quarta-feira, maio 27, 2026

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Arroba do boi gordo continuará valorizada no 1º semestre? Analistas respondem


O mercado físico do boi gordo registrou novos aumentos de preço no Brasil ao longo da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado Allan Maia, o encurtamento das escalas de abate, que tem variado entre cinco e seis dias úteis, contribuiu para o crescimento das cotações da arroba.

Outro fator que ajudou esse movimento de valorização é a expectativa de avanço no consumo de carne bovina, considerando a entrada dos salários na economia e o feriado de Páscoa. “As exportações de carne bovina em ótimo nível pelo Brasil também ajudam a reduzir a disponibilidade interna da proteína”, sintetiza Maia.

O que esperar para o restante do mês e do ano?

O coordenador da equipe de Inteligência de Mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, enxerga continuidade da valorização da arroba do boi gordo na primeira quinzena de abril. “Porém, na segunda quinzena, é possível que o mercado esteja mais pressionado, mas ainda assim se mantendo próximo aos R$ 300 por arroba.”

Segundo ele, isso acontece por conta da chegada do outono que motiva a tradicional desova de fim de safra. “O capim perde o seu vigor e, assim, temos um cenário de maior necessidade do vendedor em ofertar boiadas entre abril e maio, o que colabora com um cenário mais baixista, seja em ano de alta ou de baixa”.

Ainda assim, de acordo com o especialista, 2025 será um ano com viés de baixa sem muita força. “A ‘barrigada’ para este final de safra não deve ser muito forte, então não interpretamos um cenário em que o mercado ceda, salvo se as condições que tivermos agora de mercado, como a guerra comercial entre Estados Unidos e China, a manutenção de exportação ao mercado chinês, as aberturas de mercado e o mercado doméstico não sofrerem nenhuma alteração”.

Exportações aquecidas

carnecarne

O cenário exportador de carne bovina esteve aquecido no primeiro trimestre do ano, com recorde de exportação e preço em dólar maior do que em 2024.

“Esses fatores contribuem para que a indústria exportadora garanta as suas margens. Quanto à oferta de boiadas, vemos elas chegando de forma constante no mercado, em linha com os números do primeiro trimestre de 2024. Contudo, janeiro e fevereiro deste ano registraram abates superiores na comparação anual, de acordo com o Sistema de Inspeção Federal, ainda que tenham desacelerado nos últimos dias, principalmente em março.”

Segundo Fabbri, o ritmo mais lento dos últimos dias tem provocado dificuldades dos compradores encontrarem machos terminados e bem acabados nas praças de comercialização, levando à firmeza da arroba do boi nesta semana, mesmo com a maior participação de fêmeas na linha dos abates.

Variação de preços da arroba doi boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 3 de abril, conforme dados de Safras & Mercado:

  • São Paulo (Capital): R$ 325, avanço de 1,56% frente ao fechamento da última semana, de R$ 320
  • Goiás (Goiânia): R$ 320, alta de 3,23% perante os R$ 310 da semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 305, estável frente ao fechamento anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, acréscimo de 1,59% frente aos R$ 315 do último período
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310, aumento de 1,64% frente à semana passada, de R$ 305
  • Rondônia (Vilhena): R$ 285, valor 3,64% superior frente aos R$ 275 do último período

Preços no atacado

O mercado atacadista manteve preços ao longo da semana, embora haja uma tendência de elevação no curto prazo em meio à expectativa de demanda mais firme na primeira metade de abril.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25,50 o quilo, sem alterações ante ao fechamento da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,50 o quilo, também sem mudanças.

*Com informações da Safras News



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Na Zona Leste de SP, horta é oásis verde e leva educação ambiental a estudantes



Há duas décadas, uma área com sete mil metros quadrados, com 200 espécies de árvores catalogadas e uma horta, é um oásis de preservação ambiental em uma das vias mais movimentadas do bairro da Mooca, na Zona Leste da cidade de São Paulo.

Aberta à população, a Horta das Flores, que fica ao lado da Radial Leste, foi totalmente reformada e recebeu uma estufa. O novo equipamento de agricultura foi entregue por meio do programa Sampa+Rural.

O objetivo do programa é agregar em um único ambiente informações sobre desenvolvimento rural sustentável, turismo, meio ambiente e alimentação saudável, onde qualquer cidadão possa explorar e descobrir as zonas rurais da cidade.

