segunda-feira, maio 25, 2026

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JBS transforma metano em energia e gera mais de 2 mil MWh para abastecer fábricas



Com um investimento de R$ 17 milhões, a JBS passa a utilizar o metano capturado em suas operações industriais como combustível para geração de energia elétrica. O metano, transformado em biogás, abastece geradores que fornecem energia para quatro fábricas da Friboi, promovendo maior eficiência energética e reduzindo custos operacionais.

Desde 2023, a produção de cerca de 50 milhões de m³ de biogás evitou a emissão de 263,70 mil toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e), o correspondente à retirada de 105,5 mil carros das ruas por um ano.

Nas unidades de Ituiutaba (MG) e Andradina (SP), os geradores abastecidos por biogás já estão em pleno funcionamento. Desde 2023, essas unidades geraram, respectivamente, 1.179.017 kWh e 874.000 kWh de energia elétrica, resultando em uma economia de cerca de R$ 1 milhão (considerando os valores médios da energia nos respectivos estados). A produção total de 2.053.017 kWh seria suficiente para abastecer cerca de 12 mil residências durante um mês.

Já as fábricas da Friboi em Barra do Garças (MT) e Mozarlândia (GO) passarão a ser abastecidas de forma semelhante nos próximos meses, com o potencial de adicionar aproximadamente 1.100.000 kWh à produção, o que corresponderia ao consumo mensal de 6 mil residências.

Ao todo, até o final do primeiro semestre de 2025, serão 18 geradores em funcionamento através do investimento conjunto da JBS e parceiros para viabilizar essa conversão.

O projeto atual foi possível graças a um investimento da JBS iniciado em 2021, quando a Friboi implementou biodigestores em nove de suas plantas frigoríficas para capturar o metano gerado pelas operações industriais e convertê-lo em biogás.

Nos próximos meses, mais unidades da Friboi poderão contar com geradores movidos a biogás, garantindo o abastecimento de energia elétrica tanto para as áreas administrativas quanto para o setor industrial.

Esse é considerado um grande projeto do segmento na indústria de proteína no Brasil. “O projeto reflete o compromisso da JBS com a gestão eficiente de recursos e com a busca por soluções que gerem valor econômico e ambiental de forma integrada”, afirma Liège Vergili Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.

“A geração de energia a partir do biogás também reduz a dependência da rede elétrica e contribui para mitigar os riscos associados à volatilidade dos preços da energia”, explica.

O investimento total no projeto de biodigestores, que abrange as nove unidades, alcançou R$ 77 milhões. Desses, R$ 55 milhões são provenientes de recursos próprios da JBS, R$ 4 milhões da Âmbar Energia, da holding J&F Investimentos, e R$ 18,4 milhões de outros parceiros.

Esses valores de terceiros são destinados principalmente aos geradores, que incorporam tecnologias de monitoramento e controle para otimizar a geração de energia através do biogás. A JBS monitora o desempenho do sistema em tempo real para maximizar a geração de energia e custos.

O biogás apresenta-se como uma alternativa energética promissora, alinhada com os princípios da economia circular. Além da geração de vapor e eletricidade, a JBS avalia o uso do biogás como combustível para sua frota, buscando reduzir os custos com diesel e as emissões de gases de efeito estufa (GEEs).

“Além dos benefícios operacionais, estamos atentos às oportunidades de receita com a comercialização do biogás ou da energia elétrica excedente, seja para distribuidoras de gás, seja para indústrias. A ideia é ampliar cada vez mais esse modelo”, comenta Liège.

Com os resultados, a JBS demonstra o papel estratégico do biogás na construção de um futuro energético mais sustentável, com aplicações que vão desde a substituição da biomassa em caldeiras até a geração de eletricidade e a potencial transição para uma frota de transporte menos dependente de combustíveis fósseis. “Esse é apenas o começo de um movimento estratégico. Tenho certeza de que colheremos excelentes resultados a partir desses investimentos”, conclui a diretora.



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AgroNewsPolítica & Agro

Suplementação com caroço de algodão aumenta gordura do leite



A pesquisa não observou mudanças significativas na produção



O estudo foi publicado no Journal of Dairy Science
O estudo foi publicado no Journal of Dairy Science – Foto: Canva

Apesar da queda no consumo de leite fluido nos Estados Unidos, o apetite por derivados como queijo e manteiga segue em alta, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Essa mudança de hábitos tem incentivado a indústria leiteira a valorizar a produção de gordura e proteína no leite — componentes essenciais desses alimentos. Em resposta a essa demanda, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia descobriram que a inclusão de 15% de caroço de algodão integral na dieta de vacas leiteiras aumenta significativamente a concentração e a produção de gordura no leite.

