terça-feira, maio 26, 2026

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Clima úmido afeta algodão argentino



Chuvas interrompem colheita, mas beneficiam safra de inverno na Argentina




Foto: Canva

As chuvas registradas em áreas agrícolas da Argentina interromperam parcialmente a colheita das culturas de verão, mas contribuíram para a reposição da umidade no solo, beneficiando o preparo da próxima safra de grãos de inverno. As informações constam no boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (8) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Segundo o relatório, precipitações moderadas a fortes, entre 25 e 50 milímetros, foram registradas no sudeste da província de Buenos Aires, além de partes do Chaco e de Santa Fé. O USDA informou que, embora essas chuvas tenham sido prematuras para o algodão e tenham interferido na colheita, foram úteis para recuperar as reservas hídricas necessárias ao desenvolvimento das lavouras de inverno.

“As temperaturas semanais ficaram de 3 a 5 graus Celsius abaixo da média nas principais regiões agrícolas do país”, aponta o boletim. As máximas diurnas variaram entre 25 °C e 30 °C. Já as mínimas noturnas oscilaram de 5 °C a 10 °C nas áreas agrícolas do norte, enquanto em Córdoba e no sul de Buenos Aires os termômetros marcaram valores próximos ou ligeiramente acima de zero grau.

De acordo com dados divulgados pelo governo argentino, até o dia 3 de abril, 75% da colheita de girassol havia sido concluída. A colheita de milho, por sua vez, alcançava 17% da área total cultivada.





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Demanda por carne brasileira cresce, mas efeito será breve, diz analista



Os impactos da guerra comercial entre Estados Unidos e China tendem a favorecer as exportações do complexo carne brasileiro, especialmente em relação à proteína suína, estima o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Isso porque o gigante asiático retaliou as ofensivas de Donald Trump e expandiu as tarifas para produtos norte-americanos em 84%, ao passo que a Casa Branca passará a aplicar taxas de 145% aos chineses. Estudo preliminar da Organização Mundial do Comércio (OMC) estima que as transações entre as duas potências tende a reduzir em 80%.

Neste contexto, Iglesias ressalta que o Brasil tende a ganhar mercado em exportações de carne bovina, mas em fatias menores do que a suína e a de aves. “Os cortes de carne bovina que os Estados Unidos costuma exportar para a China são os de maior valor agregado e quem mais preenche esses requisitos de exportação ao mercado chinês é a Austrália, que deve ser a grande beneficiada em um primeiro momento.”

Quanto à proteína suína, o analista enxerga o Brasil ganhando competitividade expressiva em 2025, com volume próximo a 1,4 milhão de toneladas embarcadas, 8% a mais do que no ano passado.

Benefícios apenas no curto prazo

Iglesias acredita que a conjuntura global aponta para o Brasil se notabilizando como alternativa às commodities dos Estados Unidos, visto que antigos parceiros comerciais, agora taxados por Trump, tendem a voltar os olhos para a agropecuária nacional.

“O Brasil pode ter, em primeira instância, ganhos em função disso, mas o que realmente preocupa em toda essa situação, em toda essa dinâmica de mercado, é que no médio e longo prazo, as economias vão acabar sendo prejudicadas.”

O analista destaca que a atividade econômica global pode trvar, levando a um quadro de recessão econômica ao redor do mundo. “No curtíssimo prazo, realmente o Brasil parece ser o grande beneficiado quando olhamos para a exportação de commodities, porém, para os segmentos industriais do Brasil que dependem de importação para manter os parques fabris trabalhando, esse quadro é muito mais complexo”, enfatiza.

De acordo com Iglesias, a aversão ao risco que gera desvalorização do real e das outras moedas dos países emergentes é uma preocupação que precisa estar no radar dos produtores brasileiros, visto que encarecerá o custo de produção.