Agora, a Horta das Flores está preparada para receber plantio, visitas e capacitações. Através de um processo colaborativo, a estufa do local foi reformada e a estrutura ganhou um filme plástico, difusor que é próprio para o ambiente.

Toda semana, de três a quatro escolas visitam o espaço e universitários que estudam na região, colaboram no manejo dos cultivos. “Nosso foco é educação ambiental, então a gente tem uma variedade muito grande de ervas”, disse José Luiz Fazzio, presidente da Associação Verditude de São Paulo.

A Horta das Flores fica na avenida Alcântara Machado, no bairro da Mooca, em São Paulo.



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Milhares de indígenas acampam em Brasília pelo direito à terra


A 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) recebe, neste domingo (6), em Brasília, milhares de indígenas de todas as regiões do país em defesa da demarcação dos seus territórios.

Ao todo, são esperadas cerca de 10 mil indígenas com previsão de atos e programações ao longo de toda a semana, entre 7 e 11 de abril.

No acampamento, em meio ao comércio do artesanato indígena, o português se mistura com outras das 274 línguas indígenas do Brasil, na maior mobilização anual dos povos originários brasileiros.

A indígena Andrea Nukini, de 44 anos, levou quatro dias e quatro noites viajando de ônibus da aldeia do povo Nukini, no município de Mancio Lima (AC), até Brasília. Segundo ela, a falta de demarcação obriga os povos a se manterem mobilizados.

“A nossa luta nunca acaba, porque a gente nunca tem o território totalmente nosso e demarcado. Era para todos nós, povos indígenas, termos nossos territórios demarcados, como manda a Constituição há mais de 35 anos. Mas isso não acontece”, destacou.

Marco temporal

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Marciely Tupari, coordenadora secretária da COIAB, em frente a barracas no Acampamento Terra Livre (ATL). Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil

Entre as prioridades do movimento neste ano, como nas edições anteriores, está a luta contra o Marco Temporal, tese que diz que apenas os povos indígenas que estavam em seus territórios na promulgação da Constituição, em outubro de 1988, têm direito à demarcação da terra.

A coordenadora secretária da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Marciely Tupari, explicou que a expectativa é reverter o cenário atual, criado com a mesa de conciliação estabelecida no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir o Marco Temporal. Indígenas organizados abandonaram a mesa por contestarem sua legitimidade.

“O movimento indígena definiu que estar nesse espaço era validar o que o Gilmar Mendes estava propondo, e uma das propostas era a mineração em territórios indígenas, o que sempre fomos contra. Não fazia sentido a gente estar num espaço para debater os nossos direitos e liberar o nosso território para empreendimentos. Nossos direitos não são negociáveis”, afirmou a liderança.

Após o Marco Temporal ser considerado inconstitucional pelo STF, o Congresso Nacional aprovou a lei que instituiu a tese. O caso, então, voltou para o Supremo e o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, abriu uma mesa de conciliação para tratar do tema, solução que vem sendo rejeitada pelo movimento indígena.

Nessa mesa, o magistrado apresentou proposta de legislação que abre caminho para mineração em terras demarcadas. Posteriormente, a proposta foi retirada, mas voltará a ser tratada em outra conciliação aberta por Mendes.

“A gente tem exemplo do impacto que a mineração traz para dentro dos territórios e dos nossos rios, como ocorre com os Yanomami e os Munduruku. Os parentes estão sofrendo com a desnutrição, com mercúrio dentro do corpo, os peixes estão contaminados”, justificou Marciely.

Representação na COP30

O ATL 2025 busca ainda articular a pauta dos povos indígenas com a realização da COP30, para convencer os países que vem ao Brasil de que a demarcação dos territórios indígenas é parte da luta contra o aquecimento da terra. A Conferência da ONU para Mudanças Climáticas (COP30) ocorrerá em Belém (PA), em novembro deste ano.

“A gente está se articulando também para fazer, por exemplo, uma NDC [Contribuição Nacionalmente Determinada] indígena, para se contrapor à NDC que o governo lançou na COP do ano passado, quando ele não introduziu os problemas que o agronegócio traz para as mudanças climáticas”, acrescentou a liderança da COIAB.

As NDC são as metas definidas pelos países para redução dos gases do efeito estufa. O governo brasileiro apresentou sua NDC prevendo reduzir em 53% a emissão de gases até 2030.