O estudo, publicado no Journal of Dairy Science, foi conduzido com 16 vacas multíparas alimentadas com e sem o suplemento por períodos de 21 dias. As vacas que receberam caroço de algodão integral produziram leite com 0,2% a mais de gordura e um aumento diário de 5% na produção total de gordura, sem apresentar redução na ingestão de ração nem alterações na proteína do leite. O caroço de algodão é um subproduto rico em ácidos graxos insaturados e proteínas essenciais, liberando gordura lentamente no rúmen — o que evita efeitos negativos à digestão microbiana e reduz o risco de depressão da gordura do leite.

A análise também considerou a presença de gossipol, um composto potencialmente tóxico presente na semente de algodão, mas os níveis detectados no sangue das vacas ficaram bem abaixo dos limites prejudiciais. Além disso, a quantidade de sementes não digeridas foi mínima — menos de 3%, o que indica boa eficiência digestiva do suplemento.

Apesar do aumento na produção de gordura, a pesquisa não observou mudanças significativas na produção ou emissão de metano pelas vacas. Estudos anteriores já sugeriram que ácidos graxos insaturados podem reduzir metanógenos no rúmen, mas esse efeito não foi verificado nesta experiência. Ainda assim, os resultados são promissores e reforçam a importância do caroço de algodão integral como alternativa viável e segura para atender às exigências de um mercado que valoriza cada vez mais os sólidos do leite.

 





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Operação apreende 336 t de fertilizante orgânico sem registro



Uma operação de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no interior de São Paulo apreendeu de forma cautelar 300 toneladas de fertilizantes a granel, 36.425 kg de produtos ensacados e 3.000 embalagens. Segundo o Mapa, a empresa responsável por produzir fertilizantes orgânicos não possui registro de estabelecimento e de produtos junto ao ministério. A indústria também não apresentou aos fiscais a licença ambiental para funcionamento.

A fiscalização ocorreu na cidade de Pederneiras (SP), a partir de uma denúncia na Ouvidoria do Mapa, e envolveu a equipe de fiscalização da regional de Araraquara. De acordo com os fiscais, a empresa foi suspensa e não poderá produzir fertilizantes até regularizar a situação no prazo de 30 dias. A indústria também foi autuada em processo administrativo fiscal, que vai apurar as irregularidades e apreciar a defesa do estabelecimento.

“Além de infringirem a legislação, fertilizantes orgânicos produzidos sem registro no Ministério da Agricultura não possuem confiabilidade, podendo causar prejuízos aos agricultores por apresentarem formulações desequilibradas. Eles podem conter contaminantes biológicos, como salmonela, coliformes termotolerantes e ovos viáveis de helmintos, além de metais pesados tóxicos dependendo das matérias-primas utilizadas. Como consequência, o uso desses produtos pode contaminar alimentos e causar desequilíbrio fisiológico das plantas. Sem a licença ambiental, não há garantias de que a produção seja segura e não cause danos ao meio ambiente”, destacou Mapa.

A pasta reforça que as pessoas podem fazer denúncias através da plataforma Fala BR de forma anônima.



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Rio Subaé transborda após forte chuva e afeta 400 famílias


Aproximadamente 400 famílias de Santo Amaro, município do Recôncavo baiano, foram afetadas pelo transbordamento do Rio Subaé, na madrugada do último sábado (3), após 180 milímetros de chuva em apenas 24 horas.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram ruas da cidade tomadas pelas águas do Rio Subaé. Natural do município, a cantora Maria Bethânia fez um apelo nas redes sociais e cobrou ações das autoridades.

“S.O.S para Santo Amaro da Purificação. A natureza grita”, escreveu a artista na legenda de um vídeo publicado no Instagram.

Neste domingo (4), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, sobrevoou a cidade para observação das áreas afetadas e acompanhou o trabalho das equipes de apoio instaladas na Escola Municipal Stella Mutti, um dos pontos de coleta e organização dos materiais que serão entregues às famílias desabrigadas.

Em seguida, o governador visitou os bairros Bonfim, Candolândia e Ideal, além do Mercado da Feira Livre.