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Região com seca há 2 meses deve receber 100 mm de chuva; veja quando e onde


A chuva que atualmente está concentrada no sul da Bahia nos últimos dias deve subir o mapa e avançar para o interior do Nordeste a partir da madrugada desta sexta-feira (11) até a próxima terça-feira (15), mostra previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Assim, as principais áreas produtoras de grãos da fronteira agrícola do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), muitas sem precipitações significativas há, pelo menos, dois meses, devem receber volumes de, aproximadamente, 100 mm no período, especialmente neste fim de semana (veja mapa abaixo).

Isso acontece por conta da mudança no padrão atmosférico com a passagem de um sistema frontal no oceano, que vai contribuir para o aumento da umidade na Região Nordeste, conforme a meteorologista do Inmet Morgana Almeida.

Segundo ela, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também atuará com mais intensidade nestes dias, provocando chuvas fortes na faixa norte e leste nordestina, especialmente em áreas do Maranhão, Piauí e Ceará.

A previsão do Inmet ressalta, também, que para a Bahia e o litoral de Sergipe, a situação inspira muita atenção porque as chuvas devem persistir com mais força neste final de semana, principalmente no Recôncavo Baiano e em Salvador.

Chuva bem-vinda

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Volume de chuva estimado entre os dias 9 e 13 de abril. Foto: Climatempo

Morgana ressalta que a previsão de chuvas significativas no interior do Nordeste está sendo aguardada com expectativa, visto que uma ampla área da região registrou déficit nos meses do verão.

No Matopiba, a oferta hídrica favorece os cultivos de algodão e os plantios de segunda safra de milho no Tocantins e no Maranhão.

Já a agrometeorologista do Inmet Lucietta Martorano acrescenta que, no Maranhão, as lavouras de milho estão no período de floração e as de algodão entrando na fase fenológica de formação das maçãs e a chuva favorecerá os cultivos.

As chuvas também vão favorecer culturas agrícolas no sudoeste do Piauí e no oeste da Bahia, áreas que ainda estão enquadrados na condição de restrição hídrica, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).



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Agência dos EUA confirma fim da La Niña e retorno da neutralidade climática no planeta



A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) anunciou hoje (10) que o fenômeno La Niña chegou ao fim. Segundo o novo boletim, o oceano Pacífico voltou a apresentar condições de neutralidade em março de 2025. Isso significa que, no momento, não há nem La Niña nem El Niño influenciando o clima global — uma situação chamada de fase neutra.

De acordo com a agência americana, as temperaturas do mar na região central do Pacífico, que estavam abaixo da média nos últimos meses, voltaram ao normal. Os ventos e as nuvens também mudaram de comportamento, mostrando que a atmosfera já não está mais respondendo como acontecia durante a La Niña.

A previsão é que essa fase neutra continue pelos próximos meses, com mais de 50% de chance de persistir até o trimestre entre agosto e outubro.

Chances do La Niña retornar

Para o segundo semestre do ano, os modelos de previsão climática ainda mostram bastante incerteza. Existe uma chance de 38% de a La Niña voltar, e menos de 20% de termos um novo El Niño.

No entanto, como essa é justamente a época do ano em que os modelos costumam ter o pior desempenho, ainda é cedo para afirmar com segurança o que vai acontecer nos próximos meses. Será preciso aguardar mais algumas atualizações para entender melhor o comportamento dos oceanos e da atmosfera.

Como fica a situação no Brasil?

Essa mudança no padrão do Pacífico pode alterar a forma como as chuvas se distribuem pelo Brasil. Durante a La Niña, é comum que o Sul do país fique mais seco, enquanto o Norte e o Nordeste recebem mais chuva. Com o fim do fenômeno, esse padrão começa a perder força. O clima tende a ficar mais instável e irregular, sem uma tendência clara.

O Sul, por exemplo, pode ter períodos de chuva e seca se alternando com mais frequência. Já o Norte e o Nordeste devem começar a sentir uma leve diminuição das chuvas nos próximos meses.