Com o tema “A respostas somos nós: Em defesa da Constituição e da vida”, o Acampamento Terra Livre de 2025 é organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e deve receber cerca de 200 povos de todas as regiões do país em cinco dias de programações e protestos à favor da demarcação das terras indígenas.



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riscos e oportunidades para o agro brasileiro



O recente anúncio de Donald Trump sobre a imposição de tarifas de importação contra centenas de países marca uma mudança histórica nas políticas comerciais norte-americanas, com consequências significativas para o Brasil e o comércio global. O presidente da maior economia do mundo justificou as tarifas como parte de sua política protecionista.

Segundo ele, o tarifaço busca fortalecer a indústria e reduzir déficits comerciais bilaterais, que somam cerca de US$ 1 trilhão por ano. Trump descreveu ainda as medidas como uma “declaração de independência econômica”, afirmando que elas libertarão os Estados Unidos da dependência de produtos estrangeiros e ajudarão a revitalizar o “sonho americano”.

Impacto no Brasil

Embora o Brasil tenha sido incluído na lista de países afetados, a tarifa aplicada aos produtos brasileiros foi de 10%, considerada a mínima entre as novas taxas impostas. Isso coloca o Brasil em uma posição menos desfavorável em comparação com países como Vietnã (46%), China (34%) e União Europeia (20%).

Para Vito Villar, líder de Política Internacional na BMJ Consultores Associados, a medida pode gerar tanto desafios, quanto oportunidades para o Brasil. “Principalmente, por existir agora uma vantagem tarifária (pela baixa alíquota comparada a competidores) é possível que oportunidades se abram ao comércio brasileiro nos Estados Unidos”, assegura.

Sobre a justificativa de tarifas desiguais entre os dois países, levantada pelo governo norte-americano anteriormente, Villar enxerga pouca relevância na decisão. 

“No limite, a questão tarifária pouco importou para a imposição de tarifas, mas, sim, o déficit tarifário que os EUA possuíam com o destino. Por isso, países com baixas tarifas de importação como a Austrália ficaram equiparados a países com altas, como o Brasil”, afirma.

Consequências globais

Além disso, o tarifaço pode impulsionar negociações comerciais e acordos como o do Mercosul com a União Europeia. Mas Villar alerta que um possível excesso produtivo mundial pode ser direcionado ao Brasil, pressionando preços e aumentando a concorrência interna.

Sobre as possíveis mudanças na dinâmica do comércio agrícola global, o especialista pondera que é necessário aguardar os próximos passos e a efetiva aplicação das tarifas. “Em 2018, o aumento das tarifas ocasionou um grande desvio de comércio agrícola para a China”, recorda.

Ele destaca que a única saída, pelo menos neste momento, é a franca negociação com os Estados Unidos, seja em abertura comercial seja em renegociação das próprias tarifas. 



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Pragas ou aliados? Concurso de fotos mostra o impressionante mundo dos insetos



Para a agricultura, alguns insetos, como abelhas e joaninhas, são aliados na eliminação natural de pragas e ainda ajudam na polinização, enquanto outros, como gafanhotos e lagartas, são inimigos capazes de destruir toda uma lavoura.

O que não se pode negar é que a estrutura corporal desses animais invertebrados é fascinante. O concurso global anual de fotografias da Sociedade Real de Entomologia do Reino Unido trouxe uma lupa sobre alguns deles com imagens produzidas por amadores e profissionais de 44 países.



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Pecuaristas terão desconto de 70% nas avaliações genômicas de angus e brangus


A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack e a Associação Brasileira de Brangus (ABB) firmaram parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae/PR) para subsidiar avaliações genômicas de animais das raças Angus, Brangus e Ultrablack.

Assim, os valores aos pecuaristas passam a ser reduzidos em 70%, com a avaliação completa a R$ 45,50 e prazo de até 60 dias para o recebimento dos resultados, que serão compartilhados junto ao Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) ou outro escolhido pelo criador.

De acordo com a coordenadora de projetos técnicos da ABB, Ândrea Plotzki Reis, os produtores terão a oportunidade de fazer escolhas mais assertivas na seleção de seus animais a um preço mais acessível.

“Por enquanto, o subsídio está disponível para criadores do Paraná, mas também temos um projeto semelhante para os pecuaristas do Rio Grande do Sul por meio do Sebrae-RS. […] essas iniciativas podem vir a ser modelos para outras regiões. Esperamos que parcerias parecidas possam ser desenvolvidas em outros estados”, enfatiza a profissional.

