segunda-feira, maio 25, 2026

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Cultivo protegido garante pimentão de qualidade



Pimentão tem baixa incidência de pragas, diz Emater




Foto: Pixabay

A produção de pimentão na região de Bom Princípio, no Vale do Caí, apresenta bom desenvolvimento e baixa incidência de pragas e doenças, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o levantamento, os cultivos em ambientes protegidos garantem frutos de qualidade, com coloração e tamanho adequados para o mercado. “Os produtores seguem colhendo pimentões com boas características e sem grandes problemas fitossanitários”, informou a Emater/RS-Ascar.

O preço do pimentão permanece estável na região, variando entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 10 quilos, dependendo da cor e do tamanho dos frutos.





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Com quase 8 mil projetos, Banco do Agricultor já liberou R$ 1 bilhão para produtores



Lançado em 2021, o programa Banco do Agricultor Paranaense chegou ao primeiro R$ 1 bilhão em financiamentos contratados para produtores rurais paranaenses e beneficiou mais de 7,8 mil projetos de melhoria no meio rural.

São iniciativas de apoio à pecuária, bovinocultura de leite, cadeias produtivas como café, olericultura, fruticultura e produção agroecológica, irrigação e sistemas de geração de energia de fontes renováveis.

O objetivo do programa é impulsionar investimentos por meio da redução dos juros para financiamentos em projetos de atividades agropecuárias, além de promover inovação tecnológica, sustentabilidade, geração de emprego e melhoria da competitividade do produto paranaense.

O iniciativa é gerenciada pela Secretaria de Estado da Agricultora e Abastecimento (Seab) e tem apoio do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), administrado pela Fomento Paraná, para subsidiar e reduzir os juros em financiamentos de crédito rural contratados junto às instituições financeiras credenciadas: Banco do Brasil, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e as cooperativas de crédito Sicoob, Sicredi e Cresol.

“Com a ação do estado, por meio do programa Banco do Agricultor, o agricultor está deixando de pagar mais de R$ 300 milhões em juros de financiamentos do crédito rural”, diz Claudio Stabile, diretor-presidente da Fomento Paraná. “É uma medida importante, porque contribui para reduzir os custos de produção, que impactam no preço dos alimentos ao consumidor, ao mesmo tempo em que melhora a renda e a qualidade de vida do produtor rural”.

O diretor administrativo​​ do BRDE, Heraldo Neves, informa que o banco já formalizou mais de 1.100 contratos, que representam quase R$ 100 milhões em juros sendo equalizados, pagos pelo Tesouro do Estado. “Boa parte desses contratos, quase metade, são muito importantes para o Paraná. São projetos de irrigação, de alternativa energética, performando quase R$ 300 milhões somente nessas operações”, destaca.

Segundo o gerente de Mercado do Agro do Banco do Brasil no Paraná, Luis Felipe Guimarães, desde 2021 já são mais de 5 mil famílias atendidas pelo Banco do Brasil com operações rurais abrangidas pelo o Banco do Agricultor Paranaense, fortalecendo o papel da instituição de principal parceiro do agronegócio e da agricultura familiar paranaense.

“Nos orgulha mais essa parceria com o governo do Estado, com o Paraná como sempre na vanguarda, proporcionando condições para que o campo fique cada vez mais forte e eficiente”, afirma.

O presidente da Central Cresol Baser, Alzimiro Thomé, diz que com as condições facilitadas e foco na agricultura familiar, o Banco do Agricultor Paranaense está alinhado aos princípios da cooperativa, permitindo que a Cresol cumpra o seu papel de apoiar o crescimento no campo.

“Ao facilitar o acesso ao crédito para investimentos na agricultura, a Cresol desempenha um papel no desenvolvimento econômico e social das regiões onde atuamos, especialmente aqui no Paraná. O programa impulsiona a produção, gera empregos e renda no campo, fortalecendo as comunidades locais e a própria atuação da cooperativa”, destaca.

Gilson Farias, gerente de Desenvolvimento de Negocias da Central Sicredi PR/SP/RJ, destaca o Banco do Agricultor Paranaense por dinamizar as propriedades no Paraná através da inserção de tecnologia, melhoria no campo, agregando qualidade de vida, agregando renda ao produtor rural, e nós temos a honra de participar.

