A previsão do tempo para as principais regiões produtoras de soja do Brasil indica mudanças nos próximos dias. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a retomada das chuvas deve beneficiar especialmente os produtores de milho segunda safra e as lavouras de inverno, aliviando a seca e ajudando na recuperação da umidade do solo. No entanto, ainda existem desafios, especialmente em algumas regiões.
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Atenção, produtor: chuvas exigem cautela
Nos próximos 5 dias, a previsão é de chuvas volumosas no Centro-Oeste, região de destaque na produção de soja. O aumento da umidade do solo será favorável, mas pode interferir na colheita da soja, que já está perto da finalização em algumas áreas. O excesso de umidade pode dificultar a mecanização e o armazenamento, impactando a qualidade do grão.
BA e Norte de MG: seca nas lavouras de soja
A seca continua sendo um desafio em algumas áreas da Bahia e do norte de Minas Gerais, dificultando a recuperação da umidade do solo. A falta de chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras, especialmente nas regiões onde a soja foi semeada mais tarde e no milho segunda safra. O setor agrícola local aguarda a chegada das chuvas para evitar perdas.
Norte: precipitações trazem alívio ao Pará
No Norte do Brasil, as previsões para o Pará são positivas, com a volta das chuvas trazendo alívio para os produtores de soja que sofreram com a seca. A umidade renovada será essencial para garantir boas colheitas, especialmente nas áreas mais sensíveis. Caso as chuvas se mantenham regulares, a produtividade pode aumentar, ajudando a região a expandir ainda mais sua produção de soja.
A região Centro-Sul do Brasil encerrou a safra de cana-de-açúcar 2024/2025 (abril de 2024 a março 2025) com moagem de 621,876 milhões de toneladas, queda de 4,98% em comparação com as 654,449 milhões de t registradas na temporada anterior, informou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), em relatório quinzenal divulgado nesta segunda-feira (14). A produção de etanol, de 34,959 bilhões de litros, foi recorde.
“Apesar da redução da moagem em comparação com a safra anterior, que já era esperada, a safra 2024/2025 registrou a segunda maior moagem na história do Centro-Sul, além de registrar um novo recorde na fabricação de etanol”, disse o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues.
Os canaviais apresentaram queda na produtividade agrícola no Centro-Sul, após o recorde de produtividade no ciclo 2023/2024. As lavouras registraram rendimento de 77,8 toneladas de cana por hectare colhido, recuo de 10,7% na comparação com o indicador apurado na safra anterior, de acordo com o levantamento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
O estado de São Paulo, responsável por cerca de 57,5% da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul, apresentou queda de 14,3% (77,6 toneladas por hectare nesta safra versus 90,6 toneladas por hectare no ciclo anterior), segundo a Unica.
Nos demais estados produtores, a queda variou de 2,7% em Goiás a 12,7% em Mato Grosso do Sul.
A qualidade da matéria-prima colhida na safra 2024/2025, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, apresentou avanço de 1,33% na comparação com o ciclo agrícola anterior, atingindo 141,07 kg de ATR por tonelada. O mix de destino da cana para etanol ficou em 51,95% na safra 2024/25.
“Esse ciclo agrícola foi marcado por uma série de desafios agronômicos, operacionais e climáticos. O estresse hídrico ao longo dos meses de desenvolvimento da lavoura afetou a produtividade agrícola e a pureza do caldo da cana-de-açúcar processada, impactando o rendimento na fabricação de açúcar”, disse Rodrigues.
“No segundo semestre de 2024, ainda tivemos a ocorrência de incêndios criminosos e acidentais em várias regiões produtoras, especialmente no estado de São Paulo, que exigiram esforços das unidades produtoras para minimizar os danos causados”, completou.
Açúcar
A produção final de açúcar atingiu 40,169 milhões de toneladas na safra 2024/2025, queda de 5,31% sobre as 42,423 milhões de toneladas registradas no ciclo passado. Segundo a Unica, 48,05% da cana foi direcionada à fabricação de açúcar.
“A produção de açúcar caiu devido à menor quantidade de cana-de-açúcar processada e, ainda, ao ligeiro aumento de 1,59 ponto percentual na proporção de matéria prima direcionada à fabricação de etanol”, afirmou Rodrigues.
