quinta-feira, maio 28, 2026

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como evitar perdas e garantir rentabilidade na pecuária



O manejo eficiente das pastagens é uma das principais estratégias para garantir o bom desempenho do rebanho na pecuária de corte. A prática impacta diretamente o ganho de peso dos animais, a qualidade da forragem e a conservação do solo, fatores essenciais para a rentabilidade da atividade. O tema foi abordado pelo técnico agrícola e gerente de negócios da Casa da Lavoura Acre, Marcos Vinícius Schmitz, no quadro Raio X da Pecuária, do telejornal Mercado & Cia.

Segundo Schmitz, o manejo de pastagens é um conjunto de ações que busca manter a produção de capim por área, conservar o solo e garantir alimentação nutritiva e regular para os animais. “O objetivo é obter do rebanho a maior quantidade de carne e leite possível por hectare, sem comprometer o desenvolvimento da forrageira”, conta.

Entre os principais fatores que influenciam o manejo, ele destaca a escolha da espécie forrageira, a adubação do solo, o controle de plantas daninhas e a lotação animal por área.

“A escolha da espécie [de forrageira] deve considerar a adaptação ao clima, a resistência a pragas e a palatabilidade para o rebanho. A correção do solo com calcário e a adubação repõem nutrientes essenciais, garantindo o equilíbrio necessário para o crescimento das plantas”, afirma.

No caso da lotação e pressão de pastejo, o técnico ressalta a importância de ajustes conforme o peso dos animais e o tamanho da área. “Superpastejo pode degradar a vegetação, enquanto o subpastejo leva à perda de forragem”, alerta.

Estratégias por fase de produção

Schmitz também pontua que o tipo de manejo varia conforme a fase da produção pecuária: cria, recria ou engorda.

Nas fazendas de cria, os pastos são maiores e os lotes permanecem de uma a duas semanas em cada área, com alternância entre três ou quatro piquetes. Já na fase de recria, o manejo é mais intensivo, com pastos rotacionados e suplementação proteica e energética.

“Algumas propriedades utilizam a recria intensiva a pasto (RIP), com suplementação de 1% a 2% do peso vivo por dia, o que acelera o ganho de peso”, diz.

Na fase de engorda, o manejo pode ser feito com pastagem rotacionada ou convencional, com suplementação adequada para otimizar o desempenho dos animais.

Tecnologias no campo

O uso de tecnologias digitais e de monitoramento também tem contribuído para tornar o manejo mais eficiente e sustentável. Entre as soluções adotadas estão monitoramento via satélite, drones, balanças eletrônicas, softwares de gestão e pulverização automatizada.

Além disso, Schmitz destaca a importância dos sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Esses modelos promovem rotação de culturas, diversificação da produção e melhoria da qualidade do pasto. “Essas estratégias contribuem para o bem-estar animal e para a sustentabilidade das fazendas”, afirma.

Apesar dos avanços tecnológicos, o gerente reforça a importância do treinamento contínuo das equipes no campo. “As tecnologias não substituem a capacitação da mão de obra. É preciso investir em conhecimento para aplicar as ferramentas corretamente e obter os melhores resultados”, finaliza.



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Nova frente fria e temporais de até 200 mm estão na previsão do tempo da semana; confira



O último dia de março e a primeira semana de abril serão marcada por instabilidades e variações significativas no clima em várias regiões do Brasil, segundo previsão da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. Uma nova frente fria avança sobre o Sul, elevando o risco de temporais, enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste devem receber volumes expressivos de chuva em áreas específicas.

Já a maior parte do Nordeste enfrentará mais uma semana de tempo quente e seco. No Norte, a influência da Zona de Convergência Intertropical mantém o tempo instável, com acumulados que podem chegar a 200 mm em pontos localizados.

Sul

Uma nova frente fria deve avançar sobre a costa do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (31), favorecendo a ocorrência de pancadas de chuva com moderada a forte intensidade, seguida por raios e rajadas de vento.

Não estão descartados eventuais temporais localizados com granizo, sobretudo nas regiões da Fronteira Oeste, Missões, Noroeste, Campanha Gaúcha, sul e leste do estado.