“Entendemos que é um ótimo programa, que permite que o agricultor pague menos juros, através do subsídio, e realize os projetos. Já fizemos uma parceria com o BRDE de mais de R$ 186 milhões e diretamente pelo Sicredi mais de R$ 70 milhões financiados aos produtores rurais no Paraná. É um programa que está tendo muita procura por parte dos agricultores e um programa excelente para o Paraná”, avalia Farias.

FIDC Agro Paraná

Outra ação que vai ajudar a reduzir os custos para ampliar os investimentos na estrutura das cadeias produtivas do agronegócio é o FIDC Agro Paraná, um fundo estadual inédito — o primeiro instrumento de crédito voltado ao agronegócio criado por um estado — que pode alavancar até R$ 2 bilhões em negócios envolvendo as cadeias produtivas do agro.

O FIDC foi lançado recentemente pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na B3, a Bolsa de São Paulo.

Os projetos devem beneficiar produtores cooperados a grandes cooperativas ou vinculados a empresas integradoras, que terão acesso a crédito com taxas equivalentes às do crédito rural, em torno de 9% ao ano, mais baixas, portanto, do que os juros de mercado neste momento em que a taxa básica da economia (SELIC), beira os 15% ao ano).

“Estamos colocando R$ 150 milhões neste primeiro fundo, que poderá investir em outros fundos de direitos creditórios vinculados que estão sendo preparados, e ainda dispomos de outros R$ 200 milhões para colocar nesse tipo de dispositivo”, detalha Claudio Stabile.

Seguro Rural para o agricultor

A Fomento Paraná também apoia o produtor rural paranaense por meio do Programa de Seguro Rural, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE). O programa é gerenciado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e visa mitigar o risco das atividades agropecuárias e reduzir o endividamento agrícola.

Desde 2009, quando foi aprovada a Lei 16.166/2009, que concede Subvenção Estadual ao Prêmio de Seguro Rural, já foram pagos mais de R$ 88,6 milhões em subvenção para 47,1 mil apólices de seguro.

Em 2024 foram pagos aproximadamente R$ 4 milhões em subvenção. Para 2025 o FDE destacou R$ 12 milhões, com mais de dois terços desse valor já usados para contratos principalmente para atendimento da cultura do milho segunda safra.

A subvenção cobre 29 culturas, entre a produção de frutas, grãos (exceto soja), pecuária de leite e de corte, e funciona de forma complementar ao programa do governo federal. O estado do Paraná subvenciona 20% do valor da apólice e o Ministério da Agricultura e Pecuária subvenciona outros 20%. O produtor deve pagar apenas 60% do valor da apólice. Cada produtor pode contratar até R$ 4,4 mil por CPF/CNPJ, por cultura ou espécie animal e até R$ 8,8 mil por CPF/CNPJ por ano civil (janeiro a dezembro).

Nos últimos dois anos o desembolso para subvenção do prêmio do seguro rural vinha diminuindo, por conta do aumento dos riscos envolvidos na produção, como os fatores climáticos, considerando-se os períodos de plantio estabelecidos pelo Zoneamento Agrícola de Risco Agroclimático (Zarc), e em parte por conta da reformulação da base legal de normas que regem o credenciamento e contratação das seguradoras, realizada em 2024.

Agora em 2025, foi lançado novo edital que manterá as subvenções no mesmo patamar anterior e as seguradoras estão em fase de encaminhamento de documentos para credenciamento e posterior contrato com a Fomento Paraná.



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Câmara aprova projeto que amplia número de deputados federais



Projeto de lei complementar (PLP), aprovado na noite dessa terça-feira (6) pelo plenário da Câmara dos Deputados, aumenta de 513 para 531 o número de vagas na Casa em razão do crescimento populacional.

O texto mantém o tamanho das bancadas que perderiam representantes segundo o Censo de 2022. A mudança será a partir da legislatura de 2027.

O texto a ser enviado ao Senado é um substitutivo do relator, deputado Damião Feliciano (União-PB) para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/23, da deputada Dani Cunha (União-RJ).

O relator optou por uma abordagem política em vez do cálculo diretamente proporcional previsto na Lei Complementar 78/93, revogada pelo texto. “Estamos falando de um acréscimo modesto de 3,5%, enquanto a população nos últimos 40 anos cresceu mais de 40%”, afirmou.