Mesmo com o fim da La Niña, é importante lembrar que outros fatores também influenciam o clima no Brasil, como o aquecimento do oceano Atlântico. Por isso, o monitoramento segue constante. O próximo boletim da NOAA será divulgado no dia 8 de maio.



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Indecisão de Trump sobre tarifas gera incertezas para o agronegócio brasileiro



A recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de remover tarifas de importação para diversos países, mantendo-as apenas para a China, gerou um debate intenso pelo mundo. A medida levantou questionamentos sobre possíveis vantagens e desafios para o Brasil.

Depois de anunciar uma pausa de 90 dias nas tarifas recíprocas aos países que não retaliaram as medidas dos Estados Unidos, exceto China e Canadá, a União Europeia decidiu hoje (10) suspender, também por 90 dias, as primeiras medidas contra as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump.

O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, participou do telejornal Mercado & Companhia desta quinta-feira (10), e falou sobre a situação.

Recado inusitado de Trump

Horas antes de tirar as tarifas, Trump deu um recado na sua própria rede social dizendo: “este é um ótimo momento para comprar”. Segundo o comentarista, a ação de Trump configura uma “informação privilegiada e tendenciosa”, que beneficiou aqueles que agiram rapidamente no mercado financeiro. “Quem entendeu o recado dele, comprou e ganhou dinheiro”, afirmou Daoud.

Tarifas de Trump e as chances para o agro

Apesar das críticas, a decisão de Trump abre oportunidades para o Brasil, que é um grande exportador de proteína animal. A redução das tarifas pode impulsionar as vendas de carne de frango, suína e bovina para outros países, aumentando a demanda pelos produtos brasileiros.

No entanto, Daoud alerta para os desafios que o setor pode enfrentar. “Não é tão simples assim. Nós temos a questão também dos custos que estão subindo, a gente viu aí agora o dólar caiu, já está subindo, a nossa infraestrutura, né? Hoje nós temos uma insatisfação generalizada com o governo em função de uma série de problemas”.

Outro ponto de preocupação é o impacto no mercado interno. O aumento das exportações pode levar a uma redução da oferta de carne no Brasil, pressionando os preços e gerando inflação. Além disso, a alta taxa de juros no país dificulta o investimento em aumento de produção.

Diante desse cenário de incertezas, Daoud recomenda cautela aos produtores. “O momento é para avaliar. A nossa função é dizer para você: olha, eu não sei cada produtor quais as suas possibilidades, o seu poder, o que ele pode fazer, o que ele não pode fazer. O que a gente sabe é que o momento é incerto e é hora de você refletir e agir”.

O comentarista também comparou a situação a um jogo, onde as regras podem mudar a qualquer momento. “Amanhã a situação muda novamente, né? Donald Trump volta de amores com Xi-Jiping e pronto, tudo isso que você pensou de investir e fez, acabou. Então, portanto, temos que tomar muito cuidado com a visibilidade reduzida, ande devagar”.

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Trump avalia ajudar agricultores por prejuízo com tarifas, mas efeitos devem persistir



Autoridades do governo dos Estados Unidos estão avaliando um pacote de ajuda para socorrer agricultores do país, diante dos possíveis prejuízos causados pela nova escalada nas disputas com tarifas. Especialistas alertam, porém, que essa ajuda provavelmente não será suficiente para proteger totalmente os produtores dos impactos da guerra comercial.

Qualquer pacote de ajuda tende a beneficiar principalmente as grandes propriedades, deixando muitos pequenos agricultores em situação difícil – como já ocorreu durante a guerra comercial de 2018.

“O governo pode cobrir parte das perdas por meio de auxílio. Mas raramente esses valores correspondem às perdas reais dos agricultores”, disse Chris Barrett, professor de políticas públicas e economia da Universidade Cornell.

Isso também não compensa a perda de mercado para países concorrentes como o Brasil. Os agricultores americanos terão de buscar novos compradores, o que pode significar maiores custos com contratos e logística.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 10% sobre todas as importações, com taxas ainda mais altas para alguns países. China e outros parceiros comerciais anunciaram medidas de retaliação, muitas das quais têm como alvo produtos agrícolas dos EUA.