Em Santa Catarina e no Paraná, o fluxo de calor e umidade direcionado sobre a região deve seguir atuando como precursor da formação de instabilidades.

O dia amanhece com a presença de céu aberto e as pancadas de chuva ganham força e se espalham a partir da tarde. Há isco para chuva forte localizada, acompanhada por raios e rajadas de vento, principalmente no oeste catarinense e sul, sudoeste e oeste paranaense.

De acordo com o meteorologista Arthur Müller, a chuvas serão bem distribuídas nos três estados durante a semana, com volume variando entre 40 e 60 mm.

Mas ele alerta para o risco de temporais, principalmente até terça-feira (1º), durante o avanço da frente fria. Todos os estados devem ficar em atenção para a possibilidade de queda de granizo e de rajadas de vento intensas, acima de 70 km/h.

Sudeste

No começo da semana, as instabilidades também devem permanecer associadas ao fluxo de umidade direcionado em baixos níveis da atmosfera, com o avanço da frente fria. Isso vai favorecer a ocorrência de pancadas de chuva em São Paulo e Minas Gerais.

No Espírito Santo, pode haver pancadas isoladas na tarde de segunda, condição ainda bastante associada à entrada de ventos úmidos marítimos.

De acordo com Müller, a semana deve ser marcada por alto volume de chuva no litoral de São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo. Nessas áreas, o volume pode alcançar 100 mm nos próximos dias, o que pode ocasionar alagamentos e transtornos na área urbana.

No restante dos territórios paulista e capixaba, assim como no centro-sul mineiro, a chuva deve variar entre 30 e 40 mm, ajudando a manter a boa umidade nas áreas produtoras, sem prejudicar os trabalhos em campo.

A região central de Minas Gerais deve manter atenção pois novamente enfrentará um período quente e seco. A temperatura máxima deve voltar ao patamar de 33 ºC a 35 ºC, com umidade relativa do ar abaixo de 30% no decorrer dos próximos dias.

Centro-Oeste

As pancadas de chuva ainda serão registradas em todos os estados da região na segunda-feira. O destaque fica para volumes mais expressivos em Mato Grosso do Sul, em função do avanço da frente fria. Também há previsão de chuva forte no sul de Goiás.

O começo de abril trará diminuição da umidade em boa parte das áreas produtoras, o
que irá contribuir para o produtor finalizar a colheita da soja e a implementação do
milho segunda safra na região, observa o meteorologista do Canal Rural.

Acumulados de 50 mm em cinco dias estão previstos para Mato Grosso do Sul (nas áreas de fronteira com o Paraguai e a Bolívia) e no oeste e norte de Mato Grosso. Nas demais áreas desses estados e no sudoeste de Goiás, a chuva da semana irá girar em torno de 20 mm, o que ainda mantém a boa umidade do ar.

Para o restante do território goiano, a tendência é de uma semana quente e seca, com a temperatura máxima voltando ao patamar de até 35º C e umidade relativa abaixo de 30%.

Nordeste

A entrada de ventos marítimos continua estimulando a ocorrência de chuva isolada na costa leste no início da semana. Há condições para chuva forte em Aracaju (SE) e Maceió (AL).

As instabilidades também devem avançar sobre áreas do sertão ao longo do dia.

No geral, Arthur Müller prevê uma semana mais quente e seca em boa parte das áreas produtoras. Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e centro-sul do Ceará e do Piauí devem registrar em torno de 10 mm de chuva no período, o que agrava a situação das lavouras que se encontram sob déficit hídrico.

No norte do Piauí e do Ceará, bem como em todo o Maranhão, a chuva da semana se mantém na casa de 50 mm.

As projeções meteorológicas indicam que, na virada da primeira para a segunda quinzena de abril, um último pulso de chuva deve abranger todo o Nordeste. Serão pelo menos 40 mm, aliviando a situação de déficit hídrico. Porém, após o retorno dessa umidade, a expectativa é de a chuva já cortar nas áreas onde a falta de água predomina.