“Todos os órgãos que a gente pode ter influência, colocamos à disposição. A liderança é da prefeitura, mas ela não está sozinha. Desde o primeiro momento, meu chefe de Gabinete, meu secretário de Relações Institucionais e eu mesmo, fizemos contato com o prefeito. Hoje, vim aqui acompanhar os serviços, oferecer solidariedade e trazer amparo.”, disse Jerônimo.

Ajuda humanitária

De acordo com o governo da Bahia, a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (Sudec) está encaminhando ajuda humanitária para Santo Amaro, com o envio de 100 colchões, 100 cobertores, 100 lençóis, 200 kits de higiene pessoal e três rolos de lona plástica para cobertura de encostas.

Além disso, o programa Bahia Sem Fome realizou a entrega de mais de 1,5 mil kg de alimentos e 500 litros de água mineral para famílias afetadas pelas chuvas.

ajuda humanitária enviada para os afetados pela cheia do Rio Subaé em Santo Amaroajuda humanitária enviada para os afetados pela cheia do Rio Subaé em Santo Amaro
Imagem: Divulgação/GOVBA

A ação foi feita em articulação com a Secretaria da Educação do Estado (SEC), que disponibilizou o Centro Estadual de Educação Profissional em Turismo do Leste Baiano (CEEP Turismo) como ponto de coleta e distribuição.

O governo do estado informou ainda que a SEC está enviando 50 fardos de água e alimentos para a unidade escolar distribuir com as vítimas da chuva.

“Já temos, aproximadamente, 260 cadastros de famílias que foram acometidas com as águas em Santo Amaro. A ideia é que o programa Bahia Sem Fome faça uma assistência alimentar a essas famílias”, indicou o coordenador do programa, Tiago Pereira.

De acordo com a Sudec, além de Santo Amaro, até a manhã deste domingo (4), foram registradas ocorrências relacionadas às chuvas nos municípios de Camacan (em situação de emergência desde 12 de abril), Canápolis, Pau Brasil, Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Nazaré, Camamu, Valença, Itapé, Buerarema, Santana, Amélia Rodrigues, Santo Amaro, São Sebastião do Passé, Jaguaribe, Cícero Dantas, Dias D’Ávila, Lauro de Freitas, Simões Filho e Madre de Deus.

Texto com informações do repórter Anderson Oliveira.


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Apesar da terceira baixa seguida, mediana de IPCA 2025 fica acima do teto da meta, diz Focus



A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 passou de 5,55% para 5,53%, a terceira baixa seguida. Agora, está 1,03 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Considerando apenas as 112 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 5,52% para 5,51%.

A projeção para o IPCA de 2026 se manteve em 4,51%, ainda ultrapassando o teto da meta. Considerando apenas as 109 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, oscilou de 4,50% para 4,52%.

O Banco Central espera que o IPCA some 5,1% em 2025 e 3,7% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último Relatório de Política Monetária (RPM). A autarquia trabalha com o terceiro trimestre de 2026 como horizonte relevante, mas o período deve mudar para o fim do ano que vem na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 6 e 7 de maio.

O colegiado já aumentou a taxa Selic em 3,75 pontos porcentuais desde setembro, para 14,25%, incluindo uma rápida elevação de 3 pontos entre dezembro e março. Na ata da sua última reunião, do dia 19, o Copom indicou que deve elevar os juros novamente em maio, embora com uma alta inferior a 1 ponto porcentual. Nova reunião ocorre nesta semana.

A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela 11ª semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 passou de 3,78% para 3,80%. Um mês antes, estava em 3,78%.

Projeção de alta do PIB de 2025 segue em 2%, diz relatório Focus

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 se manteve em 2,0%. Um mês antes, era de 1,97%. Considerando apenas as 71 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, também seguiu em 2,00%.

No mais recente Relatório de Política Monetária (RPM), o Banco Central diminuiu a sua projeção de crescimento do PIB em 2025, de 2,1% para 1,9%. Segundo a autarquia, a revisão é consistente com a perspectiva de moderação do crescimento, devido à política monetária contracionista mas a incerteza sobre a estimativa aumentou.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 também se manteve em 1,70%. Considerando só as 69 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, ficou em 1,70%.

A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela quinta semana seguida. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável em 2,0% pela 60ª semana seguida.