Coleta em angus e brangus

coleta material genético angus e branguscoleta material genético angus e brangus
Foto: Reprodução

A coleta do material genético tanto de Angus quanto de Brangus (pelo com o bulbo ou cartilagem da orelha) deverá ser realizada pelo criador e encaminhada junto às informações de tatuagem, sexo, data de nascimento e, caso exista, registro do animal.

Saiba como participar:

  • Angus: o criador associado à Associação Brasileira de Angus e Ultrablack deverá encaminhar a amostra coletada e preenchida corretamente ao seguinte endereço: Largo Visconde do Cairú, 12 – Sala 901 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS – CEP 90030-110. Para dúvidas e informações, o contato pode ser realizado com Danielli Minuzzo pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (51) 9809-6806.
  • Brangus: o criador associado à Associação Brasileira de Brangus deverá contatar a coordenadora de Projetos Técnicos, Ândrea Plotzki Reis por meio do telefone (67) 99836-4532 ou [email protected] para realizar o cadastro, a coleta e o posterior envio dos materiais.

“A genotipagem permite que os criadores tenham informações detalhadas sobre o potencial genético dos seus animais desde cedo sem precisar esperar pelo desempenho produtivo ou reprodutivo, ou seja, principalmente em touros jovens, esse criador pode utilizar no seu rebanho com uma acurácia, uma confiança maior do que se não tivesse nenhuma informação prévia”, contextualiza Ândrea.



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confira a previsão do tempo para a semana



O tempo mais seco e frio, típico do outono, deve afetar o Sul e Sudeste do país, enquanto as demais regiões são marcadas por temporais e chuva que pode, em algumas áreas, superar os 100 mm. Confira a previsão do tempo do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, entre segunda (7) e sexta (11).

Sul

A semana começa com instabilidades que devem causar chuva no Rio Grande do Sul, especialmente intensas nas regiões de Uruguaiana e Santa Maria. As temperaturas continuam mais baixas à tarde em todo o Sul. De forma geral, os próximos cinco dias serão de precipitações bem distribuídas em territórios gaúcho e catarinense, com acumulados entre 30 mm e 40 mm. Já no Paraná, o tempo será mais seco, com volumes que não devem ultrapassar os 10 mm, o que pode iniciar um cenário de restrição hídrica sobre as lavouras em desenvolvimento.

Sudeste

A segunda-feira será de continuidade da chuva nas áreas litorâneas de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e no sul de Minas Gerais, com volumes entre 20 mm e 30 mm, sem alertas de temporais. Ao longo da semana, o interior paulista e mineiro terão dias mais secos, sem precipitações significativas, ao passo que lavouras de café capixabas devem ser beneficiadas com a umidade.

Centro-Oeste

A semana inicia com a circulação de ventos formando instabilidades em Mato Grosso, interior de Goiás e na metade norte de Mato Grosso do Sul, com pancadas de chuva mais fortes nos municípios de divisa com o Pará e Amazonas. De segunda à sexta, precipitações bem distribuídas em território mato-grossense, com volumes de cerca de 50 mm. Em Mato Grosso do Sul, a chuva não deve ultrapassar 30 mm. Em Goiás, tempo mais seco nos próximos cinco dias.

Nordeste

A semana começa com a chuva aumentando no Maranhão e no oeste do Piauí, com alerta de temporais. Ao longo da semana, a chuva retorna para a Bahia com volumes entre 30 mm e 40 mm devido a atuação de uma frente fria, o que deve aliviar a restrição hídrica em lavouras e pastagens. Nos demais estados, precipitações entre 20 mm e 30 mm, trazendo umidade para a região do agreste nordestino. Devido a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a chuva no norte maranhense deve ultrapassar os 100 mm até sexta-feira (11).

Norte

A semana começa com temporais em Manaus, Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e Boa Vista (RR). Ao longo dos dias, chuvas de 100 mm no centro-norte do Amazonas, de Roraima, do Pará e do Amapá, com potencial para danificar estradas. No Acre e em Rondônia, a chuva
também persiste, mas com volume menor, de 50 mm. Situação adversa no Tocantins, com predomínio de tempo quente e seco no centro-sul do estado, enquanto no centro-norte, precipitações de, aproximadamente, 50 mm.



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Cultivo de abóbora, feijão e milho na mesma área otimiza recursos para produtores



A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) iniciou estudos sobre o plantio consorciado de milho crioulo e feijão mangalô no mesmo terreno. A modalidade de cultivo surgiu através do resgate de um antigo sistema da agricultura familiar unindo tradição e eficiência.