Etanol
No total, as unidades do Centro-Sul produziram 34,959 bilhões de litros de etanol, um recorde histórico. Trata-se de uma alta de 4,06% em relação ao volume da safra anterior, o recorde anterior, com 33,593 bilhões de litros.
O destaque foi a produção de etanol de milho, que atingiu 8,19 bilhões de litros, avanço de 30,70% na comparação com igual período do ciclo 2023/24, representando 23,43% da produção do renovável no Centro-Sul.
Do volume total produzido, foram fabricados 12,366 bilhões de litros foram de etanol anidro, queda de 5,63% em relação ao total do último ciclo. A produção de etanol hidratado foi de 22,592 bilhões de litros, aumento de 10,27%.
Os golpes do WhatsApp, das falsas vendas e da falsa central/falso funcionário de banco foram as principais armadilhas aplicadas em clientes de bancos no ano passado, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
“Em um mundo cada vez mais digital e interconectado, a criatividade dos criminosos não conhece limites. A cada dia, novas tentativas de golpes surgem, visando enganar e prejudicar a população”, alerta a entidade.
Golpes que clientes de bancos relataram terem sofrido com maior frequência:
Golpe do WhatsApp, com 153 mil reclamações
Falsas vendas, com 150 mil reclamações
Falsa central, com 105 mil reclamações
Pescaria digital, o chamado phishing, com 33 mil reclamações
Falso investimento, com 31 mil reclamações
Troca de cartão, com 19 mil reclamações
Envio de falso boleto, com 13 mil reclamações
Devolução de empréstimo, com 8 mil reclamações
Mão fantasma, com 5 mil reclamações
Falso motoboy, com 5 mil reclamações
Golpe do Whatsapp
O golpe do WhatsApp acontece quando criminosos tentam clonar a conta de WhatsApp da vítima. A Febraban orienta a habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas”. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo aplicativo.
Nesse tipo de golpe, o criminoso tenta cadastrar o WhatsApp da vítima em outro aparelho. Para obter o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo, o falsário envia uma mensagem se fazendo passar por algum tipo de serviço de atendimento ao cliente. Nessa mensagem é solicitado o código para a vítima.
Falsa venda
No golpe de falsa venda, os criminosos criam páginas falsas que simulam e-commerce, enviam promoções inexistentes por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp e investem na criação de perfis falsos de lojas em redes sociais.
A orientação é ficar atento a falsas promoções ou a preços praticados muito abaixo dos cobrados pelo comércio. Também é importante tomar cuidado com links recebidos em e-mails e mensagens e dar preferência aos sites conhecidos para as compras.
Falsa central bancária
Já no golpe da falsa central bancária ou falso atendente, os criminosos se passam por funcionários do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. Geralmente, nesse contato, o estelionatário diz haver algum tipo de problema na conta ou relata alguma compra irregular.
A partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima e orienta que realize transferências alegando a necessidade de regularizar problemas na conta ou no cartão.
Nesses casos, a Febraban orienta o cliente a sempre verificar a origem das ligações e mensagens recebidas contendo solicitações de dados.
“Os bancos podem entrar em contato com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, ou ainda que o cliente realize transferências ou pagamentos alegando estornos de transações. Ao receber uma ligação suspeita, o cliente deve desligar, e de outro telefone, deve entrar em contato com os canais oficiais de seu banco”, diz a entidade.
Phishing
No caso do phishing, ou pescaria digital, a fraude é praticada mediante o envio de links suspeitos contendo vírus que capturam os dados pessoais das vítimas. Esse envio pode ser feita por meio de e-mails de mensagens falsas que induzem o usuário a clicar em links suspeitos.
A orientação é nunca clicar em links recebidos por mensagens e manter os aplicativos de antivírus sempre atualizados.
Falso investimento
O golpe do falso investimento geralmente é praticado por meio da criação de sites de empresas de fachada e perfis em redes sociais para atrair as vítimas e convencê-las a fazerem investimentos altamente lucrativos e rápidos. Por isso, é importante desconfiar de promessas de rendimentos ou retornos muito acima daqueles praticados no mercado.
Troca de cartão
O golpe da troca de cartão geralmente ocorre quando golpistas que trabalham como vendedores trocam o cartão na hora de devolvê-lo, após uma compra. Eles prestam atenção na senha digitada na maquininha de compra e depois fazem compras com o cartão do cliente.