Norte

Na costa norte da região, a aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) nesta segunda-feira deve favorecer a ocorrência de chuva entre o Maranhão e o Ceará.

Praticamente todos os estados do Norte devem permanecer sob condição de tempo instável, com temporais no Amazonas, Roraima, Rondônia e Amapá.

A semana terá muita umidade em praticamente todas as áreas. Chuvas de
150 mm a 200 mm são esperadas no Amapá e no noroeste do Pará, especialmente na região de Santarém (PA).

Nas demais áreas paraenses, com exceção do sudeste do estado, e também no Acre e no Amazonas, os acumulados de chuva permanecem na casa de 100 mn nos próximos dias, prejudicando as estradas e afetando a logística na região.

O sudeste do Pará e o centro-norte do Tocantins devem registrar um volume de chuva na casa de 50 mm durante a semana, contribuindo com as lavouras e pastagens.

O tempo fica mais quente e seco no centro-sul do Tocantins, onde a temperatura máxima pode alcançar até 34 ºC, com chuvas passageiras que devem somar de 10 a 15 mm nos próximos dias.



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Estudo da Embrapa revela 60 novas espécies de insetos que podem proteger cultivos e biomas



Uma pesquisa liderada pela Embrapa, em parceria com cientistas internacionais, revelou a existência de 60 novas espécies de psilídeos em diferentes biomas brasileiros, como Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Os resultados foram publicados na revista científica Zootaxa e reforçam a importância da conservação da biodiversidade em regiões sob crescente pressão ambiental.

Os psilídeos, também conhecidos como “piolhos-de-planta saltadores”, desempenham funções ecológicas relevantes, como interação com plantas hospedeiras e, em alguns casos, controle biológico de espécies vegetais invasoras. Outras espécies são potenciais indicadoras de qualidade ambiental ou podem ser classificadas como ameaçadas de extinção.

A pesquisa foi desenvolvida ao longo de mais de uma década e utilizou amostras coletadas em cerca de 50 unidades de conservação brasileiras. As expedições ocorreram entre 2011 e 2021 em 15 estados, com uso de sequenciamento genético e análise morfológica detalhada dos insetos. A equipe descreveu uma nova espécie do gênero Klyveria e outras 59 do gênero Melanastera, ampliando a diversidade conhecida do grupo no continente sul-americano.

“Cada nova espécie descoberta é uma peça fundamental para entendermos os ecossistemas e protegermos nosso patrimônio natural”, afirma Dalva Queiroz, pesquisadora da Embrapa Florestas e coordenadora do projeto.

Segundo ela, a perda acelerada de vegetação nativa aumenta o risco de extinção de espécies ainda não catalogadas. “Ambientes em risco podem abrigar um número ainda maior de espécies desconhecidas. Mapear e descrever essa diversidade é fundamental para que possamos entendê-la e conservá-la”, afirma.

Além da contribuição científica, a pesquisa resultou na criação de três novas coleções científicas de psilídeos no Brasil. Os acervos estão localizados no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), na Embrapa Amazônia Ocidental (AM) e no Museu de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Essas coleções servirão como base para futuros estudos e ações de preservação.

Os psilídeos também têm importância agrícola, sendo alguns deles considerados pragas por atuarem como vetores de doenças em plantas cultivadas. Ao mesmo tempo, determinadas espécies podem ser utilizadas no combate a plantas exóticas. Um dos exemplos citados é a Melanastera smithi, testada no controle biológico de Miconia calvescens, planta invasora no Havaí.

“O conhecimento sobre esses insetos é essencial para o manejo agrícola e a proteção de cultivos”, pontua Queiroz. “Eles interagem com inúmeras plantas e podem, em alguns casos, atuar como pragas agrícolas ou vetores de patógenos.”

A estimativa dos pesquisadores é que o número de espécies brasileiras de psilídeos supere mil, o que indica um potencial inexplorado para novos estudos. “Ao descrever 60 novas espécies de psilídeos, este estudo mostra apenas a ponta do iceberg”, avalia Daniel Burckhardt, um dos autores da publicação. “A conservação dessas áreas é crucial, pois muitas espécies podem desaparecer antes mesmo de serem conhecidas pela ciência”, alerta.

