segunda-feira, maio 25, 2026

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Cafeicultora do Sul de Minas transforma legado familiar e leva cafés especiais ao mercado internacional


Nas montanhas de Campestre, no Sul de Minas Gerais, Ilma Rosa Franco produtora rural fez da tradição centenária da família um exemplo de empreendedorismo rural e inovação.

À frente do Sítio Terra Nova, ela deixou o cultivo convencional e se lançou no mercado de cafés especiais, conquistando reconhecimento dentro e fora do país.

Filha da quinta geração de cafeicultores, Franco cresceu entre os pés de café plantados por seu bisavô, o espanhol Major Manoel Joaquim Garcia Rosa, ainda no século XIX. Mas foi em 2017 que a produtora decidiu mudar o rumo dos negócios e valorizar o terroir da região vulcânica mineira.

Hoje, a marca Café Rosa Franco é referência em qualidade e autenticidade.

“Eu queria mais do que apenas vender café. Meu intuito era mostrar ao mundo o valor do nosso terroir – conjunto de características naturais e humanas que influenciam a qualidade de um produto -, e da nossa dedicação”, conta a empreendedora rural.

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Cafés premiados e exportados

No sítio de 68 hectares, 33 são dedicados a variedades como Mundo Novo, Catuaí, Topázio e Paraíso. A colheita é manual e a secagem ocorre em terreiros suspensos, preservando o perfil sensorial com aroma frutado doce, às vezes floral, resultado do terroir exclusivo da região vulcânica.

O resultado apareceu em 2022, quando Ilma venceu um concurso municipal de cafés especiais, promovido pela Prefeitura de Campestre, alcançando 88,65 pontos. Hoje, das 600 sacas de café produzidas anualmente, cerca de 120 são classificadas como café especial.

A comercialização é feita de forma criteriosa: os cafés especiais são enviados para cafeterias, torrefações e eventos nacionais como o São Paulo Coffee Festival e a Semana Internacional do Café (SIC). Parte da safra também é exportada, chegando a países como Estados Unidos e Japão.

Hoje, a marca Café Rosa Franco é referência em qualidade e autenticidade. | Foto: Divulgação: ASN/MG

Parcerias e sucessão rural

Um dos diferenciais do projeto é a parceria com agricultores vizinhos. A empreendedora fornece insumos e estrutura a famílias de agricultores da região, enquanto os parceiros colaboram na colheita.

 “No fim da colheita, dividimos a produção e realizamos uma prática justa e sustentável que reforça os laços comunitários,” afirma Franco.

Pensando no futuro, a produtora prepara o neto Maurício Franco Garcia, de 18 anos, para assumir os negócios. Ao lado da avó, ele aprende, na prática, cada etapa que faz do Café Rosa Franco uma referência: desde o plantio até o manejo e a colheita dos grãos.

Apoio técnico e novos mercados

Franco também contou com apoio técnico do Sebrae/MG para profissionalizar a gestão e investir em novas oportunidades.

“O Sebrae tem sido um grande aliado na minha trajetória como produtora de cafés especiais. Fiz vários cursos que mudaram completamente minha forma de empreender, como o Empretec, além de capacitações sobre gestão financeira e torra, que ainda estou finalizando. Cada aprendizado abriu novos horizontes e trouxe mais segurança para tomar decisões no dia a dia do sítio”, ressalta Franco.

Com sensibilidade e coragem, Ilma Rosa Franco mostra que tradição e inovação podem caminhar juntas no agronegócio, inspirando produtores a valorizar suas origens e buscar novos caminhos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima instável no Oeste da Bahia exige atenção redobrada do produtor



Acúmulo de precipitação na safra 2024/25 ainda está dentro da média histórica




Foto: Pixabay

A previsão climática para os próximos dias no Oeste da Bahia indica instabilidade, com pancadas de chuva alternadas por períodos de sol. Segundo o boletim da AIBA, elaborado com base nos dados do INMET, essa condição deve permanecer até o início da próxima semana.