O produtor rural e empresário, Odacil Ranzi, recebeu na manhã da última sexta-feira (11), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o Título de Cidadão Baiano, em sessão especial de outorga que contou com a presença de amigos, familiares e companheiros de luta pelo desenvolvimento agropecuário da região.
A homenagem, de autoria do deputado Eduardo Salles (PP), marcou a história do empreendedor, que há 45 anos investe na produção de alimentos e apoia pequenos produtores rurais.
“Com o coração cheio de gratidão subo hoje a essa tribuna para agradecer com toda humildade a concessão do Título de Cidadão Baiano, um gesto que recebo não apenas como uma homenagem, mas como um símbolo de pertencimento, de acolhimento e de reconhecimento à trajetória que construí ao longo de 45 anos nesta terra tão generosa. Sou gaúcho de nascimento, é verdade, mas sou baiano de alma há muito tempo”, disse emocionado.
O título foi entregue ao homenageado pelas mãos da esposa Ediana, e das filhas Ana Carolina, Vanessa e Lívia, juntamente com os netos.
Foto: Foto: JulianaAndrade/Agência ALBA
De acordo com a Alba, segundo o deputado, Eduardo Salles, Odacil Ranzi é diretor do Departamento do Agro na Câmara do Comércio Brasil/Portugal, já foi reconhecido como uma das 100 personalidades responsáveis pelo crescimento de Barreiras no Centenário do município; o título de Barreirense;
Também recebeu o diploma de honra ao mérito pela contribuição para a instalação da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob); o título de associado do ano pela Câmara do Comércio do Brasil; e o título de Cidadão Honorário Anjiquense.
Ele também presidiu a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), entre 2021 e 2024.
Natural de Espumoso, no Rio Grande do Sul, o produtor rural, Ranzi, chegou ao Oeste da Bahia em 1980 na esperança de prosperar em uma região, até então desconhecida. Com a vocacação pela agricultura.
Eu cheguei na Bahia no dia 3 de julho de 1980, e aqui em Luís Eduardo Magalhães tinha apenas um morador. Foi um desbravamento com muita dificuldade, porque não tínhamos estrada, não tínhamos energia elétrica, água para beber, lavar roupa, tomar banho. Era 20, 30 quilômetros de distância da onde a gente estava.”, contou Ranzi.
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As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 15,64 bilhões em março de 2025, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em nota.
O valor é o segundo maior para o mês e 12,5% superior ao obtido em mesmo período de 2024, o equivalente a um aumento de US$ 1,74 bilhão ante os US$ 13,09 bilhões registrados um ano antes.
O setor representou 53,6% dos embarques totais do país no último mês, em comparação com 50,3% de março de 2024.
O resultado positivo da balança comercial foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento do volume exportado, de 10,2%, e da alta do índice de preços dos produtos embarcados, de 2,1%, disse o ministério.
“Esses números confirmam que estamos promovendo o crescimento do agro com responsabilidade, sustentabilidade e com os olhos voltados para novos mercados e oportunidades para produtos com maior valor agregado”, ressaltou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Principais produtos embarcados
Os principais produtos agropecuários exportados no mês foram:
Soja em grãos (US$ 5,7 bilhões, +7%);
Café verde (US$ 1,4 bilhão, +92,7%);
Carne bovina in natura (US$ 1,1 bilhão, +40,1%);
Celulose (US$ 988 milhões, +25,4%); e
Carne de frango in natura (US$ 772,3 milhões, +9,6%)
Juntos, representaram 83,9% de tudo o que foi exportado pelo agronegócio brasileiro no último mês.
O desempenho das exportações do agronegócio de março foi puxado pelo aumento no valor exportado de soja em grãos, café verde, carne bovina in natura, celulose, carne de frango in natura, açúcar de cana, farelo de soja, algodão, suco de laranja e carne suína in natura.
O ministério ressaltou, ainda, a exportação recorde no mês de café solúvel, miúdos bovinos, óleo essencial de laranja, pimenta-do-reino e rações para animais domésticos. “São produtos que podem ganhar maior protagonismo nos próximos meses, especialmente em mercados da Ásia, Europa e América do Norte”, observou a secretaria.
Destinos das exportações
Entre os destinos, a China se manteve como a principal importadora de produtos do agronegócio brasileiro em março, seguida por União Europeia e Estados Unidos.