O estudo integra um projeto iniciado em 2012, fruto de parceria entre a Embrapa e o Museu de História Natural de Basel, na Suíça, e foi assinado pelos pesquisadores Liliya Š. Serbina, Igor Malenovský, Dalva L. Queiroz e Daniel Burckhardt.

Com base nas descobertas, os cientistas reforçam a importância de investimentos contínuos em pesquisa e conservação da fauna, especialmente em um cenário de crescente degradação ambiental em diversos biomas brasileiros.



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CNA lança programa para o desenvolvimento de novas lideranças



Em um evento realizado na última semana, durante o 1º Fórum de Novas Lideranças do Agro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou o Programa Porta-Vozes do Agro. A cerimônia de lançamento aconteceu na sede da CNA, em Brasília, e teve como foco o desenvolvimento de novas lideranças capazes de representar o setor agropecuário em diversos espaços de comunicação.

O presidente da CNA, João Martins, destacou a relevância da iniciativa, que visa preparar novas lideranças para se comunicarem de forma eficaz sobre o setor agropecuário em todo o Brasil. Ele enfatizou a necessidade de uma abordagem proativa para garantir que o setor tenha representantes preparados para os desafios do futuro.

Daniel Carrara, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), abordou o papel fundamental da comunicação na formação de líderes no setor agropecuário. Ele ressaltou a importância de pensar no futuro do agronegócio, preparando-se para os próximos desafios.

O diretor Técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentou detalhes do funcionamento do programa Porta-Vozes do Agro, que visa capacitar porta-vozes qualificados para atuar em diferentes fóruns e contextos relacionados ao setor agropecuário.

Após o lançamento, os participantes do evento assistiram a uma palestra do jornalista Willian Waack, que discutiu o papel da comunicação nas novas lideranças. Waack forneceu uma visão ampla do cenário atual, abordando os desafios internacionais e internos que afetam a imagem do setor agropecuário, especialmente no contexto das transformações políticas e sociais.

Além disso, o jornalista falou sobre a importância de estratégias de comunicação eficazes, com foco em eventos de relevância internacional, como a COP 30, que será realizada em Belém, no Pará, em novembro deste ano. Waack também analisou as questões que influenciam a percepção do setor agropecuário, destacando os desafios de comunicação no Brasil e no mundo.

Durante o evento, especialistas em comunicação discutiram estratégias e ferramentas para alcançar resultados positivos no setor. O 1º Fórum de Novas Lideranças do Agro reuniu membros da Comissão Nacional de Novas Lideranças do Agro, egressos do Programa CNA Jovem, presidentes e representantes de federações estaduais, lideranças sindicais, parlamentares e representantes do setor produtivo.

Os dois dias de fórum foram marcados por intensas discussões sobre temas institucionais, cenários políticos e estratégias de comunicação. A presidente da Comissão Nacional de Novas Lideranças do Agro, Fernanda Scherer Gehling, expressou entusiasmo ao concluir o evento, destacando a importância de aplicar o aprendizado do fórum em seus estados, como futuros porta-vozes do agro.



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Técnica que usa laser e IA no manejo de árvores reduz risco de queda em áreas urbanas



Um novo software de manejo arbóreo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), pode transformar a forma como as árvores são podadas em áreas urbanas. A tecnologia, que combina escaneamento a laser e inteligência artificial, busca reduzir o risco de quedas, um problema crescente com o aumento de eventos climáticos extremos.

Em grandes cidades como São Paulo, onde tempestades frequentes resultam na queda de milhares de árvores por ano, a inovação pode evitar prejuízos econômicos e até salvar vidas. No dia 12 de março, por exemplo, 330 árvores caíram na capital paulista em apenas um dia, causando transtornos e acidentes fatais.

Como funciona o software de poda?