Segundo Damião Feliciano, a perda de representantes significaria também perda de recursos em emendas parlamentares, aumentando a desigualdade regional (somente o Nordeste perderia oito vagas).

“Perder cadeiras significa perder peso político na correlação federativa e, portanto, perder recursos”, disse.

A necessidade de rever a distribuição de cadeiras surgiu após decisão, em agosto de 2023, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao acatar ação do governo do Pará que apontou omissão do Legislativo em atualizar o número de deputados de acordo com a mudança populacional, como previsto na Constituição.



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Brasil vai exportar pescados para Austrália



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que as autoridades sanitárias da Austrália autorizaram a exportação de pescado de origem extrativa do Brasil.

De acordo com o Mapa, a abertura do mercado australiano representa oportunidade estratégica para os exportadores nacionais, especialmente na comercialização de atum, pescada, lagosta e corvina, entre outras espécies de elevado valor agregado.

Segundo o ministério, apenas em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 400 milhões em pescados.

“Com a autorização, o agronegócio brasileiro alcança a 57ª abertura de mercado em 2025, totalizando 357 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023”, destacou a pasta.

O governo federal informou que a nova abertura de mercado é fruto do trabalho conjunto do Mapa, do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).



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Angola: ‘nova fronteira’ agrícola brasileira?



A quem diga que a Angola, na África, é como Mato Grosso há cerca de quatro décadas — um local pleno de potencial para produção de alimentos, mas ainda carente de infraestrutura e tecnologia agrícola.

As colheitas no país africano ainda estão longe dos números obtidos em nosso maior estado produtor. O milho, principal grão cultivado na nação de língua portuguesa, pouco ultrapassa 3 milhões de toneladas a cada safra. Mas Angola tem pressa: a população que hoje é de cerca de 36 milhões de pessoas cresce cerca de 1 milhão por ano. E precisa comer.

Para tentar resolver essa equação, Angola busca atrair produtores e empresários do setor rural Brasileiro com aval de Brasília, para conhecer as oportunidades que oferece na agropecuária. Nesta semana um grupo de brasileiros, acompanhado do ministro Carlos Favaro, da Agricultura, está em Angola conhecendo empreendimentos com possibilidades de parcerias e áreas que podem ser concedidas para a implantação de projetos de agricultura.

Não se trata, no entanto, da “descoberta de Angola “. Brasileiros pioneiros já estão instalados no país tempos, e agora esperam abrir mais portas para os conterrâneos. O goiano Altair Oliveira, por exemplo, é um dos fundadores da fazenda Pipe, que ocupa áreas nas províncias de Malanje e Cuenza Norte desde 2010. A terra vermelha da propriedade até hoje não precisou receber calcário. Na safra 2025/26, são cultivados 4700 ha de milho, 2200 ha de soja e 500 ha de feijão; 1250 ha são irrigados porção que deverá chegar a 2850 no ano que vem.

“O grande desafio aqui foi começar. Angola praticamente não tinha tradição alguma na agricultura (comercial) e enfrentamos muita dificuldade, principalmente em infraestrutura. Quando chegamos, há 15 anos, tínhamos que vir de helicóptero, pois não tinha estrada sequer pra chegar na fazenda “, conta Oliveira

A conquista mais recente foi a chegada da energia, trazida de forma independente o que permitiu o uso de pivos de irrigação. O próximo marco a ser alcançado é a chegada de sementes transgênicos que ainda não são permitidas em Angola, mas, de acordo com o governo local, devem ser liberadas em breve. “A utilização de variedades convencionais dificulta as operações e limita a produtividade, levando os custos “.

Oliveira conta que já foram investidos de 40 milhões a 50 milhões de dólares na Pipe. “Temos anexa outra propriedade de 8000 ha, e, se surgir um parceiro que possa trazer conhecimento experiência teria muita avalia “, afirma produtora, referindo-se ao possível investimento de brasileiros.

Outra iniciativa com participação do Brasil em Angola é o cultivo pioneiro de cana-de-açúcar pela Biocom, na província de Cuanza Norte. A primeira moagem da usina, que permanece como a única do país, ocorreu em 2014, e hoje a produção de açúcar chega a 130 mil toneladas .