O acúmulo de precipitação na safra 2024/25 ainda está dentro da média histórica, mas a distribuição irregular preocupa. Meses como fevereiro e março registraram déficit hídrico importante, afetando o desempenho de culturas como soja e milho. Essa oscilação de chuvas tem impacto direto sobre o calendário de plantio e colheita, além de favorecer a proliferação de pragas e doenças. Os técnicos da AIBA recomendam vigilância constante e planejamento ajustado às janelas climáticas.

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De acordo com os dados comparativos, abril já apresentou melhora nos volumes acumulados, mas o produtor deve monitorar as previsões para evitar surpresas na fase final da colheita.

O uso de tecnologias de precisão, sensores meteorológicos e estratégias de irrigação complementar são algumas das alternativas sugeridas para mitigar os riscos causados pelas oscilações do tempo.

Manter um bom planejamento fitossanitário também é essencial neste cenário de instabilidade, especialmente para proteger lavouras que ainda estão em estágio reprodutivo.





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área de baixa pressão do Paraguai afeta o Brasil



Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem sofrer pancadas intensas de chuva com presença de raios nesta quarta-feira (23). Aliás, o território sul-matogrossense vem sendo impactado por quantidade de chuva em abril que não se registra para o mês desde 1961.

Confira a previsão do tempo para todo o país:

Sul

O centro do sistema de alta pressão começa a se afastar em direção ao oceano. Assim, as instabilidades voltam a avançar do interior do continente sobre o sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul. As demais áreas continuam com predomínio de tempo firme, com presença de sol entre nuvens ao longo do dia.

Sudeste

Sistema de alta pressão continua influenciando a maior parte dos estados, condicionando o tempo mais aberto e temperaturas mais amenas, sobretudo em áreas mais próximas da costa e litoral. Apesar disso, a interação entre calor e umidade presentes na atmosfera pode resultar em pancadas rápidas e isoladas sobre parte do interior de Minas Gerais.

Centro-Oeste

Uma área de baixa pressão centralizada sobre o Paraguai deve reforçar e espalhar as instabilidades sobre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, com risco de fortes pancadas com raios na parte da tarde. Condição para chuva isolada entre Goiás e Distrito Federal.

Nordeste

Tempo segue instável no litoral da Bahia, ainda associado à entrada de circulação de ventos marítimos sobre a costa. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue atuando sobre a costa norte. Calor e tempo firme no interior da região, com atenção para baixa umidade do ar entre o interior do Sergipe, Pernambuco e Alagoas.

Norte

O dia amanhece mais aberto em boa parte dos estados, mas com condições para pancadas de chuva com raios sobre a região de Manaus, Amazonas. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força e se espalham, trazendo pancadas de chuva de moderada a forte intensidade e acompanhada por raios. Entre o litoral do Pará e o Amapá, a atuação da ZCIT reforça a condição para chuva forte.



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Tocantins tem safra recorde de grãos em 2024/25


Segundo informações divulgadas pela Governo do Tocantins com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado deve encerrar o ciclo 2024/25 com a maior produção de grãos da sua história. A safra estadual deve atingir 8,9 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 16% em relação ao volume colhido no ciclo anterior, que foi de 7,69 milhões de toneladas.

De acordo com o 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, publicado no último dia 10 de abril, o avanço acompanha a tendência nacional de expansão. A produção total de grãos no Brasil foi estimada em 330,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 32,6 milhões de toneladas frente à safra 2023/2024. Caso o volume seja confirmado, será o maior já registrado pela série histórica da Conab.

A soja lidera a produção no Tocantins, com estimativa de 5,4 milhões de toneladas, crescimento de 1,8% em relação à safra anterior. O milho vem na sequência, com 2,3 milhões de toneladas, alta de 13,6%. O arroz foi estimado em 779,2 mil toneladas, com elevação de 3,4%. sorgo e feijão registraram 111,5 mil e 73,13 mil toneladas, respectivamente, enquanto o gergelim manteve estabilidade.

O levantamento também aponta que a colheita da primeira safra de soja no país está em ritmo acelerado. A Conab estima uma produção nacional de 167,9 milhões de toneladas da oleaginosa, o que representa um crescimento de 20,1 milhões de toneladas na comparação com a safra passada. Segundo a Companhia, esse desempenho pode resultar no maior volume já colhido da cultura no Brasil.

