segunda-feira, maio 25, 2026

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Com Alckmin presente, setores do agro pedem melhorias para o Plano Safra na Agrishow



Com o tema ‘O agro do futuro de A a Z — de açaí a zebu’, a 30ª edição da Agrishow, feira internacional de tecnologia agrícola em ação e a maior do setor na América Latina, chamou a atenção pelas discussões que tiveram como foco o Plano Safra 2025/26.

Representantes do setor agronegócio, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), os governadores Romeu Zema, Minas Gerais e Ronaldo Caiado, de Goiás, Guilherme Piai, secretário de Agricultura de São Paulo, representando o governador Tarcísio de Freitas que está no exterior e o vice-presidente Geraldo Alckmin falaram sobre o evento.

Na semana passada, a FPA entregou a proposta do setor ao governo federal, solicitando, no mínimo, R$ 598 bilhões destinados para financiamentos do agro, um aumento de 25% em relação ao plano anterior.

Ronaldo Caiado destacou que o setor está investindo mais em tecnologia, porém, o governador goiano criticou as atuais imposições para concessão do seguro rural.

“Se nós não temos seguro rural, e se hoje você comprar uma máquina aqui, que tem uma taxa de juros entre 18 e 20% embutidos na aquisição e imaginar que esse mesmo dinheiro lhe rende 15% sem risco algum numa instituição financeira, aquele que tiver qualquer frustração, e não tem o seguro, vai precisar de uma recuperação judicial ou vai à falência”, disse.

Hoje o setor precisa de R$ 1,3 trilhão para produzir. Um plano safra com R$ 600 bi com somente R$ 25 bi de subvenção, é 2,5% do que o setor precisa. E R$ 600 bi de plano safra ficam R$ 800 bi para iniciativa privada, então não é nada exorbitante. O país merece isso e a gente espera que venha no mínimo isso”, afirmou Guilherme Piai.

Geraldo Alckmin destacou que o BNDES concedeu R$580 bilhões em crédito para o setor e prometeu que o governo vai trabalhar para aumentar o valor do plano safra 2025/26. “Nós vamos sim trabalhar para ter um aumento do valor do plano safra e ele certamente vai exigir uma equalização maior em razão do aumento da taxa”, ressaltou.



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O que mais influencia o aumento do chocolate, principalmente no período de Páscoa?


Na interatividade, perguntamos sobre o aumento do preço do chocolate no período da Páscoa e a maioria, 70%, respondeu que seria por conta da demanda aquecida. 

Em segundo, com 18%, o preço da amêndoa do cacau e em terceiro, com 12%, pragas e doenças na produção da fruta. 

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O comentarista e analista do Canal Rural, Miguel Daoud explica que o aumento do preço está diretamente ligado à Lei da Oferta e da Procura. 

“É um princípio da economia que explica como os preços são determinados pelo mercado. Ela estabelece que a oferta, a quantidade de um produto disponível, e a procura dos consumidores por aquele produto, acabam influenciando o preço de equilíbrio. Além disso, como a Páscoa ocorre apenas uma vez ao ano, é comum que empresas e comerciantes aproveitem essa época para lucrar. O consumidor precisa ficar atento, pesquisar e se possível comprar um pouco antes. Mas vale ressaltar, que a produção de cacau vem enfrentando problemas em todo o mundo”, afirma Daoud.

A África Ocidental, que produz cerca de 70% do cacau mundial, tem enfrentado problemas com a produção. O clima, pragas e doenças como a da vagem negra tem afetado as colheitas, enquanto a demanda tem crescido.  

Ainda não é possível saber o valor exato das vendas de chocolate na Páscoa 2025. No entanto, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que as vendas de Páscoa somem R$ 3,36 bilhões.

Todas as quintas-feiras, o Porteira Aberta Empreender lança uma nova enquete no YouTube do Canal Rural e na outra semana traz o resultado. Participe.  