A China já tinha aplicado tarifas de 10% a 15% sobre US$ 21 bilhões em produtos agrícolas americanos em março. Nesta quarta-feira (9), Pequim anunciou uma tarifa de 84% sobre todos os bens dos EUA – um salto em relação aos 34% anunciados anteriormente.

A União Europeia também aprovou seu primeiro pacote de retaliação, com tarifas sobre 21 bilhões de euros (US$ 23 bilhões) em produtos americanos, incluindo amêndoas e soja. Caso a guerra comercial não seja resolvida em breve, as medidas retaliatórias poderão reduzir as exportações agrícolas dos EUA, pressionar as cotações e reduzir os lucros dos agricultores, que já enfrentam preços baixos de commodities e aumento nos custos de produção.

Segundo a Federação Agrícola Americana, as exportações representam cerca de 20% da renda agrícola dos EUA. O impacto pode ser ainda maior para culturas como a soja, cuja metade da produção é exportada.

As tarifas dos EUA sobre produtos importados – de fertilizantes a máquinas agrícolas – também podem aumentar ainda mais os custos para os produtores e reduzir suas margens de lucro.

Em comparação a 2018, quando teve início a primeira guerra comercial entre EUA e China, os agricultores enfrentam hoje uma situação financeira pior. Os preços de muitas commodities vêm caindo, enquanto os custos com terras, sementes, pesticidas e fertilizantes continuam subindo. Isso significa margens mais estreitas e menos reservas para lidar com a queda na receita.

Em 2018, o USDA anunciou um pacote de ajuda de US$ 12 bilhões que incluía pagamentos diretos, compras governamentais de excedentes e desenvolvimento de novos mercados de exportação. Um ano depois, foi lançado outro pacote de US$ 16 bilhões, totalizando US$ 28 bilhões. Somente os pagamentos diretos entre 2018 e 2020 somaram US$ 23 bilhões, segundo o Environmental Working Group, organização de ativismo agrícola. Isso representou mais de um quarto da receita total das fazendas em 2019, e quase a metade em 2020.

Apesar dos bilhões de dólares em ajuda federal, as falências de fazendas familiares aumentaram 20% em 2019, chegando a quase 600 casos, de acordo com a Federação Agrícola Americana.

Como os subsídios eram baseados em volume, acabaram beneficiando mais as grandes fazendas, e não necessariamente aquelas mais vulneráveis.

Para 2025, os pagamentos diretos do governo aos agricultores já devem atingir US$ 42,4 bilhões, mais de quatro vezes os US$ 9,3 bilhões do ano passado, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Qualquer nova ajuda ligada à guerra tarifária pode deixar os subsídios agrícolas deste ano acima dos níveis de 2020, estabelecendo recorde.



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Preços do suíno registram queda em março, mas seguem em alta em relação a 2024 



Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), indicam que os preços do suíno vivo e da carne voltaram a entrar em queda no mês de março.

Mesmo com essa desvalorização, os valores seguiram mais de 20% acima em comparação com o mesmo mês de 2024, em algumas praças monitoradas pelo órgão.

Dessa forma, considerando a região SP-5, que compreende as cidades de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, a cotação do animal vivo segue uma média de R$ 8,56/kg.

O valor representa uma queda de 3,3% em comparação com o mês de fevereiro, mas na comparação com março de 2024 trata-se de uma alta de 17,9%.

De acordo com agentes consultados pelo Cepea, a queda se dá devido à oferta de animais ter superado a demanda dos frigoríficos por novos lotes. Por outro lado, no mercado atacadista da Grande São Paulo, observou-se baixa liquidez nas vendas da proteína.

