O agronegócio brasileiro, que alimenta o mundo, clama por socorro dentro de casa. Enquanto nossos campos produzem com excelência e competitividade, o país segue travado por gargalos antigos: infraestrutura precária, escassez de mão de obra qualificada e taxas de juros incompatíveis com a realidade de quem investe, corre riscos e trabalha.
Por isso, o que está matando o futuro do Brasil não é a falta de vocação, mas a ausência de um verdadeiro projeto de nação.
Em meio à guerra tarifária imposta pelos Estados Unidos, o Brasil tem diante de si uma rara oportunidade geopolítica: ocupar espaços estratégicos no mercado global de alimentos.
Nesta semana, a alta cúpula do Ministério da Agricultura da China visita o Brasil, e o governo tenta explorar as brechas abertas pelo conflito comercial. Mas sem planejamento interno, essas oportunidades escorrem pelos dedos.
Os Poderes da República seguem paralisados em disputas ideológicas que pouco dizem à população e nada resolvem. O agro não pede favor, exige coerência, visão de longo prazo e compromisso com o país real. Cada tonelada exportada é uma vitória do produtor contra o abandono interno. Finalizo dizendo que ou aproveitamos essa janela histórica para liderar, ou perderemos mais uma vez para nossa própria inércia.
Foto: arquivo pessoal
Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
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O Indicador do algodão em pluma Cepea/Esalq, com pagamento em oito dias, iniciou esta semana com uma média de R$ 4,2785 por libra-peso, marcando o maior valor nominal desde o dia 4 de março de 2024, quando atingiu R$ 4,3326/lp. Os dados do Centro de Estudos mostram que, na parcial deste mês (até o dia 14), o Indicador já acumula uma alta de 1,47%.
Pesquisadores do Cepea explicam que grande parte dos produtores já comercializou seus estoques da safra 2023/24. Com isso, os vendedores que ainda possuem volumes disponíveis mantêm firmeza nos preços pedidos. Essa situação leva compradores com urgência ou que necessitam de qualidade superior a desembolsarem valores mais altos para garantir novas aquisições.
Adicionalmente, a valorização da paridade de exportação tem exercido um suporte adicional sobre as cotações no mercado interno. O cenário atual de entressafra também contribui para a lentidão nas negociações, com dificuldades de acordo entre os agentes em relação tanto aos preços quanto à qualidade dos lotes, conforme informações do Cepea.
Produção nacional de algodão 2024/25 caminha para recorde
Em contrapartida ao cenário de preços em alta, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, no dia 10, um relatório com novas projeções positivas para a produção nacional de pluma da safra 2024/25. A Conab revisou para cima suas estimativas em 1,8% em comparação com os dados de março/25 e em expressivos 5,1% em relação à temporada 2023/24.
A projeção atual da Conab aponta para uma produção que pode alcançar 3,89 milhões de toneladas, consolidando-se como um novo recorde para o setor.
As chuvas registradas nos meses de março e abril em Roraima trouxeram boas notícias para os produtores rurais do estado. Em algumas localidades, o plantio da safra de soja foi antecipado, aproveitando a boa umidade do solo, fator essencial para garantir uma semeadura eficiente e uma safra promissora.
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Essa antecipação no plantio é estratégica para os produtores da região, pois permite evitar a janela mais crítica entre o meio e o fim de agosto, quando as chuvas costumam diminuir , prejudicando o desenvolvimento das lavouras.
A faixa oeste da Região Norte tem registrado volumes expressivos de chuva, especialmente nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Roraima. O mapa de umidade do solo indica que grande parte da região apresenta índices acima de 80%, o que favorece bastante o início do plantio.
Previsão do tempo para os próximos dias
As imagens de satélite mostram temporais na porção oeste do Amazonas. Já no leste da região, o tempo deve ficar mais firme, permitindo o avanço das atividades no campo. A previsão de chuva acumulada para esta semana é de cerca de 30 mm em cinco dias em Roraima, com tendência de aumento para 50 a 80 mm entre os dias 21 e 25 de abril.
