quarta-feira, maio 27, 2026

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Pirataria de sementes gera prejuízos de R$ 10 bilhões ao ano no Brasil



A pirataria de sementes traz prejuízos anuais de R$ 10 bilhões ao agronegócio nacional, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira (2) pela Croplife Brasil e Céleres Consultoria. Além disso, com a prática, o país tende a perder cerca de R$ 1 bilhão em arrecadação de impostos nos próximos dez anos.

O documento mostrou, também, que 11% de toda a soja plantada no país tem sementes sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como origem. A área é equivalente às lavouras de todo o Mato Grosso do Sul, o quinto estado brasileiro em produção.

Segundo a pesquisa, o fim da pirataria de sementes de soja geraria receitas anuais de R$ 2,5 bilhões aos agricultores, R$ 4 bilhões ao setor de produção de sementes, bem como R$ 1,2 bilhão para a agroindústria de farelo e óleo de soja e R$ 1,5 bilhão nas exportações do setor.

De acordo com o CEO da Céleres, Anderson Galvão, as estimativas da pesquisa tiveram como base a demanda teórica do insumo necessário para a semeadura dos 46 milhões de hectares de soja no país (safra 2023/24), ou seja, levantou-se a quantidade que as empresas credenciadas efetivamente comercializam somadas às projeções de salvamento declaradas e constatou-se o montante fruto de pirataria.

Perdas de produtividade

Variedades ilegais não passam por etapas de controle técnico e não têm garantia de qualidade, conforme apontam estudos de vigor e germinação conduzidos pela Embrapa.

“No médio e longo prazos, o agricultor está abrindo mão de potencial de produtividade [se usar sementes piratas]. Nos últimos 25 anos, a produtividade da soja cresceu cerca de 1 hectare ao ano, crescimento que vem, principalmente, de melhorias e desenvolvimento genético. Então o agricultor que usa sementes salvas ou piratas de menor qualidade está perdendo produtividade ao longo dos anos”, contextualiza Galvão.

Os responsáveis pela pesquisa enfatizam que a Lei de Proteção de Cultivares incentiva investimentos no melhoramento genético, um processo complexo que pode levar até 10 anos para ser concluído.

“Quanto mais segurança jurídica nós temos, maior a possibilidade de novas variedades vindas continuamente ao mercado e, no final das contas, quem se beneficia é o produtor, porque tem produtos cada vez mais produtivos, pensados para as suas regiões e que, no final das contas, vão trazer benefícios à nossa agricultura e ao nosso país”, destaca o diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão.



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Mercado do trigo segue em alta no Sul do Brasil


Segundo a TF Agroeconômica, os preços do trigo continuam subindo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, impulsionados pela escassez do cereal e pelo alto custo das importações. No Rio Grande do Sul, os moinhos locais elevaram suas indicações para R$ 1.450,00 por tonelada, mas os vendedores exigem pelo menos R$ 1.500,00. Em Santa Catarina, moinhos próximos à divisa estão oferecendo até R$ 1.530,00 FOB para trigo gaúcho. Além disso, o preço no balcão em Panambi subiu para R$ 74,00 por saca.  

Em Santa Catarina, a busca pelo trigo do Rio Grande do Sul se intensificou, uma vez que os trigos importados apresentam preços mais elevados. Os preços pagos aos produtores catarinenses registraram aumento em diversas regiões: R$ 2,00 por saca em Canoinhas, alcançando R$ 76,00; R$ 2,50 em São Miguel do Oeste, para R$ 76,50; e R$ 3,00 em Xanxerê, chegando a R$ 80,00. Em outras cidades, os valores permaneceram estáveis, como em Chapecó (R$ 71,00), Joaçaba (R$ 79,00) e Rio do Sul (R$ 80,00).  

No Paraná, a pouca oferta e o alto custo do trigo importado mantêm os preços elevados. Na última sexta-feira, houve negócios fechados a R$ 1.730,00 CIF Ponta Grossa para entrega em abril de 2025 e pagamento previsto para maio de 2025. A valorização do trigo refletiu no aumento da margem de lucro dos produtores, com o Deral apontando uma alta semanal de 1,30% no preço médio da saca, que passou de R$ 76,88 para R$ 77,88, resultando em uma lucratividade de 13,39%. O cenário indica uma continuidade na valorização do trigo nos estados do Sul, refletindo a demanda constante dos moinhos e a escassez do produto no mercado interno.