Assim, a carcaça suína se desvalorizou em 4,8% nas vendas do atacado paulistano de fevereiro para março, levando o quilo do produto a R$ 12,60. Apesar disso, no comparativo com o mesmo mês do ano anterior, o valor representa uma alta significativa de 25,5% em valores reais.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Projetos de irrigação no vale do São Francisco têm salto de 43% em valor bruto de produção



Os projetos de irrigação mantidos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no vale do Rio São Francisco alcançaram valor bruto de produção (VBP) de R$ 8,15 bilhões em 2024, 43% a mais do que em 2023, conforme levantamento divulgado nessa quarta-feira (9).

Os 39 empreendimentos foram implantados a partir da década de 1970 e estão localizados nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. De acordo com a companhia, eles são responsáveis por 356 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

“Projetos de agricultura irrigada geram emprego e renda, ampliam a oferta de alimentos e promovem a redução de desigualdades regionais. Eles contribuem para a melhoria de indicadores socioeconômicos e induzem o desenvolvimento em uma série de outros ramos da economia, como transporte e logística, máquinas e implementos, treinamento profissional, embalagens e agroindústrias”, afirma o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira.

A área cultivada desses projetos soma 125 mil hectares e a produção em 2024 foi de 4,42 milhões de toneladas de itens agrícolas, principalmente frutas.

Moreira acrescenta que o trabalho da Codevasf consiste em implantar os empreendimentos para que os produtores atuem de forma autônoma em um contexto de agricultura sustentável e sejam capazes de atender com qualidade mercados internos e externos.

Expansão da área irrigada

Além dos projetos mantidos atualmente, a Companhia possui cinco empreendimentos em fase de estudos para implantação, por meio de concessões, em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Alagoas. Eles estão qualificados no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal.

Em 2024, a Empresa levou a leilão o Projeto Hidroagrícola Jequitaí, em fase de implantação, que deverá acrescentar 10 mil hectares de área irrigada ao Norte de Minas Gerais — além de prover água para outros usos, como abastecimento e geração de energia.

Antes disso, em 2022, a Companhia realizou o primeiro leilão do país de um projeto de irrigação, o Baixio de Irecê, já em operação, localizado nos municípios baianos de Xique-Xique e Itaguaçu da Bahia.

O conjunto de projetos em estudos para concessão e em processo de implantação deverá dobrar a área irrigada mantida pela Codevasf e proporcionar o surgimento de 338 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

Projetos em implantação e em estudos para concessão:

  • Baixio de Irecê (BA): 50 mil hectares
  • Jequitaí (MG): 10 mil hectares
  • Jaíba (MG): 10 mil hectares
  • Iuiú (BA): 25 mil hectares
  • Santa Brígida (BA): 10 mil hectares
  • Tapera-Carneiro (AL): 10 mil hectares
  • Pontal (PE): 3 mil hectares

Informações da Agência Gov



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Plataforma digital amplia mercado dos cafés e facilita rastreabilidade na Mantiqueira (MG)



Os cafés especiais da Mantiqueira de Minas atingiram um marco histórico: 1 milhão de selos de origem emitidos. O número representa um avanço significativo para a cafeicultura regional, impulsionado pelo uso da Plataforma de Digitalização das IGs de Café.

A tecnologia permite rastrear o produto desde a lavoura até a xícara, fortalecendo a confiança do mercado.

Desenvolvida  em conjunto pelo Sebrae, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto CNA, a plataforma reúne dados essenciais sobre procedência, aroma, terroir e práticas sustentáveis dos produtores.

A iniciativa contribui diretamente para agregar valor ao produto e melhorar a renda do cafeicultor.

A região da Mantiqueira de Minas, reconhecida como Denominação de Origem (DO) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reúne 25 municípios no Sul de Minas Gerais.

Cerca de 8 mil produtores fazem parte do território, sendo a maioria formada por pequenos agricultores com tradição secular na cafeicultura.

“Esse resultado reforça ainda mais o papel que a IG tem como instrumento muito poderoso para gerar diferenciação, reconhecimento e valor no mercado”, apontou a coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae, Hulda Giesbrecht.