Para o município de Caracaraí, um dos principais polos produtores de soja em Roraima, os dados são animadores: nos últimos 30 dias, a região já acumula mais de 300 mm de chuva. E até o início de maio, há previsão de pancadas de até 40 mm em apenas 24 horas.
E o restante do Brasil?
No restante do país, a situação varia. Hoje, temporais atingem Goiás, sul do Tocantins e o interior da Bahia. Uma área de baixa pressão, somada à atuação do jato subtropical, deve aumentar as instabilidades no Sul e Sudeste.
Com isso, estados como Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo, Minas Gerais e Goiás podem receber volumes entre 50 e 80 mm nos próximos dias — o que é bem-vindo tanto para a agricultura quanto para a pecuária.
No Sul, o destaque vai para o tempo firme no Rio Grande do Sul, enquanto o interior do Nordeste ainda deve registrar chuvas à tarde. As temperaturas seguem amenas no Centro-Sul, com máximas entre 27°C e 28°C. Já no Centro-Norte, os termômetros continuam marcando acima de 30°C.
Além disso, em Manaus, como de costume, a chuva da tarde já virou rotina. Ainda assim, o clima segue agradável, com máximas de 30°C e mínimas em torno de 24°C.
Foco no planejamento para a soja
A recomendação dos especialistas é clara: aproveite os dias de tempo mais firme para intensificar os trabalhos no campo, especialmente nas regiões onde a janela climática é mais apertada. Com o solo úmido e as chuvas colaborando, há uma boa expectativa de produtividade para a safra que está começando.
A abertura do Cerrado Summit, realizado no Complexo Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, nesta terça-feira (15), contou com a presença de autoridades locais, federais, estaduais e lideranças internacionais. O encontro é o único evento nacional pré-COP30, realizado fora de uma capital brasileira.
O prefeito anfitrião, Junior Marabá, falou sobre a importância do evento para o município e todo o Matopiba e ressaltou as práticas sustentáveis dos produtores da região.
“Sabemos que existem alguns países é que se é muito difícil corrigir o passado, mas aqui nós temos essa condição de ser exemplo, ser referência, produzir da maneira correta, de ter uma agricultura regenerativa com sustentabilidade. E eu vejo que Luís Eduardo, a capital do Matopiba, é referência em tecnologia no setor agrícola em produtividade, mas também em sustentabilidade”, disse.
Para Pablo Barrozo, secretário de agricultura da Bahia, o evento é de grande relevância para o estado.
“Uma importância enorme. Muito orgulho do Cerrado Summit ser realizado aqui no Oeste, porque aqui com certeza será o pontapé inicial para mais um progresso, para mais um passo à frente. Nós, que sempre fomos pioneiros na agricultura sustentável, hoje nós temos outros desafios e esse encontro hoje aqui, com certeza da sociedade civil com o poder público, é para nós trilharmos um pacto de um trabalho sustentável que nós possamos escalonar.”, disse Barrozo.
A agricultura regenerativa e mudança de paisagem foram temas centrais na abertura do Cerrado Summit. O foco do encontro é construir um plano de ação concreto até a COP30, evento que será realizado em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro.
Marcelo Behar, conselheiro sênior da World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), a produção de alimentos é um tema global e as discussões tem como objetivo de colocar em prática cada vez mais a agricultura sustentável.
“O tema sustentabilidade, o tema de produção é um tema global e a COP está organizando todos os agentes e todos os atores que são responsáveis pela condução dessa agenda. Para os atores do mundo da parte norte do planeta, os temas de energia são fundamentais porque eles vêm de uma matriz energética que não é limpa. Para os atores do sul do planeta e sobretudo do Brasil, em que a matriz energética já é muito limpa, é uma das melhores do mundo, o tema de gestão e uso da terra passa a ser um tema central e o tema da agricultura é, dentro dessa agenda, é o que nós temos mais a ganhar com a construção de uma agenda global que vai favorecer um novo modelo de agricultura”, explica.