 





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Aiba quebra silêncio e fala sobre mudança de nome da Bahia Farm Show


A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) falou pela primeira vez, na manhã desta terça-feira (1º), sobre a mudança de nome da Bahia Farm Show em 2026, durante lançamento do evento deste ano, na sede da entidade, em Barreiras (BA).

Conhecida como uma das maiores feiras agrícolas do Brasil, a edição de 2025 quer aproximar as lideranças políticas dos estados do Matopiba.

Dentre as novidades tecnológicas e na segurança, a feira contará com monitoramento por meio de câmeras, parceria com a Polícia Militar e melhorias na qualidade de internet dentro do complexo da Bahia Farm Show em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste do estado.

“Promover a Bahia, o Oeste da Bahia, promover o agronegócio que está sendo construído na região e o Matopiba de uma forma geral. Por isso que a gente vai buscar apoio também dos governadores do Matopiba, porque a partir do momento que a feira é destacada como uma das maiores do Norte e Nordeste, é importante que eles estejam juntos”, disse Alan Malinski, coordenador da feira.

Malinski também destacou a criação de espaços de entretenimento para as famílias que visitarão o evento.

“Disponibilizar áreas de aproveitamento de entretenimento para quem vem à feira também, porque a gente sabe que em certos momentos vem a família, não vem só o produtor”, disse.

Brasil Farm Show?

Moisés Schmidt, presidente da Aiba, esclareceu sobre a mudança de nome da feira, que seria Brasil Farm Show em 2026, confirmada anteriormente pelo ex-secretário de Agricultura do Estado, Wallison Tum.

O anúncio de Tum surpreendeu a população e o setor do agronegócio do Oeste baiano. Fontes do Canal Rural Bahia, afirmam que o novo nome não foi bem recebido pelos associados da entidade.

Publicação de Wallison Tum sobre mudança de nome da Bahia Farm ShowPublicação de Wallison Tum sobre mudança de nome da Bahia Farm Show
Além de falar em entrevista, ex-secretário publicou sobre o título “Brasil Farm Show” numa rede social | Foto: Reprodução/ Instagram

“Olha, nada oficial ainda. Uma feira do tamanho da Bahia Farm Show, é normal que isso aconteça e não só esse tema, mas outros temas que aparecem também”, disse Schmidt que também ressaltou que o novo nome foi colocado em discussão por conta da relevância e crescimento que a feira obteve nos últimos anos.

“Esse foi um tema muito colocado por nós, dentro do conselho da Bahia Farm Show e dos diretores, pela conotação que a feira está se colocando. A feira não é mais uma feira regional, a feira é uma feira internacional, já reconhecida em toda parte do mundo. Nós temos aqui japoneses, nós temos aqui russos, chineses, europeus, americanos nos prestigiando e nos visitando. Então, é cogitar como que nós podemos atender da melhor forma possível, mas, como eu disse, isso não é oficial”, ressaltou Moisés Schmidt.

Também estiveram no evento de apresentação, autoridades regionais. Júnior Marabá, prefeito de Luís Eduardo Magalhães, cidade sede da feira, falou sobre os preparativos nesse ano. Durante entrevista, disse que o município está preparado e que foram feitas alterações no calendário de eventos da cidade.

“Na edição passada tivemos mais de 111 mil visitantes, um número bem expressivo. Nós organizamos o calendário do município para a Bahia Farm Show. Tanto é que nós tínhamos o São João que conflitava quanto a essa questão da agenda, mas nós não tínhamos como de atender os dois eventos no mesmo momento. Então levamos o São João para se tornar o São Pedro, ficou para o final do mês”, disse o prefeito.

A Bahia Farm Show 2025 será realizada entre os dias 9 e 14 de junho e a expectativa é que a feira supere a marca de 11 bilhões em negócios.