A tecnologia funciona em três etapas principais:

  • Escaneamento – Um equipamento a laser captura imagens tridimensionais da árvore.
  • Modelagem computacional – Os dados são processados por um algoritmo, que analisa a estrutura e a resistência da árvore.
  • Definição da poda ideal – O software identifica os cortes necessários para manter o equilíbrio e a saúde da árvore, evitando fraquezas estruturais.

“Se a poda for feita de forma errada, pode enfraquecer a árvore e aumentar os riscos de queda. O software nos permite prever deformações e orientar cortes mais precisos”, explica Emílio Carlos Nelli Silva, professor da USP e um dos responsáveis pelo projeto.

Entre os principais fatores em áreas urbanas que influenciam a queda estão a altura dos prédios no entorno, a idade do bairro, a largura da calçada e a altura da árvore. Com a verticalização, elas enfrentam condições desfavoráveis nos chamados “cânions urbanos”, ou seja, fileiras contínuas de edifícios altos que alteram a velocidade do vento local, a dispersão da poluição e os padrões de iluminação e microclima, contribuindo com a queda precoce.

Impacto da inovação no manejo arbóreo

A pesquisa inicial já demonstrou resultados promissores: com a poda correta, é possível reduzir drasticamente os pontos de fraqueza da árvore, enquanto cortes feitos sem critério aumentam as chances de queda.

“O ser humano não consegue fazer uma poda tão precisa quanto um algoritmo. Nossa ferramenta pode revolucionar o manejo urbano e minimizar danos durante temporais”, destaca Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da USP.

O próximo passo da pesquisa será integrar o software com previsões meteorológicas, permitindo que especialistas avaliem o impacto da velocidade e direção dos ventos na estabilidade das árvores.

Prefeituras de várias cidades, incluindo São Paulo, já demonstraram interesse em utilizar a tecnologia para melhorar o planejamento e a segurança do manejo arbóreo.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Secretaria da Agricultura e Pecuária e Epagri avaliam estragos causados por…


As equipes da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e da Epagri estão em campo para identificar os danos causados pelo forte temporal que atingiu  cidades do Norte do estado na quinta-feira, 13. No levantamento prévio estão Corupá, Schroeder, Guaramirim, Luiz Alves, São Bento do Sul, Massaranduba e Rodeio. O vento intenso provocou destruição em plantações de banana, especialmente em Corupá, conhecida como a capital catarinense da fruta, além de danificar lavouras e estruturas produtivas nas regiões vizinhas.

“Estamos mobilizados para apoiar os agricultores atingidos por esse temporal. Nossa prioridade é garantir que possam retomar suas atividades rapidamente e minimizar os prejuízos. O compromisso do governo é estar ao lado dos produtores nesses momentos difíceis. Vamos garantir todo o suporte necessário para que possam se recuperar e seguir contribuindo com a produção agrícola de Santa Catarina”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Os agricultores atingidos podem acessar o Programa Reconstrói SC, que oferece suporte financeiro para a recuperação de estruturas, máquinas ou equipamentos danificados por eventos climáticos extremos. Atende às propriedades que se enquadram no Pronaf, o limite é de até R$ 12 mil por família, com prazo de pagamento de até 5 anos, com 50% de desconto para pagamento das parcelas em dia, sem juros.

O Pronampe Agro SC Emergencial apoia a recuperação de sistemas produtivos, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados. O programa oferece a subvenção dos juros de 3% ao ano, de operação de crédito contratada pelos agricultores, com prazo de até oito anos. Atende os produtores que se enquadram no Pronaf e Pronamp com enquadramento de até R$ 100 mil por família.

Próximos passos

A equipe técnica segue em campo realizando o levantamento detalhado dos prejuízos. O relatório será fundamental para definir a extensão das ações de apoio. Os agricultores que precisarem de auxílio poderão procurar os escritórios locais da Epagri, que fará o encaminhamento das solicitações.