Os embarques brasileiros à China cresceram 13,6% em março, com as vendas externas avançando para US$ 5,7 bilhões. A China respondeu por 36,5% dos embarques de produtos agropecuários brasileiros no último mês, sendo a soja o principal produto da pauta, representando quase 80% do total exportado ao país asiático.
Importação de itens agrícolas
Foto: AEN
Em março, o Brasil desembolsou US$ 1,7 bilhão com a importação de produtos agropecuários, aumento de 10,8% ante igual mês de 2024.
Assim, os principais produtos agropecuários comprados pelo Brasil no último mês foram trigo (US$ 152,6 milhões, +21,4% em relação a março/2024); cacau inteiro ou partido (US$ 108,2 milhões, +807,1% em um ano); salmões (US$ 84,9 milhões, +5,4% em relação a março/2024); e papel (US$ 74,2 milhões, -0,5%).
“O aumento nas importações de cacau inteiro ou partido, trigo, borracha natural, uísque e óleo de dendê ou de palma foi o que mais contribuiu para a elevação nas importações de produtos do agronegócio na comparação com o mesmo mês de 2024”, destacou a secretaria na nota.
Acumulado do ano
De janeiro a março, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 37,831 bilhões, crescimento de 2,1% ante o primeiro trimestre do ano passado.
“Essa foi a maior cifra registrada para períodos de janeiro a março em toda a série”, citou a secretaria na nota técnica. Já a participação do agronegócio nas exportações brasileiras avançou de 47,7% nos três meses de 2024 para 48,9% no acumulado até março deste ano.
Juntos, complexo soja (US$ 11 bilhões), carnes (US$ 6,7 bilhões), produtos florestais (US$ 4,4 bilhões), café (US$ 4,1 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 3 bilhões), cereais, farinhas e preparações (US$ 1,9 bilhão) representaram 82,2% das vendas externas do agronegócio brasileiro entre janeiro e março deste ano.
China, União Europeia e Estados Unidos seguiram como os principais destinos, respondendo juntos por mais da metade das exportações do setor, segundo a secretaria. Países asiáticos como Vietnã, Turquia, Bangladesh e Indonésia também registraram aumento expressivo nas compras de produtos como soja, algodão, celulose e carnes”, observou a secretaria.
As importações de produtos agropecuários cresceram 11,9% nos três meses do ano em relação a igual período do ano anterior, para US$ 5,185 bilhões, equivalente a 7,7% do total internalizado pelo país no período. No primeiro trimestre deste ano, foram destaques os crescimentos das importações do complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e lácteos.
O saldo da balança comercial do setor ficou positivo em US$ 32,646 bilhões, 2,1% acima dos US$ 32,414 bilhões de igual período de 2023.
O governo federal aumentou de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 a faixa de isenção do Imposto de Renda para Pessoa Física (IPRF). Com isso, o tributo só incidirá em valores acima da nova faixa, conforme prevê a medida provisória 1.294 publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (14).
Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida valerá a partir de maio (ano-calendário de 2025).
Além dessa isenção, a legislação que instituiu em 2023 a nova política de valorização do salário mínimo autoriza desconto de 25% sobre o valor de limite de isenção, no caso, de R$ 607,20. Somado aos R$ 2.824,80, o valor resulta em R$ 3.036 – equivalente a dois salários mínimos.
Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.518.
As demais faixas previstas na medida provisória publicada hoje foram mantidas. Portanto, salários com valores entre R$ 2.428,80 e R$ 2.826,65 pagarão alíquota de 7,5%. Entre esse valor e R$ 3.751,05, a alíquota aplicada será de 15%.
Salários entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68 pagarão alíquota de IR de 22,5%. Acima desse valor terão alíquota de 27,5%.
Promessa de campanha
Uma das principais promessas de campanha feitas pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva foi a de, até o fim de seu mandato, em 2026, ampliar para R$ 5 mil a faixa de isenção.
Para isso, o governo federal apresentou em março ao Congresso Nacional projeto de lei que, por meio de descontos parciais para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, isenta aqueles que recebem até o valor prometido durante a campanha.
O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, disse na edição de hoje (14) do telejornal Mercado & Companhia que as temperaturas devem despencar nos próximos dias em algumas partes do Brasil. Segundo Müller, a formação de um ciclone extratropical no Oceano Atlântico que, além do frio, traz chuva, também pode provocar geadas em alguns pontos do Brasil.