O sistema Milpa, que é uma forma muito antiga de cultivo, também conhecido como “três irmãs”, consiste na plantação de milho, feijão e abóbora dentro de uma mesma área. A estratégia foi adotada para a otimizar recursos e gerar segurança alimentar.

“O resgate e manutenção dos milhos crioulos vem sendo realizado por produtores e empresas de pesquisa e, diante disso, vimos como uma oportunidade de inserção do cultivo do feijão mangalô, uma espécie que faz parte do grupo das plantas alimentícias não convencionais (Panc)”, diz a pesquisadora Marinalva Woods, da Epamig.

Mesmo no início da pesquisa, podem se sentir efeitos positivos. A presença de insetos benéficos para o cultivo e o desenvolvimento das plantas com menor índice de efeitos prejudiciais gerados por doenças são alguns deles.

Além disso, a fixação de nitrogênio no solo por parte do feijão mangalô contribui para a melhor formação do milho promovendo uma melhor adaptação em um cenário de mudanças climáticas.

A medida também favorece a segurança alimentar e nutricional. por garantir diversidade de produtos e beneficiar a alimentação da população de maneira geral.

*Com supervisão de Thiago Dantas



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Festival das abelhas traz exposições, bazar e concurso de fotografia em SP


A 4ª edição do Hachimitsu Matsuri, festival dedicado às abelhas, será realizada entre os dias 10 e 13 de abril no Pavilhão Japonês do Parque Ibirapuera, em São Paulo. O evento contará com bazar, exposição de fotos, workshops, palestras e convidados especiais.

Durante os quatro dias, 17 expositores apresentarão produtos ligados às abelhas e ao mel. Entre os destaques gastronômicos, a Na Na Ya Patisserie e a Mori Chazeria trarão doces e bebidas à base de mel.

Neste ano, o evento traz uma novidade: o II Concurso de Fotografia, que premiará os melhores registros de abelhas nas categorias Meliponini (sem ferrão), Euglossini (das orquídeas) e semi-sociais. Os vencedores receberão uma câmera Instax.

Foto: Leonardo Amaro/ Cidade São Paulo

As palestras abordarão temas importantes e pouco divulgados, como observação e registro de abelhas na natureza, a diversidade de méis brasileiros e jardins agroflorestais. Além de uma oficina infantil sobre abelhas sem ferrão como atividade educativa para as crianças.

O evento acontece das 10h às 17h. A entrada será gratuita no primeiro dia (10). Nos demais dias, os ingressos custam R$ 15 (inteira) e R$ 7 (meia).

O Pavilhão Japonês

O Pavilhão Japonês foi construído em 1954 pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira como um presente à Prefeitura de São Paulo, em comemoração ao IV Centenário da cidade.

A estrutura foi transportada desmontada, em navio, e utiliza materiais trazidos do Japão, como madeiras especiais, pedras vulcânicas do jardim e lama de Kyoto, que dá textura às paredes. A construção contou com a participação de imigrantes japoneses, que atuaram como voluntários ao lado do corpo técnico vindo do Japão.

Situado às margens do lago do parque, o pavilhão abriga um salão nobre, salas anexas, salão de exposição, um jardim e um lago de carpas, tornando-se um importante símbolo do intercâmbio cultural entre Brasil e Japão.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores de citros intensificam manejo de pragas



Colheita de bergamota e laranja seguem em andamento




Foto: Seane Lennon

A colheita da bergamota Satsuma Okitsu e de algumas variedades de laranja de umbigo está em andamento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3), o retorno das chuvas ajudou na recuperação das folhas, mas frutos e parte da vegetação exposta ao sol sofreram queimaduras, principalmente na bergamota Murcott.

Na região de Erechim, a precipitação reduziu a queda prematura dos frutos, e a expectativa é de que, com a estabilização do clima, o calibre aumente. O preço inicial da laranja destinada à indústria de suco, especialmente das variedades precoces, é de R$ 1,40/kg.

Em Soledade, a colheita da bergamota Okitsu ocorre no Baixo Vale do Rio Pardo. A umidade adequada do solo favoreceu a formação dos frutos, enquanto os produtores intensificam o manejo da mosca-das-frutas, uma das principais pragas da citricultura. Até o momento, a pressão de doenças e outras pragas está baixa.





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