A empresa obteve concessão do governo angolano para uma área de 59 mil ha, dos quais 46 mil podem ser ocupados com plantio. Mas hoje apenas 33 mil tem cana. A Bion busca formar parcerias com produtores brasileiros para se possível extinguir essa diferença, oferecendo um “pacote “ com canaviais plantados áreas para reforma e o restante para expansão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de soja avança lentamente na Argentina



Na soja de segunda, 61% dos cultivos atingiram a maturidade fisiológica



Na soja de segunda, 61% dos cultivos atingiram a maturidade fisiológica
Na soja de segunda, 61% dos cultivos atingiram a maturidade fisiológica – Foto: United Soybean Board

Segundo dados divulgados pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), a colheita de soja na Argentina alcançou 23,6% da área apta, após um avanço semanal de 9,1 pontos percentuais. Apesar do progresso, há um atraso de 12 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra anterior. O rendimento médio nacional está em 33 sacas por hectare, com resultados superiores ao esperado nas regiões de Córdoba, Entre Ríos e nos núcleos produtivos do Norte e Sul, especialmente para a soja de primeira. Com isso, a projeção de produção foi mantida em 48,6 milhões de toneladas.

Na soja de segunda, 61% dos cultivos atingiram a maturidade fisiológica e cerca de 79,7% dos lotes estão em condição de Normal a Excelente. Os primeiros lotes colhidos no Núcleo Norte superaram as expectativas, sugerindo que a colheita, embora atrasada, pode apresentar desempenho melhor do que o inicialmente previsto.

Quanto ao milho destinado à produção de grãos, a colheita avança em ritmo lento, priorizando a soja e aguardando melhores condições de umidade nas áreas afetadas por excesso hídrico no centro-sul de Buenos Aires. Até o momento, 31,3% da área nacional foi colhida, com rendimento médio de 82,1 sacas por hectare. Os plantios tardios devem começar a ser colhidos em meados de maio. A BCBA mantém a estimativa de produção em 49 milhões de toneladas, 2,6 milhões abaixo da safra anterior, compensada por bons rendimentos no centro e sul do país.

Já a colheita do girassol encontra-se praticamente finalizada, com 97,1% da área apta colhida. O rendimento médio nacional é de 23,4 sacas por hectare, mantendo a projeção de produção em 4,7 milhões de toneladas. A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos nos próximos dias, dependendo das condições climáticas no sul de Buenos Aires e La Pampa.

 





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Programa de inovação do Sebrae/SP tem 2,3 mil vagas gratuitas para produtores rurais



Produtores rurais de São Paulo têm a chance de melhorar a gestão de suas propriedades com um programa inovador que oferece acompanhamento gratuito por 12 meses. 

O  Agente Local de Inovação Rural ( ALI Rural), programa do Sebrae, está com 2.385 vagas abertas, e oferece suporte técnico especializado para melhorar processos de gestão nas propriedades, reduzir custos e aumentar a produtividade.

O ALI Rural acompanha o produtor desde o diagnóstico da propriedade até a implementação de soluções práticas. 

O objetivo é ajudar o agricultor ou pecuarista a adotar estratégias para melhorar a gestão e aumentar o faturamento, tudo com o suporte de um profissional capacitado e dedicado.

Em dois anos e meio de atuação, o Programa ALI Rural atendeu cerca de 7 mil produtores em 603 municípios do Estado. Entre os destaques estão o aumento médio de 23,9% no faturamento dos negócios e um índice de inovação e modernização de 66%.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Vagas abertas para produtores de todo o estado

O ALI Rural está disponível para produtores de todas as regiões de São Paulo. As vagas são distribuídas em diversas cidades, com destaque para áreas de forte produção agropecuária, como Presidente Prudente, Ribeirão Preto e Bauru. Ao todo, são 2.385 vagas abertas em várias regiões do Estado.

Além de fornecer apoio técnico, o programa facilita o acesso a informações importantes sobre gestão e inovação. O produtor pode se inscrever no site oficial e, após o cadastro, será contatado para dar início ao processo de acompanhamento. 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 31 de agosto. Inscreva-se aqui!