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Comitiva brasileira participa de conferência internacional sobre recursos hídricos



Com foco em contribuir para o crescimento da produção agrícola no oeste da Bahia, uma delegação brasileira esteve na Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, onde debateu soluções e trocou experiências com ênfase na sustentabilidade e no uso responsável e compartilhado dos recursos hídricos.

A comitiva contou com a participação da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), de representantes dos governos federal e estadual, além de entidades do setor agropecuário.

Entre os dias 28 de abril e 1º de maio, a delegação participou da Water for Food Global Conference, realizada em Lincoln, na Universidade de Nebraska — instituição parceira do estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), por demanda dos produtores do cerrado baiano, por meio da Aiba e da Abapa.

Além das duas entidades, a missão técnica contou com a presença de representantes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), da Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Embrapa. A programação incluiu encontros com pesquisadores e produtores locais.

Estudo hídrico

A região oeste da Bahia é uma das mais dinâmicas fronteiras agrícolas do mundo, com cerca de 2,3 milhões de hectares dedicados à agricultura, sendo mais de 300 mil hectares irrigados. Para sustentar esse crescimento, foi encomendado um estudo robusto, liderado pela Aiba e pela Abapa, com o objetivo de garantir a segurança hídrica e promover o desenvolvimento sustentável.

Desde 2017, os Estudos do Potencial Hídrico da Região Oeste da Bahia vêm sendo conduzidos com o apoio do governo do estado, por meio das secretarias de Meio Ambiente (Sema), Infraestrutura Hídrica (SIHS) e Agricultura (Seagri), além do Inema.

A pesquisa envolve modelagem da disponibilidade hídrica superficial e subterrânea, análise do uso do solo e da irrigação nos últimos 30 anos, além da criação de sistemas online para visualização e análise de dados. O estudo mapeia a disponibilidade dos recursos do Aquífero Urucuia e das águas superficiais das bacias hidrográficas dos rios Grande, Corrente e Carinhanha.

De acordo com o vice-presidente da Abapa, Douglas Orth, apresentar o caso de sucesso em gestão de recursos hídricos no oeste da Bahia e trocar experiências com pesquisadores norte-americanos foi fundamental para abrir horizontes e ampliar as perspectivas de uso sustentável da água, garantindo a viabilidade da atividade agrícola a longo prazo.

“Apresentamos um estudo que mostra que o nosso aquífero tem características muito parecidas com o de Nebraska. Isso permite que ferramentas aplicadas lá possam ser adaptadas à nossa realidade”, explicou.

A Universidade de Nebraska é considerada referência global em gestão integrada de recursos hídricos, especialmente por meio do Daugherty Water for Food Institute (DWFI), voltado à segurança hídrica e alimentar.

“É uma região considerada o berço da irrigação, com dados históricos de mais de 130 anos e monitoramento sistemático da água, iniciado em 1972. O uso é controlado coletivamente, com divisão por regiões e sistemas próprios de controle. Participar do evento foi uma grande lição sobre o impacto do planejamento no aumento da produtividade”, pontuou Orth.

O estudo também se destaca pela construção de processos de governança hídrica, reunindo produtores, gestores públicos, comitês de bacias, associações e centros de pesquisa em uma abordagem integrada e participativa. “Precisamos valorizar mais o que fazemos. O setor agrícola brasileiro é referência mundial e temos que mostrar isso com orgulho”, concluiu.



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Mercado de fertilizantes em alerta


Segundo Leandro Cieslak, engenheiro agrônomo e representante técnico comercial da Yara Brasil, diversos fatores críticos estão movimentando o mercado de fertilizantes nesta semana, com destaque para os segmentos de nitrogenados, fosfatados, Enxofre e Potássio. A análise foi compartilhada por Cieslak em publicação nas redes sociais, destacando os principais pontos de atenção para produtores e profissionais do agronegócio.

No segmento dos nitrogenados, há pressão de alta devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos, à demanda crescente da Índia e à expectativa de aumento da área cultivada com milho naquele país. Por outro lado, o mercado de amônia apresenta viés de baixa, com oferta ampliada proveniente da Europa, Oriente Médio e China. Ainda assim, a demanda indiana pode representar um ponto de inflexão. 

No caso dos fosfatados, a oferta global limitada tem impulsionado os preços. No Brasil, o MAP segue com preços firmes, enquanto SSP e TSP registram valorização. A Índia mantém uma forte demanda, embora o governo local questione os valores praticados. A ausência da China nas exportações aumenta a incerteza, especialmente diante da demanda aquecida nos Estados Unidos, que também precisa ser monitorada.