Ciclone, frio e geada
O fenômeno meteorológico está previsto para ocorrer durante o próximo final de semana (feriadão de Páscoa e Tiradentes) e deve atingir a região Sul, partes do Sudeste e Centro-Oeste do país. Arthur fez um alerta sobre a possibilidade de geadas nas serras Gaúcha e Catarinense, além de uma pequena área do estado do Paraná. A ocorrência da geada pode causar prejuízo aos agricultores destas regiões.
As temperaturas mínimas podem chegar aos 4° C nas partes mais altas do Sul do Brasil e a onda de frio alcança as regiões de Dourados, Ponta Porã e Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Municípios do leste do estado de São Paulo e sul de Minas Gerais também devem sentir os efeitos do ciclone, com os termômetros marcando a mínima de 12° C nessas regiões.
Chuvas
Nos próximos cinco dias, o meteorologista disse que as chuvas serão bem distribuídas na região Centro-Oeste do Brasil e em alguns estados do Sudeste como Minas Gerais. No Nordeste, principalmente no interior, apesar da chuva dos últimos dias, o volume ainda não é o suficiente para deixar o solo propício ao agricultor.
Na região do Matopiba, o volume de chuva pode alcançar os 40mm até sábado (19). No Sul, antes da chegada do ciclone, os dias serão de tempo seco especialmente no Rio Grande do Sul.
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Foto: Nadia Borges
A colheita do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul avançou pouco na última semana, mantendo-se em 85% da área cultivada. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, o ritmo lento é atribuído à ocorrência de chuvas e ao escalonamento da semeadura, estratégia adotada para otimizar o uso de máquinas agrícolas, evitar a sobreposição com a colheita de grãos e reduzir riscos climáticos concentrados em períodos específicos.
As lavouras que ainda não foram colhidas se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento. De acordo com o levantamento, 5% estão em início de maturação, 6% em enchimento de grãos, 3% em floração e 1% ainda em fase vegetativa. A produtividade média está estimada em 36.760 kg por hectare, número 6,8% inferior à projeção inicial, impactado principalmente pela estiagem que afetou parte do ciclo.
Na região administrativa de Bagé, localizada na Campanha gaúcha, a colheita foi retomada no dia 4 de abril, com produtores antecipando os trabalhos diante da previsão de novas chuvas. Em Hulha Negra, as produtividades estão desuniformes, reflexo da distribuição irregular das precipitações. Ainda assim, a silagem apresenta elevado teor de grãos, o que aumenta o valor nutricional do material.
No município de Aceguá, a colheita ocorre de forma intermitente por causa das chuvas. Pelo segundo ano consecutivo, os produtores têm contratado picadoras automotrizes de outras regiões. O objetivo é aumentar o rendimento operacional, controlar o tamanho das partículas e garantir um bom processamento dos grãos, mesmo em lavouras que já passaram do ponto ideal de corte.
As áreas que receberam chuvas em momentos críticos do desenvolvimento da cultura apresentam produtividades acima de 40 mil kg por hectare, em sistema de sequeiro. Em cultivos irrigados, a expectativa é alcançar até 60 mil kg por hectare, com colheita prevista para a segunda quinzena de abril.
Após a votação para definir os vencedores do Prêmio Personagem Soja Brasil, o próximo passo é a cerimônia de premiação, que acontecerá no dia 14 de maio de 2025, às 18h, na Casa Canal Rural, na sede da Aprosoja Brasil, em Brasília (DF). Faltando apenas um mês, a expectativa é grande para a celebração dos grandes nomes que se destacam no setor da soja.
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Fique de olho e acompanhe ao vivo a revelação dos vencedores! O evento, que irá reconhecer os profissionais que mais têm contribuído para o setor da soja no Brasil e no mundo, será transmitido diretamente pelo canal do YouTube do Canal Rural. Assista:
Indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil
Entre os indicados deste ano, um nome que se destaca é Alberto Schlatter, produtor rural em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul. Ele une tradição e inovação no cultivo da soja, seguindo o legado de sua família, que se estabeleceu no Brasil em 1921, e investindo constantemente no crescimento sustentável da produção agrícola.
A produtividade define o trabalho de Anderson Cavenaghi, professor e doutor em proteção de plantas no Mato Grosso. Especialista no controle de plantas daninhas e no uso de herbicidas, ele tem se dedicado a promover uma maior produtividade e sustentabilidade nas lavouras do Cerrado.