Temporais e alagamentos no norte do Estado

Os meteorologistas da Epagri/Ciram, Gilsânia Cruz e Marcelo Martins informam que na tarde de quinta-feira, 13, o calor intenso e a chegada de uma frente fria à Santa Catarina favoreceram a formação de nuvens de tempestade, com grande desenvolvimento vertical e topo frio sobre o norte de SC, em tons de vermelho, associadas a chuva forte com totais elevados em curto intervalo de tempo, intensa atividade elétrica (raios) e ventania.

Foram registrados alagamentos em Blumenau e Joinville, e um rastro de destruição na região de Corupá e Guaramirim. Os pontuais de chuva variam de 20 a 60 mm no norte do estado, mas a chuva intensa ocorreu num intervalo de tempo pequeno. Em Joinville, em apenas 1h,o total de chuva foi 41,4 mm. As rajadas de vento registradas nas estações da Epagri/Ciram variaram de 40 a 50 km/h, mas pelos estragos em algumas áreas devem ter superado este valor.





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veja quando chega o frio em abril


O mês de abril deve marcar o início efetivo do outono no Brasil, com a chegada das primeiras massas de ar frio de origem polar e uma mudança gradual no padrão de chuvas, segundo previsão da Climatempo.

A tendência é de que o mês seja de transição, com períodos mais curtos de temperaturas amenas no Centro-Sul do país e redução progressiva das precipitações em várias regiões.

De acordo com os meteorologistas, duas massas de ar polar devem se destacar em abril: uma no fim da primeira quinzena e outra no fim do mês.

A primeira queda de temperatura, entre os dias 5 e 8 de abril, trará um resfriamento leve de algumas áreas. Essa variação será sentida em porções da região Sul e Sudeste, assim como na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Um pouco antes do fim da primeira quinzena do mês, aí sim deve ocorrer um resfriamento mais acentuado, já com possibilidade de geada nas áreas mais elevadas do Sul

Além dessa região, a massa de ar frio deve ocasionar queda de temperatura de moderada a forte intensidade em partes de São Paulo e de Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, em Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de Mato Grosso.

Já no fim do mês, há previsão da passagem de uma massa de ar frio de origem polar mais forte, ampliando o raio de abrangência. O resfriamento deve ser acentuado especialmente na região Sul, mas também espera-se uma queda forte de temperatura em muitas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.

Apesar dessas incursões de ar frio, abril ainda deve ser caracterizado por dias quentes, com temperaturas acima da média em grande parte do país. Apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem terminar o mês com temperaturas ligeiramente abaixo da média histórica.

Chuvas em abril

Em relação às chuvas, abril costuma marcar a redução dos volumes em boa parte do território nacional, o que também é previsto para este ano. A exceção deve ocorrer em partes da região Sul, onde há expectativa de acumulados acima da média, e no extremo norte do país, sob influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que seguirá ativa.

A Climatempo prevê que, na primeira quinzena do mês, os maiores volumes de precipitação ocorrem no Sul e no Norte do Brasil. Estados como Amazonas, Pará e Amapá, além do litoral norte do Nordeste, entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte, devem registrar episódios de chuva intensa. Belém (PA) e Manaus (AM) estão entre as cidades com maior volume previsto.

Na costa leste do Nordeste, especialmente em Salvador (BA), as chuvas devem ganhar intensidade, assim como no litoral do Sudeste. A combinação da passagem de frentes frias com a temperatura elevada do Atlântico Sul deve favorecer episódios de chuva forte em áreas como o litoral paulista e fluminense.

O Sul terá vários eventos de chuva forte ao longo do mês. No entanto, os volumes previstos são significativamente menores que os registrados em 2024, quando o Rio Grande do Sul enfrentou episódios de precipitação extrema.

Já na segunda quinzena de abril, espera-se a diminuição mais acentuada das chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste. Essa redução é uma característica típica do outono, que tende a se intensificar em maio.



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Brasil pode alcançar recorde na produção de soja


De acordo com a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (27), os preços da soja no Brasil sofreram uma leve queda durante a semana de 21 a 27 de março. Com o câmbio variando entre R$ 5,70 e R$ 5,75 e prêmios positivos entre US$ 0,75 e US$ 1,15 por bushel nos portos, a pressão baixista observada em Chicago se refletiu nas negociações internas. No Rio Grande do Sul, as principais praças fecharam a semana com o preço do saco de 60 quilos da oleaginosa em R$ 125,00, enquanto a média estadual foi de R$ 127,60. Nas demais praças do país, os preços variaram entre R$ 104,00 e R$ 119,00 por saco.

