pouco mais de 20 dias.

Desafios no campo

Outro grande desafio enfrentado pelos produtores é a armazenagem. A capacidade de secagem dos grãos ainda é um problema, com a formação de filas de até 48 horas nos armazéns. Muitos agricultores recorreram ao uso de silos-bolsa e barracões para evitar perdas, mas isso gerou custos extras e maior complexidade na logística.

No Vale do Araguaia, 80% dos produtores dependem de armazéns terceirizados para armazenagem e secagem. O aumento da área cultivada não tem sido acompanhado pelo crescimento proporcional da infraestrutura de armazenagem, tornando a situação ainda mais crítica. Com isso, a logística precisa ser cada vez mais eficiente, garantindo que os grãos sejam transportados rapidamente para os portos e evitando maiores perdas.

Uma empresa da região, com capacidade estática para 40 mil toneladas de grãos, adotou uma estratégia de três turnos para agilizar o recebimento e a secagem dos grãos. O primeiro e segundo turnos são focados na recepção, enquanto o terceiro cuida da secagem, garantindo que os equipamentos operem de maneira eficiente e com pausas programadas para manutenção.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita do arroz ultrapassa 50% da área plantada



Fronteira Oeste lidera colheita do arroz no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

A colheita do arroz avança e atinge 51,66% da área semeada no Rio Grande do Sul, o que representa 501.276,67 hectares colhidos. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), a Fronteira Oeste lidera os trabalhos, com 71,41% da área plantada já colhida, seguida pela Planície Costeira Externa (61,41%), Planície Costeira Interna (53,25%), Campanha (40,91%), Região Central (34,76%) e Zona Sul (31,92%).

Segundo Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural, as condições climáticas têm sido favoráveis e possibilitado aos produtores uma janela de trabalho prolongada. “A Zona Sul é a regional que mais avançou proporcionalmente na colheita. Foi a última regional a iniciar o plantio e, consequentemente, a última a dar início à colheita, porém ela tem avançado rapidamente em razão de toda a organização e mecanização dos produtores da região”, afirma o agrônomo. Ele também destaca que a safra deve se estender durante o mês de abril e possivelmente até maio.

Os dados sobre o progresso da colheita do arroz são coletados e divulgados semanalmente pelo Irga, por meio da plataforma Safra. O sistema fornece informações detalhadas sobre o andamento da semeadura e da colheita e é atualizado pelos 37 escritórios do Irga distribuídos nas regiões arrozeiras do estado.





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