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Brasil vai enviar à Turquia bois vivos para reprodução



O Brasil poderá exportar para Turquia bois vivos para reprodução. A abertura de mercado foi anunciada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, durante a 90ª ExpoZebu, feira agropecuária realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba (MG).

Hoje o Brasil já exporta bovinos vivos para a Turquia, destinados a confinamento (engorda) e abate. “Agora, abrimos mais este filão, mais essa oportunidade”, disse Rua, em vídeo transmitido na abertura do evento.

De acordo com o secretário, trata-se de um mercado potencial de US$ 300 milhões por ano, segundo dados do Ministério da Agricultura.

“A Turquia é o terceiro principal comprador desse tipo de produto. E vem enfrentando problemas de ordem sanitária com seus principais fornecedores, como Estados Unidos e União Europeia (UE), de maneira que, se abre essa boa oportunidade às nossas exportações”, avaliou Rua.

O secretário também citou a abertura do mercado africano para o gênero bovino do Brasil e avanços na certificação sanitária com a Índia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores de erva-mate relatam alta no custo da mão de obra


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar, a colheita da erva-mate avança nas regiões administrativas do Rio Grande do Sul, mas a rentabilidade para os produtores continua pressionada pelos preços baixos e pelo custo elevado da mão de obra.

Em Erechim, onde a área plantada é de 7 mil hectares, a abertura oficial da colheita está marcada para o dia 28 de maio, no município de Viadutos. A erva-mate está sendo comercializada a R$ 17,00 a arroba na indústria, o que gera uma margem de lucro entre R$ 8,00 e R$ 9,00 para o agricultor. “A mão de obra para colheita está se tornando muito cara”, informou a Emater/RS-Ascar.

Na região de Soledade, a colheita foi intensificada neste período considerado o mais favorável do ano, devido ao maior volume de folhas maduras. Segundo a Emater, a qualidade do chimarrão é beneficiada nessa época. O preço pago ao produtor varia entre R$ 17,00 e R$ 19,00 a arroba em municípios como Itapuca e Mato Leitão.

Em Passo Fundo, as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento das plantas, permitindo a continuidade normal da colheita. No Polo Ervateiro do Nordeste Gaúcho, os preços variam entre R$ 17,00 e R$ 18,00 a arroba. Em Machadinho, a erva-mate comum é negociada a R$ 18,00 a arroba e a cultivar Cambona 4 a R$ 19,00. A produção de mudas segue normal, com poucas incidências de doenças, e o preço da muda é de R$ 2,00 a unidade.

Já na região de Lajeado, a cultura apresenta boas brotações favorecidas pela umidade recente. Os preços permaneceram estáveis no último mês: erva-mate convencional entre R$ 15,00 e R$ 19,00 a arroba; nativa a R$ 20,00; nativa sombreada a R$ 21,00 e erva-mate orgânica a R$ 22,00 a arroba. “Os produtores seguem desmotivados para investir na cultura devido aos preços baixos e à dificuldade de venda”, apontou o informativo.

A Emater também relatou que muitos produtores estão atentos às práticas de cultivo, realizando adubações, controle de pragas e colheita. No entanto, o período atual é considerado inadequado para a estocagem de erva-mate para chimarrão, em razão do excesso de brotações. A fiscalização sobre o uso de produtos não registrados na cultura foi reforçada pelas ervateiras, que têm descredenciado fornecedores que não seguem boas práticas agrícolas.

No Polo Alto Taquari, onde são cultivados aproximadamente 20 mil hectares, o processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG) está em fase de finalização, com a análise das primeiras amostras químicas dos ervais. A cultura tem relevância econômica e social em cinco municípios da região — Arvorezinha, Ilópolis, Anta Gorda, Putinga e Doutor Ricardo —, favorecendo a permanência de jovens no campo e movimentando o setor industrial, que conta com 72 indústrias. Os produtores, no entanto, relatam dificuldades para contratar trabalhadores para a colheita.