A consultoria aponta que, apesar da pressão externa, os prêmios estão ajudando a manter os preços internos, principalmente devido à guerra comercial entre os EUA e a China. Esse cenário faz com que a China aumente suas compras de soja do Brasil e da Argentina. Caso os prêmios estivessem em níveis mais baixos, os preços no mercado interno estariam significativamente menores, com a média gaúcha em torno de R$ 112,00 por saco, representando uma queda de R$ 13,00 em relação ao valor atual.

Em relação à colheita da safra 2024, a Ceema informa que 74% da área foi colhida até o final da semana anterior, um avanço em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, a consultoria AgRural revisou sua estimativa para a produção de soja no Brasil, reduzindo-a para 165,9 milhões de toneladas, devido à piora na safra gaúcha. A previsão é que o Estado colha entre 11 e 13,2 milhões de toneladas, uma quebra de 50% a 60% em relação ao previsto. A qualidade do grão colhido também está abaixo do esperado em muitas regiões.

Apesar da redução no Rio Grande do Sul, a produção nacional de soja deve alcançar um recorde. A produção final brasileira em 2024 deve superar o recorde de 2022/23, que foi de 155,7 milhões de toneladas, graças aos bons resultados em outros estados, como o Mato Grosso. A estimativa para o estado é de uma colheita de 49,5 milhões de toneladas, superando até mesmo a produção da Argentina, que deve atingir cerca de 48,6 milhões de toneladas.





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natureza não segura mais o aquecimento, mostra estudo


Os recordes de calor registrados no verão de 2024/2025 refletem uma tendência preocupante de aquecimento global acelerado, com impactos diretos na produção agrícola. De acordo com um estudo recente, publicado por Curran e Curran e divulgado pela Climatempo, os processos naturais que ajudavam a absorver o excesso de CO₂ na atmosfera estão se tornando menos eficientes, aumentando o impacto das emissões humanas e agravando o cenário climático.

Verões extremos e impactos na agropecuária

Mesmo com a atuação do fenômeno climático La Niña, que geralmente reduz as temperaturas, o verão passado foi o sexto mais quente no Brasil desde 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A temperatura média nacional ficou 0,34°C acima da média histórica, com destaque para a região Sul, que enfrentou três ondas consecutivas de calor intenso.

No cenário global, entre março de 2024 e fevereiro de 2025, a temperatura média foi 1,59°C acima da era pré-industrial, ultrapassando com frequência o limite simbólico do Acordo de Paris. O mês de fevereiro de 2025, por exemplo, foi o terceiro mais quente já registrado no planeta, conforme dados do Copernicus/ERA5.

O aquecimento excessivo impacta diretamente a produção agropecuária, aumentando a evapotranspiração, o risco de secas, o estresse térmico em lavouras e rebanhos, além de reduzir a disponibilidade hídrica para a irrigação.

Calor histórico: biosfera não compensa emissões

Os pesquisadores analisaram a Curva de Keeling, que monitora a concentração de CO₂ na atmosfera, e apontaram que a capacidade das florestas do hemisfério norte de sequestrar carbono atingiu seu pico em 2008 e vem diminuindo desde então.

Por décadas, a vegetação global ajudou a compensar parte das emissões, absorvendo CO₂ no verão e liberando apenas uma fração no inverno. Agora, esse ciclo está perdendo eficiência. Segundo o estudo, a retirada natural de carbono da atmosfera vem diminuindo 0,25% ao ano, tornando as emissões humanas ainda mais impactantes no aumento da concentração de CO₂.

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Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Caso a vegetação global ainda sequestrasse carbono no ritmo dos anos 1960, o aumento anual de CO₂ na atmosfera seria 24% menor. Isso significa que, mesmo sem crescimento nas emissões, o planeta continuaria aquecendo, pois a natureza já não consegue equilibrar o sistema.