O mercado de enxofre continua em alta no cenário internacional, influenciado pela forte demanda da Indonésia e pela oferta restrita nos EUA e na Europa. A China está no radar dos analistas, enquanto o Brasil já sente o impacto da alta. 

Por fim, o potássio mantém tendência de valorização, com o Brasil atuando como um dos principais compradores e influenciando o cenário global. A relação de troca entre soja e KCl ainda é considerada favorável, garantindo a atratividade da compra. EUA e China adotam uma postura mais cautelosa, enquanto o Canadá segue como um dos principais fornecedores. A China, no entanto, pressiona por preços mais baixos, o que pode gerar ajustes no mercado.

 





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Semana começa com tempo seco e alerta de baixa umidade do ar



O tempo continua firme na maior parte do Brasil e a semana começa sob influência de um bloqueio atmosférico que ainda deve se estabelecer e ganhar força nos próximos dias. A chuva vai continuar concentrada nos extremos do país. Em São Paulo, por exemplo, a atuação da alta pressão no interior do país impede a formação de nuvens de chuva em todo o estado, mantendo a condição de tempo mais seco e com baixa umidade.

As noites, madrugadas e manhãs continuam com temperaturas mais baixas e sensação de frio. Com a presença do sol no decorrer do dia, volta a esquentar à tarde.

Confira os detalhes do tempo em cada região do Brasil, segundo a Climatempo:

Região Sul

A semana começa com pancadas moderadas a forte na região do Chuí (RS) e no extremo sul e sudoeste gaúcho, devido a passagem afastada de uma frente fria em alto mar. Porto Alegre e Curitiba, podem registrar nevoeiro de manhã, prejudicando a visibilidade – com a presença do sol no decorrer do dia, as tardes voltam a ter temperaturas mais elevadas, fazendo calor na capital gaúcha. O tempo continua firme em Santa Catarina e no estado do Paraná.

Região Sudeste

A infiltração marítima provoca chuva moderada no litoral do Espírito Santo e na região do Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais – sem risco de volumes altos, chuva mais rápida e isolada nestas regiões.

As temperaturas continuam amenas em SP e no RJ pela manhã – com a presença do sol, volta a fazer calor à tarde e não há previsão de chuva – a alta pressão que atua no interior do Brasil continua bloqueando as instabilidades – o interior paulista e as cidades do oeste e Triângulo de Minas, ficam mais secas, com umidade relativa do ar abaixo dos 30%.

Região Centro-Oeste

As instabilidades que atuam no Paraguai contribuem para pancadas mais irregulares e localizadas no oeste e sudoeste de Mato Grosso do Sul, teremos um dia abafado com sol entre nebulosidade variável e chance de pancadas moderadas a forte.

Umidade alta ainda entre noroeste, oeste e centro-sul de Mato Grosso com chance de algumas pancadas durante à tarde. O tempo continua firme e mais seco no nordeste de MS, em todo o estado de GO e no DF, com valores de umidade do ar abaixo dos 30%.

Região Nordeste

A chuva mais pesada segue caindo entre a região do recôncavo baiano e o litoral de Alagoas. Destaque para a condição de chuva forte seguida por volumes elevados no estado do Sergipe com alerta para temporais em Aracaju.

Risco permanece elevado para transtornos. Na costa norte, a aproximação da ZCIT volta favorecer pancadas de chuva moderada a forte sobre o litoral do Maranhão e do Piauí.

Região Norte

A chuva perde força em boa parte do Amazonas, Pará e Tocantins, mas segue caindo de maneira expressiva no Amapá, Roraima, Acre e também em alguns pontos do oeste amazonense – com alerta para temporal.



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Formalização leva chá artesanal do Vale do Ribeira ao mercado global


Em Registro, cidade do Vale do Ribeira, interior de São Paulo,  um exemplo de empreendedorismo rural vem chamando a atenção. 

O Sítio Shimada, tradicional produtor de chá artesanal, é a prova viva de que a formalização pode ser um divisor de águas para pequenos agricultores. 

Com o CNPJ em mãos e o negócio legalizado, a família conquistou novos mercados — inclusive fora do Brasil. O chá teve uma participação significativa na economia local entre as décadas de 70 e 80. 

No entanto, começou a perder seu espaço na produção das mudas de chá na década de 90. A competição com mercados estrangeiros, como a Argentina, foi um fator decisivo.