Desafios do Cerrado
Com foco exclusivo nos tratados e desafios do Bioma Cerrado, o evento é o primeiro acelerador de paisagens promovido pela Aliança para Ação Regenerativa nas Paisagens (AARL).//
Segundo Arthur Ramos, sócio da Boston Consulting Group (BCG), esse conceito de paisagem engloba todo contexto em que produção agrícola, meio ambiente e sociedade estão inseridos.
“O conceito de paisagem é justamente paisagem ou território, né? É você não olhar unicamente a sua propriedade, não olhar uma fazenda, mas as soluções que a gente tá falando aqui. Elas são interdependentes, dos mananciais que você tem envolvido, da floresta, de várias culturas que você tem numa mesma região, no mesmo conjunto. Então, é justamente um reflexo do que que a gente acredita também pro mundo, né?”, explica Ramos.
Foto: Divulgação/Aiba
Sediado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (mapa), com coorganização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e Associação dos Produtores de Algodão da Bahia (Abapa) e do Governo da Bahia, o Cerrado Summit tratou também de pilares como o financiamento da transição, métricas de monitoramento e avaliação, além de políticas públicas voltadas ao cerrado.
Para Pedro Alves Corrêa Neto, secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, do Mapa, o grande intuito da reunião é promover uma discussão temática sobre a agricultura regenerativa numa paisagem, num bioma como o Cerrado brasileiro.
“É nesse contexto que a gente quer consolidar, o tema central da agenda de ação para a agricultura brasileira para ser apresentado na COP, que é recuperação de áreas para segurança alimentar. Então, esse é o grande contexto: as políticas públicas aliadas, a capacidade empreendedora do nosso produtor rural, que fazem acontecer essa agropecuária que a gente está vendo aqui no campo, que a gente está vendo aqui no Cerrado brasileiro, ambientalmente amigável, dentro do marco regulatório brasileiro, que é bastante severo, mas capaz de auferir a rentabilidade e produtividade cada vez maiores.”, disse.
Para Moisés Schmidt, presidente da Aiba, o evento é uma oportunidade de “dialogar com o mundo, dialogar com a sociedade, que às vezes não entende e não compreende o que é uma agricultura regenerativa, o que é uma agricultura sustentável dentro do mundo de hoje, nesse momento”.
Nesta quarta-feira (16), programação será encerrada após visitas a propriedades que adotam práticas sustentáveis e locais com o bioma Cerrado nativo.
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As exportações de carne bovina do Brasil em março, considerando a proteína in natura, mais carnes processadas e miudezas comestíveis, subiram 41% em volume ante março de 2024, com 289.978 toneladas, e 42% na receita, com US$ 1,216 bilhão.
As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O preço médio por tonelada exportada subiu levemente, na base de 0,84% para R$ 4.193.
No primeiro trimestre deste ano, as exportações totais de carne bovina acumulam 74.125 toneladas, avanço de 11% em relação a 2024. A receita, por sua vez, cresceu, na mesma base comparativa, 21%, para US$ 3,282 bilhões. O preço médio subiu de US$ 4.033 por tonelada para US$ 4.399 por tonelada, informou a Abrafrigo.
Países que mais importam carne do Brasil
A China segue sendo o principal comprador da carne bovina brasileira, tendo adquirido, nos três primeiros meses do ano, 276.337 toneladas, ou 1,25% mais (exportações totais), e desembolsado US$ 1,357 bilhão, ou 11% a mais.
“No ano passado, a China participou com 45,1% das receitas com as vendas totais de carne bovina do Brasil no trimestre, e, neste ano, a participação relativa caiu para 41,3%”, diz a entidade.
Em seguida, vêm os Estados Unidos, que adquiriu 164.642 toneladas de carne bovina no primeiro trimestre, volume 46,7% acima de igual período de 2024. A receita subiu 68,7%, para US$ 557,15 milhões.
A Abrafrigo destaca que a participação relativa dos EUA nas receitas totais de exportação total de carne bovina cresceu de 12,2% no primeiro trimestre de 2024 para 17% de janeiro a março de 2025.