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Embrapa Soja completa 50 anos; celebração acontece nesta semana



A Embrapa Soja participa da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina 2025), de 4 a 13 de abril, no Parque de Exposições Ney Braga, antecipando as comemorações de seu 50º aniversário, que será celebrado no dia 16 de abril. O evento também marca os 100 anos da introdução comercial da soja no Brasil.

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Na ExpoLondrina 2025, a Embrapa Soja apresentará 16 cultivares históricas de seu Banco Ativo de Germoplasma (BAG), uma coleção com cerca de 65 mil acessos de soja de diversas regiões do mundo. Exibidas em vasos, essas cultivares permitirão ao público acompanhar a evolução da soja no Brasil e entender sua importância para o melhoramento genético e o desenvolvimento de novas variedades.

Os visitantes da ExpoLondrina também poderão conhecer a trajetória da soja no país por meio de um estande institucional, que apresentará plantas representativas de diferentes épocas. Além disso, terão a oportunidade de explorar as diversas aplicações da soja no dia a dia.

Painel sobre biotecnologia e desafios do setor

No dia 10 de abril, a Embrapa Soja promoverá um painel sobre biotecnologia no Pavilhão SmartAgro, destacando o papel da genética no avanço da agricultura. Serão debatidos os desafios do setor, como manejo e conservação do solo e coinoculação na soja, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).

História e impacto da Embrapa Soja

Criada para desenvolver tecnologias que viabilizassem a produção de soja no Brasil, a Embrapa Soja se tornou referência mundial em pesquisa dessa oleaginosa para regiões tropicais.

Ao longo de 50 anos, a instituição desenvolveu cerca de 440 cultivares de soja e implementou um sistema de produção adaptado ao solo e clima brasileiros. Esse sistema abrange práticas como a recuperação da fertilidade do solo, manejo da cultura, controle de pragas e doenças e melhoria da qualidade das sementes, contribuindo para a sustentabilidade da soja no Brasil.

Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de soja, com uma colheita estimada em 147,35 milhões de toneladas na safra 2023/2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).



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Câmara pode votar Lei da Reciprocidade Comercial ainda esta semana



A Câmara dos Deputados pode votar ainda nesta semana o Projeto de Lei 2.088/2023, Lei de Reciprocidade Comercial, que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras aos produtos do Brasil no mercado global.

O texto do PL foi aprovado nesta terça-feira (1) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e no plenário do Senado, por unanimidade.

O tema se tornou prioridade no Congresso após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que vai impor “tarifas recíprocas” contra parceiros comerciais. O anúncio do novo tarifaço está previsto para esta quarta-feira.

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, informou que vai trabalhar junto ao Colégio de Líderes para pautar o tema ainda esta semana.

“Como esse é um tema excepcional, e nós temos uma data já precificada de uma possível movimentação dos Estados Unidos com relação aos produtos brasileiros, nós já estamos conversando com o Colégio de Líderes, para que, se possível, excepcionalmente, possamos trazer a matéria ao plenário ainda esta semana”, anunciou o presidente da Casa.

Para Motta, o episódio entre EUA e Brasil deve superar as diferenças políticas dentro do Parlamento.

“Nas horas mais importantes não existe um Brasil de esquerda ou um Brasil de direita. Existe apenas o povo brasileiro. E nós, representantes do povo, temos de ter a capacidade de defender o povo acima de nossas diferenças”, disse.

No entanto, o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, promete obstruir todas as votações para pressionar pelo Projeto de Lei da Anistia. O líder do partido na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, informou que a legenda vai obstruir tudo. “Obstruir e tornar o processo legislativo lento”, garantiu.

Apoio do agro

A votação da Lei de Reciprocidade Comercial esta semana tem o apoio do presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP/PR).

“Nossos concorrentes mundiais, os grandes players mundiais do comércio internacional, têm uma lei para defender os seus interesses e o Brasil não tem. Nós precisamos disso, e é importante essa celeridade”, defendeu.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), argumentou que não há como o projeto da anistia avançar e defendeu que a Casa aprecie logo o PL da Reciprocidade Comercial.

“Diziam que iam pautar a anistia esta semana. Não vai ter anistia esta semana por um motivo bem claro, esta Casa, o presidente [da Câmara] Hugo Motta, a maioria dos partidos, pensaram no Poder Legislativo. Não faz sentido paralisar uma pauta, votações importantes, em cima de um projeto de anistia que, além de tudo, é inconstitucional”, destacou.