A colheita do arroz também avança no país, com mais de 60% da área plantada já colhida até o início de abril. O Tocantins segue como o principal produtor de grãos da região Norte e o segundo maior quando se considera as regiões Norte e Nordeste.





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Umidade favorece feijão, mas exige manejo de pragas


A primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul está concluída. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar, o ciclo foi finalizado com resultados positivos em boa parte do Estado, apesar de perdas localizadas na Metade Oeste, atribuídas à estiagem.

Na região de Caxias do Sul, a colheita foi tecnicamente encerrada com produtividade média próxima de 2.400 quilos por hectare. Segundo a Emater, a qualidade dos grãos foi considerada excelente. Já na região administrativa de Pelotas, as lavouras apresentaram variações de rendimento, entre 1.200 e 1.800 quilos por hectare, dependendo das condições de cultivo.

A colheita da segunda safra de feijão teve início e alcança, até o momento, 13% da área cultivada. A ocorrência de chuvas no início do período dificultou os trabalhos de campo, mas beneficiou lavouras em desenvolvimento. “As áreas com irrigação seguem apresentando excelente potencial”, informa o boletim.

Em Erechim, a Emater alerta que as temperaturas noturnas mais baixas podem impactar negativamente a produtividade. Em Frederico Westphalen, o ciclo avança em áreas de segunda safra sobre resteva de milho, que já iniciaram a colheita. Em Ijuí, 62% das lavouras estão em fase de granação, enquanto parte das áreas ainda se encontra em floração. A estimativa de produtividade é considerada satisfatória, com exceção das lavouras de sequeiro, que têm desenvolvimento abaixo do esperado.

Em Santa Maria, as chuvas ocorridas entre o final de março e a primeira quinzena de abril favoreceram as lavouras, especialmente nas fases de floração e enchimento de grãos. Na região de Santa Rosa, um produtor de Campina das Missões relatou que os 30 hectares cultivados em segunda safra foram impactados pela estiagem inicial, mas recuperaram o desenvolvimento após o retorno das chuvas.

Na região de Soledade, as condições climáticas melhoraram na segunda metade do período, com aumento da radiação solar e temperaturas mais adequadas. No entanto, a Emater adverte para os riscos associados à alta umidade relativa do ar. “O monitoramento e o manejo de doenças como a antracnose devem ser mantidos para evitar perdas significativas”, aponta o informe. Atualmente, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 45% em floração e 50% em enchimento de grãos.

Quanto à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos teve queda de 3,17%, passando de R$ 220,50 para R$ 213,50, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Milho verão surpreende com produtividade acima da média



Produtividade média parcial do milho verão varia entre 140 e 195 sacas por hectare




Foto: Divulgação

A colheita do milho verão no Oeste da Bahia está em ritmo acelerado e com resultados promissores. Segundo o boletim divulgado pela AIBA, mais de 35 mil hectares já foram colhidos, superando os índices registrados na safra anterior.

A produtividade média parcial do milho verão varia entre 140 e 195 sacas por hectare, com destaque para áreas irrigadas e regiões que escaparam dos picos de estresse climático. Mesmo com desafios fitossanitários pontuais, a cultura tem demonstrado forte resiliência.

As lavouras da região 01, por exemplo, estão produzindo 182 sacas por hectare, enquanto a região 03 registra 168 sacas/ha. Em contraponto, a região 02 apresentou uma queda significativa, com média de 170 sacas por hectare, contra 183 na safra anterior. As condições climáticas favoráveis no início da janela de plantio contribuíram para uma boa emergência das sementes e um rápido desenvolvimento vegetativo. Esse adiantamento se refletiu na antecipação da colheita, o que favoreceu o escoamento da produção.

A produção total prevista para a safra 2024/25 é de 1,134 milhão de toneladas, e o preço disponível na data de fechamento do boletim (14 de abril) era de R$ 74 por saca. A comercialização, no entanto, segue lenta, com apenas 20% da safra vendida até agora.

Com as expectativas mantidas para o milho irrigado e novas janelas de exportação, o setor aguarda a confirmação de produtividade nas áreas remanescentes para definir estratégias de mercado.