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Frente fria derruba temperaturas e traz risco de tempestades



A passagem de uma frente fria em alto mar na altura do Sudeste deve impulsionar mais umidade para o continente, estimulando nuvens carregadas sobre áreas do sul e leste paulista, com riscos de temporais no estado de São Paulo.

Na capital paulista a segunda-feira (28) começou mais nublada e há chance para alguma chuva fraca localizada. Porém, com o avanço do sistema, a chuva vai ganhando força no decorrer do dia e se prolonga até à noite. Há possibilidade de raios durante a tarde e de rajadas de vento de 50 a 60 km/h.

A Climatempo adverte para volumes acumulados altos que podem causar alagamentos. Existe risco para problemas no fornecimento de energia, além de queda de galhos e/ou árvores.

O alerta também vale para as regiões do Vale do Ribeira, litoral sul, Baixada Santista, Sorocaba, Campinas e parte da Serra da Mantiqueira e Vale do Paraíba. As demais áreas do estado terminam a última segunda do mês em atenção, com a entrada de mais umidade e chance de chuva forte em regiões como Presidente Prudente, Bauru, São José do Rio Preto e Franca.

Após frente fria, madrugadas ficarão mais frias

Esta frente fria passa em alto mar de forma rápida e já na noite de segunda, chega a altura do Espírito Santo e litoral sul da Bahia. O que vai voltar a chamar atenção é o ar frio que vem na retaguarda do sistema. As mínimas voltam a diminuir bem na cidade de São Paulo, com possibilidade de novos recordes de madrugada mais fria do ano. A Climatempo prevê mínima de 14 °C na quarta (30) e na sexta-feira (2) e apenas 13 °C na quinta-feira, dia 1 de maio.

Por outro lado, com a atuação do ar frio e seco, a condição de chuva diminui. Áreas do litoral, norte e nordeste do estado, assim como a capital, podem começar a terça-feira (29) com um pouco de garoa, condição que vai diminuindo ao longo do dia.

A maioria das regiões, ficam sem previsão de chuva de quarta a sexta-feira e com temperaturas mais amenas durante a tarde. Na cidade de São Paulo, as máximas devem variar entre 21 e 24 °C até o final desta semana.



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Milho segue em queda e vendedores estão mais flexíveis



De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior oferta de milho enfraqueceu a demanda pelo cereal, que seguiu em queda na última semana.

Segundo o Centro de Estudos, os consumidores estão afastados do mercado spot nacional à espera de melhores condições de compra. Neste cenário os vendedores estão mais flexíveis para negociações, principalmente diante das boas perspectivas para a segunda safra.

Nesse sentido, a maior parte das lavouras apresenta um bom desenvolvimento, favorecido, principalmente, pelo retorno das chuvas. O que tem contribuído para manter a umidade do solo.

Ainda de acordo com os pesquisadores do Cepea, mesmo com os preços do milho se tornando mais atrativos em comparação com a soja, os negócios seguem em ritmo lento.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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Milho segue em queda e vendedores estão mais flexíveis



De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior oferta de milho enfraqueceu a demanda pelo cereal, que seguiu em queda na última semana.

Segundo o Centro de Estudos, os consumidores estão afastados do mercado spot nacional à espera de melhores condições de compra. Neste cenário os vendedores estão mais flexíveis para negociações, principalmente diante das boas perspectivas para a segunda safra.

Nesse sentido, a maior parte das lavouras apresenta um bom desenvolvimento, favorecido, principalmente, pelo retorno das chuvas. O que tem contribuído para manter a umidade do solo.

Ainda de acordo com os pesquisadores do Cepea, mesmo com os preços do milho se tornando mais atrativos em comparação com a soja, os negócios seguem em ritmo lento.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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AgroNewsPolítica & Agro

clima impulsiona cultivo de couve-flor e repolho



Temperaturas amenas favorecem brássicas no RS




Foto: Pixabay

As condições de temperatura e umidade do solo favoreceram o cultivo de brassicas na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (25). A couve-flor, o repolho verde, o repolho roxo e o brócolis apresentaram crescimento regular, com menor incidência de pragas e plantas mais vigorosas.