A importância da formalização para o crescimento do negócio

Ume Shimada, empreendedora nata, quis manter a tradição:  inaugurou a ‘Fábrica Artesanal de Chá Preto’ aos 87 anos, em 2014, em um terreno que ela herdou dos pais – onde a família já havia trabalhado também com plantação de lichia e café, e com criação de bicho da seda.

“Naquela época, as empresas já não estavam mais comprando nosso chá. A única solução foi fazer a nossa própria minifábrica para processar o chá internamente”, conta Teresinha Shimada, agricultora e filha de Ume. 

Mesmo com a fábrica em funcionamento, faltava a parte mais importante: a legalização do negócio. Foi então que a família procurou o Sebrae/SP. A instituição oferece diversos cursos sobre empreendedorismo e negócios.

“Depois que fizemos os cursos do Sebrae, conseguimos compreender que ter o negócio legalizado era essencial para o crescimento e a expansão da nossa atividade”, relembra a empreendedora. 

Mulher em meio a plantação de chásMulher em meio a plantação de chás
Teresinha Shimada em sua propriedade, em Registro, São Paulo. Foto: Divulgação: Canal Rural

Novos negócios no Brasil

Em paralelo a essa trajetória, um levantamento recente do Sebrae revelou uma forte alta na abertura de pequenos negócios no Brasil. 

Nos primeiros três meses de 2025, foram registrados 1.407.010 novos CNPJs no país, com destaque para os microempreendedores individuais (MEIs), que representaram 78% do total.

O crescimento de MEIs no Brasil foi significativo, com um aumento de 35% no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024.

O crescimento também foi notável entre as micro e pequenas empresas, que tiveram uma alta de 28%.

Entre as regiões, o Sudeste, Sul e Nordeste lideraram na abertura de pequenos negócios, com São Paulo (28,6%), Minas Gerais (10,9%) e Rio de Janeiro (7,8%) se destacando. 

No entanto, estados como Ceará, Piauí e Amazonas mostraram o maior avanço, com registros de novos empreendimentos crescendo mais de 50% em comparação ao primeiro trimestre de 2024. 

Além disso, o setor de serviços foi o que mais se destacou, com 63,7% de novos negócios, seguido por comércio (20,8%) e indústria da transformação (7,6%).

Para  Michelle Santos, gerente regional do Sebrae/SP, no Vale do Ribeira, a formalização de um negócio traz inúmeros benefícios para o empreendedor. 

“O principal deles é contar com os benefícios da Previdência. Então, um empreendedor formalizado, ele tem um CNPJ e ele passa a contar com um auxílio doença, afastamento, o que ele precisar. Ele contribui para aposentadoria e também tem a parte de mercado que é mais aceito como um negócio em compras coletivas, por exemplo”, explica.

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Inovações e a visão para o futuro

A busca por inovação continua sendo uma prioridade para o Sítio Shimada. A família está investindo em novos produtos, como cerveja feita com chá defumado e até um chá gaseificado. 

“A formalização nos deu a segurança para ousar e explorar novas ideias e produtos. Hoje, temos uma visão mais ampla e estamos sempre em busca de novas possibilidades”, afirma Teresinha.

Esse processo de legalização não apenas transformou a vida da família Shimada, mas também está inspirando outros produtores rurais a seguirem o mesmo caminho. 

“A nossa história tem mostrado a outros agricultores que é possível mudar a realidade de suas propriedades. Muitos estão se organizando e criando suas próprias minifábricas, diversificando seus produtos. A formalização é um passo essencial para o crescimento de qualquer negócio rural”, afirma Teresinha, que observa com entusiasmo o movimento de outros pequenos empreendedores.

O Sítio Shimada é um exemplo de como a formalização pode gerar inúmeros benefícios. Teresinha, que está à frente do negócio na terceira geração, confia que o caminho da formalização será a chave para um futuro promissor.

“Nosso objetivo é continuar expandindo, com a nossa empresa estruturada e reconhecida. Acredito que a quarta geração estará aqui para continuar essa missão”, afirma com convicção.



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Juros em Foco! Semana será decisiva para o BC e o FED; ouça o Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a guerra comercial EUA-China manteve tensões, enquanto o FMI revisou para baixo as projeções globais de crescimento.

Nesta semana, o foco será a Super Quarta: o Copom deve elevar a Selic para 14,75%, e o Fed manter juros estáveis, enquanto o IPCA de abril tende a desacelerar.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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