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Pasto de inverno avança mesmo com solo úmido


O retorno das chuvas e a presença de temperaturas amenas têm impulsionado o desenvolvimento das pastagens em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. A análise consta no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (17), que aponta melhora na condição das áreas recém-implantadas com forrageiras de inverno, como aveia e azevém.

De acordo com o boletim, mesmo com o avanço do outono, o campo nativo ainda mantém condições para sustentar a carga animal, embora haja preocupação em relação ao rebrote lento em áreas mais sensíveis. “Há apreensão quanto à oferta forrageira no final do outono”, destaca o informativo.

Na região de Bagé, alguns produtores aproveitaram a sequência de dias sem chuva para realizar a roçada dos campos. Segundo a Emater, essa prática tem contribuído para melhorar a eficiência da sobressemeadura de azevém. Já na região de Caxias do Sul, as chuvas favoreceram o crescimento das pastagens e a germinação das forrageiras de inverno, ainda que o solo úmido dificulte parte do manejo necessário.

Em Erechim, o retorno das precipitações, aliado ao clima mais ameno, beneficiou a implantação das pastagens. Contudo, o encerramento do ciclo das forrageiras de verão e a redução do rebrote no campo nativo evidenciam a transição para o chamado “vazio outonal”.

Frederico Westphalen apresenta recuperação gradual das pastagens cultivadas. A sobressemeadura com espécies de inverno avança, embora haja dificuldades no acesso às sementes. Em Ijuí, a implantação das pastagens de inverno prioriza forrageiras adaptadas ao outono. “A emergência inicial tem sido adequada”, observa a Emater, que também registra início do corte do milho safrinha, mesmo com baixos índices de produtividade.

Em Passo Fundo, o crescimento das forrageiras foi favorecido pelas chuvas, permitindo avanço na semeadura das espécies de inverno. Já o campo nativo apresenta redução no crescimento das espécies, afetado pela distribuição irregular das chuvas e pela presença de plantas invasoras.

Na região de Pelotas, o rebrote das pastagens nativas tem melhorado com as chuvas, permitindo o início das semeaduras de inverno. No entanto, a oferta de alimento continua limitada em áreas que sofreram mais com a estiagem.

Em Porto Alegre, o desempenho das pastagens é considerado estável, com boa disponibilidade de forragem, graças à umidade do solo e às temperaturas elevadas, que favorecem o pastejo e a transição para as espécies de inverno.

Na região de Santa Maria, as chuvas das últimas semanas permitiram aumento da oferta de forragem nas pastagens cultivadas, auxiliando na alimentação dos rebanhos. Em Santa Rosa, a quebra das pastagens de verão antecipou a implantação das de inverno, com boas condições de rebrote e desenvolvimento inicial. No entanto, a umidade do solo ainda limita o pastejo em algumas áreas.

Em Soledade, as chuvas leves e frequentes têm sido benéficas para a implantação das forrageiras de inverno, enquanto as pastagens perenes continuam fornecendo boa oferta de alimento para os rebanhos.





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China reduz compras de soja: quais são as consequências?


O mercado da soja atravessou uma semana de forte oscilação, influenciado por fatores externos como o avanço lento do plantio nos Estados Unidos, a desvalorização do dólar e o aumento nas exportações brasileiras. Apesar do bom desempenho logístico, as cotações no mercado físico recuaram, refletindo a leve queda no contrato de maio na Bolsa de Chicago, que fechou em US$10,36 por bushel (-0,77%).

Segundo análise da plataforma Grão Direto, o destaque da semana foi a exportação de 14,5 milhões de toneladas de soja brasileira em abril, superando em 1,2 milhão de toneladas a projeção anterior. O desempenho positivo é impulsionado pela demanda global, mesmo diante de um cenário desafiador, marcado pela guerra tarifária entre China e Estados Unidos. Em março, a China reduziu em 40% suas importações, aplicando tarifas de 125% sobre a soja norte-americana — o que pode abrir espaço para um avanço ainda maior do Brasil no mercado asiático?.