A pesquisadora Cecilia Czepak, professora na Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), é uma referência no manejo integrado de pragas. Seus estudos e estratégias têm sido fundamentais no controle eficaz de pragas na soja, garantindo a saúde das lavouras e a continuidade da produção.
Claudia D’Agostini, produtora em Sabáudia, Paraná, assumiu a fazenda da família ao lado da irmã, buscando sempre inovações para aumentar a produtividade e fortalecer a sucessão familiar na agricultura, um exemplo de dedicação e superação no campo.
Julio Cezar Franchini, pesquisador da Embrapa Soja no Paraná, é um especialista em manejo de solos. Seus estudos têm impactado diretamente a produtividade e a sustentabilidade das lavouras de soja, contribuindo para a evolução das práticas agrícolas no Brasil.
Já Oliverio Alves de Melo, produtor rural em Balsas, Maranhão, está à frente do desenvolvimento agrícola desde 1995. Ele também faz parte do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado, uma importante iniciativa para o crescimento da agricultura no país.
Além de uma tripulação formada exclusivamente por mulheres, o voo suborbital da Blue Origin realizado nesta segunda-feira (14), que ganhou destaque por levar a cantora Katy Perry a bordo da nave New Shepard, também marcou um avanço científico inédito para o Brasil. A bordo da missão, foram enviadas sementes da cultivar de grão-de-bico BRS Aleppo, desenvolvida pela Embrapa, e mudas de batata-doce das cultivares Beauregard e Covington, registrada no Brasil pela estatal, como instituição mantenedora.
As plantas brasileiras integram uma experiência da Rede Space Farming Brazil, uma parceria entre a Embrapa e a Agência Espacial Brasileira (AEB) para estudar a produção de alimentos em ambientes de alta radiação, baixa gravidade e sem solo, como a Lua e Marte. A pesquisa é voltada à criação de sistemas sustentáveis de cultivo fora da Terra e tem potencial para gerar impactos também na agricultura terrestre, diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
A inclusão dos materiais no voo foi viabilizada por meio de uma colaboração com a Winston-Salem State University (WSSU), nos Estados Unidos. A astronauta Aisha Bowe, ex-cientista de foguetes e atual parceira da Odyssey, empresa ligada à universidade, será responsável por conduzir os experimentos com os cultivos enviados.
A batata-doce foi escolhida por seu potencial como fonte de carboidrato de baixo índice glicêmico e por suas folhas, ricas em proteína vegetal. Além disso, as raízes possuem compostos bioativos antioxidantes que podem ser benéficos em ambientes com alta radiação, como o espaço. Segundo a pesquisadora Larissa Vendrame, da Embrapa Hortaliças, a pesquisa também visa obter novas cultivares mais adaptadas às condições adversas enfrentadas no solo brasileiro.
Já o grão-de-bico BRS Aleppo foi selecionado por sua alta adaptabilidade e valor nutricional, especialmente por seu teor de proteína. De acordo com o pesquisador Fábio Suinaga, a pesquisa busca desenvolver plantas mais resistentes, com porte mais compacto e crescimento eficiente, características fundamentais para o cultivo em espaços limitados como estações espaciais.
O estudo também prevê submeter sementes a diferentes formas de radiação, como Gama e nêutrons, com o objetivo de gerar variações genéticas semelhantes às obtidas por cruzamentos convencionais. O objetivo é encontrar plantas mais produtivas e com ciclo reduzido.
Além dos testes no espaço, os pesquisadores esperam que as descobertas da agricultura espacial possam ser aplicadas na Terra. Isso inclui o desenvolvimento de cultivares mais resistentes à seca e com melhor aproveitamento de nutrientes, o que pode contribuir com a segurança alimentar e com sistemas produtivos mais eficientes em áreas degradadas.
A Rede Space Farming Brazil reúne 56 pesquisadores de 22 instituições, nacionais e internacionais, como USP, Embrapa, Inpe, ITA e universidades dos EUA, Austrália e Reino Unido. A iniciativa integra os esforços do Brasil no Programa Artemis, da NASA, que promove missões espaciais com cooperação internacional.
Os materiais enviados nesta missão devem retornar à Terra nos próximos dias. Assim que recolhidos, serão analisados por cientistas da rede para avaliar os efeitos do ambiente espacial nas sementes e mudas. Os resultados podem acelerar o melhoramento genético e gerar tecnologias com aplicação imediata na agricultura brasileira.