Crise climática e desafios para o agro

O estudo alerta que, para compensar a perda da absorção natural de carbono, as emissões globais precisam ser reduzidas em 0,3% ao ano, apenas para manter o ritmo atual de aquecimento. No entanto, as emissões continuam subindo.

Para o setor agropecuário, esse cenário reforça a necessidade de investimentos em práticas sustentáveis, como sistemas de produção integrados, recuperação de áreas degradadas e ampliação do uso de tecnologias para reduzir as emissões no campo.

Calor extremo: medidas concretas

O meteorologista Pedro Regoto enfatiza a urgência de ações concretas. “Os recordes de temperatura que estamos vivenciando não são meras oscilações naturais, mas parte de uma tendência clara de aquecimento global acelerado. O mais preocupante é que até mesmo os mecanismos naturais que antes ajudavam a equilibrar o clima estão perdendo força. Precisamos agir agora, unindo ciência, tecnologia e políticas eficazes para mitigar esses impactos.”

Com a biodiversidade ameaçada por queimadas, desmatamento, ondas de calor e secas, o futuro do agronegócio dependerá cada vez mais da adaptação climática e de estratégias para garantir produtividade em um cenário de mudanças cada vez mais intensas.



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JBS anuncia plano de investimento de US$ 100 milhões em 2 fábricas no Vietnã



A JBS acaba de anunciar o plano de investimento de US$ 100 milhões para a construção de duas fábricas no Vietnã, um movimento para expandir sua presença no Sudeste Asiático e fortalecer sua posição no mercado global. As plantas serão responsáveis pela produção de carne bovina, suína e de aves, e utilizarão, principalmente, matérias-primas importadas do Brasil, destinadas a abastecer o mercado vietnamita e de outros países da região.

O acordo foi formalizado na madrugada deste sábado (29) por meio de um Memorando de Entendimento (MOU) com o governo vietnamita, representado pela Northern Investment Promotion, Information and Support Center (NIPISC), e pelo Sao Do Group, responsável pela gestão Parque Industrial e Não Tarifário Nam Dinh Vu. A iniciativa está alinhada com as metas de desenvolvimento socioeconômico do país, que busca aumentar a produção local e expandir sua participação no comércio internacional de carne.

Para Renato Costa, presidente da Friboi, esse investimento reflete o compromisso da JBS com o crescimento sustentável e estratégico no Sudeste Asiático.

“As novas fábricas no Vietnã não serão apenas uma expansão de capacidade produtiva, mas um investimento com propósito: gerar valor para a economia local, criar empregos qualificados, contribuindo para a segurança alimentar em todo o Sudeste Asiático. Estamos investindo no futuro, com foco em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento”, disse.

O plano prevê que a primeira fase do projeto será instalada no Khu công nghiệp Nam Đình Vũ, onde será construído um centro logístico com capacidade para armazenagem, abrangendo atividades de pré-processamento, corte e embalagem.

Já para a segunda fase, localizada no sul do Vietnã, o memorando estima que será realizada dois anos após o início das operações da primeira unidade e contará com infraestrutura semelhante, incluindo novo centro logístico e planta de processamento.

Diversificação global

Com o investimento, a JBS reforça seu interesse em diversificar sua produção, ampliando as operações em regiões estratégicas.

“A parceria entre a JBS, o governo vietnamita e nossos parceiros locais representa um passo estratégico essencial para nossa diversificação geográfica. Esse movimento não só fortalece nossa capacidade de atender ao mercado local, mas também expande nossa presença global, criando uma cadeia produtiva robusta e sustentável que nos posiciona de forma ainda mais competitiva no cenário internacional”, destaca Costa.

Geração de empregos e transferência de tecnologia

Com o plano de abertura das duas fábricas, a Companhia deve gerar cerca de 500 novos postos de trabalho na região, além de promover programas de treinamento técnico e transferência de tecnologia para os trabalhadores vietnamitas, contribuindo para o fortalecimento do setor produtivo do país.



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