Além disso, o mercado observa com atenção os efeitos da unificação cambial na Argentina, que encerrou o regime do “dólar blend”. A medida traz mais previsibilidade ao comércio e pode tornar o país vizinho mais competitivo nas exportações de soja e farelo, pressionando os prêmios brasileiros. A Argentina, maior exportadora de farelo do mundo, deve ganhar espaço justamente quando o Brasil colhe os frutos de uma safra robusta e bons números de exportação?

O câmbio também tem desempenhado papel importante. O dólar comercial encerrou a semana cotado a R$5,81, queda de 1,02%, influenciado por expectativas positivas em torno do ajuste fiscal brasileiro. A tendência é de estabilidade para os próximos dias, com o viés de manutenção do patamar atual, salvo novidades significativas no cenário político e econômico.

Para os próximos dias, o mercado de soja deve seguir atento à volatilidade, especialmente com possíveis correções técnicas nas cotações de Chicago e novos desdobramentos da disputa comercial entre China e EUA. A orientação dos analistas é que produtores e agentes do setor acompanhem de perto o câmbio, os prêmios de exportação e as decisões estratégicas da Argentina para não perderem competitividade.





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JBS conclui registro na SEC e convoca assembleia para votar dupla listagem



A JBS anunciou mais um avanço em seu processo de dupla listagem. Com o pedido aprovado pela Securities and Exchange Commission (SEC), o conselho de administração da empresa convocou para 23 de maio a assembleia geral extraordinária que vai decidir se a JBS terá uma dupla listagem, com papeis negociados na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos, e na Brasil, Bolsa, Balcão (B3), no Brasil. A operação também depende da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os acionistas minoritários terão total poder de decisão. A J&F e a BNDESPar, os dois principais acionistas em volume de papeis, vão se abster de votar, o que deixará a decisão a cargo de detentores de pouco mais de 30% do free float da companhia.

“Acreditamos que essa operação vai aumentar nossa visibilidade no cenário internacional, atrair novos investidores e fortalecer ainda mais nossa posição como líder global de alimentos”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

Caso a proposta seja aprovada pela assembleia, a empresa estima o início da oferta das ações no mercado americano a partir de junho.

“Quando aprovado, o processo representará um novo capítulo na história da Companhia, com potencial de destravar o valor da ação e chegar a uma base mais ampla de investidores”, diz o CFO da JBS, Guilherme Cavalcanti.

A JBS está entre as maiores empresas de alimentos do mundo com uma plataforma diversificada de proteínas e de geografias. Com mais de 250 fábricas, produz em 17 países, possui mais de 300 mil clientes e seus produtos chegam a mais de 180 países. Nascida no Brasil há 71 anos, a JBS emprega hoje 280 mil pessoas.

De acordo com Tomazoni, os marcos conquistados pela JBS, ao longo dos mais de 70 anos de história, comprovam a eficácia da estratégia de atuação como uma plataforma global diversificada, tanto em proteínas como em geografias, impulsionada por marcas fortes e um portfólio de produtos de maior valor agregado. “Construímos uma cultura organizacional sólida. Temos as pessoas certas, nos lugares certos. Somente a dedicação e empenho de nossos colaboradores permitem à JBS chegar à excelência operacional ímpar”, afirma Tomazoni.



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Capital brasileira tem abril mais chuvoso desde 1961



O temporal da madrugada não foi suficiente: voltou a chover forte no fim da tarde desta terça-feira (22) em Cuiabá, capital de Mato Grosso.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já registrou 281,6 mm acumulados do dia primeiro de abril até às 9 horas do dia 22, hora de Brasília.

Confira, abaixo, alguns números da chuva de abril em Cuiabá que comprovam como o mês está sendo muito fora dos padrões climatológicos:

  • Total de chuva acumulada em 22 dias: 281,6 mm, mais do que o dobro da média para abril, que é de 112,8 mm
  • Abril mais chuvoso desde 1961 (em 64 anos)
  • Maior chuva em 24 horas de 2025: 92,9 mm entre 9h do dia 8 e 9h do dia 9 de abril (hora de Brasília)
  • Maior volume mensal de precipitação de 2025 até agora

E quem pensa que já basta, está enganado. Segundo a Climatempo, a previsão é de mais pancadas de chuva até o fim do mês.



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