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O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional – Foto: Pixabay
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) realiza nos dias 15 e 16 de abril de 2025, em Campinas (SP), a 16ª edição do Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais. Com o tema central “Recuperação de Agroecossistemas Degradados”, o evento reforça o compromisso com a sustentabilidade da agricultura brasileira e a recuperação ambiental de áreas produtivas, reunindo especialistas, pesquisadores, estudantes e profissionais do setor em um espaço de diálogo técnico e científico.
A programação do primeiro dia contará com palestras ministradas por engenheiros agrônomos e gestores ambientais de destaque, abordando temas como agricultura regenerativa, restauração de ecossistemas agrícolas, florestais e pastoris, fisiologia vegetal aplicada à recuperação de solos, políticas públicas voltadas à sustentabilidade e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). A proposta é apresentar práticas eficazes para enfrentar os desafios causados pela degradação do solo e pelas mudanças no uso da terra, com foco na resiliência dos agroecossistemas.
Já o segundo dia será inteiramente dedicado ao Minicurso sobre Qualidade do Manejo Conservacionista, que oferecerá uma abordagem prática e aprofundada sobre os fundamentos do manejo sustentável do solo. O conteúdo inclui indicadores técnicos, ferramentas de avaliação e estudos de caso voltados à conservação da água, uso racional de insumos e aplicação de práticas regenerativas nas propriedades rurais.
O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional, com apoio da Fundação Agrisus e da Fundag. O objetivo é fortalecer a integração entre a ciência, a extensão rural e os produtores, promovendo soluções sustentáveis frente à intensificação da agricultura e à crise climática. As inscrições estarão abertas a partir das 8h do dia 15 de abril, no local do evento.
Integrantes do Governo da República Popular da China estiveram em Brasília e se reuniram com membros do governo brasileiro para conhecer projetos de infraestrutura no Brasil. A delegação discutiu sobre a construção do Corredor Bioceânico, uma saída alternativa pelo Oceano Pacífico, facilitando o acesso do Brasil e de outros países da América Latina aos mercados asiáticos.
Outra importante característica do corredor é a conexão com a Ferrovia Norte-Sul, integrando as áreas produtoras de commodities agrícolas do Centro-Oeste à malha ferroviária existente e aos portos do litoral brasileiro. Os chineses conheceram as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), no estado de Goiás. As ações fazem parte da carteira do Novo PAC.
“Estamos honrados em receber a delegação chinesa. Esta é uma oportunidade de estreitar nossos laços e mostrar a viabilidade para a construção desse corredor”, afirmou o Secretário Especial do Novo PAC, Maurício Muniz.
Diálogo
Na terça-feira (15), a comitiva também se reuniu, no Palácio do Planalto, com representantes dos governos de Mato Grosso, Goiás, Rondônia e Acre. No encontro, foram apresentadas características econômicas dos estados, incluindo dados sobre produção, infraestrutura, cultura e exportação. Foram abordadas questões sobre o planejamento das redes ferroviária, rodoviária e aquaviária.
A delegação também fará visitas ao Porto de Ilhéus, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e o Porto de Santos, onde conhecerão o projeto do futuro Túnel Santos-Guarujá.
As exportações de carne bovina do Brasil em março, considerando a proteína in natura, mais carnes processadas e miudezas comestíveis, subiram 41% em volume ante março de 2024, com 289.978 toneladas, e 42% na receita, com US$ 1,216 bilhão.
As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O preço médio por tonelada exportada subiu levemente, na base de 0,84% para R$ 4.193.
No primeiro trimestre deste ano, as exportações totais de carne bovina acumulam 74.125 toneladas, avanço de 11% em relação a 2024. A receita, por sua vez, cresceu, na mesma base comparativa, 21%, para US$ 3,282 bilhões. O preço médio subiu de US$ 4.033 por tonelada para US$ 4.399 por tonelada, informou a Abrafrigo.