Reciprocidade comercial

O artigo 1º do projeto de lei da reciprocidade comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

Se aprovada, a lei valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

No Artigo 3º, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.

Às vésperas do anúncio do novo tarifaço de Donald Trump, um escritório ligado ao governo dos EUA divulgou relatório com críticas ao modelo de tarifas que o Brasil impõe às importações em setores como etanol, audiovisual, bebidas alcoólicas, produtos de telecomunicações, máquinas e equipamentos e carne suína, além de reclamar da preferência dada pela legislação e normas do Brasil aos produtores nacionais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bahia Farm Show 2025 é apresentada em Barreiras


Com a presença de prefeitos de 22 municípios, lideranças políticas e empresariais, parceiros, representantes do agronegócio e da imprensa, a sede da Aiba, em Barreiras, foi palco, na manhã desta terça-feira (1º), da apresentação da 19ª edição da Bahia Farm Show. Maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste, o evento acontecerá de 9 a 14 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, com o tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”.

Durante a apresentação, a Aiba destacou as principais ações realizadas nos primeiros 90 dias da atual gestão, além de eventos que já fazem parte da agenda da entidade. O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, ressaltou a importância da feira para o agronegócio baiano.

“A Bahia Farm Show é uma grande vitrine de inovação e desenvolvimento sustentável. Durante cinco dias, a feira movimenta diferentes setores, gerando emprego e renda e fortalecendo o agronegócio da Bahia. Além disso, este evento representa um espaço estratégico para discutirmos as principais demandas do setor junto às prefeituras e demais instituições. De 9 a 14 de junho, temos um encontro marcado na Bahia Farm Show: Agro Inteligente, Futuro Sustentável”, afirmou.

A organização também destacou as novidades da edição 2025, que deve atrair milhares de visitantes e reforçar a relevância da feira para o desenvolvimento socioeconômico do estado.

“Nosso objetivo é ampliar ainda mais o público participante da feira. Hoje, apresentamos um convite especial aos prefeitos e secretários municipais para incentivarmos a participação de pequenos e médios produtores, agricultores familiares e estudantes da região. Queremos mostrar o que o agronegócio tem de mais inovador e sustentável, destacando o papel do Matopiba na produção nacional”, explicou o diretor da Bahia Farm Show, Alan Malinski.

A Feira

Reconhecida como uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro, a Bahia Farm Show reúne inovação, tecnologia e oportunidades de negócios. Em 2025, o evento contará com 246 mil metros quadrados de área e mais de mil marcas expositoras, incluindo fabricantes de máquinas agrícolas, startups de inteligência artificial, empresas de energia renovável e soluções para agricultura de precisão e sustentável.

O presidente da Assomiba, Fábio Martins, reforçou a importância da feira para o setor. “A Bahia Farm Show é o evento mais esperado do ano para nós. A feira é um dos pilares da nossa associação, e temos muito orgulho de fazer parte dessa história”, declarou.

A Abapa, parceira da Aiba desde a primeira edição da feira, também confirmou presença no evento. “Mais uma vez, estaremos na feira para receber produtores, técnicos e visitantes interessados em conhecer os projetos da Abapa e o trabalho que desenvolvemos na região. Participar e apoiar a Bahia Farm Show é motivo de grande satisfação para nós”, destacou a diretora da Abapa, Eliza Zanella.

A programação da feira inclui leilões de gado de corte, palestras, oficinas, treinamentos e demonstrações de novas tecnologias, além de um espaço dedicado à comercialização de produtos da agricultura familiar. “Nossa cidade é a sede deste evento e a 19ª edição traz a força do agronegócio e mostra o que temos de melhor na nossa região para o Brasil e para o mundo. Então fico muito feliz de a prefeitura participar de maneira efetiva para que esse evento aconteça e fazer com que os negócios na nossa cidade cresçam, gerando mais oportunidade de emprego e renda, para nossa população”, concluiu o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá.

A Bahia Farm Show 2025 é uma realização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano (Fundação Bahia) e da Associação dos Revendedores e Representantes de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba).