“A ferramenta, ao mesmo tempo que aumenta a segurança do consumidor, do comprador, valoriza o trabalho realizado pelos produtores. É um grande instrumento de convergência”, completa Giesbrecht.

Tecnologia e tradição caminham juntas na produção

A Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira (Aprocam), responsável pela gestão da DO, tem sido peça-chave no sucesso da rastreabilidade.

Segundo a gestora Lilia Junqueira, que atua na Aprocam desde a sua fundação, explica que: “os cafés em grãos torrados são comprovadamente originados de cafés verdes com a Indicação Geográfica, disponibilizados com a tecnologia em QR Code para os torrefadores, que poderão rastrear seus lotes de café adquiridos na região, aproximando o produtor do consumidor, unindo as pontas da cadeia e reforçando a transparência e rastreabilidade no processo produtivo.”

Essa transparência na cadeia produtiva tem gerado impacto direto nas vendas e no reconhecimento do produto.

A aproximação entre quem planta e quem consome permite contar a história por trás de cada embalagem, valorizando o trabalho de quem está no campo.

A tecnologia, portanto, não só facilita o controle como também fortalece a identidade regional. Para o produtor Alessandro Hervaz, presidente da Aprocam e dono da marca Honey & Coffee, a marca de 1 milhão de selos é fruto de quase três décadas de trabalho.

“Esse marco é muito importante porque ele vem premiar mais de 27 anos da nossa Aprocam, que é a associação que rege a Denominação de Origem da Mantiqueira de Minas. Demonstra muito suor, muito trabalho e muitas conquistas e sempre levando a história do produtor e da região”, afirma com orgulho Hervaz.

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Pequenos produtores ampliam acesso ao mercado externo

Graças à plataforma, os cafés da Mantiqueira já foram exportados para mais de 32 países. Isso representa novas oportunidades de renda para pequenos produtores, que antes tinham mais dificuldade de acessar mercados mais exigentes e competitivos.

A plataforma também disponibiliza dados sobre o perfil sensorial, práticas ambientais e sociais da produção, agregando ainda mais valor à marca regional. Com isso, o café da Mantiqueira se posiciona entre os mais valorizados do país.

A iniciativa não se limita à Mantiqueira. Atualmente, 16 associações em cinco estados utilizam a plataforma, envolvendo quase 100 mil produtores em 411 municípios.

A maioria dos beneficiados são pequenos agricultores que ganham mais competitividade com o selo de origem.

Esse modelo fortalece o papel das Indicações Geográficas como instrumento de valorização da agricultura familiar. Ao garantir identidade e procedência, o selo se torna um diferencial de mercado que beneficia tanto quem produz quanto quem consome.



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vendas de algodão atingem 57% da safra 24/25



Produtores têm aproveitado os melhores momentos para vender o seu produto




Foto: India Water Portal

As vendas da pluma de algodão da safra 2024/25 atingiram 57,12% da produção estimada até março no Mato Grosso, conforme análise divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (7). O avanço mensal foi de 2,40 pontos percentuais, superando em 2,95 pontos o volume registrado no mesmo período da safra anterior. Ainda assim, o desempenho permanece 8,64 pontos abaixo da média histórica para o período.

Mesmo com a retração de 1,13% nos preços médios negociados em março, os contratos futuros continuam atrativos, segundo o Imea. “As vendas foram travadas com média de R$ 137,36 por arroba para abril de 2025”, apontou o instituto.

Em relação à safra 2025/26, as negociações avançaram 5,08 pontos percentuais no comparativo entre fevereiro e março, totalizando 14,99% da produção estimada. O preço médio das vendas realizadas no mês ficou em R$ 135,96 por arroba, representando um aumento de 2,08% em relação ao mês anterior.

O Imea destacou que, apesar da estabilidade nos preços ao longo do mês, “os produtores têm aproveitado os melhores momentos para vender o seu produto”.





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