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

DF torna obrigatória a coleta de sangue em suínos selvagens abatidos


A medida tem como objetivo, entre outros, impedir a circulação de doenças; todos os javalis abatidos no DF por agentes de manejo deverão ter amostras de sangue coletadas e enviadas para análise laboratorial

O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), publicou a Portaria nº 121 no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), tornando obrigatória a coleta de sangue em suínos asselvajados abatidos no território distrital. A medida tem como objetivo fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir a biosseguridade da criação suína local, prevenindo a propagação da Peste Suína Clássica (PSC) e outras doenças de controle oficial. Atualmente, o Distrito Federal integra a Zona Livre para PSC com reconhecimento internacional.

De acordo com a portaria, todos os javalis abatidos no DF por agentes de manejo deverão ter amostras de sangue coletadas e enviadas para análise laboratorial. Caso não seja possível a coleta de todos os animais, a prioridade será dada aos mais velhos, considerados mais representativos da situação sanitária do grupo. As amostras deverão ser entregues nos escritórios de Defesa Agropecuária da Seagri-DF em até 48 horas, se refrigeradas, ou em até sete dias, se congeladas.

O secretário de Agricultura do Distrito Federal, Rafael Bueno, ressaltou a relevância da nova medida para a proteção da suinocultura local. “A proteção da produção suína do Distrito Federal é uma prioridade. Com essa iniciativa, a Seagri-DF reforça o compromisso com a vigilância sanitária e o controle de doenças, alinhando-se às diretrizes nacionais para monitoramento do javali. A coleta obrigatória de sangue dos javalis abatidos nos permite identificar riscos e agir preventivamente, garantindo a segurança sanitária e a sustentabilidade da suinocultura local.”

A subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Kalkmann, reforçou a relevância da medida: “Nosso objetivo é conscientizar sobre a importância desse trabalho para a sanidade suína. Quanto mais amostras conseguirmos coletar, melhor poderemos criar estratégias eficazes de controle e prevenção de doenças que possam impactar a suinocultura ou representar risco à saúde pública. Algumas dessas doenças são zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas para os seres humanos, o que reforça a necessidade de um acompanhamento rigoroso.”

Cadastro e treinamento

A portaria também estabelece que os agentes manejadores de javalis deverão estar cadastrados no Serviço Veterinário Oficial (SVO) e apresentar documentação comprobatória, incluindo identidade com CPF, comprovante de endereço e certificado de regularidade no Cadastro Técnico Federal do Ibama. Além disso, os agentes deverão passar por um treinamento ministrado por veterinários do SVO, que poderá ocorrer de forma presencial ou online.

A nova regulamentação também reforça a proibição do transporte de javalis vivos, determinando que os animais capturados durante as ações de controle sejam abatidos no próprio local. A portaria exige ainda a notificação imediata de qualquer avistamento de javalis doentes ou mortos. O descumprimento das novas regras poderá resultar em penalizações, conforme previsto na legislação vigente.

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Fonte:

Agência Brasílai





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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de algodão atinge 21% da área nos EUA



Texas já semeou 25% da área de algodão




Foto: Canva

O plantio de algodão nos Estados Unidos alcançou 21% da área estimada de 3,99 milhões de hectares, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O avanço semanal foi de seis pontos percentuais.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o ritmo da semeadura está dois pontos percentuais atrás do registrado na safra passada, mas um ponto acima da média dos últimos cinco anos.

No Texas, estado que concentra a maior área cultivada, o plantio já cobre 25% da área prevista. “As atenções agora se voltam para as condições climáticas, uma vez que o volume de chuvas, especialmente no Texas, tem favorecido o desenvolvimento das lavouras”, informou o Imea.

O Serviço Nacional de Meteorologia (NOAA, na sigla em inglês) indicou que a previsão para as próximas semanas aponta a continuidade de chuvas em algumas regiões produtoras. “Caso o clima não comprometa o ritmo do plantio, espera-se uma boa produção nos Estados Unidos, o que poderá elevar a oferta mundial de algodão em pluma”, avaliou o Imea.





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Super Quarta e desaceleração chinesa mexem com os ânimos: ouça os destaques do mercado


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que, em clima de cautela antes da Super Quarta, o Ibovespa subiu 0,03% com apoio do petróleo.

Enquanto isso, o dólar avançou a R$ 5,70 e investidores reagiram à desaceleração chinesa, ao déficit dos Estados Unidos, à expectativa de manutenção dos juros pelo Fed e alta da Selic no Brasil.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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