Assembleia do Consid

Antes da apresentação da feira, a sede da Aiba recebeu uma Assembleia do Conselho Multifinalitário do Oeste da Bahia (Consid). O encontro reuniu prefeitos de 20 municípios para discutir temas estratégicos para o desenvolvimento da Bahia, como investimentos do Programa de Desenvolvimento Agropecuário (Prodeagro) em parceria com as prefeituras e pautas ambientais.

O presidente do Consid e prefeito de Santa Rita de Cássia, Zezo Aragão, destacou a importância da reunião. “Esse encontro foi essencial para fortalecer as demandas trazidas pela Aiba e Abapa e reforçar o compromisso de incentivar a participação dos estudantes na Bahia Farm Show. Quando unimos a sociedade, o setor empresarial e o poder público, garantimos mais relevância para os temas debatidos e fortalecemos nossa região e todo o estado da Bahia”, afirmou.

 





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Agronegócio bate recorde com 28 milhões de pessoas atuando no setor em 2024



O agronegócio brasileiro tinha no ano passado 28,2 milhões de pessoas ocupadas, segundo o boletim trimestral “Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro”, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Conforme a CNA, em nota, esse é o maior número registrado desde o início da série histórica, em 2012. “O setor respondeu por 26,02% das ocupações totais do país, um crescimento da população ocupada no agronegócio de 1,0% em relação a 2023, impulsionado pelos segmentos de insumos, agroindústria e, principalmente, agrosserviços.”

De acordo com o boletim, em 2024 os rendimentos mensais dos empregados no agronegócio cresceram 4,5% na comparação com 2023, superando o comportamento registrado no mercado de trabalho geral (4,0%).

“A publicação mostrou, ainda, crescimento do número de empregados com ou sem carteira assinada em 2024, além de maior participação de trabalhadores com nível educacional mais elevado e aumento da presença feminina nos cargos ocupados.”

Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio

A pesquisa utiliza como principal fonte de informações os microdados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua versão trimestral (PNAD-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesses dados, o Cepea aplica metodologias próprias de identificação de atividades relacionadas ao agronegócio.

O Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro é uma publicação trimestral elaborada pelo Cepea e desde 2023, passou a contar também com a parceria da CNA.



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Polícia prende suspeito de tráfico com 215 animais em cativeiro



A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu em flagrante nesta quarta-feira (2), na região dos Campos Gerais, um homem investigado pelo crime de tráfico de animais.

De acordo com o delegado Guilherme Dias, a corporação já monitorava o suspeito por meio de anúncios na internet. Durante a operação, os oficiais encontraram um cativeiro onde 215 animais eram mantidos.

“No local, foram apreendidos pássaros nativos e exóticos, serpentes da América do Norte e cães da raça pug. Os animais estavam em condições inadequadas e seriam destinados à venda”, afirma.

O homem foi autuado em flagrante pela polícia e responderá pelos crimes de tráfico de animais e maus-tratos. Para essas infrações, as penas podem chegar a seis anos de prisão.

Como denunciar à polícia

Em casos de suspeitas de maus-tratos, Dias ressalta que o cidadão pode registrar um boletim de ocorrência online no site da PCPR. O mesmo vale para denúncias em outros estados.

Segundo ele, nestas situações, é necessário que o crime esteja ocorrendo ou tenha ocorrido a prática de ato de abuso, maus-tratos, ferimentos propositais de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Além disso, a população pode denunciar o crime de forma anônima no Disque-Denúncia 181.



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Atenção! Chuva excepcional, superior a 200 mm, está prevista para as próximas horas



O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, disse na edição desta quarta-feira (2) do telejornal Mercado & Companhia, que chuvas excepcionais podem atingir o litoral paulista e boa parte do estado do Rio de Janeiro nos próximos três dias. Segundo o meteorologista, isso acontece por causa da aproximação de uma frente fria que já causa tempestades na região Sul do Brasil.

A previsão é que a chuva seja contínua e volumosa em um curto período de tempo. Müller reforça o aviso, pois outros eventos de chuva extrema causaram grande impacto para a população das duas regiões. Em 2011 e 2022, chuvas torrenciais causaram a morte de mais de mil pessoas na região serrana do Rio.