“A umidade adequada tem sido fundamental para o desenvolvimento das culturas, contribuindo para a redução de estresses hídricos e promovendo a qualidade dos produtos”, informou a Emater/RS-Ascar no boletim. De acordo com o levantamento, a qualidade das olerícolas permanece estável, o que resultou em aumento do volume comercializado e dos preços na Ceasa, sobretudo para os produtos frescos.

Na região administrativa de Soledade, as temperaturas amenas também beneficiaram o cultivo de brócolis, repolho e couve-flor. A preparação do solo para a implantação de plantios em maior escala, especialmente voltados à indústria, foi intensificada.

Segundo dados levantados pela Emater/RS-Ascar, nas feiras da região de Soledade, o preço do repolho está em R$ 2,00 por quilo, enquanto a unidade de couve-brócolis é comercializada a R$ 3,50.





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Queda nos preços faz produtores de soja adiarem vendas



A última semana foi de queda para os preços da soja de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A pressão veio devido a uma menor liquidez e ao avanço da colheita no Brasil e na Argentina.

Ainda de acordo com o Centro de Estudos, as variações positivas tanto no preço FOB quanto nos prêmios de exportação não foram suficientes para manter os preços domésticos da soja estáveis. 

Outro fator que limitou os negócios envolvendo a oleaginosa na última semana foi a queda de mais de 3% do dólar. Essa retração na moeda afastou parte dos sojicultores brasileiros do mercado spot nacional.

Os pesquisadores do Cepea explicam essa cautela dos vendedores, que estão apostando em uma recuperação nos preços nas próximas semanas. O que alimenta essa esperança é a possibilidade do aumento das exportações de soja para a China.

Dessa forma, a maior disponibilidade no estoque nacional do grão, proveniente do aumento na safra 2024/25, pode facilitar  o escoamento do produto para a Ásia, em um cenário onde a guerra comercial com os Estados Unidos se prolongue.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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ExpoZebu tem agenda cheia, com julgamento das raças gir leiteiro, nelore e girolando



O terceiro dia da programação oficial da 90ª ExpoZebu está com agenda extensa para os participantes da feira e para os visitantes do Parque Fernando Costa, na cidade de Uberaba (MG). Um dos momentos mais aguardados começou neste domingo (27), com os julgamentos de animais. No primeiro dia, foram avaliadas as raças gir leiteiro, nelore e girolando.

Hoje (28), entram em pista exemplares das raças gir leiteiro, guzerá leiteiro, nelore, nelore pelagens, sindi, tabapuã e girolando. A programação completa está disponível em expozebu.com.br/agenda-julgamentos.

O Recinto de Avaliação das Raças Zebuínas Torres Homem Rodrigues da Cunha recebe 2.900 animais ao longo da semana. Os julgamentos seguem até sábado (3), quando serão revelados os Grandes Campeões da feira.

Programação da 90° ExpoZebu

Hoje cedo houve o lançamento da nova edição da Revista Turma do Zebuzinho e a edição deste ano do projeto Zebu na Escola, no Museu do Zebu.

Na sequência teve o início o Encontro Reprodução e Genética da GlobalGen, no Salão Nobre da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), com palestras e uma mesa-redonda com autoridades e especialistas do setor.

Também houve a assinatura do termo de cooperação técnica do Pró-Genética e Sicoob.

Por volta das 10h30, no Museu do Zebu, acontecerá o Mérito Institucional Fazu 50 Anos, parte das comemorações do aniversário de cinco décadas das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu). O evento contará com homenagens a ex-presidentes, diretores e conselheiros da instituição.

A 90ª ExpoZebu, maior feira da pecuária zebuína do mundo, é organizada pela ABCZ, com apoio da Prefeitura de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), CNA, Faemg/Senar, Sebrae, Banco do Brasil e Fazu 50 anos.



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