Países que mais importam carne do Brasil
A China segue sendo o principal comprador da carne bovina brasileira, tendo adquirido, nos três primeiros meses do ano, 276.337 toneladas, ou 1,25% mais (exportações totais), e desembolsado US$ 1,357 bilhão, ou 11% a mais.
“No ano passado, a China participou com 45,1% das receitas com as vendas totais de carne bovina do Brasil no trimestre, e, neste ano, a participação relativa caiu para 41,3%”, diz a entidade.
Em seguida, vêm os Estados Unidos, que adquiriu 164.642 toneladas de carne bovina no primeiro trimestre, volume 46,7% acima de igual período de 2024. A receita subiu 68,7%, para US$ 557,15 milhões.
A Abrafrigo destaca que a participação relativa dos EUA nas receitas totais de exportação total de carne bovina cresceu de 12,2% no primeiro trimestre de 2024 para 17% de janeiro a março de 2025.
O mês de março foi marcado por uma queda nas exportações brasileiras de café, resultado, principalmente, da diminuição dos embarques da variedade robusta verde. Dados do Cecafé analisados pelo Cepea mostram que a quantidade escoada do grão pelo Brasil no último mês foi de apenas 138,6 mil sacas.
O montante representa um recuo significativo de 40% no comparativo com o mês de fevereiro. A queda é maior ainda na comparação com o mesmo período de 2024, onde foram exportadas 862,6 mil sacas de robusta verde, de acordo com o instituto.
O centro de pesquisas afirma ainda que esta queda nas exportações do robusta vem sendo registrada desde dezembro de 2024. Assim, a redução dos envios externos está relacionada principalmente à baixa disponibilidade doméstica do produto.
Apesar disso, a perspectiva do Cepea é positiva para o futuro das exportações de café. Isso se dá pelo fato de que a colheita do grão no Espírito Santo, principal estado produtor, está às vésperas de começar, com perspectiva de se intensificarem em maio. Dessa forma os embarques deverão aumentar no segundo semestre.
Durante a Agrishow , visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias da empresa
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Foto: Rogerio Barbosa
A GSI, referência global em equipamentos para armazenagem e secagem de grãos, confirma sua presença na Agrishow 2025, que acontece de 28 de abril a 02 de maio, em Ribeirão Preto (SP). Neste ano, a empresa chega à feira com novidades voltadas para a área de pós-colheita de grãos, oferecendo soluções inovadoras que impulsionam a produtividade e a segurança na gestão e operação de armazéns.
A conectividade proporcionada pelo Painel do Secador, integrado ao Process Dryer, poderá ser conferida na Agrishow. Essa tecnologia oferece controle preciso e eficiente da operação de secagem de grãos, sendo fundamental para otimizar a gestão da operação. O painel permite o monitoramento remoto e em tempo real do secador, possibilitando o ajuste de parâmetros como temperatura e umidade de forma intuitiva.
Outro destaque do evento é o lançamento da Grain Cleaner EC, uma solução de ponta para a limpeza de grãos, desenvolvida para atender as mais exigentes condições de operação. O equipamento enclausurado reduz a emissão de pó e proporciona um processo mais eficiente e seguro, ideal para aplicações que demandam alta performance e controle de processos. A tecnologia inovadora combina peneiramento e separação gravitacional por ar, distribuindo os grãos de forma uniforme para uma limpeza otimizada, com menor necessidade de mão de obra e maior segurança operacional.
No evento, o produtor também terá a oportunidade de conhecer a parceria estratégica da GSI com o Banco DLL, que traz condições diferenciadas de financiamento para investimentos em armazenagem. A iniciativa visa facilitar o acesso ao crédito para produtores e empresas do setor, disponibilizando modalidades do BNDES e soluções próprias do banco, garantindo mais agilidade e assertividade na ampliação da capacidade de armazenagem.
Com um portfólio robusto de soluções integradas, a GSI reafirma seu compromisso com a inovação e a conectividade, oferecendo equipamentos que transformam a gestão do armazenamento e processamento de grãos. Durante a Agrishow 2025, os visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias da empresa e entender como essas soluções podem agregar valor ao seu negócio.