No ano de 2020, outra tempestade matou dezenas de pessoas na Baixada Santista e no Carnaval de 2023, enchentes e deslizamentos deixaram um saldo de 65 mortes no litoral norte paulista.

Mais de 200 mm de chuva

De acordo com Müller, o estado do Rio de Janeiro será o mais impactado, com previsão de mais de 200 mm de chuva em 48 horas. “Na Região da serra pode até ultrapassar os 350mm, então muita atenção para quem mora no Rio, estejam atentos aos avisos da Defesa Civil, respeitem os sinais das sirenes, porque o mais importante é preservar a vida”, afirmou.

O meteorologista também fez um alerta para tempestades no centro-norte do Brasil por causa da atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), um sistema meteorológico que se forma na alta troposfera, que é caracterizado pela circulação de ventos no sentido horário e que favorece a formação de chuvas fortes.

Nova frente fria

Outra frente fria, acompanhada de rajadas de vento, chega ao Sul do Brasil e vai provocar chuvas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina nos próximos dias.

E o Sol?

O sol predomina apenas na Bahia, norte de Minas Gerais e no estado de Goiás. Os termômetros no interior de São Paulo chegam aos 33° C. Em Mato Grosso, a máxima alcança os 32° C. No restante do Brasil, por causa do calor, chuvas isoladas acontecem no período da tarde.



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Governo vai lançar programa para apoiar produtores rurais indígenas


O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, informou nesta quarta-feira (2) que o governo anunciará, em breve, um programa de assistência técnica especializada para assessorar indígenas em suas plantações. A iniciativa deve ser lançada nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida atenderá, primeiramente, povos do Xingu. Também na primeira etapa serão priorizados os guarani kaiowá, que vivem em Mato Grosso do Sul.

O ministro destacou que, atualmente, dentro do Plano Safra, de concessão de crédito para quem atua como produtor rural, já existe uma categoria específica para quilombolas e indígenas.

Ao todo, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que empresta crédito com juros mais baixos do que o mercado, possui 14 modalidades, sendo que esses dois grupos minoritários podem se encaixar no Pronaf A e A/C, que também contempla beneficiários do Plano Nacional de Reforma Agrária e do Plano Nacional de Crédito Fundiário.

“Já tem um Pronaf para indígenas. Um financiamento de R$ 50 mil, com 5% de juros, desconto de 20% do valor financiado”, contextualizou Teixeira.

“Tem que ter uma cultura própria, porque os indígenas querem produzir seus alimentos, mas esbarram em coisas formais”, acrescentou.

Recursos do Plano Safra

O Plano Safra 2024/2025 tem um montante de R$ 400,59 bilhões de crédito para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

No final de fevereiro, o governo federal editou a Medida Provisória (MP) 1.289/25, obtendo R$ 4,17 bilhões de crédito extraordinário para o Plano Safra 2024/2025. Desse total, R$ 3,53 bilhões foram para cobrir operações de custeio agropecuário, comercialização de produtos agropecuários e investimento rural e agroindustrial, e o restante, R$ 645,7 milhões, para as ações do Pronaf.

Quanto aos resultados do Pronaf A, o governo identificou um aumento de 49% sobre o número de operações e de 105% no valor financiado, que subiu de R$ 116 milhões na safra passada para R$ 239 milhões.

Críticas dos indígenas

indígenas pedindo demarcação de terrasindígenas pedindo demarcação de terras
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Uma das críticas do movimento indígena é que a quantia reservada ao agronegócio seria um dos fatores que mais contribuem para sua expansão, enquanto, por outro lado, as demarcações de terras dos povos originários, além de estarem congeladas ou não avançarem em nenhuma fase, não teriam verbas.

Estas verbas, argumentam lideranças do movimento, são imprescindíveis, por exemplo, para garantir estrutura e pessoal para processos de desintrusão, ou seja, retirada de invasores e manutenção de equipes de segurança pública.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) de Mato Grosso do Sul, os primeiros indígenas a adquirir recursos pelo Pronaf A do Brasil foram os terena Oto Pauferro e Livrada Pauferro. Eles vivem em uma aldeia de Nioaque, um dos sete municípios habitados por esses povos.



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